Vendas de seguros avançam 9,3% na América Latina em 2017, segundo estudo da Mapfre

O setor de seguros na América Latina cresceu 9,3% em 2017, favorecido pela valorização de algumas moedas na região em relação ao dólar, principalmente o real brasileiro. O faturamento total do setor atingiu US$ 158,5 bilhões. segundo estudo publicado pela Fundación Mapfre sobre os maiores grupos seguradores da América Latina. Os 25 maiores grupos seguradores incluídos no ranking de 2017 registraram US$ 8,9 bilhões a mais em prêmios no ano passado, representando um aumento de 9,6% em relação ao ano anterior.

A Bradesco Seguros lidera a classificação dos grupos de seguros que operam na América Latina em 2017, com uma participação de 8,2%, seguido por Brasilprev (7,6%) e Mapfre (5,8%). Em relação a 2016, a Brasilprev perdeu 1,2 ponto percentual de parte pela queda na receita de prêmios, enquanto a quota de mercado Bradesco e Mapfre ganhou de 0,5 e 0,2 pontos percentuais, respectivamente.

No segmento de seguros gerais, chamado de “No Life”, a América Latina atingiu um volume total de US$ 86,2 bilhões, 9,6% a mais que no ano anterior. Para quase todos eles, o Brasil é o principal mercado da região e suas receitas apresentaram bom desempenho e foram favorecidas pela valorização da moeda local. A Mapfre lidera o ranking neste segmento com uma participação de 7,8%, o que é quase o dobro do segundo participante classificação (Porto Seguro, com Participação de 4,2%), e 0,2 pontos percentuais acima da registrada no ano anterior.

Em relação ao segmento Vida, as três primeiras posições continuaram sendo lideradas por grupos brasileiros, que possuem um volume de prêmios que responde por mais de um terço do mercado. O tamanho do mercado em dezembro de 2017 foi de US$ 72,3 bilhões, 8,9% a mais que no ano anterior.

Seguro para equipamentos rurais é destaque em congresso de corretores em Florianópolis

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O Congresso Sul Brasileiro de Corretores de Seguros – BRASESUL vai reunir profissionais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, nos dias 19 e 20 de julho, no Centro de Convenções de Florianópolis, para debater as novidades do setor, que conta com aproximadamente 3.300 corretores em Santa Catarina. Ao todo, na Região Sul, são 15.652 corretores de seguros, segundo dados da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor).

Com o tema “Caminhos, Alternativas e Soluções”, o evento terá palestrantes nacionais e internacionais que vão dividir com o público os avanços tecnológicos e as novas opções de atuação neste mercado.

Os produtos voltados para o setor agrícola estão entre os mais procurados. No Brasil, o prêmio emitido anualmente no segmento Seguro Penhor Rural – Equipamentos é de aproximadamente R$ 600 milhões. Somente a região Sul do país é responsável por 40% deste montante, emitindo um valor em torno de R$ 240 milhões ao ano.

Neste segmento, a seguradora francesa Essor, que completou seis anos de atuação no país, vai apresentar um produto que traz mais benefícios e vantagens para o mercado agrícola. Segundo o Diretor Técnico da companhia, Leandro Poli, o objetivo é trazer mais tranquilidade para os produtores rurais desempenharem suas atividades.

Inovação – “O Seguro Penhor Rural–Equipamentos oferecido pela nossa empresa tem características específicas como prazo alongado de cobertura, que pode ser de até cinco anos, condições especiais para frotas e coberturas de roubo e furto qualificados já inclusas na cobertura básica, além de ser de fácil contratação”, explica.

Para que as melhores opções de cobertura cheguem ao consumidor final, Poli defende que o papel do corretor de seguros é estratégico. Por isso, a Essor oferece, além de material de apoio com todos os aspectos técnicos, a opção de treinamento presencial ou remoto, dependendo da necessidade.

“O seguro de equipamentos é de fácil compreensão. A maioria das dúvidas dos corretores é a avaliação sobre onde enquadrar o produto, se na carteira de Penhor Rural, que é quando o equipamento é financiado por programas de incentivo de crédito rural, ou em Benfeitorias, quando não há financiamento ou se o financiamento é feito de forma diferente. Um bom corretor de seguros conhece detalhadamente o que o mercado tem a oferecer e consegue identificar mais rapidamente as necessidades do consumidor final”, afirma.

Durante o evento, a Essor também vai mostrar o seguro de Responsabilidade Civil Ônibus e o seguro Agrícola, além do Qualidade Estrutural. “O seguro de qualidade estrutural é um produto largamente comercializado em países da Europa, onde o grupo da Essor tem forte presença, e que atende às necessidades de excelência e segurança da construção civil no Brasil, evitando rachaduras, quedas e desabamentos das obras de infra-estrutura e até mesmo residenciais”, explica o executivo.

FenaSaúde promove debate sobre custos da saúde no dia 13

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Economistas, acadêmicos e representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e de operadoras de planos de saúde vão debater o tema ‘Custos em Saúde. Como medir?’, durante o 3º Workshop de Análise de Impacto Regulatório, nesta sexta-feira (13), no Rio de Janeiro. Promovido pela FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), o evento terá transmissão online; as inscrições presenciais já foram encerradas. Para acompanhar em tempo real, faça sua inscrição: https://bit.ly/2KQKCGl

Na abertura, a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes, e a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Coelho, farão uma breve apresentação de boas-vindas, contextualizando o debate sobre os custos em saúde. “Essa discussão é mais do que oportuna; é obrigatória, porque se trata de um problema mundial. Os custos da saúde precisam ser reduzidos. As duas principais variáveis que impactam os custos são os preços dos procedimentos e a frequência de utilização. O IPCA só apura a variação dos preços, não a frequência. O workshop vai discutir as alternativas existentes para medir a real inflação do setor”, afirma Solange Beatriz.

O primeiro painel, ‘Evolução dos Custos da Saúde: Índices Setoriais e Variação dos Custos Médico-Hospitalares’, terá palestras de José Fernando Pereira Gonçalves, do IBGE, que falará sobre “O cálculo do IPCA/Saúde do IBGE”, e de Rafael Pedreira Vinhas, gerente-geral regulatório da Estrutura dos Produtos da ANS, que abordará o “Índice de Variação das Despesas Médico-Hospitalares calculado pela ANS”. Com tempo destinado à realização de debate entre os palestrantes, o painel terá a moderação do diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin.

O segundo painel terá como tema ´Reajuste Técnico, Reajuste por Sinistralidade e Equilíbrio Contratual´. O palestrante será o economista Paulo Pereira, da UFRJ, que abordará a importância do cálculo do preço atuarialmente justo e a necessidade do reajuste para o equilíbrio dos contratos. Vão debater o assunto Lais Perazzo, da Amil; Flávio Bitter, da Bradesco Saúde; Mônica Nigri, da SulAmérica; e Paulo Furquim, do Insper, com moderação de Luiz Roberto Cunha, economista e professor da PUC-RJ.

Confira a programação detalhada: https://bit.ly/2tpBNIm

Evento: 3º Workshop de Análise de Impacto Regulatório – Custos em Saúde. Como Medir?
Local: Rua Senador Dantas, 74, 16º andar, auditório da CNseg, Rio de Janeiro
Data: 13 de julho (sexta-feira)
Horário: 8h30 às 12h
Inscrições gratuitas para transmissão em tempo real: https://bit.ly/2KQKCGl

Insurtech de celular Pitzi contrata Thiago Machado, ex-diretor da Sura

A insurtech Pitzi anuncia a chegada de Thiago Machado, ex-diretor comercial de massificados da Seguros SURA. Machado será responsável por liderar o crescimento, identificando oportunidades de aproveitar as tecnologias e infraestrutura da empresa para solucionar dores importantes para seguradoras e dos distribuidores dos serviços delas.

Segundo o grupo, a startup opera programas de seguro de celular em mais de cinco seguradoras no Brasil. O crescimento abriu uma nova vaga e “acreditamos que Thiago Machado é exatamente o tipo de líder que consegue construir e fortalecer a parceria da Pitzi com a indústria de seguros e acelerar a transformação e inovação no setor”, informa nota distribuída pelo grupo.

“A Pitzi é parte chave de uma onda inevitável de inovação que vai transformar o mundo de seguros nos próximos anos, com varejistas, seguradoras e beneficiando bastante os consumidores. Estou feliz em poder acelerar esses novos desenvolvimentos”, afirma Machado na nota.

Thiago Machado está se juntando a Pitzi vindo da Seguros SURA, onde manteve diversas posições de liderança na área comercial de seguros massificados. Antes da Sura, Machado atuou nas seguradoras Royal Sun Alliance e ACE entre 2004 e 2016.”A experiência do Thiago trabalhando com programas de seguros massificados será fundamental à nossa missão crítica de expandir e fazer parcerias estratégicas e impactantes com seguradoras com objetivo de transformar a indústria”, afirma Daniel Hatkoff, fundador e CEO da Pitzi.

Segundo informações colhidas pelo blog Sonho Seguro, há aproximadamente cerca de 4 milhões de apólices de celulares vendidas no Brasil. Um número irrisório para os mais de 220 milhões habilitados. No entanto, o seguro enfrenta muitas queixas de usuários, que acabam recorrendo aos órgãos de defesa do consumidor para resolver conflitos. Entre os principais está a falta de entendimento sobre furto qualificado e furto simples. Geralmente as apólices vendidas no setor não dão cobertura para furto simples, que é aquele no qual o bem desaparece em deixar marcas de violência no proprietário.

Resseguradoras locais lucram R$ 303 milhões no 1o. trimestre

A Terra Brasis acaba de finalizar um estudo sobre a relação entre o resseguro emitido pelas resseguradoras locais e o seu patrimônio líquido no período de 2014 a 2017, bem como o resultado obtido pelas resseguradoras no primeiro trimestre de 2018, que no geral é positivo.

No ano de 2018 até março, as resseguradoras locais apresentaram um lucro de R$ 303 milhões (IRB com R$ 254 milhões e demais locais com R$ 49 milhões), superior em 17% aos R$ 259 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.

No período de janeiro a março de 2018, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 2,71 bilhões, 1,5% inferior ao mesmo período de 2017.

Perto de 71% deste total (R$ 1,92 bilhões) foi colocado em resseguradoras locais, um crescimento de 3,9%. Adicionalmente, no mesmo período, as resseguradoras locais aceitaram do Exterior um volume de resseguros (bruto de comissão) estimado em R$ 584 mm, um crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2017.

No conjunto o resseguro emitido pelas resseguradoras locais de janeiro a março de 2018 (bruto de comissão) foi de R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Durante o primeiro trimestre de 2018, a sinistralidade bruta das resseguradoras locais ficou em 41% contra 47% do mesmo período do ano anterior. O Combined Ratio ficou em 90%, uma melhora em comparação aos 98% apresentados no mesmo período de 2017.

O estudo sobre o período de 2014 a 2017 será apresentado em um conference call (em português e em inglês) para provocar uma discussão sobre o tema com leitores. Detalhes abaixo.

Conference call em Português:

Quarta, 18 de Julho, 11:00am (horário de Brasília)

Número de telefone: + 55 11 3193-1000 ou 2820-4000

Senha de participante: 4822160#

Marsh Brasil anuncia nova diretoria de Placement, Garantia & Crédito e Large Industries & Energy

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A Marsh anuncia a criação de três diretorias e a nomeação de novos executivos para as posições. Eduarda Tenes, foi nomeada Diretora de Placement para P&C, Corporate & Energy da Marsh Brasil. Com mais de 30 anos de experiência no mercado segurador, Eduarda atuou ao longo de sua carreira em corretoras locais e internacionais. Em 1998 juntou-se à Marsh Brasil e em sua trajetória na companhia ocupou diversas posições de liderança, como a gestão da área de Property Placement com mais de R$ 800 milhões em prêmios emitidos. Em sua nova função, Eduarda responderá diretamente à Paula Lopes, Diretora para Placement & Especialidades Marsh Brasil e será responsável pela gestão dos processos de Placement com o foco em P&C, Corporate e Energy.

Já o executivo Luis Guilherme Menezes assume a nova Diretoria de Surety & Credit. Com uma ampla experiência no setor de Garantia e Análise de Crédito, Luis atuou ao longo de sua trajetória profissional, em grandes empresas como o BankBoston e a J. Malucelli Seguradora. Em 2017 juntou-se à Marsh Brasil como Superintendente para liderar a Prática de Garantia da organização. Luis será responsável por liderar toda a equipe de Garantia, assim como todos os processos da Prática de Crédito. Baseado em São Paulo, se reportará diretamente à Paula Lopes.

E Wellington Zanardi, por sua vez, ocupa o cargo de Diretor de Large Industries, além de continuar a exercer a Liderança dos Clientes de Energy – Downstream. Com mais de 24 anos de experiência no mercado de seguros, Wellington ocupou diversos cargos de liderança em grandes empresas do setor. Em 2004 juntou-se à Marsh Brasil, atuando ao longo de sua trajetória dentro de nossa companhia com a gestão da Prática de Infraestrutura e das Indústrias de Especialidades. Em sua nova posição, Wellington assume o desafio de fazer a gestão da carteira de grandes clientes nacionais e permanece liderando nossas atividades de Energy com o foco em Downstream. Baseado em São Paulo, Wellington responderá diretamente ao Javier Duran.

Carta do Seguro – R$ 99,4 bilhões em vendas até maio

por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, presidente da CNseg

Divulgados os dados do setor segurador de maio de 2018, não há novidades quando comparado o desempenho das grandes linhas de ramos de seguros até o mês. Permanece o protagonismo do agrupamento de Ramos Elementares, com taxas robustas de crescimento dos seguros de Automóveis, Patrimoniais, Habitacional, Transportes, Crédito e Garantias, e Rural. O mesmo se pode dizer dos Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, com expressivos 10,9%, embora a contínua queda do ritmo dos VGBL e PGBL tenha contribuído para a estagnação da arrecadação do agrupamento de Coberturas de Pessoas.

Digno de nota é o desempenho, nesses cinco meses do ano, do Ramo Prestamista, crescendo superlativos 25,1%, na esteira da expansão do crédito pessoal. O que tem ajudado a alavancar a representatividade da linha de negócios de Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, atualmente com 15,6% de toda a arrecadação de seguros, ex-DPVAT. Maior do que o ramo de Automóveis, com 15%.

Como antes já verificado, em abril, os Planos de Capitalização vêm incrementando o ritmo, sustentando a sua participação. A arrecadação total, até o mês de maio, foi de R$ 99,6 bilhões. As provisões técnicas nos cinco meses do ano cresceram 12,9% comparati- vamente a 2017, tendo alcançado R$ 939,4 bilhões.

O gráfico a seguir mostra o comportamento, em série de 12 meses móveis, das taxas de crescimento, segregando-as (sem DPVAT e sem Saúde Suplementar), em Ramos Elementares, Cobertura de Pessoas – Planos de Risco, Cobertura de Pessoas – Planos de Acumulação e Títulos de Capitalização. Ele contribui para demonstrar, tendencialmente, que o mercado de seguros permanece com bom desempenho, mesmo em presença do ciclo econômico volátil.

por Lauro Faria, Economista da Escola Nacional de Seguros

Em maio passado, a arrecadação em prêmios e contribuições do mercado segurador regulado pela Susep foi de R$ 19,8 bilhões, 7,3% abaixo da arrecadação de abril. É um resultado preocupante, mas menos grave se levarmos em conta que, em termos de grandes grupos, a referida queda ficou circunscrita ao DPVAT e aos planos de acumulação, cujo peso é de quase 50% no mercado regulado pela Susep.

De fato, os aportes a tais planos somaram R$ 8,3 bilhões em maio, 18,2% abaixo do dado de abril. Desfez-se assim a recuperação desse grupo de produtos ensaiada em março e abril passados, quando os aportes cresceram fortemente sobre os meses anteriores. Os prêmios de DPVAT, de R$ 398 milhões, tiveram queda de 8,6% em maio sobre abril de 2018, 28,5% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 22,8% no acumulado de 2018, contra igual período de 2017, sem surpresa em função da redução do prêmio fixada pelo CNSP em fins de 2017.

No grupo de seguros de ramos elementares (exceto DPVAT), o crescimento da arrecadação foi de 3,8% sobre abril de 2018, 5,8% sobre maio de 2017 e 8,8% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017. No grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, as taxas de variação nessas mesmas bases de comparação foram de 4%, 7,7% e 10,9%, respectivamente. Houve, assim, manutenção do crescimento, porém, a taxas decrescentes, denotando desaceleração.

Observando os diversos ramos de seguros gerais, constatamos que a referida desaceleração ocorreu em função do desempenho de seguros de automóveis, que é o carro-chefe do grupo e cuja taxa de acréscimo caiu de 8,8% no acumulado de 2018 ante o mesmo período de 2017, para 2,7% em maio de 2018 sobre maio de 2017, e do seguro de crédito e garantias, com variações de 8% e 1,9% nesses mesmos períodos. Os demais ramos, com a exceção notável dos seguros marítimos e aeronáuticos, cuja arrecadação ainda mostra queda frente ao ano anterior, aceleraram a expansão. Isso se deu, inclusive, com o seguro de transportes (crescimento de 25,5% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 17,7% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017).

No grupo de coberturas de pessoas, foram notáveis os seguintes fatos:

a) o avanço da arrecadação do seguro prestamista, cuja taxa de acréscimo subiu de 25,1% no acumulado de 2018 sobre o mesmo período de 2017 para 38,6% em maio de 2018 sobre maio de 2017, denotando recuperação do crédito ao consumidor;

b) o aprofundamento da queda da receita do seguro viagem, que passou de -7,2% no acumulado de 2018 sobre o mesmo período de 2017 para -21% em maio de 2018 sobre maio de 2017, certamente devido à desvalorização do real e

c) a já mencionada redução dos aportes aos planos de acumulação, que pode estar ligada a reorientações de carteiras de investimento em razão do cenário interno e externo de grandes incertezas.

Acresça-se a isso, conforme o Banco Central, a expectativa de manutenção da taxa Selic, de 6,5% ao ano em 2018, e aumento para 8% em 2019, que pode estar postergando maiores aportes nesses planos. Os aportes a títulos de capitalização permaneceram praticamente estáveis em maio sobre abril, mas cresceram 8,1% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 8,1% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017, mostrando, portanto, recuperação.

O crescimento com relativa desaceleração do mercado de seguros é consistente com o movimento geral da economia brasileira. Desde o início do ano, o Boletim Focus do Banco Central aferiu queda da expectativa de crescimento do PIB real em 2018, de cerca de 3% para os atuais 1,53%, bem como, no caso da produção industrial, de 3,1% para atuais 2,7%. Ao mesmo tempo, a mediana das projeções do mercado para a inflação (IPCA) em 2018 subiu nesse mesmo período de 3,95% para 4,2%. No caso do IGP-DI, a projeção atual é de um acréscimo de 7,7% em 2018. Assim, a estimativa de crescimento do mercado de seguros para 2018 é de taxas positivas, mas menores do que se esperava no início do ano.

No mercado como um todo, exceto DPVAT, a sinistralidade continuou em queda, situando-se em 43,7% no período janeiro-maio de 2018, com variação absoluta de -1,8% sobre o verificado no mesmo período de 2017. A sinistralidade do grupo de seguros de ramos elementares foi de 53,5%, com queda de 1,8 ponto de percentagem na mesma base de comparação, e a do grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, de 25%, com queda absoluta de 1,7 ponto percentual sobre o mesmo período de 2017. O índice de despesas de comercialização do mercado como um todo, exceto DPVAT, foi de 24,8% no acumulado do ano até maio, com aumento de 0,6 ponto de percentagem frente ao mesmo período de 2017, sendo de 21,9% em ramos elementares e 30,3% no grupo de planos de risco de coberturas de pessoas.

Nos primeiros cinco meses de 2018, as despesas administrativas das seguradoras reguladas pela Susep cresceram 5,9% ante igual período de 2017, o resultado financeiro caiu 14,4% e o resultado patrimonial cresceu 15,7%. Estimulado pelo aumento de receita, o lucro líquido agregado dessas empresas cresceu 6,7% nessa base de comparação. Desse modo, a rentabilidade do patrimônio líquido agregado das seguradoras reguladas pela Susep foi de 21,4%, estável em relação ao verificado em janeiro-maio de 2017.

SulAmérica coloca em operação ambulâncias exclusivas para atendimento aos segurados

sulamerica

A SulAmérica colocou em operação ambulâncias personalizadas e exclusivas para atender aos segurados de saúde da companhia nas remoções inter-hospitalares cobertas pelo seguro.

Com o objetivo de oferecer ainda mais qualidade no atendimento e melhorar a experiência do cliente, a companhia firmou uma parceria com a Med Salva, parte do grupo Ambuiberica, uma das maiores empresas no ramo de remoções em atuação no País.

As ambulâncias SulAmérica realizarão, inicialmente, parte dos atendimentos em São Paulo e na região do Grande ABC. Até o final de 2018, a companhia fará a expansão do modelo para outras capitais do País.

ARTIGO: SOAT – Seguro Obrigatório de Acidentes de Trânsito PL n.º 8.338/201

por Walter Polido

“Há acentuado distanciamento do Brasil em relação aos países desenvolvidos em termos de Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil de Automóveis. Limites de garantias e coberturas oferecidas se situam em patamares diferenciados, certamente com imensa desvantagem para o Brasil. Este desnível deveria constituir fator de preocupação para a sociedade brasileira, mas nunca foi objeto de questionamentos mais representativos. O brasileiro não tem cultura de seguro desenvolvida e rejeita qualquer tipo de compulsoriedade na contratação de seguros, seja qual for o tipo. O DPVAT – Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres tem cumprido insatisfatoriamente a sua função, enquanto instrumento de política pública, ainda que de relevante interesse social”.

Leia o artigo completo no link do IBDS

Rogério Santos assume diretoria de automóvel na Sompo

A Sompo Seguros anuncia Rogério Santos como novo Diretor Técnico do Produto Automóvel. O executivo assume a posição com o desafio de contribuir com as políticas e estratégias voltadas à essa carteira. “A companhia já conta com estratégias bem claras sobre os objetivos que pretende alcançar nos próximos anos. Nossa contribuição será para que essas metas sejam alcançadas, garantindo a subscrição adequada de risco, a rentabilidade e o crescimento sustentável ao mesmo tempo em que disponibilizamos produtos adequados às necessidades dos segurados”, considera Santos.