Valor: aumenta número de mulheres à frente de seguradoras

mulheres em seguros

A presença feminina no comando das seguradoras ganha densidade no mercado brasileiro num momento em que o setor discute crescimento, inovação, governança e adaptação a riscos mais complexos. “Em termos aproximados, para cada dois diretores homens, há uma diretora mulher. Há dez anos, essa relação era maior, de quatro para um. Um progresso, sem dúvida”, cita Maria Helena Monteiro, diretora da Escola de Negócios e Seguros (ENS) e co-autora de estudo sobre a participação feminina na área, traz o especial Mulheres e Negócios, publicado pelo Valor Econômico (leia a íntegra da matéria neste link).

Além das três entrevistadas que estampam a matéria com fotos — Erika Medici(AXA no Brasil), Patricia Freitas (Prudential do Brasil) e Juliana Alves (Swiss Reno Brasil), Patricia Chacon, que assumiu o comando da Porto Seguros, em janeiro deste ano, traz renovação de gestão com um traço histórico que o CEO da holding, Paulo Kakinoff, já definiu como a “alma feminina” da companhia. A referência remete à influência de Rosa Garfinkel, apontada como central na formação da cultura de cuidado que, segundo a narrativa institucional do grupo, permanece na essência da marca.

Para Chacon, o diferencial competitivo continua ancorado no atendimento ao cliente nos momentos mais delicados, e cita como exemplo o “15 Minutos”, serviço iniciado pela Porto Auto em São Paulo para garantir assistência veicular entre 22h e 5h em até 15 minutos, com desconto na renovação se o prazo não for cumprido. A executiva também ressaltou a importância de ampliar a presença feminina nos espaços de decisão. A Porto foi a primeira da B3, em 2025, a ter maioria de mulheres no conselho de administração: 57,1%.

Hoje, o mercado reúne 10 mulheres no comando entre seguradoras e resseguradora no país. Além das citadas acima, temos Ângela Assis (Brasilprev),Cristina Salazar (CESCEBRASIL), Sany Silveira (CNP Seguradora Seguros Holding Brasil), Claudia Lopes (Sancor Seguros Brasil), Camila Kataguiri (Pier Seguradora), Raquel Reis (SulAmérica e Odonto). O grupo segue pequeno para o porte da indústria, com mais de 140 seguradoras, 13 entidades de previdência, 19 empresas de capitalização e 124 resseguradoras, mas ajuda a dar visibilidade a uma mudança que começa a se refletir não apenas no discurso corporativo, mas em estratégia, produto e governança.

O consultor e co-autor do estudo da ENS, Francisco Galiza, comenta que fora das seguradoras, o movimento já alcança corretoras, prestadores de serviço e entidades, mas o topo da indústria ainda permanece majoritariamente masculino. “A ampliação da presença feminina no comando deixa de ser apenas um marcador de inclusão. Passa a ser também uma sinalização de como as seguradoras querem competir: com mais repertório para ler o cliente, mais cuidado na tomada de decisão e maior capacidade de adaptação em um mercado que exige escala, eficiência e confiança”, conclui.

Grupo Austral segue a trajetória de resultados sólidos e crescentes, registrando um lucro líquido de R$ 148 milhões, incremento de 24%

O Grupo Austral, que abrange as operações da Austral Seguradora e Austral Resseguradora, registrou o melhor resultado de sua história, apresentando um lucro líquido de R$148 milhões, uma alta de 24%. O retorno sobre patrimônio líquido médio foi de 19,0%, fechando dezembro de 2025 com um patrimônio líquido de R$ 828 milhões.

O desempenho forte e consistente está diretamente ligado ao resultado operacional de Seguros e Resseguros, e do ganho de eficiência de despesas administrativas. O Grupo Austral também se beneficiou do aumento do resultado financeiro, refletindo maiores taxas de juros e maior geração de caixa, alcançando R$2,2 bilhões de carteira de ativos financeiros. 

“Temos colhido bons resultados ao focar nossos esforços nos mercados onde possuímos amplo conhecimento e experiência. Nossa equipe qualificada tem assegurado consistência nos resultados da subscrição, além de atuar com eficiência, apoiada pelo uso de tecnologia.”, analisa o CFO do Grupo, André Caldeira.

Austral Seguradora

A Austral Seguros mantém sua consistência de resultados, atingindo R$53,0 milhões de lucro líquido em 2025, um aumento de 22% em relação a 2024. Esse resultado fez o retorno sobre patrimônio líquido médio atingir 19,4%, um crescimento de 2,8 pp em relação a 2024.

A Empresa apresentou resultados técnicos fortes em todas as linhas de negócios que opera, com destaque no segmento de Seguro Garantia, que apresentou um aumento de 20% no volume de prêmios emitidos, e tem contribuído para geração de caixa, fazendo a carteira de investimentos atingir R$479 milhões em dezembro de 2025, um aumento de 21% comparados a dezembro de 2024.

“Os resultados que celebramos não são casuais; são o reflexo direto de uma estratégia de longo prazo, desenhada para elevar nosso patamar de competitividade. Nos últimos anos, consolidamos um ecossistema de investimentos contínuos em tecnologia, priorizando a automação de processos, a inteligência de dados e, acima de tudo, a hiper personalização da experiência do cliente. Entendemos que a inovação tecnológica é o motor da nossa eficiência operacional, mas é o fortalecimento do nosso capital humano que humaniza essa entrega e nos mantém na vanguarda do setor”, comenta o diretor comercial da Austral Seguradora, Rafael Gama.

A seguradora se manteve líder de mercado na carteira de Energy, com R$ 857,9 milhões de prêmios emitidos em 2025, com 44,9% de participação de mercado no ano de 2025. 

A Companhia continua avançando na transformação digital com seu ecossistema digital para o produto Garantia tendo um papel central nesse movimento.

Austral Re

Mais um ano que a Austral Re demonstra sua excelência de subscrição, aumentando 23% seu lucro líquido, atingindo um resultado recorde de R$92,6 milhões em 2025. Com esse resultado, o retorno sobre patrimônio médio ultrapassou a marca de 20%, alcançando 20,5% no ano.

 O faturamento da Austral Re atingiu R$ 2,9 bilhões em 2025, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior. Esse movimento segue rigorosamente a estratégia de diversificação de carteira da companhia, com destaque para o ramo de vida, que cresceu 73% em 2025, passando a representar 13% da carteira da empresa.

A carteira de ativos atingiu R$1,7 bilhão em 2025, um crescimento de 17% em relação a 2024, oriundos principalmente de geração de caixa das operações. A empresa fechou com patrimônio líquido de R$484 milhões em 2025, crescendo 15% comparado a 2024.

A Austral Re segue reforçando seu compromisso com a excelência técnica por meio de investimentos contínuos em dados, tecnologia e evolução de processos, incluindo a modernização de suas ferramentas de subscrição.

“O ano de 2025 marcou um avanço importante nesta jornada. Intensificamos nossos investimentos em dados, soluções analíticas e capacidade técnica para aumentar a eficiência, gerar ainda mais vantagem competitiva e elevar a assertividade na precificação. A combinação entre tecnologia, inovação e conhecimento de negócio tem sido um diferencial relevante, e estamos muito orgulhosos do que estamos construindo.”afirma a Diretora de Atuarial e Analytics da Austral RE, Brenda Cantisano.

Tokio Marine passa a ofertar seguros de vida e residencial com cobrança na conta de energia no estado do Paraná

A Tokio Marine Seguradora ampliará o acesso à proteção para os moradores dos municípios do Paraná ao disponibilizar a contratação dos Seguros de Vida e Residencial com cobrança diretamente na fatura de energia elétrica. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Copel, responsável pela distribuição de energia no Estado, e com a PWM, consultoria especializada em soluções de seguros voltadas ao setor de concessionárias de energia. Com esse modelo de distribuição, a oferta estará acessível a mais de 5 milhões de clientes atendidos na região.
 

“Nós queremos, cada vez mais, que os brasileiros possam aderir a proteções que façam sentido para as suas realidades. Por isso, para que possamos tornar a cultura do seguro ainda mais comum entre as pessoas, seguiremos investindo em parcerias como essa, que geram impacto positivo na sociedade, sempre atentos a novas oportunidades e possíveis parceiros”, enfatiza a Diretora de Canais Especiais da Tokio Marine, Marcia Silva. 
 

Para atender algumas das principais necessidades foram desenvolvidos produtos com proteção pessoal e residencial além de serviços, como por exemplo, telemedicina, assistência funeral, desconto medicamento, chaveiro, eletricista e até locação de caçamba e limpeza de caixa d’agua.
 

“O fato da cobrança do seguro ocorrer por meio da fatura mensal de energia torna o acesso ao seguro muito fácil à todas as camadas da população, algo que sempre temos em mente em todas as ações da nossa Diretoria de Canais Especiais”, explica Marcia Silva.
 

Os clientes da Copel que tiverem interesse em aderir a algum dos produtos podem fazer a solicitação por meio do site da Copel.

Roubo e furto de itens pessoais preocupam profissionais em viagens corporativas

Sidemar Zurich Seguros

O roubo ou furto de pertences esteve entre os incidentes mais comuns enfrentados por profissionais durante viagens de trabalho em 2025, segundo levantamento global do Grupo Zurich sobre tendências em viagens corporativas. No Brasil, esse foi o incidente ou emergência mais relatado em viagens internacionais, sendo citado por 11% dos respondentes – em linha com o índice global. Entre a geração Z, o percentual piora, chegando a 13%. 

Os dados fazem parte do relatório Business Travel Outlook: How to navigate a new era of disruption (em tradução livre: Perspectivas para Viagens Corporativas: Como navegar uma nova era de disrupção), realizado com 4 mil viajantes corporativos em oito países, incluindo o Brasil.  

O estudo mostra ainda que a preocupação com a perda ou o roubo de itens essenciais para 2026 é elevada entre brasileiros: 73% demonstram preocupação intensa ou moderada a respeito do roubo e furto de pertences durante viagens de trabalho. Esse índice se intensifica especialmente na geração Z (77%) e entre os baby boomers (pessoas acima de 60 anos, para quem o índice atingiu 100%). 

Entre os itens que mais geram preocupação estão, além de carteiras e documentos, dispositivos eletrônicos, como celulares e laptops. A perda ou subtração desses itens pode gerar transtornos operacionais e financeiros, que podem comprometer a continuidade das atividades profissionais durante a viagem, além de causar grandes prejuízos pessoais. 

Diante disso, soluções de proteção para dispositivos móveis têm ganhado relevância, especialmente para quem precisa se manter conectado durante deslocamentos nacionais e internacionais. 

“A mobilidade e a conectividade são essenciais para muitos profissionais que viajam a trabalho. O celular, mesmo o aparelho pessoal, se tornou uma ferramenta indispensável para manter a produtividade e a comunicação durante deslocamentos, e por isso, a proteção pode ajudar a reduzir impactos em situações inesperadas”, afirma Sidemar Spricigo, diretor executivo de Parcerias da Zurich. 

O seguro celular da Zurich oferece proteção para mais de 400 modelos de aparelhos e conta com cobertura internacional, o que garante amparo ao segurado mesmo quando ele está fora do país. A proteção passa a valer imediatamente após a contratação, sem carência, e pode ser acionada por canais digitais ou pela central de atendimento da seguradora. 

Em caso de roubo ou furto do aparelho, o cliente pode receber um dispositivo igual ou similar, ou ainda indenização em dinheiro, conforme as condições do seguro. Já em situações de dano, é realizado o reparo do aparelho e, quando o conserto não é possível, o segurado também pode receber um dispositivo igual ou similar, ou ainda indenização em dinheiro conforme as condições do seguro. 

“O seguro celular oferece cobertura para situações como roubo, furto e danos materiais ao aparelho, garantindo mais tranquilidade para quem depende do dispositivo no dia a dia ou durante viagens”, explica o executivo. 

O processo de acionamento do seguro pode ser feito de forma digital. O cliente pode entrar em contato por meio dos canais online da companhia ou pela central de atendimento. Em casos mais simples, a análise e a indenização podem ocorrer de forma ágil, em poucos minutos. 

Outras modalidades 

Além do seguro celular, existem outras modalidades de proteção que podem ajudar a reduzir prejuízos em situações de roubo ou furto de pertences durante viagens. Entre elas estão o seguro de roubo ou furto de cartões e o seguro bolsa protegida, que normalmente são contratados junto a instituições financeiras. 

O seguro de roubo ou furto de cartões tem como objetivo proteger o cliente contra transações financeiras indevidas realizadas com o cartão segurado, como compras, saques ou pagamentos não autorizados, além de situações em que o titular é coagido a realizar operações financeiras sob ameaça ou coação. 

Já o seguro bolsa protegida oferece cobertura para pertences pessoais que estejam dentro da bolsa, mochila ou sacola quando ocorre um roubo com violência ou ameaça. A proteção pode incluir itens pessoais que estejam no interior da bolsa, como celular, carteira e documentos, conforme as condições do produto. 

Para quem viaja com frequência, alguns cuidados também podem ajudar a reduzir riscos. Entre as orientações estão: optar por ambientes fechados (lojas, cafés) para usar o celular com calma, tomar cuidado ao entrar ou sair de carros e apps de transporte (já que muitos furtos acontecem nesse momento), e em transportes públicos, segurar o celular com firmeza e evitar ficar próximo às portas. 

Conforme orienta Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich, caso o roubo ou furto aconteça, a pessoa deve priorizar sua segurança e não reagir. Após o evento, é importante registrar um boletim de ocorrência no país onde ocorreu o roubo ou furto, sempre que possível, além de comunicar o ocorrido à seguradora e às instituições financeiras envolvidas. 

ide“Em situações como roubo ou furto de pertences durante uma viagem, especialmente no exterior, é importante registrar o boletim de ocorrência no local do fato e entrar em contato com os canais de atendimento da seguradora o mais rápido possível, para dar início ao processo de análise. Essas medidas ajudam a agilizar o atendimento e a reduzir os impactos para o cliente”, conclui o superintendente de Parcerias da Zurich. 

Allianz Risk Barometer 2026: Ciber permanece como principal risco empresarial, mas IA é a que mais cresce e ocupa o 2º lugar

cidentes cibernéticos dominaram as manchetes em 2025 e continuam sendo a maior preocupação das empresas globalmente em 2026, de acordo com o Allianz Risk Barometer. O último ano também foi marcado pela rápida adoção da inteligência artificial (IA), refletida em sua posição como o maior avanço do ranking anual, alcançando o 2º lugar, como uma fonte complexa de risco operacional, jurídico e de reputação para as empresas. Ainda assim, quase metade dos respondentes acredita que a IA traz mais benefícios do que riscos para seu setor, embora um quinto pense o contrário. Pela primeira vez, a interrupção de negócios não figura entre os dois principais riscos, caindo para a 3ª posição. Ainda assim, permanece como uma preocupação relevante, pois pode ser consequência de outros riscos presentes no top 10 global.

Fatores como uma temporada de furacões mais tranquila em termos de perdas em 2025 fizeram com que as catástrofes naturais caíssem para a 5ª posição em relação ao ano anterior. Já os riscos políticos e a violência subiram da 9ª para a 7ª posição, impulsionados pelo aumento das preocupações com a volatilidade geopolítica e conflitos ao redor do mundo.

Brasil

No Brasil, os três principais riscos são: inteligência artificial, que surge como a principal preocupação (32%) em uma nova entrada diretamente no topo do ranking. Em seguida, aparecem os incidentes cibernéticos (31%) e as mudanças na legislação e regulamentação (28%), que apresentaram um crescimento significativo de importância em relação ao ano anterior. O ranking também destaca a relevância de riscos ambientais e operacionais, como mudanças climáticas (27%) e catástrofes naturais (21%), além das novas entradas de desenvolvimentos macroeconômicos e crise de energia, refletindo um ambiente de negócios focado na transformação digital e na volatilidade do cenário econômico e institucional.

Confira a lista 10 maiores riscos para os negócios no Brasil em 2026:

  1. Inteligência artificial – 32% (novo risco em 2026)
  2. Incidentes cibernéticos – 31% (classificação em 2025: 1ª posição – 41%) ↘
  3. Alterações na legislação e regulamentação – 28% (em 2025: 7ª posição – 11%) ↗
  4. Mudanças climáticas – 27% (em 2025: 2ª posição – 38%) ↘
  5. Desastres naturais – 21% (em 2025: 3ª posição – 36%) ↘
  6. Interrupção de negócios – 19% (em 2025: 4ª posição – 32%) ↘
  7. Incêndios, explosões: 15% (em 2025: 5ª posição – 19%) ↘
  8. Desenvolvimentos macroeconômicos – 15% (novo risco em 2026)
  9. Desenvolvimentos de mercado – 12% (em 2025: 6ª posição – 12%) ↘
  10. Crise energética – 11% (novo risco em 2026)

O CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund, comenta: “Após a volatilidade e a incerteza de 2025, as empresas continuam enfrentando riscos interconectados e altamente complexos em um ambiente de rápidas transformações em 2026. Considerando a crescente importância da IA ​​na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas de todos os portes em todo o mundo, ao lado de ameaças mais estabelecidas.”

Riscos cibernéticos são, de longe, a maior preocupação das empresas

Em 2026, os incidentes cibernéticos ocupam o topo do ranking global pelo quinto ano consecutivo, com sua maior pontuação histórica (42% das respostas) e com a maior margem já registrada (+10%). O risco lidera em todas as regiões (Américas, Ásia-Pacífico, Europa, África e Oriente Médio). A permanência do risco cibernético no topo do Allianz Risk Barometer reflete a crescente dependência das tecnologias digitais em um momento em que o cenário de ameaças cibernéticas, bem como os ambientes geopolítico e regulatório, evoluem rapidamente. Ataques cibernéticos recentes de grande repercussão reforçam a ameaça contínua para empresas de todos os portes. Pequenas e médias empresas têm sido cada vez mais visadas e pressionadas devido à escassez de recursos em segurança cibernética.

“Os investimentos das grandes empresas em segurança cibernética e resiliência têm dado resultado, permitindo detectar e responder a ataques de forma antecipada. No entanto, o risco cibernético continua evoluindo. As organizações dependem cada vez mais de fornecedores terceiros para dados e serviços críticos, enquanto a IA potencializa as ameaças, ampliando a superfície de ataque e agravando vulnerabilidades existentes”, explica Michael Bruch, Global Head de Risk Consulting Advisory Services da Allianz Commercial.

IA cria riscos emergentes e novas oportunidades de negócios

A IA avançou rapidamente para o grupo dos principais riscos empresariais globais, subindo para a 2ª posição (32%) em 2026, após ocupar o 10º lugar em 2025 — o maior salto do ranking deste ano. Trata-se de um movimento significativo em todas as regiões: 2º lugar nas Américas, Ásia-Pacífico e África e Oriente Médio, e 3º lugar na Europa. O risco também cresce para empresas de todos os portes, entrando no top 3 entre grandes, médias e pequenas organizações. À medida que a adoção da IA acelera e se integra às operações centrais dos negócios, os respondentes esperam que os riscos associados se intensifiquem, especialmente no que diz respeito à responsabilidade civil. A rápida disseminação de sistemas de IA generativa e agêntica, aliada ao seu uso crescente no mundo real, aumentou a percepção de quão expostas as organizações se tornaram.

As empresas veem cada vez mais a IA não apenas como uma poderosa oportunidade estratégica, mas também como uma fonte complexa de riscos operacionais, legais e reputacionais. Em muitos casos, a adoção está avançando mais rapidamente do que a governança, a regulação e a capacitação da força de trabalho conseguem acompanhar”, afirma Ludovic Subran, Chief Economist da Allianz. “À medida que mais empresas tentarem escalar em 2026, enfrentarão maior exposição a problemas de confiabilidade dos sistemas, limitações na qualidade dos dados, desafios de integração e escassez de talentos qualificados. Ao mesmo tempo, surgem novas exposições de responsabilidade relacionadas à tomada de decisões automatizadas, modelos enviesados ou discriminatórios, uso indevido de propriedade intelectual e incertezas sobre quem é responsável quando resultados gerados por IA causam danos.”

Interrupção de negócios fortemente ligada aos riscos geopolíticos

O ano de 2025 marcou uma mudança em direção a políticas comerciais protecionistas e guerras tarifárias que trouxeram incertezas à economia global. Também foi um período de conflitos regionais no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, além de disputas fronteiriças entre Índia/Paquistão e Tailândia/Camboja, e guerras civis na África — uma tendência que continua em 2026 com a intervenção dos EUA na Venezuela. Os riscos geopolíticos estão colocando as cadeias de suprimentos sob pressão crescente, mas, apesar disso, apenas 3% dos respondentes do Allianz Risk Barometer consideram suas cadeias de suprimentos “muito resilientes”. Somente no último ano, as restrições comerciais triplicaram, afetando cerca de US$ 2,7 trilhões em mercadorias — quase 20% das importações globais, segundo a Allianz Trade — impulsionando empresas a explorar tendências como friendshoring e regionalização. Esses fatores contribuem para uma alta percepção de risco: 29% dos respondentes apontam a interrupção de negócios como um dos principais riscos, posicionando-a em 3º lugar, apesar da queda de uma posição em relação ao ano anterior.

Como esperado, os riscos políticos e a violência sobem duas posições, alcançando o 7º lugar, sua classificação mais alta até hoje. O risco intimamente relacionado de mudanças na legislação e regulamentação — que inclui tarifas comerciais — ocupa o 4º lugar global, sem alteração em relação ao ano anterior, mas com aumento no número de respondentes, impulsionado por preocupações com o avanço do protecionismo. De fato, a paralisação global das cadeias de suprimentos devido a um conflito geopolítico é considerada o cenário de “cisne negro” mais provável de se materializar nos próximos cinco anos por 51% dos respondentes.

O cenário de riscos na América Latina é atualmente dominado pela transformação digital e pela instabilidade institucional, com a Inteligência Artificial (42%) e os Incidentes Cibernéticos (41%) isolados no topo das preocupações. Esta dualidade tecnológica reflete o temor das empresas quanto à desinformação, vulnerabilidades de rede e desafios de implementação, superando riscos tradicionais da região. Em um segundo patamar, surgem riscos regulatórios (25%), interrupção de negócios (20%) e catástrofes naturais (19%), desenhando um perfil de vulnerabilidade que mistura a modernização acelerada com a histórica volatilidade política e climática do continente.

David Colmenares, Regional Managing Director América Latina, comenta: “Para 2026, a perspectiva é de que a América Latina enfrente uma “convergência crítica” de riscos. A maturidade das ferramentas de IA deve transformar o risco de 1º lugar de uma ameaça teórica para uma crise operacional real, especialmente no que diz respeito a fraudes financeiras e manipulação política em anos eleitorais. Espera-se que a Mudança Climática (7º lugar) suba no ranking, à medida que eventos extremos impactem severamente as cadeias de suprimentos e a infraestrutura, forçando governos a implementarem legislações ambientais mais rigorosas (alimentando o risco de 3º lugar). Além disso, a polarização política e a volatilidade macroeconômica continuarão a atuar como ruídos de fundo constantes, exigindo que as empresas na região invistam pesadamente em resiliência cibernética e planos de continuidade de negócios para sobreviverem a um ambiente de baixo crescimento e alta pressão regulatória.”

Porto Seguro impulsiona a eletrificação no Brasil com ecossistema completo de proteção para veículos e carregadores

porto seguros seguradora

por Porto

O avanço da mobilidade elétrica no Brasil está redefinindo não apenas a forma de se locomover, mas também as necessidades de proteção de consumidores, empresas e condomínios. Mais do que garantir segurança ao veículo, esse novo cenário exige soluções que acompanhem toda a jornada, da recarga à infraestrutura envolvida.

Atenta a essa transformação, a Porto Seguro consolida sua atuação no segmento com um portfólio completo de seguros voltados a carros elétricos e híbridos. A companhia reúne soluções que vão do seguro auto a proteções para residências, condomínios, empresas e equipamentos, além de lançar, recentemente, um seguro específico para carregadores elétricos, ampliando o cuidado com a mobilidade sustentável no país.

Seguro Auto

O Seguro Auto da Porto Seguro acompanha as particularidades dos veículos eletrificados, com coberturas e serviços específicos para esse público. Entre os destaques estão:

  • Cobertura para cabos de carregamento, com indenização vinculada à cobertura de casco, desde que seja um item de série, e a proteções adicionais em casos de danos, roubo ou furto;
  • Assistência 24h, inclusive em situações de falta de bateria, com remoção e transporte; 
  • Cobertura para incêndio e responsabilidade civil, incluindo ocorrências durante o processo de recarga; 
  • Serviços adicionais, como recarga gratuita em centros automotivos da companhia. 

Seguro Residencial

Com o crescimento da recarga domiciliar, o Seguro Residencial passa a desempenhar papel central na proteção da mobilidade elétrica dentro de casa. A solução contempla:

  • Cobertura para o imóvel e Carregador Elétrico: Em caso de incêndio e/ ou explosão, danos elétricos, alagamento, desmoronamento ou vendaval, impacto de veículos.
    Cobertura para o Veículo do Segurado: Em caso de incêndio, oferecemos garantias para danos aos veículos sem seguro específico de automóvel e estacionados na residência segurada, com indenização limitada a R$ 50 mil no produto Habitual e R$ 100 mil no Premium.
  • Cobertura para Terceiros: Em caso de incêndio provocado pelo uso do carregador, e propagado ao imóvel, oferecemos coberturas para garantir os danos corporais e materiais a terceiros na cobertura de Responsabilidade Civil Familiar, sob contratação adicional.

Seguro Condomínio e Empresarial

Em ambientes coletivos, como condomínios e empresas, a instalação de carregadores exige proteção adequada tanto da infraestrutura quanto dos usuários. Nesse contexto, a Porto Seguro oferece:

  • Cobertura para imóvel e carregadores elétricos em casos de incêndio e/ ou explosão, danos elétricos, alagamento, desmoronamento ou vendaval;
  • Cobertura para veículo de Terceiros sob a guarda do segurado no Produto Empresa e para os Veículos de Condôminos no Seguro Condomínio. Danos aos veículos em caso de incêndio ou explosão que estarão amparados na cobertura de RC Guarda de Veículos de Terceiros Simples ou Ampla.

Seguro para carregadores elétricos

Como parte da evolução do portfólio, a Porto lançou um seguro específico para carregadores elétricos, atendendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas. O produto foi desenvolvido para preencher uma lacuna do mercado e proteger um dos principais pilares da mobilidade elétrica.

A solução contempla equipamentos AC e DC instalados em residências, condomínios e empresas, com coberturas que incluem:

  • Danos físicos causados por incêndio, explosão, impacto de veículos e eventos climáticos; 
  • Danos elétricos e subtração do equipamento; 
  • Responsabilidade civil por danos a terceiros e veículos durante a recarga; 
  • Cobertura opcional para o período de instalação, antes mesmo da operação do equipamento. 

Com esse conjunto de soluções, a Porto Seguro reforça seu posicionamento como uma empresa preparada para acompanhar as transformações da mobilidade, oferecendo proteção integrada para todas as etapas do uso de veículos elétricos e híbridos, do carregamento à circulação. O movimento reforça também o compromisso da companhia em estar ao lado do cliente em todas as fases da mobilidade, com soluções que combinam tecnologia, conveniência e cuidado.

Instituto de Longevidade MAG marca presença no CMO Summit 2026

 Ontem, 25, a diretora de marketing do Grupo MAG e diretora do Instituto de Longevidade MAG, Simone Cesena, participou do CMO Summit 2026, evento que reúne os maiores nomes do marketing nacional em 02 dias. No evento, a executiva participou da mesa redonda “A Revolução Prateada: Por que o Marketing precisa parar de ignorar quem detém o PIB”, voltada a debater de que maneira a economia prateada gera impacto real na sociedade atual e o déficit nas estratégias de comunicação voltadas às pessoas 50+ nas decisões do marketing empresarial.
 

Comandado pela analista comportamental e escritora, Tati Gracia, o painel direcionou a conversa da conversão do Índice de Longevidade em estratégias reais de venda e outros temas, como a presença dos longevos no mundo digital e o impacto dessa faixa etária como parte relevante da sociedade, não apenas como números demográficos.

“Quando olhamos para a inclusão dos 50+ nas redes sociais, percebemos que essa é uma nova forma de se relacionar. O público 50+ já é digital. O grande desafio não é acesso, mas sim o letramento digital. A internet possibilita manter vínculos sociais, reduzir a solidão, estudar e vivenciar experiências, acessar serviços de saúde, ter autonomia em suas finanças e independência”, destaca Simone. 
 

Atualmente, tem havido uma grande transformação diretamente conectada às mudanças de comportamento do público 50+, que representa cerca de 24% do consumo privado no país, tanto voltadas ao consumo de mercadorias, passando por setores como beleza, saúde, moda, moradia, luxo, quanto de conteúdo digital. Esse contingente movimentou R$1,8 trilhão no ano passado e projeções apontam que até 2044 essa participação aumentará para cerca de 35%. Com renda mais estável, crescimento no engajamento digital e expectativa de vida prolongada, essa parte da população influencia mudanças, dita novas tendências e busca ser reconhecida para além da sua idade.
 

“O público 50+ no Brasil tem se transformado em protagonista econômico, deixando de ser apenas um segmento demográfico. Com influência crescente sobre tendências, decisões de compra e comportamento social. Trata-se de uma geração que não apenas consome, mas questiona, transforma e redefine o que significa envelhecer. Então a grande questão é sobre como o mercado ainda está atrasado no desenvolvimento de mais produtos, serviços, estratégias de comunicação para um público que é a base da economia brasileira e mundial”, finaliza Cesena.
 

O CMO Summit acontece entre os dias 25 e 26 de março no Expo Center Norte, em São Paulo, e reúne mais de 400 palestrantes que colocarão em destaque discussões sobre a atuação do CMO atualmente.

Setor segurador arrecada mais de R$ 760 bilhões em 2025

O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo, segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). No acumulado do ano, o setor movimentou R$ 764,5 bilhões em prêmios de seguros, contribuições previdenciárias, faturamento de capitalização e contraprestações líquidas de saúde, resultado 1,8% superior ao registrado em 2024. No mesmo período, foram pagos R$ 548,4 bilhões em indenizações, benefícios, resgates, sorteios e eventos indenizáveis, um crescimento de 8,8% na comparação anual.
 

Esse comportamento decorre, principalmente, do desempenho dos planos de Previdência Aberta. Em 2025, as contribuições nesse segmento recuaram 20% em relação a 2024, enquanto os resgates e benefícios pagos cresceram 13,8%. Como resultado, a captação líquida foi reduzida para R$ 3,1 bilhões, queda de 94,8% em comparação com o ano anterior, quando havia alcançado R$ 60,3 bilhões. 
 

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, destaca que entre os fatores associados a esse movimento está a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes superiores a R$ 300 mil em uma mesma entidade nos planos da família Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o que influenciou o comportamento das contribuições ao longo do ano. 
 

“O conjunto desses resultados reforça a relevância econômica e social do setor segurador. Mesmo em momentos adversos e com oscilações concentradas em determinados produtos, o setor de seguros segue exercendo papel fundamental na gestão de riscos e na recomposição financeira de consumidores e empresas, contribuindo para maior estabilidade nas relações econômicas e para o funcionamento das cadeias produtivas no país”, explicou.
 

Nos demais segmentos, o desempenho foi de crescimento. Os seguros de Danos e Responsabilidades avançaram 7,5% em 2025, alcançando R$ 144,5 bilhões em prêmios, impulsionados pela maior demanda por proteção patrimonial e empresarial. Nos Seguros de Pessoas, a arrecadação cresceu 8,3%, superando R$ 78,8 bilhões. Já a Capitalização manteve trajetória positiva, com R$ 33,9 bilhões acumulados e alta de 6,0% em relação ao ano anterior.
 

O segmento de Saúde Suplementar respondeu por R$ 349,4 bilhões em contraprestações líquidas no ano, avanço de 10,8% frente a 2024. Desse montante, R$ 341,3 bilhões vieram dos planos Médico-Hospitalares (+11,0%) e R$ 8,1 bilhões dos planos Odontológicos (+3,0%). As despesas com eventos indenizáveis alcançaram R$ 282,2 bilhões, alta de 8,0%, sendo R$ 278,8 bilhões referentes aos planos Médico-Hospitalares (+8,1%) e R$ 3,4 bilhões aos planos Odontológicos (+4,9%).

MAG lança célula para atendimento de sinistros e eleva padrão de experiência em seguros  

A MAG Seguros, empresa especializada em vida e previdência com 191 anos de atuação ininterrupta, celebra os resultados obtidos com o AcolheBen, programa que oferece suporte emocional e financeiro aos beneficiários dos segurados da empresa, de sinistros oriundos de morte por acidente ou doença. No segundo semestre de 2025, a operação registrou a marca de 30 mil atendimentos realizados, obtendo 68 pontos no suporte ao cliente através da métrica de NPS, que mensura o nível de satisfação e recomendação do consumidor. 

O AcolheBen tem o objetivo de auxiliar os beneficiários, por meio de uma célula dedicada de atendimento, que oferece suporte por telefone, WhatsApp e e-mail, de maneira integrada e ágil. O beneficiário conta, logo após a ocorrência, com ferramentas que vão desde a organização da documentação para abertura do aviso de sinistro, além de atendimento psicológico e consultoria financeira. 

A construção do AcolheBen também foi marcada por uma abordagem estruturada e multidisciplinar. “Selecionamos profissionais experientes, com forte capacidade de escuta e solução. Revisitamos processos, investimos em capacitação e estamos avançando com o uso de inteligência artificial para apoiar tanto o cliente quanto o colaborador durante o atendimento”, destaca Michelle Ignacio, supervisora da célula de atendimento. 

Além da satisfação do cliente, os ganhos operacionais do AcolheBen também já são perceptíveis. O tempo médio de resposta foi reduzido para menos de 24 horas, trazendo mais agilidade e previsibilidade em um momento sensível para o segurado. No Reclame Aqui, a iniciativa possui avaliação classificada como “Ótimo” e está próxima de atingir o selo RA1000, nível máximo de excelência na plataforma. Esse desempenho se reflete na reputação da companhia, que apresenta menor volume de reclamações e alta capacidade de resolução direta. 

Para Ana Carolina Belli, gerente de relacionamento da MAG, o avanço vai além dos indicadores. “O AcolheBen representa um avanço importante na forma como nos relacionamos com nossos clientes e parceiros. Os resultados mostram que estamos no caminho certo, demonstrando que conseguimos unir eficiência operacional a uma experiência mais humana e acolhedora, fortalecendo cada vez mais a conexão entre segurado, corretor e companhia”, destaca Belli.

Susep cria grupo de trabalho e reforça debate sobre seguro catástrofe no país

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) colocou o seguro catástrofe no centro da agenda regulatória ao instituir um grupo de trabalho de natureza consultiva para discutir e, eventualmente, propor diagnósticos e recomendações de aperfeiçoamento regulatório e legal para esse tipo de cobertura. A medida foi formalizada pela Portaria 8.493/26, publicada na terça-feira, 24 de março, no Diário Oficial da União. 

O movimento reforça a prioridade que a autarquia vem dando ao tema. Em sua página oficial sobre seguros catástrofe, a Susep informa que o assunto foi incluído no Plano de Regulação de 2026, com o objetivo de estudar possibilidades de mudanças legais e regulatórias capazes de aumentar a resiliência do país diante de catástrofes naturais. Segundo a autarquia, o grupo também funcionará como canal de interlocução e construção de consensos entre poder público, mercado e sociedade civil. 

De acordo com a norma, o GT será coordenado pelo superintendente Alessandro Octaviani e deverá apresentar, ao fim dos trabalhos, um relatório consolidado com as discussões realizadas. As reuniões poderão ocorrer de forma presencial, remota ou híbrida, e a participação será considerada de relevante interesse público, sem remuneração. Entre os integrantes estão representantes da própria Susep, de ministérios, do Tribunal de Contas da União e da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), além de entidades do mercado segurador, do resseguro, do meio jurídico, da academia e de setores produtivos. 

A criação do grupo ocorre em um momento em que o avanço dos eventos climáticos extremos pressiona o mercado e o setor público a buscar soluções mais estruturadas de proteção financeira. Estudo citado pela CNseg, com base em levantamento da própria Susep, aponta que o Brasil tem lacuna de proteção de até 93% para catástrofes naturais, um dos patamares mais elevados entre os mercados analisados. Na prática, isso significa que a maior parte das perdas causadas por desastres segue sem cobertura securitária. 

Nesse contexto, a CNseg passou a defender a criação de um Seguro Social Catástrofe no país, apoiado por um fundo financeiro e por mecanismos de parceria entre o setor privado e o poder público. A proposta mira sobretudo a proteção de habitações, infraestrutura urbana e respostas emergenciais em casos de inundações, secas e deslizamentos. A entidade também vem sustentando que o seguro precisa avançar de um papel restrito ao pagamento de indenizações para uma atuação mais preventiva, apoiada em inteligência de dados e em instrumentos de mitigação de riscos. 

Um dos pilares dessa agenda é o Hub de Inteligência Climática lançado pela CNseg durante a COP30, em Belém, com ferramentas voltadas ao monitoramento de riscos de inundação e à produção de informações para apoiar a precificação de riscos pelas seguradoras. A iniciativa se soma ao debate sobre a necessidade de ampliar a capacidade de resposta do mercado diante da escalada das perdas econômicas associadas a eventos extremos. 

Os números reforçam a urgência do tema. Entre 2022 e 2024, o Brasil acumulou R$ 184 bilhões em prejuízos com desastres climáticos, segundo dados divulgados no âmbito desse debate setorial, com apenas uma fração das perdas coberta por seguros. O diagnóstico fortalece a avaliação de que o país precisa combinar regulação, modelagem atuarial, dados climáticos e mecanismos de compartilhamento de risco para reduzir a vulnerabilidade financeira de famílias, empresas e entes públicos. 

O desafio, agora, será transformar o diagnóstico em propostas viáveis para ampliar a cobertura, preservar a solvência do sistema e criar instrumentos capazes de tornar o país menos exposto financeiramente aos efeitos de enchentes, deslizamentos, secas e outros desastres naturais. 

Para conferir os detalhes do GT, acessa a Portaria Susep nº 8.432/2025.