Ranking de seguradoras do Sincor-SP aponta mercado mais competitivo e vê espaço para novo ciclo de crescimento em 2026

Estudo elaborado por Francisco Galiza mostra avanço da arrecadação, aumento no número de grupos seguradores e manutenção da rentabilidade do setor, reforçando perspectivas positivas para os próximos anos

O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 em trajetória de expansão, com sinais de fortalecimento da concorrência, crescimento real das receitas e manutenção da rentabilidade das companhias. Essa é a principal conclusão do novo Ranking das Seguradoras, divulgado pelo Sincor-SP e elaborado pelo economista Francisco Galiza, tradicional estudo que acompanha a evolução do setor e serve como referência para corretores e executivos na análise dos movimentos da indústria.

A nova edição mostra que o mercado segue ampliando sua base de participantes. O número de grupos seguradores atuando nos produtos de risco alcançou 96 companhias, acima dos 90 registrados no ano anterior e dos 84 observados em 2022. O avanço revela um setor cada vez mais atrativo para investidores e novos entrantes, ampliando a disputa por mercado e pressionando empresas a buscar eficiência operacional e inovação.

Segundo Galiza, o crescimento do setor ocorreu acima da inflação, sinalizando ganho real de escala. O levantamento aponta expansão de aproximadamente 11% no segmento de produtos de risco, diante de uma inflação próxima de 5%. A análise considera que as seguradoras conseguiram preservar resultados mesmo em um ambiente de maior competição e desafios econômicos. “Avaliando receita e lucro, as seguradoras mantiveram sua rentabilidade. O crescimento é real. O cenário para o futuro é bom”, destacou Galiza durante a apresentação do estudo.

O levantamento também mostra que, embora a entrada de novas empresas esteja ampliando a concorrência, a liderança do mercado continua concentrada. Os cinco maiores grupos seguradores em produtos de risco permanecem os mesmos: Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander. Juntas, essas companhias concentram entre 50% e 55% da participação de mercado, mantendo praticamente a mesma configuração observada nos anos anteriores.

Na avaliação do estudo, o setor atravessa um momento de consolidação de tendências iniciadas após a pandemia. Desde 2020, o mercado vem registrando crescimento real recorrente, sustentado por maior conscientização sobre proteção financeira, diversificação de produtos, avanço da digitalização e ampliação da oferta em diferentes nichos.

Outro ponto destacado é a capacidade de recuperação e adaptação do setor diante de eventos adversos. Mesmo após episódios climáticos relevantes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, a indústria manteve sua curva de crescimento, demonstrando resiliência operacional e capacidade de absorção de riscos.

Para 2026, a leitura do mercado permanece positiva. O crescimento do número de participantes, a estabilidade da rentabilidade e o aumento da demanda por proteção indicam que o setor ainda possui amplo espaço para expansão. A expectativa é de continuidade dos investimentos em tecnologia, novos produtos e modelos de distribuição capazes de ampliar a penetração do seguro no país.

Para os corretores, o estudo funciona como um termômetro importante do setor. “Com este relatório, o Sincor-SP disponibiliza informação valiosa para compreender o cenário atual e definir oportunidades de empreendedorismo”, afirmou o presidente da entidade, Boris Ber.

O estudo completo está disponível no Sincor-SP.

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Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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