Por Hélio Kinoshita, managing partner de Seguros da águilahub e sócio da Olik e conselheiro do Grupo Sabemi
Durante décadas, a tecnologia no setor de seguros foi tratada como uma função essencialmente operacional, uma atividade-meio. Sua principal função era garantir que os sistemas funcionassem, que as apólices fossem emitidas corretamente, que os sinistros fossem processados e que as exigências regulatórias fossem cumpridas. Era uma base necessária, mas distante das decisões estratégicas do negócio.
Boa parte das seguradoras ainda opera sobre esse modelo construído ao longo de décadas. Sistemas legados, processos fragmentados e forte dependência de atividades manuais continuam presentes em muitas organizações. Ocorre, no entanto, que, em um ambiente que exige velocidade, integração e personalização, essa base passa a representar não apenas um desafio operacional, mas uma limitação estratégica.
Antes de seguirmos, uma reflexão: o modelo começou a se tornar insuficiente à medida que o ambiente competitivo se transformou. O setor segurador, historicamente mais conservador, passou a enfrentar uma combinação de pressões que aceleraram a necessidade de mudança. A evolução do comportamento do consumidor, a entrada de novos players digitais e a busca por maior eficiência operacional criaram um cenário em que a tecnologia deixou de ser suporte e passou a ser determinante.
Hoje, mais do que captar e acompanhar de perto a base de dados dos clientes, é fundamental tratar esses dados como forma de “virar” a operação de seguros, de um modelo reativo para um sistema mais moderno e preditivo, identificando, por exemplo, os riscos associados a eventos climáticos e seus impactos no seguro rural. Nesse ambiente de “virada”, olhamos também para o desenvolvimento de novos produtos e para uma melhoria nos sistemas de precificação, tendo em vista justamente a já mencionada maior acurácia na predição. Por fim, olhamos para um aprimoramento na detecção das fraudes, reconhecido fator de custos – e voltamos a outro fator mencionado, a melhoria da precificação. Tudo se conecta.
Essa transformação tecnológica começa, em muitos casos, pela digitalização da jornada do cliente. Processos que antes eram lentos e burocráticos passam a ser simplificados, com a adoção de canais digitais, automação e integração de dados. A contratação de seguros se torna mais fluida, e o atendimento ao cliente, mais ágil. No caso de sinistros, o uso de inteligência artificial e automação reduz prazos, melhora a experiência e aumenta a eficiência.
No entanto, limitar a transformação à digitalização de processos existentes é uma visão incompleta. O verdadeiro impacto da tecnologia no setor de seguros está na forma como ela altera a lógica de criação de valor. O uso intensivo de dados permite uma avaliação de risco mais precisa, com modelos analíticos que incorporam um volume maior de variáveis e oferecem uma visão mais granular dos clientes. Isso possibilita não apenas uma precificação mais adequada, mas também a construção de produtos mais personalizados.
Ao mesmo tempo, novos modelos de distribuição começam a ganhar espaço. O conceito de embedded insurance ilustra bem essa mudança, ao integrar o seguro diretamente à jornada de consumo, seja em plataformas digitais, marketplaces ou serviços. O seguro deixa de ser um produto isolado e passa a ser incorporado de forma natural à experiência do cliente, ampliando o alcance das seguradoras e criando novas oportunidades de receita.
Esse novo cenário, no entanto, traz um aumento significativo na complexidade. A necessidade de integração com diferentes parceiros, a interoperabilidade entre sistemas e a adaptação a novas regulamentações, como o próprio open insurance, exigem uma arquitetura tecnológica mais moderna e flexível. A discussão deixa de ser apenas sobre adoção de novas ferramentas e passa a envolver a forma como a tecnologia é estruturada dentro da organização.
Um dos principais desafios está em equilibrar inovação com governança. O setor de seguros opera em um ambiente altamente regulado e sensível a riscos, o que exige que qualquer avanço tecnológico esteja alinhado a requisitos rigorosos de segurança, conformidade e controle. Isso demanda uma abordagem que combine modernização com disciplina, evitando tanto a rigidez excessiva quanto a adoção desordenada de soluções.
Nesse contexto, a transformação tecnológica não deve ser conduzida como um fim em si mesma, mas como um meio para gerar impacto real no negócio. Iniciativas bem-sucedidas são aquelas que conseguem identificar com clareza onde a tecnologia contribui para melhorar a experiência do cliente, aumentar a eficiência operacional ou aprimorar a gestão de riscos, evitando investimentos que não se traduzem em resultado.
O que se observa, de forma cada vez mais evidente, é a mudança do papel da tecnologia dentro das seguradoras. De uma função de suporte, ela passa a ocupar uma posição estruturante, influenciando diretamente a capacidade da empresa de crescer, inovar e competir. Esse movimento também redefine o papel dos executivos de tecnologia, que deixam de atuar apenas como gestores de infraestrutura e passam a participar ativamente da construção da estratégia.
Nosso setor sempre se caracterizou pela sua capacidade de adaptação ao longo do tempo. A diferença, neste momento, está na velocidade com que essa adaptação precisa acontecer. Empresas que conseguirem alinhar tecnologia, estratégia e execução terão condições de capturar novas oportunidades e se posicionar de forma mais competitiva. Por outro lado, aquelas que permanecerem presas a modelos tradicionais correm o risco de perder relevância em um mercado que se transforma rapidamente.
No fim, a tecnologia no setor de seguros deixa de ser apenas uma ferramenta para operar melhor o que já existe e passa a ser um elemento fundamental para viabilizar novas formas de fazer negócio.
A partir de 1º de abril, os clientes do Grupo Bradesco Seguros passam a contar com um novo benefício no Clube de Vantagens, plataforma que reúne benefícios exclusivos para segurados. A novidade é o lançamento de um marketplace que concentra, em um único ambiente digital, conveniência, economia e diversidade de ofertas, ampliando a proposta de valor da companhia.
A iniciativa reforça a evolução do grupo segurador na construção de um ecossistema mais amplo de soluções, com presença crescente na rotina dos clientes. “Esse movimento reflete nossa estratégia de ir além do papel tradicional da seguradora. Queremos estar presentes em diferentes momentos da vida dos nossos clientes, não apenas quando há uma necessidade, oferecendo soluções úteis, simples e relevantes no dia a dia”, afirma Ana Claudia Frighetto Gonzalez, Superintendente Sênior de Marketing no Grupo Bradesco Seguros.
O marketplace do Clube de Vantagens surge como um diferencial ao integrar experiência, personalização e condições exclusivas em uma jornada mais fluida. A funcionalidade já estreia com mais de 350 marcas e um portfólio superior a 10 mil produtos, distribuídos em categorias como eletrodomésticos, tecnologia, beleza, moda, casa, serviços e alimentação.
Entre os diferenciais estão descontos, condições especiais de parcelamento, campanhas com frete gratuito, uso do saldo de cashback no pagamento e acompanhamento dos pedidos pelo aplicativo, sem redirecionamentos.
Atualmente, a plataforma, que conta com mais de seis milhões de clientes cadastrados, oferece descontos e cashback em marcas parceiras de segmentos como farmácia, educação, casa, automotivo, viagens e moda. Nesse modelo, o cliente é direcionado a sites externos para concluir suas compras. Com o lançamento do marketplace, essa dinâmica evolui para uma experiência integrada, em que toda a jornada, da escolha ao acompanhamento do pedido, passa a acontecer dentro do ambiente do Clube de Vantagens.
Outro destaque é a funcionalidade de recomendação inteligente, que considera perfil, comportamento e histórico de consumo para sugerir produtos mais alinhados às preferências de cada cliente, contribuindo para uma experiência mais personalizada e eficiente.
“Nosso objetivo é simplificar a forma como os clientes acessam benefícios, reunindo ofertas e condições especiais em um só lugar, o que traz mais praticidade ao longo de toda a jornada”, conclui a executiva.
A MAG Seguros, especialista em proteção e previdência, iniciou a expansão das vendas do Seguro de Assistência Funeral (SAF), em parceria com o BioParque, um dos principais eco cemitérios do país. Comercializado inicialmente em Nova Lima, em Minas Gerais, o SAF BioParque passa a ser ofertado também na região de Guarulhos, na Grande São Paulo. A iniciativa propõe um novo olhar para o momento de despedida ao transformar o luto em uma nova vida, por meio do plantio de uma árvore usando as cinzas da cremação.
Além de reunir as características de um seguro de assistência convencional (como organização da cerimônia, traslado, documentação e suporte à família), o SAF BioParque permite a escolha de uma das espécies arbóreas disponíveis: ipê amarelo ou jacarandá. As cinzas são incorporadas junto às sementes por meio de biournas, que passam por um período de incubação até se tornarem mudas. Em seguida são plantadas em um espaço planejado, onde a memória dos entes queridos é preservada em um ambiente natural.
Atualmente, as mudas são plantadas no Memorial BioParque Nova Lima, na Região Metropolitana de BH. Agora, a iniciativa ganhou um segundo espaço para homenagens e o plantio: o Cemitério Parque Primaveras I, em Guarulhos.
A proposta também contempla assistência completa, desde o momento do óbito, cremação, até o pós-atendimento completo à família, garantindo suporte emocional e operacional em todas as etapas. O serviço inclui ainda a realização de cerimônias para o plantio, acompanhamento especializado feito por biólogos e engenheiros agrônomos, além de uma plataforma on-line onde é possível acompanhar o crescimento da muda e construir um livro de memórias.
“O SAF BioParque reflete o movimento da MAG de evoluir seu portfólio com soluções mais conectadas às transformações da sociedade. Ao mesmo tempo, oferece às famílias uma forma de homenagem respeitosa e com significado, transformando um momento delicado em um legado que permanece.”, reforça Helder Molina, CEO e Chairman do Grupo MAG.
Homenagem especial
O novo espaço no Cemitério Parque Primaveras I teve como marco inaugural uma homenagem à banda Mamonas Assassinas, lembrando os 30 anos do falecimento dos músicos em um acidente aéreo.
Durante a cerimônia, parte das cinzas dos integrantes foi adicionada a cinco urnas, junto às sementes de jacarandá, árvore nativa da região, escolhida pelos familiares. O material ficará em incubação por um período de 12 a 24 meses, até que as sementes se tornem mudas.
As cinco árvores serão plantadas no futuro memorial dedicado à banda, em uma área verde do local. Cada uma contará com um totem e um QR Code para acesso a fotos, vídeos e relatos sobre os integrantes.
Com o SAF BioParque, a MAG Seguros reforça seu posicionamento de inovação no segmento de seguros de pessoas, ao mesmo tempo em que responde a uma demanda crescente por soluções mais conscientes e alinhadas às transformações sociais e ambientais.
Há relações comerciais que se medem em números. Outras, pelo tempo. E há aquelas que se fortalecem na combinação entre resultado, constância e confiança. É nesse terceiro grupo que a MetLife parece apostar ao celebrar os 10 anos do programa Be Private, iniciativa criada para estreitar laços com corretores estratégicos e transformar parceria comercial em relacionamento de longo prazo.
Mais do que uma campanha de vendas, o programa nasceu para reconhecer corretores com forte produção em vida e odontologia corporativa e oferecer uma jornada contínua de benefícios. Entre eles, viagens anuais, apoio comercial dedicado, condições diferenciadas, conteúdos de capacitação e proximidade com executivos da companhia. Ao longo da última década, o Be Private se consolidou como uma espécie de clube de alta performance dentro da operação da seguradora, uma operação de destaque para um dos maiores grupos seguradoras de vida dos Estados Unidos.
Ramon Gomez, vice-presidente comercial da MetLife, resume que a proposta sempre foi ir além do incentivo tradicional. Segundo ele, o objetivo era “criar realmente uma relação mais forte com os parceiros”, estruturando um programa claro de relacionamento e valorização. Hoje, os participantes são segmentados conforme o volume de negócios com a companhia e contam com benefícios proporcionais ao nível de parceria.
As viagens, embora sejam a face mais visível do programa, representam apenas uma parte da estratégia. A cada edição, os destinos são escolhidos para provocar experiências memoráveis e compartilhadas. Tudo começou em Fernando de Noronha, em 2017. Na época, realizar um evento corporativa na ilha era um enorme desafio, como a equipe MetLife gosta: abrir caminhos para o crescimento local.
Ao recordar a trajetória do Be Private, Gomez listou cenas que ajudam a contar essa história: mergulhos inéditos em Fernando de Noronha com direito a por do sol classificado como um dos mais exuberantes do mundo, navegar pela floresta e ter encontros com comunidades na Amazônia com direito a inauguração da feira de artesanato dos Cambebas, um jantar na capela e a balada no vagão do bar do trem para Machu Picchu, a mística cidade perdida dos Incas, com um fim de tarde na única árvore do Vale da Lua com direito a um show com trompete, o café da manhã no Geiser e o céu estrelado do deserto do Atacama, paisagens de gelo como esta expedição recente ao fim do mundo.
“Fazer as coisas com capricho se transformou numa forma de demonstrar respeito”, afirmou o executivo ao grupo reunido a bordo do Cruzeiro de Expedição Ventus Australis, passando por exuberantes glaciares até chegar ao Cape Horn, ponto geográfico mais austral do mundo, na Patagonia, em uma viagem realizada entre 13 e 17 de abril deste ano. Trata-se de ponto mais ao sul das Américas, a apenas 1 mil quilômetros da Antártica. Por essas águas passar nomes com Fernão de Magalhães, James Cook, Ernest Shackleton e Amyr Klink. E agora a tropa de elite de parceiros comerciais da área comandada por Ramon Gomez.
A lógica parece simples: quando o parceiro percebe cuidado nos detalhes, entende que esse mesmo cuidado estará presente na relação comercial. Em um mercado competitivo, no qual preço e condições são facilmente comparáveis, atributos intangíveis ganham peso crescente. Nos bastidores, o reconhecimento dos corretores vai além dos eventos. Em conversas durante a viagem, muitos parceiros destacaram fatores recorrentes para explicar a fidelidade à MetLife: estabilidade das equipes de atendimento, acesso fácil aos executivos, flexibilidade para estruturar soluções e agilidade em momentos sensíveis, como pagamento de indenizações e ajustes operacionais. São atributos que nem sempre aparecem em apresentações institucionais, mas pesam no cotidiano de quem precisa atender clientes corporativos e resolver demandas com rapidez. Ramon agradeceu emocionado a toda equipe comercial liderada por Gustavo Toledo, Bruno Acioly, Gabriela Geesdorf e Vanessa Kirschner Pereira. E como não poderia faltar, a equipe Motivation,
O CEO da MetLife no Brasil, Breno Gomes, destacou que participa pessoalmente dessas viagens há quatro anos e que este é o único encontro desse tipo do qual participa em toda a companhia. O gesto ajuda a traduzir a relevância estratégica da iniciativa. “É super legal ver aqui super parceiros. A companhia tem um plano super ambicioso de crescimento e depende desse tipo de parceria para conquistar a meta de dobrar novamente o market share. Fomos a seguradora que mais cresceu em 2025 e queremos manter esta conquista juntamente com todos vocês”, afirmou.
Na visão do CEO, o país reúne características únicas que atraem multinacionais e novos entrantes, como seguradoras que atuavam apenas em seguros de bens e agora correm para conquistar uma fatia do seguro de pessoas. Gomes reforça que o desafio da indústria está em ampliar o alcance do seguro de vida além das classes A e B, onde a penetração já avançou. “O microseguro tem um grande potencial e desperta muito o interesse dos investidores, mas o desafio maior é democratizar de fato, com produtos que façam sentido na vida dos consumidores.
E este foi um ponto muito citado pelos parceiros: a capacidade da seguradora em desenvolver negócios sob medida. Em vez de se limitar às apólices tradicionais de vida em grupo e dental, a companhia ampliou atuação em produtos estruturados e programas desenhados para grandes ecossistemas de distribuição, como plataformas, empresas de base tecnológica e operações de afinidades. Esse movimento acompanha a própria diversificação da MetLife no país, organizada em três frentes principais: o segmento corporativo via corretores, canais massificados e parcerias com grandes bases de clientes, e soluções individuais voltadas ao público de alta renda.
Ao completar dez anos, o Be Private revela algo relevante sobre o mercado segurador: relações duradouras continuam sendo um diferencial competitivo. Tecnologia, preço e escala importam. Mas confiança, presença e reciprocidade seguem decisivos. Talvez por isso tantos corretores retornem ano após ano. Não apenas pela viagem seguinte, mas pela sensação de serem tratados como parceiros de fato.
Há relações comerciais que nascem de uma boa proposta. Outras se consolidam pelo preço competitivo. Mas as mais duradouras costumam ser construídas por algo menos tangível: confiança. Ao ouvir os depoimentos de corretores convidados para a celebração dos dez anos do programa Be Private, da MetLife, fica claro que esse é o principal ativo cultivado pela seguradora junto a seus parceiros de negócios.
Vindos de diferentes regiões do país, perfis e modelos de atuação, os executivos repetem conceitos semelhantes ao explicar por que mantêm suas carteiras de vida e odontologia corporativa com a companhia: estabilidade das equipes, proximidade com lideranças, flexibilidade comercial, capacidade de customização e agilidade na hora em que o cliente mais precisa.
Lauriane Batista, da Sisters Seguros, de Fortaleza, participa pelo quinto ano consecutivo do programa e ressalta os desafios de expandir o seguro de vida no Nordeste, região com menor poder aquisitivo médio. Para ela, treinamento e apoio das seguradoras aos times comerciais são essenciais para ampliar vendas. Ainda assim, destaca o valor do reconhecimento recebido pela MetLife ao incluir parceiros regionais no grupo seleto do evento.
De São Paulo, Valter Costa Junior, da Costa e Parra Corretora, conta que está no programa desde praticamente o início. Especialista em seguros massificados, ele afirma que a MetLife compreendeu as necessidades de sua operação e ajudou a desenhar produtos aderentes ao perfil de seus clientes. Na avaliação do executivo sobre o mercado de seguros em geral é que todos ainda precisam investir mais em capacitação comercial e qualificação da ponta de vendas para ampliar a penetração do seguro no país.
Thomaz Menezes, CEO da Acrisure Brasil, resume a viagem como “uma experiência única”, mas leva a conversa para um tema estrutural: educação financeira. Para ele, falta comunicação mais eficiente sobre a importância do seguro de vida como ferramenta de proteção familiar de baixo custo e alto impacto no segmento de vida e também de patrimônios. “Temos de virar a chave e ampliar a penetração de seguros no Brasil dos atuais 5,5% do PIB para 10%, como prevê o planejamento do setor divulgado pela Confederação das Seguradoras, a CNseg”, disse.
Daniel Sierota, da Random Corretora, do grupo Heinz, reforça outro ponto recorrente entre os parceiros: personalização. Segundo ele, clientes querem soluções aderentes ao seu perfil e à realidade de cada operação. “Produtos mais customizados” são, na sua visão, o caminho natural para o avanço do setor. A hiperpersonalização tem sido um tema constante nos pedidos dos corretores de seguros às seguradoras.
Mariana Marques, fundadora e CEO da Boon, destaca a capacidade de cocriar soluções com rapidez. Segundo ela, a MetLife conta com uma equipe parceira e estratégica, o que permite adaptar propostas às necessidades específicas de cada cliente. Para a executiva, o setor como um todo precisa abandonar fórmulas engessadas e avançar em hiperpersonalização.
Com unidades em Americana e São José do Rio Preto, a Perena nasceu da experiência de seus sócios na gestão de operadoras de saúde e expandiu atuação para benefícios corporativos. Celso Ronaldo Soares afirma que a fidelização com a MetLife foi construída pela flexibilidade e pela capacidade de desenvolver soluções específicas quando clientes demandaram projetos diferenciados. Para ele, relações duradouras surgem quando seguradora e corretor compartilham o mesmo propósito: ajudar empresas a melhorar benefícios, controlar custos e ampliar bem-estar dos colaboradores.
À frente da unidade de benefícios da Wiz Corporate, Gustavo Cruz Quentão, destaca a longa relação profissional com a MetLife em projetos estruturados e operações de grande porte. Na sua avaliação, o mercado precisa valorizar mais a seguradora que já atende determinada conta, estimulando concorrência saudável sem romper vínculos de confiança construídos ao longo do tempo. Ele ressalta ainda a capacidade da companhia de criar produtos sob medida, com flexibilidade para canais de afinidade, grandes grupos e novas demandas corporativas.
No interior paulista, Edison Guerra, da Rodonaves Corretora, associa sua fidelidade à companhia à retenção de profissionais e à qualidade do serviço prestado. Em sua síntese mais direta, lembra que, no seguro de vida, o cliente compra sobretudo a capacidade de pagamento do sinistro. É nesse momento que reputação e confiança se tornam decisivas.
André Vilar, da Triunfo Administradora e Corretora de Seguros, acrescenta um tema em ascensão: sucessão patrimonial. Para ele, o seguro de vida ainda é mal compreendido no Brasil e deveria ser mais associado ao planejamento sucessório, especialmente entre empresários e famílias com patrimônio relevante. O executivo elogia a entrada da MetLife em soluções voltadas também a esse público.
George Pinto, da CVI Seguros, empresa do grupo Carraro, também enfatiza o canal aberto com diretoria, subscrição e áreas técnicas. Em sua leitura, seguradoras deveriam comunicar melhor o retorno social proporcionado pelo setor, especialmente após grandes eventos climáticos e perdas econômicas relevantes.
Ricardo Anbar, diretor da Howden Brasil, resume a parceria em uma palavra: transparência. Para ele, o corretor valoriza saber que há alguém “do outro lado” disposto a resolver problemas e crescer em conjunto, sem criar barreiras desnecessárias. Jolini Alzani, da Vila Velha Seguros, reforça que respostas rápidas, bom atendimento e possibilidade de ajustes quando o cliente demanda algo específico ajudam a sustentar relações de longo prazo.
Já André Vernaglia, CEO da Holden Consultoria de Seguros, chamou atenção para um detalhe simbólico: a mesma equipe da MetLife acompanha o programa há anos. Em um mercado marcado por alta rotatividade, constância virou diferencial competitivo. Citou também o cuidado: “Você reparou na quantidade de pessoas que estão cuidando para que tudo de certo? Isso parece um detalhe, mas mostra o gerenciamento de risco de uma seguradora de ponta”.
Fundador de uma operação que completa 16 anos e vive fase de expansão nacional, Alex Sigrist, do Grupo Exalt, participa pela primeira vez diretamente do programa, embora corretoras associadas ao grupo já marcassem presença em edições anteriores. Para ele, a fidelização com a MetLife decorre da parceria construída ao longo do tempo, da força da marca e da capacidade de apoiar negociações em um segmento exigente como benefícios corporativos. Na avaliação do executivo, há espaço para ampliar a penetração do seguro de vida empresarial por meio de revisão periódica das apólices, atualização de capitais segurados e inclusão de coberturas adicionais de baixo custo, que ajudam retenção de talentos e fortalecem o pacote de benefícios das empresas.
Um privilégio fazer a cobertura deste evento. Ao final, os relatos convergem para uma percepção rara em tempos de relações cada vez mais transacionais: corretores permanecem fiéis quando se sentem respeitados, ouvidos e apoiados. A viagem à Patagônia celebra 10 anos de um programa de relacionamento. Mas, pelos depoimentos, o que realmente se comemora é algo mais difícil de construir: confiança sustentada no tempo.
A Generali Brasil, uma das principais seguradoras do país, anuncia Thiago Machado como novo Chief Commercial & Marketing Officer (CCMO). A chegada do executivo reforça a estratégia da companhia de fortalecer sua atuação no mercado de Seguros Massificados e avançar nos objetivos do plano global Lifetime Partner 27: Driving Excellence.
Thiago Machado é graduado em Administração de Empresas pela PUC-SP e possui MBA em Gestão Estratégica de Negócios pela FGV-SP. Com mais de 21 anos de experiência no segmento de Affinity e Massificados, construiu uma sólida trajetória em grandes companhias do setor. O executivo atuou mais recentemente na Prudential do Brasil, assim como em outras grandes empresas como BNP Paribas Cardif, Pitzi e RSA/SURA.
“É uma grande satisfação chegar à Generali. Minha missão é contribuir para que continuemos expandindo os negócios e fortalecendo a cultura de foco no cliente, por meio de grandes parcerias de longo prazo e produtos cada vez mais relevantes para o mercado segurador”, afirma o novo executivo.
“Thiago tem sólida experiência na indústria de seguros e seu perfil se alinha aos valores da nossa companhia. Tenho certeza de que sua visão vai fortalecer ainda mais a nossa posição de liderança em Massificados”, destaca o CEO da companhia, Eric Lundgren.
Casos recentes de acidentes graves em piscinas de academias e clubes, inclusive causando a morte de uma pessoa, acendem um alerta para a importância da gestão de riscos nessas instalações e do uso adequado de instrumentos de proteção, como o seguro de responsabilidade civil. Mais do que uma recomendação, trata-se de uma necessidade diante da natureza da atividade e da exposição dos usuários a riscos que devem ser permanentemente controlados.
Por serem atividades remuneradas voltadas ao público, academias e clubes estão sujeitos à responsabilização civil por danos causados a usuários. Nesses casos, pode surgir o dever de indenizar vítimas ou familiares por danos materiais, corporais e morais, especialmente quando houver comprovação de falhas na prestação do serviço ou na manutenção das instalações. Isso exige dos estabelecimentos um elevado padrão de controle, com atenção contínua à segurança, à manutenção e ao cumprimento rigoroso das normas técnicas e sanitárias.
De acordo com Antônio Santos, executivo que integra a Comissão de Responsabilidade Civil da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), a responsabilidade desses estabelecimentos, em geral, é objetiva, baseada no Código de Defesa do Consumidor. “Basta a comprovação do dano e do nexo com a atividade para que surja o dever de indenizar, salvo em situações excepcionais, como culpa exclusiva da vítima ou fato de terceiro”, explica.
Nesse contexto, o seguro de responsabilidade civil se apresenta como uma ferramenta imprescindível para mitigar impactos financeiros decorrentes de acidentes. A cobertura, em regra, abrange danos causados a terceiros por falhas não intencionais, incluindo situações relacionadas à manutenção ou ao funcionamento das instalações. Ainda assim, é importante destacar que o seguro não substitui a prevenção, atuando de forma complementar à gestão adequada de riscos.
O especialista ressalta que, em muitos casos, o seguro também pode amparar ocorrências envolvendo intoxicação por produtos químicos, desde que relacionadas à operação e conservação do local. No entanto, a cobertura pode ser negada em situações de descumprimento de normas técnicas e de segurança ou quando houver comprovação de falha intencional por parte do segurado. Ou seja, a adoção de boas práticas não é apenas uma exigência regulatória, mas também um fator determinante para a proteção securitária.
A adoção de boas práticas operacionais é, portanto, essencial tanto para a prevenção de acidentes quanto para a manutenção da cobertura securitária. Entre as medidas recomendadas estão a supervisão por profissionais habilitados, a manutenção preventiva dos equipamentos, o correto armazenamento de produtos químicos e a adequação às normas sanitárias e de segurança. A negligência nesses pontos pode ampliar os riscos e as consequências de eventuais incidentes.
Segundo o porta-voz da FenSeg, outro ponto de atenção é que a ocorrência de sinistros pode influenciar o custo e a renovação das apólices. A avaliação pelas seguradoras considera fatores como histórico de ocorrências, perfil de risco e medidas adotadas para evitar novos incidentes. “Ambientes mais seguros tendem a ser melhor avaliados, enquanto a reincidência de falhas pode restringir o acesso ou encarecer a proteção”, detalha Antonio Santos.
Diante desse cenário, o executivo reforça que a combinação entre prevenção, cumprimento de normas e contratação de seguros adequados é fundamental para garantir a segurança dos usuários e a sustentabilidade das operações. A gestão de riscos, nesse contexto, deve ser tratada como parte integrante da atividade, e não como uma medida acessória.
O Circuito da Longevidade Bradesco Seguros desembarca em Brasília no dia 26 de abril, para a segunda etapa da temporada 2026. A iniciativa promove um dia de celebração à vida ativa e saudável, reunindo pessoas de todas as idades em corridas de 5 e 10 quilômetros. Informações sobre valores de kits e inscrições estão disponíveis pelo site: https://www.runningland.com.br/longevidade-bradesco-brasilia-2026.
Com largada na Praça do Buriti e percurso pelo Eixo Monumental, a etapa brasiliense convida os participantes a correrem em um dos cenários mais emblemáticos do país. O trajeto é predominantemente plano, favorecendo diferentes perfis de corredores, de quem busca completar o percurso com tranquilidade a quem quer melhorar tempo e desempenho, e oferece a experiência de atravessar pontos marcantes da capital federal em um ambiente de mobilização coletiva pelo bem-estar.
A arena do evento contará com ativações para o público e estrutura de apoio ao longo do percurso, incluindo pontos de hidratação. Após a prova, os participantes terão acesso à área de dispersão com itens de reposição, contribuindo para uma experiência organizada do início ao fim.
Criado em 2007 pelo Grupo Bradesco Seguros, o Circuito da Longevidade integra um conjunto de ações voltadas à promoção do envelhecimento ativo e do bem-estar em todas as fases da vida. O tema faz parte da estratégia institucional da companhia, que atua para incentivar a cultura do cuidado e ampliar o acesso à informação e a iniciativas que apoiem escolhas mais saudáveis no cotidiano. Entre essas iniciativas, destacam-se o Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), o Fórum da Longevidade, os Prêmios Longevidade e o portal Viva a Longevidade (vivaalongevidade.com.br), que reúne conteúdos e orientações para quem busca envelhecer com saúde e qualidade de vida.
“Brasília reúne pessoas de diferentes regiões e rotinas, e o Circuito cria um espaço acessível para incluir o movimento no dia a dia. Para o Grupo Bradesco Seguros, apoiar essa etapa reforça nosso compromisso com a longevidade como jornada de vida, estimulando hábitos que contribuem para a saúde e o bem-estar ao longo do tempo”, afirma Ana Claudia Frighetto Gonzalez, Superintendente Sênior de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.
Ao longo de 2026, o Circuito passa por sete cidades brasileiras: São Paulo (etapa realizada no dia 1º março), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Salvador (BA), Recife (PE) e Porto Alegre (RS), consolidando-se como uma das mais tradicionais iniciativas esportivas do país dedicada à promoção da longevidade e do bem-estar. A Norte Marketing Esportivo realizará todas as etapas do Circuito da Longevidade em 2026. A empresa tem foco em promover o bem-estar e a saúde por meio do esporte, sendo responsável por alguns dos principais eventos de corrida de rua do Brasil.
SERVIÇO
Circuito da Longevidade Bradesco Seguros Data: 26/04/2026 Local: Praça do Buriti – Zona Cívico-Administrativa – Brasília/DF Distâncias: 5 km e 10 km Horário da largada única: 7h Valor do kit: consulte as opções disponíveis no site Retirada do Kit: Decathlon Venâncio Shopping – Asa Sul, Brasília – DF, nos dias 24 de abril, das 10h às 20h e no dia 25 de abril, das 10h às 18h.
O mercado de seguros de pessoas iniciou 2026 em ritmo de crescimento. O relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, mostra que os seguros de pessoas arrecadaram R$ 13,1 bilhões em prêmios no primeiro bimestre de 2026. O resultado representa um avanço de 6,8% no comparativo com o mesmo período do ano passado, reforçando a relevância do setor na proteção das famílias e indivíduos.
Ao realizar uma análise detalhada por produto, o documento identifica que 47% do total de prêmios no bimestre foram registrados no seguro de Vida (modalidades individual e coletiva), 30% no Prestamista e 12% em Acidentes Pessoais. A comparação do período também revela que as maiores altas estão nos prêmios dos seguros Educacional (18,6%), Prestamista (17,7%) e Doenças Graves (15,0%).
O relatório também apresenta os sinistros pagos, que somaram R$ 2,8 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, uma variação de 0,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, as indenizações pagas em seguros de Vida Individual cresceram 29,7%, seguida pelo seguro Doenças Graves (16,3%).
Ao detalhar a análise por produto, nota-se que 53% dos sinistros pagos no bimestre foram em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), 22% no Prestamista e 11% em Acidentes Pessoais.
Projeções para 2026
Dados da CNseg apostam que os seguros de pessoas (excluindo previdência) devem registrar alta de 7,4%, contra uma previsão anterior de 8,6%. Os destaques são os produtos de vida (+11,7%) e viagem (+12,2%), mesmo em um contexto de maior endividamento das famílias. Por outro lado, a previdência aberta ainda deve apresentar retração (-4,4%), refletindo os impactos recentes de mudanças tributárias, especialmente a incidência de IOF sobre planos VGBL, que reduziu significativamente a captação do segmento.
Com 191 anos de atuação ininterrupta no mercado brasileiro de vida e previdência, o Grupo MAG anuncia um novo ciclo de sua presença no Centro-Oeste do país com a modernização da unidade de Cuiabá, uma das mais tradicionais da companhia. A atualização da estrutura marca um novo momento da operação local, alinhando a estratégia de crescimento da companhia ao seu compromisso com o fortalecimento econômico e social do Mato Grosso.
Liderada pela superintendente Heive Ananda Franco Camacho, profissional de referência no mercado segurador, a operação passa a atuar em um espaço mais moderno, alinhado aos planos de crescimento sustentável da seguradora e às demandas do mercado mato-grossense. A expectativa é que as novidades contribuam para um crescimento superior a 15% na produção em 2026, impulsionando a atuação da rede na região Centro-Oeste do país.
No estado, o setor de seguros mais que dobrou sua receita no acumulado entre 2020 e 2025, atingindo 163,5%, percentual superior ao desempenho nacional, de 127,7%, e ao da região Centro-Oeste, que registrou alta de 76,7% no período. O mercado mato-grossense representa 18,5% da receita líquida da região Centro-Oeste, considerando janeiro a dezembro de 2025, com destaque para os segmentos de Vida Individual, Prestamista e Acidentes Pessoais. Os dados são da SES/Susep.
No período, a MAG se destacou na região em receita líquida especialmente no segmento de Doenças Graves e Vida Individual, com altas de 147,1% e 145%, respectivamente, no comparativo com 2024. Além disso, a seguradora registrou crescimento de arrecadação superior a 81% no período, e ultrapassou 165,5% da meta anual de vendas no estado. Para este ano, a unidade planeja crescer 126,2% no acumulado de comercializações.
Para Helder Molina, CEO e Chairman do Grupo MAG, a modernização da unidade representa o trabalho constante da companhia para o fortalecimento do setor no estado. “O mercado segurador mato-grossense tem se mostrado bastante promissor. Ao ampliarmos nossa presença em Cuiabá, reafirmamos nosso compromisso em oferecer segurança financeira para famílias, pequenos empreendedores e trabalhadores, demonstrando nossa confiança no potencial da região e nossa contribuição para a proteção financeira e o desenvolvimento econômico local”, destaca.
Com 2 gerentes e mais de 77 corretores cadastrados, a sucursal atende anualmente mais de 1.312 clientes e conta com mais de 8,5 mil clientes de vida individual, buscando ampliar cada vez mais o acesso à proteção financeira das famílias da região Centro-Oeste do país. A seguradora ocupa o segundo lugar nas contratações no segmento de Planos Tradicionais, com 15,2% participação no estado. Além disso, em 2025, a unidade de negócios registrou o pagamento de mais de R$ 10 milhões em benefícios, o que reflete a confiança conquistada junto ao mercado local.
Para Heive, a modernização da unidade representa um fortalecimento direto do ecossistema local. “Nós, da unidade MAG de Cuiabá, contamos com uma equipe altamente engajada e corretores que conhecem profundamente o mercado regional. Nosso principal diferencial é oferecer um portfólio amplo de produtos e soluções, com capacidade de atender às necessidades da região. A nova estrutura nos permite avançar ainda mais, democratizando o acesso à proteção financeira em diferentes momentos da vida das pessoas”, afirma a superintendente.
Com 191 anos de atuação, a MAG Seguros está presente em todo o país com 56 unidades de negócios e segue ampliando sua capilaridade nacional.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) reuniu nesta quinta-feira (16) especialistas do mercado, reguladores e profissionais de ouvidoria em um webinar especial em comemoração ao Dia do Consumidor e ao Dia do Ouvidor, celebrados, respectivamente, em 15 e 16 de abril. O encontro destacou a transformação da ouvidoria de um canal reativo para um instrumento estratégico, capaz de gerar inteligência, inovação e confiança nas relações com o consumidor.
Logo na abertura, o superintendente jurídico da CNseg, Alfredo Viana, mediador do encontro, ressaltou a evolução do papel da ouvidoria no setor. “O consumidor de hoje é hiperconectado, conhece seus direitos e espera respostas à altura. A ouvidoria deixa de ser o ‘bombeiro’ e passa a ser uma fonte de inteligência estratégica”, afirmou.
A visão foi reforçada por Silas Rivelle Jr., presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, que destacou o alto nível de resolutividade do setor. Segundo ele, “noventa e nove vírgula dois por cento das demandas que passaram nas nossas ouvidorias foram solucionadas”, evidenciando a capacidade do canal de resolver conflitos antes que avancem para instâncias externas. Para Rivelle, mais do que resolver problemas, a ouvidoria contribui diretamente para a melhoria de processos e para a fidelização dos consumidores.
Na mesma linha, Eduardo Seicentos, presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, chamou atenção para o desafio de equilibrar tecnologia e humanização. “Quem conseguir conciliar os dados que a inteligência artificial traz, sem esquecer do tradicional e da humanização no atendimento, terá assertividade nesse processo”, disse. Ele também destacou a necessidade de atender diferentes perfis de consumidores, incluindo aqueles menos conectados.
Representando a regulação, a ouvidora da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Fernanda Cristina Cardoso Guedes, trouxe uma visão ampliada do papel das ouvidorias. “Ouvidoria é estratégia, é ponte, inteligência e transformação”, afirmou. Segundo ela, cada manifestação deve ser vista como uma oportunidade de melhoria sistêmica, e não apenas como uma reclamação isolada. Fernanda também enfatizou a importância da linguagem simples e da comunicação clara: “Uma resposta que o cidadão não entende é, na prática, uma não resposta”.
Já Aline Vieira, ouvidora-chefe da Superintendência de Seguros Privados (Susep), destacou a confiança como elemento central da atividade. “O ouvidor é o agente de confiança tanto para dentro quanto para fora”, declarou. Em sua fala, ela também abordou o papel das ouvidorias na expansão dos seguros inclusivos e na educação financeira da população, defendendo que a inclusão passa necessariamente pelo entendimento dos produtos. “A ouvidoria tem uma função pedagógica, de ensinar para as pessoas e para as empresas como falar com esse cidadão”, explicou.
Ao longo do debate, um ponto comum emergiu entre os participantes: a necessidade de antecipar problemas, e não apenas reagir a eles. A ouvidoria, nesse contexto, se consolida como um elo entre consumidores, empresas e reguladores, capaz de transformar dados em melhorias concretas e fortalecer a confiança no mercado.
No encerramento, Alfredo Viana sintetizou os principais aprendizados do encontro, destacando o tripé apresentado por Fernanda Guedes. “A ponte conecta consumidor e empresa; a inteligência transforma dados em informação; e a inovação gera melhoria contínua. Esse ciclo resume bem o papel da ouvidoria hoje”, afirmou.
O webinar evidenciou que, mais do que um canal de atendimento, a ouvidoria se tornou peça-chave na construção de um mercado mais transparente, eficiente e centrado no consumidor.
Este site utiliza cookies para aprimorar a sua experiência enquanto navega. Desses cookies, os que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador visto que são essenciais para o funcionamento básico do site. Nós também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa o site — esses só são armazenados no seu navegador mediante a sua autorização. Você também tem a opção de cancelar esses cookies, mas isso pode impactar a sua experiência de navegação.
Cookies necessários são absolutamente essenciais para este site funcionar de forma apropriada. Esta categoria só inclui cookies os quais garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.