Junto Seguros cresce 20% no 1º quadrimestre e reforça estratégia centrada no corretor

Companhia registra crescimento em prêmio, expansão da base de corretores e aumento na emissão de documentos nos primeiros meses do ano

O mercado brasileiro de Seguro Garantia mantém ritmo acelerado de crescimento em 2026, impulsionado pelo avanço das concessões, o aumento da demanda por garantias contratuais e a necessidade de projetos estruturados no país. Nesse cenário, a Junto Seguros iniciou o ano com resultados consistentes, reforçando sua estratégia de crescimento com foco em proximidade com o corretor e eficiência operacional.

No primeiro quadrimestre de 2026, a companhia cresceu 20% em prêmio comparado com o mesmo período do ano anterior. O volume de documentos emitidos avançou 40%, enquanto o número de corretores ativos cresceu 22%. A base de empresas emitindo também aumentou 33%, refletindo maior fidelização e recorrência da carteira.

À frente da estratégia comercial, novos negócios e produtos da Junto Seguros, Guilherme Malucelli, vice-presidente da companhia, destaca que o crescimento reflete uma atuação cada vez mais integrada entre especialização técnica, experiência do corretor e evolução digital da operação. Além da área comercial, o executivo também lidera iniciativas ligadas ao Fidelize, aos canais de atendimento, às APIs e aos produtos digitais da companhia.

“Nosso foco é construir uma experiência cada vez mais fluida para o corretor e para o cliente. Investimos na integração dos canais, em automação da jornada e em soluções digitais que aumentem agilidade e previsibilidade sem manter o foco na profundidade técnica. Esse crescimento mostra que o mercado valoriza eficiência, proximidade e capacidade de entrega”, afirma Malucelli.

Para o CEO da Junto Seguros, Roque de Holanda Melo, os resultados acompanham um movimento mais amplo de amadurecimento do seguro garantia no Brasil. “O produto vem ganhando escala, capilaridade e relevância estratégica no país. Temos investido fortemente em tecnologia, conhecimento e relacionamento com o corretor para ampliar o acesso ao seguro garantia e tornar a jornada mais eficiente, sem perder a profundidade técnica. Há espaço para expandir o mercado de forma sustentável, com geração real de valor para clientes e parceiros”, ressalta.

Nos últimos anos, a companhia intensificou investimentos em digitalização, automação da jornada de cotação e emissão, integração via APIs e fortalecimento dos canais de relacionamento, ampliando a eficiência operacional e a proximidade com os parceiros comerciais. Hoje, cerca de 30% das apólices emitidas pela companhia são originadas por integrações via API, permitindo que corretores realizem emissões diretamente de seus sistemas, com mais agilidade e eficiência operacional.

As perspectivas para os próximos meses seguem positivas. No Seguro Garantia Judicial, o mercado ainda reúne mais de R$ 670 bilhões em depósitos judiciais já realizados nos tribunais, além de cerca de R$ 800 bilhões em processos pendentes de julgamento no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Em infraestrutura, o calendário federal prevê 14 leilões rodoviários, oito projetos ferroviários e novas concessões de aeroportos, portos e hidrovias, em um volume estimado próximo a R$ 300 bilhões em investimentos. Já em Fiança Locatícia, o segmento logístico segue como principal vetor de expansão, sustentado pela baixa vacância e pela absorção líquida superior a 1 milhão de m² em galpões em 2025.

“O mercado está mais dinâmico e exige integração entre tecnologia e relacionamento. Estamos preparados para crescer mantendo o corretor no centro da estratégia e ampliando nossa capacidade de atendimento em diferentes segmentos”, pontua Malucelli.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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