A Terra Brasis acaba de finalizar um estudo sobre a relação entre o resseguro emitido pelas resseguradoras locais e o seu patrimônio líquido no período de 2014 a 2017, bem como o resultado obtido pelas resseguradoras no primeiro trimestre de 2018, que no geral é positivo.
No ano de 2018 até março, as resseguradoras locais apresentaram um lucro de R$ 303 milhões (IRB com R$ 254 milhões e demais locais com R$ 49 milhões), superior em 17% aos R$ 259 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.
No período de janeiro a março de 2018, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 2,71 bilhões, 1,5% inferior ao mesmo período de 2017.
Perto de 71% deste total (R$ 1,92 bilhões) foi colocado em resseguradoras locais, um crescimento de 3,9%. Adicionalmente, no mesmo período, as resseguradoras locais aceitaram do Exterior um volume de resseguros (bruto de comissão) estimado em R$ 584 mm, um crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2017.
No conjunto o resseguro emitido pelas resseguradoras locais de janeiro a março de 2018 (bruto de comissão) foi de R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Durante o primeiro trimestre de 2018, a sinistralidade bruta das resseguradoras locais ficou em 41% contra 47% do mesmo período do ano anterior. O Combined Ratio ficou em 90%, uma melhora em comparação aos 98% apresentados no mesmo período de 2017.
O estudo sobre o período de 2014 a 2017 será apresentado em um conference call (em português e em inglês) para provocar uma discussão sobre o tema com leitores. Detalhes abaixo.
Conference call em Português:
Quarta, 18 de Julho, 11:00am (horário de Brasília)
Número de telefone: + 55 11 3193-1000 ou 2820-4000
A Marsh anuncia a criação de três diretorias e a nomeação de novos executivos para as posições. Eduarda Tenes, foi nomeada Diretora de Placement para P&C, Corporate & Energy da Marsh Brasil. Com mais de 30 anos de experiência no mercado segurador, Eduarda atuou ao longo de sua carreira em corretoras locais e internacionais. Em 1998 juntou-se à Marsh Brasil e em sua trajetória na companhia ocupou diversas posições de liderança, como a gestão da área de Property Placement com mais de R$ 800 milhões em prêmios emitidos. Em sua nova função, Eduarda responderá diretamente à Paula Lopes, Diretora para Placement & Especialidades Marsh Brasil e será responsável pela gestão dos processos de Placement com o foco em P&C, Corporate e Energy.
Já o executivo Luis Guilherme Menezes assume a nova Diretoria de Surety & Credit. Com uma ampla experiência no setor de Garantia e Análise de Crédito, Luis atuou ao longo de sua trajetória profissional, em grandes empresas como o BankBoston e a J. Malucelli Seguradora. Em 2017 juntou-se à Marsh Brasil como Superintendente para liderar a Prática de Garantia da organização. Luis será responsável por liderar toda a equipe de Garantia, assim como todos os processos da Prática de Crédito. Baseado em São Paulo, se reportará diretamente à Paula Lopes.
E Wellington Zanardi, por sua vez, ocupa o cargo de Diretor de Large Industries, além de continuar a exercer a Liderança dos Clientes de Energy – Downstream. Com mais de 24 anos de experiência no mercado de seguros, Wellington ocupou diversos cargos de liderança em grandes empresas do setor. Em 2004 juntou-se à Marsh Brasil, atuando ao longo de sua trajetória dentro de nossa companhia com a gestão da Prática de Infraestrutura e das Indústrias de Especialidades. Em sua nova posição, Wellington assume o desafio de fazer a gestão da carteira de grandes clientes nacionais e permanece liderando nossas atividades de Energy com o foco em Downstream. Baseado em São Paulo, Wellington responderá diretamente ao Javier Duran.
por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, presidente da CNseg
Divulgados os dados do setor segurador de maio de 2018, não há novidades quando comparado o desempenho das grandes linhas de ramos de seguros até o mês. Permanece o protagonismo do agrupamento de Ramos Elementares, com taxas robustas de crescimento dos seguros de Automóveis, Patrimoniais, Habitacional, Transportes, Crédito e Garantias, e Rural. O mesmo se pode dizer dos Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, com expressivos 10,9%, embora a contínua queda do ritmo dos VGBL e PGBL tenha contribuído para a estagnação da arrecadação do agrupamento de Coberturas de Pessoas.
Digno de nota é o desempenho, nesses cinco meses do ano, do Ramo Prestamista, crescendo superlativos 25,1%, na esteira da expansão do crédito pessoal. O que tem ajudado a alavancar a representatividade da linha de negócios de Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, atualmente com 15,6% de toda a arrecadação de seguros, ex-DPVAT. Maior do que o ramo de Automóveis, com 15%.
Como antes já verificado, em abril, os Planos de Capitalização vêm incrementando o ritmo, sustentando a sua participação. A arrecadação total, até o mês de maio, foi de R$ 99,6 bilhões. As provisões técnicas nos cinco meses do ano cresceram 12,9% comparati- vamente a 2017, tendo alcançado R$ 939,4 bilhões.
O gráfico a seguir mostra o comportamento, em série de 12 meses móveis, das taxas de crescimento, segregando-as (sem DPVAT e sem Saúde Suplementar), em Ramos Elementares, Cobertura de Pessoas – Planos de Risco, Cobertura de Pessoas – Planos de Acumulação e Títulos de Capitalização. Ele contribui para demonstrar, tendencialmente, que o mercado de seguros permanece com bom desempenho, mesmo em presença do ciclo econômico volátil.
por Lauro Faria, Economista da Escola Nacional de Seguros
Em maio passado, a arrecadação em prêmios e contribuições do mercado segurador regulado pela Susep foi de R$ 19,8 bilhões, 7,3% abaixo da arrecadação de abril. É um resultado preocupante, mas menos grave se levarmos em conta que, em termos de grandes grupos, a referida queda ficou circunscrita ao DPVAT e aos planos de acumulação, cujo peso é de quase 50% no mercado regulado pela Susep.
De fato, os aportes a tais planos somaram R$ 8,3 bilhões em maio, 18,2% abaixo do dado de abril. Desfez-se assim a recuperação desse grupo de produtos ensaiada em março e abril passados, quando os aportes cresceram fortemente sobre os meses anteriores. Os prêmios de DPVAT, de R$ 398 milhões, tiveram queda de 8,6% em maio sobre abril de 2018, 28,5% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 22,8% no acumulado de 2018, contra igual período de 2017, sem surpresa em função da redução do prêmio fixada pelo CNSP em fins de 2017.
No grupo de seguros de ramos elementares (exceto DPVAT), o crescimento da arrecadação foi de 3,8% sobre abril de 2018, 5,8% sobre maio de 2017 e 8,8% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017. No grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, as taxas de variação nessas mesmas bases de comparação foram de 4%, 7,7% e 10,9%, respectivamente. Houve, assim, manutenção do crescimento, porém, a taxas decrescentes, denotando desaceleração.
Observando os diversos ramos de seguros gerais, constatamos que a referida desaceleração ocorreu em função do desempenho de seguros de automóveis, que é o carro-chefe do grupo e cuja taxa de acréscimo caiu de 8,8% no acumulado de 2018 ante o mesmo período de 2017, para 2,7% em maio de 2018 sobre maio de 2017, e do seguro de crédito e garantias, com variações de 8% e 1,9% nesses mesmos períodos. Os demais ramos, com a exceção notável dos seguros marítimos e aeronáuticos, cuja arrecadação ainda mostra queda frente ao ano anterior, aceleraram a expansão. Isso se deu, inclusive, com o seguro de transportes (crescimento de 25,5% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 17,7% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017).
No grupo de coberturas de pessoas, foram notáveis os seguintes fatos:
a) o avanço da arrecadação do seguro prestamista, cuja taxa de acréscimo subiu de 25,1% no acumulado de 2018 sobre o mesmo período de 2017 para 38,6% em maio de 2018 sobre maio de 2017, denotando recuperação do crédito ao consumidor;
b) o aprofundamento da queda da receita do seguro viagem, que passou de -7,2% no acumulado de 2018 sobre o mesmo período de 2017 para -21% em maio de 2018 sobre maio de 2017, certamente devido à desvalorização do real e
c) a já mencionada redução dos aportes aos planos de acumulação, que pode estar ligada a reorientações de carteiras de investimento em razão do cenário interno e externo de grandes incertezas.
Acresça-se a isso, conforme o Banco Central, a expectativa de manutenção da taxa Selic, de 6,5% ao ano em 2018, e aumento para 8% em 2019, que pode estar postergando maiores aportes nesses planos. Os aportes a títulos de capitalização permaneceram praticamente estáveis em maio sobre abril, mas cresceram 8,1% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 8,1% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017, mostrando, portanto, recuperação.
O crescimento com relativa desaceleração do mercado de seguros é consistente com o movimento geral da economia brasileira. Desde o início do ano, o Boletim Focus do Banco Central aferiu queda da expectativa de crescimento do PIB real em 2018, de cerca de 3% para os atuais 1,53%, bem como, no caso da produção industrial, de 3,1% para atuais 2,7%. Ao mesmo tempo, a mediana das projeções do mercado para a inflação (IPCA) em 2018 subiu nesse mesmo período de 3,95% para 4,2%. No caso do IGP-DI, a projeção atual é de um acréscimo de 7,7% em 2018. Assim, a estimativa de crescimento do mercado de seguros para 2018 é de taxas positivas, mas menores do que se esperava no início do ano.
No mercado como um todo, exceto DPVAT, a sinistralidade continuou em queda, situando-se em 43,7% no período janeiro-maio de 2018, com variação absoluta de -1,8% sobre o verificado no mesmo período de 2017. A sinistralidade do grupo de seguros de ramos elementares foi de 53,5%, com queda de 1,8 ponto de percentagem na mesma base de comparação, e a do grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, de 25%, com queda absoluta de 1,7 ponto percentual sobre o mesmo período de 2017. O índice de despesas de comercialização do mercado como um todo, exceto DPVAT, foi de 24,8% no acumulado do ano até maio, com aumento de 0,6 ponto de percentagem frente ao mesmo período de 2017, sendo de 21,9% em ramos elementares e 30,3% no grupo de planos de risco de coberturas de pessoas.
Nos primeiros cinco meses de 2018, as despesas administrativas das seguradoras reguladas pela Susep cresceram 5,9% ante igual período de 2017, o resultado financeiro caiu 14,4% e o resultado patrimonial cresceu 15,7%. Estimulado pelo aumento de receita, o lucro líquido agregado dessas empresas cresceu 6,7% nessa base de comparação. Desse modo, a rentabilidade do patrimônio líquido agregado das seguradoras reguladas pela Susep foi de 21,4%, estável em relação ao verificado em janeiro-maio de 2017.
A SulAmérica colocou em operação ambulâncias personalizadas e exclusivas para atender aos segurados de saúde da companhia nas remoções inter-hospitalares cobertas pelo seguro.
Com o objetivo de oferecer ainda mais qualidade no atendimento e melhorar a experiência do cliente, a companhia firmou uma parceria com a Med Salva, parte do grupo Ambuiberica, uma das maiores empresas no ramo de remoções em atuação no País.
As ambulâncias SulAmérica realizarão, inicialmente, parte dos atendimentos em São Paulo e na região do Grande ABC. Até o final de 2018, a companhia fará a expansão do modelo para outras capitais do País.
“Há acentuado distanciamento do Brasil em relação aos países desenvolvidos em termos de Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil de Automóveis. Limites de garantias e coberturas oferecidas se situam em patamares diferenciados, certamente com imensa desvantagem para o Brasil. Este desnível deveria constituir fator de preocupação para a sociedade brasileira, mas nunca foi objeto de questionamentos mais representativos. O brasileiro não tem cultura de seguro desenvolvida e rejeita qualquer tipo de compulsoriedade na contratação de seguros, seja qual for o tipo. O DPVAT – Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres tem cumprido insatisfatoriamente a sua função, enquanto instrumento de política pública, ainda que de relevante interesse social”.
A Sompo Seguros anuncia Rogério Santos como novo Diretor Técnico do Produto Automóvel. O executivo assume a posição com o desafio de contribuir com as políticas e estratégias voltadas à essa carteira. “A companhia já conta com estratégias bem claras sobre os objetivos que pretende alcançar nos próximos anos. Nossa contribuição será para que essas metas sejam alcançadas, garantindo a subscrição adequada de risco, a rentabilidade e o crescimento sustentável ao mesmo tempo em que disponibilizamos produtos adequados às necessidades dos segurados”, considera Santos.
Enquanto o blog aguarda retorno das entrevistas solicitadas a executivos sobre o impacto desta lei em seguros, abaixo detalhes do projeto que segue para sanção presidencial.
Fonte: Agência Brasil
O plenário do Senado aprovou hoje (10) o Projeto de Lei número 53, da Câmara, que disciplina a proteção dos dados pessoais e define as situações em que estes podem ser coletados e tratados tanto por empresas quanto pelo Poder Público. O texto foi aprovado nos termos do conteúdo votado na Câmara dos Deputados no fim de maio. Com isso, o Brasil se junta a diversos países do mundo, que já possuem legislação sobre o tema. O projeto agora vai a sanção do presidente Michel Temer.
O texto disciplina a forma como as informações são coletadas e tratadas, especialmente em meios digitais, como dados pessoais de cadastro ou até mesmo textos e fotos publicadas em redes sociais. A proposta foi mantida na semana passada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), conservando o conteúdo da Câmara e indicando regime de urgência para votação na casa. A urgência foi apresentada em plenário, mas não chegou a ser apreciada.
O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos, destacou que a regulação do tema já é uma realidade no resto do mundo. “Mais de 100 países já colocaram de pé leis e diretrizes de proteção de dados no ambiente da internet. A internet não pode ser ambiente sem regras. A privacidade é um valor civilizatório”, salientou.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM), nomeado relator em plenário, defendeu a importância da proposta. “Na era digital dados são considerados grande ativo e patrimônio. Dados devem receber grau mínimo de proteção jurídica. Dados trafegam pelas redes e sem consentimento acabam sendo comercializados, em contraposição aos preceitos constitucionais, que garantem o direito à vida privada”, comentou.
“Todas as entidades, sem nenhuma exceção, foram partícipes na construção do projeto de lei e estamos votando algo que é uma unanimidade”, afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). “Estamos vivendo a revolução das redes sociais. Agora vamos ter marco regulatório que permite que cidadão possa acionar aqueles que fizerem mau uso de seus dados”, acrescentou o senador Jorge Viana (PT-AC).
Entenda o projeto
O PLC 53 considera dados pessoais a informação relacionada a uma pessoa que seja “identificada” ou “identificável”. Ou seja, o projeto de lei regula também aquele dado que, sozinho, não revela a quem estaria relacionado (um endereço, por exemplo) mas que, processado juntamente com outros, poderia indicar de quem se trata (o endereço combinado com a idade, por exemplo).
Foi criada uma categoria especial, denominada dados “sensíveis”, que abrange registros de raça, opiniões políticas, crenças, condição de saúde e características genéticas. O uso desses registros fica mais restrito, já que traz riscos de discriminação e outros prejuízos à pessoa. Também há parâmetros diferenciados para processamento de informações de crianças, como a exigência de consentimento dos pais e a proibição de condicionar o fornecimento de registros à participação em aplicações (como redes sociais e jogos eletrônicos).
O projeto de lei abrange as operações de tratamento realizadas no Brasil ou a partir de coleta de dados feita no país. A norma também vale para empresas ou entes que ofertem bens e serviços ou tratem informações de pessoas que estão aqui. Assim, por exemplo, por mais que o Facebook recolha registros de brasileiros e faça o tratamento em servidores nos Estados Unidos, ele teria de respeitar as regras. Também é permitida a transferência internacional de dados (como no exemplo citado), desde que o país de destino tenha nível de proteção compatível com a lei ou quando a empresa responsável pelo tratamento comprovar que garante as mesmas condições exigidas pela norma por instrumentos como contratos ou normas corporativas.
Ficaram de fora das obrigações o tratamento para fins pessoais, jornalísticos e artísticos. Também não são cobertos o processamento de informações em atividades de segurança nacional, segurança pública e repressão a infrações. O texto indica que esses temas devem ser tratados em uma lei específica. O Poder Público ganhou também a possibilidade de tratar dados sem consentimento das pessoas, em determinadas situações, como na execução de políticas públicas. Para isso, o órgão deve informar em seu site em que hipótese o processamento de dados é realizado, sua finalidade e quais são os procedimentos adotados. Essas regras especiais se aplicam também aos cartórios.
Obrigações e direitos
Para coletar e tratar um dado, uma empresa ou ente precisa solicitar o consentimento do titular, que deve ser livre e informado. Essa autorização deve ser solicitada de forma clara, em cláusula específica, e não de maneira genérica. Caso uma empresa colete um dado para uma coisa e mude sua finalidade, deve obter novo consentimento. A permissão dada por alguém, entretanto, pode ser revogada se o titular assim o desejar.
O projeto prevê, contudo, algumas situações em que este não é necessário, como a proteção da vida, o cumprimento de obrigação legal e procedimento de saúde. A exceção mais polêmica é chamada de “legítimo interesse”, que na prática permite a uma empresa coletar um dado para um propósito e usá-lo para outro, desde que para “finalidades legítimas” e a “partir de situações concretas”. Nesse caso, somente os dados “estritamente necessários” podem ser manejados.
Outra obrigação das empresas incluída no relatório do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) é a garantia da segurança dos dados, impedindo acessos não autorizados e qualquer forma de vazamento. Caso haja algum incidente de segurança que possa acarretar dano ao titular da informação, a empresa é obrigada a comunicar à pessoa e ao órgão competente.
A redação prevê uma série de direitos ao titular, que pode solicitar acesso às informações que uma empresa tem dele – incluindo a finalidade, a forma e a duração do tratamento – e se houve uso compartilhado com algum outro ente e com qual finalidade. Também é possível requisitar a correção de um dado incompleto, a eliminação de registros desnecessários ou excessivos e a portabilidade para outro provedor de serviço. Ou seja, o usuário de uma conta de e-mail pode ter todas as suas mensagens, caso deseje abrir conta em outro serviço deste tipo. O titular também pode solicitar a revisão de uma decisão automatizada baseada em seus dados, como uma classificação para obtenção de crédito, por exemplo.
Fiscalização e órgão regulador
O relatório de Silva propõe a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que ficará responsável pela edição de normas complementares e pela fiscalização das obrigações previstas na lei. Essa autoridade terá poder, por exemplo, para exigir relatórios de impacto à privacidade de uma empresa, documento que deve identificar como o processamento é realizado, as medidas de segurança e as ações para reduzir riscos. Ou seja, se o órgão suspeitar que em alguma empresa há risco de problemas no tratamento dos dados, o relatório reúne informações necessárias para uma primeira apuração. Pode também fazer uma auditoria, em que se verifique no local da empresa se o manejo dos dados está sendo realizado corretamente.
Se constatar alguma irregularidade em qualquer atividade de tratamento, a autoridade pode aplicar uma série de sanções, entre as quais está prevista multa de até 2% do faturamento da empresa envolvida, com limite de R$ 50 milhões, o bloqueio ou eliminação dos dados tratados de maneira irregular e a suspensão ou proibição do banco de dados ou da atividade de tratamento. O substitutivo também institui o Conselho Nacional de Proteção de Dados, formado por 23 representantes do Poder Público, da sociedade civil, de empresas e de instituições científicas e tecnológicas. O colegiado tem como atribuições propor diretrizes estratégicas sobre o tema e auxiliar a autoridade nacional.
Apoios
O PLC tem apoio de diversas entidades, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e a Coalizão Direitos na Rede, que reúne entidades de defesa de direitos dos usuários de internet. Mas encontrava resistência em organizações do ramo financeiro, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional de Seguradoras.
“Este projeto é fundamental para o desenvolvimento da economia digital no Brasil porque ele alcança equilíbrio entre a proteção do direito do cidadão em um arcabouço que ajude as empresas a inovarem”, avaliou a diretora jurídica da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).
“Essa discussão contou com dezenas de entidades da sociedade civil mas também com inúmeras entidades do setor empresarial, que entenderam que a proteção de dados é princípio que deve ser garantido na legislação brasileira”, comentou Marcos Urupá, do Coletivo Intervozes, entidade integrante da Coalizão Direitos na Rede, que reúne organizações de defesa de direitos dos usuários.
A HDI Seguros lança novas coberturas para o HDI EM CASA, produto da companhia voltado para o segmento de proteção residencial. A novidade contempla cobertura adicional de roubo e furto qualificado de bicicleta em circulação fora da residência segurada e a inclusão de aparelhos celulares como bens garantidos na cobertura de roubo e furto de bens no local de risco.
“Nossos investimentos em seguro residencial são voltados para atender cada vez melhor nossos clientes, considerando as necessidades da vida moderna, onde celulares e dispositivos eletrônicos são praticamente insubstituíveis no dia a dia dos segurados. Da mesma forma, com a ampliação de ciclovias em diversas cidades, a necessidade de proteção para bicicletas chamou nossa atenção e decidimos incluir em nosso produto”, explica Fabio Leme, vice-presidente técnico, da HDI Seguros.
São indenizados celulares, tablets, notebooks e bicicletas que estejam dentro do endereço do imóvel segurado. Além disso, no caso de bicicleta, que é um bem móvel, agora temos disponível a garantia adicional para sinistros ocorridos em qualquer local, desde que as mesmas estejam em poder dos segurados ou cônjuges e filhos moradores da residência protegida.
“O seguro residencial ainda tem baixa adesão no Brasil, diferentemente de em outros países, como os EUA, por exemplo. Um dos fatores para isso é o desconhecimento de seu custo-benefício. Uma apólice custa em média apenas R$300,00 ao ano. Além disso, o HDI EM CASA oferece diversos serviços de assistência gratuitos, como instalação de filtro, chuveiro e torneira elétrica, conserto de ar condicionado, vidraceiro, mudança e guarda-móveis, entre outros. Para nós, a ampliação das coberturas, assim como as assistências, é uma forma de mostrar para as pessoas os benefícios do seguro”, destaca Fabio Leme.
Nos cinco primeiros meses do ano, as 17 empresas representadas pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), faturaram, juntas, R$ 8,6 bilhões. Em comparação ao ao mesmo período do ano passado, o montante representa um crescimento de 8,1%, num universo de 17 milhões de clientes com títulos ativos.
Ainda de acordo com os dados divulgados pela FenaCap, o valor das provisões técnicas – os recursos acumulados e, posteriormente, resgatados pelos clientes antecipadamente, ou no fim da vigência – também cresceu, fechando o período com R$ 29 bilhões, aumento de 2,7%. Confirmando tendência verificada no ano, houve redução de 7,2% no volume de resgates, que ficaram em R$ 7,1 bilhões.
“Esse desempenho do segmento, que mostra avanço no faturamento e nas provisões técnicas, associado à redução dos resgates, reforça o novo comportamento do consumidor, mais cauteloso diante das incertezas econômicas”, avalia Marcos Coltri, presidente da FenaCap.
Os dados da federação mostram ainda que, nos cinco primeiros meses do ano, foram distribuídos R$ 448 milhões em prêmios a clientes de títulos de capitalização de todo o Brasil. A cada dia útil do período, as empresas de Capitalização pagaram o equivalente a R$ 4,3 milhões em sorteios. O Sudeste foi a região que recebeu o maior volume de prêmios. Ao todo, foram R$ R$ 199 milhões distribuídos para os clientes dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
O executivo Marcos Coltri assumiu a presidência da Federação Nacional de Capitalização – FenaCap, em lugar de Marco Antonio da Silva Barros, que esteve à frente da entidade por quase sete anos. A mudança já era esperada desde que Barros assumiu a presidência da Brasilprev, em março de 2018.
Formado em Administração de Empresas com especialização em Marketing e Finanças, Coltri foi diretor comercial da Brasilcap entre fevereiro de 2014 e outubro de 2017 e, atualmente, é membro do Conselho de Administração da empresa. Executivo de carreira do Banco do Brasil desde 1988, Marcos Coltri também foi diretor comercial do grupo segurador BB Mapfre e, no momento, ocupa a diretoria de Empréstimos, Financiamentos e Crédito Imobiliário do banco.
Após o anúncio da aquisição do XL Group Ltd pela AXA em 5 de março, as duas empresas apresentam hoje um novo passo no processo de combinação das operações do XL Group, AXA Corporate Solutions e AXA Art em uma nova divisão do Grupo AXA dedicada às grandes linhas patrimoniais e de responsabilidade civil, bem como riscos especiais.
A nova divisão será chamada AXA XL e operará sob a marca principal AXA. Seus serviços serão identificados em três principais categorias:XL Insurance, que incluirá a operação de seguros do XL Group e da AXA Corporate Solutions. Também incluirá XL Art & Lifestyle, a combinação da divisão Fine Arts & Specie da XL Catlin e da AXA ART.
A XL Reinsurance, que incorporará a operação de resseguros do XL Group; e a XL Risk Consulting, que incorporará o AXA MATRIX e a Divisão de Engenharia de Risco GAPS do XL Group. Além disso, o sindicato principal do XL Group no Lloyd’s continuará sendo conhecido como XL Catlin Syndicate 2003.
Sob a marca AXA, as novas ofertas apresentarão uma proposta atraente para clientes e corretores em todo o mundo. “Estamos muito satisfeitos em anunciar mais um marco importante no processo de planejamento de integração com o XL Group, o qual tornará a AXA na seguradora nº 1 do mundo nas linhas patrimoniais e de responsabilidade. Sob esta nova marca e nome comum, estou animado em ver a futura criação de AXA XL, uma divisão baseada na cultura comum da AXA e do XL Group sobre pessoas, excelência operacional e inovação. A combinação desses atributos nos colocará em uma posição ideal para estabelecer uma liderança de marca ainda mais forte e oferecer uma proposta única de valor a nossos clientes”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA.
“Nós reconhecemos a oportunidade que temos à nossa frente de levar essa combinação única de elementos que fazem da XL um sucesso – nosso talento, nossa abordagem, nossas ferramentas – à família AXA. Acredito que juntos seremos mais fortes e que seremos ambiciosos. Continuaremos tendo nossos clientes e corretores como o centro de nossas atenções ao mesmo tempo em que nos concentraremos firmemente no futuro dos riscos e nas soluções necessárias para crescer ainda mais”, comentou Greg Hendrick, atual Presidente e COO do XL Group.
Essa nova marca e os novos nomes vêm após o anúncio, no dia 6 de junho, de que os sócios acionistas do XL Group aprovaram um acordo para que a AXA adquirisse 100% do XL Group. O fechamento da aquisição deve ser concluído durante o segundo semestre de 2018, sujeito a condições de fechamento comuns, incluindo o recebimento das aprovações regulatórias obrigatórias, que ainda estão pendentes. Até que a aquisição esteja fechada, XL Group e AXA permanecem como duas empresas separadas.
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