Generali Brasil amplia parceria cultural e assume naming rights da 8½ Festa do Cinema Italiano 

A 13ª edição da 8½ Festa do Cinema Italiano chega com uma novidade: a seguradora Generali amplia sua parceria com o evento, assume seus naming rights e passa a adotar o nome 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali.
 

Realizada entre 25 de junho e 1º de julho, com edições confirmadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Aracaju, Recife, Porto Alegre e Florianópolis, a festa é reconhecida como o principal evento dedicado ao cinema italiano no país. O público tem acesso a uma seleção de obras contemporâneas, além de encontros com profissionais do setor e exibições exclusivas.
 

A iniciativa reforça a conexão histórica da Generali com a cultura italiana e sua trajetória no Brasil, onde está presente há mais de 100 anos. Com histórico de apoio a exposições, mostras e iniciativas ligadas à herança italiana, a seguradora atua desde 2020 como principal patrocinadora da Festa do Cinema Italiano e, agora, ao assumir seus naming rights, amplia seu investimento cultural e fortalece sua contribuição para aproximar o público brasileiro da pluralidade e criatividade do cinema italiano. 

A programação deste ano reúne dez filmes já confirmados e traz nomes consagrados e novas produções do cinema italiano contemporâneo. Entre os destaques está Caro diario, clássico de Nanni Moretti, que será exibido em cópia restaurada. O longa recebeu os prêmios de Melhor Filme e Melhor Música no David di Donatello, além de reconhecimento no Festival de Cannes.

Outro destaque é Modi- Três dias nas asas da loucura, drama de época dirigido por Johnny Depp, que marca seu retorno à direção após 29 anos e reúne Al Pacino e Riccardo Scamarcio no elenco. Inspirado na trajetória de Amedeo Modigliani, o filme mistura humor e liberdade criativa ao retratar a vida do artista italiano.

A seleção inclui ainda Fuori, de Mario Martone, indicado à Palma de Ouro em Cannes de 2025, o documentário ítalo-brasileiro Irmãos Segreto, que retrata a trajetória de pioneiros italianos do cinema no Brasil, e a Última Rodada (Le città di pianura), dirigido por Francesco Sossai e considerado um dos destaques italianos apresentados em Cannes.

Também integram a programação produções como Primavera, que marca estreia em longas-metragens do diretor de ópera Damiano Michieletto, o thriller dramático Il nibbio, o Menino da Calça Rosa (Il ragazzo dai pantaloni rosa), um dos filmes italianos de maior público em 2025, Três Vezes Adeus, adaptação da obra de Michela Murgia, e o documentário Agnus Dei, exibido no Festival de Veneza.
 

A programação completa será divulgada em breve no site oficial do evento: festadocinemaitaliano.com.br.

O festival “8 ½ Festa do Cinema Italiano por Generali” é uma realização do Ministério da Cultura, da Associação Il Sorpasso e da Risi Film Brasil, com o apoio e promoção da Embaixada da Itália, dos Institutos Italianos de Cultura do Rio de Janeiro e de São Paulo e do Consulado Geral do Rio de Janeiro, e com apoio institucional do Consulado Geral de São Paulo e dos Consulados de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife.

Previdência privada: aportes superam R$ 54 bilhões em planos abertos no 1º quadrimestre do ano 

O último relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi mostra que a captação bruta em planos de previdência privada aberta caiu no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando R$ 54,1 bilhões ou uma retração de 8,3% quando comparado ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os resgates também diminuíram na mesma base de comparação (em 8,5%), somando R$ 47,4 bilhões. Logo, a captação líquida – calculada com base nos aportes menos as retiradas – foi de R$ 6,7 bilhões, valor 7,8% abaixo do observado no mesmo período de 2025.

Em abril, os ativos dos planos de previdência privada aberta somaram R$ 1,9 trilhão, o que representa cerca de 14% do PIB do Brasil. O montante teve evolução de 12,9% em relação ao mesmo mês de 2025.

Mais de 13 milhões de planos

Os valores estão distribuídos em 13,6 milhões de planos de previdência privada aberta no país. Eles pertencem às 11,2 milhões de pessoas preocupadas com o longo prazo e que se esforçam para construir uma reserva para o futuro.

Do total, 8,9 milhões de pessoas (cerca de 80%) estão na modalidade individual, ou seja, quando a iniciativa partiu da própria pessoa.

VGBL é a principal escolha 

O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) lidera com 8,6 milhões de planos, ou 63% do total. Ainda em abril, 3,2 milhões eram do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), cerca de 23,1% da totalidade, e os demais 13,9% se referem aos modelos Tradicionais, somados aos planos de acumulação e FAPI.

Já em termos de contribuições, os planos VGBL receberam R$ 49 bilhões em aportes no 1º quadrimestre de 2026, ou (90,5%). Outros 7,9% ou R$ 4,3 bilhões se referem ao tipo PGBL e 1,7% foi destinado aos planos Tradicionais.

Sicoob e HDI anunciam parceria que une crédito e seguro em uma única operação

Financiar um veículo e sair com ele já segurado, na mesma operação, sem burocracia e com muita agilidade na contratação. Essa é a proposta do Seguro Auto Financiado, desenvolvido pelo Sicoob em parceria com o Grupo HDI e já disponível no mercado. A iniciativa nasce de uma lacuna na jornada de crédito veicular: o intervalo que sempre existiu entre a concessão do financiamento e a contratação da proteção. Ao unir os dois momentos em uma única operação, o Sicoob entrega conveniência, reduz fricções e amplia o valor percebido pelo cooperado sem exigência de vistoria prévia, garantindo assim a proteção integral para a pessoa cooperada e a cooperativa. 
 

O modelo se enquadra no conceito de embedded insurance, tendência global que redefine a forma como seguros são distribuídos. Em vez de tratar a proteção como um produto autônomo, a ser buscado separadamente após a compra, o embedded insurance integra o seguro ao próprio processo de aquisição do bem, tornando-o parte natural e invisível da jornada do cliente. No contexto do financiamento veicular, isso significa que o cooperado não precisa pesquisar seguradoras, comparar coberturas ou enfrentar burocracia adicional: a proteção já está incluída quando o crédito é concedido. É uma mudança de lógica do seguro como etapa extra para o seguro como parte da experiência.
 

“O Sicoob já conta com um portfólio robusto de soluções de seguro auto, construído ao longo dos anos para atender diferentes perfis e necessidades dos cooperados. A parceria com o Grupo HDI representa um avanço nessa trajetória: trouxemos para dentro do fluxo de financiamento uma proteção que antes exigia uma jornada separada, eliminando fricções e barreiras na experiência de compra. É a combinação de duas expertises, a do cooperativismo financeiro e a de uma das maiores seguradoras do Brasil a serviço de uma experiência mais completa para o cooperado”, afirma Guilherme Palma Neto, Coordenador Comercial de Seguros Gerais do Sicoob.

O Seguro Auto Financiado é resultado de uma colaboração entre o Sicoob e o Grupo HDI, seguradora com reconhecida atuação no mercado de automóvel no Brasil. A parceria resultou em um programa exclusivo de afinidade para o sistema, desenhado para respeitar as especificidades da relação entre cooperativa e cooperado, e não apenas replicar produtos do varejo bancário tradicional.

“Acreditamos no potencial do cooperativismo financeiro como canal de distribuição de seguros com alto valor percebido. Construir esse programa junto ao Sicoob foi uma oportunidade desenvolver algo genuinamente novo para o mercado”, comenta Gustavo Peri, Gerente Comercial de Cooperativas do Grupo HDI. 

HDI Seguros renova patrocínio à Maratona de Floripa e reforça incentivo ao esporte e bem-estar

A HDI Seguros renovou o patrocínio à Maratona Internacional da Cidade de Florianópolis – Maratona de Floripa, reforçando sua estratégia de proximidade com o mercado catarinense e consolidando a presença da marca na região Sul do país. Reconhecida como uma das principais provas de corrida de rua do Brasil, a competição será realizada no dia 7 de junho, em Florianópolis, com percursos de 42 km, 21 km e 5 km. As largadas estão previstas para ocorrer a partir das 6h, na Beira-Mar Continental. As inscrições seguem abertas e podem ser realizadas diretamente pelo site oficial da Maratona de Floripa. 
 

O apoio à maratona amplia a atuação da seguradora em iniciativas voltadas à promoção de qualidade de vida, bem-estar e incentivo à prática esportiva, fortalecendo o relacionamento com o público da região por meio de experiências e ativações ao longo do evento. Além disso, a ação reforça o posicionamento institucional da HDI de valorização dos corretores e parceiros de negócios, fundamentais para o crescimento sustentável da operação no estado. Santa Catarina ocupa papel relevante na atuação da marca, tanto pelo potencial econômico quanto pela forte conexão com o mercado regional, em linha com o território de marca da HDI, pautado pela proximidade, cuidado e construção de relações duradouras. 
 

Com percurso à beira-mar e estrutura voltada para corredores de diferentes níveis, a prova movimenta o calendário esportivo e turístico da capital catarinense, reunindo atletas de diversas regiões do país. A programação contará com percursos de maratona, meia maratona e corrida de 5 km, além de áreas de apoio e serviços aos participantes. Entre as ações previstas da seguradora estão a disponibilização de um espaço de apoio para convidados, com estrutura de alimentação e hidratação, além da distribuição de brindes para parceiros comerciais. A presença da marca também contará com ativações especiais e ações de engajamento ao longo da programação, como um instagramável em formato de pódio para interação do público. 

“Mais do que oferecer seguros, queremos contribuir para que as pessoas vivam com mais qualidade e bem-estar. Apoiar a Maratona de Florianópolis reforça a conexão da HDI com iniciativas que incentivam saúde, superação e integração social, valores que fazem parte do nosso território de marca e da forma como nos relacionamos com clientes, corretores e parceiros. O esporte tem um papel importante como ferramenta de transformação e aproximação, e eventos como esse também fortalecem nossa estratégia de gerar impacto positivo nas comunidades onde atuamos”, afirma Rubens Oliboni, Diretor Regional de Santa Catarina e Rio Grande do Sul da seguradora.

Brasil e Portugal fecham parceria no setor de seguros contra riscos climáticos

Fonte: Público Brasil

A parceria entre a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), entidade que representa o mercado segurador brasileiro, e a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), principal representante do setor em Portugal, avança e o objetivo é ampliar a proteção de consumidores, empresas e produtores rurais diante do aumento das catástrofes climáticas e dos riscos cibernéticos.

A cooperação institucional prevê intercâmbio de conhecimento, desenvolvimento de novos produtos, compartilhamento de experiências regulatórias e fortalecimento dos mecanismos de proteção financeira nos dois países. Segundo o presidente da CNSeg, Dyogo Oliveira, a aproximação permite oferecer seguros mais adequados às necessidades da população, além de impulsionar projetos conjuntos voltados à adaptação climática, inovação e gestão de riscos emergentes.

O fortalecimento dessa agenda ocorre em um momento em que Brasil e Portugal enfrentam desafios semelhantes provocados pela intensificação dos eventos extremos, a exemplo de enchentes, secas prolongadas, incêndios florestais, tempestades severas e ondas de calor que têm provocado prejuízos, além de afetar populações vulneráveis, infraestruturas públicas e cadeias produtivas estratégicas.

Para Oliveira, as mudanças climáticas e os riscos cibernéticos já estão entre os principais desafios contemporâneos para o mercado segurador, e isso exige soluções mais modernas e cooperação internacional para ampliar a capacidade de proteção das sociedades.

A aproximação entre os mercados seguradores brasileiro e português ganhou força, segundo Oliveira, durante a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, em 2024. Naquele momento, representantes dos dois países iniciaram discussões que resultariam, em 2025, na construção de uma agenda permanente de cooperação. E esse movimento ganha novo impulso com a realização, nesta quarta-feira, 3 de maio, do primeiro Fórum Brasil–Portugal de Seguros, promovido pela CNSeg e pelo Grupo Fidelidade, com apoio da APS, no Técnico Innovation Center, em Lisboa.

A iniciativa busca aproximar lideranças do setor, fomentar cooperação técnica e desenvolver soluções conjuntas para riscos emergentes que desafiam seguradoras, governos e economias em ambos os lados do Atlântico. O objetivo é claro: criar um ambiente permanente de troca de experiências capaz de acelerar a inovação e fortalecer a resiliência dos mercados.

A agenda conjunta também mira um compromisso de longo prazo. Após os avanços obtidos nas discussões iniciadas durante a COP29, Brasil e Portugal pretendem ampliar a coordenação internacional na COP31, este ano na Turquia, quando, segundo ele, voltarão a defender o papel estratégico do setor segurador na mitigação dos impactos climáticos e na construção de mecanismos mais eficientes de proteção social e financeira.

A colaboração entre as entidades ocorre em um contexto de crescente preocupação global com os efeitos das alterações climáticas. No Brasil, o ano de 2025 foi marcado por enchentes, estiagens, ondas de calor, chuvas de granizo, tornados e incêndios florestais que afetaram mais de 336 mil pessoas e geraram prejuízos estimados em 663 milhões de euros. Dados do Radar de Eventos Climáticos e Seguros, da CNSeg, apontam que apenas no primeiro semestre do ano passado, as perdas associadas aos eventos climáticos alcançaram 5,2 bilhões de euros.

Por outro lado, em Portugal, o cenário também se agravou. Dados da Agência Portuguesa do Ambiente registraram o mês de maio mais chuvoso dos últimos 50 anos, seguido por períodos de calor extremo que elevaram significativamente os riscos de incêndios florestais em diversas regiões do país.

A frequência desses eventos, em escala crescente, tem provocado uma mudança estrutural na forma como o setor segurador avalia riscos e projeta cenários futuros, conforme Oliveira. Modelos historicamente baseados em séries estatísticas passadas começam a perder eficiência diante de uma realidade climática mais instável e imprevisível.

“As mudanças climáticas não estão apenas elevando o volume de indemnizações pagas pelo setor de seguros, mas transformando a própria essência da atividade seguradora”, afirma o presidente da CNseg, que participa do XIV Fórum de Lisboa. Segundo ele, um dos maiores desafios para os próximos anos será justamente revisar os modelos tradicionais de avaliação de risco. “A realidade atual já não se comporta como no passado. Portanto, olhar apenas para os dados históricos deixou de ser suficiente para avaliar o risco futuro”.

Os reflexos desse novo cenário já podem ser observados em setores estratégicos da economia, especialmente no agronegócio. O seguro rural, considerado um dos principais instrumentos de proteção para produtores, enfrenta dificuldades crescentes de precificação diante da maior incidência de perdas climáticas.

Nos últimos anos, o Brasil chegou a contar com cerca de 13,7 milhões de hectares protegidos por seguro rural. Em 2025, porém, a área segurada recuou para pouco mais de 3 milhões de hectares, o equivalente a apenas 3,3% da área plantada do país. Entre os fatores apontados para essa retração está a redução dos recursos destinados à subvenção federal que auxilia pequenos e médios produtores na contratação de seguros, de acordo com dados fornecidos pela CNSeg.

Para especialistas, o cenário reforça a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção financeira para o campo, especialmente diante da crescente exposição do agronegócio aos riscos climáticos. Nesse contexto, experiências internacionais têm despertado interesse dos mercados brasileiro e português. Na Turquia, por exemplo, o seguro contra desastres naturais é incluído diretamente na conta de energia elétrica.

No México, estados somente têm acesso a apoio federal em situações de emergência caso possuam seguros para infraestruturas públicas. Os modelos são vistos como exemplos de como políticas públicas, incentivos e participação privada podem ampliar a cobertura e reduzir vulnerabilidades.

No Brasil, a CNseg também participa de discussões com o Executivo e o Legislativo sobre a criação de um Seguro Social de Catástrofe, proposta que busca ampliar a proteção da população diante de eventos extremos e reduzir impactos econômicos e sociais provocados por desastres naturais.

Paralelamente, o mercado europeu tem intensificado investimentos em inteligência climática e pesquisa aplicada. O Grupo Fidelidade criou um centro especializado para estudar riscos físicos associados às alterações climáticas, cruzando informações sobre incêndios, ondas de calor, precipitações extremas e elevação do nível do mar com impactos socioeconômicos em diferentes territórios.

A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e especialistas para produzir conhecimento aplicável à formulação de políticas públicas, ao desenvolvimento de produtos seguradores e ao aprimoramento das estratégias de prevenção e adaptação.

Para Dyogo Oliveira, a aproximação entre Brasil e Portugal também abre espaço para o desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas diretamente aos consumidores. “Assim como aqui em Portugal, nós temos desenvolvido parcerias com outros países. De início, com os países da América Latina, através da Federação Interamericana de Seguros, da qual somos associados. E temos desenvolvido parcerias bilaterais com Portugal, com a França, com o Reino Unido, e estamos começando também uma aproximação com a Espanha”, comenta.

Ele destaca que estão explorando possibilidades a partir de uma troca de formações e conhecimento entre empresas brasileiras e portuguesas, para terem produtos mais adequados às necessidades das pessoas, tanto em Portugal, que já tem um mercado de seguros bem desenvolvidos quanto no Brasil que ainda tem bastante mercado para crescer.

“O Brasil ainda tem uma lacuna de proteção de seguros grande: muitas casas e carros não têm seguros, muitas pessoas não têm seguro de vida e, por outro lado, há um espaço muito grande para o Brasil crescer e ter a experiência de outros países”, diz Dyogo. E complementa: “O que acho mais importante é compartilhar o conhecimento sobre algumas questões mais graves e recentes que têm acontecido, como catástrofes climáticas, riscos cibernéticos, que têm impactado o mercado de seguros”.

Para ele, a aproximação entre a CNseg e a APS permite uma troca de conhecimento e experiência dos dois mercados que pode melhorar os produtos tanto do Brasil quanto de Portugal. E, dessa maneira, melhorar o atendimento aos clientes e segurados, viabilizando a oferta de seguros mais apropriada para as necessidades das pessoas

Seguros entram na agenda do saneamento para ampliar segurança das concessões

forum de lisboa cnseg

LISBOA – O desafio de universalizar o saneamento básico até 2033 exige mais do que ampliar investimentos. Exige também criar mecanismos capazes de oferecer segurança aos investidores, financiadores, operadores e ao próprio poder público. Essa foi uma das principais mensagens do painel “Infraestrutura de Saneamento na Nova Ordem Sustentável”, realizado durante o Fórum de Lisboa, onde o mercado segurador apresentou uma proposta para ampliar sua participação na estruturação dos projetos de infraestrutura do país.

Representando a CNseg, a confederação das seguradoras, o diretor de Relações Institucionais, Hailton Madureira, defendeu uma atuação mais próxima entre seguradoras e órgãos públicos para garantir que os contratos de concessão contemplem coberturas compatíveis com os riscos envolvidos. Segundo ele, a entidade já mantém parcerias com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o Ministério de Portos e Aeroportos e diversas agências reguladoras para apoiar tecnicamente a elaboração dos editais.

“Muitas vezes o poder público quer proteger determinado ativo ou serviço, mas isso não está corretamente especificado no edital. Em alguns casos, o bem vale R$ 1 bilhão e está segurado por apenas R$ 100 milhões. O risco existe, mas não está adequadamente protegido”, afirmou Madureira em entrevista ao Sonho Seguro após sua participação no painel.

Segundo ele, o objetivo da iniciativa não é comercial. “A CNseg não vende seguro. O que fazemos é mostrar quais soluções existem, quais riscos cada cobertura protege e ajudar para que os contratos de concessão já saiam com os seguros adequados às necessidades do poder público”, explicou.

A proposta surge em um momento decisivo para o saneamento brasileiro. Durante o debate, especialistas lembraram que o marco legal do setor estabelece metas ambiciosas para 2033: levar água potável a 99% da população e coleta e tratamento de esgoto a 90% dos brasileiros. Para isso, porém, será necessário acelerar significativamente os investimentos.

Ricardo Simonsen, diretor da Central de Qualidade da FGV e moderador do painel, destacou que o país investe atualmente menos de R$ 40 bilhões por ano em saneamento, enquanto o volume necessário para atingir as metas legais supera R$ 56 bilhões anuais. “O ritmo atual ainda não é suficiente para garantir a universalização dentro do prazo previsto”, observou.

O debate mostrou que o desafio não se resume à disponibilidade de recursos. A capacidade de atrair investidores de longo prazo também depende da redução dos riscos percebidos nos projetos. Para Madureira, é justamente nesse ponto que o seguro pode contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira.

“O investidor quer saber se a empresa vai sobreviver caso aconteça algo inesperado. O banco quer entender como a obra será retomada diante de uma calamidade. O poder público precisa garantir que as metas de universalização serão cumpridas. E o usuário quer a continuidade do serviço. O seguro ajuda a dar estabilidade para todos esses agentes”, afirmou.

Entre as modalidades apontadas como relevantes para os projetos de saneamento estão seguro garantia, seguro de engenharia, responsabilidade civil, seguro de crédito, coberturas operacionais e seguros ambientais e climáticos. O executivo citou como exemplo os impactos provocados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, que deixaram o Aeroporto Salgado Filho meses sem operação.

“O que estamos discutindo é se os pacotes de seguros contratados estavam preparados para responder a uma calamidade daquela magnitude. O mercado segurador pode contribuir para que a recuperação seja mais rápida e menos dependente de recursos extraordinários do Tesouro”, disse.

Durante sua apresentação, Madureira afirmou que a CNseg tem defendido uma atuação preventiva junto aos órgãos públicos, participando da fase de modelagem dos projetos antes mesmo da publicação dos editais.

A entidade já conversa com ministérios, agências reguladoras e órgãos concedentes para identificar quais riscos precisam ser protegidos em cada empreendimento e quais instrumentos de seguro podem ser utilizados. Entre os exemplos citados estão concessões de portos, projetos habitacionais, infraestrutura de transporte e obras de saneamento.

“Às vezes não é uma questão de legislação. É uma questão de o edital sair mais claro e melhor estruturado. Existem seguros para garantir a conclusão de uma obra, proteger receitas de aluguel, cobrir riscos operacionais ou garantir a continuidade dos serviços. O importante é que esses instrumentos sejam considerados desde a origem do projeto”, afirmou.

Segundo o executivo, contratos mais robustos também contribuem para evitar problemas observados em algumas concessões brasileiras ao longo das últimas décadas. “O Brasil acumulou experiência. As primeiras concessões foram pioneiras e naturalmente enfrentaram dificuldades. Hoje temos mais conhecimento, mais dados e melhores instrumentos para estruturar contratos mais estáveis e previsíveis”, disse.

O painel reuniu representantes do setor público, operadores privados, financiadores e especialistas jurídicos para discutir os desafios da infraestrutura sustentável. Participaram do debate Rafael Rolim, presidente da Cedae; Anselmo Leal, CEO da Águas do Rio; Flávio Boson Gambogi, desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 6ª Região; Walter Baère Filho, diretor jurídico do BNDES; e Fernanda Rodrigues de Morais, consultora jurídica do Ministério das Cidades.

Entre os consensos do encontro esteve a necessidade de ampliar a cooperação entre governo, empresas, financiadores, reguladores e mercado segurador para acelerar a universalização dos serviços. Para a CNseg, a construção dessa agenda passa por um conceito simples: quanto maior a previsibilidade dos contratos, maior a capacidade de atrair investimentos privados para um setor que ainda enfrenta um déficit bilionário de recursos.

“O saneamento precisa avançar sem discussão. Nenhum país se tornou desenvolvido convivendo com rios poluídos e sem acesso universal à água tratada. O mercado segurador está pronto para ajudar a trazer mais crédito, mais investidores e mais segurança para que essas metas sejam alcançadas”, concluiu Madureira.

Bastidores: Fidelidade, maior seguradora de Portugal, tem agenda tomada por executivos brasileiros

Entre um conversa aqui e outra acolá, armazenei memória de dezenas de conversas nos dois dias do XIX Fórum de Lisboa, que acontece de 1 a 3 de junho em Lisboa, para escrever este texto com mais propriedade, podendo separar o que é boato, o que é notícia, o que é agenda apenas em função do evento de seguros que organizam para esta quarta-feira, e o que é pânico de executivos concorrentes.

A seguradora portuguesa Fidelidade, líder do mercado de seguros em Portugal e controlada pelo grupo chinês Fosun, voltou a despertar atenção no mercado brasileiro diante de movimentações que indicam o interesse da companhia em ampliar sua presença na América Latina. Embora ainda não haja anúncio oficial, fontes do setor acompanham com atenção os passos da empresa, que já construiu uma plataforma relevante na região por meio de aquisições e operações próprias.

Fundada em 1835, a Fidelidade é a maior seguradora de Portugal e atua em praticamente todos os segmentos do mercado, incluindo seguros de vida, saúde, automóveis, patrimoniais, empresariais, responsabilidade civil e grandes riscos. Em 2025, o grupo registrou lucro líquido de 201 milhões de euros e administra ativos superiores a 21 bilhões de euros.

A internacionalização tornou-se um dos principais pilares da estratégia da companhia. Atualmente, mais de 30% do volume de negócios da Fidelidade é gerado fora de Portugal. A América Latina ocupa posição central nesse movimento e já responde pela maior parte das receitas internacionais do grupo.

A presença regional foi construída principalmente a partir da aquisição da seguradora peruana La Positiva, uma das líderes daquele mercado. O grupo também controla operações na Bolívia, Paraguai e Chile, onde atua tanto em seguros de pessoas quanto em ramos elementares e corporativos.

Na avaliação de especialistas, uma eventual entrada no Brasil faria sentido dentro da estratégia de crescimento da companhia em mercados com baixa penetração de seguros e elevado potencial de expansão. O país representa o maior mercado segurador da América Latina e atravessa um momento de transformação regulatória, impulsionado pelo novo marco legal dos seguros, pela modernização conduzida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pela ampliação da concorrência.

Nos bastidores, participantes do setor observam que a Fidelidade possui experiência tanto na aquisição de operações já estabelecidas quanto na criação de novas plataformas de negócios. Ainda não está claro qual modelo seria adotado no Brasil, mas o interesse da companhia reforça a atratividade do mercado brasileiro para grupos internacionais em busca de crescimento em economias emergentes.

Caso o projeto avance, a chegada da seguradora portuguesa poderá ampliar a disputa em segmentos estratégicos, especialmente nos ramos de pessoas, saúde, patrimonial e linhas corporativas, áreas nas quais a companhia acumula experiência em seus mercados de atuação.

Vamos entrevistar a Fidelidade amanhã e trazer mais detalhes.

Marco legal de seguros e mudanças climáticas exigem ação conjunta entre mercado e poder público, defendem especialistas

LISBOA – O novo marco legal dos seguros, a crescente frequência dos eventos climáticos extremos e a necessidade de ampliar a proteção da população estiveram no centro do debate “O Marco Legal dos Seguros no Brasil frente à Nova Ordem Ambiental e Acordos Bilaterais”, realizado durante o XIV Fórum de Lisboa. O painel reuniu representantes do setor segurador, do meio jurídico, do Legislativo e da área da saúde para discutir os desafios da adaptação climática e os limites da proteção oferecida pelos seguros diante de catástrofes cada vez mais recorrentes.

A diretora de Sustentabilidade da CNseg foi uma das vozes centrais do painel ao defender uma abordagem integrada entre prevenção, adaptação climática e transferência de riscos. Segundo Cláudia Prates, os impactos econômicos das mudanças climáticas já são uma realidade no país. Dados do Radar de Eventos Climáticos apontam perdas econômicas de aproximadamente R$ 60 bilhões por ano nos últimos quatro anos, mas apenas 9% desses prejuízos estavam protegidos por seguros.

A executiva chamou atenção para a baixa penetração da proteção securitária no Brasil. Segundo ela, apenas cerca de 17% das residências possuem seguro e a cobertura específica para alagamentos alcança menos de 1% dos imóveis brasileiros. “Quando ocorre um evento extremo, quem acaba socorrendo a população é o governo. Precisamos discutir formas mais eficientes de compartilhamento desses riscos”, afirmou.

Cláudia destacou ainda que os eventos climáticos produzem impactos que vão muito além dos prejuízos materiais. Enchentes favorecem a disseminação de vírus e bactérias, enquanto períodos prolongados de seca afetam a atividade econômica e geram reflexos na saúde da população. “Tudo está interligado. Os riscos climáticos, os impactos econômicos e os efeitos sobre a saúde caminham juntos”, observou.

Na avaliação da diretora da CNseg, o novo marco legal dos seguros cria condições para o desenvolvimento de contratos mais modernos e soluções capazes de ampliar a proteção da sociedade. Ela defendeu maior aproximação entre setor público, mercado segurador e mercado de capitais para financiar mecanismos de adaptação climática, lembrando que países desenvolvidos registram índices de cobertura entre 40% e 60%, muito superiores aos observados no Brasil. “O setor segurador está preparado para participar da construção dessas soluções e contribuir para uma economia mais protegida e resiliente”, afirmou.

O deputado federal Fernando Monteiro defendeu que a agenda climática seja tratada com mais urgência pelo poder público. Segundo ele, o país precisa avançar na definição legal do conceito de evento climático extremo e construir instrumentos capazes de acelerar a recuperação das áreas atingidas por catástrofes. O parlamentar propôs uma estrutura baseada em três pilares: mecanismos de proteção para a população atingida, recursos destinados aos municípios para reconstrução da infraestrutura urbana e instrumentos que permitam a retomada rápida das atividades econômicas. “Os eventos climáticos estão batendo à nossa porta todos os dias. Precisamos tratar esse tema com mais urgência e atenção”, afirmou o deputado, ao defender uma discussão mais ampla sobre seguros voltados a catástrofes naturais.

Coube ao advogado e professor Paulo Roque Khouri trazer um contraponto importante ao debate. Embora reconheça a relevância dos seguros como instrumento de proteção financeira, ele alertou que o setor não pode ser visto como solução única para os desafios impostos pelas mudanças climáticas. “O seguro não resolve tudo”, afirmou. Segundo Khouri, a principal função do seguro é impedir o empobrecimento das vítimas após a ocorrência de um sinistro, funcionando como um amortecedor das perdas econômicas. No entanto, ele ponderou que os danos provocados por grandes catástrofes frequentemente superam a capacidade de cobertura das apólices e exigem a atuação coordenada do Estado.

Ao citar as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, Khouri lembrou que os prejuízos totais ultrapassaram R$ 100 bilhões, enquanto as indenizações pagas pelo mercado segurador ficaram próximas de R$ 6 bilhões. Segundo ele, cerca de 90% das famílias atingidas não possuíam qualquer tipo de cobertura securitária. “O seguro ajuda a reduzir os impactos, mas não substitui políticas públicas de prevenção, planejamento urbano, obras de infraestrutura e adaptação climática”, afirmou.

O especialista também destacou avanços promovidos pela regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), especialmente na ampliação das coberturas relacionadas aos riscos ambientais e aos grandes riscos no marco legal, vigorando desde dezembro passado. Para ele, o novo marco legal fortalece a relação entre seguradoras e segurados ao ampliar a transparência e tornar a informação um dos pilares centrais dos contratos.

Douglas Figueredo abordou o segmento de saúde e destacou que o marco legal contribui para reduzir conflitos e trazer maior segurança jurídica para segurados e operadoras. O executivo também chamou atenção para a importância da atenção primária à saúde e do monitoramento contínuo dos beneficiários como ferramentas de prevenção, melhoria da gestão e redução de custos assistenciais. 

O desembargador Humberto Dalla afirmou que a Lei nº 15.040 representa um avanço institucional importante ao colocar o Brasil em linha com países que já possuem legislação específica para contratos de seguro, como Itália, França, Espanha e Portugal. Segundo ele, a nova legislação estabelece regras mais claras para a relação entre segurados e seguradoras, trazendo maior previsibilidade jurídica para o mercado. “Passamos a ter uma lei específica para o contrato de seguro, com regras claras sobre agravamento de risco, dever de informação e questionários de subscrição, temas que frequentemente geravam conflitos judiciais”, afirmou.

Dalla observou que a nova legislação ainda deverá enfrentar desafios interpretativos nos tribunais, especialmente em relação à aplicação da lei aos contratos firmados antes de sua entrada em vigor. Segundo ele, a tendência predominante na doutrina e na jurisprudência é de que a norma seja aplicada apenas aos contratos celebrados após sua vigência, embora situações específicas possam gerar discussões judiciais futuras. O magistrado também destacou que o fortalecimento do mercado segurador é peça fundamental para enfrentar os desafios trazidos pelas mudanças climáticas. “Não há desenvolvimento econômico sustentável sem um mercado de seguros forte, um marco regulatório adequado e instituições capazes de oferecer segurança jurídica”, afirmou.

Ao final do painel, os participantes convergiram em um diagnóstico comum: os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a representar um desafio permanente para governos, empresas e sociedade. Nesse cenário, o novo marco legal dos seguros surge como uma ferramenta importante para ampliar a proteção financeira e reduzir perdas econômicas, mas sua efetividade dependerá da combinação entre cultura de prevenção, investimentos públicos em adaptação climática e mecanismos de compartilhamento de riscos entre os setores público e privado.

Nova Lei do Seguro domina debate entre Brasil e Portugal

Os impactos da nova Lei do Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024) e o risco de aumento da judicialização no mercado segurador brasileiro estiveram no centro do debate promovido pela Associação Internacional de Direito dos Seguros (AIDA), na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Durante o encontro, a diretora jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal, alertou que a fase inicial de implementação da nova legislação deverá gerar desafios interpretativos e ampliar o número de disputas judiciais envolvendo contratos de seguro.


Segundo a executiva, o Brasil vive os primeiros meses de vigência de uma norma que passou mais de duas décadas em discussão no Congresso Nacional e que agora inicia sua fase mais delicada: a aplicação prática por reguladores, seguradoras, consumidores e tribunais. “Estamos engatinhando em uma lei que tem cerca de cinco meses de vigência”, afirmou.


Ao comparar o cenário brasileiro com a experiência portuguesa, cuja Lei do Contrato de Seguro está em vigor há quase duas décadas, Glauce destacou que o amadurecimento jurisprudencial será determinante para a consolidação da nova legislação. 


Para Glauce, parte das incertezas decorre do fato de que diversos aspectos da nova legislação ainda dependem de regulamentação complementar da Superintendência de Seguros Privados (Susep).


A executiva lembrou que a autarquia já submeteu à consulta pública uma proposta regulatória com mais de 100 artigos para os seguros de danos, buscando disciplinar a aplicação da nova lei. O texto recebeu contribuições do mercado, mas ainda aguarda definição final do regulador. “A lei trouxe princípios importantes, mas remeteu muitos aspectos para regulamentação. O mercado acompanha com atenção esse processo porque ele será fundamental para a segurança jurídica”, observou. 


A declaração foi feita durante mesa compartilhada com o professor Francisco Rodrigues Rocha, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e da AIDA Portugal, dedicada à análise comparada dos regimes jurídicos de seguros dos dois países.


Lei brasileira ainda passará pelo teste dos tribunais

Na avaliação do professor Francisco, a nova legislação brasileira possui estrutura mais sintética do que a portuguesa e deverá depender fortemente da regulamentação e da interpretação dos tribunais para solucionar questões que ainda permanecem abertas.


Para o especialista, embora Brasil e Portugal compartilhem princípios fundamentais do direito dos seguros, como o princípio indenitário e a proteção do equilíbrio contratual, a efetividade da nova lei brasileira será medida pela forma como seus dispositivos serão aplicados nos próximos anos.


O consenso entre os participantes do painel foi que a Lei nº 15.040/2024 representa uma das mais importantes mudanças do mercado segurador brasileiro nas últimas décadas, mas que seus efeitos práticos ainda serão construídos por reguladores, operadores do direito e pelo próprio Poder Judiciário.

Relatório de Sustentabilidade da AXA no Brasil aponta crescimento de 92% no portfólio de energia

A AXA no Brasil publicou seu Relatório de Sustentabilidade referente ao exercício de 2025. Esta edição apresenta um avanço significativo ao incorporar os indicadores da European Sustainability Reporting Standards (ESRS), padrão vinculado à diretiva europeia CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) e referência global do Grupo AXA. A adoção de novos padrões internacionais, somada à manutenção da aderência ao Global Reporting Initiative (GRI) e à Circular nº 666/2022 da Susep, eleva o nível de transparência e comparabilidade da companhia ao mesmo patamar de operações globais.

O relatório consolida a nova estratégia local de sustentabilidade da companhia e destaca sua participação ativa na COP30, em Belém, oportunidade em que a AXA defendeu o setor segurador como viabilizador financeiro da transição climática. 

“Nossa visão de futuro revela que o seguro é um componente indissociável da resiliência econômica e ambiental. Acreditamos que o papel da seguradora vai além da compensação financeira. Este relatório reforça nossa estratégia de transformar o setor em uma ferramenta de inteligência climática, premissa que levamos à nossa participação na COP30, demonstrando nossa capacidade de viabilizar projetos de baixo carbono e a transição da sociedade, nos posicionando como agentes de prevenção”, destaca Erika Medici, CEO da AXA no Brasil.

O amadurecimento estratégico da seguradora refletiu diretamente nos resultados comerciais e operacionais ligados à mitigação climática. Com o AXA Verde, pilar estratégico de negócio que adapta o portfólio de produtos com atributos ASG, a empresa registrou um crescimento de 92% na carteira de energia na comparação com 2024, segmento que passou a representar 24% da linha Property. Em suas operações, o foco no chamado “sinistro verde” evitou o deslocamento de mais de 293 mil quilômetros graças a vistorias remotas e esteiras de fast track. A companhia também reportou um alto índice de reparabilidade (91%), com 1.191 itens que deixaram de ser descartados.

Na gestão da própria pegada de carbono, a companhia adotou oficialmente uma metodologia GHG Protocol no inventário de emissões (escopos 1, 2 e 3). O ganho principal deste movimento é termos uma abordagem que considera o cenário do país e nos fornece maior acuracidade nas informações. Já no eixo social, a publicação apresenta recorde histórico de voluntariado: 77% dos colaboradores participaram de 24 iniciativas ao longo de 2025, totalizando mais de 4.200 horas.

Segundo Alexandre Campos, Vice-Presidente de RH, Jurídico, Compliance e ASG da AXA no Brasil, a maturidade das métricas abre portas para um diálogo mais aprofundado com a sociedade. “O padrão ESRS reforça nosso compromisso de prestar contas com máximo rigor. Essa governança sólida serve de base para o que realmente importa, que é o impacto que geramos. Batemos nosso recorde absoluto alcançando 77% de engajamento do nosso time em ações de voluntariado. Consolidamos também nosso compromisso estrutural com a equidade, no qual as mulheres já representam 53% do nosso quadro de colaboradores”, pontua.

Os avanços presentes neste segundo relatório reforçam o compromisso da nova estratégia de sustentabilidade da companhia, lançada em 2025, garantindo que o progresso da sustentabilidade nacional seja mensurável, público e promova um legado de proteção e impacto positivo.