Artigo: Covid-19 e a saúde mental do estudante: a pandemia silenciosa

Por Christophe Aniel, Chefe Global de Mobilidade Estudantil Internacional do Grupo Allianz Partners

Após quase dois anos de desafios e aprendizagem à distância devido ao COVID-19, o novo ano letivo começa com um renovado sentimento de otimismo. A taxa de vacinação na Europa atingiu um marco importante de 70%, um passo crucial para garantir o retorno seguro das aulas presenciais. Juntamente com outras medidas de proteção, esta será nossa melhor defesa contra novas restrições no ensino superior.

À medida que as fronteiras internacionais se abrem, também estamos vendo o retorno da mobilidade estudantil internacional. O renascimento do setor está sendo alimentado pela demanda reprimida de estudantes que colocaram seus planos de estudos internacionais em espera por um tempo e agora estão ansiosos para desfrutar de uma experiência de imersão no exterior com todos os benefícios culturais, acadêmicos e sociais que isso acarreta.

Embora o vírus não tenha diminuído o desejo de estudar no exterior, a pandemia está transformando a forma como os alunos planejam e se preparam nestes tempos incertos. Antes de embarcar em uma viagem de estudos no exterior, os alunos querem se certificar de que estão preparados para o ressurgimento do vírus com cobertura de saúde abrangente, consultas de telemedicina e uma variedade de apoios de bem-estar. É claro que, além da ameaça de bloqueios futuros, os alunos que procuram estudar no exterior estão preocupados com sua saúde geral e bem-estar.

Também estou muito atento aos impactos contínuos do COVID-19 na saúde mental de estudantes universitários. Embora essa tenha sido uma preocupação crescente para administradores de faculdades, a pandemia do COVID-19 exacerbou os problemas de saúde mental entre as populações de estudantes vulneráveis. 46% da geração Z (idades entre 18-25) estão preocupados em sofrer de problemas de saúde mental (estresse, depressão e esgotamento), de acordo com nossa última pesquisa* que teve como objetivo lançar luz sobre a saúde mental dos jovens no contexto de a pandemia.

No início da pandemia, quando os bloqueios foram impostos em todo o mundo, os estudantes universitários relataram que se sentiam deprimidos, isolados, estressados, ansiosos e desinteressados. Esta imagem sombria do estado mental dos jovens vai contra a noção popular de que “a faculdade são os melhores quatro anos da sua vida”. Em circunstâncias normais, o caminho do ensino superior está repleto de oportunidades; conhecer novas pessoas, participar de clubes e sociedades, buscar o crescimento pessoal e alcançar objetivos acadêmicos. No entanto, também pode ser uma fonte de enorme estresse e ansiedade.

Para muitos alunos, o retorno ao “normal” é um ajuste de vida que requer apoios adicionais. Alguns foram afetados negativamente por experiências traumáticas, como luto, isolamento social, perda de rotina, bem como aumento do custo de vida e incerteza sobre seu futuro. À luz dos efeitos persistentes do COVID-19 no bem-estar mental dos alunos, é importante que os alunos tenham acesso a tratamento precoce e apoio psicológico adaptado às suas necessidades, seja apoio entre pares, módulos online de saúde mental ou presencial, com aconselhamento face a face. Os serviços de apoio à saúde mental podem ser ainda mais importantes para os alunos que estudam no exterior, que não têm acesso às suas redes de apoio habituais.

Outro dado interessante de nossa pesquisa mostrou que 55% da Geração Z (idades de 18-25) tem alto interesse em usar soluções digitais de saúde mental, com 29% da Geração Z relatando já ter usado serviços de e-terapia (incluindo 15% antes a pandemia). Outros 27% confirmaram que pensariam em usar a e-terapia no futuro. Isso sublinha a importância de fornecer apoios de saúde mental em formatos diversos e acessíveis que reduzam as barreiras à procura de ajuda.

Uma das maneiras pelas quais os jovens estão assumindo o controle proativo de sua saúde é usando tecnologias vestíveis e inteligentes para monitorar uma variedade de indicadores de saúde. Embora esses dispositivos sejam usados predominantemente para monitorar atividades físicas e frequência cardíaca, há uma expectativa clara entre os consumidores de que mais recursos estarão disponíveis em seus dispositivos conectados no futuro – nossa pesquisa mostra que 29% da Geração Z usaria um dispositivo vestível para monitorar seu estado emocional.

Ao promover uma cultura de bem-estar mental e emocional no ensino superior, garantimos que todos os alunos tenham acesso aos apoios de que precisam para prosperar, causamos um impacto positivo na qualidade de vida dos alunos e retemos alunos que podem estar em risco de desistência.

Esperançosamente, esta pandemia servirá como um alerta para enfrentar a escala da crise de saúde mental no setor de ensino superior. Este ano, mais do que qualquer outro, precisamos garantir que o bem-estar do aluno seja colocado no centro da questão.

* Customer Lab Research – pesquisa do segundo trimestre de 2021 com 11 mil consumidores no México, Tailândia, Suíça, Áustria e Cingapura e incluindo questões relacionadas aos novos comportamentos emergentes do COVID.

Setor financeiro na favela: estudo releva aderência do Pix e dos bancos digitais nas favelas do G10

Um levantamento inédito feito pelo Outdoor Social Inteligência®, instituto de pesquisa voltado para a classe C, traz dados sobre o setor financeiro nas comunidades do G10, bloco das favelas com maior expressão econômica do país.

Entre os destaques, a pesquisa mostra que guardar dinheiro em cédulas é uma prática do passado, inclusive nas comunidades. Apesar da tradição do dinheiro vivo, apenas 13% dos entrevistados alegaram que não possuem conta no banco. Dentre os mais de 80% que utilizam os bancos, 30% têm conta digital, 30% utilizam uma poupança para guardar dinheiro e 34% movimentam sua renda em conta corrente. 

“O fato de 30% utilizar o banco digital mostra o quanto essa população está antenada em novas formas de poupar e até mesmo investir o seu dinheiro. Esse estudo faz parte do levantamento Persona Favela, que iniciamos este ano e mostra o quanto os moradores desses territórios estão acompanhando algumas tendências de consumo de outras classes sociais”, conta Emília Rabello, fundadora do instituto de pesquisa que ressalta: “fomos até pegos de surpresa ao ver que algumas fintechs recém-lançadas foram citadas pelos entrevistados”.

A ascensão dos bancos digitais também se dá pelas mudanças de hábitos. A pesquisa revela que 72,5% dos entrevistados acessam o banco pelo aplicativo e apenas 39,7% preferem ir presencialmente à agência. 

Entre as vantagens do cartão de crédito, além do uso do dia a dia para alimentação, roupas e em demais compras, os entrevistados ressaltam a possibilidade de parcelamento para itens de maior valor ou o fácil acesso em caso de emergências.

Crescimento do PIX

O estudo também perguntou aos entrevistados em qual formato eles recebem seus salários. Nesse caso, mais da metade, cerca de 55% afirmaram que recebem seu pagamento em cédulas, 48,6% recebem no banco em forma de crédito, transferência ou conta salário, e 34,1% recebem pelo método de pagamento PIX. A maquininha de débito e crédito é citada por 14%.

“O dinheiro em espécie sempre foi o mais utilizado pela garantia e agilidade, porém, isso está ficando para trás. Atualmente, nem todas as pessoas têm o costume de sacar dinheiro e. com isso, os pequenos e até microempreendedores passaram a trabalhar com o PIX, que é prático e automático”, avalia Emília.

A pesquisa ouviu 435 pessoas das 5 regiões do Brasil. 60% homens e 40% mulheres. Dentre os entrevistados, 25,6% possuem entre 18 e 24 anos; 27,5% têm entre 25 e 34 anos; 23,7% estão na faixa dos 35 a 44 anos; 13% têm entre 45 e 54 anos, e 10% possuem mais de 55 anos.

Entre as ocupações, 19% afirmam que trabalham de forma autônoma, 18% atuam no setor de serviços, 14% são microempreendedores, 12% atum no comércio, 14% estão desempregados. Parcelas menores compõe o grupo de aposentados (4,8%), funcionários públicos (4,2%) e outros.

Sabemi expande parcerias no mercado de affinity

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Fonte: Sabemi

A abertura de novos mercados e canais de vendas levou a Sabemi a ampliar em cerca de 30% o número de clientes em alguns produtos em 2021. Ao ingressar no segmento de affinity, seguros e assistências de menor valor e pensados para atender públicos específicos, a companhia ampliou seus canais de venda e ganhou relevância em novos segmentos e regiões.

Este é o balanço do primeiro ano da nova área de seguros da seguradora, reposicionada com a entrada do head de Seguros, Rodrigo Pecoraro, e com a estruturação de um time dedicado a prospectar novos modelos de negócio. Com aproximadamente 420 mil segurados e matriz no Rio Grande do Sul, a empresa está presente em 23 estados e no Distrito Federal e, de acordo com o executivo, reforçou significativamente sua presença neste ano em todas as regiões onde atua, em especial no Nordeste.

No mercado de affinity, a Sabemi tem parcerias com redes de varejo e vestuário e passou a ofertar, em diferentes seguros pessoais, serviços como Assistência Pet e Telemedicina, que se popularizou durante a pandemia. “Estamos com um novo olhar para nosso próprio core business, com processos disruptivos e foco em diferentes mercados, processos digitais e na ampliação da base de produtos. Entre essas novidades estão alianças e parcerias com marketplaces e na comercialização de affinities, que não era parte das operações do grupo”, explica Pecoraro.

Uma plataforma multifuncional, integrações com outros fornecedores e mais ações com corretores, além de operações digitais dentro dos correspondentes bancários e ferramentas de autocontratação de seguros, estão entre as estratégias para manter o crescimento já alcançado em 2021. Ao mesmo tempo, acrescenta o executivo, procurar alianças estratégicas para ampliar a oferta de produtos de fácil assimilação pelos clientes deve permitir que a adesão a alguns produtos cresça também na casa dos 30% em 2022.

Isabel Solano deixa IRB Brasil RE

isabel solano IRB

O IRB-Brasil Resseguros comunicou que Isabel Blázquez Solano deixou ontem o cargo de diretora vice-presidente executiva de Resseguros. O cargo será ocupado interinamente pelo diretor presidente, Raphael Carvalho, que acumulará as funções. O Conselho de Administração do IRB Brasil RE, no âmbito da reestruturação que vem conduzindo, deliberou acerca da criação das diretorias não estatutárias de Underwriting de P&C e Underwriting de Vida, ambas subordinadas ao presidente.

Gestão do plano de saúde suplementar exige modelo sustentável, afirma CEO da DynamicCare

O segmento de saúde suplementar está à todo vapor. Não podia ser diferente diante de uma pandemia que já ceifou mais de 600 mil vidas no Brasil e causou uma mudança abrupta no modo de vida das pessoas, principalmente pela perda de entes queridos, de emprego ou de trabalho em casa. A busca por um modelo sustentável de gestão significa sobreviver às intempéries a médio e longo prazo, de forma saudável para todos os players envolvidos na operação.

É esta a ponte que a DynamicCare, que administra 40 mil vidas e movimenta R$ 40 milhões em prêmios de seguros anualmente., tem construído para chegar no futuro em boa forma. Nos últimos 12 meses, a consultoria na área de benefícios reteve 100% da carteira de clientes e registrou crescimento orgânico de 10% no primeiro semestre do ano. “Apostamos num modelo de saúde suplementar sustentável, que seja viável a curto, médio e longo prazo para todos os players envolvidos. E aqui falamos de rentabilidade, serviço humanizado, tecnologia de ponta e atuação bem próxima ao cliente, que é o protagonista do contrato”, comenta Leandro Almeida, fundador e sócio-diretor DynamicCare Benefícios.

O executivo, que tem mais de 20 anos de experiência neste segmento, afirma que o grande diferencial neste mercado tão sensível a emoções e custos, é estar conectado com toda a cadeia de saúde suplementar do país. “Isso nos possibilita olhar o todo e oferecer a cada cliente o que é mais apropriado para a sua equipe, com ofertas de produtos e serviços mais assertivas. O resultado é o elevado nível de satisfação e fidelização da nossa carteira”.

Segundo Almeida, a corretora desenvolveu programas de qualidade de vida (como o EAP) para os colaboradores de seus clientes corporativos, que englobam cuidados com a saúde emocional, bem-estar, dá apoio nas esferas social e jurídica para o funcionário e seus familiares -, cria campanhas de prevenção de doenças, sobretudo as mentais e ligadas ao sedentarismo. Com a pandemia, agregou no pacote de benefícios ginástica laboral digital para compor o pacote home office.

Todos esses programas têm um custo-benefício evidente. “Melhorar a qualidade de vida dos colaboradores e dar apoio ao gestor de RH nos trâmites com operadoras, seguradoras e prestadores de serviço, sobretudo nessa época de tanta excepcionalidade, valorizou a consultoria de benefícios, como mostra o resultado de renovação de contratos e conquista de novos clientes”, ressalta o executivo.

Treinar os seus próprios colaboradores foi vital neste período em que a corretora registrou aumento de cerca de 40% nas solicitações de atendimento ao cliente. “Ampliamos a equipe e investimos mais em treinamento, capacitando a nossa operação em todo o território nacional. Estamos orgulhosos de conquistar o selo de melhores empresas para se trabalhar da Great Place to Work (GPTW), pois ele valida não só um modelo leve e sustentável de trabalho da Dynamic, mas uma alegria ímpar por estarmos propagando internamente autonomia com responsabilidade, que gera felicidade e perpetuidade em tudo que fazemos junto aos clientes, parceiros e protagonista em nosso sistema. Gostamos de tecnologia, mas lidamos com pessoas e neste mercado é prioritário ter uma estratégia humanizada para acolher os colaboradores de seus clientes nessa fase tão complicada como a que o mundo vive”, comenta.

Questionado se está de olho no aquecido momento de fusões e aquisições no segmento de saúde e de corretagem de seguros, o executivo afirma que fundos de investimentos em saúde e parcerias com foco em pessoas e cuidado estão em seu radar. “Mais do que um número, os resultados obtidos neste ano desafiador para todos mostram que apostar na humanização do processo e no olhar próximo e personalizado para cada cliente tem ajudado a cumprir não apenas a missão da Dynamic, mas a minha enquanto indivíduo: acolher e estar disponível pode transformar realidades”, finaliza o CEO de 42 anos.

Brasilprev anuncia Camilo Buzzi como diretor Comercial e de Marketing

Fonte: BrasilPrev

Com 33 anos de experiência no mercado bancário, atuando em posições estratégicas e de liderança executiva, principalmente no segmento de Corporate Banking, Buzzi é bacharel em Ciências Econômicas pela Fundação Alvares Penteado (FAAP),  possui  MBA em Finanças pelo Ibmec, além de especializações em Gestão Estratégica, Liderança e Marketing, todas pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). 

Buzzi iniciou sua carreira no Banco do Brasil em 1988, ocupou os cargos de Head do Large Corporate nos setores Automotivo e de Agronegócios e posteriormente a Superintendência Large Corporate. Em sua passagem pelo mercado de Seguros, foi Diretor Geral de Grandes Riscos e Resseguros do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, e Diretor Comercial, Marketing e Clientes da Brasilseg. Desde 2019 ocupava a Diretoria de Corporate Bank no relacionamento com o segmento de empresas do Banco do Brasil.

SulAmérica é patrocinadora do maior evento de tecnologia e dados para impacto social no Brasil

Fonte: SulAmérica

Estudos e pesquisas apontam o exponencial aumento do volume de dados no Brasil e no mundo. E saber entende-los tem se tornado uma demanda urgente para os negócios e a sociedade. É por essa razão que o Festival Social Good Brasil (SGB), um evento digital e gratuito patrocinado pela SulAmérica, pretende debater a importância das pessoas, organizações e governos estarem cada vez mais fluentes em dados, a favor de impactos e transformações sociais positivas. 

Entre os dias 26 e 30 de outubro, o maior festival de dados para impacto social do país chega à sua 10ª edição. O evento, que já alcançou mais de 12 mil pessoas, neste ano já confirmou a participação de mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais em debates sobre a relação das pessoas, o futuro e o poder dos dados. 

Ao todo serão cinco dias de programação com mais de 20 horas de conteúdo e diversas atrações culturais. Na edição 2021, a SulAmérica participará em três momentos dos debate e discussões. 

Na quarta-feira (27), às 18h10, Washington Vital, head de Data Analytics e Transformação Digital da SulAmérica, participa do painel “Porque toda empresa deveria ser uma empresa de saúde?”. O executivo da seguradora irá abordar o conceito prioritário de Saúde Integral sob a ótica do futuro do trabalho e a jornada para se tornar cada vez mais data-driven. 

“A SulAmérica, ao longo dos seus 125 anos, sempre apostou na inovação. Vamos nos unir ao SGB para debater questões sobre tendências em usos de dados e novas tecnologias para impacto socioambiental positivo, futuro do trabalho e a importância de toda empresa ter como foco a Saúde Integral, promovendo o equilíbrio entres saúdes física, emocional e financeira”, destaca Washington. 

Já na sexta-feira (29), às 14h, o superintendente de Sustentabilidade, Tomás Carmona e a gerente de Transformação Digital da SulAmérica, Camilla Azeredo, que juntos vão explorar o processo de transformação digital da companhia e seus impactos na sociedade, apresentando o workshop “Como mobilizar sua empresa para investir em práticas ESG”, uma jornada que começou há mais de 10 anos na SulAmérica.  

“Iniciamos a integração da sustentabilidade à estratégia há mais de uma década, orientada por compromissos como os Princípios para o Investimento Responsável (PRI), os Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e o Pacto Global da ONU. Hoje, aplicamos as melhores práticas ESG em nossa jornada digital, no desenvolvimento de produtos e serviços, afim de gerar impacto positivo para todo o ecossistema. No workshop, vamos apresentar mecanismos para engajar e mobilizar as empresas em uso de dados para benefícios ESG”, afirma Tomás Carmona. 

Por fim, no quinto e último dia (30), será a vez da superintendente de Desenvolvimento Organizacional da SulAmérica, Flávia Neves, apresentar o painel “Espaço de carreira: criando o trabalho do futuro, de olho no presente”, às 10h. O bate-papo terá como foco a Jornada do Colaborador na companhia, com destaque para o case “Modelo Futuro de Trabalho”, que prevê até 70% de remotização no pós-pandemia. 

Participações de peso 

O SGB terá a participação de palestrantes internacionais como Andrew Means, Diretor Senior da Salesforce Global e fundador da maior rede de profissionais de dados no setor social, a Data Analysts for Social Good, Beth Kanter, facilitadora reconhecida internacionalmente em transformação digital e bem-estar no local de trabalho para organizações sem fins lucrativos, e Simon Mainwaring, fundador e CEO da consultoria estratégica We First e autor de We First: How Brands and Consumers Use Social Media to Build a Better World. 

Também participam dos debates grandes nomes do mercado nacional, como Daniela Arrais, jornalista e sócia-fundadora da Contente, Alan Soares, fundador do Movimento Black Money, Liliane Tie, Community Builder e iniciadora da Women in Blockchain Brasil, Fernanda Campagnucci, diretora-executiva da Open Knowledge Brasil, e Rodrigo Borges, cofundador da Escola do Vazio e Clube do Diálogo.

O Festival Social Good Brasil é gratuito e online e as inscrições estão abertas no site socialgoodbrasil.org.br/festival 

MPF pede provas de que Caixa está apta a operar DPVAT em decisão publicada dia 18 de outubro

DPVAT

O Ministério Público Federal (MPF) concedeu prazo de 15 dias para que Caixa, e Superintendência de Seguros Privados (Susep) apresentem documentos para compor autos do processo de ação popular (1038994-65.2021.4.01.3400) movido por Erika Cristina Batista Morais que questiona a forma de escolha da Caixa, pela Susep, para administrar o seguro DPVAT. A discussão sobre este seguro ainda não está resolvida e prejudica milhares de pessoas que precisam acionar o seguro obrigatório por danos causados por terceiros em acidentes de transito. O prazo começou a contar a partir da decisão do Poder Judiciário, no dia 18 de novembro.

Em sua manifestação, o MPF entende que as provas e documentos até então juntados aos autos não se mostram suficientes para comprovar a expertise da CEF a ponto de ensejar a inexigibilidade de licitação e perpetuação do contrato de gestão e operacionalização das indenizações referentes ao DPVAT.

Com isso, determina à CEF que apresente o relatório da gestão dos recursos do DPVAT, indicando o número de pedidos formulados, perícias realizadas, pedidos analisados e pedidos ainda pendentes de perícia e/ou decisão por estado da Federação; e informe quais as políticas públicas que executa que demandam a realização de perícia prévia à realização de pagamentos. A prova documental cuja produção é requerida pelo MPF servirá para apurar o pedido da ação publica, que alega irregularidade da contratação da CEF por inexigibilidade de licitação.

A Caixa foi contratada para realizar a gestão das indenizações referentes ao DPVAT, com base nas diretrizes estabelecidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para que a população não ficasse sem o seguro. A justificativa para proceder com as mudanças no DPVAT ocorreram após denúncias por mau uso do dinheiro arrecadado pela Líder Seguradora, que administrava o consórcio de seguradoras que operavam o seguro e que foi dissolvido em dezembro de 2020, quando as companhias pediram para deixar o consórcio.

Leia mais Parentes e vítimas de acidentes de trânsito reclamam de demora para ter o DPVAT na Caixa

Com a Caixa assumindo a administração, muitas queixas tem sido relatadas pela população, sobre a falta de acesso ao seguro hoje administrado pela Caixa. A ideia inicial divulgada pela Susep quando escolheu a Caixa era que ela administrasse provisoriamente o seguro até que outra solução mais viável fosse dada. A previsão era que até 2022, o DPVAT voltasse a ser operado pelas seguradoras habilitadas por licitação ou a livre concorrência para a compra do seguro de RC pelos motoristas.

Esta história, que reúne muitos interesses, ainda vai longe, acredito. A população recebe a orientação de requisitar o seguro para acidentes ocorridos em 2021 no portal da Caixa Econômica Federal e anteriores a esta data no portal da Seguradora Líder.

Já aos pagantes obrigatórios, temos a notícia de que há estudos e talvez haja isenção do pagamento em 2022, assim como foi em 2021. Em 2020, o valor foi de R$ 5,23 para carros de passeio e de R$ 12,30 o valor referente a motocicletas. Esses valores beiravam os R$ 200 quando as denuncias chegaram a acumular uma centena de pedidos de CPI para investigação deste assunto.

Há material farto no Google sobre o tema para quem quer entender mais.

EZZE Seguros estima fechar 2021 com crescimento de 200% em vendas

richard vinhosa ezze

Com início das operações em 2019, a EZZE Seguros, seguradora startup formada por profissionais do mercado, completa dois anos com otimismo. O faturamento da empresa foi de R$ 140 milhões em 2020. Para 2021, a previsão é chegar a R$ 420 milhões, crescimento de 200%. A meta é alcançar R$ 1 bilhão até 2024 e se configurar entre as 20 maiores seguradoras do país, mesmo com o pessimismo dos economistas com a previsão do PIB para os próximos dois anos. Boa parte do resultado é creditada aos R$ 15 milhões investidos em tecnologia e digitalização nos últimos dois anos para tornar mais próxima a relação com os corretores e, principalmente, reduzir a burocracia no processo de cotação e emissão de apólices e geração de boletos.

“Nossa estratégia é multicanal para oferecer o tipo de atendimento que o cliente deseja. Ao mesmo tempo em que ser digital é um grande diferencial por trazer a desburocratização e agilidade ao processo de cotação e emissão de apólices, o investimento em unidades físicas leva nossa marca para outras regiões, ajuda no estabelecimento de uma relação de confiança com clientes, corretores e parceiros. Seguro é confiança e uma empresa relativamente nova como a nossa ainda precisa se apresentar a determinados públicos de forma presencial, com olho no olho”, comenta Richard Vinhosa, CEO e fundador da Ezze Seguros, em nota divulgada.

Além do escritório na zona sul de São Paulo, a EZZE inaugurou ao longo deste ano unidades em Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e iniciou o atendimento remoto para o interior de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e toda a região do Nordeste. O número de produtos de seguros oferecidos pela EZZE também cresceu. Passou de 20 para 69 cadastrados na Susep (Superintendência de Seguros Privados) e o Seguro Garantia, carro chefe da seguradora no início da operação, passou a dividir espaço com outras linhas como o Seguro Transportes, Vida, Massificados, Bancassurance e de Agronegócios, entre outras, que ganharam relevância e maior participação nos negócios feitos pela empresa.

Hoje, nove produtos estão disponíveis no portal digital: Responsabilidade Civil Profissional, Garantias Tradicionais, Depósito Recursal, Seguro Vida para Pequenas e Médias Empresas, Vida Global, RCO, Transportes nacional, Transportes Internacional e Seguro Agrícola. Juntos, esses produtos representam 65% de todas as apólices emitidas pela startup – só em setembro, foram 1 mil apólices feitas pelo portal, superando R$ 4 milhões em prêmios.

“Estamos em fase de consolidação de massificados e acreditamos muito no Seguro de Vida, que sofreu um revés na pandemia, mas neste novo período será um produto com relação financeira saudável para clientes e seguradoras”, afirma Ivo Machado, vice-presidente Comercial e de Marketing da EZZE. A empresa também planeja, em 2022, entrar no mercado de seguros para automóveis. “Reunimos um time com expertise ereconhecimento no mercado para nos ajudar a desenvolver esse projeto. Trabalhamos no modelo de partnership com 20 sócios que são executivos da empresa e atuam na figura de empreendedores”, explica Vinhosa. No total, a empresa que começou com 20 colaboradores é formada hoje por uma equipe de cerca de 100 profissionais.

Súbita desancoragem de expectativas e reação do BC são o foco da CNseg para esta semana

Pedro Simoes CNseg

Acordamos em uma semana diferente no que diz respeito as projeções dos indicadores econômicos do Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (25), que reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro. “Os cenários de referência pressupunham a manutenção do teto, portanto estamos em cenário novo, e veremos a reprecificação de ativos com tudo que está acontecendo na política, afetando fortemente a economia. O termo mais usado pelos analistas de mercado é “desancoragem”, significando a preocupação com as âncoras até agora ainda visíveis das políticas econômicas. A projeção para o PIB caiu abaixo de 5%, para 4,97% e as projeções para inflação neste e no próximo ano continuam a subir. Mas o mais importante foi a expectativa para o IPCA em 2023 e 2024, que antes estavam ancoradas nas metas, mas apresentaram aumento. Apesar de ser uma “desancoragem” pequena em tamanho, ela é um sinal forte para as projeções. A meta já não serve mais como âncora absoluta para 2023 e 2024″, destaca o economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

A expectativa para esta e a próxima semana é de grande agitação por várias decisões que o governo tem em pauta. Mas o foco do mercado financeiro está no Banco Central e na reunião do Copom que começa na terça e termina na quarta, com a divulgação da taxa básica de juros da economia. No boletim desta segunda-feira, a projeção para a Selic ao final deste ano saltou de 8,25% para 8,75% e para o ano que vem de 8,75% para 9,50%. “Estamos vendo as expectativas medianas, mas já vemos algumas casas com expectativa de Selic acima de 11%”, comenta o economista. “Mais do que o aumento, é saber quais serão as premissas que serão adotadas. Até então, se levava em conta que o teto seria mantido. Vamos ver na Ata da Reunião, divulgada na próxima semana, como o BC vai interpretar o rompimento do teto em termos de juros, um fator determinante para os analistas fazerem suas avaliações”. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.