Incêndios na França e Espanha devem impulsionar demanda por seguros, avalia Swiss Re

Fonte: Reuters

Os incêndios florestais em curso na França e na Espanha devem impulsionar a demanda por seguros, afirmou a Swiss Re nesta terça-feira. As perdas causadas por incêndios florestais, em geral, não são cobertas pelos sistemas nacionais de seguros no sul da Europa. Isso significa que os proprietários de imóveis precisam contratar seguros privados por conta própria, explicou Balz Grollimund, diretor de Riscos Catastróficos da Swiss Re. Segundo ele, a lacuna de proteção varia significativamente entre os países.

Em nível global, as perdas seguradas provocadas por incêndios florestais cresceram, em termos reais, cerca de 12% ao ano desde 1970, um ritmo superior ao de qualquer outro grande risco climático, destacou Grollimund.

Com as mudanças climáticas, as condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais estão se tornando cada vez mais frequentes, especialmente no sudoeste da Europa. Por isso, a avaliação dos riscos relacionados a incêndios no continente europeu ganha importância crescente.

A Swiss Re ressalvou, no entanto, que ainda é cedo para estimar o valor das perdas provocadas pelos incêndios atuais e avaliar qualquer impacto potencial sobre seus próprios resultados financeiros.

Portugal indenizou 80% dos danos segurados após tempestade Kristin; Brasil protegeu apenas 6% das perdas nas enchentes do Sul

O relatório divulgado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), regulador do mercado segurador português, mostra como a penetração do seguro pode fazer diferença na recuperação econômica após grandes desastres naturais. Embora o país ainda enfrente um importante déficit de proteção, Portugal apresentou um nível de cobertura muito superior ao observado no Brasil durante as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul.

A tempestade Kristin provocou perdas econômicas estimadas em 5,3 bilhões de euros, das quais 1,4 bilhão de euros estava protegido por seguros — o equivalente a 26% das perdas totais. Foram registrados 218 mil sinistros e, apenas seis meses depois, mais de 99% dos casos já haviam sido periciados, cerca de 85% dos processos encerrados e mais de 80% dos prejuízos estimados no segmento residencial já haviam sido indenizados.

O presidente da ASF, Gabriel Bernardino, classificou o desempenho operacional das seguradoras como robusto, mas alertou para o fato de que quase três quartos dos prejuízos permaneceram sem cobertura securitária. Para enfrentar esse desafio, o regulador propõe a criação de um Sistema Nacional de Proteção contra Catástrofes Naturais, envolvendo Estado, seguradoras, resseguradoras, empresas e cidadãos. O relatório também mostra que 91% das perdas seguradas foram absorvidas pelo mercado internacional de resseguros, reforçando o papel do resseguro na estabilidade financeira diante de grandes eventos.

Brasil: apenas 6% das perdas tinham seguro

Se Portugal considera preocupante um índice de cobertura de 26%, o cenário brasileiro é significativamente mais desafiador. As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, consideradas o maior desastre climático da história recente do país, provocaram perdas econômicas estimadas em cerca de R$ 100 bilhões. No entanto, apenas aproximadamente R$ 6 bilhões estavam cobertos por seguros, o equivalente a 6% dos prejuízos.

Foram registrados cerca de 58 mil avisos de sinistros, demonstrando a capacidade operacional do setor, mas também revelando que a maior parte das famílias e empresas afetadas precisou recorrer a recursos próprios ou ao apoio do poder público para reconstruir seu patrimônio.

Os maiores desembolsos ocorreram justamente nas grandes operações empresariais. O segmento de Grandes Riscos respondeu por mais de R$ 3,2 bilhões em indenizações, distribuídas em aproximadamente 922 sinistros. Já no seguro residencial, mais de 3 mil imóveis receberam indenizações que somaram cerca de R$ 340 milhões, incluindo aproximadamente R$ 95 milhões destinados à reconstrução das moradias. O seguro prestamista registrou a maior parte dos pagamentos no Sul.

IndicadorPortugal (Tempestade Kristin)Brasil (Enchentes RS)
Perdas econômicas€ 5,3 bilhõesR$ 100 bilhões
Perdas seguradas€ 1,4 bilhãoR$ 6 bilhões
Cobertura das perdas26%6%
Sinistros218 mil58 mil avisos
IndenizaçõesMais de 80% dos danos segurados na habitação já pagosMais de R$ 3,2 bilhões em Grandes Riscos e R$ 340 milhões em residencial

Lacuna de proteção chega a 90%

Para Ana Carolina Mello, executiva com mais de três décadas de experiência no mercado segurador, os números refletem um problema estrutural que vai muito além de eventos isolados. Segundo ela, dados do Radar de Eventos Climáticos e Seguros, da CNseg, mostram que a lacuna de proteção climática no Brasil chega a 90%. Em outras palavras, de cada R$ 100 em prejuízos causados por eventos climáticos, apenas R$ 10 contam com cobertura securitária. A média global é de aproximadamente 40%.

“A indústria de seguros foi construída para responder ao grande evento isolado, como um terremoto ou um furacão. Hoje, o desafio é outro: tempestades sucessivas, enchentes recorrentes, incêndios simultâneos e eventos climáticos cada vez mais frequentes. O modelo tradicional de precificação e cobertura está sendo colocado à prova”, afirma.

Na avaliação da especialista, o caso do Rio Grande do Sul evidenciou essa mudança de paradigma ao mostrar tanto o volume de prejuízos sem cobertura quanto a necessidade de desenvolver instrumentos mais adequados para riscos climáticos de grande escala.

Ela destaca que o mercado começou a reagir com a incorporação de dados climáticos aos modelos de subscrição, o avanço das ferramentas de georreferenciamento e a expansão dos seguros paramétricos, que utilizam gatilhos objetivos — como volume de chuva, temperatura ou velocidade do vento — para acelerar o pagamento das indenizações.

Dados da FGV Agro mostram que esse mercado vem crescendo rapidamente. Entre 2021 e 2024, o número de apólices paramétricas rurais passou de menos de dez para mais de 170, enquanto a área segurada aumentou de menos de 200 hectares para mais de 5,5 mil hectares. Em 2025, esse modelo já alcançava cerca de 11 mil hectares segurados.

Para Ana Carolina, a necessidade de ampliar a proteção se torna ainda mais urgente diante da elevada probabilidade de retorno do El Niño no segundo semestre de 2026, fenômeno que pode aumentar a frequência e a intensidade dos eventos extremos no país.

“O risco climático deixou de ser uma exceção. Tornou-se parte permanente da gestão de riscos. O desafio agora é transformar um mercado historicamente reativo em um sistema capaz de antecipar perdas e ampliar a proteção antes que o desastre aconteça”, conclui.

Nesse contexto, ganha força também no Brasil a discussão sobre a criação de um Fundo Nacional para Catástrofes, defendido pela CNseg, como forma de ampliar a capacidade de resposta financeira do país diante de eventos climáticos cada vez mais severos e reduzir a enorme parcela das perdas que hoje permanece sem cobertura securitária.

Prudential do Brasil e Mercado Pago ampliam parceria e lançam seguro para proteção de renda

prudential logo

O desemprego involuntário está entre os eventos que mais impactam o orçamento familiar. Nesses momentos, contar com um suporte financeiro pode fazer a diferença para manter os compromissos em dia e atravessar esse período de transição com mais tranquilidade até a retomada da rotina e da estabilidade financeira. Pensando nisso, a Prudential do Brasil, em parceria com o Mercado Pago, lançou o Seguro de Renda, exclusivo para clientes do banco digital.
 

O produto funciona como mais uma ferramenta para ajudar a preservar o padrão de vida em situações de instabilidade profissional ou afastamento temporário por questões de saúde. Com três modalidades de contratação e valores a partir de R$ 13,99, a solução oferece coberturas que podem ser pagas em vida em casos de desemprego involuntário, ou afastamentos por invalidez, internação hospitalar e quebra de ossos. O valor da indenização é pré-definido e pode alcançar até R$ 7.500, conferindo maior previsibilidade ao planejamento financeiro dos segurados.
 

Diferente dos modelos tradicionais de proteção financeira e dos seguros prestamistas, o Seguro de Renda se destaca por não estar vinculado a operações de crédito. A contratação não exige cartão ativo, empréstimos ou financiamentos, ampliando o acesso à proteção para um público mais amplo. O produto está disponível para ser ofertado a toda a base de 11 milhões de usuários ativos do Mercado Pago no Brasil, reforçando o compromisso das empresas em democratizar o acesso à proteção financeira por meio de soluções simples, digitais e acessíveis.
 

Para Luciana Amano, vice-presidente de Massificados da Prudential do Brasil, o novo produto responde a uma necessidade cada vez mais latente para os brasileiros. Segundo dados do IBGE, o país registrou cerca de 6,6 milhões de pessoas desocupadas no primeiro trimestre de 2026, reforçando a importância de mecanismos de proteção que contribuam para a preservação da renda e do equilíbrio financeiro das famílias.
 

“Nosso objetivo é simplificar jornadas e remover as complexidades tradicionais do mercado de seguros, entregando uma solução inovadora e transparente. Com o Seguro de Renda estamos fornecendo proteção real e imediata ao trabalhador, que passa a contar com um apoio adicional em um momento desafiador da vida”, afirma Luciana.
 

“Cada vez queremos oferecer seguros mais simples, personalizados e integrados à rotina financeira dos nossos clientes”, destaca Daniel Issa, diretor de Insurtech do Mercado Pago no Brasil. “O Seguro Renda, ofertado com a Prudential, reforça esse compromisso e garante mais proteção para o dia a dia dos usuários do Mercado Pago”, conclui. 
 

Pesquisa realizada pelo Mercado Pago com mais de 8 mil vendedores mostrou que 73% têm preocupação máxima com a perda de renda em caso de afastamento por problemas de saúde. Outros 88% afirmam que seus negócios dependem exclusivamente de sua presença para funcionar. O Seguro de Renda é a solução para uma dor real da nossa base de sellers.

Porto Bank participa do Lar Doce Lar e reforça o consórcio como ferramenta de planejamento financeiro 

O Porto Bank participou, neste domingo (26), do Lar Doce Lar, quadro do Domingão com Huck, em uma ação que reforçou o consórcio como alternativa para o planejamento de projetos de médio e longo prazo. A iniciativa teve como fio condutor a história de Claudete, costureira de 56 anos e moradora de Contagem (MG), que teve sua casa reformada pelo programa.

Casada há 38 anos, Claudete construiu sua casa gradualmente e enfrentou diferentes desafios financeiros e familiares ao longo dessa trajetória. Inscrita no programa pela irmã, Vanessa, sua história foi o ponto de partida para abordar a importância da organização financeira e do planejamento para transformar objetivos em conquistas possíveis.

“Grandes conquistas normalmente começam muito antes de se tornarem realidade. Elas passam por escolhas, organização e planejamento. A história da Claudete nos permite falar sobre isso de uma maneira próxima das pessoas e mostrar que o consórcio pode ser um aliado para transformar objetivos de médio e longo prazo em planos concretos”, afirma Carlos Gondim, diretor de Soluções de Acúmulo do Porto Bank.

Da reforma da casa aos próximos sonhos

Durante o programa, o Porto Bank também apresentou o consórcio como alternativa para diferentes objetivos financeiros. Além da aquisição de imóveis e automóveis, a modalidade pode integrar o planejamento de outros projetos, incluindo iniciativas relacionadas à casa, serviços e à reforma, conforme as condições de utilização da carta de crédito.

O Porto Bank ampliou esse olhar para os próximos capítulos da família. Vanessa, irmã de Claudete e responsável por inscrevê-la no Lar Doce Lar, foi presenteada com um consórcio de automóvel contemplado e quitado, conectado ao seu sonho de ter um carro.

A família recebeu ainda um ano de seguro residencial e um ano de assinatura de serviços para o Lar Premium, reforçando a proposta de acompanhar essa nova fase para além da entrega da casa reformada, com proteção, cuidado e suporte para o que foi conquistado. 

Consórcio ganha espaço no planejamento dos brasileiros

O movimento também acompanha o crescimento da operação de Consórcio do Porto Bank. No primeiro trimestre de 2026, a carteira administrada alcançou R$113,3 bilhões, crescimento de 39,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A operação chegou a 559 mil cotas ativas, alta de 34,6%. No período, mais de 8,5 mil cotas foram contempladas, movimentando R$1,7 bilhão em concessões de cartas de crédito.

Os resultados refletem um cenário em que o consórcio vem ganhando espaço entre consumidores que buscam organizar grandes projetos de médio e longo prazo, como a aquisição de imóveis e automóveis, dentro de uma lógica de planejamento financeiro.

Porto Bank amplia presença no Domingão com Huck 

A ação no Lar Doce Lar dá continuidade à estratégia de comunicação do Porto Bank no Domingão com Huck, iniciada no começo de 2026 com a estreia da campanha nacional de consórcio da marca. Desde então, o produto conta com inserções mensais no programa, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a modalidade e aproximá-la do cotidiano dos brasileiros.

Com a mensagem “Para nós, o seu sonho é bem real”, a campanha utiliza a presença em mídia nacional e conteúdos de educação financeira para estimular uma relação mais consciente com grandes decisões financeiras e mostrar o planejamento como parte da jornada de realização de diferentes projetos de vida.

“Nossa presença no Domingão foi pensada como uma construção de longo prazo. O Lar Doce Lar nos permite dar um novo passo nessa parceria, conectando a marca a uma história real e mostrando, de forma muito humana, que por trás de cada grande conquista existe uma jornada. Queremos que a Porto esteja presente nesses diferentes momentos, ajudando as pessoas a planejar, realizar e cuidar do que conquistaram”, afirma Oliver Haider, diretor de Marketing da Porto.

Corretora de seguros Aon cresce no segundo trimestre e mantém projeções para 2026

A corretora global de seguros e consultoria Aon encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento de receita, expansão de margens e alta do lucro ajustado por ação, reforçando a estratégia Aon United e mantendo inalteradas as projeções para o ano. Segundo o CEO Greg Case, os resultados refletem a combinação entre demanda consistente dos clientes, execução disciplinada e o avanço da estratégia baseada em inteligência artificial, análise de dados e soluções inovadoras de capital. Com isso, a companhia reafirmou sua expectativa para 2026 de crescimento orgânico de receita em patamar médio de um dígito, expansão das margens operacionais, crescimento robusto do lucro ajustado por ação e aumento de dois dígitos na geração de caixa livre.

A receita total alcançou US$ 4,25 bilhões, alta de 2% sobre o mesmo período de 2025. Em bases orgânicas, o crescimento foi de 5%, impulsionado pela forte demanda dos clientes por soluções de gestão de riscos e capital humano.

O lucro operacional aumentou 7%, para US$ 915 milhões, enquanto a margem operacional subiu 80 pontos-base, para 21,5%. Já o lucro ajustado por ação (EPS) avançou 9%, para US$ 3,81, embora o lucro líquido por ação tenha recuado 3%, para US$ 2,58, impactado por fatores fiscais e itens extraordinários.

No acumulado do primeiro semestre, a companhia registrou receita de US$ 9,28 bilhões, crescimento de 4%, e lucro operacional de US$ 2,63 bilhões, alta de 13%. O lucro ajustado por ação avançou 12%, para US$ 10,29.

Entre as divisões de negócios, a área de Risk Capital foi o principal destaque, com crescimento de 5% na receita, para US$ 3 bilhões. Já o segmento de Human Capital recuou 4%, para US$ 1,2 bilhão, refletindo principalmente desinvestimentos realizados pela empresa.

A geração de caixa permaneceu sólida. No semestre, o fluxo de caixa operacional cresceu 5%, para US$ 986 milhões, enquanto o fluxo de caixa livre avançou 4%, para US$ 846 milhões.

A Aon também reforçou a remuneração aos acionistas. Apenas no segundo trimestre, devolveu US$ 775 milhões, sendo US$ 600 milhões em recompra de ações e US$ 175 milhões em dividendos. A empresa informou que já superou sua meta anual de recomprar pelo menos US$ 1 bilhão em ações.

Valor: CVM absolve ex-diretores do IRB após suspender julgamento duas vezes

Fonte: Valor

O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) absolveu nesta terça-feira (28) Fernando Passos, ex-vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores do IRB Brasil Re, e José Carlos Cardoso, ex-diretor presidente da resseguradora, informa o Valor Econômico. Passos foi acusado de irregularidades que teriam ocorrido entre 2019 e 2020: divulgação seletiva de informações sigilosas e relevantes, divulgação de informação falsa ao mercado, recompra irregular de ações e liberalidade na aprovação de pagamentos indevidos de bônus milionários. Cardoso também foi enquadrado na acusação relacionada à aprovação dos bônus.

Em três delas, a absolvição foi por maioria e em duas, por unanimidade. O caso, aberto em 2020, teve relatoria do então diretor e atual presidente, Otto Lobo, que votou em dezembro de 2025 pela absolvição dos dois em todas as acusações. Em relação a Passos, afirmou que não houve provas suficientes que permitissem comprovar responsabilidade. Quanto a Cardoso, disse que não há evidências de que tenha atuado de forma irregular, acolhendo a sustentação da defesa.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista do superintendente Luis Felipe Lobianco, substituto da diretora Marina Copola, que se declarou impedida. A sessão foi retomada em 9 de junho, quando Lobianco votou pela condenação de Passos em três acusações, absolvição em uma e pela absolvição de Cardoso. Novamente interrompido por pedido de vista do diretor João Accioly, o julgamento retornou hoje. Accioly e o novo diretor Igor Muniz, nomeado no início de junho, também votaram pela absolvição.

De acordo com a Superintendência de Processos Sancionadores (SPS), que formulou a acusação, Passos teria vazado informações sigilosas à imprensa e divulgado ao mercado comunicado considerado falso, ao negar a renúncia do então presidente do conselho de administração do IRB, Ivan Monteiro, mesmo após o protocolo formal do pedido. A acusação sustentou ainda que Passos executou um programa de recompra de ações acima do limite autorizado pelo conselho, adquirindo 7,85 milhões de papéis quando o teto seria de 5 milhões.

Outro ponto central do processo envolvia a autorização de pagamentos de bônus considerados irregulares. A SPS apontou que Passos e Cardoso teriam praticado atos de liberalidade ao autorizar a distribuição de cerca de R$ 46,6 milhões em prêmios a executivos, incluindo eles próprios, relacionados à venda de ativos  como shopping centers e a subsidiária United Americas Insurance Company (UAIC). Para a área técnica, os pagamentos teriam desrespeitado o limite global de remuneração aprovado em assembleia e não passaram pelos comitês internos competentes.

O processo julgado hoje foi instaurado a partir de investigações iniciadas para outro processo, pelo qual Passos foi condenado em 2024, por unanimidade, à multa máxima de R$ 20 milhões por manipulação de preços de ações. Já Cardoso foi absolvido, também por unanimidade, da acusação de descumprimento do dever de diligência — o colegiado entendeu que ele confiou nas informações fornecidas por Passos.

Segundo o relator do caso que resultou na condenação, o então diretor Daniel Maeda, as provas mostraram que Passos foi a origem da informação falsa de que a Berkshire Hathaway havia adquirido participação no IRB, durante reunião com analistas em 26 de fevereiro de 2020. O voto afirma que ele adulterou documentos internos e criou mecanismos para dar credibilidade à informação antes de ela chegar ao mercado.

Com a notícia, as ações da companhia subiram cerca de 13% naquele dia. Poucos dias depois, a Berkshire Hathaway divulgou um comunicado afirmando que não pretendia investir na empresa. A negativa desencadeou no pregão seguinte queda de 32% dos papéis e agravou a crise de credibilidade do IRB.

Procurado, o IRB não respondeu ao pedido de comentário do Valor. A advogada de Passos, Letícia Braz Mendonça, afirmou em comunicado que recebeu a decisão com “serenidade, respeito e confiança nas instituições”. “Ao longo de todo o processo, a defesa concentrou-se em elucidar a verdade dos fatos, que foi o que prevaleceu neste julgamento de integral absolvição do senhor Fernando Passos pela CVM.”

Denis Morelli, advogado de Cardoso, disse, também em nota, que “é a segunda vez que a CVM reconhece que Cardoso não teve qualquer participação em e, menos ainda, responsabilidade por eventuais ilícitos apurados no âmbito do IRB. A defesa ainda aguarda a publicação dos votos proferidos hoje. Mas, desde já, entende que o reconhecimento do Colegiado é relevante, especialmente depois de anos em que Cardoso, com serenidade e confiança nas instâncias de controle, respondeu a uma acusação grave por fatos dos quais sequer tinha conhecimento.”

Fogo avança na Espanha e na França, mas capital e resseguro limitam impacto sobre seguradoras

Com agências internacionais

Os incêndios florestais que se espalham pela Espanha e pela França já configuram um dos episódios de fogo mais relevantes registrados na Europa nos últimos anos. Apesar da dimensão humana, ambiental e econômica da tragédia, as perdas seguradas devem representar, por enquanto, um impacto sobre os resultados das companhias, e não um problema material de crédito para as grandes seguradoras europeias.

A avaliação é da agência de classificação de risco Morningstar DBRS. Segundo a instituição, as seguradoras chegaram à temporada de incêndios de 2026 com níveis elevados de capital e liquidez, o que lhes proporciona capacidade para absorver as indenizações decorrentes dos eventos.

Mais de 220 mil pessoas haviam sido retiradas de suas casas na França até 26 de julho. Na Espanha, as evacuações atingiam mais de 75 mil pessoas, enquanto cerca de 30 mil receberam orientação para permanecer em locais protegidos.

Nas províncias espanholas de Madri, Ávila e Toledo, o fogo já havia consumido mais de 45 mil hectares. Desde o início do ano, a área queimada na Espanha superava 150 mil hectares. Na França, os incêndios já haviam atingido aproximadamente 98 mil hectares.

Para o setor segurador, entretanto, o tamanho da área consumida pelas chamas não será necessariamente o principal fator para determinar as perdas. O impacto dependerá principalmente da chegada do fogo a regiões densamente povoadas ou com concentração de imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais e atividades econômicas de elevado valor.

Bordeaux e Madri concentram preocupação

A proximidade das chamas com Bordeaux, na França, aumenta a exposição de imóveis residenciais, atividades turísticas, vinícolas, redes de transporte e empresas sujeitas à interrupção de suas operações.

Risco semelhante existe em comunidades localizadas a oeste de Madri. Caso o fogo avance para áreas mais desenvolvidas, o valor dos ativos segurados atingidos poderá crescer de forma significativa. Um incêndio que alcance os subúrbios de Bordeaux ou regiões urbanizadas próximas à capital espanhola transformaria uma catástrofe predominantemente rural em um incêndio urbano de grandes proporções.

Nesse cenário, as indenizações não ficariam restritas aos imóveis diretamente destruídos pelas chamas. As apólices também poderiam ser acionadas por danos causados por fumaça e cinzas, prejuízos decorrentes do combate ao fogo, despesas de evacuação, hospedagem temporária e interrupção de negócios. Seguradoras menores, com carteiras concentradas em determinadas regiões e maior retenção dos riscos, seriam mais vulneráveis do que os grandes grupos diversificados.

“Embora os efeitos humanos e ambientais dos incêndios na Espanha e na França já sejam graves, esperamos implicações de crédito administráveis para as grandes seguradoras europeias diversificadas”, afirmou Marcos Alvarez, diretor-gerente de Ratings de Instituições Financeiras Globais da Morningstar DBRS. Segundo ele, a principal preocupação está no deslocamento do risco de incêndio florestal em direção a concentrações urbanas e comerciais.

Capital elevado protege seguradoras

A Morningstar DBRS espera impactos negativos, mas administráveis, para as seguradoras europeias. As companhias francesas de seguros não vida encerraram 2025 com índice combinado de 95,3%, indicador que mede a relação entre sinistros, despesas e prêmios.

O índice de solvência agregado das seguradoras francesas, calculado pelas regras do Solvência II, chegou a 299%. A Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma, a Eiopa, também informou que seguradoras e resseguradoras europeias permaneceram capitalizadas e lucrativas ao longo de 2025.

A situação é diferente da observada nos incêndios de Los Angeles, em 2025. Naquele evento, a elevada concentração de imóveis de alto padrão contribuiu para perdas seguradas estimadas em aproximadamente US$ 40 bilhões.

Espanha e França possuem, em geral, construções menos vulneráveis ao fogo do que algumas das áreas atingidas na Califórnia. Além disso, boa parte dos incêndios europeus ainda está concentrada em florestas e regiões rurais.

Árvores, plantações e terrenos sem edificações frequentemente não possuem cobertura ou são excluídos das apólices patrimoniais tradicionais. Por isso, as perdas econômicas e ambientais podem ser muito superiores ao montante efetivamente indenizado pelo mercado segurador.

Resseguro deve amortecer perdas

O resseguro deverá funcionar como importante proteção para as seguradoras. O capital global disponível no mercado ressegurador atingiu o recorde de US$ 790 bilhões ao final do primeiro trimestre de 2026.

Nas renovações de contratos realizadas em junho e julho, compradores de proteção contra catástrofes patrimoniais conseguiram reduções de preços de dois dígitos e melhores condições, diante de uma oferta de capacidade superior à demanda.

Esse ambiente deverá permitir que as seguradoras absorvam perdas moderadas sem pressão relevante sobre seus níveis de capital.

Os incêndios florestais, porém, apresentam uma característica particular: os prejuízos podem resultar da frequência e da acumulação de diversos eventos, e não necessariamente de uma única catástrofe de grandes proporções.

Uma sequência de incêndios de médio porte pode consumir gradualmente os orçamentos anuais destinados a catástrofes, esgotar coberturas agregadas e gerar custos adicionais para restabelecer os limites dos contratos de resseguro.

Também pode haver discussão sobre a definição de evento prevista nas apólices. Incêndios simultâneos ou sucessivos poderão ser tratados como uma única ocorrência ou como eventos distintos, o que interfere no acionamento das coberturas e nas franquias aplicáveis.

Danos provocados por fumaça, despesas de evacuação e interrupção de negócios também podem surgir de forma gradual, prolongando o desenvolvimento dos sinistros.

Renovações de 2027 poderão ser mais seletivas

A Morningstar DBRS prevê maior diferenciação nas condições oferecidas às seguradoras durante as renovações de resseguro de janeiro de 2027. Programas diretamente atingidos pelos incêndios ou carteiras com informações insuficientes sobre a localização dos riscos poderão enfrentar retenções mais elevadas e restrições nas proteções agregadas.

Em contrapartida, seguradoras com dados detalhados sobre suas exposições, precificação adequada ao risco e medidas efetivas de prevenção deverão continuar encontrando capacidade em condições competitivas.

Os incêndios atuais, isoladamente, não devem provocar um endurecimento generalizado do mercado de resseguros. Uma perda urbana severa, entretanto, ou a ocorrência de novas catástrofes relevantes na Europa, poderia interromper ou até reverter a recente trajetória de redução dos preços.

Seguro viagem pode cobrir interrupção das férias

Os incêndios também causam transtornos durante a alta temporada de turismo europeu. A Associação de Seguradoras Britânicas, a ABI, orientou os viajantes a acompanhar as determinações das autoridades locais e verificar as condições de suas apólices.

Quando o seguro viagem inclui cobertura para interrupção da viagem ou catástrofes naturais, o segurado poderá receber indenização caso seja obrigado a cancelar ou encurtar as férias em razão de uma evacuação.

Tratamentos médicos de emergência continuam cobertos conforme as condições normais da apólice. Bagagens e objetos abandonados ou perdidos durante uma retirada emergencial também podem estar protegidos.

Os consumidores devem, contudo, procurar inicialmente as companhias aéreas, operadoras de turismo ou responsáveis pelas hospedagens para solicitar o reembolso de voos ou reservas canceladas.

Antes de contratar um novo voo, reservar outra acomodação ou cancelar voluntariamente a viagem, a recomendação é consultar a seguradora. Viajar contra uma orientação formal das autoridades também pode invalidar a cobertura. “Segurança deve ser a prioridade. É importante seguir as orientações das autoridades locais e dos serviços de emergência”, afirmou Chris Bose, diretor de Políticas de Seguros Gerais da ABI.

Mudança climática amplia desafio

A preocupação de longo prazo está no avanço das áreas sujeitas a incêndios em direção às cidades. Estimativas da AXA Climate indicam que o número médio de dias de alto risco de incêndio em determinadas cidades francesas poderá crescer quase 70% até 2050.

A Espanha também enfrenta temporadas cada vez mais severas. Em 2025, o país registrou seu pior período de incêndios em três décadas, com quase 355 mil hectares queimados.

Para a Morningstar DBRS, as seguradoras precisarão aprimorar o controle das exposições por localização, incorporar medidas preventivas à precificação e ampliar a cooperação com os governos em temas como ocupação do solo, manejo da vegetação, resistência das construções e sistemas de alerta antecipado.

Por enquanto, a agência considera improvável uma ação de rating contra grandes grupos diversificados. Essa avaliação poderá mudar, no entanto, se os incêndios causarem destruição urbana extensa, consumirem as proteções anuais de resseguro ou comprometerem de maneira relevante a rentabilidade e o capital das seguradoras.

CNP adota plataforma da Ebix para corretores de seguros acelerarem a venda de apólice de vida em grupo

Renata CNP

A velocidade de resposta tornou-se um diferencial decisivo na venda de seguros empresariais. Quando uma empresa solicita uma proposta, o corretor precisa entender o risco, estruturar as coberturas, calcular o preço e apresentar uma solução antes que a oportunidade esfrie ou seja conquistada por um concorrente. Foi para reduzir essa distância entre a oportunidade comercial e a contratação que a CNP Seguradora, em parceria com a Ebix Latin America, proporcionou ao seu canal uma nova jornada digital para a comercialização de seguros de Vida em Grupo.

O movimento da CNP ocorre em um momento de transformação do mercado de distribuição de seguros. Com a busca por maior diversificação das receitas, corretores têm ampliado a participação dos seguros de pessoas em suas carteiras, reduzindo a dependência de ramos mais comoditizados e sujeitos à competição por preço. Ao mesmo tempo, o Seguro de Vida continua sendo um dos segmentos com maior potencial de expansão no País. Com apenas cerca de 18% da população protegida, a baixa penetração faz com que a disputa entre as seguradoras esteja cada vez menos concentrada apenas no produto e mais na experiência oferecida ao corretor. Velocidade na cotação, simplicidade operacional e autonomia passaram a ser fatores decisivos para conquistar esse canal de distribuição.

Este cenário motivou a CNP, a terceira maior seguradora do Brasil, a investir na plataforma da Ebix. Desde 26 de junho, já é possível realizar cotações, reeditar simulações, acompanhar oportunidades e emitir propostas de maneira online. A solução contempla os produtos de Vida em Grupo nas modalidades Taxa Média e Capital Global e, mais recentemente, passou a disponibilizar também o Seguro de Acidentes Pessoais Coletivo.

Um dos principais diferenciais tecnológicos está na configuração dos produtos. Em vez de depender de desenvolvimento de software para cada alteração, um profissional treinado da seguradora pode configurar produtos, coberturas, regras de aceitação e condições comerciais diretamente na plataforma. Na prática, uma solução que dependeria de uma fila de projetos de tecnologia pode ser configurada e disponibilizada ao mercado em um período muito menor.

“O coração do sistema é o módulo de configuração do produto, que inclui também um motor de regras para parametrizar e automatizar o processo de subscrição de riscos. A seguradora consegue criar um novo produto rapidamente, sem depender de codificação, e colocá-lo à disposição dos seus canais de venda. O time-to-market é drasticamente reduzido e a configuração pode ser feita integralmente por um usuário treinado”, explica Ricardo Nogueira, head de vendas e expansão da Ebix Latin America e executivo responsável pela iniciativa da Ebix na CNP. Thaisa Braguim, vice-presidente de vendas e marketing da Ebix, acrescenta que o projeto procura transformar a tecnologia em uma ferramenta de vendas. “A proposta é reduzir atividades manuais, simplificar a jornada comercial e dar ao corretor mais autonomia para responder ao cliente.”

Esse modelo permite que a CNP responda mais rapidamente às demandas de corretores, assessorias e parceiros comerciais. Também facilita testes, ajustes e lançamentos de produtos voltados a segmentos específicos. A solução comporta diferentes modalidades dentro do Seguro de Vida em Grupo, como capital global, empresarial e múltiplo salarial. A Ebix também possui plataformas destinadas a outras linhas de negócio, entre elas seguros gerais e riscos financeiros, como seguro garantia e fiança locatícia.

Segundo Renata Oliveira Silva, superintendente comercial do Canal Broker da CNP Seguradora, a praticidade é um dos principais atributos da solução. “Nos riscos que se enquadram nas condições previamente configuradas, a cotação e a emissão podem ser realizadas diretamente pela plataforma. Quando a operação exige uma análise adicional, a proposta é direcionada pela própria ferramenta à mesa de subscrição, com retorno previsto em até 24 horas”, explica. 

Renata também destaca outra funcionalidade que é vital no dia a dia corrido dos corretores de seguros. “A possibilidade de reeditar a cotação também acompanha a dinâmica real da negociação. Após conversar com a empresa, o corretor pode ajustar informações, coberturas ou condições e apresentar rapidamente uma nova simulação sem a necessidade de abrir um processo do início novamente. Com isso, reduz-se o intervalo entre a visita ao cliente e a apresentação da proposta”, acrescenta. 

Outro destaque da operação por meio da plataforma é que ela foi concebida pela Ebix para operar independentemente dos sistemas legados utilizados pela seguradora. “As informações necessárias para emissão online da apólice são transmitidas aos ambientes internos da CNP por meio de APIs, mas a jornada de cotação e venda ocorre integralmente na nova solução”, explica Thaisa. 

Outro ponto central da ferramenta é sua capacidade de atender diferentes canais de distribuição. Por ser uma solução white label, a plataforma pode ser utilizada pela própria seguradora, por corretores, assessorias e parceiros estratégicos. A CNP consegue determinar quais produtos estarão disponíveis para cada canal, além de configurar comissionamento e condições comerciais específicas.

Um parceiro pode, por exemplo, ter acesso a determinado produto, enquanto outro canal trabalha com uma combinação diferente de coberturas, preços e comissões. Essa segmentação é feita sem a necessidade de criar uma estrutura tecnológica independente para cada distribuição. A flexibilidade está alinhada à estratégia da CNP de ampliar sua presença no mercado aberto e fortalecer o relacionamento com corretores.

A plataforma passou por uma fase piloto durante os meses de maio e junho. Nesse período, a CNP realizou entrevistas individuais com parceiros para entender a experiência de uso e identificar oportunidades de aprimoramento. De acordo com a seguradora, a avaliação inicial foi positiva. Um dos aspectos destacados pelos usuários foi o equilíbrio na quantidade de informações exigidas para a cotação: a ferramenta solicita os dados necessários para a análise do risco sem tornar o preenchimento excessivamente complexo.

Os parceiros mais próximos da companhia já começaram a emitir negócios pela nova jornada. O desafio agora é ampliar o engajamento da base, intensificar as visitas comerciais e demonstrar como a ferramenta pode ser incorporada à rotina das corretoras. Para a CNP, a digitalização não substitui o relacionamento entre seguradora e corretor. Ao contrário, deve liberar o profissional de parte das tarefas operacionais para que ele tenha mais tempo para prospectar, orientar empresas e desenvolver a carteira.


No Seguro de Vida em Grupo, esse acompanhamento é especialmente importante. Mudanças no número de funcionários, na composição da equipe, nos capitais segurados ou nos benefícios oferecidos podem criar oportunidades para rever e ampliar a proteção contratada. Ferramentas digitais que simplificam a cotação ajudam o corretor a transformar essas mudanças em novas conversas comerciais e a solução da Ebix também contempla todo o processo pós-venda para gerar o faturamento eletrônico decorrente de movimentação de funcionários da empresa cliente.


O CORRETOR NO CENTRO DA ESTRATÉGIA

Integrante do grupo francês CNP Assurances, a seguradora construiu historicamente sua atuação por meio de grandes parcerias e múltiplos canais de distribuição. No Brasil, a companhia amplia agora sua estrutura voltada ao Canal Corretor, aproveitando também a operação incorporada com a aquisição da Previsul.  A CNP pretende levar para o mercado de corretores seu modelo de parcerias duradouras, combinando solidez, produtos, atendimento comercial e tecnologia. “A CNP possui um DNA muito forte de benefícios e de parcerias. Estamos construindo uma nova seguradora para o mercado aberto e queremos mostrar ao corretor tudo o que a companhia pode oferecer”, afirma Renata.

A expansão do Canal Corretor é uma das prioridades da CNP no Brasil. Com a nova estrutura comercial e tecnológica, a companhia trabalha com a estimativa de registrar um crescimento mínimo de 50% nesse canal em 2027. Para alcançar a meta, a seguradora pretende combinar a plataforma digital com a ampliação do portfólio, a inclusão de novas coberturas e assistências e uma aproximação maior com os corretores.


A construção dos produtos também deverá considerar as necessidades identificadas pelos parceiros. A companhia entende que o corretor, por estar próximo das empresas e dos segurados, exerce um papel relevante no aperfeiçoamento das soluções. A CNP também vem investindo na formação técnica da operação, incluindo em sua equipe de subscrição profissionais que atuam como professores da Escola de Negócios e Seguros, a ENS. “Para a CNP, a plataforma representa também uma mudança de posicionamento: uma seguradora tradicional, apoiada pela experiência internacional do grupo CNP Assurances, mas preparada para operar com processos mais versáteis, automatizados e conectados às necessidades dos novos canais de distribuição”, reforça Renata.


PRÓXIMO PASSO: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A evolução tecnológica da solução deverá incluir ainda mais recursos de automação. Uma nova versão da plataforma está sendo desenvolvida com aplicação de inteligência artificial na análise das convenções coletivas de trabalho. Esses documentos podem estabelecer coberturas e capitais mínimos para diferentes categorias profissionais e são uma parte relevante da estruturação do Seguro de Vida em Grupo.

A expectativa é que a IA ajude a localizar e interpretar essas exigências, tornando o processo de cotação e subscrição mais eficiente e reduzindo o risco de falhas no enquadramento das propostas. Para corretores e assessorias, o resultado esperado é mais escala. Ao reduzir tarefas manuais, retrabalho e tempo de espera, a tecnologia permite analisar mais oportunidades e responder ao cliente com maior rapidez. “O projeto demonstra que a transformação digital do seguro não precisa começar pela substituição de toda a infraestrutura existente. Ela pode acontecer na ponta, justamente onde seguradoras, corretores e clientes realizam negócios”, finaliza Thaisa Braguim, da Ebix Latin America.

Zurich lança seguro digital para smartwatch

A Zurich Seguros anuncia o lançamento de um seguro digital dedicado a smartwatches, fortalecendo a sua atuação no mercado de proteção para dispositivos eletrônicos. O produto será inicialmente comercializado para modelos Apple, via venda digital, com contratação simplificada. 

Impulsionado pela crescente adoção de dispositivos conectados, o mercado passa a demandar soluções de proteção alinhadas às novas necessidades dos consumidores. Os smartwatches, cada vez mais presentes na rotina das pessoas, concentram funções essenciais relacionadas à saúde, bem-estar, pagamentos, comunicação e organização pessoal. Nesse contexto, a nova proteção surge para oferecer mais segurança e tranquilidade aos usuários, acompanhando a evolução tecnológica e a transformação do comportamento do consumidor. 

Segundo a Mordor Intelligence, o mercado de smartwatches na América do Sul deve movimentar US$ 2,66 bilhões em 2026 e chegar a US$ 5,09 bilhões até 2031, com crescimento médio anual de 13,89%. O Brasil liderou a receita regional em 2025, com 63,42% de participação.  

O avanço é impulsionado por fatores como queda de preços de dispositivos, expansão do comércio eletrônico, popularização dos pagamentos por aproximação, programas corporativos de bem-estar e maior uso de wearables ligados à saúde.  

“O desenvolvimento do seguro para smartwatch acompanha uma mudança clara no comportamento dos consumidores. Esses dispositivos passaram a fazer parte da rotina das pessoas e assumiram funções cada vez mais importantes no cuidado pessoal, na conectividade e na conveniência. A Zurich quer oferecer uma proteção simples, digital e aderente a essa nova forma de uso”, afirma Roberto Naddeo, gerente executivo de Negócios Digitais da Zurich Seguros. 

O novo seguro terá dois planos. O Econômico contempla cobertura para roubo e furto simples ou qualificado. O Completo inclui, além dessas proteções, cobertura para danos acidentais por queda ou líquido. A contratação será simplificada, bastando informar o número de série do aparelho, informação-chave para emissão e eventual acionamento do seguro. 

Entre os diferenciais está a cobertura para furto simples, ainda pouco comum nesse segmento. A solução cobre tanto smartwatches novos quanto usados, o que dá mais flexibilidade ao cliente. 

Seguro para smartwatch e fortalece estratégia de experiências digitais personalizadas

A novidade integra a estratégia da Zurich de ampliar sua atuação no ecossistema digital, consolidando uma proposta de valor baseada em inovação, personalização e experiências cada vez mais alinhadas aos hábitos dos consumidores. A iniciativa faz parte de uma jornada de transformação que combina equipes especializadas, plataformas tecnológicas flexíveis e o uso intensivo de dados e inteligência artificial para desenvolver soluções mais relevantes e aderentes às necessidades de cada cliente. 

O seguro para smartwatch amplia o portfólio de proteção para eletrônicos da companhia, que já conta com seguro para celulares, e reforça a visão da Zurich de acompanhar a evolução da forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia no dia a dia. 

“Desenvolvemos uma solução que une a solidez e a expertise de uma seguradora global à agilidade proporcionada pela tecnologia. Nosso objetivo é oferecer uma experiência simples, acessível e cada vez mais personalizada, acompanhando a evolução das expectativas dos consumidores”, destaca Sidemar Spricigo Diretor Executivo de Parcerias da Zurich. 

Mais do que um novo produto, o lançamento representa um avanço na estratégia digital da companhia, que vem investindo na hiperpersonalização da oferta por meio da análise inteligente de dados e da utilização crescente de inteligência artificial para tornar a jornada do cliente mais fluida, relevante e eficiente. 

“Mais do que proteger dispositivos, a Zurich busca proteger as novas formas de viver, consumir e se conectar, combinando dados, inteligência artificial e uma experiência digital cada vez mais personalizada para seus clientes, conclui Sidemar. 

Generali Brasil apoia o trabalho e o empreendedorismo 50+ no MaturiFest

Com uma trajetória de 101 anos no mercado segurador brasileiro, a Generali Brasil anuncia seu apoio ao MaturiFest, principal festival dedicado ao empreendedorismo, à empregabilidade e à longevidade ativa para pessoas com 50 anos ou mais. 
 

A iniciativa reforça o compromisso da companhia com a promoção da diversidade geracional, da inclusão e do desenvolvimento sustentável, apoiando debates sobre os desafios e as oportunidades do envelhecimento da população brasileira.
 

O MaturiFest reúne anualmente especialistas, empresas e profissionais para discutir inovação, reinvenção de carreira, empreendedorismo e bem-estar, promovendo reflexões sobre o impacto do envelhecimento da população e as oportunidades geradas pela economia voltada ao público 50+.
 

Serviço
 

MaturiFest – Festival de Trabalho, Empreendedorismo e Longevidade 50+

Dias 13, 14 e 15 de agosto, das 10h às 18h
Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2.500, Pinheiros, São Paulo (SP)