Corretora de seguros Aon cresce no segundo trimestre e mantém projeções para 2026

A corretora global de seguros e consultoria Aon encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento de receita, expansão de margens e alta do lucro ajustado por ação, reforçando a estratégia Aon United e mantendo inalteradas as projeções para o ano. Segundo o CEO Greg Case, os resultados refletem a combinação entre demanda consistente dos clientes, execução disciplinada e o avanço da estratégia baseada em inteligência artificial, análise de dados e soluções inovadoras de capital. Com isso, a companhia reafirmou sua expectativa para 2026 de crescimento orgânico de receita em patamar médio de um dígito, expansão das margens operacionais, crescimento robusto do lucro ajustado por ação e aumento de dois dígitos na geração de caixa livre.

A receita total alcançou US$ 4,25 bilhões, alta de 2% sobre o mesmo período de 2025. Em bases orgânicas, o crescimento foi de 5%, impulsionado pela forte demanda dos clientes por soluções de gestão de riscos e capital humano.

O lucro operacional aumentou 7%, para US$ 915 milhões, enquanto a margem operacional subiu 80 pontos-base, para 21,5%. Já o lucro ajustado por ação (EPS) avançou 9%, para US$ 3,81, embora o lucro líquido por ação tenha recuado 3%, para US$ 2,58, impactado por fatores fiscais e itens extraordinários.

No acumulado do primeiro semestre, a companhia registrou receita de US$ 9,28 bilhões, crescimento de 4%, e lucro operacional de US$ 2,63 bilhões, alta de 13%. O lucro ajustado por ação avançou 12%, para US$ 10,29.

Entre as divisões de negócios, a área de Risk Capital foi o principal destaque, com crescimento de 5% na receita, para US$ 3 bilhões. Já o segmento de Human Capital recuou 4%, para US$ 1,2 bilhão, refletindo principalmente desinvestimentos realizados pela empresa.

A geração de caixa permaneceu sólida. No semestre, o fluxo de caixa operacional cresceu 5%, para US$ 986 milhões, enquanto o fluxo de caixa livre avançou 4%, para US$ 846 milhões.

A Aon também reforçou a remuneração aos acionistas. Apenas no segundo trimestre, devolveu US$ 775 milhões, sendo US$ 600 milhões em recompra de ações e US$ 175 milhões em dividendos. A empresa informou que já superou sua meta anual de recomprar pelo menos US$ 1 bilhão em ações.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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