Escassez de profissionais híbridos desafia transformação digital das seguradoras

A transformação digital das seguradoras está criando um novo desafio para o mercado brasileiro: a falta de profissionais capazes de combinar conhecimento técnico de seguros com competências em dados, inteligência artificial e desenvolvimento de produtos digitais. O cenário, que já preocupa executivos de recursos humanos e lideranças do setor, pode se tornar um dos principais obstáculos para que a indústria alcance a meta de ampliar sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) até 2030, conforme previsto pela CNseg, a confederação das seguradoras.

Segundo Luciane Pires, Head of Financial Services & Insurance, o mercado enfrenta atualmente dois gargalos simultâneos. O primeiro envolve profissões tradicionalmente escassas, como atuários e subscritores de riscos. O segundo está relacionado ao avanço da digitalização, que elevou a demanda por profissionais capazes de transitar entre o universo técnico do seguro e o ambiente de inovação.

“Historicamente, o mercado formou subscritores muito técnicos e focados no back office. Hoje, as seguradoras precisam de profissionais que mantenham o rigor técnico, mas que também tenham habilidade comercial para negociar diretamente com corretores e clientes corporativos e customizar riscos complexos em tempo real”, afirma.

A executiva destaca ainda a crescente procura por especialistas em desenvolvimento de produtos capazes de atuar no segmento de embedded insurance, modalidade em que o seguro é incorporado à jornada de compra de produtos e serviços digitais. “Encontrar alguém que domine a complexidade técnica do seguro tradicional e, ao mesmo tempo, tenha a agilidade do ecossistema digital é um dos maiores desafios das companhias atualmente”, diz.

A escassez desses profissionais tem levado as seguradoras a buscar talentos fora do setor. Fintechs, insurtechs e empresas de tecnologia tornaram-se fontes recorrentes de recrutamento, uma vez que os programas internos de formação não conseguem acompanhar a velocidade das mudanças.

Na avaliação de Luciane, uma das estratégias mais adotadas pelas companhias tem sido a formação de equipes compostas por profissionais de perfis complementares. De um lado, especialistas experientes em subscrição, regulação e compliance. De outro, jovens profissionais oriundos do ecossistema de tecnologia, com domínio de dados e inteligência artificial. “O desafio deixa de ser técnico e passa a ser cultural. É preciso unir a agilidade de quem cresceu em uma startup com os processos consolidados de uma seguradora tradicional. Isso exige lideranças maduras para transformar diferenças em geração de valor”, afirma.

A competição por talentos também expõe uma dificuldade histórica do setor: atrair profissionais mais jovens. Segundo a executiva, muitas seguradoras ainda carregam a imagem de empresas excessivamente tradicionais, burocráticas e dependentes de sistemas legados, características que contrastam com as expectativas de profissionais das áreas de tecnologia e dados.

Entre os fatores mais relevantes para essa nova geração estão modelos flexíveis de trabalho, acesso a tecnologias modernas e oportunidades de crescimento mais aceleradas. “Os jovens buscam atuar com inteligência artificial, nuvem e plataformas digitais. Quando encontram ambientes muito dependentes de tecnologias obsoletas, a frustração é imediata”, afirma.

Outro ponto destacado é a necessidade de revisão das estruturas de carreira. Para Luciane, modelos baseados exclusivamente em tempo de empresa tendem a perder atratividade diante de formatos mais meritocráticos, comuns em startups e empresas de tecnologia.

Apesar das dificuldades, a executiva observa uma mudança importante no mercado. Seguradoras de grande porte têm ampliado a contratação de profissionais em início de carreira para projetos ligados à transformação digital e inteligência artificial, utilizando essas iniciativas como porta de entrada para atrair e desenvolver futuros líderes.

A preocupação com talentos ocorre em paralelo ao envelhecimento de parte da força de trabalho do setor. Embora exista o risco de perda de conhecimento com a aposentadoria de profissionais experientes, Luciane avalia que a principal ponte entre gerações está na camada intermediária de gestão.

“O conhecimento não é transferido diretamente da alta liderança para os profissionais em início de carreira. Essa transmissão acontece principalmente por meio da gerência média, que absorve a experiência acumulada e a adapta às novas necessidades do negócio”, explica. Para ela, o desafio das áreas de recursos humanos não é preservar modelos do passado, mas apoiar a integração entre conhecimento técnico tradicional e inovação digital.

A questão ganha relevância adicional diante da ambição de crescimento do setor segurador. Caso as empresas mantenham estratégias restritas à disputa pelos mesmos profissionais ou à contratação concentrada em fintechs e insurtechs, a falta de mão de obra especializada poderá se transformar em um gargalo estrutural.

Luciane acredita que parte da solução passa por ampliar o recrutamento para segmentos correlatos, especialmente o setor bancário. “Profissionais de bancos já possuem familiaridade com gestão de riscos, governança e ambiente regulatório, o que reduz significativamente a curva de aprendizado para atuar em seguros”, afirma.

Na avaliação da executiva, o sucesso da indústria dependerá da combinação entre formação interna acelerada e capacidade de atrair talentos de outros mercados. Caso contrário, o setor corre o risco de enfrentar uma disputa salarial crescente entre as próprias seguradoras, elevando custos e reduzindo recursos disponíveis para inovação.

“Se o mercado não oxigenar suas linhas de contratação com profissionais vindos de outros setores, teremos um leilão de salários insustentável, que pode comprometer justamente os investimentos necessários para sustentar o crescimento da indústria nos próximos anos”, conclui.

Prudential do Brasil firma parceria com o IGP

A Prudential do Brasil acaba de firmar uma parceria com o International Group Program (IGP), uma das principais redes globais de seguradoras com foco em benefícios para colaboradores de empresas multinacionais. O acordo tem como objetivo atender à crescente demanda por benefícios corporativos no Brasil e ampliar o leque de opções disponíveis aos clientes, combinando flexibilidade, nível de serviço e expertise local alinhada aos padrões globais do programa.

Segundo o Vice-Presidente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, Carlos Cortez, integrar a rede do IGP representa um importante reconhecimento da solidez da operação da companhia e da qualidade de suas soluções. “Este é mais um passo dentro da nossa estratégia de fortalecer nossa presença no segmento corporativo com soluções de seguro de vida em grupo, ampliando o valor que entregamos aos nossos clientes. Fazer parte da rede IGP demonstra a excelência do nosso atendimento e nossa capacidade de construir relações sólidas, consistentes e de longo prazo com clientes e parceiros”, afirmou.

Michael Spincemaille, Diretor Regional do IGP para as Américas, destacou que o Brasil é um dos mercados mais relevantes para benefícios corporativos na América Latina e que a parceria com a Prudential apoia a expansão da rede no país. “A Prudential reúne atributos essenciais, como forte experiência no mercado de seguros de vida, profundo conhecimento do ambiente regulatório brasileiro e compromisso com a excelência no atendimento aos clientes. Essa parceria fortalece nossa capacidade de apoiar empregadores multinacionais com benefícios que integrem necessidades locais aos mais elevados padrões globais”, comentou.

Além das coberturas tradicionais de seguro de vida em grupo, a Prudential também oferecerá serviços de assistência voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo apoio emocional, telemedicina, segunda opinião médica, além de orientação psicológica e nutricional, apoiando as empresas no cuidado com suas pessoas de forma multidimensional.

Mitsui Sumitomo Seguros anuncia Frank Moraes como Head de Property

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A Mitsui Sumitomo Seguros dá mais um passo relevante em sua trajetória de crescimento no Brasil: a companhia anuncia a chegada de Frank Moraes ao cargo de Head de Property. A contratação consolida o posicionamento estratégico da seguradora no segmento corporativo e empresarial, trazendo para o time um dos profissionais mais experientes e reconhecidos do mercado de seguros no país.

Com mais de três décadas de atuação em nomes como Allianz, RSA Group, AIG e HDI Global SE, Frank acumula uma trajetória que combina profundidade técnica em subscrição, visão estratégica de negócios e capacidade comprovada de estruturar operações de alto desempenho. Sua chegada representa um reforço significativo para uma companhia que segue ampliando sua presença e relevância no mercado brasileiro.

“Receber o Frank na nossa equipe é motivo de grande satisfação. Ele traz consigo décadas de expertise técnica e uma visão de mercado que se alinha perfeitamente à nossa estratégia de crescimento no segmento corporativo. Estamos confiantes de que, juntos, vamos elevar nosso posicionamento a um novo patamar no mercado brasileiro, sempre guiados pelo nosso propósito de proteger para transformar o mundo”, Luis Nagamine, Diretor Geral da Mitsui Sumitomo Seguros

Formado em Tecnologia Mecânica pela FATEC-SP e pós-graduado em Administração para Engenheiros e Arquitetos pela FAAP, Frank iniciou sua carreira no setor de seguros na Allianz Seguros e rapidamente se consolidou como referência técnica em Property. Passou pela RSA Group — onde atuou como Deputy Underwriting Manager, desenvolvendo produtos, estratégias e equipes de subscrição, na AIG com Head de Property e PME teve a importante missão de estruturar essas áreas, construindo um portfólio robusto e saudável. Na HDI Global SE, chegou ao cargo de Diretor Adjunto, liderando e gerenciando um dos portfólios mais robustos do segmento corporativo no Brasil. Mais recentemente, liderou a subscrição na MGU Capital e atuou como Diretor de Resseguros na Inter Risk, do grupo Amwins. Agora, chega à Mitsui Sumitomo Seguros para liderar uma nova fase de crescimento.

“É com muita satisfação que inicio essa nova etapa. Ao longo da minha trajetória, aprendi que seguros corporativos exigem mais do que técnica: exigem confiança, relacionamento genuíno e comprometimento real com o cliente. Encontro na MSIG uma cultura que valoriza exatamente isso. Tenho a convicção de que, com a solidez do grupo e com a equipe que temos, vamos juntos transformar o mercado e entregar proteção de alto nível para as empresas brasileiras”, Frank Moraes, Head de Property & Casualty da Mitsui Sumitomo Seguros.

A chegada de Frank Moraes reflete um dos valores mais profundos da cultura da Mitsui Sumitomo Seguros: o conceito japonês de Kizuna. Mais do que uma palavra, Kizuna representa a filosofia de promover conexões genuínas, de cultivar relacionamentos humanos que transcendem o universo dos negócios e de valorizar cada parceria como única e especial — construída com cuidado, respeito e comprometimento de longo prazo.

Grupo Bradesco Seguros patrocina iniciativa que aproxima jornalistas do setor segurador

O Grupo Bradesco Seguros é um dos patrocinadores da Jornada Valor de Jornalismo em Seguros. A iniciativa, promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) e pelo jornal Valor Econômico, busca aproximar jornalistas do setor segurador e ampliar o conhecimento sobre temas relacionados à proteção, gestão de riscos, planejamento financeiro e longevidade.

Voltado a recém-formados de todo o país, o programa selecionará 25 participantes para uma imersão presencial na sede da Editora Globo, em São Paulo, entre 31 de agosto e 4 de setembro. Ao longo de cinco dias de capacitação, os profissionais terão acesso a sessões de conteúdo sobre o funcionamento da atividade seguradora, previdência, inovação, inteligência artificial, sustentabilidade, educação financeira e mudanças climáticas, além de encontros com especialistas, executivos e representantes do setor.

Para o Grupo Bradesco Seguros, apoiar iniciativas voltadas à formação e à disseminação de conhecimento sobre o universo dos seguros contribui para ampliar a compreensão sobre temas que fazem cada vez mais parte do cotidiano das pessoas e das empresas.

“A atividade seguradora está em constante evolução e cada vez mais inserida em discussões relevantes para diferentes setores da economia. Quanto maior o conhecimento sobre esse universo, maiores são as oportunidades de promover debates qualificados e aprofundar o entendimento sobre seu papel na sociedade”, afirma Paola Side, Gerente Sênior de Comunicação do Grupo Bradesco Seguros.

A programação da Jornada foi desenvolvida para oferecer uma visão abrangente sobre os desafios e as transformações que impactam o setor. Além de conteúdo técnico, os participantes terão contato com discussões relacionadas às mudanças econômicas, sociais, tecnológicas e ambientais que vêm redefinindo a forma como pessoas e empresas percebem e administram riscos.

“A Jornada proporciona uma experiência de imersão que permite aos participantes conhecerem diferentes perspectivas sobre o setor e seus desafios. Essa troca de experiências e visões é fundamental para ampliar repertórios e estimular novas formas de olhar para temas que estão em constante evolução”, completa Side.

A Jornada Valor de Jornalismo em Seguros é uma iniciativa gratuita promovida pela CNSeg e pelo Valor Econômico, com o apoio de empresas do mercado segurador, e integra uma série de programas voltados à formação de jovens profissionais em áreas estratégicas da economia brasileira.

Ao patrocinar a iniciativa, o Grupo Bradesco Seguros reforça seu compromisso com ações que incentivem o acesso à informação e estimulem discussões qualificadas sobre proteção, planejamento e gestão de riscos.

Zurich reforça papel consultivo dos corretores na oferta de seguro de vida

Em um mercado em que a proteção financeira passa a fazer parte de conversas mais amplas sobre planejamento e cuidado familiar, o seguro de vida também amplia o papel consultivo do corretor. Com soluções mais flexíveis e assistências agregadas, o produto deixa de estar associado apenas à indenização e ganha espaço como ferramenta de orientação e personalização da proteção.

No Zurich Vida Para Você, a Zurich Seguros vem reforçando atributos que ampliam as possibilidades de oferta para diferentes perfis de clientes. Entre os destaques estão a flexibilidade de planos e capitais segurados, preços acessíveis e um pacote de assistências que inclui serviços como telemedicina, assistência funeral, assistência pet e descontos em consultas e exames. A companhia também ampliou recentemente o benefício de desconto para consultas e exames para pais e sogros, além do segurado, cônjuge e filhos, o que fortalece o conceito de proteção familiar do produto e cuidado com os clientes.

Outro diferencial está na possibilidade de trabalhar com diferentes faixas de capital segurado, de R$ 30 mil a R$ 5 milhões, permitindo ao corretor atuar tanto em perfis de entrada quanto em clientes com necessidades patrimoniais mais elevadas. O produto também conta com jornada digital para contratação, assinatura e pagamento, além de uma base ampla de ocupações profissionais, que contribui para uma experiência de venda mais fluída e assertiva.

Corretor como parceiro na proteção familiar

“Hoje, o corretor tem um papel cada vez mais estratégico na construção de soluções de proteção mais adequadas à realidade de cada cliente. O seguro de vida impulsiona tal abordagem, pois permite uma oferta mais personalizada, que combina coberturas, assistências, de acordo com a necessidade e momento de vida do cliente”, afirma Daniela Cruz, superintendente de Vida e Capitalização da Zurich Seguros.

Para a Zurich, esse papel torna-se ainda mais relevante à medida que o consumidor valoriza praticidade, clareza e benefícios que façam sentido em diferentes momentos da vida. “O corretor sempre teve papel essencial na orientação do cliente, e o produto reforça a dimensão consultiva, visto que envolve planejamento e proteção familiar. Nosso foco é oferecer soluções que apoiem essa entrega com mais flexibilidade, simplicidade e valor percebido”, complementa Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros.

Segundo Alex Dias, da RDGO Corretora de Seguros, o seguro de vida vem ganhando espaço estratégico dentro das corretoras justamente por ampliar as possibilidades de relacionamento com os clientes. “Hoje, o seguro de vida deixou de ser visto apenas como uma proteção financeira para situações extremas e passou a ocupar um espaço mais amplo de cuidado e planejamento. Quando o corretor consegue conectar o produto às necessidades reais do cliente, com assistências e serviços que fazem parte do dia a dia, a conversa se torna muito mais consultiva e relevante”, pontua.

O corretor também destaca o potencial de personalização do produto para diferentes perfis. “A flexibilidade de coberturas e capitais segurados permite atender desde clientes que estão começando a construir proteção financeira até perfis com demandas patrimoniais mais robustas. Isso fortalece o relacionamento de longo prazo e amplia o valor percebido do seguro de vida”, conclui.

AIG nomeia Fabio Cabral como CEO no Brasil

fabio Cabral AIG

A AIG anunciou a nomeação de Fabio Cabral como novo Country Manager e CEO da operação brasileira, em movimento que reforça a estratégia de crescimento da companhia no país.

Com mais de duas décadas de experiência no mercado segurador latino-americano, Cabral acumula passagens por posições de liderança no Brasil, Equador e Colômbia, com atuação nas áreas de estratégia de negócios, distribuição, relacionamento com clientes e corretores, subscrição, transformação digital e gestão de equipes. Recentemente, atuava como presidente da operação da Chubb na Colômbia. Antes disso, liderou a AIG no Equador e ocupou diversos cargos executivos na própria seguradora no Brasil. 

O executivo possui uma longa trajetória na AIG. Ingressou na companhia em 2000 e passou por funções nas áreas de vendas, linhas financeiras, responsabilidade civil, grandes riscos e distribuição. Também teve experiência internacional em Nova York e Miami, apoiando operações da América Latina antes de retornar ao mercado brasileiro. 

A mudança ocorre pouco mais de um ano após a chegada de Angelo Colombo ao comando regional da seguradora. Ex-CEO da Swiss Re Corporate Solutions para a América Latina, Colombo assumiu em junho de 2025 a liderança das operações da AIG na América Latina e Caribe, baseado em São Paulo. Nos últimos meses, ele vinha acumulando a função regional com a presidência da operação brasileira, posição agora transferida para Cabral. 

Segundo a AIG, o profundo conhecimento de Cabral sobre o mercado brasileiro, aliado à sua experiência regional e histórico de liderança, será importante para fortalecer a presença da companhia no país e apoiar a próxima fase de crescimento rentável da operação. A seguradora atua há 75 anos no Brasil, com foco em seguros corporativos e soluções para grandes riscos. 

Empresário abre mão dos juros altos no Brasil para investir em startups em Portugal

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por Vicente Nunes, do Público, de Lisboa


O empresário Sérgio Hilgert, 71 anos, está bem próximo de fincar os dois pés em Portugal. Seu objetivo maior quando decidiu cruzar o Atlântico — o que deve se consolidar dentro de um ano e meio, no máximo — é ficar mais próximo do filho e do neto que vivem na Alemanha. “Eu e minha mulher estamos decididos a trocar São Paulo por Lisboa”, diz.

Mas, antes mesmo de fazer as malas e empacotar a mudança, ele começou a mapear possíveis investimentos que pode fazer na terra de Camões. “Quero investir parte do meu patrimônio em startups, pois gosto de incentivar boas ideias. Há muitos jovens com projetos bem interessantes, que precisam de apoio financeiro para deslancharem”, afirma.

O primeiro passo nesse sentido foi dado na última semana, quando ele decidiu injetar recursos em um fundo de investimentos especializado em startups, com sede em Aveiro, região central de Portugal. “Fui o primeiro investidor desse fundo, que promete acelerar negócios voltados à inovação”, destaca o empresário, sem, no entanto, revelar o valor do negócio.

Hilgert ressalta que não é um neófito nesse mercado. Desde que, em 2020, vendeu sua empresa, a corretora de seguros Euroamerica, especializada em grandes obras de infraestrutura, ele passou a investir em um hub de startups, o GVangel, administrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O aporte inicial foi de 166,7 mil euros.

Agora, ele deseja dar passos mais largos em Portugal. “Vejo as startups com os olhos do futuro. A minha opção é sempre por projetos voltados à inovação, mas com responsabilidade social e ambiental. Isso é fundamental para os meus negócios”, assinala. Portugal, na visão dele, tem dado bons exemplos nesse mundo tecnológico.

O investidor frisa que está decidido a diversificar seus investimentos e nem mesmo o fato de o Brasil ostentar, neste momento, a maior taxa real de juros do mundo, de 9,1% ao ano, quando descontada a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 4,72%, reduz seu apetite por Portugal.

“Poderia deixar o dinheiro que estou investindo em Portugal aplicado em títulos do governo brasileiro, garantindo uma ótima remuneração sem fazer qualquer esforço, contudo, considero importante apoiar negócios que vão contribuir para a economia, gerar empregos e renda”, afirma.

Hilgert conta que, hoje, ele divide seu tempo entre Brasil e Portugal. “Tenho passado três meses em Portugal e três meses no Brasil. Já comprei meu apartamento em Lisboa, que considero um local estratégico para viver. Tem bom clima, agitação dos centros urbanos e boas oportunidade negócios”, destaca.

Ele lembra que já passou uma temporada na Alemanha, onde o filho vive há 14 anos, e nos Estados Unidos. Mas, para ele, Portugal se sobressai, até pela proximidade cultural com o Brasil e por estar no radar de investidores, sobretudo, brasileiros, que desejam ter uma base para explorar o mercado europeu.

MetLife reconhece parceiros com viagem para a estreia da Seleção Brasileira no MetLife Stadium

Mais de 40 profissionais dos canais de distribuição da MetLife acompanharam, nos Estados Unidos, a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos no MetLife Stadium. A ação integrou uma campanha de incentivo e conectou a experiência a um dos principais palcos esportivos do mundo, que leva o nome da marca. A viagem aconteceu entre os dias 10 e 14 de junho e reuniu vencedores da campanha de incentivo dos canais Representantes e Xcelerator, além de executivos da MetLife. 

A programação incluiu momentos de relacionamento e experiências exclusivas, como visita ao MetLife Building com coquetel no Heritage Room e presença na estreia do Brasil contra Marrocos no MetLife Stadium, reforçando o caráter de reconhecimento da iniciativa. 

“Essa campanha reconhece os parceiros que contribuem diariamente para a trajetória de sucesso da MetLife no Brasil. Mais do que premiar resultados, buscamos valorizar quem faz parte do nosso crescimento por meio de experiências relevantes” afirma Breno Gomes, CEO da MetLife Brasil. 

A iniciativa faz parte de uma agenda contínua da companhia voltada ao fortalecimento do relacionamento com corretoras e canais de distribuição, que desempenham papel relevante na ampliação do acesso à proteção financeira no país. 

IA inaugura nova era dos seguros e pode ajudar a reduzir lacuna histórica de proteção no Brasil, aponta Distrito

O mercado segurador brasileiro está diante da maior transformação desde o surgimento das grandes seguradoras modernas. Essa é a principal conclusão do primeiro capítulo do relatório “Cognitive Insurance”, divulgado pela Distrito durante o AI Insurance Day 2026, realizado com apoio da filial brasileira do grupo japonês Sompo. O estudo inaugura uma série de quatro publicações que serão lançadas ao longo dos próximos meses e propõe uma mudança profunda na forma como o setor compreende, precifica e gerencia riscos.

A tese central do relatório é que a inteligência artificial não representa apenas mais uma etapa da digitalização dos seguros. Na avaliação da Distrito, a tecnologia inaugura uma nova infraestrutura econômica capaz de transformar o próprio conceito de seguro, permitindo que as companhias deixem de operar com base em estimativas estatísticas construídas a partir de dados históricos e passem a atuar sobre o risco real de cada cliente, em tempo quase contínuo.

O estudo parte de uma análise histórica para sustentar essa visão. Segundo o relatório, o setor atravessou quatro grandes eras ao longo de quase sete séculos. A primeira nasceu nas cidades mercantis do Mediterrâneo, entre os séculos XIV e XVIII, quando contratos eram firmados com base na confiança pessoal entre comerciantes e financiadores. Posteriormente, a industrialização deu origem às grandes seguradoras e consolidou a figura do corretor como elo entre companhias e consumidores. A terceira fase surgiu com a computação e a expansão dos modelos atuariais em larga escala, permitindo a segmentação massiva dos riscos.

Apesar das profundas transformações tecnológicas observadas ao longo desse período, a lógica central do seguro permaneceu praticamente inalterada. Em todas as eras, o setor continuou estimando o futuro a partir do comportamento passado de grupos de indivíduos. A chamada Cognitive Insurance seria a primeira ruptura efetiva desse paradigma.

“A Cognitive Insurance é a primeira era que quebra o denominador comum que acompanhou a indústria por séculos: operar sobre o risco estimado. Pela primeira vez torna-se tecnicamente viável trabalhar sobre o risco real de cada cliente e no momento em que ele acontece”, afirma o relatório.

A discussão ganha relevância especial no Brasil. O estudo destaca que o mercado nacional deverá arrecadar cerca de R$ 808 bilhões em 2026, equivalente a aproximadamente 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo a meta setorial de alcançar 10% do PIB até 2030. Ao mesmo tempo, o país convive com uma das maiores lacunas de proteção do mundo.

Dados citados pela Distrito mostram que apenas 7% das perdas econômicas registradas no Brasil são cobertas por seguros, o que coloca o país como o segundo pior resultado entre 14 mercados analisados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Mais de 80% dos adultos brasileiros não possuem seguro de vida e menos de um quarto da frota de veículos conta com cobertura securitária.

Para os autores, esse paradoxo não decorre apenas de problemas de distribuição ou educação financeira. O diagnóstico é mais profundo: o modelo tradicional foi desenhado para atender consumidores que já conhecem seguros, possuem relacionamento com corretores e apresentam perfil econômico compatível com os produtos existentes. “A enorme população desprotegida não está fora do mercado por falta de necessidade, mas porque o modelo nunca foi estruturado para alcançá-la de forma economicamente viável”, sustenta o estudo.

É justamente nesse ponto que a inteligência artificial e as insurtechs ganham protagonismo. O relatório aponta que o avanço dos agentes autônomos de IA, combinado ao Open Insurance, à capacidade crescente de processamento de dados e ao desenvolvimento de modelos cognitivos, cria condições para uma nova geração de produtos mais personalizados, acessíveis e preventivos.

Em vez de interagir com o cliente apenas na contratação e no sinistro, as seguradoras passariam a acompanhar continuamente a evolução dos riscos. O conceito é chamado de “Continuous Insurance”, no qual a companhia lê, modela, precifica, previne e opera riscos de forma permanente.

Na prática, isso significa que a modelagem de risco se torna dinâmica, a subscrição passa a ser continuamente atualizada, os preços refletem o comportamento real dos segurados e a prevenção ganha protagonismo. O seguro deixa de ser apenas um instrumento de indenização e passa a atuar como uma plataforma ativa de gestão de riscos.

“A inteligência artificial marca uma mudança estrutural no setor de seguros, ao viabilizar a transição de modelos baseados em médias para uma gestão contínua, personalizada e orientada ao risco real. Essa evolução reposiciona o seguro como uma ferramenta estratégica de gestão e transferência de riscos, mais conectada às necessidades de cada cliente. Ao ampliar a capacidade de atuar já no suporte à prevenção, com base em dados e comportamentos de cada cliente, a indústria cria condições para contribuir mais efetivamente para que a sociedade esteja preparada para fazer frente aos impactos que os riscos emergentes devem trazer nos próximos anos”, afirma Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo.

O estudo também projeta mudanças significativas para a cadeia de distribuição. Ao contrário das previsões que apontam para a desintermediação, a Distrito argumenta que a inteligência artificial tende a fortalecer o papel do corretor. Com atividades operacionais sendo executadas por agentes digitais, os profissionais poderão concentrar esforços na consultoria, no relacionamento e na construção de confiança.

Essa visão dialoga diretamente com o ecossistema de insurtechs brasileiro, considerado um dos mais desenvolvidos da América Latina. Nos últimos anos, as startups de seguros concentraram esforços em digitalização, distribuição, embedded insurance, automação de sinistros e personalização de produtos. Agora, segundo o relatório, surge uma nova fronteira de inovação baseada na construção de infraestruturas cognitivas capazes de aprender continuamente com dados, clientes e operações.

Nesse cenário, a competição tende a se ampliar para além das seguradoras tradicionais. Empresas de saúde, montadoras, varejistas e companhias de telecomunicações já possuem acesso a dados comportamentais e relacionamentos permanentes com milhões de consumidores, ativos considerados estratégicos para o desenvolvimento dos novos modelos cognitivos.

Para a Distrito, a vantagem competitiva do futuro não estará simplesmente na posse dos dados, mas na capacidade de transformá-los em inteligência aplicada. O estudo cita ainda o avanço do Open Insurance como um fator acelerador dessa transformação, ao permitir que o cliente compartilhe suas informações entre diferentes instituições mediante consentimento.

Do ponto de vista prático, a Sompo já vem avançando na incorporação dessas tecnologias em sua operação. “Na Sompo, já incorporamos inteligência artificial e automação em processos-chave como subscrição, precificação e análise de riscos, sempre com foco em gerar valor concreto para o cliente. Nosso objetivo é evoluir para um modelo cada vez mais proativo e consultivo, em que tecnologia, corretores e especialistas atuem de forma integrada para oferecer soluções mais aderentes, eficientes e alinhadas à realidade de cada operação”, diz Lalia Neto.

O primeiro capítulo da série conclui que a indústria seguradora entrou em uma nova fase de desenvolvimento e que a questão deixou de ser se o setor irá mudar. O desafio agora é definir quais empresas liderarão essa transição e quais permanecerão apenas adicionando camadas de inteligência artificial sobre modelos concebidos para uma realidade anterior.

Porto Seguro triplica rede de oficinas para motos e amplia atendimento digital em 9%  

Acompanhando o crescimento acelerado do mercado de motocicletas no Brasil, a Porto Seguro vem reforçando sua atuação no segmento de duas rodas com foco em capilaridade, agilidade no atendimento, eficiência operacional e experiência do cliente. Como parte dessa estratégia, a companhia praticamente triplicou sua rede de oficinas referenciadas para motos, que passou de 130 unidades em 2024 para 391 em 2025. No mesmo período, o atendimento por canais digitais avançou exatos 9,3 pontos percentuais, um crescimento de 24%.

A expansão da rede referenciada amplia a capacidade de atendimento da companhia em diferentes regiões do país e contribui para uma jornada mais ágil no momento do sinistro. O avanço dos canais digitais também reforça a estratégia da Porto Seguro de simplificar processos, oferecer mais conveniência aos segurados e dar mais fluidez às etapas de regulação.

Para sustentar essa operação, a empresa conta com uma estrutura dedicada ao segmento, formada por especialistas exclusivos para motos e inspetores preparados para prestar suporte técnico em todo o país. A companhia também vem fortalecendo seu ecossistema de parceiros, com ampliação da base de fornecedores e oficinas referenciadas para dar mais capilaridade e eficiência ao atendimento.

“Na Porto Seguro, entendemos que o momento do sinistro exige acolhimento e cuidado em cada etapa. Por isso, nosso compromisso é simplificar processos, ampliar a capilaridade da nossa rede e oferecer tranquilidade quando o cliente mais precisa, sempre com qualidade e foco nos melhores prazos”, destaca Rodrigo Herzog, diretor de Sinistro Auto da Porto Seguro.

Atendimento personalizado com concierge para motos premium 

Como parte da evolução da experiência no pós-sinistro, a companhia passou a oferecer neste ano um serviço de concierge voltado a motocicletas de alto valor. A iniciativa garante acompanhamento personalizado durante toda a jornada de atendimento, desde a abertura do sinistro até a entrega da motocicleta.

O serviço inclui acolhimento inicial, orientação sobre coberturas, cláusulas e benefícios contratados, além de comunicação contínua sobre cada etapa do processo, proporcionando mais previsibilidade e conveniência ao segurado.

Portfólio para diferentes perfis de motociclistas 

Além da estrutura de atendimento, a Porto Seguro também vem fortalecendo seu portfólio de soluções para motociclistas, com opções que atendem desde clientes que buscam coberturas mais completas até aqueles que priorizam custo-benefício.

O seguro de moto da Porto Seguro oferece proteção para danos parciais ou integrais causados por colisão, incêndio, roubo e furto, além de cobertura para danos a terceiros. O produto também inclui assistência 24 horas e opções adicionais para acessórios, como capacete e jaqueta. Outro diferencial é a extensão de perímetro para viagens pela América do Sul, permitindo atendimento ao segurado também fora do Brasil.

Complementando a estratégia, a Azul Seguros – marca do ecossistema Porto – oferece o Azul Moto Compacta, solução desenvolvida para ampliar o acesso ao seguro no segmento, com uma proposta mais acessível e simplificada. O produto atende motos de diferentes cilindradas, permite indenização entre 70% e 80% da Tabela Fipe e prevê o uso de peças novas de reposição, modelo que amplia a acessibilidade do seguro para um público que ainda encontra poucas opções no mercado. Assim como o seguro de moto da Porto Seguro, o Azul Moto Compacta também contempla coberturas para colisão, incêndio, roubo e furto, além de responsabilidade civil facultativa.