Porto lucra R$ 889 milhões no segundo trimestre, com receitas de R$ 11 bilhões

O Grupo Porto registrou lucro líquido recorrente de R$ 889 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas totais cresceram 11%, para R$ 11 bilhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) permaneceu acima de 20% pelo oitavo trimestre consecutivo.

“O fechamento do 2T26 reflete a maneira como a nossa estratégia de diversificação, baseada nas necessidades reais de cuidado das pessoas, é capaz de nos fazer crescer constantemente, inovar e absorver as mudanças de cenário. Nosso agradecimento mais sincero a todos que constroem essa jornada conosco”, afirma Paulo Kakinoff, CEO do Grupo Porto.

Na operação de seguros, as receitas e os prêmios avançaram 8%, para R$ 5,9 bilhões, impulsionados principalmente pelo crescimento de 12% no segmento patrimonial e de 8% no seguro automóvel. Em vida, os prêmios aumentaram 6%.

A melhora da sinistralidade contribuiu para a rentabilidade da Porto Seguro. O índice combinado ampliado ficou em 85%, melhora de 0,4 ponto percentual, enquanto a sinistralidade caiu 1,4 ponto, para 49%. O lucro líquido da vertical avançou 5%, para R$ 456 milhões. O ROAE atingiu 33% e permaneceu acima de 30% pelo quinto trimestre consecutivo.

A Porto Saúde apresentou uma das maiores expansões de resultado entre as verticais. O lucro cresceu 36%, para R$ 144 milhões, enquanto a receita avançou 14%, alcançando R$ 2,3 bilhões.

A carteira de seguro saúde aumentou 20%, chegando a 904 mil beneficiários, enquanto a operação odontológica cresceu 16%, para 1,3 milhão de vidas. A sinistralidade recuou 0,4 ponto percentual, para 76,9%. Segundo a companhia, o desempenho reflete iniciativas como o Time Médico Porto, parcerias estratégicas, novos produtos e ações de combate a fraudes.

No Porto Bank, a receita cresceu 17%, para R$ 1,9 bilhão, com destaque para consórcios, com expansão de 29%, além de cartão, financiamento e empréstimos e capitalização, ambos com alta de 16%. O ambiente de crédito, porém, pressionou o resultado. As perdas aumentaram 67%, para R$ 868 milhões, diante do cenário mais adverso e do reforço das provisões. Com isso, o lucro da vertical caiu 32%, para R$ 138 milhões.

A Porto Serviço registrou receita de R$ 659 milhões, crescimento de 6%, e lucro de R$ 50 milhões, alta de 11%. A companhia já reúne mais de 70 parceiros em sua estratégia de diversificação dos serviços. O resultado financeiro consolidado atingiu R$ 387 milhões, crescimento de 3%. Já o índice de eficiência operacional melhorou 0,5 ponto percentual, para 10,6%.

A digitalização também continua ganhando escala. Os aplicativos da Porto chegaram a 5,6 milhões de usuários. O grupo, que soma 19 milhões de clientes, registrou mais de 180 milhões de interações e atendimentos digitais no trimestre, com resolução completa de mais de 73% dos acionamentos realizados pelo WhatsApp.

 

Allianz alcança lucro operacional recorde de € 9,4 bilhões no semestre

Oliver Bäte Allianz
Oliver Baete, chief executive officer of Allianz SE

A Allianz encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro operacional recorde de € 9,4 bilhões, alta de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido atribuível aos acionistas avançou 15,5%, para € 6,4 bilhões. O volume total de negócios atingiu € 98,6 bilhões, com crescimento orgânico de 4,3%.Somente no segundo trimestre, o lucro operacional cresceu 10,6%, para € 4,9 bilhões, também recorde. O volume de negócios ficou em € 45,6 bilhões, com expansão orgânica de 5,7%.

“A Allianz voltou a apresentar resultados fortes no segundo trimestre e no primeiro semestre de 2026, confirmando a força de nossa estratégia centrada no cliente. Os custos dos seguros estão crescendo mais rapidamente do que a renda disponível e levamos esse desafio a sério. Por meio de investimentos em inteligência artificial, prevenção de riscos e serviços mais inteligentes, queremos ajudar mais clientes a proteger o que é importante a um preço acessível”, afirma Oliver Bäte, CEO da Allianz.

O segmento de seguros de danos (Property-Casualty) foi um dos destaques. No semestre, o volume de negócios aumentou 5,6%, para € 49,6 bilhões, enquanto o lucro operacional avançou 9,1%, para € 4,9 bilhões. O índice combinado ficou em 91,4%, ligeiramente melhor que os 91,5% registrados um ano antes e abaixo da projeção de 92% a 93% para 2026.

Em vida e saúde, o lucro operacional cresceu para € 2,9 bilhões no primeiro semestre, ante € 2,8 bilhões no mesmo período de 2025. O valor presente dos prêmios de novos negócios (PVNBP) somou € 43,4 bilhões. Desconsiderando efeitos cambiais e a venda da participação na UniCredit Allianz Vita, houve crescimento de 3%.

A gestão de ativos também apresentou forte desempenho, com lucro operacional de € 1,8 bilhão no semestre, alta de 12,6%. As entradas líquidas de recursos de terceiros atingiram o recorde de € 84 bilhões e os ativos de terceiros sob gestão chegaram a € 2,16 trilhões.

Com os resultados, a Allianz manteve a projeção de lucro operacional de € 17,4 bilhões em 2026, com margem de variação de € 1 bilhão. O índice de solvência Solvência II subiu sete pontos percentuais, para 225%.

O grupo também informou que já executou € 1,4 bilhão do programa de recompra de ações de até € 2,5 bilhões anunciado em fevereiro.

Munich Re lucra € 3,9 bilhões no semestre e mantém meta para 2026

Christoph Jurecka Munich Re

A Munich Re encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de € 3,9 bilhões, acima dos € 3,2 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Somente no segundo trimestre, o resultado alcançou € 2,2 bilhões, ante € 2,1 bilhões um ano antes. A companhia manteve a meta de lucro de € 6,3 bilhões para 2026.

O desempenho foi favorecido principalmente pela baixa ocorrência de grandes sinistros no resseguro de danos e pelo forte resultado dos investimentos. No segundo trimestre, as perdas de grande porte somaram € 191 milhões, equivalentes a apenas 4,9% da receita líquida de seguros, muito abaixo dos 18% previstos pela companhia. As catástrofes naturais responderam por € 54 milhões desse total.

O negócio de resseguros contribuiu com lucro de € 1,89 bilhão no trimestre e € 3,37 bilhões no primeiro semestre. Em property & casualty, o índice combinado ficou em 68,9%. Já vida e saúde apresentou resultado técnico de € 528 milhões e lucro de € 489 milhões no trimestre. No semestre, a Munich Re concluiu sua maior operação individual já realizada no segmento de longevidade, envolvendo € 4 bilhões em passivos de previdência.

Preços do resseguro recuam nas renovações

Nas renovações de 1º de julho, que envolveram principalmente negócios na América do Norte, América do Sul, Austrália e contratos globais, a Munich Re reduziu em 9,1% o volume subscrito, para € 2,9 bilhões. A companhia afirmou ter deixado de renovar negócios que não atendiam às suas exigências de preço ou condições contratuais.

Os preços ajustados ao risco recuaram 5,5%, refletindo o aumento da competição no mercado de resseguros. Apesar do movimento, a Munich Re considera que os níveis de preços permanecem adequados e espera preservar, em grande parte, preços e condições favoráveis nas renovações de janeiro de 2027.

Os investimentos também tiveram peso importante no balanço. O resultado da carteira atingiu € 3,16 bilhões no segundo trimestre, ante € 2,19 bilhões um ano antes, com retorno de 5,5%. A valorização dos mercados acionários contribuiu para o desempenho.

Para 2026, a Munich Re manteve a projeção de lucro de € 6,3 bilhões, embora tenha reduzido a expectativa de receita de seguros do grupo de € 64 bilhões para € 62 bilhões. No resseguro, a projeção passou de € 40 bilhões para € 38 bilhões.

O ponto mais interessante para uma publicação focada no mercado de seguros e resseguros brasileiro é a queda de 5,5% nos preços nas renovações de julho e a decisão da Munich Re de reduzir volume para preservar rentabilidade, porque sinaliza claramente o avanço do soft market.

Seguros Unimed expande atuação no esporte e anuncia patrocínio ao Vôlei Renata

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anuncia seu mais novo patrocínio esportivo: o Vôlei Renata. A parceria, que reforça o forte comprometimento da marca em incentivar o esporte, terá duração de duas temporadas (2026/2027 e 2027/2028) e é realizada via Lei Federal de Incentivo ao Esporte. O movimento integra a estratégia de expansão da companhia, que passa a estar presente nas duas modalidades esportivas preferidas dos brasileiros conectados, segundo levantamento do IBOPE Repucom: o futebol (81% de interesse) e o vôlei (80%). Assim, além de sua recente entrada no São Paulo FC, a marca amplia o apoio ao vôlei, dialogando diretamente com os oito em cada dez internautas do país que consomem conteúdos sobre a modalidade.

A chegada ao time campineiro amplia a presença da Seguros Unimed no esporte, que já apoia a cultura e o voleibol nacional, patrocinando outras grandes equipes na Superliga. Como parte do Sistema Unimed, presente em 92% do território nacional, a marca enxerga nas quadras a plataforma perfeita para incentivar a cultura do cuidado entre as pessoas. É o compromisso de estar nas arquibancadas e no dia a dia da população, incentivando a saúde, a qualidade de vida e a paixão nacional pelo esporte.

Com sede em Campinas (SP) e mais de 15 anos de história, o Vôlei Renata consolidou-se como uma das grandes potências nacionais do voleibol masculino, sendo atual campeão Sul-Americano, campeão da Copa Brasil, (penta) tetracampeão Paulista (2020, 2021, 2022, 2024 e 2025) e vice-campeão das três últimas edições da Superliga (23/24, 24/25 e 25/26). O projeto esportivo se destaca por alinhar o alto rendimento com um forte impacto na comunidade, dividindo-se em três pilares fundamentais: alta performance, formação nas categorias de base e o trabalho social, que atende a mais de 700 crianças por ano.

Para a temporada 26/27, a equipe campineira comandada pelo técnico Horacio Dileo chega embalada por grandes contratações. A equipe reforça seu elenco com as chegadas dos campeões olímpicos Douglas Souza e Éder Carbonera, que se juntam ao também reforço argentino Jan Martínez para buscar novos títulos. Com o investimento da Seguros Unimed, a equipe contará com um importante suporte para o desenvolvimento de seus atletas, garantindo o custeio de infraestrutura essencial, o que abrange alimentação, moradia, uniformização, equipe multidisciplinar, além de transporte e outros benefícios.

“O cuidado reside na essência da Seguros Unimed. Enxergamos no Vôlei Renata uma sinergia perfeita com os nossos valores, pois é um projeto que vai muito além das quadras, unindo a alta performance à formação de novos cidadãos e a um forte impacto social. Ao patrocinar uma equipe com esse DNA, reforçamos nosso propósito de viabilizar um futuro com mais segurança, saúde e qualidade de vida aos brasileiros. Mais do que estampar uma marca, o esporte é a nossa plataforma para cooperar ativamente com a transformação e o bem-estar de toda a comunidade”, afirma Renata Ucha, superintendente de Marketing da Seguros Unimed.

“Não poderíamos estar mais felizes com a chegada da Seguros Unimed, uma marca gigante, que faz parte do dia-dia dos brasileiros e que compartilha valores muito sólidos, similares com os nossos, de construção humana e social. É uma sinergia de ideias que vai agregar para as duas partes. Teremos uma temporada especial, com competições de todos os níveis (estadual, nacional e internacional) no calendário e ter uma parceria como essa nos deixa extremamente orgulhosos e animados para encarar todos os desafios”, acrescenta Maurício Lima, embaixador e presidente do Vôlei Renata. 

Visibilidade e ativações para a torcida 

A parceria prevê ampla presença da marca junto ao time e à torcida. A Seguros Unimed ganhará o status de parceira oficial (com logo no site) e estampará a sua logomarca em duas aplicações na lateral do calção de jogo dos atletas, além de figurar nos uniformes de treino e viagem.

Durante as partidas e o dia a dia do clube, a companhia também marcará presença com placas de quadra. O acordo ainda proporciona a aproximação com o público por meio de ativações exclusivas durante os jogos no Taquaral – oficialmente Ginásio de Esportes Engenheiro Alberto Jordano Pereira Ribeiro -, ações mensais nas redes sociais do Vôlei Renata e a realização de eventos ou palestras com os embaixadores do projeto, os campeões olímpicos Maurício Lima e André Heller.

Grupo Generali amplia resultado operacional em 11,2% e alcança € 4,5 bilhões

Philippe Donnet CEO Generali

O Grupo Generali divulgou, nesta quinta-feira (6), o balanço consolidado do primeiro semestre de 2026, com crescimento em seus principais indicadores financeiros. O resultado operacionalalcançou € 4,5 bilhões, alta de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o resultado líquido ajustado somou € 2,5 bilhões, avanço de 13,7%, impulsionado pelo desempenho positivo de todas as áreas. O lucro por ação (LPA) ajustado subiu para € 1,68 (+14,3%).

Os Prêmios Brutos Emitidos cresceram para € 53,4 bilhões (+5,8%), especialmente por conta do segmento de Vida (+5,5%) e pelo de P&C (Property & Casualty, equivalente aos Ramos Elementares, +6,3%). A captação líquida em Vida atingiu € 8,3 bilhões, sustentada pelo desempenho de todas as linhas de negócios, segundo a companhia. O Valor de Novos Negócios cresceu significativamente, alcançando € 1,9 bilhão (+21,1%).

O Índice Combinado ficou em 91,5% (+0,5 p.p.), enquanto o não descontado alcançou 93,8% (+0,7 p.p.), ambos refletindo o impacto de catástrofes naturais (Nat Cat), que contribuíram com 1,9 ponto percentual. Já o segmento de Gestão de Ativos e Patrimônio (Asset & Wealth Management) registrou alta de 31,3% no resultado operacional. Os ativos totais sob gestão (AUM – Assets Under Management) do Grupo alcançaram € 944 bilhões, um crescimento de 4,9% em relação ao encerramento de 2025.

O Grupo também manteve uma sólida posição de capital, com Índice de Solvência de 216% (ante 219% no encerramento do exercício de 2025), graças à forte geração de capital e considerando o programa de recompra de ações no valor de € 500 milhões.

Para Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali, os números demonstram o avanço do plano “Lifetime Partner 27: Driving Excellence”, impulsionado pelo desempenho de diversas áreas da companhia. “No setor de seguros, os segmentos de Vida e P&C mantiveram uma trajetória consistente de crescimento do resultado operacional e da rentabilidade técnica, apesar do maior impacto das catástrofes naturais”.

“Nossa plataforma de Gestão de Ativos continuou expandindo sua carteira de clientes terceiros, enquanto a Banca Generali mais uma vez confirmou a solidez de seu modelo de negócios. Esse desempenho reflete a dedicação de nossos colaboradores e da rede de distribuição. Seguiremos fortalecendo o relacionamento com os clientes, nossas capacidades em inteligência artificial e dados e o foco em sustentabilidade, mantendo a disciplina e a visão de longo prazo para cumprir as metas do plano e continuar gerando valor para todos os stakeholders“, conclui o executivo.

Wiz Co encerra segundo trimestre com R$ 53,6 milhões de lucro líquido, crescimento de 8,4%

lucas neves WIZ

A Wiz Co (B3: WIZC3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 53,6 milhões, crescimento de 8,4% em relação ao mesmo período em 2025. A receita líquida totalizou R$ 235,3 milhões, com recuo de 18% na comparação anual, enquanto o EBITDA alcançou R$ 73,5 milhões, com redução de 8,4% frente ao segundo trimestre do ano passado.

Nesse período, a empresa manteve sua estratégia de disciplina financeira e fortalecimento das operações com maior potencial de crescimento. Como parte da estratégia voltada à estrutura de capital, a companhia reduziu custos e despesas corporativas em 9,3% na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo período em 2025, em linha com as iniciativas de busca por eficiência operacional. A dívida líquida encerrou o segundo trimestre em R$ 138,7 milhões, redução de R$ 70,3 milhões frente ao primeiro trimestre de 2026 e de 58,4% na comparação anual, com alavancagem de 0,3 vez o EBITDA.

“Em um período marcado por mudanças relevantes no mercado, mantivemos o foco no que está sob nosso controle: aumento da eficiência operacional, redução de custos, fortalecimento da nossa estrutura de capital e aceleração de iniciativas capazes de diversificar nossas fontes de crescimento a partir da diversificação do portfólio e da capacidade de adaptação da companhia”, afirma Lucas Neves, CEO da Wiz Co.

Ao mesmo tempo, a Wiz Co avançou na expansão de novos negócios, com a operacionalização das parcerias firmadas com o Banrisul e o Paraná Banco, além do início da operação de venda direta de consórcios por meio da Wiz Parceiros.

Mesmo com um cenário mais desafiador para o crédito consignado, outras unidades de negócios mantiveram trajetória consistente de crescimento. A Inter Seguros registrou novo trimestre recorde, com lucro líquido de R$ 37,4 milhões e alta de 34,7% na comparação anual. Seu EBITDA atingiu R$ 54,8 milhões e crescimento de 30,1%. A Omni1 avançou em ritmo ainda mais acelerado no período. O EBITDA totalizou R$ 26,1 milhões e alta de 58,9% na comparação anual, enquanto o lucro líquido chegou a R$ 16,2 milhões, com crescimento de 67,6% frente ao segundo trimestre de 2025.

No segmento de crédito e consórcios, o volume comercializado totalizou R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, recuo de 10,1% na comparação anual, refletindo os impactos do novo ambiente regulatório sobre o mercado de consignado.

Desconsiderando os efeitos não recorrentes relacionados às mudanças na alta administração da companhia, ocorridas no primeiro trimestre, a Wiz Co encerrou o primeiro semestre com lucro líquido da controladora de R$ 93,4 milhões, em linha com o resultado registrado no mesmo período de 2025.

A solidez financeira da companhia também se refletiu na política de remuneração aos acionistas. No primeiro semestre, a Wiz Co anunciou a distribuição de R$ 50,0 milhões em dividendos adicionais, com pagamento previsto até 31 de dezembro, além dos R$ 50,5 milhões em dividendos intercalares pagos em 31 de julho de 2026. No total, o montante distribuído é 2,5 vezes superior ao registrado em 2025.

Os resultados do trimestre refletem um ambiente ainda desafiador para as operações de crédito, impactadas pelas mudanças regulatórias implementadas no mercado de consignado ao longo do primeiro semestre.

“Seguiremos acompanhando a evolução do ambiente regulatório, mas confiantes na solidez do nosso modelo de negócios. A combinação entre disciplina financeira, expansão de novas frentes de atuação e fortalecimento das unidades com maior potencial de crescimento nos deixa bem-posicionados para continuar gerando valor para clientes, parceiros e acionistas”, conclui Lucas.

Eventos climáticos, riscos financeiros e escassez de mão de obra serão os principais desafios para a construção global até 2030

Eventos climáticos extremos, vulnerabilidades dos mercados financeiros e dinâmicas do mercado de trabalho serão os três riscos mais severos para o setor global de construção nos próximos cinco anos. 

A conclusão faz parte do estudo global Beyond 2030: The Future of Construction, produzido pelo Zurich Insurance Group, que identifica uma mudança importante na forma como tais ameaças afetam empreendimentos em escala global: elas deixam de atuar de forma isolada, aparecem antes mesmo do início das obras e podem comprometer cronogramas, custos, financiamento e a própria viabilidade dos projetos.

O relatório reúne contribuições de mais de 30 especialistas do setor nas áreas de subscrição, sinistros, engenharia de riscos e construção, coletadas entre dezembro de 2025 e março de 2026. 

Segundo o levantamento, os eventos climáticos extremos e desastres naturais lideram o ranking de riscos para o segmento de construção, com pontuação de 6,2 em uma escala de 7. Eventos cada vez mais severos e em regiões onde historicamente não aconteciam estão impactando cronogramas, danificando obras em andamento e reduzindo os tempos de recuperação dos projetos.

Na sequência, aparecem as vulnerabilidades dos mercados financeiros, com pontuação de 5,7. Segundo o relatório, embora exista capital disponível para investimento, o mercado está cada vez menos tolerante a atrasos a imprevistos, pressionando cronogramas em geral já apertados. 

Por fim, em 3º lugar, o relatório traz as dinâmicas do mercado de trabalho, com peso de 5,6 – o relatório aponta não apenas mão de obra escassa, mas ampla concentração de funções e decisões, sobretudo pelo avanço da digitalização no setor.

Além dos riscos principais, a pesquisa indica que tais fatores passaram a operar de maneira interdependente. Um evento climático extremo pode interromper cadeias de suprimentos, elevar custos, provocar atrasos, ampliar a exposição financeira e dificultar o acesso ao capital. Da mesma forma, limitações de infraestrutura, escassez de mão de obra especializada ou restrições de financiamento deixam de representar desafios pontuais e passam a influenciar decisões ainda na fase de concepção dos empreendimentos.

“Nossos clientes estão entregando projetos cada vez mais complexos em um ambiente de risco mais volátil, sob prazos cada vez mais apertados. Nossa pesquisa mais recente deixa claro que, se um projeto não for segurável, ele não será financiado. Por isso, incorporar resiliência já no desenho do projeto, com a participação das seguradoras desde o início, é fundamental para viabilizar os empreendimentos”, afirma Kelly Kinzer, Global Head of Construction & Surety da Zurich.

O estudo também situa a construção no centro de grandes transições globais, como digitalização, descarbonização, segurança energética e renovação da infraestrutura. A demanda permanece forte, mas a entrega de ativos complexos e intensivos em capital se torna menos previsível diante de uma combinação de dependências que incluem clima, capital, tecnologia, infraestrutura e mão de obra.

Entre os pontos de atenção, o relatório também destaca a disrupção de infraestruturas e sistemas críticos. Embora apareça na sexta posição em severidade, com pontuação de 5,1, trata-se do risco mais conectado da rede analisada globalmente, com maior potencial de ser desencadeado por outros fatores e, ao mesmo tempo, de ampliá-los. Falhas em energia, água, logística, sistemas digitais ou equipamentos essenciais podem afetar não apenas uma obra isolada, mas também projetos relacionados e portfólios inteiros.

O tema ganha peso em projetos de alta complexidade, como data centers, sistemas de energia, manufatura avançada e unidades de saúde. Em iniciativas desse tipo, o sucesso ou fracasso pode depender de acesso antecipado a energia, água, capacidade de rede, licenças e equipamentos especializados. A viabilidade passa, portanto, a ser definida muito antes do início da construção.

Brasil: planejamento ganha peso estratégico diante de custos, falta de mão de obra e impactos climáticos

No Brasil, os desafios descritos pelo estudo global encontram paralelo em temas já presentes na agenda de infraestrutura. O país vive um ciclo de investimentos em concessões, energia, saneamento, transportes e infraestrutura digital, mas a capacidade de execução segue pressionada pela disponibilidade de mão de obra qualificada, cenário macroeconômico, custo de capital e aumento dos eventos climáticos.

De acordo com a segunda edição do Termômetro do Setor da Construção Civil de 2025, elaborado pela Falconi em parceria com a Siange, 71% dos profissionais de construtoras e incorporadoras avaliaram a falta de mão de obra como fator que mais impacta seus negócios atualmente. 

O avanço da digitalização, com o emprego de metodologias como o BIM (Business Information Modelling), embora apareça como solução neste contexto, também pressiona o mercado com novos riscos, aumento de responsabilidades em cargos únicos e déficit de profissionais altamente qualificados para atuar com as novas tecnologias. 

Ainda segundo a pesquisa da Falconi, a elevada taxa de juros e custos de materiais e serviços (citados, respectivamente, por 48% e 37% das empresas) completam o top 3 de fatores que mais impactam os negócios na construção civil atualmente. 

No Brasil, portanto, o risco financeiro se intensifica à medida que obras as ficam mais vulneráveis a variações de juros, insumos e mão de obra, o que eleva os custos e impacta cronogramas já enxutos. 

Além disso, desastres climáticos como chuvas, enchentes e alagamentos têm se intensificado no Brasil, causando prejuízos bilionários à infraestrutura pública e setores produtivos. Segundo o “Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil em 2025″, relatório oficial do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os eventos climáticos extremos causaram prejuízos econômicos de aproximadamente R$ 3,9 bilhões e afetaram diretamente mais de 330 mil pessoas no país no útlimo ano.

Para a Zurich Seguros, a leitura local reforça uma das conclusões centrais do estudo global: a resiliência precisa ser considerada desde o planejamento. Em grandes obras, decisões sobre localização, fornecedores, cronograma, interfaces técnicas, exposição climática, financiamento e seguros passam a influenciar diretamente a capacidade de entrega.

“O maior desafio atual da infraestrutura brasileira não parece ser a falta de projetos, mas a capacidade de executá-los com previsibilidade de prazo, custo e risco. Quando fatores como clima, financiamento, cadeia de suprimentos e mão de obra se combinam, a gestão de riscos precisa fazer parte da viabilidade do empreendimento, ou seja, ser considerada desde o início”, afirma Sven Feistel, diretor executivo de Seguros Corporativos e Subscrição de Ramos Elementares da Zurich Seguros.

Diante de tal realidade, soluções como seguros de engenharia, seguro garantia, seguros de responsabilidade civil profissional, D&O (Responsabilidade Civil para Administradores), riscos cibernéticos e serviços de engenharia de riscos podem apoiar empresas na identificação, mitigação e transferência de riscos. Mais do que responder a perdas, o seguro passa a funcionar para o mercado como indicador de maior resiliência e previsibilidade dos projetos.

“O estudo defende que a segurabilidade seja tratada ao lado de custo, prazo e segurança no planejamento de grandes projetos. Alterações em preço, capacidade, exclusões ou condições de cobertura podem sinalizar, de forma antecipada, pontos de atenção relacionados à execução, à qualidade técnica, ao cronograma ou à resiliência do empreendimento”, detalha Sven. “As empresas devem utilizar o feedback das seguradoras e os insights de engenharia de risco para identificar fragilidades desde cedo, antes que se materializem em perdas”, aconselha.

A conclusão do relatório é que o futuro da construção global favorecerá organizações capazes de antecipar restrições, gerenciar interdependências e incorporar capacidade de recuperação desde o início. Em um setor cada vez mais pressionado por clima, capital, tecnologia e infraestrutura, resiliência deixa de ser um atributo desejável e passa a ser condição para que projetos sejam financiados, segurados e entregues com maior previsibilidade.

Zurich reforça aposta em data centers com acordo de resseguro de US$ 1 bilhão


Fonte: Artemis

A Zurich firmou um acordo de resseguro na modalidade quota share de US$ 1 bilhão para ampliar sua capacidade de subscrição de riscos relacionados à construção de data centers. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para expandir sua atuação em um dos segmentos que mais crescem no mercado de seguros corporativos, impulsionado pela demanda por infraestrutura para inteligência artificial.

Segundo a seguradora, o novo contrato fornecerá capacidade adicional para apoiar a expansão de sua carteira global de data centers. A Zurich informou já ter participado da subscrição de mais de 500 projetos desse tipo em todo o mundo, atuando como seguradora líder em cerca de 70% deles.

A companhia destacou que a demanda global por data centers vem acelerando o crescimento dos prêmios de seguros, à medida que empresas de tecnologia ampliam investimentos em infraestrutura para suportar aplicações de inteligência artificial. Além do acordo para data centers, a Zurich também contratou novas operações de resseguro para riscos de energia em terra (onshore) e responsabilidade civil corporativa.

A seguradora informou ainda que renovou seus principais programas de resseguro catastrófico, ampliando seletivamente as proteções contratadas. Pela primeira vez, a Zurich passou a divulgar separadamente sua torre de resseguro para riscos catastróficos de pico nos Estados Unidos, refletindo a emissão do cat bond Turicum Re Ltd. (Series 2026-1), de US$ 150 milhões, que fornece cobertura plurianual totalmente colateralizada para furacões e terremotos no mercado americano.

Bradesco Seguros responde por 41% do lucro do banco e ganha R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre

A Bradesco Seguros registrou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 28,3% em relação ao mesmo período do ano passado e de 6,7% sobre o trimestre anterior. No primeiro semestre, o lucro acumulado alcançou R$ 5,7 bilhões, alta de 20,4% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio (ROAE) trimestral atingiu 22,8%, mantendo a operação entre as mais rentáveis do grupo.

O desempenho foi sustentado pela expansão das receitas e pela evolução do resultado financeiro e operacional. A receita de prêmios, contribuições de previdência e capitalização somou R$ 30 bilhões no trimestre e R$ 58 bilhões no semestre. Excluindo o VGBL, o crescimento foi de 6,9% na comparação anual e de 6% no acumulado do semestre, refletindo a expansão dos demais negócios da seguradora. As provisões técnicas alcançaram R$ 467 bilhões, alta de 9,9% em 12 meses, reforçando a posição da Bradesco Seguros como uma das maiores administradoras de reservas do país.

No consolidado do Bradesco, o banco encerrou o segundo trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta de 16,2% sobre igual período de 2025. Desse total, a Bradesco Seguros respondeu por cerca de 41% do lucro do grupo, reforçando seu papel como um dos principais motores da rentabilidade da instituição. A administração destacou, inclusive, que a operação de seguros segue “mantendo entregas consistentes” em meio ao cenário macroeconômico desafiador.

Além do desempenho da seguradora, o banco registrou R$ 37,6 bilhões em receitas totais, crescimento de 10,3% em 12 meses. Desse montante, R$ 6,1 bilhões vieram das operações de seguros, previdência e capitalização, que cresceram 8,3% na comparação anual.

“Esse montante tangibiliza o impacto social e o propósito real da companhia, demonstrando a importância e a abrangência do setor de seguros, seja para a proteção das famílias, a perenidade dos negócios, o apoio em situações de eventos climáticos extremos ou o planejamento financeiro de pessoas e empresas. No Grupo Bradesco Seguros, graças ao emprego crescente de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial e triagens automatizadas, ganhamos velocidade na liquidação dos sinistros, permitindo que os recursos cheguem com rapidez e eficiência cada vez maiores aos nossos clientes. Faço questão de valorizar, também, o papel dos nossos corretores parceiros e das equipes de atendimento na entrega desse resultado”, afirma Ney Dias, CEO da BradSeg, ao Sonho Seguro.

O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização atingiu R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelo resultado financeiro, que cresceu 16,7%, beneficiado pelo desempenho da carteira de investimentos, enquanto o resultado operacional avançou 3,5%, refletindo a manutenção da sinistralidade em níveis controlados e da rentabilidade dos negócios.

Abaixo o release do Grupo Bradesco Seguros:

O Grupo Bradesco Seguros registrou lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, apresentando crescimento de 20,4% em relação a igual período do ano anterior, com evolução do ROAE de 0,4 p.p., para 22,1%. No segundo trimestre, o lucro líquido alcançou R$ 2,9 bilhões, alta de 28,3% frente ao mesmo trimestre de 2025. Já o faturamento (receitas de prêmios, contribuições de previdência e receitas de capitalização), excluindo VGBL, cresceu 6,0% na comparação semestral, somando R$ 58,2 bilhões.

O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização apresentou crescimento de 14,1% no semestre, somando R$ 12,5 bilhões, impulsionado pela evolução de 12,4% do resultado industrial, refletindo a manutenção de níveis controlados de sinistralidade. No segundo trimestre, o resultado das operações evoluiu 8,3% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando R$ 6,1 bilhões. Já o resultado financeiro avançou 17,1% no semestre e 16,7% no trimestre, reforçando a solidez operacional e a consistência da geração de resultados do negócio.

As Provisões Técnicas evoluíram 9,9%, superando R$ 467 bilhões, e os ativos financeiros, 10,2%, para mais de R$ 491 bilhões. No semestre, o Grupo Segurador retornou à sociedade, na forma de indenizações e benefícios, R$ 32 bilhões, alta de 12,6% frente ao primeiro semestre de 2025.

Em maio, a Bradsaúde (SAUD3), mais completo ecossistema de saúde do Brasil, anunciou sua chegada oficial ao Novo Mercado da B3, passando a integrar, já na estreia, as carteiras do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), do Índice de Dividendos (IDIV) e do IBrX 100. Dessa forma, a companhia iniciou a jornada no mercado de capitais reconhecida por sua consistência em práticas ESG e capacidade de geração de valor aos acionistas, além da elevada representatividade de seus ativos. 

O desempenho do Grupo Segurador no trimestre reflete o fortalecimento de seu portfólio em todos os segmentos de atuação, com ampliação da oferta de produtos de maior valor agregado, além do investimento permanente em tecnologia e inovação.

No ambiente digital, as vendas por meio dos canais digitais cresceram 20,3% no semestre, somando R$ 2,7 bilhões, com cerca de 2,7 milhões de itens comercializados.

No ramo de Seguro de Vida, a Bradesco Vida e Previdência lançou uma solução inédita no mercado: o Seguro Educacional Individual. Desenvolvido para atender diferentes etapas da formação, desde a educação infantil até a graduação, o novo produto visa garantir a continuidade dos estudos em casos de imprevistos que possam comprometer a renda do responsável financeiro. A empresa também ampliou para até R$ 12 milhões o limite do capital segurado do seguro ‘Vida Viva’ para clientes 60+ e aprimorou as jornadas do seguro prestamista e dos produtos empresariais.

Em previdência privada, dando prosseguimento à estratégia de inovação e maior diversificação na originação de recursos, foi ampliada a oferta de produtos PGBL e VGBL voltados a demandas específicas, incluindo dois novos fundos de diversificação global.

No segmento Auto, o Bradesco Seguro Auto One, destinado a veículos de alto valor e ofertado, em um primeiro momento, aos clientes do segmento Principal do Banco Bradesco, foi disponibilizado em âmbito nacional, reforçando o portfólio premium da Bradesco Seguros. A empresa iniciou uma nova fase de sua estratégia regional de negócios, com uma agenda de road shows pelo Brasil voltada ao fortalecimento da atuação junto aos corretores.

A Bradesco Capitalização registrou expansão de 18% nas receitas provenientes de parcerias e de 10% no faturamento pelos canais digitais, na comparação entre os segundos trimestres de 2026 e 2025.

No âmbito da Bradsaúde, a Bradesco Saúde anunciou a chegada do plano Efetivo Plus ao Paraná. Com abrangência nacional, o produto atende empresas de diferentes perfis, a partir de três vidas, combinando qualidade assistencial, ampla cobertura e custo-benefício atrativo. A companhia lançou, ainda, o Bradesco Saúde Regional Noroeste Paulista, voltado principalmente ao segmento SPG, de 3 a 199 vidas, mas também disponível para o Empresarial (acima de 200 vidas).

Já a rede de clínicas Meu Doutor Novamed estendeu ao público geral o atendimento da unidade Itapeva, localizada no prédio do Grupo Bradesco Seguros, na região da Avenida Paulista, em São Paulo. É a 40ª em operação, juntando-se às 22 abertas ao público e às 17 no modelo in company – a nova unidade opera em ambos os formatos. 

Com relação à Atlântica D’Or, parceria entre a Rede D’Or e a Atlântica Hospitais e Participações, foi anunciada a construção de um novo hospital em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, com previsão de 180 leitos.