CNseg lança nova fase do Notícias do Seguro e transforma portal em hub de informação sobre o setor

Já está no ar o novo Notícias do Seguro, portal de conteúdo dedicado ao mercado segurador desenvolvido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A reformulação amplia o papel do canal, que passa a funcionar como um hub de informação e conhecimento do setor para aproximar temas relacionados a seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização. 
 

A mudança passa por um novo layout, mais clean, com novas editorias e totalmente conectado às novas tecnologias de encontrabilidade como as LLMs, modelo de inteligência artificial, WhatsApp e redes sociais focando em ampliar a distribuição de conteúdo de forma mais assertiva. 
 

Outra importante mudança está na abordagem editorial. As Notícias do Seguro pretende ser a voz do setor, publicando seus posicionamentos institucionais sobre diferentes temas e ampliando a produção de conteúdos explicativos e de serviço sobre assuntos como proteção financeira, riscos climáticos, longevidade, saúde suplementar, infraestrutura, tecnologia, inteligência artificial, sustentabilidade e economia.
 

A superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da CNseg, Carla Simões, explica que a Confederação quer tornar o conhecimento produzido pelo setor segurador mais acessível e conectado às questões que fazem parte da vida das pessoas, logo, o Notícias do Seguro passa a olhar não apenas para o que o mercado tem a comunicar, mas também para aquilo que a sociedade busca compreender. 
 

“É uma mudança importante na nossa estratégia de comunicação, porque amplia o diálogo com diferentes públicos e transforma informação técnica em conteúdo útil, capaz de ajudar as pessoas a entender melhor o papel do seguro na economia e no dia a dia”, afirma Carla. “Vale conferir a novidade no www.noticiasdoseguro.org.br”.

Brand Publishing 

O novo modelo adota princípios de Brand Publishing, estratégia que estrutura o canal da organização como uma mídia proprietária e permanente. Além das notícias e da agenda institucional, as pautas passam a considerar dúvidas do público, comportamento de busca, estudos, dados, mudanças regulatórias, tendências e temas de interesse da sociedade.
 

A estratégia vem sendo estruturada com apoio da empresa Barões Brand Publishing, enquanto a operação e as decisões editoriais permanecem sob responsabilidade da CNseg. Para Paulo Henrique Ferreira, diretor-executivo da Barões, a nova etapa do portal contribui para consolidar a posição da CNseg como uma liderança editorial no setor de seguros, ao organizar e dar visibilidade a debates, informações e pautas relevantes para a indústria.
 

“A proposta é consolidar essa posição de liderança editorial no setor, reunindo debates e pautas fundamentais para a indústria. Ao mesmo tempo, quando pertinente, esses conteúdos estarão disponíveis de forma estruturada para a parcela da sociedade interessada em compreender melhor o mercado de seguros, um setor essencial e que vem despertando cada vez mais interesse”, afirma PH.
 

Mais mudanças 

A reformulação também integra de forma mais estruturada os diferentes canais de comunicação da CNseg. Conteúdo da Revista de Seguros, SeguroPod, vídeos, redes sociais e especiais poderão ser conectados a uma mesma agenda editorial e distribuídos em diferentes formatos.
 

O portal também passa a incorporar critérios de encontrabilidade desde a produção do conteúdo. Práticas de SEO, GEO e AEO serão utilizadas para melhorar a organização e a recuperação das informações por pessoas, mecanismos de busca e interfaces de inteligência artificial.
 

Com a reformulação, a CNseg pretende consolidar o Notícias do Seguro como um espaço permanente de informação e diálogo entre mercado, governo, imprensa, especialistas e sociedade, ampliando o acesso ao conhecimento produzido pelo setor segurador.

Allianz simplifica contratação de seguro E&O com jornada 100% digital

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Alinhada à estratégia de transformação digital, que busca simplificar processos, aumentar a eficiência operacional e proporcionar maior autonomia aos corretores, a Allianz Seguros leva a jornada de compra digital ao seguro E&O. O produto protege profissionais e empresas contra reclamações decorrentes de erros, omissões ou falhas na prestação de serviços profissionais.

O processo de geração da apólice, que antes levava, em média, três dias entre a precificação e a emissão, agora é realizado em poucos minutos, com cotação customizada de até três cenários simultâneos, flexibilidade na escolha de franquias, além da disponibilização de uma rede credenciada de defesa especializada para suporte jurídico aos segurados. A opção é válida tanto para novas apólices quanto para renovações externas e endossos sem movimento de prêmio.

Entre os recursos que contribuem para o ganho de eficiência estão o preenchimento automatizado de dados cadastrais a partir do CPF ou CNPJ, a parametrização das regras por categoria de risco, a geração automática da documentação e a possibilidade de envio direto das cotações por e-mail. A jornada digital ainda incorpora uma série de melhorias, como a definição da retroatividade já na cotação, prazo complementar flexível, ampliação do limite para até R$ 10 milhões e ajustes estruturais que tornam o produto mais aderente às necessidades dos clientes.

“A digitalização do E&O representa um importante avanço, combinando rapidez operacional, autonomia para os corretores e evolução do produto. A iniciativa amplia o acesso ao seguro, simplifica processos e aprimora a experiência dos parceiros comerciais, mantendo a qualidade técnica e o suporte especializado característicos da companhia”, afirma Mauricio Masferrer diretor executivo de Negócios Corporativos e Managing Director da Allianz Commercial Brasil.

O seguro ainda recebeu novas classes de risco e, atualmente, 14 categorias são atendidas, entre elas administração de condomínio e síndico, advogados, contadores, corretores de seguros, corretores de imóveis e imobiliárias, engenheiros e arquitetos, leiloeiros, serviços de consultoria, organizações de eventos e turismo. O produto também possibilita o atendimento de outras atividades diretamente com os subscritores, que podem atender demandas para contratos específicos e atividades intelectuais que não se enquadrem no portal, observadas as diretrizes de subscrição.

O executivo ressalta que a novidade fortalece a competitividade da seguradora em um segmento com crescente potencial de expansão. “Observamos que o mercado brasileiro de E&O vem apresentando evolução consistente, impulsionado pelo aumento da complexidade regulatória, pela profissionalização dos serviços especializados e maior conscientização das empresas e profissionais em relação aos riscos decorrentes de erros e omissões”, complementa Masferrer.  

Em 2025, a Allianz alcançou R$ 10 milhões em prêmios emitidos na carteira, representando um crescimento de aproximadamente 30% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, a seguradora já contabiliza mais de R$ 12 milhões em faturamento no segmento de E&O, valor 13% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Nuno David assume desafio de construir seguradora de vida do IRB(RE) e mira mercado ainda pouco protegido

O IRB(Re) dá um novo passo em sua estratégia de expansão, e o CEO Nuno David tem pela frente o desafio de transformar a recém-autorizada IRB(Seg) Vida e Previdência em uma operação relevante no mercado brasileiro de seguros de pessoas. A missão combina a experiência acumulada pelo grupo em 87 anos de atuação no resseguro com uma proposta de negócios voltada à ampliação da proteção financeira da população. A ambição, afirma, é conquistar espaço em um mercado ainda marcado pela baixa penetração do seguro de vida, sem entrar em confronto direto com as seguradoras que já são clientes do ressegurador.

A nova companhia recebeu autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar seguros de pessoas e planos de previdência complementar aberta em todo o território nacional. A Portaria Diore/Susep nº 165, de 9 de setembro de 2026, também homologou a eleição dos administradores e o estatuto social da seguradora, que nasce com capital social de R$ 18,5 milhões e controle acionário indireto do IRB(Re).

Para Nuno, a criação da seguradora representa uma mudança na posição ocupada pelo grupo na cadeia de valor do seguro. Até agora, o IRB atuava predominantemente na aceitação de riscos originados por outras companhias. Com a nova operação, passa a ter acesso direto à originação de seguros de pessoas, utilizando um modelo de baixa retenção e uso intensivo do resseguro do próprio grupo.

“O IRB(Re) sempre esteve na cadeia de valor do seguro, mas atuava em uma etapa posterior, assumindo riscos de seguros contratados por outras companhias. A IRB(Seg) Vida nasce para dar ao grupo acesso direto à criação e à comercialização de seguros de pessoas”, explica. Segundo o executivo, a iniciativa não deve ser interpretada como uma diversificação oportunista, mas como parte da construção de um ecossistema que reúne seguros, resseguros, gestão de ativos, securitização de riscos, tecnologia e inovação. A proposta é conectar a distribuição ao cliente final à capacidade técnica e financeira do ressegurador.

Crescer sem disputar mercado com as cedentes

Um dos principais desafios de Nuno será administrar a relação entre a nova seguradora e as companhias que já mantêm negócios com o IRB(Re). A estratégia anunciada é evitar a concorrência direta com as cedentes estratégicas por meio de preços ou taxas. “O primeiro ponto é o que não vamos fazer: não vamos concorrer com as cedentes estratégicas do IRB(Re) disputando preços ou taxas. O nosso posicionamento é de complementaridade. Isso não é uma frase de cortesia; é a regra de atuação que nos permite crescer criando valor para o mercado como um todo”, afirma.

A diferenciação pretendida está na capacidade de oferecer soluções integradas aos parceiros de distribuição, combinando produtos de seguros com o conhecimento técnico e a estrutura de capital do grupo. Nuno destaca também a autonomia proporcionada pelo capital brasileiro e pelo centro de decisões instalado no país. Segundo ele, isso permite responder às demandas comerciais sem depender da aprovação de uma matriz internacional.

Outro componente da estratégia é uma plataforma tecnológica modular, desenvolvida desde o início para facilitar a integração com diferentes parceiros e acelerar o lançamento de produtos. A promessa é colocar novas soluções no mercado em questão de dias, sem criar dependência tecnológica para os distribuidores.

A velocidade comercial, porém, terá de conviver com exigências regulatórias elevadas. A nova seguradora foi autorizada a operar no segmento prudencial S1, o mais rigoroso da classificação da Susep, que impõe requisitos de supervisão compatíveis com os das maiores companhias do setor. “Os desafios são os de qualquer entrante sério: fortalecer uma marca já importante e relevante, ganhar a confiança dos canais e executar com disciplina num regime prudencial exigente. Preferimos crescer com qualidade de carteira a crescer depressa”, diz.

Seguro de vida coletivo será a porta de entrada

A oportunidade identificada pelo executivo está na distância entre a dimensão do mercado brasileiro de seguros e o contingente de pessoas que ainda não dispõe de proteção financeira adequada. Embora o Brasil tenha o maior mercado segurador da América Latina, Nuno avalia que o seguro de vida ainda apresenta baixa penetração na população. Para ele, ampliar essa cobertura exige modelos de distribuição capazes de alcançar consumidores que não são atendidos pelos canais tradicionais. “Esse vazio não se fecha com mais um balcão bancário; fecha-se levando proteção a comunidades que hoje não têm oferta estruturada”, afirma.

A estratégia comercial será implementada em etapas. No início, a prioridade estará no seguro de vida coletivo e nas coberturas incorporadas a relações comerciais já existentes, como seguro prestamista, vida em grupo na relação entre empregadores e empregados e produtos distribuídos por novos ecossistemas de negócios.

A escolha está associada ao potencial de escala desses segmentos e à demanda já identificada entre os parceiros comerciais. O seguro de vida individual virá em uma segunda etapa, com distribuição apoiada em corretores e canais consultivos. A previdência complementar aberta, embora já esteja contemplada na autorização regulatória, será desenvolvida posteriormente, quando a base de seguros de vida estiver consolidada.

A intenção é trabalhar com produtos de acumulação e renda de longo prazo, evitando uma estratégia concentrada na disputa por taxas de administração com os grandes bancos. A meta anunciada é construir, em cinco anos, uma seguradora de porte relevante no segmento de pessoas, sustentada pela rede de distribuição e pela capacidade técnica e de capital do IRB.

Corretores e plataformas terão papéis complementares

A distribuição será multicanal, mas seguirá uma hierarquia definida. O principal canal será formado por parceiros que já possuem uma base própria de clientes e podem incorporar o seguro a uma relação comercial estabelecida. O segundo pilar será o corretor de seguros, tanto nas operações estruturadas de apólices coletivas quanto na comercialização de produtos individuais. “Não concebemos vida individual sem ele”, afirma Nuno, ao destacar o papel do corretor na orientação dos consumidores e na construção de soluções de proteção adequadas às suas necessidades.

Plataformas digitais e outros ecossistemas complementarão a estratégia. O executivo também identifica oportunidades na evolução do Open Insurance, especialmente com o avanço do compartilhamento de dados autorizado pelos clientes, que poderá facilitar a comparação e a contratação de produtos.

O modelo pressupõe uma relação de parceria na qual a seguradora fornece tecnologia, produtos e capital, sem disputar com o distribuidor o relacionamento comercial com o consumidor. “A seguradora não disputa a relação com o cliente contra o parceiro; ela a viabiliza, com produto, tecnologia e capital”, resume.

Experiência de 87 anos em resseguro será usada para desenvolver produtos

Uma das principais apostas de Nuno está na transformação do conhecimento acumulado pelo IRB(Re) em uma ferramenta para desenvolver produtos e aprimorar a precificação dos seguros de pessoas. O executivo explica que, ao longo de sua trajetória, o ressegurador reuniu experiência com sinistros provenientes de diferentes carteiras do mercado, uma base de conhecimento que uma seguradora recém-criada dificilmente conseguiria desenvolver isoladamente.

A utilização dessa experiência poderá contribuir para a definição do apetite de risco, a elaboração de modelos de precificação e a redução do tempo necessário para responder às demandas dos parceiros comerciais. Na avaliação de Nuno, essa capacidade também abre espaço para o desenvolvimento de coberturas que enfrentam limitações de oferta em razão da complexidade técnica, da insuficiência de dados ou da necessidade de capital. Entre as oportunidades identificadas estão seguros de invalidez por doença, diárias por incapacidade e produtos de acumulação e renda de longo prazo.

O IRB(P&D), estrutura de pesquisa e desenvolvimento do grupo, terá papel nesse processo, oferecendo suporte em modelagem e análise de dados. A nova seguradora também investe em dados e analytics desde o início das operações, com a intenção de transformar o conhecimento do resseguro em soluções que possam chegar ao consumidor com maior agilidade.

“A vantagem do resseguro só vira vantagem competitiva se a seguradora souber usá-la na ponta. Por isso investimos em dados e analytics desde o primeiro dia, para que a informação que chega ao grupo pelo resseguro se transforme em produto melhor, preço mais justo e subscrição mais rápida para o cliente”, afirma.

O desafio de Nuno será transformar essa combinação de experiência técnica, tecnologia e parcerias em uma operação comercial capaz de ganhar escala. Mais do que lançar uma nova seguradora, o projeto pretende demonstrar como a integração entre seguro e resseguro pode ampliar a oferta de proteção no Brasil, preservando o relacionamento do IRB com suas cedentes e construindo uma carteira sustentável no longo prazo.

Café CVG-SP traz ao debate as transformações e a evolução do seguro de vida

por Márcia Alves

A terceira edição do Café CVG-SP, realizado no dia 14 de setembro, nas dependências da Bradesco Vida e Previdência, analisou o tema “Vida Individual – Proteção em Movimento”. O evento trouxe visões distintas de seguradores e corretores sobre as recentes transformações no seguro de vida individual, que evidenciam a evolução do produto e as perspectivas de expansão. As coberturas em vida foram destaque, assim como o papel do corretor, mas o grupo também discutiu a baixa penetração e a falta de oferta.

Após as boas-vindas do diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência, Bernardo Castello, e do presidente do CVG-SP, Anderson Mundim, superintendente Executivo na mesma seguradora, o diretor de Relações com o Mercado do CVG-SP, Marcos Salum, que atuou como mediador, destacou as transformações no seguro. “Hoje, não falamos mais sobre o fim, mas sobre a jornada de vida do cliente”, disse.

Venda consultiva

Karina Batistuti, superintendente de Negócios da MAG, considera possível aumentar a penetração do seguro de vida. “Há muito espaço para crescer e o caminho é a venda consultiva pelo corretor”, disse. No entanto, considera que falta especialização. “A venda consultiva gera mais confiança, relacionamento e rentabilidade, abrindo espaço para a oferta de mais produtos”, disse. Ela revelou que após o falecimento do pai, aos 39 anos, sua mãe conseguiu manter o padrão de vida da família por causa do seguro. “Graças a um corretor que convenceu meu pai a contratar, hoje estou aqui”, disse.

Visão otimista

Globalmente, o seguro de pessoas tem um histórico de bom desempenho, com market share de 44% e crescimento de 2,5% ao ano. No Brasil, os resultados são bem mais modestos, mas Fabio Magalhães, diretor de Mercado da Bradesco Vida e Previdência, é otimista. Em 2025, o segmento cresceu 13,4% no país e neste ano ficou pouco abaixo de 10%. Embora a penetração tenha aumentado apenas 1%, entre 2021 e 2025 (de 17% para 18%), ele avalia que é preciso comemorar.

Fabio Magalhães observou que os maiores receios da população, como morte, doença, invalidez e perda de renda, de acordo com pesquisas da CNseg e Limra, podem ser cobertos pelo seguro de vida. A seu ver, a população tem recursos para adquirir seguro. “O prêmio mensal de uma apólice pode custar o mesmo que um serviço de streaming”, disse. 

O novo papel do corretor

Diretor do Instituto MVP (Minha Vida Protegida), Ricardo Tarantello falou sobre o orgulho de atuar para conscientizar sobre o seguro de vida. Para melhorar a oferta, ele avalia que o corretor deve ir além da especialização, se tornando nexialista, assumindo a oferta de seguros distintos e até de investimentos. Na sua avaliação, o mercado está em transformação e as novas coberturas em vida têm contribuído para isso. “Hoje, não precisamos mais falar em morte, ficou gostoso falar de seguro de vida”, disse.  

Vida em transformação

O mediador Marcos Salum perguntou aos convidados como resolver o problema da baixa penetração. Karina Batistuti reconheceu que ainda falta cultura do seguro. “Temos de levar o seguro para as escolas”, disse. Outra questão debatida foi sobre como aumentar o número de corretores no ramo. Para Fabio Magalhães, os corretores detêm a confiança do cliente. “Então, aproveitem e façam a oferta”, disse.

No encerramento, Marcos Salum avaliou o debate: “Estão chegando novas modalidades e coberturas em vida, que tangibilizam o produto e derrubam o antigo tabu de se falar sobre seguro de vida”. Para o presidente do CVG-SP, o evento foi excelente. “O Café CVG-SP mostrou a evolução do seguro de vida e as mudanças nos processos para facilitar a venda do corretor”, disse Anderson Mundim.

Seguradora apresenta Jeito AXA de Cuidar no Mês do Cliente

A AXA no Brasil apresenta, durante o Mês do Cliente, o Jeito AXA de Cuidar, conceito que reúne os princípios que orientam a relação da companhia com seus clientes em todos os pontos de contato. A iniciativa traduz o valor Cliente em 1º lugar em quatro atributos: respeito, acolhimento, transparência e solução.

A campanha parte da visão de que cada contato compõe uma única relação com a marca. Áreas, canais e processos diferentes precisam transmitir o mesmo padrão de cuidado ao longo da jornada.

A definição do Jeito AXA de Cuidar foi construída a partir de pesquisas, opiniões e outras manifestações de clientes. A análise considerou as palavras usadas por eles para qualificar experiências positivas com a companhia e ajudou a identificar os comportamentos mais valorizados em cada interação.

“Quando o cliente entra em contato conosco, ele vive uma única AXA. O Jeito AXA de Cuidar cria uma referência comum para toda a companhia e ajuda a transformar o valor institucional “Cliente em 1º lugar” em atitudes percebidas no dia a dia. Queremos que cada pessoa se sinta respeitada, acolhida, bem-informada e segura de que sua demanda será conduzida até a solução”, afirma Luciano Calheiros, Vice-Presidente Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil.

Ao longo de setembro, os quatro atributos também serão trabalhados com os colaboradores por meio de conteúdos institucionais, comunicações internas e ativações visuais nos escritórios de São Paulo e do Rio de Janeiro. A programação reforça o papel de cada área na construção da experiência e aproxima o conceito das decisões tomadas diariamente.

Para os segurados, o período marca uma nova fase do Clube de Descontos, que agora passa a se chamar Clube AXA+, refletindo a evolução da plataforma e a ampliação dos benefícios oferecidos. Além dos descontos, sorteios e condições especiais que já faziam parte do Clube, a plataforma traz uma experiência mais simples, completa e conectada ao dia a dia, e passa a contar também com a categoria de cashback. Em algumas ofertas, parte do valor da compra realizada com parceiros exclusivos vinculados ao Clube retorna ao cliente em forma de cashback, para ser aproveitado em novas oportunidades na plataforma. Com isso, a AXA amplia sua proposta de valor para além do seguro, proporcionando aos segurados mais vantagens, benefícios e oportunidades de economia que vão além da proteção.

A campanha também acontece em um momento de reconhecimento para a companhia. Pelo terceiro ano consecutivo, a AXA no Brasil está entre as indicadas ao Prêmio Reclame AQUI, na categoria Seguros. A indicação garantiu ainda a presença da seguradora na edição 2026 do Guia das Melhores Empresas para o Consumidor, que reúne marcas selecionadas a partir de critérios de reputação e avaliação dos consumidores. A votação está aberta no site oficial da premiação: https://www.reclameaqui.com.br/premio/votacao/empresa/axa-seguros/.

Bradesco Vida e Previdência chega a 98% de automação na subscrição de seguros de vida

A Bradesco Vida e Previdência vem ampliando o uso de tecnologia e automação em seus processos de subscrição de seguros de vida, tornando a avaliação de riscos mais ágil, eficiente e segura. A iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital da companhia e reforça seu compromisso com a excelência operacional, mantendo o rigor técnico e a qualidade nas decisões de aceitação de risco.

“Temos investido continuamente na evolução dos nossos processos para proporcionar mais agilidade aos clientes e corretores, sem abrir mão da qualidade técnica das análises. A tecnologia atua como uma grande aliada, permitindo que nossos especialistas direcionem sua atuação para os casos que demandam avaliação individualizada e maior profundidade técnica”, explica Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência.

Os recursos tecnológicos são utilizados no processo de underwriting, etapa responsável pela avaliação e classificação dos riscos que orientam a aceitação e as condições de contratação das apólices. As propostas enquadradas nos critérios estabelecidos seguem por fluxo automatizado, enquanto os casos de maior complexidade são encaminhados para análise do corpo técnico especializado. Atualmente, 98% das análises realizadas pela companhia nesse processo já ocorrem de forma automatizada.

“Nosso objetivo é combinar eficiência operacional, qualidade da experiência do cliente e solidez na subscrição. Os resultados que alcançamos demonstram que é possível evoluir continuamente os processos, mantendo o foco no crescimento sustentável do negócio e na proteção dos segurados”, conclui Malavazi.

MDS Brasil renova parceria com São Paulo Oktoberfest e reforça proteção para grandes eventos

caio carvalho MDS

A MDS Brasil renova sua parceria com a São Paulo Oktoberfest e será novamente a corretora oficial do evento. A companhia será responsável pela contratação do seguro de Responsabilidade Civil para Eventos (RC Eventos), solução que integra a estratégia de gestão de riscos da festa e oferece proteção diante de eventuais danos corporais e materiais causados a terceiros durante sua realização.

A 9ª edição da São Paulo Oktoberfest acontecerá entre 18 de setembro e 4 de outubro de 2026, na Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, reunindo música, gastronomia e experiências culturais inspiradas na tradição alemã. Desde sua criação, em 2017, o festival já recebeu mais de 800 mil visitantes, dimensão que evidencia a importância do planejamento e da proteção adequada para operações que envolvem grande circulação de pessoas.

Em eventos desse porte, a convivência entre público, fornecedores, equipes de produção, estruturas temporárias e diferentes atrações exige uma avaliação criteriosa dos riscos. O seguro de RC Eventos oferece cobertura para responsabilidades decorrentes de danos a terceiros, conforme as condições e os limites contratados, contribuindo para reduzir a exposição financeira dos responsáveis pela operação diante de eventuais ocorrências.

Mais do que atender a uma necessidade contratual, a proteção faz parte de uma abordagem preventiva que considera as características de cada evento. A definição das coberturas deve levar em conta fatores como capacidade de público, infraestrutura, atividades previstas, duração e participação de prestadores de serviços, de forma a construir uma solução compatível com os riscos envolvidos.

“Grandes eventos exigem uma gestão de riscos que acompanhe a complexidade de toda a operação. A renovação da parceria com a São Paulo Oktoberfest reforça nosso compromisso de atuar de forma consultiva, identificando exposições e estruturando soluções de seguros adequadas às necessidades de cada cliente. O seguro de Responsabilidade Civil é uma ferramenta importante para oferecer proteção financeira diante de imprevistos e contribuir para que os organizadores possam conduzir suas atividades com maior segurança e previsibilidade”, afirma Caio Carvalho, Vice-Presidente de Riscos Corporativos e Resseguro.

A atuação da MDS contempla desde a análise das necessidades e particularidades da operação até a orientação sobre as condições das apólices e o acompanhamento das soluções contratadas, reforçando seu papel como parceira estratégica na gestão de riscos.

Com a iniciativa, a MDS Brasil reforça sua atuação no segmento de seguros para eventos e seu compromisso com soluções que contribuam para a proteção de pessoas, patrimônios e operações, apoiando a realização de experiências de grande porte com planejamento e responsabilidade.

Ouvidoria da Bradesco Seguros completa 23 anos fortalecendo a voz do cliente

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

A Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros completa 23 anos de atuação reafirmando seu papel como importante canal de relacionamento entre clientes e a companhia. Ao longo de sua trajetória, a área consolidou-se como um espaço de escuta qualificada, mediação de demandas e geração de aprendizados que contribuem para o aprimoramento contínuo de processos, produtos, serviços, jornadas e o fortalecimento da experiência do cliente.

Para Valdirene Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros, a evolução da área acompanha as transformações na relação entre empresas e consumidores.

“A Ouvidoria nos proporciona uma visão muito relevante sobre a experiência do cliente. Quando analisamos uma manifestação de forma qualificada, conseguimos ir além daquela demanda específica e identificar aprendizados que podem contribuir para a evolução das jornadas e dos nossos processos”, afirma.

Um dos marcos dessa trajetória foi o lançamento do movimento “Somos Todos Ouvidores”, em 2013, iniciativa que reforçou a importância da escuta ativa e da centralidade do cliente em toda a organização. Desde então, a área vem ampliando sua capacidade de análise das manifestações, observando causas, recorrências e tendências que possam apoiar a evolução do negócio e da experiência dos clientes.

Nos últimos anos, a Ouvidoria também intensificou investimentos em tecnologia, automação e inteligência de dados. O uso dessas ferramentas auxilia na identificação de padrões e tendências nas manifestações, apoiando análises mais ágeis e a identificação de oportunidades de aprimoramento. A implementação de um novo sistema de workflow também contribuiu para ampliar a rastreabilidade, o controle e a eficiência na gestão das demandas.

“A tecnologia amplia nossa capacidade de análise e nos ajuda a transformar um grande volume de informações em conhecimento. Mas ela atua em conjunto com um elemento que permanece essencial para a Ouvidoria: a escuta humana, com empatia, análise crítica e capacidade de compreender as necessidades de cada cliente”, destaca Valdirene.

Outro foco da área é o fortalecimento da atuação omnicanal, buscando ampliar a acessibilidade e a conveniência para os clientes nos diferentes pontos de contato. Paralelamente, o Grupo segue investindo na capacitação de suas equipes, com foco em empatia, análise crítica e visão estratégica.

Os resultados desse trabalho também se refletem na percepção dos consumidores. Atualmente, a Ouvidoria registra índice de satisfação (CSAT) de 95%, refletindo a avaliação positiva dos clientes em relação ao atendimento e à condução de suas demandas.

A atuação da área também vem sendo reconhecida pelo mercado. Em 2026, a Ouvidoria recebeu o Prêmio Ouvidoria Brasil, promovido pela ABRAREC, com reconhecimento nas dimensões de amplitude, acessibilidade, desempenho e inovação.

Mais do que processos e tecnologia, a atuação da Ouvidoria é construída diariamente por profissionais especializados que acolhem, analisam e transformam as manifestações dos clientes em conhecimento, aprendizado e oportunidades de aperfeiçoamento contínuo para a companhia.

“Nesses 23 anos, a Ouvidoria consolidou-se como uma importante agente de transformação dentro da organização. Ao ouvir nossos clientes, conseguimos identificar oportunidades de evolução, aperfeiçoar processos, reduzir riscos e fortalecer uma cultura genuinamente orientada às pessoas. Nosso compromisso é continuar gerando valor para os clientes e para o negócio por meio de uma escuta cada vez mais qualificada e eficiente.”, afirma Silvana Mara Raksa, Superintendente de Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros.

Generali retoma operações de seguro viagem após suspensão cautelar da Susep

A Generali Seguros anunciou, nesta quinta-feira (17), que retomou suas operações de seguro viagem em 4 de setembro de 2026, após manifestação formal da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O retorno ocorreu depois de a companhia assumir o compromisso de atender a todas as determinações da autarquia, que havia suspendido cautelarmente a comercialização do produto em agosto, diante de irregularidades identificadas pela fiscalização.

“Após assumir o compromisso com o atendimento de todas as determinações da Susep, as operações de seguro viagem retornaram à normalidade, nos termos da regulamentação vigente”, informou a seguradora em comunicado à imprensa.

A companhia afirmou que o episódio também motivou uma revisão dos critérios, controles e mecanismos de supervisão aplicáveis aos parceiros que atuam em seu nome. Segundo a Generali, as mudanças buscam reforçar os padrões regulatórios e de governança da operação. A seguradora não detalhou, no comunicado, quais medidas já foram implementadas nem os prazos para a conclusão das revisões.

O que motivou a suspensão

A suspensão cautelar foi determinada pela Susep em 26 de agosto, após a identificação de irregularidades relacionadas à comercialização dos seguros e aos processos de análise e pagamento de sinistros. A medida ficou restrita ao ramo de seguro viagem, sem atingir as demais operações da Generali no Brasil.

Um dos principais pontos levantados pela fiscalização envolvia o modelo de remuneração da Hero MGA, representante da seguradora na operação. A remuneração vinculada ao resultado do negócio, segundo a avaliação da autarquia, poderia criar incentivos econômicos para a redução ou negativa de indenizações, colocando em risco o tratamento adequado dos segurados.

O caso trouxe à discussão a responsabilidade das seguradoras sobre a atuação de seus representantes e parceiros comerciais, especialmente em operações nas quais terceiros participam da distribuição dos produtos e de etapas relacionadas à gestão dos sinistros.

Com a retomada, a Generali reafirmou seu compromisso com a conformidade regulatória, a transparência e o aprimoramento contínuo de seus processos. A manifestação da Susep permitiu a normalização das operações após os compromissos assumidos pela companhia, mas o comunicado não esclarece se todas as irregularidades identificadas pela fiscalização já foram integralmente sanadas.

CNseg entrega propostas aos presidenciáveis e defende maior participação do seguro nas políticas públicas

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A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) entregou aos candidatos à Presidência da República uma agenda com propostas para ampliar a participação do mercado segurador no desenvolvimento econômico e social do país. A iniciativa, tradicionalmente realizada pelo setor a cada eleição presidencial, busca incluir seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização nas prioridades do próximo governo. Desta vez, o documento reúne oito eixos temáticos, com recomendações que vão da política econômica à proteção contra desastres naturais.

O material, intitulado Propostas para um Brasil mais Seguro e Desenvolvido, defende uma mudança na forma como o país administra seus riscos. Em vez de depender predominantemente de recursos públicos emergenciais após catástrofes, quebras de safra e outras crises, a CNseg propõe ampliar os mecanismos de prevenção e transferência de riscos ao mercado segurador, combinando instrumentos privados com políticas públicas.

A confederação utiliza números para demonstrar a dimensão econômica do setor. Em 2025, as seguradoras pagaram R$ 548,4 bilhões em indenizações, benefícios, despesas assistenciais e resgates. O mercado também empregou aproximadamente 196 mil trabalhadores formais, número que chega a 274,7 mil quando incluída a cadeia de corretores, peritos, atuários e outros profissionais especializados. A arrecadação tributária estimada alcançou R$ 84,9 bilhões.

Entre as prioridades apresentadas aos presidenciáveis estão a ampliação do seguro rural, a criação de mecanismos permanentes de proteção contra catástrofes climáticas, uma reforma estrutural da Previdência e a preservação de condições tributárias consideradas essenciais para a formação de poupança de longo prazo.

Seguro rural: meta de proteger mais de 50% dos pequenos e médios produtores

Uma das propostas mais concretas da agenda é ampliar a cobertura do seguro rural, que atualmente alcança apenas cerca de 3% dos pequenos e médios produtores, segundo a CNseg. A entidade defende uma meta progressiva para proteger mais de 50% desse público, com expansão do orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O programa permite que o governo subsidie parte do custo do seguro contratado pelo produtor. Entretanto, a instabilidade dos recursos públicos tem comprometido sua expansão. Em 2025, foram destinados R$ 565,4 milhões ao PSR, o equivalente a 53% do orçamento aprovado pelo Congresso Nacional. Desse montante, apenas 27% foram pagos durante o ano, deixando R$ 410 milhões em restos a pagar para 2026.

A CNseg propõe estabelecer um orçamento plurianual e crescente para o programa, protegido contra contingenciamentos. Também defende integrar formalmente o seguro rural ao Plano Safra e condicionar determinadas linhas de crédito e parte dos auxílios públicos em situações de calamidade à contratação prévia de proteção securitária. 

Outra recomendação é modernizar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), priorizando a agricultura familiar e promovendo a migração de produtores para o PSR quando tecnicamente adequada. A entidade também quer que o seguro rural seja reconhecido como instrumento de redução de risco nas operações de crédito, permitindo a definição de parâmetros para juros menores e menores exigências de provisionamento pelas instituições financeiras.

O documento propõe ainda estimular programas estaduais de subvenção integrados ao modelo federal e desenvolver o seguro paramétrico, modalidade em que o pagamento é acionado automaticamente quando indicadores previamente definidos, como volume de chuva, temperatura ou índice de vegetação, atingem determinados patamares. A CNseg defende regras transparentes para os índices, a precificação e os gatilhos de pagamento, além da integração desse produto ao PSR e ao Proagro. 

Mudanças climáticas: seguro social de catástrofe e proteção dos municípios

A proteção contra eventos climáticos extremos ocupa outro espaço relevante na agenda. Segundo estudo da própria CNseg, as perdas econômicas provocadas por eventos climáticos no Brasil somaram R$ 184 bilhões entre 2022 e 2024, mas apenas 9% desse valor estava segurado.

O documento utiliza as enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024, para demonstrar a dimensão da exposição. O desastre afetou 2,4 milhões de pessoas e provocou R$ 35,6 bilhões em prejuízos diretos, dos quais R$ 7,5 bilhões recaíram sobre o setor público. Considerando os efeitos diretos e indiretos, os danos podem alcançar R$ 88,9 bilhões, segundo os dados apresentados pela entidade. 

Uma das propostas é a criação de um Seguro Social de Catástrofe, por meio de lei específica, destinado a proteger moradores e residências urbanas e rurais atingidos por enchentes e inundações. O modelo prevê pagamento rápido de auxílio emergencial via Pix, financiado por uma contribuição obrigatória. A proposta também admite o apoio de recursos do Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap) à contratação das coberturas. 

A CNseg defende ainda a modernização do Funcap para transformá-lo em um mecanismo permanente de proteção financeira contra grandes desastres. A proposta inclui a possibilidade de constituição de um fundo privado ou de utilização de estruturas privadas para ampliar a capacidade de cobertura.

Nesse modelo, estados e municípios poderiam ter acesso a instrumentos de transferência de riscos, com incentivos à contratação de seguros para infraestrutura crítica e população exposta. A entidade sugere que o acesso aos recursos do fundo seja progressivamente condicionado à adoção de medidas de prevenção, planos de adaptação e gestão de riscos.

Outra frente envolve o financiamento da transição climática. A CNseg propõe um programa contínuo de emissão de títulos soberanos sustentáveis no mercado doméstico, permitindo que seguradoras direcionem parte de seus investimentos de longo prazo para projetos de infraestrutura resiliente e adaptação climática.

A entidade também pede investimentos em bases de dados meteorológicos e climáticos, com informações públicas, padronizadas e de maior abrangência territorial. A melhoria dessas informações permitiria desenvolver seguros paramétricos não apenas para o agronegócio, mas também para patrimônios, infraestrutura e lucros cessantes. 

Previdência: reforma estrutural, vida universal e revisão de barreiras tributárias

O envelhecimento da população é apresentado como um dos principais desafios para o próximo governo. Segundo os indicadores reunidos pela CNseg, os brasileiros com mais de 60 anos representavam 16,7% da população em 2025 e deverão chegar a 30% em 2050. Ao mesmo tempo, apenas 9% da população adulta possui planos de previdência aberta ou fechada, conforme pesquisa da Fenaprevi e do Datafolha citada no documento.

A confederação defende uma reforma estrutural da Previdência, tomando como referência estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2018. A proposta prevê um novo sistema para os trabalhadores que ingressarem no mercado, com quatro pilares, dois deles incorporando a previdência privada. A entidade sugere atualizar os estudos, avaliar impactos fiscais, econômicos e sociais e elaborar propostas legislativas. 

No campo dos produtos, a CNseg pede condições normativas e tributárias para ampliar a comercialização do seguro de vida universal, modalidade que combina proteção securitária com mecanismos de acumulação. A entidade considera que o produto pode contribuir para ampliar a proteção financeira da população, desde que tenha tratamento tributário adequado.

Outro ponto é a estabilidade das regras para PGBL e VGBL. A confederação critica a incidência de IOF de 5% sobre aportes em VGBL que ultrapassem R$ 600 mil anuais em 2026 e atribui à instabilidade tributária parte da retração observada na previdência privada.

Segundo o documento, os aportes em PGBL e VGBL somaram R$ 157,1 bilhões em 2025, cerca de 20% abaixo do ano anterior. A captação líquida do VGBL caiu de quase R$ 60 bilhões para pouco mais de R$ 3 bilhões. A CNseg defende a remoção de barreiras tributárias que, em sua avaliação, desestimulam a formação de reservas para a aposentadoria. 

Setor também pede previsibilidade regulatória e estabilidade econômica

Além das propostas específicas para seguros e previdência, a agenda inclui recomendações macroeconômicas. A CNseg defende consolidação fiscal, racionalização dos gastos públicos, redução dos mecanismos de indexação da economia e maior segurança jurídica para investimentos de longo prazo.

A entidade também propõe o fortalecimento institucional da Susep e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com ampliação da capacidade técnica, autonomia operacional e investimentos em tecnologia. A preocupação é que os órgãos reguladores consigam acompanhar a evolução dos produtos e dos modelos de negócios do setor.