Starr fortalece operação no Brasil com a nomeação de Denis Maelaro como Chief Underwriting Officer

A Starr,  organização global de investimentos e seguros, anuncia a chegada de Denis Maelaro como Chief Underwriting Officer (CUO) no Brasil. Denis será responsável por liderar a estratégia de subscrição no Brasil, apoiando os planos de expansão da Starr Brasil e acelerando o crescimento em Middle Market.

Sua atuação estará focada no fortalecimento da excelência técnica, no desenvolvimento de equipes de alta performance e na construção de soluções que ampliem a proposta de valor da Starr para corretores, clientes e parceiros de negócios.

“A chegada do Denis representa um importante passo na evolução da Starr no Brasil. Estamos investindo continuamente no fortalecimento de nossas estruturas de subscrição, com o recente lançamento de nossa plataforma digital que permite o ciclo completo de negociação, o que contribuirá para nossa expansão em um dos mercados mais relevantes da América Latina. Sua experiência, capacidade de liderança e visão estratégica serão fundamentais para sustentar nossa próxima fase de crescimento e consolidar a Starr como uma das principais referências do setor no país”, destaca Igor Di Beo, CEO da Starr no Brasil.


Com quase 20 anos de experiência na indústria de seguros, Denis ocupou posições seniores na AXA, Marsh, Generali e Aon, acumulando expertise em seguros de especialidades, riscos patrimoniais e gestão de riscos. Ele liderou e consolidou portfólios de relevância na subscrição, sendo responsável por impulsionar a rentabilidade, fortalecer a disciplina de subscrição e desenvolver equipes de alto desempenho. Também é reconhecido por manter sólidas relações com corretores, clientes e parceiros, combinando visão comercial com foco consistente em resultados.

“A Starr reúne atributos que admiro profundamente: excelência técnica, agilidade na tomada de decisão, proximidade com o mercado e uma visão clara de crescimento sustentável. Vejo uma oportunidade única de contribuir para o fortalecimento da operação no Brasil, desenvolvendo equipes de alto desempenho, ampliando nossa relevância junto a corretores e clientes e acelerando o crescimento da companhia com disciplina técnica, inovação e foco em resultados de longo prazo”, afirma o executivo.


A nomeação reforça o compromisso da Starr em consolidar sua presença no Brasil, combinando expertise técnica, capacidade de inovação e uma estratégia de crescimento sustentável voltada à geração de valor para clientes, parceiros e acionistas.

Mudanças climáticas ampliam riscos fiscais para governos, alerta Moody’s

chuvas no sul seguradoras

As mudanças climáticas representam uma ameaça cada vez maior não apenas para empresas e populações, mas também para a saúde financeira dos governos. No estudo “Credit risk of floods in the UK is contained For now”, divulgado nesta segunda-feira, a Moody’s alerta que as chamadas “lacunas de proteção” — parcela dos prejuízos não coberta por seguros — podem deteriorar a qualidade de crédito de países, estados e municípios ao transferirem para o setor público uma parcela crescente das perdas causadas por desastres naturais.

No estudo Catastrophic events in an uncertain future: A pending $41 trillion bill for businesses and governments to resolve publicado em setembro passado, traz números assustadores. Segundo os autores, as mudanças climáticas poderão provocar perdas econômicas globais de US$ 41,4 trilhões até 2050, o equivalente a uma redução de 14,5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, caso não sejam adotadas novas políticas de transição climática. A estimativa analisa os impactos dos chamados riscos físicos — tanto os eventos extremos quanto os efeitos graduais do aquecimento global — sobre economias, empresas e sistemas financeiros.

Embora as projeções se estendam até meados do século, os sinais já são visíveis. O estudo lembra que as catástrofes naturais registradas em 2024 provocaram perdas econômicas estimadas em US$ 320 bilhões e perdas seguradas de aproximadamente US$ 140 bilhões, segundo dados da Munich Re. Foi o quinto ano consecutivo em que as perdas seguradas globais ultrapassaram a marca de US$ 100 bilhões.

Além dos danos diretos à infraestrutura e aos ativos físicos, a Moody’s destaca efeitos indiretos que tendem a se tornar cada vez mais relevantes. Entre eles estão a redução da produtividade dos trabalhadores expostos ao calor extremo, o deslocamento populacional provocado por eventos climáticos, a pressão sobre os sistemas urbanos e o aumento dos gastos públicos com reconstrução e assistência social. 

A análise do estudo de hoje amplia o debate sobre adaptação climática em um momento crucial para a agenda internacional. À medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e severos, governos em todo o mundo enfrentam o desafio de financiar reconstruções, apoiar comunidades afetadas e manter a atividade econômica após grandes catástrofes.

Segundo a Moody’s, quando residências, empresas e propriedades estão insuficientemente seguradas, a pressão política e social faz com que os governos atuem como “seguradores de última instância”, assumindo despesas extraordinárias com reconstrução, habitação temporária, recuperação de infraestrutura e apoio econômico às regiões atingidas.

“O impacto dos desastres não se limita às perdas materiais. Eles afetam a arrecadação tributária, reduzem investimentos, interrompem cadeias produtivas e pressionam os gastos públicos justamente quando a capacidade fiscal já está sob tensão”, destaca o relatório.

O custo da falta de seguro

A Moody’s define a lacuna de proteção como a parcela dos prejuízos econômicos que permanece sem cobertura securitária. Quanto maior essa diferença, maior tende a ser o impacto sobre as finanças públicas.

O estudo lembra que mesmo economias avançadas enfrentam esse desafio. Nos Estados Unidos, pesquisas anteriores da agência identificaram perdas não seguradas relacionadas a enchentes entre US$ 375 bilhões e US$ 1 trilhão em diferentes cenários extremos.

Na Alemanha, as enchentes de 2021 ilustram o problema. Com apenas cerca de 47% dos imóveis segurados na Renânia do Norte-Vestfália e 37% na Renânia-Palatinado, grande parte dos custos acabou recaindo sobre o setor público. Como resposta, foi criado um fundo de reconstrução de € 30 bilhões financiado conjuntamente pelo governo federal e pelos estados alemães.

Já no Paquistão, as inundações de 2022 provocaram perdas equivalentes a aproximadamente 10% do PIB nacional, enfraquecendo o crescimento econômico, elevando a inflação e ampliando significativamente o déficit fiscal. A Moody’s destaca que fragilidades institucionais agravaram ainda mais os efeitos sobre a solvência do país.

Reino Unido mostra avanços, mas enfrenta desafios

O relatório usa o Reino Unido como exemplo de um sistema relativamente bem protegido. Atualmente, a lacuna de proteção contra enchentes no país gira em torno de apenas 10% das perdas econômicas relacionadas a inundações, percentual considerado baixo em comparação com outros mercados.

Grande parte desse resultado é atribuída ao Flood Re, mecanismo criado em parceria entre governo e mercado segurador para garantir acesso ao seguro residencial em áreas de alto risco de inundação. O programa funciona como um sistema de resseguro que permite às seguradoras oferecer cobertura a preços acessíveis para proprietários expostos a enchentes.

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Apesar do sucesso da iniciativa, a Moody’s alerta que sua sustentabilidade está sob pressão. O aumento da frequência e da severidade das enchentes vem elevando os custos do programa, ao mesmo tempo em que a exposição ao risco climático continua crescendo.

Segundo estimativas do Comitê de Mudanças Climáticas do Reino Unido, cerca de 7 milhões de propriedades estavam expostas ao risco de inundação em 2025. Esse número pode crescer 40% até 2050, mesmo em cenários alinhados às metas do Acordo de Paris.

A Moody’s calcula que, sob um cenário climático intermediário para 2050, as perdas anuais não seguradas decorrentes de enchentes poderão aumentar cerca de 30% em comparação com os níveis atuais.

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Seguros entram no centro da adaptação climática

A conclusão da Moody’s reforça uma tendência observada globalmente: o seguro está deixando de ser apenas um mecanismo de indenização para se tornar peça central das estratégias de adaptação climática.

A discussão ganha relevância justamente nesta semana, quando a CNseg lidera uma missão de executivos brasileiros em Londres para participar da London Climate Action Week, um dos principais fóruns globais sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

A iniciativa faz parte de uma estratégia iniciada em 2023, com a participação da entidade na COP28, e que ganhou força à medida que seguradoras e resseguradoras passaram a integrar de forma mais ativa os debates internacionais sobre financiamento da adaptação, resiliência climática e proteção de populações vulneráveis.

As perdas relacionadas a tragédias climáticas são estimadas em R$ 500 bilhões na última década no Brasil, mas a cobertura de seguros desse montante é muito pequena, segundo a CNseg. Ao mesmo tempo, estudos mostram que as mudanças climáticas podem representar um custo de até R$ 17 trilhões no PIB brasileiro até 2050 caso nada seja feito para minimizar o impacto das mudanças climáticas no país. Apenas as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 responderam por R$ 100 bilhões nesta década, dos quais somente R$ 6 bilhões tinham a proteção de empresas seguradas.

O tema deverá ganhar ainda mais destaque na COP31, em novembro. Para especialistas, a ampliação da cobertura securitária e o desenvolvimento de mecanismos de transferência de riscos serão fundamentais para reduzir a pressão sobre os cofres públicos e fortalecer a capacidade de resposta das economias diante de um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes.

Para a Moody’s, a mensagem é clara: sem instrumentos adequados de proteção financeira, os impactos das mudanças climáticas tendem a migrar dos balanços de seguradoras e empresas para os balanços dos governos, ampliando riscos fiscais e comprometendo a capacidade de investimento das próximas décadas.

Seguro ganha protagonismo no mercado global de carbono enquanto STF redefine papel do setor no Brasil

O crescimento dos mercados de carbono ao redor do mundo está abrindo uma nova fronteira para o setor segurador. Mais do que proteger projetos ambientais, o seguro passa a ocupar uma posição estratégica na credibilidade dos créditos de carbono e na atração de investimentos para iniciativas voltadas à transição para uma economia de baixo carbono.

A avaliação foi apresentada por Sima Adhya, executiva da Oka, empresa especializada em seguros para projetos climáticos e de carbono e integrante do mercado de Lloyd’s, durante encontro com representantes brasileiros realizado na sede da Guy Carpenter, em Londres, dentro da programação da London Climate Action Week.

Segundo a executiva, a expansão dos mercados regulados de carbono e o aumento da demanda por créditos certificados criam oportunidades relevantes para o setor segurador, especialmente em países com grande potencial ambiental, como o Brasil. “Nossa missão é reduzir os riscos dos projetos climáticos para permitir que o capital flua e acelerar a transição para uma economia de emissões líquidas zero”, afirmou.

Os créditos de carbono representam uma tonelada de dióxido de carbono equivalente que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera por meio de projetos ambientais ou tecnológicos. Esses créditos podem ser comercializados por empresas e governos que buscam compensar suas emissões. Com o crescimento desse mercado, surgem também desafios relacionados à qualidade, rastreabilidade e integridade dos ativos ambientais negociados.

Nesse contexto, o seguro passa a desempenhar uma função adicional. “O seguro funciona como um selo adicional de credibilidade. Se um projeto passou pelo processo de subscrição e uma seguradora está disposta a assumir aquele risco, isso aumenta a confiança de investidores e compradores”, explicou Adhya.

Para a executiva, poucos países possuem condições tão favoráveis quanto o Brasil para se beneficiar da expansão do mercado global de carbono. A combinação entre florestas tropicais, biodiversidade, projetos de conservação e iniciativas de reflorestamento coloca o país em posição privilegiada para geração de créditos de carbono. Hoje, grande parte dos créditos brasileiros está associada à conservação florestal, especialmente na Amazônia.

A regulamentação do mercado brasileiro de carbono, aprovada em dezembro de 2024 com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), também é vista como um elemento capaz de acelerar o desenvolvimento do segmento.

“Existe um enorme potencial para que o Brasil amplie a geração de créditos de carbono nas próximas décadas. Com isso, cresce também a necessidade de mecanismos que tragam segurança e confiança para investidores e compradores”, destacou.

A Oka desenvolveu produtos voltados para diferentes etapas do ciclo de vida dos créditos de carbono. As coberturas incluem riscos de não emissão ou não entrega dos créditos prometidos, inadimplência de financiamentos concedidos a projetos ambientais, invalidação dos créditos após sua emissão e riscos de dupla contagem, quando um mesmo crédito é utilizado simultaneamente por mais de uma parte.

O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Corsia, mecanismo internacional criado pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) para compensação das emissões do setor aéreo. Em determinadas operações, os créditos utilizados precisam estar segurados para garantir que não haja dupla contabilização dos benefícios ambientais.

“A integridade é um dos maiores desafios dos mercados de carbono. O seguro tem um papel importante para fortalecer a confiança e apoiar a padronização necessária para o crescimento desse mercado”, afirmou a executiva. Nos últimos meses, a Oka ampliou sua carteira de operações relacionadas ao Corsia, impulsionada pela expectativa de crescimento da demanda por créditos de carbono por parte das companhias aéreas nos próximos anos.

STF delimita participação obrigatória do setor

Enquanto em Londres o debate se concentra no papel do seguro como instrumento para fortalecer o mercado de carbono, no Brasil uma discussão relevante envolvendo o setor e a agenda climática foi recentemente encerrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Em decisão unânime, o STF declarou inconstitucional a obrigatoriedade de seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores locais destinarem anualmente pelo menos 0,5% de suas reservas técnicas à aquisição de créditos de carbono, conforme previa o artigo 56 da Lei nº 15.042/2024, que instituiu o SBCE.

A ação foi proposta pela CNseg por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.795. Para a Corte, a medida transferia ao setor segurador o custo de uma política pública ambiental sem que existisse relação direta entre sua atividade econômica e as emissões que a política buscava mitigar.

O relator, ministro Flávio Dino, também destacou a ausência de período de adaptação e regras de transição, apontando impacto sobre a segurança jurídica, uma vez que a obrigação entraria em vigor imediatamente.

A decisão não representa uma rejeição aos mecanismos de descarbonização. Poucos dias antes, o próprio STF havia mantido a constitucionalidade das metas compulsórias de descarbonização e da aquisição de Créditos de Descarbonização (CBIOs) por distribuidores de combustíveis fósseis no âmbito do RenovaBio.

A diferença, segundo o entendimento da Corte, está na relação direta entre a atividade econômica regulada e o impacto ambiental que se pretende reduzir. Os dois julgamentos acabam estabelecendo um parâmetro importante para futuras políticas climáticas no país. O entendimento predominante é que instrumentos econômicos voltados à transição climática precisam observar critérios de causalidade, direcionando obrigações principalmente aos setores diretamente associados às emissões.

Nesse cenário, o seguro permanece como um dos protagonistas da agenda climática global. Não como financiador compulsório da transição, mas como um mecanismo capaz de reduzir riscos, ampliar a confiança dos investidores e viabilizar o crescimento de mercados ambientais que serão cada vez mais relevantes para a economia mundial.

FenaSaúde divulga dados comparativos de rentabilidade do setor

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enaA Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) realizou mais uma edição de sua transmissão dedicada à análise de indicadores do setor. Durante o encontro, foram divulgados dados que apontam uma recuperação gradual do mercado de planos de saúde, ao mesmo tempo em que evidenciam desafios relacionados ao equilíbrio econômico-financeiro da saúde suplementar. A transmissão foi conduzida por Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde; Rafael Scherre, diretor de regulação econômica da entidade; e João Marchi, coordenador de informação em saúde suplementar da FenaSaúde.
 

As projeções da entidade indicam que 2026 deverá encerrar com um total entre 53,5 milhões e 54,1 milhões de beneficiários. Os dados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), no entanto, mostraram desaceleração no ritmo de crescimento observado nos períodos anteriores. No segmento médico-hospitalar, a variação foi de -0,06% em relação ao fechamento de 2025, enquanto os planos exclusivamente odontológicos registraram alta de 0,81%.
 

“Existe uma correlação histórica entre o PIB, a taxa de desemprego e o número de beneficiários da saúde suplementar. Mesmo com o desemprego em níveis historicamente baixos, o cenário de juros elevados e o aumento dos custos exercem pressão sobre a capacidade de expansão do setor”, disse Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde.

Cobertura estabilizada e peso do resultado financeiro
 

A série histórica analisada pela entidade mostra que a taxa de cobertura dos planos médico-hospitalares permanece próxima de 25% da população brasileira há mais de uma década. Já os planos odontológicos mantêm trajetória de crescimento, passando de cerca de 10% de cobertura em 2014 para 17% no início de 2026.

Dados referentes ao período entre 2018 e 2025 indicaram que o resultado financeiro, proveniente dos investimentos e aplicações das reservas técnico-regulatórias, respondeu por 53% do resultado total das operadoras antes dos impostos. No mesmo período, o resultado operacional representou 23% do total.


Rentabilidade abaixo de outros segmentos
 

Para aprofundar o diagnóstico sobre a situação econômica do setor, a FenaSaúde encomendou um estudo à consultoria LCA, que comparou o desempenho da saúde suplementar com outros segmentos da economia no Brasil e no exterior.

Entre os principais resultados estão:

• Margem líquida reduzida: entre 2010 e 2025, a margem líquida média das operadoras foi de 3,5%. Excluindo o resultado financeiro, a margem operacional média ficou em 0,6%.


• Retorno inferior ao custo de capital: segundo o estudo, o retorno obtido pelas operadoras sobre os recursos investidos foi insuficiente para cobrir o custo de captação e manutenção desse capital ao longo do período analisado, especialmente após a pandemia.


• Desempenho inferior a outros segmentos: a margem líquida média das operadoras foi inferior à observada em outros elos da cadeia da saúde. Enquanto o setor de planos de saúde registrou margem de 3,5% entre 2010 e 2025, a indústria farmacêutica apresentou margem média de 19,6% no mesmo período.


Os indicadores também mostram que as despesas assistenciais seguem crescendo em ritmo superior ao das receitas e da inflação. Em 2025, de cada mensalidade paga pelos beneficiários, cerca de R$ 15 permaneceram, em média, com as operadoras após o pagamento das despesas assistenciais.


Sustentabilidade do setor e ajustes regulatórios

No segmento de planos individuais, a equipe técnica da FenaSaúde reforçou, durante a transmissão, que há um descompasso entre a evolução dos custos assistenciais e os mecanismos de reajuste atualmente vigentes. Essa diferença representa um dos desafios para a sustentabilidade econômico-financeira da saúde suplementar.


Outro tema abordado durante a transmissão foi o impacto do envelhecimento populacional sobre o setor. Atualmente, a proporção de beneficiários na última faixa etária em relação à primeira é de 72%. As projeções apresentadas durante a transmissão indicam que essa relação poderá alcançar 109% na próxima década, em um ritmo de envelhecimento superior ao observado nos últimos 25 anos.


“Esse cenário reforça a necessidade de atualização das regras que regem o mercado, de forma a acompanhar as transformações demográficas, epidemiológicas e econômicas do país”, afirmou Rafael Scherre, diretor de regulação econômica da FenaSaúde. 


Durante a transmissão, a equipe técnica também defendeu a ampliação do debate sobre mecanismos de compartilhamento de custos, como coparticipação e franquias. De acordo com Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde, esses instrumentos podem ampliar as alternativas de acesso aos planos de saúde e contribuir para o equilíbrio e a sustentabilidade do sistema no longo prazo.


“Os números mostram que a saúde suplementar segue atendendo mais de 50 milhões de brasileiros, mas enfrenta desafios estruturais que exigem aperfeiçoamentos regulatórios e instrumentos capazes de garantir sua sustentabilidade no longo prazo. O envelhecimento populacional, a evolução dos custos assistenciais e a necessidade de ampliar o acesso exigem um debate baseado em evidências e na busca de soluções que preservem o equilíbrio do sistema de saúde no país”, concluiu Sobral.

Arrecadação da Seguros Unimed cresce 13,6%, para R$ 3,04 bi, no quadrimestre de 2026

São Paulo, 19 de setembro de 2024 | Seguros Unimed | Helton Freitas | Presidente da Seguros Unimed | Foto: Nilton Fukuda

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, iniciou o ano com um desempenho robusto, validando a consistência de sua estratégia de negócios. No primeiro quadrimestre de 2026, a companhia atingiu um faturamento consolidado de R$3,04 bilhões, o que representa um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período no ano anterior. Desse montante total, R$3 bilhões correspondem aos prêmios de seguros, enquanto as contribuições de previdência totalizaram R$57,0 milhões.

A alta performance econômica-financeira nos primeiros meses do ano também é reflexo da eficiência em custos e do rigoroso controle de sinistros, resultando em uma sinistralidade de 71% no segmento de Saúde. Esse cenário favorável contribuiu para um resultado operacional consolidado de R$ 407,4 milhões.

Com a marca de 1 milhão de vidas, o ramo de Saúde cresceu 14,7% e alcançou faturamento de R$2,55 bilhões. Os demais ramos também acompanharam o cenário positivo: Ramos Elementares (+ 30,8%), Odontologia (+12,3%) e Vida (+5,4%). Todos os resultados superaram as projeções que haviam sido feitas para o primeiro quadrimestre de 2026. 

Os resultados expressivos têm como principal alicerce o cuidado com as pessoas. Mais do que uma diretriz institucional, essa premissa orienta decisões, investimentos e a forma como a companhia se relaciona com seus mais de 7 milhões de clientes. O crescimento sustentável da seguradora está diretamente ligado à capacidade de oferecer proteção, acolhimento e soluções que geram valor para os segurados.

O compromisso com o cuidado se traduz em uma gestão assistencial que busca atuar de forma preventiva e personalizada. A Seguros Unimed desenvolve programas voltados à promoção da saúde, coordenação do cuidado e acompanhamento de pacientes com diferentes perfis de risco, além de investir em atenção primária, telemedicina e soluções digitais que ampliam o acesso aos serviços. Essa atuação contribui para melhores desfechos clínicos, maior qualidade de vida para os beneficiários e para a sustentabilidade do sistema de saúde como um todo.

“Nossa estratégia de expansão tem o cuidado e as necessidades do cliente como pilares. Ao atingirmos 1 milhão de vidas na Saúde, fortalecemos o principal pilar do nosso negócio, o que impulsiona diretamente o avanço sólido dos nossos outros segmentos. Isso prova que crescer de forma sustentável significa entregar valor e proteção integrada em todas as frentes”, ressalta Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed.

Para 2026, a Seguros Unimed estima um aumento de 12,5% no faturamento, com a meta de atingir a marca de R$9,6 bilhões. Após anos de expansão próxima à casa dos 15% — a exemplo do avanço de 14,5% registrado no exercício de 2025, a nova meta reafirma o ritmo de crescimento sustentável da companhia.

“O movimento de consolidação no setor exige que sejamos cada vez mais competitivos e ágeis para continuar crescendo de forma sustentável e acima da inflação. Os resultados consistentes que registramos neste primeiro quadrimestre nos dão a segurança de que estamos no caminho certo para cumprir nossa previsão anual, mantendo a solidez e a excelência no cuidado com os nossos clientes”, destaca o executivo.

Corretora de seguros Exalt anuncia Cesar Stringari como superintendente financeiro

O Grupo Exalt anuncia Cesar Stringari como novo Superintendente Financeiro. Com 21 anos de experiência no mercado segurador, o executivo chega para fortalecer a gestão financeira do Grupo, ampliar a visão estratégica sobre resultados e apoiar a evolução sustentável dos negócios.

Formado em Ciências Contábeis pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a PUC-SP, o executivo construiu uma carreira marcada pela atuação em Planejamento e Análise Financeira, conhecido também como FP&A, além de experiência em orçamento, projeções de longo prazo e acompanhamento de desempenho por linhas de negócio, filiais e canais de vendas.

Antes de integrar o Grupo Exalt, atuou por 11 anos na Chubb Seguros, onde exerceu os cargos de Gerente de FP&A e Gerente de Tesouraria. Também passou pela RSA Seguros, AIG Seguros e Unibanco AIG, consolidando uma trajetória relevante em empresas de grande porte do setor.

Ao longo de sua carreira,  liderou iniciativas importantes para aprimorar a leitura financeira e operacional das companhias onde atuou. Entre seus principais projetos estão a criação de modelos de PRF, voltados ao acompanhamento do resultado da seguradora a partir de novos negócios e renovações, permitindo identificar oportunidades de melhoria de performance. O executivo também possui experiência na criação de acompanhamentos comerciais em diferentes níveis de detalhamento, no desenvolvimento de métricas de alocação de custos por centros de custo e drivers específicos, além da gestão e monitoramento de despesas.

Para Alexandre Federman, CEO do Grupo Exalt, a contratação representa um passo importante para o fortalecimento da governança financeira da companhia. “Estamos muito felizes com a chegada do Cesar Stringari ao Grupo Exalt. Ele traz uma experiência construída em grandes empresas do mercado segurador, e uma visão prática sobre planejamento, resultado, eficiência e crescimento. Sua atuação será fundamental para evoluirmos ainda mais nossos processos financeiros, ampliarmos a qualidade das análises e apoiarmos decisões estratégicas com mais precisão. É uma contratação que reforça nosso compromisso com uma gestão sólida, responsável e preparada para os próximos desafios da Exalt”, concluiu.

Alper Seguros inaugura espaço físico para a vertical de Transportes, Logística e Network em SP

alper transporte

Refletindo o seu contínuo ritmo de crescimento e a expansão de suas operações, a Alper Seguros inaugurou oficialmente, nesta quarta-feira (17), mais um andar na sede, dedicado à sua vertical de Transportes, Logística e Network. Localizada no 8º andar da matriz da companhia, em Pinheiros, na cidade de São Paulo, a nova estrutura representa o 4º andar ocupado pela Alper no edifício e foi projetada para integrar as equipes e suportar o avanço de uma das frentes mais estratégicas da corretora. O ambiente também foi pensado para proporcionar mais conforto, funcionalidade e bem-estar aos partners e associados, favorecendo a troca de conhecimento, a produtividade e a conexão entre os times.

A celebração reuniu colaboradores em um momento de integração que marcou o início desta nova fase. A vertical é reconhecida no mercado por oferecer soluções robustas em gerenciamento de riscos e seguros customizados para toda a cadeia logística, garantindo eficiência operacional e proteção financeira de ponta a ponta.

“A inauguração deste novo espaço é o reflexo direto da energia do nosso time e do momento de forte expansão que estamos vivendo”, afirma Denis Teixeira, SVP de Logística, Transportes e Alper Network da Alper Seguros. “Estamos de casa nova para acolher nossa equipe com a infraestrutura que ela merece e, acima de tudo, para oferecer um ambiente de excelência, projetado estrategicamente para receber nossos parceiros e associados. Este espaço foi pensado para fortalecer nossas conexões, gerando mais proximidade e colaboração. Estamos ainda mais preparados para entregar as melhores soluções em transporte, logística e rede. É um marco que celebra o nosso crescimento e projeta o nosso futuro,” ressalta Teixeira. 

“Esse novo ambiente materializa a nossa estratégia de crescimento sustentável e o compromisso contínuo da Alper com a excelência. A vertical de Transportes e Logística é um dos pilares fundamentais do nosso negócio, e investir em uma estrutura moderna e integrada nos dá o suporte necessário para continuar inovando e gerando valor de ponta a ponta para o mercado”, destaca Marcos Couto, CEO da Alper Seguros. 

Com o novo ambiente, a Alper Seguros reforça seu compromisso com a excelência no atendimento e com a inovação no setor de seguros de transporte e logística, consolidando sua posição de liderança no mercado nacional.

Livro de Manuel Matos examina como a economia de dados redesenha a proteção ao segurado 

manuel mattos

O sistema nacional de seguros, previdência privada e capitalização movimenta mais de R$ 750 bilhões por ano em arrecadação e acumula mais de R$ 2 trilhões em provisões técnicas – o equivalente a 16% do PIB brasileiro. Apesar dessa dimensão, a reorganização em curso na infraestrutura de dados que sustenta o setor ainda é pouco compreendida por quem precisa legislar sobre ele, regulá-lo ou investir nele. 

O autor independente Manuel Matos lança o livro Da Intermediação à Infraestrutura — A Distribuição de Seguros e a Arquitetura da Confiança na Era dos Dados. A obra analisa como a convergência entre regulação, tecnologia e economia de dados está reorganizando a distribuição de seguros no Brasil, e coloca uma pergunta no centro: o que essa mudança entrega a quem contrata o seguro. 

O argumento parte de uma constatação. Open Insurance, Open Finance, identidade digital e inteligência artificial não são temas isolados. São faces de uma mesma transformação: a reorganização da confiança numa economia movida por dados. A distribuição de seguros, antes apenas intermediário comercial, passa a operar como infraestrutura. 

A obra documenta essa reorganização. Em 27 capítulos, propõe um arcabouço conceitual para nomear os fenômenos que estão redefinindo a distribuição de seguros na era dos dados: a contribuição tridimensional sobre o distribuidor independente, a regulação infraestrutural de fato exercida por plataformas privadas, a captura regulatória invertida que esvazia a capacidade normativa do regulador e a bifurcação entre o corretor-canal de cotação e o corretor-arquiteto de risco. 

Matos desloca o foco do debate. A transformação do canal é o contexto, não o tema. O tema é o segurado, a pessoa que protege a si, a família e o patrimônio. Cada mudança regulatória ou tecnológica é avaliada por um único critério: serve ao interesse de quem contrata o seguro? O livro trata o corretor não como protagonista, mas como o agente que traduz a complexidade para o segurado, função que ganha peso na era da IA.
 

Escrito para legisladores, reguladores e executivos do setor, o livro é o primeiro de uma série. O segundo, As Infraestruturas de Mercado do Século XXI, está em desenvolvimento.

Tokio Marine lança E&O para Pessoa Física e amplia proteção ao profissional autônomo brasileiro

carol tokio marine seguradora
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Com o objetivo de atender a uma demanda crescente do mercado e ampliar o acesso à proteção profissional para trabalhadores independentes, a Tokio Marine Seguradora lança o E&O Demais Atividades para Pessoa Física, modalidade do Seguro de Responsabilidade Civil Profissional. 
 

Já disponível para contratação, a solução contempla mais de 15 categorias de atividades, reunindo perfis tão variados quanto advogados, arquitetos, profissionais de tecnologia e dados, especialistas em marketing e publicidade, professores, agrônomos, tradutores e produtores de audiovisual, entre outros. 
 

Para a Diretora de Riscos Financeiros, Carol Ayub, a iniciativa parte de uma constatação cada vez mais presente: mesmo atuando com responsabilidade e excelência técnica, o profissional autônomo está sujeito a situações em que o Cliente pode interpretar uma entrega de forma diferente da esperada, gerando questionamentos com impacto direto sobre sua reputação e estabilidade financeira.
 

“Estudamos esse nicho com atenção, para que pudéssemos desenhar um produto alinhado às necessidades de quem trabalha por conta própria, com coberturas ampliadas, contratação ágil e linguagem acessível. Nossa intenção é entregar proteção que acompanhe a realidade do profissional moderno que, muitas vezes, transita por múltiplas habilidades e projetos ao mesmo tempo”, afirma Ayub.
 

Com mais de 50 produtos voltados para Pessoa Jurídica e histórico consolidado em Atendimento Especializado a empresas de diferentes portes e setores, a Tokio Marine é reconhecida como uma das principais referências do país em proteção para o segmento empresarial.

Porto Seguro patrocina São João de Campina Grande e leva ecossistema de proteção para o Nordeste 

O São João começa antes mesmo das quadrilhas, músicas e shows. Para milhões de brasileiros, especialmente aqueles que viajam para vivenciar em Campina Grande, o planejamento da festa começa ainda em casa: organizar a viagem, preparar o lar para os dias fora e garantir mais tranquilidade ao longo de toda a festividade. Por isso, a Porto Seguro reforça seu posicionamento de cuidado e proteção em uma das maiores celebrações culturais do país. 

A continuidade do patrocínio fortalece a presença da companhia no Nordeste e consolida uma relação cada vez mais próxima com a região. “Estar presente pelo segundo ano consecutivo reforça nosso compromisso de participar não apenas dos momentos do dia a dia, mas também das celebrações que fazem parte da memória afetiva dos brasileiros. Queremos que as pessoas aproveitem a festa com mais tranquilidade, sabendo que podem contar com soluções de proteção em diferentes etapas dessa experiência”, comenta Jarbas Medeiros, diretor de Ramos Elementares e Vida da Porto Seguro. 

Para acompanhar o aumento no fluxo de turistas durante o período junino, a Porto Seguro disponibilizará condições especiais para a contratação do Seguro Viagem, incluindo o cupom promocional SAOJOAO50, que garante desconto até o dia 30 de junho, para qualquer destino nacional. O Seguro Viagem oferece coberturas para emergências médicas e extravio de bagagem, além de benefícios adicionais, como descontos para hospedagem de pets, aluguel de mala e assistência durante toda a jornada. 

Além disso, para deixar a experiência completa, a companhia também oferecerá condições especiais para o Seguro Celular com até 20% OFF, que conta com proteção completa contra roubo, furto simples, quebra acidental, danos elétricos e por líquidos, transações digitais e Pix. 

Já para quem vai passar alguns dias fora durante a festividade, o Seguro Residencial surge como um aliado importante na proteção do lar. O produto oferece coberturas para situações como incêndio, danos elétricos, roubo de bens e assistência 24 horas, incluindo serviços de chaveiro, eletricista e encanador. 

“Os grandes eventos culturais são importantes plataformas de conexão entre marcas e pessoas. O São João de Campina Grande reúne tradição, emoção, regionalidade e experiência, atributos que dialogam diretamente com a estratégia da Porto Seguro de construir proximidade com o público por meio de territórios relevantes e genuínos”, afirma Oliver Haider, Superintendente de Marketing da Porto. 

Durante o São João, a Porto Seguro marcará presença com diferentes espaços de experiência, incluindo camarote e espaço Porto Seguro. A companhia também disponibilizará áreas dedicadas ao conforto e à conveniência do público, com espaço para descanso, recarga de celulares e um ponto instagramável, reforçando sua proposta de cuidado e proximidade ao longo de toda a festividade.