Swiss Re amplia presença internacional com parcerias exclusivas na Índia e no México

A Swiss Re Corporate Solutions anunciou a criação de parcerias exclusivas com a Bajaj General Insurance, na Índia, e a GNP Seguros, no México, para ampliar sua atuação em dois dos mercados de seguros corporativos que mais crescem no mundo. A estratégia busca oferecer soluções para grandes empresas locais, muitas delas em processo de internacionalização, além de fortalecer o atendimento a clientes globais com operações nesses países.

Na Índia, a parceria — ainda sujeita à assinatura dos contratos definitivos e às aprovações regulatórias — permitirá à Swiss Re levar sua expertise em subscrição para segmentos considerados estratégicos para a economia local, como tecnologia e manufatura. O acordo também prevê o desenvolvimento de programas internacionais de seguros voltados às empresas indianas com atuação no exterior.

No México, a companhia firmou uma colaboração de longo prazo com a GNP Seguros. Após a aprovação dos órgãos reguladores, a Swiss Re transferirá sua carteira de seguros corporativos diretos no país para a parceira mexicana, mantendo o atendimento aos clientes por meio da rede de distribuição da GNP. A iniciativa combina a presença local da seguradora mexicana com a capacidade global da Swiss Re em gestão de riscos e seguros empresariais.

“Empresas multinacionais esperam cada vez mais que as seguradoras combinem profundo conhecimento dos mercados locais com capacidades globais e execução internacional integrada. Nossas parcerias com a Bajaj General Insurance e a GNP Seguros inauguram uma nova fase na forma como atendemos clientes na Índia e no México. Juntos, ampliaremos as soluções oferecidas ao mercado e ajudaremos as empresas a enfrentar um ambiente de riscos cada vez mais interconectado com confiança e resiliência”, afirmou Ivan Gonzalez, CEO da Swiss Re Corporate Solutions.

Swiss Re amplia lucro em 9% no semestre e reforça meta de crescimento para 2026

A Swiss Re registrou lucro líquido de US$ 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas no segundo trimestre, o ganho foi de US$ 1,3 bilhão. O desempenho foi sustentado pelo crescimento dos resultados nas três principais unidades de negócios: resseguros de danos (P&C Re), seguros corporativos (Corporate Solutions) e resseguros de vida e saúde (L&H Re), mantendo o grupo no caminho para atingir a meta anual de US$ 4,5 bilhões. 

O segmento de resseguros de danos foi o principal destaque, com lucro de US$ 1,4 bilhão, avanço de 18%, e índice combinado de 76,7%, beneficiado pela baixa ocorrência de grandes catástrofes naturais no período. A unidade de seguros corporativos elevou o lucro em 14%, para US$ 490 milhões, enquanto a operação de vida e saúde avançou 21%, alcançando US$ 1 bilhão, favorecida por melhores resultados de mortalidade nos Estados Unidos. 

O grupo também anunciou a ampliação de sua meta de redução de custos operacionais para US$ 500 milhões até 2028, ante o objetivo anterior de US$ 300 milhões até 2027. A estratégia busca simplificar processos internos e aumentar a eficiência operacional, preservando a forte posição de capital da companhia, cujo índice Swiss Solvency Test permaneceu em 264%, acima da faixa-alvo. 

“O forte desempenho no primeiro semestre nos mantém no caminho para cumprir nossas metas financeiras de 2026, embora permaneçamos atentos à aproximação do pico da temporada de furacões. Olhando além deste ano, vemos a demanda por resseguros e expertise em gestão de riscos continuar crescendo em um mundo em rápida transformação. Ao investir em dados, tecnologia e inteligência artificial, estamos fortalecendo nossa capacidade de atender essa demanda crescente, apoiar nossos clientes diante de um ambiente de riscos cada vez mais complexo e gerar valor de longo prazo para os acionistas”, afirmou o CEO da Swiss Re, Andreas Berger. 

Agenda de lives, webinars, balanços e afins…

16 DE SETEMBRO

XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada

Evento: XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada
Data: 16 de setembro de 2026 (quarta-feira)
Local: Jardim Nacional – Av. Paulista, 2073 – Consolação, São Paulo – SP
Mais informações: inscrições já disponíveis em Link.

Painel 01 – Lançamento da Pesquisa Fenaprevi / Datafolha 2026;
Painel 02 – Como Aumentar a Proteção Securitária da População – O Papel relevante do Seguro de Vida Universal;
Painel 03 – Os Desafios da Distribuição;
Painel 04 – O Modelo Previdenciário que o País Necessita;
Painel 05 – Como proteger uma sociedade que envelhece e vive por mais tempo?

15 DE OUTUBRO

15 e 16 de outubro de 2026

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Evento presencial em Expotrade Convention Center

8ª Convenção Nacional Lojacorr Seguros será o ponto de encontro para conexões, conteúdo prático e negócios reais e será o palco para celebrarmos três décadas de história e projetarmos os próximos passos do mercado segurador. Serão dois dias de imersão no Expotrade Convention Center, projetados para conectar você às maiores oportunidades do setor.

4 E 5 DE NOVEMBRO

O CQCS Inovação é o maior evento de inovação em seguros da América Latina, reconhecido como um dos principais do mundo. Com uma jornada intensa de conteúdo, o evento é dividido em duas fases. Pela manhã, renomados Keynote Speakers do cenário global de inovação em seguros compartilharão suas experiências e visões na plenária principal, abordando temas essenciais para o futuro do setor. À tarde, você terá a oportunidade de participar de painéis simultâneos em seis salas, com os principais players do mercado de seguros brasileiro e convidados de outros continentes. Esses especialistas trarão conteúdo de alta qualidade e diretrizes sólidas para fortalecer parcerias, repensar estratégias de negócios e explorar novas possibilidades de desenvolvimento em um mercado de seguros mais amplo, eficiente e justo para todos os envolvidos. Com tradução simultânea nas palestras internacionais, garantimos a integração e o estímulo para a realização de grandes negociações que podem transformar o futuro de sua empresa. 

Daniel Castillo assume resseguradoras do IRB(Re) no exterior

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Daniel Castillo é o novo diretor-presidente das novas resseguradoras do IRB(Re), localizadas na Suíça e em Malta. O executivo passa a se dedicar integralmente ao projeto estratégico de expansão internacional da companhia, fortalecendo a presença global do IRB(Re). O início das operações nestes mercados aguarda a aprovação das autoridades locais. 

“Estamos expandindo o nosso ecossistema de proteção e não há ninguém melhor para liderar o projeto de internacionalização da companhia. O Castillo é nosso ‘Mr. Reinsurance’, uma referência internacional em resseguros, dada a sua longa e bem-sucedida carreira em diversos países do mundo. Para nós, contar com sua ampla experiência no mercado global é fundamental para o sucesso da implantação e desenvolvimento da nossa nova frente de negócios”, destaca Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

Nos últimos quatro anos, Castillo liderou as operações de resseguro do IRB(Re). “Vamos buscar prêmios no resseguro global, sempre com rentabilidade. Para chegar lá, temos as ferramentas, o capital e, o mais importante, temos as pessoas, com seu conhecimento e experiência. Com muito orgulho do que construímos até agora, tenho certeza de que podemos alcançar muito mais”, afirma Castillo. 

Daniel Volpe, Ricardo Siquieri e Daniel Zaltman

Com foco na manutenção da disciplina de subscrição e da rentabilidade dos negócios, três diretores passam a gerir as atividades de resseguro no Brasil com reporte ao CEO: Daniel Volpe, diretor estatutário Técnico e de Retrocessões, responsável pela precificação, proteção da carteira e operações de transferência de risco; Ricardo Siquieri, diretor de Vida, responsável pela subscrição e precificação da carteira doméstica e internacional de resseguro de Vida; e Daniel Zaltman, diretor de Subscrição, responsável pela subscrição de prêmios domésticos e internacionais de resseguro Não-Vida . 

CNseg: governo cria grupo para revisar e padronizar seguros em concessões de portos, hidrovias e aeroportos

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou nesta quarta-feira (5) a criação de um grupo de trabalho para revisar a estrutura de seguros e garantias utilizada nos contratos de concessão e arrendamento dos setores portuário, aeroportuário e hidroviário. A proposta é reduzir incertezas jurídicas e padronizar procedimentos para a melhor utilização dos seguros em projetos de infraestrutura.

Batizado de GT SegInfra, o colegiado terá caráter consultivo e prazo inicial de 100 dias, prorrogável pelo mesmo período. O grupo reunirá representantes do ministério, das agências reguladoras — como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) —, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e de entidades do setor segurador.

O anúncio foi feito durante o “Seguros Day”, evento realizado nesta quarta-feira (5/8) em Brasília, e promovido pela Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA), pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) e pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), com apoio do ministério.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o grupo deverá revisar a forma como os riscos são distribuídos entre o poder concedente, os concessionários e o mercado segurador nos contratos de infraestrutura. A intenção é definir critérios mais claros para a alocação desses riscos e estabelecer diretrizes para a padronização das coberturas, a elaboração dos estudos de viabilidade e a validação prévia das soluções de seguro, com o objetivo de reduzir custos associados aos projetos. “O GT busca responder quais riscos podem ser transferidos ao concessionário e, consequentemente, ao mercado segurador. A partir dessa resposta, o grupo pretende propor diretrizes para a padronização de coberturas, para a elaboração dos estudos de viabilidade, para a validação prévia do mercado segurador e para a redução de custos ocultos nos projetos”, informou o ministro.

Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, ainda existe um descompasso entre as coberturas contratadas e a expectativa dos envolvidos nas concessões. Para ele, a criação do grupo pode contribuir para tornar as cláusulas contratuais mais transparentes e dar maior clareza sobre quais riscos efetivamente estão protegidos pelas apólices.

“Atualmente vemos uma desconexão entre aquilo que se espera que tenha cobertura e aquilo que efetivamente está coberto pelos contratos. Encontros como esse, assim como a criação do GT, são essenciais para trazer clareza sobre o que realmente se precisa de cobertura e o que realmente está coberto”, destacou.

Na avaliação do superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, o seguro pode desempenhar um papel estratégico na expansão dos investimentos em infraestrutura, desde que exista maior previsibilidade regulatória e segurança jurídica para os agentes envolvidos. “Nós temos toda uma agenda pela qual o mundo do seguro pode ser, ele próprio, uma “infraestrutura da infraestrutura”. Esse é o nosso desafio: como nós possibilitamos que o seguro seja um agente facilitador de todos os investimentos em infraestrutura por todo o país”, ressaltou.

Debates Técnicos

Durante o evento, três painéis técnicos focaram nas perspectivas regulatórias e nos impactos para os setores securitário e de infraestrutura no Brasil. Para o presidente do IBI, Mauro Samarco, encontros que ampliam o entendimento entre o setor público e o privado são fundamentais para que temas como o seguro pautem o desenvolvimento econômico e logístico nacional.

Já o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), membro da FPPA, destacou que a falta de cultura e o desconhecimento sobre seguros no Brasil ainda dificultam a inclusão desse serviço nas diversas etapas de empreendimentos públicos.

Diálogo Intersetorial

Nos debates subsequentes, o diretor de Relações Institucionais da CNseg, Hailton Madureira, reforçou a importância de manter um canal direto de comunicação entre o mercado segurador, atores públicos e integrantes do setor logístico.

“Estamos construindo uma estrutura junto aos representantes do setor segurador que possibilite um diálogo rápido junto ao setor público, com isso conseguimos destacar que tipo de empreendimento pode e qual tipo de seguro a ser aplicado”, explicou.

A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) e a Federação Nacional de Empresas de Resseguros (Fenaber) também participaram do encontro. A presidente da Fenaber, Rafaela Barreda, ressaltou que o setor deve trabalhar em conjunto para conscientizar os envolvidos sobre a transferência de riscos, garantindo produtos adequados para cada serviço. O diretor-executivo da Fenseg, Danilo Silveira, reforçou o ponto de vista ao destacar que a transferência de riscos em concessões e editais deve estar atrelada ao conhecimento real das necessidades das obras, tornando os produtos mais assertivos na prática e na legislação.

Também participaram do evento, representando o setor segurador, os presidentes das comissões de Responsabilidade Civil, Fábio Barreto, e de Riscos de Crédito e Garantias, Ketlyn Stefanovic, ambos da Fenseg, além da superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira.

A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) e a Federação Nacional de Empresas de Resseguros (Fenaber) também participaram do encontro. A presidente da Fenaber, Rafaela Barreda, ressaltou que o setor deve trabalhar em conjunto para conscientizar os envolvidos sobre a transferência de riscos, garantindo produtos adequados para cada serviço. O diretor-executivo da Fenseg, Danilo Silveira, reforçou o ponto de vista ao destacar que a transferência de riscos em concessões e editais deve estar atrelada ao conhecimento real das necessidades das obras, tornando os produtos mais assertivos na prática e na legislação.

Também participaram do evento, representando o setor segurador, os presidentes das comissões de Responsabilidade Civil, Fábio Barreto, e de Riscos de Crédito e Garantias, Ketlyn Stefanovic, ambos da Fenseg, além da superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira.

CNseg: gestão de riscos entra na estruturação de projetos para ampliar investimentos em infraestrutura

A adaptação às mudanças climáticas começa antes da execução das obras. Incorporar a gestão de riscos ainda na estruturação dos projetos foi apontado por especialistas como um dos principais caminhos para ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura e reduzir os impactos econômicos provocados por eventos extremos. 


A avaliação foi feita durante o painel “Desafios da Universalização do Saneamento: como a garantia do acesso contribui para a agenda climática”, realizado nesta terça-feira, 4 de agosto, durante o evento Brasil 2030: Economia, Clima e Competitividade, na sede da Times Brasil, em São Paulo.


Para Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o seguro deve fazer parte da estruturação dos projetos desde o início, contribuindo para identificar, mitigar e transferir riscos antes mesmo da captação dos recursos.


“A CNseg vem trabalhando em maior proximidade com o setor produtivo para mostrar que o setor faz gestão de 
riscos. Quando você olha a matriz de riscos de um projeto, identifica onde o seguro pode diminuir essa exposição. Com isso, é possível fazer uma análise do risco do projeto e trazer seguros que contribuam para mitigá-lo e torná-lo mais bancário”, afirmou. 


Claudia acrescentou que gostaria de ver os bancos reconhecendo o seguro como um instrumento de mitigação de riscos, refletindo essa proteção inclusive nas condições de financiamento dos projetos. Na avaliação da diretora, essa atuação integrada entre seguradoras, empresas, financiadores e poder público permite incorporar mecanismos de proteção desde a fase de planejamento, tornando os empreendimentos mais resilientes e reduzindo incertezas para investidores. 


A diretora também chamou atenção para o avanço das discussões sobre mecanismos de proteção contra desastres e para a necessidade de fortalecer instrumentos que permitam ampliar a cobertura diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos.


A necessidade de estruturar projetos mais robustos também apareceu na fala de Leandro Marin, vice-presidente regional da Aegea. Segundo ele, o interesse do mercado por infraestrutura existe, mas transformar esse potencial em investimentos depende da qualidade técnica das modelagens. “Existe uma demanda enorme, no Brasil e no exterior, por alocação de capital em projetos de infraestrutura. O que falta são bons projetos e boas modelagens”, afirmou.


De acordo com o executivo, a universalização do saneamento depende da capacidade de reunir diferentes atores em torno de contratos de longo prazo. Além de operadores e investidores, esse processo envolve financiadores, órgãos de controle, poder público e a própria sociedade, exigindo diálogo permanente durante toda a execução dos empreendimentos.


Na sequência, Natalia Dias, diretora-executiva e diretora-chefe da Divisão de Sustentabilidade do IDB Invest, destacou o papel das instituições multilaterais na preparação dos projetos e na mobilização de recursos para ampliar investimentos em infraestrutura. “O saneamento conecta três áreas muito relevantes: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e agenda climática. Por isso, é uma prioridade para o grupo BID”, afirmou.


Para Natalia, a atuação do banco começa antes da etapa de financiamento. Além da concessão de crédito, as instituições multilaterais apoiam governos e operadores na estruturação das concessões, na modelagem financeira dos projetos e na construção de mecanismos capazes de reduzir riscos para investidores.


A executiva destacou que o novo marco do saneamento abriu espaço para ampliar a participação do mercado de capitais no setor e citou operações conduzidas pelo BID para apoiar a universalização dos serviços. Entre elas estão garantias para parcerias público-privadas, financiamentos a operadores privados e a estruturação de emissões voltadas à agenda climática.


As discussões convergiram para um ponto comum: ampliar investimentos em infraestrutura diante das mudanças climáticas passa pela construção de projetos capazes de identificar riscos, distribuir responsabilidades e incorporar mecanismos de proteção desde sua concepção. Para os participantes, a combinação entre boa modelagem, instrumentos financeiros e gestão de riscos tende a ampliar a confiança dos investidores e aumentar a resiliência dos empreendimentos.


O evento na sede da Times Brasil integrou a programação da CNseg durante a Semana do Clima de São Paulo. Este foi o segundo dia de atividades da Confederação, cuja agenda contempla debates sobre financiamento climático, infraestrutura, ciência, agronegócio e gestão de riscos.

EZZE amplia sua atuação e lança parceria com a BYD em ação para o Dia dos Pais

A EZZE Seguros, uma das companhias mais rentáveis do Brasil, anuncia uma parceria estratégica com a BYD, empresa automotiva líder em tecnologia e mobilidade sustentável. Com foco em presença e proteção, a iniciativa chega para celebrar o Dia dos Pais com economia e segurança para toda a família. Entre os dias 4 e 9 de agosto, quem adquirir qualquer modelo zero km da linha BYD nas concessionárias da marca em todo estado de São Paulo ganhará o Seguro EZZE Auto, totalmente gratuito, com validade até 31 de dezembro de 2026.

“Trabalhamos com foco em inovação e na total satisfação do cliente. Agora, estamos proporcionando maior segurança e proteção para os pais e para seus veículos nessa importante parceria com a BYD, uma marca sinônimo de inovação contínua”, explica Richard Vinhosa, CEO da EZZE Seguros.

Prudential amplia lucro, destaca crescimento do Brasil e diz que venda das operações emergentes será gradual

A Prudential Financial registrou forte crescimento nos resultados do segundo trimestre de 2026, sendo que boa parte de mais de 1h20 incluindo perguntas e respostas de analistas foi para detalhar sua estratégia de reestruturação global, que inclui a venda das operações em mercados emergentes, entre elas a brasileira e a mexicana. Durante a teleconferência com analistas, a administração afirmou que o processo será conduzido de forma gradual, sem cronograma definido, e terá como prioridade maximizar o valor dos ativos.

A companhia encerrou o trimestre com lucro líquido de US$ 985 milhões, alta de 85% em relação aos US$ 533 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O lucro operacional ajustado alcançou US$ 1,438 bilhão, avanço de 14%, enquanto os ativos sob gestão cresceram para US$ 1,642 trilhão.

Apesar de a revisão estratégica envolver a saída dos mercados emergentes, o Brasil voltou a ser um dos destaques da apresentação dos executivos. Tanto o CEO Andy Sullivan quanto a CFO Yanela Frias reforçou essa avaliação ao apresentar os números da divisão internacional citaram diversas vezes o desempenho da subsidiária brasileira como um dos principais responsáveis pelo crescimento da divisão internacional.

“Estamos operando em um ambiente global fragmentado, onde o capital se move menos livremente entre fronteiras. O sucesso requer mais do que presença de mercado. Exige escala e liderança“, disse. “Vamos rotacionar o capital de apoio, esperado em bem mais de US$ 3 bilhões, para essas geografias e para o nosso negócio de gestão de ativos, que esperamos ser um direcionador ainda maior e mais estratégico de valor para a companhia”, disse.

Segundo Sullivan, os negócios internacionais apresentaram resultados robustos mesmo diante da suspensão voluntária das vendas da Prudential Japão, refletindo a resiliência da operação e o avanço dos mercados emergentes, especialmente o Brasil. “O Brasil registrou aumento nas vendas impulsionado pelo crescimento do canal de Life Planners e pelo fortalecimento do canal de distribuição por terceiros”, afirmou o executivo.

Sullivan destacou ainda que a estratégia de diversificação de produtos e canais vem produzindo resultados consistentes. Segundo ele, a companhia vem ampliando sua presença em diferentes segmentos de clientes, reduzindo a dependência de um único modelo de distribuição e fortalecendo o crescimento sustentável dos negócios.

Yanela Frias reforçou essa avaliação ao apresentar os números da divisão internacional. O lucro operacional ajustado do segmento alcançou US$ 855 milhões, crescimento de 12% sobre o mesmo período de 2025. Desconsiderando os efeitos positivos da revisão anual das premissas atuariais, o desempenho foi impulsionado pelo aumento das receitas financeiras (spread income) e pelos resultados dos mercados emergentes, com destaque para o Brasil, compensando parcialmente os impactos da suspensão temporária das vendas no Japão.

A administração informou que a paralisação das vendas no Japão reduziu o lucro operacional em aproximadamente US$ 105 milhões no trimestre, mas reiterou a expectativa de retomada das operações até novembro e manteve a projeção de impacto anual entre US$ 525 milhões e US$ 575 milhões.

Venda das operações

O tema que concentrou maior atenção dos analistas, entretanto, foi o futuro das operações em mercados emergentes. Questionado sobre o processo de desinvestimento, Andy Sullivan afirmou que a companhia não divulgará detalhes sobre o cronograma nem sobre a sequência das negociações em cada país, mas fez questão de esclarecer que a estratégia não envolve o fechamento das subsidiárias.

Segundo o executivo, o objetivo é vender os negócios para compradores que consigam preservar o valor construído pela companhia. “Nossa prioridade é maximizar o valor dessas operações. Não vamos comentar o momento ou a sequência das vendas em cada mercado. Esse processo levará tempo porque queremos encontrar os compradores certos e garantir o melhor resultado para clientes, funcionários e acionistas. O que deve ser entendido é que, de forma geral, estamos falando da venda de empresas, e não do encerramento das operações. Todos os nossos mercados emergentes representam plataformas valiosas de negócios.”

Sullivan acrescentou que o plano de transformação da Prudential tem horizonte de aproximadamente cinco anos e que a companhia pretende liberar um volume de capital superior aos US$ 3 bilhões inicialmente estimados. Esses recursos serão direcionados principalmente para três frentes estratégicas: a expansão da gestora PGIM, o crescimento do negócio de seguros coletivos (Group Insurance) e o fortalecimento das operações de aposentadoria na Europa.

Ao responder a outra pergunta dos analistas, o CEO reforçou que, após a conclusão da revisão estratégica, a Prudential concentrará seus investimentos em gestão de ativos, aposentadoria e seguros considerados estratégicos, mantendo o Japão como mercado prioritário de longo prazo, mas com foco crescente em produtos de aposentadoria e acumulação de patrimônio.

Mercado de vida segue aquecido

Durante a apresentação dos resultados, Sullivan também destacou que o mercado de seguros de vida continua apresentando fundamentos favoráveis. Segundo ele, o número de propostas permanece em níveis recordes, sustentado pelo envelhecimento da população, pelo aumento da procura por soluções de acumulação de patrimônio e pelos avanços tecnológicos, como a integração digital, a subscrição automatizada e a aceleração dos processos de aprovação.

A companhia também registrou recorde de vendas no segmento de vida individual nos Estados Unidos, impulsionado pelos produtos de acumulação patrimonial, enquanto o seguro coletivo avançou 26% em relação ao ano anterior, refletindo a estratégia de diversificação de produtos e canais de distribuição.

No Brasil, a decisão da Prudential é acompanhada de perto pelo mercado segurador. A companhia ocupa posição relevante no segmento de seguro de vida individual, um dos mais disputados do setor justamente pelo baixo nível de penetração no país e pelo elevado potencial de crescimento. A concorrência entre seguradoras, corretores e assessorias financeiras vem se intensificando nos últimos anos, impulsionada pela expansão da demanda por produtos de proteção e planejamento financeiro.

Em conversas reservadas, fontes do mercado que acompanham o processo avaliam que a venda da operação brasileira tende a ser concluída antes do que o horizonte mais amplo apresentado pela matriz. Na avaliação dessas fontes, uma definição rápida reduziria o risco de perda de talentos, corretores e clientes durante o período de transição, preservando o valor do ativo.

Embora neguem oficialmente participação no processo, executivos de companhias apontadas pelo mercado como potenciais interessadas acompanham os desdobramentos da operação. Entre os nomes mais frequentemente citados estão CNP Seguradora, MetLife e Tokio Marine. A expectativa é de que o aumento do número de potenciais investidores contribua para tornar a disputa mais competitiva e favoreça a estratégia da Prudential de maximizar o valor da venda.

Yelum lapida experiência do cliente para ressignificar etapa final da jornada de sinistro

A Yelum Seguros acaba de lançar a Caixa do Recomeço, uma ação que transforma a etapa final do sinistro parcial em um momento de acolhimento e proximidade com o cliente. Em fase piloto na cidade de São Paulo, a iniciativa busca marcar um dos momentos mais sensíveis da relação entre cliente e seguradora: a retirada do veículo após a conclusão do reparo.

Alinhada ao posicionamento da marca, “Liberdade por caminhos seguros”, a proposta apresenta uma nova forma de relacionamento ao longo de todo o processo de atendimento. A iniciativa integra o projeto Experiências WOW, criado para ressignificar momentos relevantes na relação com o segurado. Mais do que concluir um processo operacional, a ação reconhece o significado da devolução do veículo para quem passou por esse momento.

Ao retirar o automóvel em uma das oficinas referenciadas participantes do projeto, o cliente recebe uma Caixa do Recomeço, composta por itens personalizados e uma carta de acolhimento. O gesto simboliza a presença da Yelum em cada etapa do atendimento, desde a abertura do sinistro até a entrega do carro recuperado. As primeiras entregas estão sendo realizadas pelas próprias equipes das oficinas referenciadas, tornando o contato ainda mais próximo e personalizado.

A iniciativa parte de uma percepção simples: para muitos brasileiros, o veículo representa mobilidade, autonomia e faz parte da rotina. Nesse contexto, devolver um carro após o reparo significa também devolver liberdade e tranquilidade. “Acreditamos que a experiência do cliente é construída em todos os pontos de contato com a marca, especialmente nos momentos em que ele mais precisa de apoio”, diz Daniel Mello, diretor de Transformação do Grupo HDI.

“A Caixa do Recomeço nasceu desse olhar: transformar a etapa final de um sinistro em uma experiência de acolhimento, proximidade e cuidado. Mais do que entregar um veículo reparado, queremos demonstrar ao segurado que estivemos ao seu lado durante todo o processo e que compreendemos a importância desse recomeço”, afirma.

A ação está alinhada à estratégia do Grupo HDI de fortalecer a experiência do cliente em todos os pontos de contato com suas marcas. Ao envolver as oficinas referenciadas na entrega da Caixa do Recomeço, a iniciativa também valoriza o papel dos parceiros que participam diretamente da relação com o segurado e contribuem para a construção de uma interação mais próxima e integrada.

Neste primeiro momento, a ação contempla segurados que passaram pela etapa de sinistro parcial e residem na capital paulista. A operação ocorre exclusivamente por meio das oficinas referenciadas da Yelum em São Paulo. O projeto está em fase piloto e vem sendo acompanhado pela companhia para avaliar a percepção dos clientes e identificar oportunidades de evolução da iniciativa.

Além de proporcionar uma experiência marcante aos clientes atendidos, a expectativa da companhia é fortalecer o relacionamento com os segurados, contribuir para a fidelização, estimular o compartilhamento espontâneo da iniciativa nas redes sociais e consolidar a Yelum como referência em experiência do cliente. Ao lançar um novo olhar sobre uma etapa tradicionalmente associada à resolução de um problema, a seguradora também busca ampliar a discussão sobre inovação no setor. 

A proposta reforça que conexões relevantes podem ser construídas justamente nos momentos em que o cliente mais espera suporte, atenção e acolhimento.Com a Caixa do Recomeço, a Yelum aposta em uma abordagem centrada no cliente e reforça seu compromisso de acompanhar o segurado em todas as etapas do atendimento, transformando a conclusão de um sinistro parcial em um momento de acolhimento e celebração do retorno à rotina.

Seguros e investimentos: proteção, crescimento e estratégia ganham espaço no planejamento financeiro

O seguro de vida deixa de ser tratado como uma contratação isolada, associada apenas à morte, para ocupar um espaço mais amplo nas discussões sobre investimentos, longevidade, preservação do patrimônio e planejamento sucessório. A mudança ganhou evidência na XP Expert 2026, que reuniu seguradoras e milhares de assessores financeiros interessados em ampliar o cardápio de soluções oferecidas aos clientes.

Com apenas 18% da população brasileira coberta por algum tipo de seguro de vida, o setor vê uma grande oportunidade de crescimento na integração entre proteção e planejamento financeiro. Para discutir essa transformação, o Sonho Seguro ouviu André Lauzana, CEO da XP Seguridade; Carlos Cortez, vice-presidente de Parcerias Estratégicas Comerciais da Prudential do Brasil; Márcio Batistuti, diretor comercial varejo da MAG Seguros, e Gustavo Romero, vice-presidente Comercial do Canal Xcelerator e head de Novos Negócios da MetLife.

O seguro está mudando de prateleira?

Durante muitos anos, o seguro foi vendido como uma despesa de proteção. Hoje, ele aparece nas discussões sobre patrimônio, investimentos e sucessão. O que efetivamente mudou no perfil do cliente para provocar essa transformação?

Lauzana, CEO da XP Seguridade – Durante muito tempo, o seguro foi visto apenas como um mecanismo de indenização para eventos adversos. O que mudou é que os investidores passaram a olhar suas finanças de forma mais abrangente. Hoje, quando falamos de planejamento financeiro, não estamos falando apenas de acumular patrimônio, mas também de preservá-lo, transferi-lo e proteger os objetivos construídos ao longo da vida. Essa evolução fez com que temas como sucessão patrimonial, longevidade e proteção familiar ganhassem espaço na conversa.

Além disso, o envelhecimento da população trouxe uma preocupação crescente com a manutenção da qualidade de vida ao longo do tempo. As pessoas vivem mais, permanecem economicamente ativas por períodos maiores e estão mais expostas a eventos que podem gerar impactos relevantes no patrimônio, como doenças graves e tratamentos prolongados.

Isso ampliou a percepção de que a proteção financeira também é uma ferramenta de planejamento para a própria vida, e não apenas para os herdeiros. Na XP, enxergamos investimentos, planejamento financeiro e proteção como partes de uma mesma jornada. O seguro deixa de ocupar uma prateleira isolada e passa a ser tratado como um componente estratégico da construção patrimonial, ao lado dos investimentos e de outras soluções financeiras. Essa é uma mudança que reflete menos uma evolução do produto e mais uma evolução da forma como as pessoas enxergam seu patrimônio e seu futuro.

Carlos Cortez, da Prudential do Brasil – Eu diria que o seguro está ampliando a prateleira. Durante muito tempo, o seguro de vida foi associado quase exclusivamente à proteção em caso de morte. Hoje, ocupa um papel estratégico na sucessão patrimonial, ao oferecer uma fonte planejada de liquidez para que a família possa enfrentar despesas, tributos e outras obrigações sem precisar vender imóveis, empresas ou investimentos de forma apressada.

Essa discussão também alcança a sucessão empresarial. A ausência de um sócio pode afetar simultaneamente a gestão, o caixa e a estrutura societária de um negócio. Nesse contexto, o seguro de vida pode fornecer recursos para apoiar a continuidade das operações, preservar o capital de giro e viabilizar o planejamento estabelecido pelos sócios. Hoje, os clientes já compreendem que o seguro de vida pode ser utilizado pelo próprio segurado ao longo da vida, em situações como doenças graves, internações e invalidez, que podem afetar não apenas a saúde, mas também a renda e a estabilidade financeira de uma família.

Na Prudential, essa transformação é uma realidade. Atualmente, mais de 90% dos benefícios pagos são em vida, e a idade média dos segurados no momento do sinistro é de apenas 42 anos. São pessoas em plena fase produtiva, que encontram no seguro um suporte importante para atravessar imprevistos com mais tranquilidade.

Esse movimento reflete uma mudança de mentalidade. O seguro de vida passa a ser percebido como um ativo estratégico para a preservação do patrimônio. É essa evolução na percepção de valor que vem posicionando o seguro de vida na prateleira principal do planejamento financeiro e tornando o produto cada vez mais presente na cesta de soluções consideradas pelos brasileiros na construção de sua segurança financeira.

Gustavo Romero, da MetLife – Durante muito tempo, o seguro de vida foi visto principalmente como uma proteção para situações adversas. Hoje, essa percepção está mudando. Cada vez mais, os clientes enxergam o seguro como parte do planejamento financeiro, ao lado dos investimentos, da previdência e da organização patrimonial. Essa mudança reflete uma preocupação crescente com a proteção da renda, a preservação do patrimônio, a longevidade e o planejamento sucessório. Ao mesmo tempo, os consumidores estão mais informados e buscam soluções que façam sentido para seus objetivos de longo prazo. A evolução dos próprios produtos também contribuiu para essa transformação. Soluções mais flexíveis, com coberturas personalizadas e benefícios que podem ser utilizados em vida, tornaram o seguro mais relevante e alinhado às necessidades de diferentes perfis de clientes.

Márcio Batistuti, da MAG Seguros – A distribuição de seguros de vida tende a se tornar cada vez mais integrada, combinando relacionamento humano, tecnologia e conveniência. Não acreditamos na substituição de um canal por outro, mas em uma complementaridade maior entre corretores, assessorias, cooperativas, plataformas digitais e novos ecossistemas de distribuição. O consumidor está mais informado, mais conectado e espera experiências simples e personalizadas. Isso exige que os canais evoluam para uma atuação mais consultiva, apoiada por dados, tecnologia e inteligência artificial.  Ao mesmo tempo, o seguro de vida continua sendo uma decisão importante, ligada à proteção familiar, ao planejamento financeiro e à construção de legado. Por isso, a confiança e a orientação especializada continuarão sendo fatores fundamentais.

Onde está a maior oportunidade de crescimento?

O Brasil ainda tem baixa penetração de seguros de vida quando comparado aos mercados desenvolvidos. O que falta para que os investidores passem a enxergar o seguro como parte da estratégia patrimonial, e não apenas como uma cobertura contra riscos?

André Lauzana, da XP Seguridade – A principal oportunidade está na conscientização. O Brasil ainda possui um espaço relevante para crescimento porque muitos investidores continuam associando o seguro de vida exclusivamente à cobertura por morte. Quando olhamos para mercados mais maduros, vemos o seguro sendo utilizado também como instrumento de planejamento sucessório, proteção patrimonial, liquidez familiar e organização financeira de longo prazo.

Outro fator importante é a longevidade. O aumento da expectativa de vida e da incidência de doenças graves faz com que mais famílias precisem se preparar para eventuais necessidades financeiras ao longo da jornada, e não apenas para eventos relacionados à sucessão. Coberturas voltadas para doenças graves, por exemplo, ajudam a proteger o patrimônio acumulado justamente nos momentos de maior vulnerabilidade financeira.

O avanço tende a acontecer à medida que o cliente passa a receber uma visão mais integrada de seu planejamento financeiro. Quando investimentos, proteção, previdência e sucessão são discutidos em conjunto, o seguro deixa de ser percebido como custo e passa a ser entendido como uma ferramenta de proteção do patrimônio que já foi construído. Esse é um movimento que vemos ganhar força no mercado e que dialoga diretamente com a estratégia da XP de colocar o planejamento financeiro no centro da relação com o cliente.

Carlos Cortez, da Prudential do Brasil – A maior oportunidade está em reduzir a distância que ainda existe entre reconhecer a importância da proteção e incorporá-la efetivamente ao planejamento financeiro. Hoje, apenas 18% da população possui algum tipo de seguro de vida. Ao mesmo tempo, 64% dos brasileiros não conhecem os benefícios básicos de uma apólice e 55% afirmam entender pouco ou nada de educação financeira.

Esses números mostram que a baixa penetração não decorre apenas da renda ou da falta de produtos. Existe também uma barreira de conhecimento, acesso e orientação. Para o investidor, um dos principais pontos de conexão é a liquidez. Uma família pode ter um patrimônio relevante concentrado em imóveis, empresas ou outros ativos e, ainda assim, não dispor dos recursos necessários para pagar tributos, despesas e demais obrigações de uma sucessão. Nessa situação, a falta de liquidez pode levar à venda apressada de bens ou ao resgate de investimentos em condições desfavoráveis.

As mudanças recentes nas regras do ITCMD tornam essa discussão ainda mais relevante. A Lei Complementar nº 227, de 2026, estabeleceu que as alíquotas devem ser progressivas conforme o valor recebido e adotou o valor de mercado como referência para a base de cálculo, inclusive com regras específicas para participações societárias. Na prática, sucessões de maior valor podem ter uma carga tributária mais elevada, a depender da legislação adotada por cada Estado.

Gustavo Romero, da MetLife – A maior oportunidade está em mostrar que investir e proteger o patrimônio são decisões complementares. Quem planeja o futuro também precisa considerar os riscos que podem comprometer esse planejamento, como a perda de renda, uma doença grave, a invalidez ou até questões relacionadas à sucessão.

Para isso, é importante que o seguro faça parte das conversas sobre planejamento financeiro, previdência e investimentos, e não seja apresentado como uma solução isolada. Quando inserido nesse contexto, o cliente passa a enxergar o seguro como um instrumento de proteção do patrimônio e da família.

Nesse processo, o papel dos assessores e corretores é fundamental. Uma abordagem consultiva, centrada nas necessidades e nos objetivos de cada cliente, contribui para decisões mais conscientes e para uma visão mais completa do planejamento financeiro.

Márcio Batistuti, da MAG Seguros – Observamos um fortalecimento de modelos que aproximam o seguro das jornadas cotidianas do consumidor. O embedded insurance é uma dessas tendências, ao permitir que a proteção seja oferecida de forma contextualizada e no momento em que faz sentido para o cliente. Segundo uma pesquisa da Cover Genius, em parceria com a SurveyMonkey, 72% dos clientes de bancos digitais no Brasil demonstram interesse em receber ofertas de seguros integrados, número que chega a 64% entre clientes de bancos tradicionais. E quando você observa a principal motivação, é a conveniência, citada por mais de 50% dos entrevistados.

Também vemos um crescimento relevante das assessorias de investimentos, impulsionado pela convergência entre proteção, previdência e planejamento patrimonial. O consumidor está cada vez mais interessado em soluções financeiras integradas, e o seguro de vida passa a ocupar um papel mais estratégico dentro dessa conversa.  

As cooperativas também devem ganhar espaço pela proximidade que mantêm com seus associados e pela capacidade de ampliar o acesso à proteção financeira em diferentes regiões do país. Segundo dados da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o Brasil conta com 4.384 cooperativas, sendo 700 dedicadas a crédito, e estão presentes em 3.586 municípios, reunindo 25,8 milhões de cooperados, o equivalente a mais de 12% da população brasileira. Juntas, essas organizações movimentaram R$ 757,9 bilhões em ingressos em 2024, acumulam R$ 1,39 trilhão em ativos e geram mais de 578 mil empregos diretos.

Esse movimento já pode ser observado na estratégia da MAG, que vem ampliando sua atuação nesse segmento por meio de parcerias com cooperativas de crédito e sistemas cooperativistas em diferentes regiões do país. Os resultados da MAG reforçam essa tendência. Em 2025, a companhia registrou crescimento de 43% na produção de seguros comercializados por meio de cooperativas e avanço de 50,7% na arrecadação do segmento em relação ao ano anterior. Esses números refletem tanto a expansão das parcerias quanto o aumento da demanda por soluções de proteção dentro do ecossistema cooperativista, que tem se mostrado um importante vetor de crescimento para o mercado de seguros de vida.

Além disso, plataformas digitais e influenciadores financeiros tendem a desempenhar um papel crescente na educação financeira e na conscientização sobre a importância da proteção. Dentre as principais iniciativas da MAG relacionadas aos canais digitais, estão:

  • Videocast Zona Segura: conteúdo da marca voltada à longevidade financeira, bem-estar e planejamento de futuro, que reúne atletas, especialistas e personalidades para compartilhar histórias inspiradoras e repertório sobre vida e carreira. Entre os convidados e participantes estão Raíssa Machado (atleta paralímpica), Joel Jota, Monique Evelle, Zico, Murilo Gun e Fausto Carvalho (Jorginho/Menzinho), entre outros nomes de destaque em diferentes temporadas.
  • Embaixadores da Vida Real: série de conteúdos com histórias reais de clientes, influenciadores e personalidades que passaram a enxergar o seguro de vida como instrumento de proteção e planejamento financeiro. Entre os participantes estão Raíssa Machado e Fausto Carvalho (Menzinho), reforçando a narrativa de vida real, propósito e legado.  

Mais do que a ascensão de um canal específico, o que veremos é a expansão de um ecossistema multicanal, no qual diferentes modelos se complementam para atender perfis distintos de consumidores.

O próximo ciclo de inovação virá do produto ou da distribuição?

Nos últimos anos, vimos plataformas de investimentos entrarem na distribuição de seguros. O próximo salto de crescimento virá de novos produtos, como soluções patrimoniais mais sofisticadas, ou da capacidade de integrar os seguros à jornada de investimentos do cliente?

André Lauzana, CEO da XP Seguridade – Os dois continuarão evoluindo, mas acredito que a maior transformação virá da integração do seguro à jornada financeira do cliente. O mercado já dispõe de produtos bastante sofisticados, e a tendência é que eles continuem evoluindo. No entanto, o maior potencial está em fazer com que essas soluções façam parte de uma conversa mais ampla sobre patrimônio, proteção e planejamento financeiro.

O cliente não acorda pensando em comprar um seguro. Ele pensa em proteger sua família, sua empresa, seu patrimônio e seus projetos de vida. A inovação acontece quando conseguimos conectar essas necessidades às soluções adequadas de forma simples, personalizada e contextualizada dentro da jornada financeira.

Por isso, vemos uma oportunidade muito relevante na integração entre investimentos, planejamento, previdência e proteção, transformando o seguro em um elemento natural da estratégia patrimonial do investidor, e não em uma decisão isolada.

Carlos Cortez, da Prudential do Brasil – Produto e distribuição precisam evoluir juntos, mas acredito que a distribuição dará o ritmo do próximo ciclo. Uma solução pode ser sofisticada e atender muito bem a uma necessidade, mas continuará restrita se não estiver presente no ambiente em que o cliente já conversa sobre investimentos, patrimônio e objetivos de longo prazo.

O Brasil passou de aproximadamente 4,5 mil para 27,5 mil assessores de investimentos em dez anos. Isso mostra que a relação financeira está migrando para modelos mais orientados pela assessoria e pelo planejamento. Quando essa conversa se torna mais completa, a proteção também precisa fazer parte dela.

Na Prudential, estamos nos preparando nas duas frentes. A primeira é desenvolver soluções aderentes às necessidades que os parceiros identificam em seus clientes. A segunda é investir na capacitação dos profissionais, na simplificação dos processos e na integração das jornadas, para que a proteção possa entrar no diagnóstico financeiro de forma natural, e não como uma oferta isolada.

Gustavo Romero, da MetLife – Os dois fatores serão importantes, mas a distribuição deve ser o principal motor do próximo ciclo de crescimento. Modelos como o embedded insurance têm potencial para ampliar o acesso ao seguro ao integrá-lo, de forma natural, às jornadas que o cliente já percorre.

Nas plataformas de investimentos, por exemplo, isso significa incluir a proteção nas conversas sobre patrimônio, previdência, sucessão e planejamento financeiro. O seguro deixa de ser uma decisão isolada e passa a fazer parte de uma estratégia mais ampla.

Ao mesmo tempo, a inovação em produtos seguirá relevante, com soluções mais flexíveis e adaptadas às diferentes necessidades dos clientes. O maior diferencial, porém, estará na capacidade de combinar produtos, tecnologia, distribuição e o aconselhamento dos especialistas para oferecer uma experiência mais simples, contextualizada e alinhada ao momento de cada pessoa.

Márcio Batistuti, da MAG Seguros – A MAG acredita em uma estratégia multicanal, baseada na combinação entre relacionamento humano, inovação e tecnologia. Nossa visão é que o cliente deve ter liberdade para acessar soluções de proteção por meio do canal que fizer mais sentido para sua realidade, seja um corretor, uma assessoria, uma cooperativa, uma plataforma digital ou uma parceria inserida em outros ecossistemas.

Temos seguido em uma estratégia de expansão que se reflete na presença territorial da companhia, que atualmente atua em 57 praças e prevê chegar a quase 100 até dezembro de 2026. A MAG conta hoje com uma base superior a 7,6 milhões de segurados e mais de 12 mil corretores ativos recebendo comissões.

Ao longo de seus 191 anos de história, a MAG construiu uma forte cultura de relacionamento e consultoria. Ao mesmo tempo, seguimos investindo na transformação digital, na capacitação dos nossos parceiros e no desenvolvimento de experiências mais simples e eficientes para o consumidor.

Entre as iniciativas que reforçam essa estratégia estão a plataforma MAG Phygital, que integra ferramentas digitais ao trabalho consultivo dos corretores, ampliando produtividade e qualidade no atendimento; o programa MAGia, voltado à disseminação da cultura de inovação e ao desenvolvimento de soluções para diferentes áreas do negócio; e o MAG Knows, iniciativa de educação em dados que fortalece a tomada de decisão baseada em inteligência analítica em toda a companhia.

Também temos ampliado nossa atuação em canais complementares, com destaque para o avanço das parcerias com assessorias de investimentos, o fortalecimento do segmento de cooperativas e a expansão de modelos de embedded insurance por meio da insurtech Simple2u, empresa do Grupo MAG especializada em seguros digitais e integrados a jornadas de consumo.

Além disso, investimos continuamente na capacitação da força de vendas por meio de programas de treinamento, conteúdos especializados e iniciativas como o videocast Papo de Especialista, que contribui para a atualização dos corretores e parceiros sobre tendências, produtos e oportunidades do mercado. O objetivo é garantir que a evolução tecnológica caminhe junto com a qualificação dos profissionais responsáveis por orientar os clientes em decisões importantes de proteção e planejamento financeiro.

Mais do que acompanhar as transformações do mercado, buscamos construir um ecossistema de distribuição capaz de unir escala, proximidade e personalização, mantendo o relacionamento consultivo como um dos principais diferenciais da MAG.