Go Sellers aposta em agentes de IA para redesenhar vendas em seguros e crédito

Go Sellers
Da esquerda pra direita: marcelo lourenço, paulo sampaio, rodrigo aragão e alan camillo

A Go Sellers escolheu a sede da Seguros SURA Brasil, em São Paulo, para apresentar ao mercado sua visão sobre o futuro das vendas em seguros e crédito: agentes de inteligência artificial operando como extensão das equipes comerciais. O encontro reuniu bancos, seguradoras, fintechs e corretores para discutir como a IA pode sair do discurso e gerar impacto concreto em conversão, produtividade e escala.

Especializada em soluções de vendas com agentes de IA, a salestech defende que a nova geração de tecnologia comercial vai além de CRMs inteligentes, automações tradicionais e dashboards analíticos. Segundo Rodrigo Freire de Aragão, um dos acionistas da empresa, a diferença está na atuação ativa da tecnologia.

“Não existe paralelo entre os Agentes de Vendas da Go Sellers e qualquer outra solução disponível no mercado. Diferente das ferramentas tradicionais, nossas soluções são ativas. A integração profunda com dados permite a criação de jornadas comerciais totalmente novas e, até então, impossíveis de serem executadas”, afirma.

Da análise de dados à assessoria estratégica

Um dos exemplos apresentados foi o da Terra Verde Seguros, corretora especializada no agronegócio. A empresa utiliza um agente de IA para gerar relatórios de risco e análises climáticas detalhadas. Com base nesses dados, a tecnologia assessora o produtor rural na escolha estratégica e na definição dos índices climáticos do seguro.

A proposta, segundo a companhia, é transformar a IA em uma camada operacional e decisória integrada à jornada comercial — da prospecção à qualificação de leads, passando pelo acompanhamento de propostas e suporte ao fechamento, até o pós-venda.

No mercado de crédito, os agentes apoiam operações de crédito pessoal, consignado e financiamentos, respeitando critérios de risco e perfil do cliente. Em seguros, a promessa é elevar produtividade, reduzir tempo de ciclo e ampliar a capacidade de cross-sell e upsell, especialmente em linhas como vida, saúde e patrimoniais.

Conversão até 4 vezes maior

Em termos de indicadores, a Go Sellers afirma já observar ganhos relevantes em clientes com estágio maduro de implementação.

“De modo geral, os clientes têm alcançado taxas de conversão entre 2x e 4x superiores aos modelos anteriormente adotados”, diz Aragão. Ele ressalta que, mesmo com a elevação da média geral de produtividade, profissionais de performance excepcional ainda superam os resultados automatizados, reforçando a tese de complementaridade entre tecnologia e talento humano.

A empresa cita ainda estudo da Boston Consulting Group (BCG), publicado em 2023, segundo o qual instituições financeiras que utilizam IA para personalizar modelos de vendas podem multiplicar taxas de conversão de três a cinco vezes — chegando a oito vezes em clientes com alta propensão de compra.

Além da conversão, a companhia destaca ganhos de eficiência operacional, especialmente no atendimento receptivo, com respostas 24 horas por dia e escalabilidade virtualmente ilimitada. O efeito colateral, segundo a empresa, é liberar equipes para atividades mais estratégicas e aumentar o ticket médio.

Governança e regulação no radar

Em um ambiente de forte exigência regulatória, especialmente em seguros e crédito, temas como LGPD, transparência algorítmica e critérios de risco ganham centralidade. Questionado sobre governança e auditabilidade, Aragão enfatiza que a tecnologia não substitui a decisão humana.

“O repertório técnico e a visão estratégica do corretor e do gerente comercial permanecem insubstituíveis. A Inteligência Artificial deve ser vista como o instrumento que escala o talento e as estratégias de cada empresa”, afirma. Segundo ele, a Go Sellers nasceu da união de executivos C-level com décadas de experiência no setor financeiro e de seguros com engenheiros especializados em IA, buscando garantir aderência às exigências do mercado regulado.

Agent-to-agent e a próxima fronteira

Para os próximos três a cinco anos, a empresa projeta uma transformação ainda mais profunda. Aragão avalia que o horizonte preditivo das organizações foi encurtado para meses e que os agentes de IA tendem a se tornar “novos decisores de consumo” em até 18 meses.

Na visão dele, a jornada do cliente deve migrar das interfaces visuais — como aplicativos — para transações diretas via API, em um ambiente “agent-to-agent”, no qual sistemas dialogam entre si e automatizam escolhas com base em dados estruturados.

“Empresas que não estruturarem seus dados para leitura de máquinas ficarão invisíveis nesse novo ecossistema”, afirma. A Go Sellers acredita que as primeiras vendas nesse modelo deverão ocorrer por meio de sua própria solução.

Ao final do encontro, os participantes seguiram para um happy hour dedicado ao networking, em um sinal de que, apesar do avanço tecnológico, o relacionamento humano segue como ativo estratégico no ecossistema de seguros e crédito.

Bradesco anuncia Bradsaúde, um IPO reverso histórico no país

Bradesaude
Elsen Carvalho, CEO da Odontoprev, Marcelo Noronha, presidente do Banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Ivan Gontijo, presidente do Grupo Segurado e Carlos Marinelli, CEO da Bradsaude

A consolidação do setor de saúde suplementar ganha um novo capítulo com a criação da Bradsaúde, empresa que passa a reunir todos os negócios de saúde do Bradesco e será listada no Novo Mercado da B3. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa inédita, realizada de forma conjunta pelo banco e pelo grupo segurador, com a presença das principais lideranças da organização.

O Bradesco permanecerá com 91,35% da nova companhia. No início do pregão, as ações chegaram a subir quase 30%, liderando as altas do Ibovespa, em sinal de recepção positiva por parte do mercado. O banco pretende realizar uma oferta para ampliar o free float e atender ao mínimo de 25% exigido pelo Novo Mercado, além de solicitar à B3 um waiver temporário.

Para o presidente do Banco Bradesco, Marcelo Noronha, o valor de mercado da Bradsaúde pode ficar entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões, mais próximo do teto, a depender da precificação. Ele destacou que a operação tende a gerar impacto positivo para o banco, uma vez que ativos hoje contabilizados pelo valor histórico passarão a refletir valor de mercado após a listagem. “É tudo de bom para a organização”, afirmou, ressaltando que o movimento fortalece o pilar de seguridade no modelo de negócios do grupo.

Embora concorrentes já tenham avançado na verticalização — como Dasa com Amil e SulAmérica com Rede D’Or — o IPO reverso é considerado histórico por reunir, sob uma única estrutura, operadora de saúde, odontologia, hospitais, clínicas, tecnologia e participação relevante em diagnósticos.

O presidente dos conselhos de administração do Bradesco e da Odontoprev, Luiz Carlos Trabuco Cappi, classificou a operação como o maior IPO reverso da história do País. Segundo ele, a estrutura — com a Bradsaúde substituindo a Odontoprev na B3 — permite acelerar etapas e reduzir custos em comparação a uma oferta tradicional. “Essa junção nos dá a possibilidade de listar a companhia em 60 dias”, afirmou, ressaltando que a transação ainda depende de aprovações regulatórias.

A Bradsaúde nasce da consolidação de ativos como Bradesco Saúde, Odontoprev, Atlântica Hospitais e Participações, Mediservice, Orizon e Meu Doutor Novamed, além de investimentos em oncologia por meio da Croma e da participação de 25% no Grupo Fleury. Considerando números consolidados de 2025, a nova companhia estreia com receita de R$ 52 bilhões, lucro líquido de R$ 3,6 bilhões, ROE de 24%, mais de 13 milhões de beneficiários, cerca de 3.600 leitos hospitalares e 35 clínicas de atenção primária.

“A Bradesco Saúde é a maior seguradora de saúde do País, a Odontoprev alterna entre o primeiro e o segundo lugar no segmento odontológico e o Fleury é referência em medicina diagnóstica”, afirmou Ivan Gontijo, presidente do Grupo Bradesco Seguros. Ele lembrou ainda a joint venture com a Rede D’Or e as participações hospitalares, como no Grupo Santa, além de parcerias com Einstein e Mater Dei.

Do ponto de vista estratégico, a criação da Bradsaúde é vista como movimento estruturante para sustentar crescimento orgânico e seletividade em aquisições em um setor pressionado por custos médicos acima da inflação.

Trabuco ressaltou que a robustez da operação decorre de uma construção iniciada em 1983, quando o grupo passou a atuar em planos de saúde. Segundo ele, a junção entre a força financeira do banco e a experiência da seguradora evidencia a penetração do Bradesco no mercado brasileiro. A nova empresa nasce com balanço sólido, escala relevante e capacidade de escalabilidade, elemento essencial no negócio de seguros, sustentado pela lei dos grandes números.

Ivan Gontijo reforçou que a companhia não começa do zero: carrega mais de quatro décadas de experiência enfrentando desafios da saúde suplementar. Reconheceu as pressões do setor, mas afirmou que a empresa já desenvolveu capacidade de adaptação, mantendo foco na qualidade assistencial. Destacou ainda a necessidade de ampliar o acesso com soluções mais acessíveis e regionalizadas, ajustadas às características de cada mercado.

Carlos Marinelli, que assumirá a liderança executiva da Bradsaúde, afirmou que o setor continuará passando por transformações. Com cerca de 53 milhões de beneficiários em planos de saúde e mais de 35 milhões na odontologia, trata-se de um mercado estruturalmente relevante. Segundo ele, a integração do ecossistema — atenção primária (Meu Doutor Novamed), rede hospitalar (Atlântica), tecnologia e dados (Orizon) e diagnóstico precoce (Fleury) — permitirá ganhos de eficiência, maior resolutividade e expansão do acesso.

Marinelli destacou que o objetivo não é apenas ampliar escala, mas gerar valor superior à saúde brasileira, com foco em prevenção e longevidade. O principal vetor de crescimento segue sendo o segmento de pequenas e médias empresas, considerado o motor da economia e a principal alavanca de expansão do grupo.

Encerrando a coletiva, Trabuco enfatizou que o movimento vai além de uma reorganização societária. Segundo ele, a Bradsaúde reforça a cultura de atenção à saúde e suporte à longevidade. A companhia pretende ser o melhor lugar para beneficiários, profissionais de saúde, corretores e investidores. Para o executivo, saúde suplementar exerce papel institucional fundamental, atuando como complemento à saúde pública. “Por mais forte que o Estado seja, ele não consegue atender 100% das necessidades de atenção à saúde”, afirmou.

O CEO da Odontoprev, Elsen Carvalho, reforçou durante a coletiva que todos os detalhes da transação seguem rigorosamente as regras do mercado de capitais e os dispositivos regulatórios aplicáveis. Segundo ele, as informações divulgadas estão formalmente comunicadas à B3 e devem respeitar os pareceres da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além do estatuto social da companhia.

Carvalho destacou que o conselho de administração da Odontoprev é atualmente independente e foi o responsável por conduzir a análise e a aprovação dos termos da operação. A partir da proposição da transação, foi estabelecida uma relação de troca, que resultará na participação dos atuais acionistas da Odontoprev em 8,55% da nova companhia, dentro da estrutura anunciada ao mercado.

O executivo ponderou que eventuais etapas futuras dependem de aprovações formais e não podem ser antecipadas além do que já foi comunicado oficialmente. A operação, conforme já explicado por Luiz Carlos Trabuco, Marcelo Noronha e Carlos Marinelli, envolve a incorporação de todos os ativos e negócios de saúde do Grupo Bradesco na estrutura hoje listada da Odontoprev, que passará a operar sob a marca Bradsaúde.

Com isso, a companhia permanece listada no Novo Mercado da B3, agora como holding do mais completo ecossistema de saúde do País, com acesso direto ao mercado de capitais. Em relação ao cronograma, Carvalho explicou que a operação foi comunicada ao mercado em fevereiro e já informada à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cuja aprovação é condição essencial para a consumação da transação. Estão previstas assembleias gerais do banco e da Odontoprev nas próximas semanas — com convocação ainda em fevereiro e deliberações ao longo de março e abril. À medida que as aprovações regulatórias e societárias forem obtidas, a companhia poderá formalizar a mudança de nome e iniciar a negociação das ações sob a nova denominação na B3. Até lá, todas as etapas seguirão o rito regulatório previsto para operações dessa natureza.

Para finalizar, Cappi demonstrou entusiasmo ao comentar a criação da Bradsaúde e fez questão de enfatizar que, mais do que uma reorganização societária, o movimento reforça a cultura e o propósito do grupo na área de saúde. Segundo ele, o que distingue a Bradesco Saúde é justamente a cultura de atenção à saúde e de suporte à longevidade, valores que agora passam a estruturar a nova companhia.

Trabuco fez um paralelo com os princípios que norteiam o banco e a seguradora. No banco, afirmou, o objetivo é ser o melhor lugar para o cliente tomar crédito e fazer investimentos, o melhor lugar para o acionista investir seu dinheiro e o melhor ambiente para se trabalhar. Na seguradora, a ambição é semelhante: ser o melhor lugar para o segurado proteger sua vida, seu patrimônio e sua longevidade, além de ser o melhor espaço para os corretores colocarem sua produção.

Ao tratar especificamente da Bradsaúde, ele ampliou o conceito de “melhor lugar” para incluir todos os públicos estratégicos. A nova companhia pretende ser o melhor lugar para participantes de planos e segurados confiarem suas vidas e angústias, já que a saúde, segundo ele, é um processo dinâmico. Também quer ser o melhor ambiente para os profissionais de saúde — médicos, enfermeiros e demais especialistas — que, nas palavras de Trabuco, são fundamentais para a cultura e o propósito da empresa, que ele definiu como uma companhia de medicina e de saúde.

O executivo destacou ainda o compromisso com investidores e acionistas, lembrando que a empresa nasce com a base de acionistas da Odontoprev e poderá ampliar sua base societária no futuro, por meio de oferta subsequente de ações. Para ele, a nova estrutura reforça um compromisso social num contexto em que saúde e longevidade se tornaram temas centrais.

Trabuco ressaltou que o século XX deixou heranças importantes, como o respeito à diversidade, o avanço das mulheres e o aumento da longevidade, e que, no século XXI, essas questões ganham ainda mais relevância. Nesse cenário, afirmou, o Brasil enfrenta desafios e a saúde suplementar cumpre papel institucional relevante. “Por mais forte que o Estado seja, ele não consegue atender 100% das necessidades de atenção à saúde”, disse, defendendo que a saúde suplementar atua como braço adicional à saúde pública, complementando-a e funcionando em paralelo.

Caixa Seguridade lucra R$ 4,29 bi em 2025

A Caixa Seguridade encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro gerencial 6,4% maior que um ano antes, de R$ 1,12 bilhão. O lucro contábil caiu 8%, na mesma base de comparação, para R$ 1,07 bilhão. No ano completo, a Caixa Seguridade apresentou lucro líquido contábil de R$ 4,29 bilhões, o maior resultado histórico da companhia, com crescimento de 14% ante o apurado em 2024. O lucro líquido gerencial somou R$ 4,31 bilhões, equivalente a um crescimento de 15%.

A melhora no resultado gerencial foi influenciada pelo maior resultado financeiro, mais uma vez beneficiado pela Selic em níveis altos, mas também pelo avanço de 2% no resultado operacional.

Em termos de emissão de prêmios de seguro, houve queda de 3,3% no último trimestre ante o mesmo período de 2024. O recuo foi puxado sobretudo pela linha prestamista, repetindo um comportamento visto nos trimestres anteriores, diretamente influenciado pelo cenário mais difícil para o crédito e para a contratação do produto.

Nas linhas habitacional e residencial, houve crescimento de 10,6% e 24%, respectivamente, acompanhando o comportamento da carteira de crédito imobiliário da Caixa. Em vida, o avanço foi de 1% no período.

Em negócios de acumulação, a Caixa Seguridade viu um aumento de quase 10% na receita com previdência, para R$ 545,7 milhões, e de 15% em capitalização, para R$ 165,1 milhões. Consórcio avançou cerca de 17%, alcançando receita de R$ 279,2 milhões no trimestre.

As receitas operacionais aumentaram 14,5%, para R$ 5,73 bilhões, enquanto o resultado de investimento em participações societárias avançou 22%, para R$ 3,27 bilhões.

O resultado financeiro cresceu pouco mais de 60%, para R$ 182,2 bilhões, impulsionado pelo comportamento da Selic e pelo aumento do saldo médio das aplicações financeiras.

Bradsaúde nasce com R$ 52 bilhões em receita e consolida ecossistema integrado de saúde do Bradesco

O Banco Bradesco e o Grupo Bradesco Seguros anunciaram a criação da Bradsaúde, estrutura que consolida os principais ativos de saúde da organização e que nasce como o mais completo ecossistema do setor no país. A nova companhia reunirá empresas líderes em seus segmentos e será listada no Novo Mercado da B3, em um movimento que reorganiza e integra verticalmente a atuação do grupo em saúde suplementar, segundo fato relevante. Ainda nesta manhã, o grupo concederá uma coletiva de imprensa para comentar mais detalhes.

Considerando os resultados consolidados de 2025, a Bradsaúde inicia operações com receita de R$ 52 bilhões, lucro líquido de R$ 3,6 bilhões e retorno sobre o patrimônio (ROE) de 24%. A base soma mais de 13 milhões de beneficiários, cerca de 3.600 leitos hospitalares e 35 clínicas de atenção primária, configurando uma estrutura que combina financiamento, prestação de serviços e tecnologia em saúde.

O conglomerado reúne operadora de saúde e odontológica, hospitais, clínicas, healthtech e participação relevante em laboratório de diagnósticos, estruturando uma cadeia integrada que vai do plano ao cuidado assistencial. Entre os principais ativos estão a Bradesco Saúde, líder do segmento, com R$ 41 bilhões de faturamento e R$ 3,4 bilhões de lucro em 2025, atendendo 3,9 milhões de beneficiários; a Odontoprev, com mais de 9 milhões de beneficiários, receita de R$ 2,4 bilhões e lucro de R$ 550 milhões; a Mediservice, operadora com foco em compartilhamento de rede; a Atlântica Hospitais e Participações, criada em 2021 para expandir a presença hospitalar privada e que já conta com mais de 3.600 leitos contratados, em operação ou desenvolvimento; a Orizon, empresa de tecnologia voltada à integração de dados e eficiência operacional; e a rede de clínicas Meu Doutor Novamed, com 35 unidades e mais de 3 milhões de atendimentos realizados.

O ecossistema inclui ainda investimentos estratégicos em oncologia, por meio da Croma Oncologia, joint venture entre Atlântica, Fleury e Beneficência Portuguesa, e participação de 25% no Grupo Fleury, ampliando a presença em medicina diagnóstica.

A nova estrutura nasce com a proposta de complementariedade de negócios e captura de sinergias, buscando diversificação de investimentos e fortalecimento da liderança em planos de saúde e dental. Entre as ambições estratégicas estão acelerar a expansão da rede hospitalar da Atlântica, desenvolver e escalar a atenção primária e o atendimento oncológico, fomentar novos negócios na cadeia de valor e ampliar a oferta de produtos e serviços por meio de corretores e canais do banco, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas.

Para Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco e da Odontoprev, a constituição da Bradsaúde representa um marco na trajetória da organização. Segundo ele, o conglomerado reforça a estratégia de crescimento em um dos pilares mais relevantes da economia brasileira e amplia o potencial de geração de valor para investidores, parceiros e sociedade, comentou em nota.

O presidente do Banco Bradesco, Marcelo Noronha, destacou em nota que o grupo segurador é parte essencial do modelo de negócios da instituição, estruturado sobre os pilares financeiro e de seguridade, e afirmou que o movimento fortalece as possibilidades de crescimento e transformação da organização. Já o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Ivan Gontijo, ressaltou que a consolidação é fruto de uma estratégia de longo prazo voltada à ampliação da presença no setor de saúde suplementar, diante da demanda estrutural crescente por serviços de qualidade.

Elsen Carvalho, CEO da Odontoprev, afirmou que a integração amplia canais de distribuição e cria oportunidades relevantes, especialmente em segmentos ainda pouco penetrados pelo seguro dental, como o de pequenas e médias empresas.

A conclusão da operação está sujeita às aprovações regulatórias usuais. O movimento ocorre em um momento de reorganização do setor de saúde suplementar, marcado por pressão de custos assistenciais e busca por maior eficiência operacional. Ao integrar operadora, hospitais, clínicas, tecnologia e diagnóstico sob uma mesma estrutura, o Bradesco aposta em escala, verticalização e diversificação como vetores de crescimento sustentável no segmento.

Swiss Re lucra US$ 4,8 bi em 2025, alta de 47%, e anuncia recompra de até US$ 1,5 bi

Andreas Berger Swiss Re

A suíça Swiss Re encerrou 2025 com lucro líquido recorde de US$ 4,8 bilhões, crescimento de 47% em relação aos US$ 3,2 bilhões registrados em 2024, superando a meta de mais de US$ 4,4 bilhões estabelecida para o ano.

O retorno sobre o patrimônio (ROE) atingiu 19,6%, ante 15% no exercício anterior. Segundo o CEO Andreas Berger, o desempenho reflete disciplina técnica, forte resultado financeiro e menor impacto de grandes perdas ao longo do ano, exceto no primeiro trimestre.

“O lucro líquido atingiu o maior nível da nossa história, refletindo subscrição disciplinada, forte retorno sobre investimentos e baixa atividade de grandes sinistros fora do primeiro trimestre”, afirmou Berger.

O resultado de subscrição — medido pelo insurance service result — avançou 36%, para US$ 5,8 bilhões. A receita de seguros totalizou US$ 43,1 bilhões, frente a US$ 45,6 bilhões no ano anterior.

O Conselho proporá dividendo de US$ 8,00 por ação na Assembleia Geral de 10 de abril de 2026, alta de 9%. A companhia também anunciou recompra de até US$ 1,5 bilhão em ações ao longo de 2026, incluindo US$ 500 milhões dentro do programa anual sustentável de buyback.

O CFO Anders Malmström destacou que o aumento na remuneração aos acionistas reflete a forte geração de capital e maior resiliência do grupo. A posição de capital segue robusta, com índice Swiss Solvency Test (SST) estimado em 250% em 1º de janeiro de 2026, já considerando os efeitos das ações de repatriação de capital.

P&C Re lidera desempenho

A divisão Property & Casualty Reinsurance (P&C Re) entregou lucro líquido de US$ 2,8 bilhões, mais que o dobro dos US$ 1,2 bilhão registrados em 2024. O índice combinado melhorou para 79,4%, superando a meta anual de ficar abaixo de 85%.

As perdas relevantes com catástrofes naturais somaram US$ 813 milhões, com destaque para os incêndios em Los Angeles e o furacão Melissa. Já as grandes perdas de origem humana totalizaram US$ 345 milhões.

A disciplina de subscrição foi mantida nas renovações de janeiro de 2026, com volume de US$ 12,4 bilhões e aumento nominal de preços de 0,3%, ainda que ajustado por risco tenha havido redução líquida de 4,3%.

Corporate Solutions mantém rentabilidade

A unidade Corporate Solutions registrou lucro líquido de US$ 988 milhões, ante US$ 829 milhões em 2024. O índice combinado caiu para 86,5%, atingindo a meta de ficar abaixo de 91%. O resultado foi sustentado por desempenho técnico sólido e menor impacto de perdas relevantes, especialmente em catástrofes naturais.

L&H Re conclui revisão de portfólio

A área de Life & Health Reinsurance (L&H Re) reportou lucro de US$ 1,3 bilhão, abaixo dos US$ 1,5 bilhão de 2024, impactada pela revisão de portfólio concluída no exercício, com ajustes de premissas em mercados como Austrália, Israel e Coreia do Sul.

Apesar disso, a companhia afirma que todas as unidades de negócios estão agora posicionadas para gerar resultados mais consistentes. A Swiss Re também avançou na saída do negócio iptiQ, com venda ou colocação em run-off de todas as operações.

O retorno sobre investimentos (ROI) foi de 4,0% em 2025, com yield recorrente de 4,2%. O desempenho refletiu receitas recorrentes superiores a US$ 4 bilhões e contribuição positiva da carteira de ações.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a Swiss Re projeta lucro líquido de US$ 4,5 bilhões. As metas de índice combinado permanecem abaixo de 85% em P&C Re e abaixo de 91% em Corporate Solutions. Em L&H Re, a expectativa é elevar o lucro para US$ 1,7 bilhão.

A companhia mantém meta plurianual de ROE superior a 14% e crescimento anual de dividendos de pelo menos 7%. “Estamos confiantes na resiliência das nossas unidades, na disciplina técnica e na gestão ativa de ciclo em um ambiente de demanda crescente por resseguros”, concluiu Berger.

Centro Automotivo Porto Serviço adianta campanha do mês do consumidor

O Centro Automotivo Porto Serviço acaba de lançar uma nova campanha para o mês do consumidor. De 23 de fevereiro a 31 de março, todos os clientes que realizarem serviços acima de R$ 350 em qualquer unidade da rede, ganham um limpa para-brisa exclusivo da Porto Serviço.

A campanha foi desenhada para atender todo mundo: o brinde estará disponível tanto para quem já tem um seguro da Porto quanto para o público em geral. O objetivo é reforçar que o Centro Automotivo é a casa de todo motorista que busca confiança, transparência e cuidado técnico de ponta.

Além de incentivar a manutenção preventiva, a ação ajuda a estreitar o relacionamento com os clientes que visitam as oficinas pela primeira vez, apresentando qualidade, segurança e a conveniência das nossas estruturas distribuídas em todo o país.

Os Centros Automotivos Porto Serviço oferecem garantia nacional em suas oficinas, e os valores dos principais serviços estão disponíveis no site para evitar surpresas. A solicitação de agendamento é online e pode ser feita pelo site, App Porto ou WhatsApp.

Benefícios para segurados

Quem já é segurado Auto Porto Seguro pode contar com 20% de desconto na mão de obra em manutenções e reparos automotivos. Além disso, segurados têm acesso a benefícios gratuitos na apólice, como:

● alinhamento de direção
● reparo em furo de pneus
● troca de lâmpadas externas
● cristalização de para-brisas
● higienização do ar-condicionado (ozônio) no mês de aniversário

Já os segurados auto Azul, Itaú e Mitsui têm 15% de desconto na mão de obra em manutenções e reparos automotivos.

Marco Legal do Seguro exige ajustes no mercado

por Karin Fuchs

A Lei nº 15.040/2024 ou o novo Marco Legal do Seguro já vinha sendo estudada há meses por seguradoras, corretoras e áreas jurídicas, por isso, não pegou o mercado de surpresa, quando passou a vigorar em dezembro de 2025. No entanto, ela ainda requer ajustes no mercado, segundo membros do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros. 

Seguradoras – “A implementação do Marco Legal do Seguro exige de nós, seguradores, compromisso com a segurança jurídica e a clareza contratual. Na allseg, estamos atuando em três pilares: capacitação da equipe, que trouxe um olhar jurídico, o entendimento e a base necessária para outros dois pilares que são complementares: a readequação operacional, processual e tecnológica e a revisão minuciosa de nossos clausulados e materiais de apoio. Essas mudanças não são meras formalidades, mas o alicerce necessário para oferecer a clientes e parceiros de negócios a estabilidade e a confiança que sempre nortearam nossa atuação”, afirmou Pedro Pereira de Freitas, Presidente da allseg Seguradora e membro do Fórum. 

Corretores –  “Do lado dos corretores, houve esforço de atualização, mas a mudança exige padronização de linguagem, ajuste de rotinas e, principalmente, alinhamento fino entre o que está na apólice, o que é comunicado ao cliente e o que é praticado no pós-venda. O corretor vive na ponta, onde qualquer diferença de interpretação vira atrito. Em muitos casos, o desafio é traduzir o novo padrão de clareza e transparência em comunicação simples, sem ‘juridiquês’, mantendo consistência entre proposta, condições contratuais e orientação ao segurado. Além da necessidade de documentação e registro do relacionamento com o cliente, algo que já era boa prática, mas agora ganha ainda mais relevância para reduzir ruído e dar segurança para todos”, disse Alexandre Camillo, Presidente da SegPartners e membro do Fórum. 

Segurados – “A Lei nº 15.040/2024 ampliou as obrigações do corretor, a fim de elevar a participação ativa destes profissionais durante toda a vigência do contrato de seguro, tornando-o responsável pela entrega de documentos e informações ao segurado em até cinco dias úteis, ou antes, em caso de risco de perda de direito. Considerando as atribuições impostas pela lei, o corretor deve registrar e formalizar todas as comunicações com o segurado para garantir que todas as informações relativas ao risco foram devidamente compartilhadas. Em caso de falha, é possível que haja responsabilização do corredor pela falha da prestação de seu serviço”, descreveu Camila Calais, Head de Seguros do escritório Mattos Filho Advogados e membro do Fórum.

Posicionamento do Fórum – “O Fórum acompanha esse tema desde o início das discussões no Congresso Nacional e no mercado e apoiou a iniciativa por entender que o setor se fortalece com uma legislação própria para o contrato de seguros. A medida pode contribuir de forma relevante para o desenvolvimento e o fomento do mercado, em linha com a atuação do Fórum em defesa de uma sociedade mais protegida”, relatou Marco Antônio Gonçalves, Diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros e Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros. 

Sobre o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros

Fundado em 10/03/2021, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros nasceu com o propósito de ser um espaço independente, plural e estratégico de debate, reflexão e construção de caminhos para o fortalecimento do seguro e resseguro no Brasil. 

Desde a sua fundação, o Fórum reúne líderes, executivos, acadêmicos, especialistas e representantes de diferentes segmentos do setor. Hoje são 24 membros ativos, comprometidos com a evolução contínua desse mercado.

MAG Seguros traz novo reforço para a gerência comercial de Assessorias e Grupos Especiais

A MAG Seguros, empresa especialista em vida e previdência com 191 anos de atuação ininterrupta, anunciou a contratação de Thais Cardoso para a posição de Gerente Comercial de Assessorias e Grupos Especiais na Superintendência SP Capital e Litoral na Diretoria de Mercado, área considerada estratégica e em expansão dentro da companhia. Thais passa a atuar no suporte e evolução do corretor, conectando capacitação, estratégia e adequação de soluções em um contexto de crescimento do debate sobre proteção financeira e planejamento de longo prazo.

“Quando bem estruturadas, as Assessorias e Grupos Especiais deixam de ser apenas um apoio operacional e passam a exercer um papel estratégico na jornada do corretor. Elas contribuem para a leitura da carteira, ajudam a identificar oportunidades em vida e previdência, direcionam tecnicamente as abordagens conforme o perfil do cliente e aproximam o corretor do portfólio de soluções da seguradora”, afirma Thais.

Natural de Sarandi (RS), a executiva é formada em Ciências Contábeis e soma 10 anos de experiência no mercado segurador. A executiva iniciou a carreira em uma corretora de seguros, etapa que contribuiu para consolidar uma visão prática do negócio e do papel consultivo do corretor na construção de soluções para diferentes perfis de clientes. Também já atuou com Assessorias e Grupos Especiais em outras seguradoras.

Indenizações no seguro de crédito no RS crescem mais de 50% em 2025

Em um ano marcado por maior pressão econômica sobre as empresas, o Seguro de Crédito ganhou protagonismo no Rio Grande do Sul como instrumento de proteção financeira. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontam que o pagamento de indenizações no estado cresceu 54,1 % em 2025, em comparação com 2024, alcançando R$ 196,05 milhões, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras.

A arrecadação do produto também apresentou desempenho positivo no estado, com alta de 29,7%, totalizando R$ 154,96 milhões no período. Os dados refletem o aumento da demanda por mecanismos de proteção diante de um ambiente mais restritivo de crédito e maior risco de inadimplência.

“O desempenho do Seguro de Crédito no Rio Grande do Sul reflete um cenário econômico mais pressionado, que atingiu empresas de diversos setores, com destaque para produtores rurais e cadeias ligadas ao agronegócio, entre os que mais acionaram o seguro. Ao proteger fornecedores, preservar o fluxo de caixa e dar previsibilidade às relações comerciais, o produto contribui para a continuidade dos negócios e para a resiliência da economia gaúcha, mesmo em períodos de maior incerteza”, afirma Márcio Vieira, integrante da Comissão de Crédito e Garantia da FenSeg.

De acordo com o Glossário do Seguro da CNseg, o Seguro de Crédito oferece cobertura contra riscos como inadimplência, insolvência (recuperação judicial ou falência) e risco político decorrentes das vendas a crédito realizadas por fornecedores, seja de serviços ou de mercadorias para sua carteira de clientes, residentes no Brasil ou no exterior.
Ao reduzir a exposição das empresas a choques financeiros e aumentar a previsibilidade das relações comerciais, o Seguro de Crédito contribui para a preservação de empregos, a continuidade das atividades produtivas e a sustentação da economia regional, especialmente em momentos de maior instabilidade econômica.

Além disso, o seguro reduz a necessidade de contragarantias exigidas de fornecedores e pode contribuir para a diminuição do custo do crédito. Isso ocorre porque a inadimplência é um dos fatores que compõem o spread bancário — a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada do cliente final. Ao mitigar esse risco por meio do Seguro de Crédito, as operações se tornam mais seguras, o que pode se refletir em melhores condições de financiamento.

“As seguradoras de crédito funcionam como importantes mitigadoras do risco de inadimplência ou insolvência. Quando esses eventos ocorrem, as indenizações são pagas de forma previsível, fortalecendo o fluxo de caixa dos fornecedores. Esse mesmo benefício se estende às instituições financeiras, que podem reduzir provisões e aprimorar a classificação de risco de suas carteiras, considerando o rating de grau de investimento das seguradoras”, explica o porta-voz da FenSeg.

Tokio Marine avança 8,9% em 2025 e mantém lucro acima de R$ 1 bilhão

Em 2025, a Tokio Marine Seguradora manteve sua trajetória de crescimento orgânico e registrou alta de 8,9% em Prêmios Emitidos em relação ao ano anterior, além de alcançar Lucro Líquido de R$ 1,5 bilhão. O desempenho reforça a consistência da estratégia da Companhia, baseada na ampliação da cultura do seguro, na valorização do Capital Humano e na oferta de Produtos e Serviços alinhados às demandas de Corretores, Assessorias, Clientes e da Comunidade. Atualmente, a Seguradora atende mais de 48 mil Corretores e Assessorias em todo o País e conta com mais de 2,4 mil Colaboradores.

O faturamento totalizou R$ 14,6 bilhões, acima dos R$ 13,4 bilhões registrados em 2024. Desse montante, R$ 7,9 bilhões retornaram à sociedade por meio do pagamento de indenizações, evidenciando o papel social do seguro. O Índice Combinado ficou em 91,2%, refletindo eficiência operacional e disciplina na gestão.

Para Daniel Dibe, Diretor Executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine, a manutenção das despesas administrativas em níveis controlados reforça a solidez financeira e cria bases sustentáveis para o crescimento no longo prazo. “Entre os principais fatores que impulsionaram os resultados neste ano estão a revisão contínua dos processos de subscrição, a otimização da gestão de sinistros, que trouxe ainda mais agilidade ao pagamento de indenizações, além da rápida adaptação ao novo marco regulatório e à Nova Lei do Seguro. Também intensificamos o uso de tecnologia, gerando ganhos de performance e maior eficiência no controle de custos”, destaca o executivo.

Mesmo em um cenário de concorrência mais acirrada, a Companhia fortaleceu sua competitividade ao revisar práticas técnicas, comerciais e operacionais e investir na inovação de produtos de entrada com foco em custo-benefício. Como resultado, manteve posição de destaque no ranking do Seguro de Automóvel, com crescimento de 7,6% em Prêmios Emitidos ao longo do ano.

Nos Produtos de Riscos Diversos Massificados, o Seguro Condomínio foi um dos destaques, com alta de 46,2%, seguido pelo Seguro Fiança Locatícia, que avançou 41,6%, e pelo Seguro Residencial, com crescimento de 25,5%. A carteira alcançou R$ 1 bilhão em faturamento em 2025, resultado da expansão sustentável, da ampliação do portfólio e do aprimoramento das estratégias de distribuição e atendimento. Na carteira de Pessoas Individual, os Prêmios Emitidos cresceram 15,4% em relação a 2024, com desempenho expressivo dos produtos Viagem e Vida Individual, que avançaram 21,1% e 16,2%, respectivamente. Já a carteira de Pessoas Coletivo registrou crescimento de 10,6% no período, reforçando a diversificação e o equilíbrio do portfólio.

No segmento de Produtos Pessoa Jurídica, a Diretoria Executiva encerrou o ano com faturamento recorde de R$ 4 bilhões, crescimento de 10,6% em relação ao exercício anterior, consolidando a Tokio Marine entre os principais playersdo mercado corporativo no Brasil. Com soluções customizadas e atuação consultiva junto a Corretores especializados, a Companhia se destaca em um ambiente que exige conhecimento aprofundado dos diferentes segmentos econômicos e excelência em subscrição.

Entre os destaques da área, a carteira de Transporte cresceu 12,3%, impulsionada pelo desempenho do Transporte Nacional, que avançou 70,5%. Também apresentaram evolução relevante o Seguro Empresarial, com alta de 24,5%; E&O (Erros and Omissions), com 24,4%; e Riscos Nomeados e Operacionais, com crescimento de 8,3% em Prêmios Emitidos na comparação anual.

Inovação

Em 2025, a Tokio Marine avançou em sua jornada de inovação com investimentos em transformação digital, automação e uso intensivo de Inteligência Artificial para ampliar eficiência e qualidade no atendimento a Corretores e Clientes.

Com a diretriz “AI First”, a Companhia destacou a orçamentação de sinistros em minutos e o uso de IA Generativa, em parceria com a AWS (Amazon Web Services), além de modernizar a Central de Relacionamento com a tecnologia Genesys e concluir a internalização da Assistência 24h do Seguro de Vida. O movimento foi acompanhado por iniciativas de capacitação em IA para Colaboradores e Corretores, parcerias estratégicas e conquistas em Segurança da Informação, como a certificação PCI-DSS (Payment Card Industry – Data Security Standard) e a oferta do Pix Automático.

“Encerramos 2025 com resultados consistentes, fruto de uma estratégia clara, disciplina na execução e foco. Seguimos investindo em inovação, eficiência operacional e no fortalecimento das nossas parcerias para sustentar um crescimento rentável e responsável. Estamos preparados para avançar ainda mais, mantendo a solidez do negócio e criando valor de longo prazo para Clientes, Corretores, Colaboradores e acionistas”, finaliza Dibe.