Caixa Seguridade lucra R$ 4,29 bi em 2025

Desempenho foi influenciado pelo maior resultado financeiro, em ambiente de juros altos

A Caixa Seguridade encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro gerencial 6,4% maior que um ano antes, de R$ 1,12 bilhão. O lucro contábil caiu 8%, na mesma base de comparação, para R$ 1,07 bilhão. No ano completo, a Caixa Seguridade apresentou lucro líquido contábil de R$ 4,29 bilhões, o maior resultado histórico da companhia, com crescimento de 14% ante o apurado em 2024. O lucro líquido gerencial somou R$ 4,31 bilhões, equivalente a um crescimento de 15%.

A melhora no resultado gerencial foi influenciada pelo maior resultado financeiro, mais uma vez beneficiado pela Selic em níveis altos, mas também pelo avanço de 2% no resultado operacional.

Em termos de emissão de prêmios de seguro, houve queda de 3,3% no último trimestre ante o mesmo período de 2024. O recuo foi puxado sobretudo pela linha prestamista, repetindo um comportamento visto nos trimestres anteriores, diretamente influenciado pelo cenário mais difícil para o crédito e para a contratação do produto.

Nas linhas habitacional e residencial, houve crescimento de 10,6% e 24%, respectivamente, acompanhando o comportamento da carteira de crédito imobiliário da Caixa. Em vida, o avanço foi de 1% no período.

Em negócios de acumulação, a Caixa Seguridade viu um aumento de quase 10% na receita com previdência, para R$ 545,7 milhões, e de 15% em capitalização, para R$ 165,1 milhões. Consórcio avançou cerca de 17%, alcançando receita de R$ 279,2 milhões no trimestre.

As receitas operacionais aumentaram 14,5%, para R$ 5,73 bilhões, enquanto o resultado de investimento em participações societárias avançou 22%, para R$ 3,27 bilhões.

O resultado financeiro cresceu pouco mais de 60%, para R$ 182,2 bilhões, impulsionado pelo comportamento da Selic e pelo aumento do saldo médio das aplicações financeiras.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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