Munich Re lucra € 6,1 bilhões em 2025 e eleva dividendo em 20%

Christoph Jurecka Munich Re

A alemã Munich Re encerrou 2025 com lucro líquido de € 6,1 bilhões, superando em € 100 milhões a meta originalmente estabelecida e marcando o quinto ano consecutivo em que a companhia ultrapassa o guidance divulgado ao mercado.

O resultado representa novo recorde histórico e consolida o cumprimento integral das metas financeiras e não financeiras do programa estratégico Ambition 2025. Em 2024, o lucro havia sido de € 5,69 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 18,3%, acima do intervalo-alvo de 14% a 16%, enquanto o lucro por ação avançou para € 47,15. O índice de solvência subiu para 298% ao fim do exercício, bem acima do corredor estratégico de 175% a 220%.

O Conselho de Administração propôs dividendo de € 24 por ação, alta de 20% sobre o ano anterior. A companhia também anunciou novo programa de recompra de ações de € 2,25 bilhões, a ser concluído até a Assembleia Geral de 2027.

“2025 foi um ano decisivo para a Munich Re. Com um lucro líquido de € 6,1 bilhões, não apenas estabelecemos um novo recorde, como cumprimos todas as promessas feitas no âmbito do nosso programa estratégico Ambition 2025”, afirmou Christoph Jurecka, presidente do Board of Management, em nota.

Segundo o executivo, o modelo de negócios demonstrou resiliência e capacidade de crescimento mesmo em cenários de crise. “Nosso novo programa Ambition 2030 ampliará a diversificação do portfólio e fortalecerá a atuação do grupo como provedor global de resseguro, seguros specialty e seguros primários em escala”, disse.

A receita permaneceu estável em € 60,4 bilhões. O resultado técnico total cresceu de € 8,7 bilhões para € 9,8 bilhões, enquanto o resultado operacional avançou para € 8,9 bilhões.

O resultado financeiro subiu para € 7,5 bilhões, com retorno de 3,2% sobre o valor médio de mercado da carteira. A melhora foi impulsionada por maior rendimento recorrente e valorização da carteira de ações.

O segmento de resseguro contribuiu com € 5,2 bilhões para o lucro consolidado, acima da meta de € 5,1 bilhões. O índice combinado (combined ratio) do resseguro de property-casualty recuou para 73,5%, refletindo queda relevante nas perdas com grandes sinistros.

As despesas com grandes perdas somaram € 1,6 bilhão no ano, bem abaixo dos € 2,8 bilhões de 2024. Catástrofes naturais representaram € 887 milhões — com destaque para incêndios florestais em Los Angeles (cerca de € 0,8 bilhão) e o furacão Melissa no quarto trimestre. No resseguro de vida e saúde, o resultado técnico atingiu € 1,7 bilhão, cumprindo a meta estabelecida.

O segmento Global Specialty Insurance (GSI), reportado separadamente desde 2025, registrou lucro líquido de € 562 milhões, com melhora expressiva no índice combinado, que caiu para 85,9%.

A operação primária da companhia, reunida sob a marca ERGO Group, entregou lucro de € 917 milhões, superando a meta de aproximadamente € 900 milhões. A receita de seguros cresceu para € 21,7 bilhões. O segmento internacional apresentou forte evolução, com lucro de € 541 milhões, enquanto a operação alemã registrou € 376 milhões, impactada por efeito fiscal pontual.

Na rodada de renovações de 1º de janeiro de 2026, o volume de negócios caiu 7,8%, para € 13,7 bilhões, refletindo disciplina na subscrição e saída deliberada de contratos que não atendiam aos critérios de retorno. Apesar de leve queda média de preços (−2,5%), a companhia afirma ter preservado a qualidade do portfólio e mantido condições contratuais sólidas.

Projeções para 2026

Para 2026, a Munich Re projeta lucro líquido de € 6,3 bilhões e receita de seguros de € 64 bilhões, com retorno sobre investimentos superior a 3,5%. No resseguro, a meta é alcançar € 5,4 bilhões de lucro, com índice combinado de 80% em property-casualty e 90% em Global Specialty Insurance. Em vida e saúde, o resultado técnico esperado é de € 1,9 bilhão. Já a ERGO deve manter lucro em torno de € 900 milhões, com índice combinado-alvo de 89%.

Allianz registra lucro líquido de € 11,1 bilhões em 2025 e supera recorde operacional

Oliver Bäte Swiss Re
Oliver Baete, chief executive officer of Allianz SE

A alemã Allianz encerrou 2025 com lucro líquido recorrente atribuível aos acionistas de € 11,1 bilhões, alta de 10,9% em relação ao ano anterior, consolidando o maior lucro operacional da sua história.

O lucro operacional avançou 8,4% no acumulado do ano, atingindo € 17,4 bilhões, enquanto o volume total de negócios cresceu 8,1%, para € 186,9 bilhões, com contribuição positiva de todos os segmentos.

O lucro por ação (EPS) recorrente aumentou 12,5%, alcançando € 28,61, e o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente chegou a 18,1%. Já o índice de solvência sob Solvência II subiu 10 pontos percentuais, atingindo 218%, sustentado por forte geração orgânica de capital.

No quarto trimestre de 2025, o lucro líquido atribuível aos acionistas somou € 2,664 bilhões, avanço de 7,7% frente aos € 2,472 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado, porém, ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava € 2,689 bilhões.

O volume total de negócios cresceu 6,5% no trimestre, enquanto o lucro operacional avançou 3%, para € 4,3 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho do segmento de Property & Casualty (P&C). O lucro líquido recorrente atribuível aos acionistas subiu 12,2% no período, alcançando € 2,7 bilhões.

Dividendos e guidance para 2026

Para 2026, a Allianz projeta lucro operacional de € 17,4 bilhões, com variação de mais ou menos € 1 bilhão.

A administração vai propor dividendo de € 17,10 por ação referente ao exercício de 2025, alta de 11% ante o ano anterior. Além disso, anunciou em 25 de fevereiro de 2026 um novo programa de recompra de ações de até € 2,5 bilhões.

O CEO da companhia, Oliver Bäte, destacou a consistência da estratégia mesmo em ambientes desafiadores. “Os resultados recordes de 2025 demonstram nossa capacidade de entregar desempenho de forma confiável, mesmo em cenários que mudam rapidamente e se tornam mais polarizados”, afirmou em nota.

Segundo ele, a força da marca, a fidelidade dos clientes e o engajamento dos colaboradores complementam a disciplina financeira e a resiliência operacional do grupo, sustentando o crescimento e a geração de valor no longo prazo.

CNseg: setor de seguros assume papel estratégico na viabilização de PPPs e concessões no P3C 2026

Em meio à expansão do mercado que envolve Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) se fizeram presentes em uma das mais importantes agendas sobre o tema: a P3C 2026.

O encontro reuniu, nos dias 23 e 24 de fevereiro, em São Paulo (SP), governadores, ministros, agentes reguladores, representantes setoriais e investidores para discutir os desafios e as oportunidades das PPPs no Brasil.

Representando a CNseg, a superintendente de Relações com o Poder Executivo, Laíne Meira, foi uma das debatedoras do painel que abordou o tema “Seguros e performance contratual: segurança para o investidor e previsibilidade para o poder público”.

A Superintendente da Confederação destacou que, considerando o aquecimento do setor de infraestrutura e a importância do alcance que este tema atinge, foi firmado um Protocolo de Intenções entre a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos – Casa Civil (SEPPI), Ministério de Portos e Aeroportos e a CNseg com o intuito de criar o Guia Prático de Seguros e Capitalização para Contratos de Concessões e Parcerias Público-Privadas. 

Durante o encontro, ela destacou que este estudo busca fornecer informações técnicas, jurídicas e econômicas para auxiliar no entendimento da realização de políticas e práticas de seguros. “Nosso objetivo é garantir a efetividade da aplicação dos seguros, em um sentido amplo, reforçando a diminuição de riscos e o entendimento da prática no contexto brasileiro”, reforçou. 

Ainda durante o evento, a representante da CNseg ressaltou a importância do Guia se tornar um instrumento que auxilia na mitigação de riscos através de esclarecimentos importantes sobre os produtos aplicáveis, reduzindo a assimetria de informações entre os agentes. “Foi um projeto amplamente discutido por meio de agendas realizadas com diversas associações e entidades com o objetivo de coletar percepções e contribuições para o seu desenvolvimento”, lembrou

Participaram também do mesmo painel a diretora de Assuntos Econômicos do Ministério de Portos e Aeroportos, Helena Venceslau; o diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos; o CEO da Junto Seguros, Roque de Holanda Melo; e a superintendente de Produtos de Seguros da B3, Angélica Tozetti.

Evento e Oportunidades

As PPPs e concessões seguem ganhando relevância como instrumentos centrais para ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura no Brasil, em um contexto de restrições fiscais e de pressão por modernização de serviços públicos.

Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a estimativa é aprovar cerca de R$ 300 bilhões em financiamentos para infraestrutura em 2026, acima dos aproximadamente R$ 280 bilhões projetados para 2025.

A representante da CNseg destaca ainda que o setor segurador deve ser evidenciado em um evento como este pois ele se consolida como um dos principais fóruns nacionais voltados ao debate sobre parcerias público-privadas, reunindo representantes do setor público, investidores, concessionárias, operadores, agentes financeiros, consultorias e organismos multilaterais.

Mercado de Seguros encerra 2025 em terreno negativo, mas segmentos “estrito senso” sustentam resultado

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O desempenho agregado do mercado de seguros brasileiro no ano de 2025 encerrou em queda, pressionado principalmente pelos produtos de acumulação financeira, segundo o Boletim do Desempenho da Arrecadação do Mercado de Seguros — mês-base dezembro de 2025, supervisionado pelo economista Marcio Serôa de Araújo Coriolano, para a Capitolio Consulting.

O estudo, construído com dados oficiais da Superintendência de Seguros Privados (Susep), traz uma análise detalhada da arrecadação e suas variações ao longo de 12 meses móveis — considerada pelo autor a “melhor medida estatística tendencial”. 

Segundo o boletim, o total de arrecadação do mercado de seguros, que inclui os segmentos de Danos e Responsabilidades, Pessoas (seguros de vida), VGBL, PGBL e Capitalização, fechou dezembro de 2025 com R$ 38,9 bilhões, um crescimento mensal de 30,4% em relação a novembro, mas ainda queda de 4,8% na comparação anual acumulada em 12 meses móveis, indicador que mostra deterioração contínua desde meados de 2025. 

“O encerramento do ano registrou menos 4,8% contra os menos 3,3% observados até novembro”, aponta o boletim, destacando que esta tendência negativa no agregado foi puxada pela queda persistente nos produtos de acumulação financeira, em especial o VGBL, que é historicamente o mais dinâmico do setor. 

Impacto do VGBL e tributos

A publicação ressalta que a arrecadação do VGBL continuou marcada pela influência de mudanças tributárias — especialmente o impacto da incidência de IOF sobre aportes acima de determinado patamar — em um momento em que sua captação não foi suficiente para recuperar perdas acumuladas ao longo do ano. 

Apesar de um aumento pontual no volume de VGBL e PGBL no mês de dezembro, “este não foi suficiente para recuperar prejuízos acumulados desde junho de 2025”, sendo um dos fatores centrais da queda na arrecadação do mercado integral. 

Destaque para o mercado “estrito senso”

O boletim, porém, traz nuances importantes quando a análise exclui produtos de acumulação financeira — ou seja, quando se considera o mercado segurador “estrito senso” (sem VGBL e PGBL). Nesta ótica, os segmentos de Danos e Responsabilidades e seguro de Pessoas apresentaram resiliência e até crescimento consistente.

Conforme o relatório:

  • Na base de 12 meses móveis, a arrecadação do segmento “estrito senso” mostrou melhora na tendência, com taxa de 7,6% ao final de dezembro de 2025. 
  • O segmento de Danos e Responsabilidades — liderado pelo ramo automóvel — cresceu R$ 14,2 bilhões em dezembro, elevando sua participação no setor estrito senso e consolidando desempenho positivo na maioria dos ramos elementares. 
  • Já os seguros de Pessoas arrecadaram R$ 6,8 bilhões em dezembro, mantendo evolução positiva e destaque em segmentos como vida prestamista e seguro de viagem. 

No prefácio técnico, Coriolano explica que o boletim busca não só demonstrar a evolução histórica da arrecadação, mas também projetar o comportamento futuro das receitas com base nas taxas de variação em 12 meses móveis — ferramenta estatística que, segundo ele, oferece maior robustez analítica. 

Além disso, o autor ressalta que a segregação dos segmentos dentro da análise — em especial a distinção entre mercado integral e estrito senso — permite compreender como as dinâmicas de produtos financeiros e de proteção pura influenciam de maneira distinta o desempenho geral. 

Apesar do recuo global da arrecadação em 2025, o boletim da Capitolio Consulting supervisionado por Marcio Coriolano aponta que os segmentos tradicionais de proteção — quando isolados dos produtos de acumulação — apresentam fundamentos mais sólidos, o que pode sinalizar resiliência em um contexto de ajustes regulatórios e tributários. 

Seguros: o mercado que devolve à sociedade todos os anos mais que o PIB de alguns países

Zeca Vieira

Por Zeca Vieira, sócio-fundador da ZVolution Consultoria

Se o mercado de seguros aparecesse nas manchetes com a mesma frequência que outros setores da economia, talvez a percepção da sociedade fosse bem diferente. O seguro raramente vira notícia positiva – aparece mais quando falha, atrasa ou entra em conflito com o consumidor. Quase nunca é lembrado quando funciona. E, no entanto, ele funciona todos os dias.

Funciona quando uma família consegue reconstruir sua vida depois de uma perda. Quando uma empresa retoma sua operação após um incêndio, uma enchente ou um acidente que poderia levá-la ao colapso. Quando um profissional mantém sua renda diante de um imprevisto. Funciona quando bilhões de reais são injetados continuamente na economia para reparar danos, garantir continuidade e reduzir incertezas. O seguro não faz barulho, não disputa holofotes e não busca protagonismo. Ainda assim, sustenta o país.

Um mercado que devolve à sociedade um país por ano

Poucos segmentos econômicos têm uma relação tão direta com a vida real quanto o mercado de seguros. Não se trata de promessas futuras ou benefícios abstratos, mas de recursos efetivamente devolvidos à sociedade. Somente em 2024, o setor segurador brasileiro arrecadou cerca de R$ 751 bilhões e devolveu mais de R$ 504 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Na prática, isso representa mais de R$ 1,3 bilhão por dia retornando para famílias, empresas e prestadores de serviços.

Nos primeiros meses de 2025, esse movimento se manteve: entre janeiro e maio, o mercado já havia pago R$ 110,9 bilhões, excluindo saúde, com crescimento superior a 11% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse dinheiro não fica parado. Ele circula, paga hospitais, oficinas, clínicas, laboratórios, prestadores automotivos, fornecedores, financiamentos, salários e recomeços. O seguro atua como um verdadeiro amortecedor econômico, reduzindo impactos que, sem essa proteção, recairiam diretamente sobre pessoas, empresas e, em muitos casos, sobre o próprio Estado.

Para dimensionar melhor esse impacto, vale recorrer a uma comparação simples, mas reveladora. Os R$ 504 bilhões pagos pelo mercado de seguros brasileiro em 2024 equivalem, em valores nominais, ao Produto Interno Bruto anual de países inteiros, como Uruguai, Eslovênia ou Jordânia. Em outras palavras, em um único ano, o setor devolveu à sociedade brasileira um volume de recursos comparável à riqueza produzida por economias nacionais completas. É como se o seguro colocasse em circulação, silenciosamente, um “país” por ano – sem manchetes, sem discursos e sem alarde, apenas cumprindo seu papel econômico e social.

Empregos e poupança de longo prazo – o seguro não substitui o estado, mas o complementa e, em muitos casos, o sustenta

Quando se observa a geração de empregos, o impacto do mercado de seguros também costuma ser subestimado. Em 2023, o setor mantinha cerca de 185 mil empregos diretos formais no Brasil, com destaque para os corretores de seguros, que exercem papel central na relação com o consumidor.

Mas esse número revela apenas a superfície. Ao considerar os empregos indiretos e induzidos – em oficinas mecânicas, hospitais, clínicas, laboratórios, empresas de tecnologia, call centers, perícia, regulação, serviços financeiros e jurídicos – o mercado segurador brasileiro está relacionado a até 3 milhões de postos de trabalho. Em termos de escala, isso equivale à população inteira de um país europeu como a Lituânia. É como se o seguro, além de proteger vidas e patrimônios, fosse responsável por sustentar economicamente um país inteiro dentro do Brasil.

Há ainda um componente menos visível e talvez um dos mais estratégicos do setor: o volume de reservas técnicas das seguradoras e os recursos acumulados nos fundos de previdência. Esses valores não existem apenas para garantir pagamentos futuros. Eles formam uma das maiores massas de poupança de longo prazo do país. Dados da SUSEP indicam que o estoque de provisões técnicas do mercado segurador brasileiro já supera R$ 2 trilhões.

Esses recursos são administrados sob critérios rigorosos de solvência, governança e fiscalização e acabam direcionados majoritariamente para títulos públicos, projetos de infraestrutura, crédito estruturado e investimentos de longo prazo. Enquanto muitos setores dependem diretamente do orçamento público, o mercado de seguros forma poupança interna, financia o futuro e contribui para a estabilidade do sistema econômico de maneira contínua e disciplinada.

Esse papel estrutural se torna ainda mais evidente quando observamos a relação do seguro com o poder público. Cada indenização paga reduz a necessidade de socorro estatal. Cada seguro empresarial que permite a retomada rápida de uma operação preserva empregos e arrecadação tributária. Cada plano de saúde privado que absorve bilhões em despesas assistenciais alivia a pressão sobre o SUS. Hoje, mais de 51 milhões de brasileiros possuem planos de saúde, e sem a saúde suplementar o sistema público teria que absorver imediatamente dezenas de milhões de usuários adicionais, com impacto direto sobre custos, filas e capacidade de atendimento. O seguro não substitui o Estado, mas o complementa e, em muitos momentos, o sustenta.

Além do impacto econômico e institucional, existe uma dimensão do setor que muitas vezes passa despercebida: sua presença ativa na cultura, no esporte e nas iniciativas sociais que ajudam a construir a identidade do país. Ao longo das últimas décadas, seguradoras e operadoras de saúde tornaram-se patrocinadoras relevantes de projetos culturais, eventos esportivos, programas educacionais e ações sociais que alcançam milhões de brasileiros. 

São iniciativas que viabilizam exposições, festivais, projetos de inclusão, ações comunitárias e investimentos em educação e bem-estar, reforçando o papel do seguro como agente de desenvolvimento humano e social. Esse apoio não é apenas institucional, mas uma forma concreta de devolver à sociedade parte do valor que o próprio setor ajuda a proteger e a gerar, fortalecendo vínculos com comunidades, ampliando acesso à cultura e incentivando práticas que tornam o país mais resiliente, diverso e preparado para o futuro.

Vamos fazer barulho e mostrar a importância do setor — afinal, hoje, todos somos mídia

Ao longo dos meus anos em comunicação, publicidade e propaganda — incluindo as passagens pelas presidências das Comissões de Marketing da CNseg e da Fenseg — acompanhei diversas iniciativas relevantes para fortalecer a imagem institucional do setor. Algumas foram emblemáticas, como campanhas que convidavam a sociedade a refletir sobre como seria o país se passássemos um único dia sem seguro. Ainda assim, essas informações continuam circulando, em grande parte, dentro do próprio mercado, raramente alcançando a sociedade de forma massificada, clara e emocionalmente relevante.

Conteúdo existe. Dados existem. Verdade também. O que falta é organização, alinhamento e escala. Hoje, mais do que nunca, todos nós somos mídia. Uma narrativa consistente, compartilhada por seguradoras, operadoras de saúde, corretores, entidades reguladoras e associativas, pode alcançar famílias, empresas, redes sociais e os grandes veículos de comunicação. Uma boa campanha, com mensagem clara e apelo emocional, continua funcionando.

Você já imaginou o impacto de milhares de colaboradores de seguradoras e operadoras de saúde, corretores de seguros, funcionários das entidades do setor e seus familiares compartilhando, com orgulho, essa narrativa? A força simbólica e o alcance de um movimento coordenado podem ser transformadores.

Na minha percepção, falta pouco. É alinhar, organizar e fazer acontecer. Porque o seguro pode ainda não aparecer nas manchetes, mas está no coração de quem trabalha no setor. Diante de um país cada vez mais exposto a eventos climáticos extremos, é legítimo provocar uma pergunta incômoda e necessária: se o setor que mais entende de risco está presente em todos os territórios do Brasil, por que não mobilizar essa inteligência e capilaridade para apoiar, de forma organizada e responsável, a prevenção, a orientação e a reconstrução das comunidades?

A ideia de corretores de seguros atuando como voluntários civis, integrados ao poder público e sob coordenação institucional, não é marketing nem heroísmo. É coerência. Coloco-me à disposição das lideranças institucionais do mercado para que, juntos, possamos unir forças e encontrar os caminhos para estruturar essas ideias e colocar o mercado de seguros na posição de destaque que ele merece – no centro do debate público e no coração de milhões de brasileiros.

Porto Serviço leva cuidado aos clientes Kawasaki em campanha da marca no Brasil

porto serviços

Porto Serviço foi a parceira escolhida pela Kawasaki, multinacional japonesa fabricante de motocicletas de alta performance. O acordo garante assistência nacional para motos da marca por até 24 meses, viabilizada a partir de uma campanha realizada no Brasil.

Com cobertura válida em todo o território nacional, os clientes Kawasaki que adquiriram as motos durante as campanhas promocionais da marca poderão contar com a assistência da Porto Serviço em situações emergenciais, com um pacote de serviços desenhado para trazer mais segurança e conveniência ao dia a dia do motociclista, até 2027.

Entre as assistências disponíveis estão:

  • Guincho
  • Chaveiro
  • Cobertura para danos aos pneus
  • Táxi
  • Transporte alternativo e hospedagem, quando necessário

A iniciativa reforça a presença da Porto Serviço em um mercado em expansão, no qual a experiência do consumidor vai além do veículo e passa a incluir cuidado completo ao longo da jornada de mobilidade.

“Quando falamos de motocicletas, estamos falando também de liberdade, performance e movimento. Nossa parceria com a Kawasaki nasceu para garantir que essa experiência seja acompanhada de tranquilidade em qualquer lugar do país. Queremos estar ao lado das marcas que colocam o cliente no centro e entendem o pós-venda como parte essencial do relacionamento”, afirma Tomas Trabulsi, diretor de Negócios e Parcerias Estratégicas da Porto Serviço.

“A parceria com a Porto Serviço foi muito bem recebida pelos nossos clientes e podemos considerá-la um sucesso. A possibilidade de contar com uma assistência nacional por até 24 meses trouxe um diferencial relevante para o consumidor, que busca soluções funcionais, segurança e conveniência no dia a dia”, comenta Sonia Harue Ando, diretora comercial e de marketing da Kawasaki.

Com a chegada da Kawasaki, a Porto Serviço amplia sua atuação junto às principais fabricantes do país e fortalece um portfólio que já reúne os maiores players do setor de duas rodas, além de marcas globais de prestígio como Porsche, BYD, Ducati, Zeek, entre outras.

A Porto Serviço segue investindo em soluções integradas e customizadas para diferentes perfis de veículos e consumidores, consolidando-se como uma plataforma de assistência emergencial e manutenções programadas cada vez mais conectada às transformações da mobilidade no Brasil.

HDI e Yelum prestam atendimento à população de Minas Gerais após fortes chuvas na região

O Grupo HDI, por meio de suas marcas HDI e Yelum, está atuando de forma intensiva no apoio à população de Minas Gerais impactada pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias. A companhia ativou seu protocolo para eventos climáticos, que mobiliza diferentes áreas da empresa para garantir atendimento ágil, eficiente e humanizado a clientes, parceiros e comunidades das regiões afetadas.

Desde as primeiras horas, o Grupo HDI vem monitorando continuamente a situação e implementando medidas emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento, especialmente nas cidades de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, entre as localidades mais impactadas.

Entre as medidas já adotadas, a companhia mobilizou um time de reguladores de sinistros para reforçar exclusivamente o atendimento na região e disponibilizou guinchos adicionais nas cidades afetadas. Também foram direcionadas equipes de analistas dedicadas exclusivamente aos casos locais, além da criação de pátios especiais para recebimento de veículos, o que tem garantido maior agilidade nos processos de remoção e vistoria.

Paralelamente, os times de Sinistros e Atendimento estruturaram uma operação específica para acelerar as vistorias, as indenizações e as liberações para reparo, assegurando uma resposta ainda mais rápida aos clientes impactados.

Todas essas iniciativas fazem parte do protocolo de eventos climáticos do Grupo HDI, um projeto estruturado que integra diferentes áreas da companhia para garantir não apenas uma resposta rápida e eficiente em momentos críticos, mas também comunicação transparente com clientes, corretores, parceiros e a comunidade.

Clientes e corretores que necessitem apoio, podem entrar em contato com a companhia por meio dos canais de atendimento de suas marcas:

Atendimento Yelum

• WhatsApp: (11) 3206-1414

• Seguros Auto e Vida: 0800 701 4120 

• Seguros Empresariais e Residência: 0800 702 5100 

Atendimento HDI

• WhatsApp: (11) 5502-0700 

• Telefone: 3003-5390 (Regiões Metropolitanas) | 0800 434 4340 (Demais Regiões) 

Atendimento Aliro

• WhatsApp: (11) 3206-1414

• Telefone: 0800 770 1318 (Todas as regiões)

Zurich Seguros inaugura pontos de recarga para carros elétricos e híbridos

Mantendo seu posicionamento de marca inovadora e com uma agenda robusta de sustentabilidade, a Zurich Seguros inaugurou, em 25 de fevereiro, cinco novos pontos de recarga para carros elétricos e híbridos no Parque da Cidade, complexo corporativo localizado na região da Chucri Zaidan, em São Paulo, capital. Localizados na área comum do empreendimento, próximos à Torre Sucupira, os eletropostos se somam às instalações já existentes em Florianópolis e Belo Horizonte.

A iniciativa faz parte da estratégia da companhia de impulsionar a mobilidade verde e se conecta ao conceito da “Nova Geração de Seguros”, mote da companhia que visa pensar o seguro sob uma ótica de proteção, inovação e impacto positivo. Todo o projeto foi viabilizado com recursos do fundo global de carbono da Zurich, que cobriu desde obras civis até a locação dos equipamentos.

Segundo Fábio Leme, diretor executivo de Linhas Pessoais, Marketing e Clientes da Zurich Seguros, o impulsionamento da mobilidade elétrica no país atende não apenas a um compromisso com a sustentabilidade, mas a uma necessidade de mercado: as vendas de veículos elétricos e híbridos cresceram 26% em 2025, em comparação com o ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). “Somos pioneiros em seguros para veículos eletrificados e é essencial apoiar o desenvolvimento da estrutura necessária para essa transição”.

Projetados para não gerar lucro, os pontos de recarga administrados pela Zurich Seguros apresentam preços competitivos em relação ao mercado. A operação garante a sustentabilidade financeira da iniciativa.

Mantendo seu posicionamento de marca inovadora e com uma agenda robusta de sustentabilidade, a Zurich Seguros inaugurou, em 25 de fevereiro, cinco novos pontos de recarga para carros elétricos e híbridos no Parque da Cidade, complexo corporativo localizado na região da Chucri Zaidan, em São Paulo, capital. Localizados na área comum do emprendimento, próximos à Torre Sucupira, os eletropostos se somam às instalações já existentes em Florianópolis e Belo Horizonte.

Parcerias que geram impacto positivo

A implantação desses cinco pontos na capital paulista foi viabilizada por uma parceria com a Brookfield Properties, líder global na gestão de ativos imobiliários de alta qualidade que possui o Parque da Cidade em seu portfólio. “Esta foi uma ação muito importante para darmos continuidade ao nosso propósito de engajar clientes e parceiros na agenda de trabalharmos em cooperação para um futuro melhor e mais sustentável”, explica Jose Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos e Subscrição de Ramos Elementares da seguradora. “Ao nos ceder o direito de uso do espaço físico pelos próximos três anos, a Brookfield Properties abraça nossa agenda positiva”.

O Parque da Cidade é um complexo de uso misto que possui cinco torres corporativas, residencial, hotel, shopping center e uma circulação diária de aproximadamente 15 mil pessoas. A iniciativa está alinhada ao propósito sustentável do empreendimento que é referência no tema e possui certificação LEED Gold e LEED Neighbourhood.

Antes da entrega dos pontos de recarga no Parque da Cidade, a seguradora já havia instalado três eletropostos no restaurante Meu Cantinho, em Florianópolis, e outros dois no Zurich Help Point, em Belo Horizonte. “Desejamos ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto no mundo, e incentivar a transição de veículos a combustão para eletrificados é parte do nosso legado”, finaliza Leme. 

Allianz leva jornada de compra digital ao seguro de vida em grupo

allianz vida

Como parte da modernização da jornada de aquisição e do aprimoramento da experiência aos corretores parceiros, a Allianz Seguros – uma das maiores seguradoras do Brasil e do mundo e detentora do naming rights do Allianz Parque – promove, agora, a digitalização do produto Vida em Grupo, modalidade de seguro de Vida Coletivo que visa proteger os colaboradores das empresas. O projeto une tecnologia, revisão de processos e colaboração integrada para criar uma navegação mais ágil, intuitiva e eficiente da cotação à emissão da apólice.

O processo de cotação e emissão foi completamente reformulado, trazendo uma interface muito mais intuitiva e ágil, reduzindo consideravelmente o tempo de operação da plataforma. “Essa entrega marca um passo importante na estratégia da Allianz de fortalecer o segmento de Vida em Grupo e apoiar o corretor com ferramentas que potencializam os negócios, aumentam a produtividade e elevam o padrão de atendimento no mercado segurador brasileiro”, pontua Fábio Morita, diretor executivo de Automóvel, Massificados e Vida da companhia.

As melhorias garantem maior precisão nas informações, redução de retrabalhos e fluxos mais rápidos. O novo sistema foi desenvolvido a partir da escuta ativa das demandas relatadas pelos profissionais parceiros. “Dessa forma, conseguimos trazer como resultado uma jornada fluída e eficaz. Além da modernização tecnológica, realizamos uma revisão completa da esteira operacional, proporcionando mais eficiência, suporte qualificado e maior proximidade com o corretor ao longo de toda a jornada”, destaca.

Coberturas personalizadas

O Allianz Vida em Grupo conta com a opção de personalizar as coberturas e assistências, permitindo que cada empresa defina as características do seguro que melhor atendem ao seu perfil e às suas necessidades.

A solução abrange desde as coberturas tradicionais, como Morte (incluindo a de cônjuge ou filhos), Invalidez por Acidente ou Doença, Auxílio Funeral, Adaptação de Casa e/ou Veículo; até garantias adicionais como Diagnóstico de Câncer, Diárias por Incapacidade Temporária (DIT), Despesas Médicas, Hospitalares e Odontológicas (DMHO)Indenização Especial por Morte Acidental, Doenças Graves, cobertura para Rescisão Trabalhista, Indenização Complementar, entre outros.

“Queremos oferecer ofertas completas, personalizadas e alinhadas ao que o corretor e o cliente realmente buscam e precisam. É essa flexibilidade que permite a construção de soluções que acompanham a realidade de cada empresa, ampliando a percepção de valor do benefício aos colaboradores e apoiando o corretor na entrega de propostas mais estratégicas e competitivas”, finaliza Caio Souza, diretor de Vida da Allianz Seguros.

Grupo MAG moderniza estrutura da unidade de Manaus e projeta crescimento no estado  

Com 191 anos de atuação ininterrupta no mercado brasileiro de vida e previdência, o Grupo MAG inicia um novo ciclo de sua presença no norte do país com a modernização da unidade de Manaus, uma das mais tradicionais da companhia. A atualização da estrutura marca um novo momento da operação local, alinhando a estratégia de crescimento da companhia ao seu compromisso com o fortalecimento econômico e social do Amazonas. 
 

Liderada pela superintendente Fabiana Perdiz, profissional de referência no mercado segurador e com longa experiência na unidade manauara, a operação passa a atuar em um espaço mais moderno, alinhado aos planos de crescimento sustentável da seguradora e às demandas do mercado amazonense. A expectativa é que as novidades contribuam para um crescimento superior a 12% na arrecadação em 2026, impulsionando a atuação da rede na região Norte do país. 
 

Para Helder Molina, CEO e Chairman do Grupo MAG, a modernização da unidade simboliza uma aposta da companhia no fortalecimento do mercado segurador no Amazonas. “O mercado amazonense tem características econômicas e sociais muito singulares e apresenta grande potencial de crescimento. Ao ampliarmos nossa presença em Manaus, reafirmamos nosso compromisso em oferecer segurança financeira para famílias, pequenos empreendedores e trabalhadores, demonstrando nossa confiança no potencial da região e nossa contribuição para a proteção financeira e o desenvolvimento econômico local”, destaca. 
 

A MAG ocupa a segunda posição no ranking das seguradoras independentes no Amazonas, movimentando cerca de 17% do marketshare do estado e ocupa o primeiro lugar nas contratações no segmento Planos Tradicionais com 45,9%. Além disso, em 2025, a unidade de negócios registrou o pagamento de mais de R$ 12 milhões em benefícios, refletindo a confiança conquistada junto ao mercado manauara. Com cinco gerentes e mais de 250 corretores cadastrados, a sucursal atende anualmente mais de 2.300 clientes e conta com mais de 5 mil clientes de vida individual, buscando ampliar cada vez mais o acesso à proteção financeira das famílias da região Norte do país. 
 

Para a superintendente Fabiana Perdiz, a modernização da unidade representa um fortalecimento direto do ecossistema local. 
 

“Nós, da unidade MAG de Manaus, contamos com uma equipe altamente engajada e corretores que conhecem profundamente o mercado regional. Nosso principal diferencial é oferecer um portfólio amplo de produtos e soluções, com capacidade de atender às necessidades da região. A nova estrutura nos permite avançar ainda mais, democratizando o acesso à proteção financeira em diferentes momentos da vida das pessoas”, afirma.