Allianz registra lucro operacional recorde de € 4,5 bilhões no primeiro trimestre

Oliver Bäte Swiss Re
Oliver Baete, chief executive officer of Allianz SE

Allianz iniciou 2026 com lucro operacional recorde de € 4,5 bilhões no primeiro trimestre, alta de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi sustentado principalmente pelo desempenho da operação de seguros patrimoniais e de responsabilidade civil (P&C) e pelo crescimento da área de gestão de ativos.

O volume total de negócios do grupo somou € 53 bilhões no trimestre, ligeiramente abaixo dos € 54 bilhões registrados um ano antes. Ainda assim, a companhia reportou crescimento interno de 3,5%, desconsiderando efeitos cambiais e movimentos societários.

O lucro líquido atribuível aos acionistas avançou 48,4%, para € 3,8 bilhões, beneficiado pela venda das participações da Allianz em joint ventures na Índia.

Na divisão de seguros patrimoniais e de responsabilidade civil, o volume de negócios alcançou € 28,3 bilhões, com crescimento interno de 6,8%. O lucro operacional da área subiu 11,1%, para € 2,4 bilhões, apoiado pela melhora do resultado técnico.

O índice combinado recuou para 91%, ante 91,8% no primeiro trimestre de 2025, refletindo melhora tanto na sinistralidade quanto na eficiência operacional. Segundo a seguradora, o desempenho reforça a disciplina de subscrição e os ganhos de produtividade da operação.

Na área de vida e saúde, os prêmios de novos negócios somaram € 23,7 bilhões, abaixo dos € 26,1 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A Allianz informou, porém, que a retração foi limitada quando ajustada por efeitos cambiais e pela venda de participação na UniCredit Allianz Vita. O lucro operacional da divisão permaneceu estável em € 1,4 bilhão.

A área de gestão de ativos também apresentou crescimento. As receitas operacionais avançaram para € 2,2 bilhões, impulsionadas pela expansão dos ativos sob gestão e pelo aumento das taxas de performance. O lucro operacional da divisão atingiu € 857 milhões, alta de 5,8%.

O CEO da Allianz, Oliver Bäte, afirmou que o desempenho do trimestre demonstra a força da estratégia centrada no cliente e o potencial do uso de inteligência artificial para ampliar eficiência e personalização dos serviços.

A diretora financeira do grupo, Claire-Marie Coste-Lepoutre, destacou que a companhia mantém confiança na projeção de lucro operacional para o ano, estimada em € 17,4 bilhões, com variação de até € 1 bilhão. A Allianz também segue executando seu programa de recompra de ações de até € 2,5 bilhões anunciado em fevereiro.

Queda global nas tarifas de seguros chega a 8% na América Latina no primeiro trimestre, mesmo com guerra

america latina

Os preços dos seguros comerciais recuaram 8% na América Latina e Caribe no primeiro trimestre de 2026, acompanhando uma tendência global de queda nas tarifas, segundo relatório da Marsh. No mundo, a redução média foi de 5% no período, marcando o sétimo trimestre consecutivo de retração nos preços.

De acordo com o estudo, o movimento é resultado da combinação entre maior concorrência entre seguradoras, ambiente favorável de sinistralidade, preços mais equilibrados no resseguro e aumento da capacidade disponível no mercado.

A América Latina registrou uma das maiores quedas globais, ao lado do Reino Unido, ambos com retração de 8%. As maiores reduções ocorreram na região do Pacífico, com queda de 12%, e na Índia, Oriente Médio e África, com recuo de 10%. Nos Estados Unidos, onde os preços haviam permanecido estáveis no fim de 2025, houve queda de 1%.

Na região latino-americana, os seguros de danos materiais lideraram a redução, com queda de 12% nas tarifas pelo sexto trimestre consecutivo. Segundo o relatório, o segmento continua beneficiado por elevada concorrência entre seguradoras e ampla oferta de capacidade local e internacional. Empresas consideradas com boa gestão de risco conseguiram condições mais favoráveis, enquanto riscos com histórico negativo ou controles frágeis seguiram sendo avaliados de forma mais rigorosa.

Nos seguros de responsabilidade civil, a redução média foi de 2%, com destaque para quedas mais expressivas em países como Brasil, Chile, México e Peru, principalmente fora da cobertura para veículos.

As linhas financeiras e profissionais também mantiveram trajetória de queda, com recuo de 6% nas tarifas pelo décimo trimestre consecutivo. O segmento segue pressionado pela concorrência entre seguradoras e pela elevada capacidade disponível, embora empresas com maior exposição regulatória ou histórico desfavorável de sinistros continuem enfrentando maior escrutínio.

Já os seguros cibernéticos tiveram redução média de 11%, após queda de 14% no trimestre anterior. O avanço de novos participantes ampliou a capacidade do mercado e levou clientes a renegociarem limites de cobertura e sublimites nas renovações.

Segundo Larissa Martins, líder de Placement para América Latina e Caribe da Marsh, o cenário cria oportunidades para os segurados ampliarem coberturas e melhorarem condições comerciais. “A oferta de capacidade abundante e a concorrência intensa entre seguradoras estão criando condições de mercado mais favoráveis. Isso se traduz em mais opções e melhorias nas coberturas para os clientes”, afirma em nota.

Silvana Speranza, diretora executiva de Placement da Marsh Risk, destaca que os resultados positivos das seguradoras, sustentados por níveis equilibrados de sinistralidade, têm favorecido as renovações no mercado brasileiro. “Nos últimos meses, isso tem se traduzido em coberturas mais amplas, franquias alinhadas ao perfil do risco e condições comerciais aprimoradas”, informa.

A executiva acrescenta que, embora a nova Lei do Contrato de Seguro tenha gerado expectativa sobre possíveis mudanças nos critérios de precificação, o principal impacto até agora ocorreu na adaptação de processos operacionais e no aumento da transparência na contratação e regulação de sinistros.

Apesar do cenário favorável, a Marsh avalia que fatores geopolíticos e eventos climáticos seguem no radar do setor e podem influenciar o comportamento das tarifas nos próximos trimestres.

Akad amplia aposta em D&O e mira expansão entre PMEs em 2026

A Akad Seguros encerrou 2025 na quarta posição no mercado brasileiro de seguros de Responsabilidade Civil para Diretores, Administradores e Conselheiros (D&O) e prepara uma estratégia de expansão para 2026 baseada na ampliação do acesso ao produto, avanço em grandes contas e aumento da penetração entre pequenas e médias empresas.

Em um ambiente de negócios mais regulado, judicializado e exposto a riscos cibernéticos e fiscais, a seguradora aposta no crescimento da demanda por soluções de proteção patrimonial e financeira para empresas e executivos. A avaliação da companhia é que o D&O deixou de ser visto apenas como uma cobertura individual para administradores e passou a integrar a estratégia de preservação financeira e de governança das empresas.

Segundo a Akad, fatores como a reforma tributária tendem a impulsionar esse movimento, ao elevar a complexidade das obrigações fiscais e ampliar o risco de autuações, disputas e questionamentos sobre atos de gestão.

“Hoje, falar em D&O é também falar em proteção financeira para a empresa. Em um ambiente de maior judicialização, aumento das responsabilidades dos administradores e mudanças regulatórias relevantes, esse seguro se torna um importante mecanismo de preservação patrimonial, estabilidade e segurança para a tomada de decisão”, afirma Yasmim Arriscado, coordenadora de D&O da Akad.

Para sustentar o crescimento, a companhia vem investindo em processos digitais para simplificar cotações e contratação, combinando tecnologia, subscrição especializada e atuação próxima aos corretores. A estratégia inclui ainda uma integração maior entre as soluções de D&O, Cyber e Responsabilidade Civil Profissional (E&O), diante da avaliação de que os riscos corporativos passaram a exigir uma abordagem mais conectada entre governança, continuidade operacional e segurança digital.

“A agenda de risco das empresas mudou. Hoje, a discussão sobre proteção patrimonial e financeira passa também por temas como cibersegurança, governança, continuidade e responsabilidade da liderança”, afirma Mariana, executiva da Akad responsável pelas áreas de D&O, Cyber, RCG e Garantias.

A seguradora também busca ampliar presença em operações de maior porte, incluindo empresas com exposição internacional e setores com demandas regulatórias mais sofisticadas. O portfólio contempla coberturas para empresas com atuação nos Estados Unidos, além de soluções voltadas para fundos de pensão, gestoras de recursos e operações de abertura de capital.

Na distribuição, a Akad intensificou investimentos em capacitação de corretores, ferramentas digitais e jornadas simplificadas de cotação, com foco em ampliar o alcance do D&O em um mercado ainda considerado pouco explorado entre médias empresas brasileiras.

ENCONSEG 2026 reúne corretores e seguradores para discutirem o futuro do mercado

Screenshot

por Jorge Clapp

A edição 2026 do ENCONSEG – Encontro de Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro – foi um grande sucesso. Realizado pelo Sincor-RJ, com o apoio do SindSeg RJ/ES, no Centro de Convenções do Prodigy Hotel Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o evento reuniu Corretores de Seguros, seguradoras, lideranças e especialistas do mercado em uma tarde marcada por conteúdo estratégico, networking e fortalecimento da categoria.

“O ENCONSEG 2026 mostrou a importância da conexão entre os profissionais e entidades do setor. Tivemos casa cheia, grandes debates e um ambiente extremamente rico para networking e geração de conhecimento”, comemorou o presidente do Sincor-RJ, Ricardo Garrido, acrescentando que o resultado do encontro demonstra a força e a união do mercado de seguros no estado. “Foi um evento construído para fortalecer o mercado e valorizar o Corretor de Seguros”.

Com auditório lotado por uma plateia atenta a todos os debates, o ENCONSEG 2026 consolidou-se como o evento mais relevante do mercado de seguros do Rio de Janeiro, promovendo debates importantes sobre o presente e o futuro do setor. Logo na abertura, Ricardo Garrido e o presidente do SindSeg RJ/ES, Saint’Clair Pereira, destacaram que a programação foi organizada para permitir debates intensos e estratégicos e a ampla participação do público presente.

Garrido lembrou que o setor tem uma meta ousada: aumentar de 6% para 10% a participação do seguro no PIB Nacional, até 2030, o que significa praticamente dobrar de tamanho. “Mas, vamos trabalhar juntos para vencermos esse desafio”, conclamou.

Pereira, por sua vez, lamentou o fato de o mercado de seguros Rio de Janeiro ter apresentado, nos últimos anos, taxas de crescimento abaixo da média nacional.  “O market share do nosso mercado caiu de 11,8% para 9,3%. Precisamos trazer de volta o que perdemos, pois éramos o segundo mercado e, hoje, ocupamos apenas a quinta posição.”, frisou.

O primeiro painel abordou o tema “O Mercado de Seguros: Os Desafios da Intermediação e a Experiência do Consumidor”, reunindo nomes de destaque do mercado para discutir os desafios da relação entre Corretores, seguradoras e consumidores diante das transformações do setor.

O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, por exemplo, enfatizou a importância de o corretor entender os desejos do novo consumidor. “Hoje, o consumidor já nasce com um celular na mão. Quer tudo rápido e transparente. Mas, na hora de um sinistro, não abre mão da empatia e do atendimento humano que só o Corretor pode oferecer”, salientou.

Já o presidente do Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Roberto Santos, pontuou que o novo consumidor exige jornadas simples e respostas rápidas. “O consumidor não compara mais as companhias, mas as experiências oferecidas. Sem isso, não vamos chegar a lugar algum”, assinalou.

O presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) e da Bradesco Seguros, Ney Dias, também apontou a necessidade de o mercado buscar alternativas para crescer e atingir novos públicos. “Corretores e seguradoras devem trabalhar juntos para oferecer novas soluções, usando a tecnologia para reduzir custos e chegar ao consumidor”, frisou.

Representando a Federação Nacional de Previdência e Vida (FenaPrevi), a diretora da entidade, Beatriz Herranz disse “acreditar muito” no papel exercido pelo corretor para orientar o consumidor e esclarecer dúvidas relacionadas ao “segurês” usado há anos pelo mercado. “O setor conta com o Corretor para desmistificar as letrinhas nos contratos. O segurês nos afasta do cliente”, admitiu.

Por fim, o vice-presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Robert Bittar, disse que o mercado precisa ser criativo para encontrar soluções e crescer nos próximos anos.

AUTOMAÇÃO

O segundo painel – sobre o tema “O Desenvolvimento do Corretor de Seguros no Cenário da Automação”, promoveu reflexões sobre inovação, tecnologia, automação e adaptação do profissional de seguros ao novo cenário do mercado.

O mediador foi o Presidente do Conselho do Grupo Assure de Seguros, Henrique Brandão Junior, que conduziu o debate com leveza e bom humor, mas sem deixar de ser contundente ao apontar algumas questões relevantes como a necessidade de o corretor investir na constante qualificação e no conhecimento. “O corretor continuará sendo muito importante, mas precisa buscar o aprimoramento constante, aproveitando as oportunidades oferecidas por instituições como a ENS, Fenacor e os SINCORs de todo Brasil”, afirmou Junior, que foi eleito, há poucas semanas, Vice-Presidente de Relação com o Mercado, da Fenacor.

Por sua vez, o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, defendeu a atuação diversificada do corretor, explorando oportunidades que surgem em diferentes carteiras. “O Corretor precisa estar sempre junto do segurado para oferecer múltiplos produtos e soluções de acordo com as necessidades do cliente”, recomendou Ber, acrescentando que é indispensável também ficar alerta às mudanças regulatórias, especialmente às novas exigências que obrigam o corretor a fornecer todas as informações ao segurado e detalhar cada proposta oferecida. “A IA pode ajudar bastante”, sugeriu.

Recomendação semelhante foi feita pelo vice-presidente Comercial e de Marketing da Porto Seguro, Luiz Arruda, para quem o corretor, por ser aquele que mais entende de risco e dos anseios do consumidor, deve oferecer não apenas um produto, mas a ampla proteção para as famílias. “É fundamental que o Corretor seja inovador todos os dias”, pontuou.

Nesse contexto, o CEO da MDS Brasil, Ariel Couto, foi ainda mais direto ao afirmar que “todos os corretores de seguros irão adotar a IA em algum momento da sua rotina profissional nos próximos anos”.

O debate contou ainda com a participação do fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho, para quem o corretor de seguros é, e continuará sendo, “o amigo certo para as horas incertas” dos segurados. Contudo, ressaltou que é preciso acompanhar as mudanças trazidas pela tecnologia a todo o momento.

Segundo ele, embora a IA mude quase tudo, seja nas buscas, na interação com o cliente, na solução dos problemas ou na comunicação, há situações que a tecnologia jamais conseguirá mudar. “Não há como alterar a valorização do contato humano, nem a importância do papel exercido pelo corretor”, acentuou.

Além das plenárias principais, o ENCONSEG 2026 contou com “Salas de Negócios” simultâneas, proporcionando debates segmentados e aprofundados sobre as principais carteiras do mercado, com base nas seguintes questões: “O Futuro do Seguro Automóvel”; “Desafios da Comercialização de Planos de Saúde”; “Estratégia para gerar mais negócios e fidelizar clientes” (em Vida e Previdência); e “Oceano de oportunidades em ramos elementares”.

Os painéis reuniram executivos, especialistas e lideranças de importantes seguradoras e entidades do mercado, fortalecendo o propósito do evento de promover atualização profissional, troca de experiências e geração de negócios.

O evento também contou com espaços de networking, welcome coffee, encontros entre parceiros estratégicos e momentos de integração entre os participantes, reforçando o papel do Sincor-RJ como entidade atuante no desenvolvimento do mercado de seguros.

O ENCONSEG 2026 encerrou sua edição deixando uma marca de fortalecimento, atualização e união do setor, reafirmando a importância de eventos que conectam o mercado e valorizam o Corretor de Seguros.

Tokio Marine lança cobertura para perda financeira no seguro cyber

Screenshot


A Tokio Marine Seguradora lança cobertura inédita contra Perda em Operação Financeira ou Perda em Transação Monetária para empresas. A companhia, que é responsável, hoje, por 50% do marketshare do produto no Brasil, aprimorou a proteção a partir de estudos do mercado internacional e benchmark com outras empresas do grupo. 
 

De acordo com a diretora de Riscos Financeiros, Carol Ayub, o objetivo principal dessa novidade é tangibilizar cada vez mais a importância desse tipo de proteção. “Perda financeira é algo que desperta a curiosidade das pessoas porque demonstra o impacto real que uma empresa pode ter com um ataque cyber e isso fomenta a procura pelo produto”, explica a executiva, em nota.
 

Ayub enfatiza que, no Brasil, embora os prejuízos ainda não sejam tão elevados quanto nos mercados mais maduros, a frequência e a sofisticação dos ataques têm crescido rapidamente, pressionando empresas de todos os portes a adotarem medidas mais robustas de segurança e transferência de risco.
 

Desde 2019, a Tokio Marine tem realizado aprimoramentos constantes no produto, com resultados crescentes a cada ano. “Em 2024, em comparação com 2021,nosso portfólio de Seguro Cyber registrou crescimento acumulado superior a 400%, mais que o dobro do crescimento do mercado no mesmo período, que foi de aproximadamente 189%, segundo dados do SES/Susep”, finaliza Carol Ayub. 
 

A Tokio Marine oferece, ainda, outras 9 novas coberturas adicionais: Danos Físicos Sofridos pelo Segurado; Custos de Restituição de Imagem do Segurado; Custos de Restituição de Imagem Pessoal; Despesas em Caso de Inutilização de Hardware (Bricking); Fraude Cometida por Empregado (Crime); Interrupção de Negócios do Segurado por Erro de Operador; Melhoria Tecnológica; Perdas Decorrentes de Erro de Operador; Segurado Pessoa Física.

Grupo Bradesco Seguros divulga relatório integrado de sustentabilidade 2025

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

O Grupo Bradesco Seguros apresenta seu Relatório Integrado de Sustentabilidade 2025, que consolida as principais ações, indicadores e resultados relacionados à incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança (ASG) à estratégia corporativa. A publicação evidencia a sustentabilidade como um eixo transversal da atuação do Grupo, presente nas operações, no desenvolvimento de produtos, na gestão de riscos e no relacionamento com clientes, corretores, parceiros e a sociedade.

“A sustentabilidade vem se consolidando, no Grupo Bradesco Seguros, como uma agenda estruturante para o negócio. O relatório reflete esse avanço ao demonstrar como temas como adaptação climática, inclusão securitária, economia circular e eficiência operacional estão integrados às nossas decisões estratégicas”, afirma Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade.

O relatório dedica um eixo específico à estratégia climática, abordando temas como adaptação às mudanças climáticas, ecoeficiência, gestão de emissões e uso responsável de recursos naturais. Em um contexto de maior recorrência de eventos extremos, o documento registra que, em 2025, as indenizações relacionadas a ocorrências de alagamento e inundação totalizaram R$ 70,93 milhões, evidenciando o papel do seguro na proteção financeira de famílias e empresas.

Ao tratar dos impactos das mudanças climáticas, o relatório também incorpora a perspectiva da saúde, destacando iniciativas voltadas à conscientização e à prevenção. Entre elas, a Bradesco Saúde lançou, durante a COP30, a cartilha “Nosso Clima, Sua Saúde”, que aborda os principais riscos à saúde relacionados às mudanças climáticas e orienta a população sobre práticas de cuidado e prevenção.

O documento registra ainda a participação do Grupo Bradesco Seguros na COP30, com a realização da Casa do Seguro, iniciativa do setor voltada ao debate sobre mudanças climáticas, resiliência, adaptação e o papel do seguro na proteção da sociedade, com participação ativa da companhia ao longo do evento.

Nesse cenário, a publicação apresenta soluções alinhadas à transição para uma economia de menor impacto ambiental. Em 2025, a companhia registrou crescimento de 113% na venda de seguros para veículos elétricos, além da ampliação de coberturas voltadas a sistemas de energia solar, conforme detalhado no relatório.

A edição de 2025 registra avanços na jornada de negócios sustentáveis. Ao longo do ano, o Grupo realizou agendas e workshops internos com lideranças e equipes técnicas, em consonância com a taxonomia de negócios sustentáveis, na definição de aspirações e condutores e na aplicação prática desses critérios no portfólio. O relatório descreve a formalização e o aprimoramento de critérios internos para o mapeamento e a classificação de produtos e iniciativas com benefícios socioambientais e climáticos, em alinhamento às exigências regulatórias aplicáveis ao setor.

“A elaboração do Relatório Integrado de Sustentabilidade é um exercício de gestão e transparência. Em 2025, avançamos no fortalecimento de processos, critérios e indicadores que permitem integrar a sustentabilidade de forma cada vez mais estruturada ao dia a dia do Grupo, apoiando decisões, produtos e operações alinhados aos desafios ambientais, sociais e climáticos. Este também é o primeiro ano de adoção da abordagem de Relato Integrado, marcando uma ampliação metodológica que reforça a conexão entre estratégia, governança e geração de valor”, afirma Ivani Benazzi, superintendente de Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

No campo da economia circular, o Grupo reforçou iniciativas relacionadas à gestão de resíduos e ao reaproveitamento de materiais em sua cadeia de valor. Em 2025, os projetos Oficina Sustentável, Auto Reciclagem, Assistência Sustentável Residencial e Sinistro Sustentável Residencial contabilizaram a destinação correta de 2,7 mil toneladas de resíduos. O Programa Auto Reciclagem respondeu por 2,2 mil toneladas no ano e acumula cerca de 27,7 mil toneladas destinadas corretamente desde sua criação, em 2009. A publicação também registra a primeira edição do Selo Oficina Sustentável, que reconheceu 23 oficinas referenciadas.

Na frente operacional, o relatório evidencia a evolução das práticas de ecoeficiência e gestão ambiental ao longo dos últimos ciclos de reporte. O Grupo vem estruturando e consolidando o inventário de emissões de gases de efeito estufa, cujo aprimoramento avançou e segue integrado à gestão operacional em 2025, e, em conjunto com a Organização Bradesco, realiza a compensação de 100% das emissões de gases de efeito estufa inventariadas dos escopos 1, 2 e 3. O documento também registra a ampliação do uso de energia proveniente de fontes renováveis, o fortalecimento da digitalização de processos como instrumento de redução do consumo de recursos e ações voltadas à mobilidade e à eficiência energética em prédios administrativos.

O relatório apresenta ainda iniciativas voltadas à inclusão securitária, com foco na ampliação do acesso a soluções de proteção. O Microsseguro Residencial encerrou 2025 com 8.734 apólices vigentes. Já o Seguro Despesas Essenciais contava com 9.467 apólices ativas em dezembro.

No segmento de previdência, os planos Bradesco Princípios ESG incorporam critérios ambientais, sociais e de governança na gestão dos recursos e somavam patrimônio líquido combinado superior a R$ 398 milhões ao final de 2025.

Elaborado com base em critérios e metodologias consistentes às edições anteriores, o relatório permite a leitura e a comparação dos principais indicadores ao longo do tempo e foi submetido à verificação externa independente.

Brasilcap tem lucro líquido de R$ 81,3 milhões no trimestre

Screenshot

Fonte: Brasilcap

A Brasilcap, empresa de capitalização da BB Seguros, registrou lucro líquido de R$ 81,3 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), aumento de 50,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando alcançou R$ 54 milhões.

A companhia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com desempenho sólido e crescimento consistente em suas principais métricas financeiras. Além do destaque da forte expansão do lucro líquido, o que evidencia a eficiência operacional e a capacidade de geração de valor do negócio, a Brasilcap registrou receita total de R$ 1,78 bilhão, ante R$ 1,65 bilhão nos primeiros 3 meses de 2025, aumento de cerca de 7,6%, acima da inflação e consistente em linha com a trajetória de expansão sustentável da empresa.

No canal digital, o faturamento chegou a R$107 milhões no primeiro trimestre do ano, aumento de cerca de 8,5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando o valor registrado foi de R$98,7 milhões.  O desempenho reforça a crescente relevância do digital no mix de vendas.  As reservas totalizaram R$11,3 bilhões ante R$10,9 bilhões de 2025. Já os ativos totais somaram R$13,7 bilhões frente a R$13,4 bilhões, mantendo a trajetória de crescimento e fortalecimento do balanço. 

“Os resultados do primeiro trimestre reforçam a consistência da nossa estratégia, com crescimento do lucro, avanço do digital e evolução do portfólio. Seguimos fortalecendo a geração de valor com eficiência e foco no cliente.”, afirma o presidente da companhia, Antonio Carlos Teixeira.

Os primeiros meses de 2026 também foram marcados por outros importantes números como, por exemplo, os valores pagos em sorteios. Nos primeiros 3 meses do ano, foram R$ 24 milhões ante R$ 15,5 milhões no mesmo período de 2025.

Além de resultados positivos financeiros, o primeiro trimestre foi marcado pelo incremento do portfólio da companhia com importantes lançamentos. Destaque para o Multicap, o Ourocap como garantia de crédito, BB da Sorte e Ourocap Torcida, esse último em alusão ao campeonato mundial de futebol programado para junho e julho de 2026.

Multicap: Foi estruturado para atender contratos de royalties e tem parceria com a corretora Protege. A solução foi criada para responder a uma demanda recorrente do setor de franquias, que tem como necessidade frequente a exigência de garantias financeiras equivalentes a até seis meses de royalties nos contratos firmados entre franqueadores e franqueados.

Ourocap como garantia de crédito: Permite a utilização como garantia de crédito para pessoas físicas. Transforma o título em alternativa para viabilizar o crédito com menos riscos, mais previsibilidade e maior eficiência operacional. 

BB da Sorte: Título da modalidade popular tem foco em acessibilidade e conveniência digital. Tem baixo valor de entrada e está integrado aos canais digitais do Banco do Brasil, sendo exclusivo para correntistas do BB. O título tem tíquete de R$3 reais, vigência de 12 meses e é comercializado diretamente no aplicativo do banco. 

Ourocap Torcida: Produto temático e comemorativo, desenvolvido em alusão ao Mundial de Futebol de 2026. De Pagamento Único (PU), com tíquete de R$3mil, foi desenvolvido para associar a capitalização a grandes eventos que mobilizam o país. Está disponível nos canais de comercialização do Banco do Brasil, como App e agências.

Comissão aprova uso de dados públicos para análise de risco no crédito rural

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê o uso de dados públicos na análise de risco de operações de financiamento, seguro e resseguro rural.

texto aprovado é a versão da relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), para o Projeto de Lei 3123/25, do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que criava o Sistema Nacional de Gestão de Risco de Crédito Rural.

“A criação de plataforma única teria elevada complexidade técnica, operacional e orçamentária”, disse a relatora. Em vez disso, o substitutivo adota arranjo “mais simples e exequível”, com o compartilhamento de informações já existentes.

Funcionamento
Pelo texto aprovado, o compartilhamento será automático, sem autorização prévia, mas poderá ser interrompido a qualquer momento pelo produtor rural. Terão acesso aos dados: instituições financeiras, seguradoras, cooperativas de crédito e demais agentes definidos em regulamentação posterior.

O substitutivo exige o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Também proíbe o uso das informações para finalidades diferentes das previstas, veda a venda ou transferência dos dados a terceiros e estabelece responsabilidade objetiva por danos causados aos titulares.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

URAL Fonte: Agência Câmara de Notícias

Seguro é hábito. Hábito é seguro

Por Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing, Comunicação e Canais de Relacionamento no Grupo Bradesco Seguros

Em geral, as pessoas associam o seguro a um momento específico: a contratação de um produto para proteger um carro, uma casa, um negócio ou a própria família. Mas talvez seja hora de olhar para o tema sob outra perspectiva. Seguro não é apenas uma contratação eventual. Seguro também pode ser entendido como hábito.

Essa é uma mudança de chave importante. Quando a proteção deixa de ser percebida como reação a uma ameaça e passa a ser incorporada ao cotidiano como parte da organização da vida, ela ganha outro significado. Deixa de ocupar o lugar do “depois eu vejo” e passa a integrar a lógica do planejamento, da continuidade e do cuidado.

Em um contexto em que as pessoas lidam com rotinas mais aceleradas, maior volatilidade econômica e novas fontes de incerteza, construir hábitos de proteção se torna não só desejável, mas necessário. E isso vale tanto para indivíduos quanto para empresas.

A lógica dos hábitos ajuda a entender esse movimento. Em vez de depender apenas de motivação, condição que oscila, o hábito se apoia em repetição, clareza e consistência. É ele que transforma boas intenções em comportamento real. Não por acaso, muitos dos avanços que buscamos na vida pessoal e profissional não acontecem por grandes decisões isoladas, mas por pequenas práticas recorrentes.

Com proteção, a lógica é semelhante. Quando revisar coberturas, organizar documentos, refletir sobre riscos e planejar soluções passa a fazer parte da rotina, a proteção deixa de ser um tema abstrato ou desconfortável e passa a ser vivida de forma concreta. O seguro, nesse sentido, é uma expressão prática de responsabilidade com o futuro.

Isso exige também uma mudança na forma como o setor se comunica. Durante muito tempo, o seguro foi associado sobretudo à perda, ao medo e ao imprevisto. Embora essa dimensão exista, ela não esgota o tema. Há uma narrativa mais contemporânea e mais aderente à vida das pessoas: a de que proteger é criar condições para que projetos e trajetórias possam continuar, mesmo quando algo foge do previsto.

Seguro não é apenas sobre crise. É sobre continuidade.

Esse olhar é especialmente relevante em uma sociedade que valoriza cada vez mais autonomia, planejamento e bem-estar. Assim como incorporamos hábitos ligados à saúde, à educação financeira ou à produtividade, também podemos incorporar hábitos ligados à proteção.

O desafio, naturalmente, é que o cérebro humano tende a priorizar recompensas imediatas. Tudo aquilo que remete ao longo prazo costuma ser adiado. Por isso, transformar proteção em hábito exige simplicidade. É preciso tornar esse comportamento mais visível, mais acessível e mais conectado à vida real.

Na prática, isso significa criar marcadores objetivos: uma revisão periódica, uma conversa recorrente sobre prioridades, um momento do ano para reavaliar necessidades, coberturas e planos. Significa também traduzir o seguro em linguagem mais próxima, menos técnica e mais conectada às escolhas que as pessoas já fazem para cuidar do que valorizam.

Esse raciocínio vale igualmente para o ambiente corporativo. Organizações mais resilientes são as que constroem, no dia a dia, práticas capazes de reduzir vulnerabilidades. Gestão de risco, continuidade de negócios, benefícios, proteção patrimonial e planejamento de longo prazo são, em essência, expressões dessa mesma lógica: cuidar antes, e não apenas responder depois.

Ao observar a evolução do setor, fica cada vez mais claro que ampliar a cultura da proteção passa por ampliar também a cultura do hábito. Hábitos bem construídos reduzem improvisos, organizam decisões e fortalecem a sensação de segurança.

Proteger não deveria ser um evento isolado. Deveria ser parte da rotina. Um comportamento típico de quem cuida. E, nesse sentido, seguro talvez seja exatamente isso: não apenas um contrato, mas um hábito de cuidado com o presente e com o futuro.

Marsh Risk anuncia Rodrigo Chunques como diretor de Credit Specialties no Brasil

A Marsh Risk acaba de anunciar a chegada de Rodrigo Chunques como novo diretor de Credit Specialties no Brasil. Baseado em São Paulo e com reporte direto a Thiago Lang, Diretor Executivo de Specialty, o executivo terá como foco fortalecer a atuação da companhia em soluções de Garantias e Crédito, com ampliação do portfólio e geração de valor aos clientes. 

Estratégica, a área de Credit Specialties apoia empresas na mitigação de riscos e na proteção de operações financeiras. A nomeação reforça o plano de expansão da companhia no segmento. 

Com mais de 20 anos de experiência, Chunques iniciou sua trajetória em Seguro Garantia em 2005 e passou por seguradoras e corretoras. Mais recentemente, foi Diretor Técnico na Daycoval Seguros, onde atuou em tecnologia, processos e desenvolvimento de equipes.