Porto Serviço lança plataforma digital que amplia acesso a reparos automotivos

Milhões de motoristas no Brasil enfrentam um problema recorrente: pequenos danos no carro que, quando se tem seguro, não justificam acioná-lo, seja por estarem abaixo da franquia ou pelo receio de perder o bônus. Ao mesmo tempo, a dificuldade de encontrar oficinas confiáveis e a falta de transparência nos orçamentos tornam essa jornada ainda mais complexa, inclusive para quem não conta com um seguro de automóvel.

Para resolver esse cenário, acaba de ser lançada a ‘Porto Serviço Resolve’, uma plataforma 100% digital que conecta clientes a uma rede de oficinas qualificadas para realização de pequenos e médios reparos automotivos, com praticidade, confiança e garantia Porto — mesmo para quem não tem seguro.

A ideia é simples: o cliente envia fotos do dano, recebe um orçamento digital, escolhe a oficina e agenda o serviço — tudo de forma online, com poucos cliques e total transparência. A solução elimina dores comuns como a insegurança na escolha da oficina, a dificuldade de entender os custos e a falta de padronização nos diagnósticos.

“Estamos resolvendo uma dor histórica do motorista: aquele reparo que não vale acionar o seguro, mas que ainda assim precisa de confiança, qualidade e preço justo para ser resolvido, ou, para quem não tem seguro, a praticidade e a qualidade da Porto na solução do problema”, afirma Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço. “Com a Porto Serviço Resolve, levamos a credibilidade da marca Porto para qualquer cliente, com uma experiência simples, digital e acessível”, completa.

Um dos principais diferenciais da solução é permitir que o cliente que conta com um seguro realize o reparo sem acioná-lo, preservando seu bônus. Além disso, a plataforma também atende quem não tem seguro, ampliando o acesso a serviços automotivos com padrão de qualidade elevado.

A jornada é totalmente digital, do agendamento à finalização do serviço, com uso de dados para garantir mais eficiência, rapidez e personalização na experiência do cliente. Mais do que preencher uma lacuna de mercado, o lançamento marca a evolução da Porto na construção de um ecossistema completo de soluções para o carro, acompanhando toda a jornada do cliente — independentemente de ele ter seguro ou não. A iniciativa reforça a estratégia da Porto Serviço de ampliar sua atuação no segmento B2C, com soluções digitais e parcerias estratégicas.

O lançamento será realizado de forma faseada. Neste primeiro momento, a solução está disponível na cidade de São Paulo, região metropolitana, ABC e litoral paulista, e a expansão para outras regiões do Brasil está prevista para o segundo semestre de 2026.

MAG lança campanha de Dia das Mães com apoio psicológico gratuito para mulheres e corretoras de seguros

O mercado de seguros vem ampliando o conceito tradicional de proteção financeira para incorporar serviços ligados ao bem-estar, prevenção e qualidade de vida. Dentro desse movimento, a MAG Seguros lançou uma campanha de Dia das Mães com foco em acolhimento emocional, em parceria com a Tem Saúde, disponibilizando 60 mil sessões gratuitas de telemedicina psicológica para mulheres de todo o país, sejam clientes ou não da companhia. “Ao disponibilizar 60 mil sessões gratuitas de telemedicina psicológica para clientes e não clientes, a MAG reforça seu propósito de proteção integral e sua visão de que cuidar da saúde emocional também faz parte do conceito de segurança e bem-estar”, destaca Simone Cesena, diretora de Marketing do Grupo MAG.

A iniciativa ganha relevância adicional por incluir um olhar especial para as corretoras de seguros mães, público estratégico para a distribuição do setor e que, muitas vezes, enfrenta a jornada dupla entre a rotina profissional intensa, a gestão da carteira de clientes e os cuidados com a família. Ao ampliar o benefício também para as corretoras parceiras, a MAG busca fortalecer a percepção de acolhimento e proximidade em uma atividade historicamente baseada em relacionamento humano. “O Dia das Mães é uma data de celebração, mas também de reflexão sobre a sobrecarga emocional que muitas mulheres vivem diariamente. Queríamos criar uma ação que oferecesse acolhimento real, acesso e cuidado, indo além de uma mensagem publicitária”, acrescenta.

A ação chama atenção por trazer uma abordagem mais humana para uma data tradicionalmente associada ao afeto e ao cuidado. Em vez de concentrar a campanha apenas em mensagens promocionais, a seguradora decidiu colocar luz sobre um tema que ganhou relevância nos últimos anos: a saúde mental das mulheres, especialmente das mães, frequentemente sobrecarregadas pela conciliação entre trabalho, filhos, rotina doméstica e vida financeira.

A iniciativa também reforça uma transformação em curso no setor segurador. Historicamente associado à indenização em momentos de perda ou imprevistos, o mercado vem tentando se aproximar do cotidiano dos consumidores por meio de serviços que façam sentido antes mesmo do sinistro acontecer. Assistências, telemedicina, programas de bem-estar, orientação nutricional e suporte psicológico passaram a integrar cada vez mais os produtos e campanhas das companhias.

No caso da MAG, especializada em vida e previdência, a campanha dialoga diretamente com um posicionamento mais voltado ao cuidado contínuo das famílias e ao conceito de longevidade financeira e emocional. A companhia vem reforçando em sua comunicação temas ligados à proteção integral, planejamento de longo prazo e apoio ao bem-estar das pessoas em diferentes fases da vida.

A parceria com a Tem Saúde também evidencia como seguradoras e empresas de serviços de saúde vêm criando ecossistemas mais amplos de atendimento ao consumidor. A lógica deixa de ser apenas a venda de uma apólice e passa a incluir acesso, conveniência e suporte em diferentes dimensões da vida. “Temos um olhar muito especial para as corretoras parceiras que são mães e conciliam múltiplas jornadas. São profissionais fundamentais para o setor segurador e acreditamos que iniciativas como essa ajudam a fortalecer vínculos, acolher e gerar valor de forma genuína”, destaca.

O movimento acontece em um momento em que o debate sobre saúde mental ganhou espaço dentro das empresas e também entre consumidores. Ao colocar o cuidado emocional no centro da campanha de Dia das Mães, a MAG aposta em uma agenda ainda pouco explorada pelo setor segurador e reforça a tendência de criação de serviços de utilidade prática, capazes de estreitar vínculos com clientes, parceiros comerciais e a sociedade.

A campanha está disponível na página especial criada pela seguradora para o Dia das Mães. Campanha Dia das Mães MA

MetLife é premiada por inovação em distribuição digital de seguros pelo segundo ano consecutivo

Fonte: MetLife

A MetLife conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Segurador Brasil, na categoria “Tecnologia e Inovação”, um dos mais relevantes do setor. O reconhecimento destaca os avanços da companhia na transformação da distribuição de seguros, impulsionados pela atuação da MetLife Xcelerator, unidade estratégica dedicada ao desenvolvimento de soluções digitais e à expansão do modelo de embedded insurance na América Latina. 

A premiação reconhece empresas que se destacam pelo impacto no mercado segurador, inovação e capacidade de adaptação às novas demandas dos consumidores. Representando a MetLife na cerimônia, realizada na terça-feira (6), esteve Ailton Vassoller, Diretor Comercial da companhia. “Receber este reconhecimento por mais um ano, mostra que estamos no caminho certo, proporcionando inovação e acesso das pessoas a soluções de seguros de forma digital e que fazem sentido para as pessoas. Continuaremos trabalhando com esse objetivo”, comenta Vassoller. 

Transformação do setor e impacto 

A MetLife Xcelerator tem como proposta integrar soluções de proteção financeira às experiências digitais do dia a dia, de forma simples, ágil e contextualizada. Por meio de parcerias com bancos digitais, plataformas de e-commerce, aplicativos e carteiras digitais, a iniciativa amplia o acesso ao seguro e o torna mais relevante para o consumidor no momento certo da jornada, ampliando assim o seu acesso e relevância. 

Com mais de 10 milhões de apólices ativas na América Latina, sendo mais de 5 milhões no Brasil, a MetLife Xcelerator se consolidou como uma das principais frentes de crescimento da companhia na América Latina e principalmente no Brasil. O modelo, baseado na integração ágil de parceiros e desenvolvimento de soluções escaláveis e contextualizadas, vem permitindo a expansão consistente da distribuição digital de seguros e tem contribuído com a expansão deste mercado em inúmeros setores.  

O Brasil desempenha um papel central nessa estratégia, atuando como um dos principais motores de inovação da MetLife na América Latina. A operação local tem liderado o desenvolvimento de boas práticas, modelos e soluções que vêm sendo disseminados para outros mercados da região, reforçando o papel do país na agenda de inovação da companhia. 

“A MetLife Xcelerator representa uma nova forma de conectar proteção financeira à vida das pessoas, combinando tecnologia e parcerias estratégicas para tornar o seguro mais acessível e integrado à rotina dos clientes. Esse reconhecimento reforça nosso compromisso com a inovação e com a evolução do mercado segurador”, afirma Gustavo Romero, Vice-Presidente comercial da MetLife Xcelerator no Brasil. 

Ao combinar tecnologia, dados e um modelo ágil de colaboração com parceiros, a MetLife fortalece sua presença em ecossistemas digitais e consolida sua posição como uma das protagonistas na evolução do setor de seguros na América Latina. 

O Prêmio Segurador Brasil é considerado um dos principais reconhecimentos da indústria seguradora nacional, destacando empresas e iniciativas que se sobressaem por resultados, liderança de mercado, inovação e contribuição para o desenvolvimento do setor. 

Wiz Co abre 2026 com R$ 59,3 milhões de lucro líquido ajustado no primeiro trimestre

lucas neves WIZ

A Wiz Co (B3: WIZC3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 59,3 milhões, equivalente a um aumento de 0,5% na comparação com o mesmo período em 2025, com destaque para segmento de seguros, que obteve R$157,6 milhões em receita e crescimento de 4,5% se comparado ao 1T25. Em receita líquida, a empresa somou R$ 237,3 milhões, porém, 8,4% menor do que o obtido no mesmo período no ano anterior. Em relação ao EBITDA ajustado, a empresa fechou o trimestre com R$ 73,3 milhões, sendo 11,1% menor do que o apresentado no mesmo período em 2025.

Estes resultados ficaram marcados pela resiliência da companhia, ainda com os desafios atrelados ao cenário macroeconômico do país, como a alta da taxa Selic e, consequentemente, o crédito mais restrito e a pressão sobre o consumo, cujos impactos também se refletiram no mercado de seguros.

“Mesmo com um ambiente mais restritivo para o setor, conseguimos ajustar o portfólio e priorizar frentes com maior capacidade de geração de valor, o que ajudou a compensar parte das pressões ao longo do trimestre e a manter a companhia na posição financeira favorável em que se encontra hoje. E a desalavancagem recente também nos dá mais flexibilidade para atravessar esse ciclo com maior solidez e capturar oportunidades de acordo com a reação do mercado”, explica Lucas Neves, que em março assumiu como novo CEO da Wiz Co.

Em meio a este cenário, o desempenho do primeiro trimestre foi sustentado pelo crescimento do segmento de seguros, cuja receita líquida somou R$ 157,6 milhões, equivalente a um avanço de 4,5% na comparação anual. Este resultado reflete a contribuição das diferentes unidades que compõem o segmento, com destaque para Omni1, que encerrou o período com R$ 23,3 milhões de receita líquida, 51,5% maior que o mesmo período do ano anterior. Destaque também para a unidade Inter Seguros, que realizou R$ 56,5 milhões em receita líquida no trimestre.

Em relação aos prêmios emitidos, o segmento gerou R$ 895 milhões, embora 8,3% menor na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Os destaques ficaram com as unidades Wiz Corporate, com prêmio emitido de R$ 170,2 milhões (2,5% superior ao do 1T25), e Omni1, cujo prêmio emitido foi de R$ 93,7 milhões, 42,9% superior ao de 1T25, seguidas por BRB Seguros (prêmio de R$ 179,2 milhões, 7,1% superior ao 1T25) e Inter Seguros (prêmio de R$ 116,8 milhões, 5,1% maior do que 1T25).

Outro destaque da Wiz no primeiro trimestre foi a redução da dívida líquida em 46,1%, alcançando agora o patamar de R$ 209 milhões, após um recuo de R$ 178,7 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado. Este movimento permitiu a aprovação do pagamento de R$ 100,5 milhões em dividendos até o final de 2026 – montante 2,5 vezes superior ao que foi pago em 2025.

O segmento de crédito e consórcios também foi impactado pelo ambiente macroeconômico, com volume total distribuído de R$ 3,4 bilhões e retração de ,5,1% na comparação anual e crescimento de 2,8% em relação ao 4T25, considerando a recuperação sequencial dos volumes.

Já a Promotiva, outra das unidades de negócios da Wiz Co, movimentou R$ 1,8 bilhão em crédito e consórcios no 1T26, com queda anual de 9,7%, mas recuperação de 13,1% frente ao trimestre anterior, além de ter contribuído com R$ 4,8 milhões via equivalência patrimonial da Wiz Co, 15,6% menor na comparação com 1T25.

“Este trimestre indica que o desempenho do negócio passa a depender menos de volume e mais de execução e composição de receita. Em um ambiente macroeconômico ainda restritivo, esse ajuste tende a definir a capacidade de sustentar resultados no curto prazo e capturar a recuperação quando o ciclo mudar”, conclui Lucas.

Setor de seguros supera R$ 100 bilhões no trimestre, mas crescimento segue concentrado em linhas de proteção

seguros

O mercado segurador brasileiro iniciou 2026 repetindo um movimento que já vinha sendo observado ao longo do ano passado: crescimento concentrado nas linhas ligadas à proteção, com desempenho mais fraco dos produtos de acumulação. Os dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o setor supervisionado arrecadou R$ 106,18 bilhões no primeiro trimestre do ano, alta nominal de 0,76% em relação ao mesmo período de 2025.

Embora o crescimento agregado ainda seja moderado, os números revelam uma dinâmica mais favorável para os seguros de danos e pessoas, segmentos que seguem sustentando a expansão do mercado em meio ao ambiente de juros elevados, mudança no comportamento do consumidor e maior preocupação com proteção patrimonial e financeira.

Os seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, arrecadaram R$ 55,72 bilhões entre janeiro e março, com crescimento nominal de 6,65% sobre igual período do ano anterior. O resultado reforça a leitura de que a expansão do setor está menos associada aos produtos de acumulação e mais ligada à demanda recorrente por proteção, tese que vem sendo defendida por executivos do mercado e pela própria Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

O seguro automóvel, principal carteira dos ramos elementares, arrecadou R$ 15,08 bilhões no trimestre, com crescimento nominal de 6,13% e avanço real de 1,87%. O desempenho acompanha o forte ritmo de vendas de veículos observado no início do ano, impulsionado especialmente pelos modelos híbridos e elétricos, além da ampliação da frota circulante e da necessidade crescente de reposição de peças e serviços mais caros, fatores que pressionam o custo do sinistro e sustentam reajustes de preços.

Ao mesmo tempo, o seguro de vida segue como uma das linhas de maior expansão do mercado. A arrecadação cresceu 11,63% em termos nominais e 6,58% em termos reais no primeiro trimestre, evidenciando que a demanda por proteção financeira familiar continua em trajetória de crescimento mesmo após o auge da pandemia. O avanço também reflete um movimento estrutural do setor, que vem ampliando a oferta de coberturas modulares, assistências e serviços agregados para atrair consumidores ainda pouco protegidos.

Os números reforçam uma característica cada vez mais evidente do mercado brasileiro: o crescimento ocorre justamente nos segmentos em que existe percepção imediata de risco e valor por parte do consumidor. Automóvel, vida, saúde complementar e linhas empresariais continuam sendo os motores da indústria, enquanto produtos dependentes de estímulos tributários, incentivos financeiros ou maior horizonte de poupança seguem enfrentando volatilidade.

Essa diferença aparece nos produtos de acumulação. Apesar de o saldo entre contribuições e pagamentos de benefícios e resgates ter permanecido positivo em R$ 6,31 bilhões no trimestre, o segmento continua distante do ritmo observado em anos anteriores. O ambiente de juros elevados mantém a concorrência forte com produtos bancários de renda fixa e reduz a atratividade relativa de parte dos planos de previdência aberta, especialmente do VGBL.

Outro dado que chama atenção é a redução de 5,84% nas indenizações, resgates, benefícios e sorteios pagos à sociedade, que totalizaram R$ 62,7 bilhões no trimestre. O movimento pode refletir uma combinação de fatores, incluindo menor volume de resgates em produtos de acumulação, melhora em indicadores de sinistralidade em algumas carteiras e maior disciplina técnica das seguradoras na subscrição de riscos.

Os dados também mostram o peso crescente do resseguro na estrutura do mercado brasileiro. No primeiro trimestre, R$ 7,45 bilhões em prêmios foram cedidos ao resseguro, mecanismo utilizado pelas seguradoras para diluir riscos e ampliar capacidade operacional. O aumento da complexidade dos riscos climáticos, corporativos e patrimoniais tem elevado a importância estratégica das operações de resseguro, especialmente em grandes riscos empresariais, infraestrutura, agronegócio e eventos climáticos extremos.

Pela primeira vez, o Boletim Susep também passou a divulgar o número de empresas supervisionadas em operação no país. Em março, o mercado contava com 153 seguradoras, 12 entidades abertas de previdência complementar, 17 empresas de capitalização, além de 132 resseguradoras divididas entre locais, admitidas e eventuais.

A nova fotografia reforça o processo de diversificação do mercado brasileiro, que entra em uma nova fase regulatória marcada pela consolidação das mudanças trazidas pela Lei do Contrato de Seguro e pela Lei Complementar 213. Ao mesmo tempo, o setor convive com desafios importantes, como ampliar a penetração dos seguros em um país ainda subprotegido, adaptar produtos às transformações climáticas e acelerar o uso de tecnologia e inteligência artificial em subscrição, distribuição e atendimento.

Mesmo com crescimento agregado ainda modesto, os números do primeiro trimestre indicam que o mercado segurador continua demonstrando resiliência operacional e capacidade de expansão nas linhas em que a demanda por proteção já se tornou estrutural.

CNseg coordena agendas estratégicas com ABI e ONU durante a Climate Week em Londres

Como parte da estratégia para inserção do setor segurador brasileiro nas discussões globais de sustentabilidade e mudanças climáticas, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) está coordenando uma missão de executivos brasileiros para o Reino Unido entre os dias 22 e 26 de junho.
 

A missão conta com três importantes agendas no âmbito da London Climate Action Week (LCAW) que fazem parte da estratégia maior da Confederação, que se iniciou em 2023 com a primeira participação na 28ª edição da Conferência do Clima, em Dubai, e veio ganhando força à medida que as empresas também se engajaram nas discussões.
 

A primeira agenda é a 2ª edição do Brazil – UK Insurance Forum, em parceria com a Associação Britânica de Seguradoras (ABI), e que tem como propósito fortalecer o intercâmbio de boas práticas e identificar oportunidades de crescimento do setor de seguros do Brasil e do Reino Unido. O fórum busca explorar possibilidades de cooperação, com foco nos impactos econômicos e sociais da transição climática, com destaque para investimentos em infraestrutura que ampliem a resiliência econômica e social dos países. 
 

Organizado em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (ICs), o segundo evento da missão é o fórum “Seguros, Clima e Natureza: Diálogo sobre resiliência e redução de riscos em investimentos sustentáveis”, que teve sua primeira edição durante a COP30, em Belém, na Casa do Seguro. O fórum tem como objetivo reunir especialistas para tratar do atual gap de proteção (diferença entre as perdas econômicas e as perdas seguradas) e o gap de financiamento entre as necessidades de investimento em resiliência e o capital disponível.
 

Por fim, a missão inclui ainda o Brazil Day, organizado em parceria com a UNEP FI, braço de finanças e seguros das Nações Unidas, e que reunirá Cnseg, Febraban e Ambima para compartilhar com a comunidade financeira do Reino Unido e global, boas práticas e explorar oportunidades de cooperação internacional. As discussões abordarão a evolução do planejamento de transição e as mudanças nas expectativas dos investidores daqui para frente, bem como oportunidades de investimento no Brasil.
 

Hailton Madureira assume a Diretoria de Relações Institucionais da CNseg

Hailton Madureira assumiu neste mês de maio a diretoria de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras. Com trajetória consolidada no Executivo Federal, o engenheiro mecânico e mestre em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atuou no Tesouro Nacional. 
 

Antes de chegar à Confederação, ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério das Cidades, tendo exercido a mesma função no Ministério de Minas e Energia. Também foi secretário de Desenvolvimento e Infraestrutura no Ministério do Planejamento e subsecretário no Ministério da Fazenda.
 

O novo diretor da CNseg afirmou que sua atuação será pautada pelo fortalecimento do diálogo com o poder público e com a sociedade. “Espero poder contribuir para o fortalecimento desse diálogo, promovendo o desenvolvimento do mercado de seguros de forma a apoiar o crescimento do país e ampliar a proteção dos cidadãos, por meio de um setor sólido, moderno e responsável”, destacou.
 

Hailton substitui Esteves Colnago, que deixou o cargo após um ciclo de três anos para assumir novos desafios. Esteves ressaltou que no período à frente da Diretoria, o setor avançou em pautas históricas, como a aprovação da Nova Lei de Licitações — com a previsão de uso do Seguro Garantia com cláusula de retomada em obras de grande vulto — e a aprovação do Novo Marco Legal dos Seguros. 
 

“Quando aceitei este desafio, tinha uma vaga noção da importância que uma parceria bem construída entre o setor segurador e o público (governamental) poderia trazer para a sociedade e para o bom desenvolvimento de políticas públicas. Após quase três anos na CNseg, tenho a convicção de que este é o objetivo a ser alcançado”, destacou Colnago.

Sustentabilidade ganha peso estratégico nas seguradoras com avanço regulatório e foco em inclusão e clima

A publicação dos relatórios de sustentabilidade de 2025 por seguradoras como a Tokio Marine Seguradora e a Prudential do Brasil reforça o avanço da agenda ESG no mercado segurador brasileiro, em um momento em que o setor acelera a adaptação às exigências regulatórias da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e amplia o papel social do seguro diante dos desafios climáticos e da inclusão financeira.

Os documentos, elaborados com base em padrões internacionais como Global Reporting Initiative (GRI) e Sustainability Accounting Standards Board (SASB), refletem também a crescente pressão por transparência e governança no setor, especialmente após a Circular 666 da Susep, que determinou a divulgação de informações relacionadas à sustentabilidade pelas seguradoras.

Na Tokio Marine, o relatório chega à terceira edição destacando ações ambientais, sociais e de governança alinhadas à estratégia da companhia. Entre os principais indicadores ambientais estão a reciclagem de mais de 860 toneladas de veículos sinistrados sem valor comercial, destinados a parceiros homologados para reaproveitamento e descarte adequado de resíduos, além da coleta de outras 28 toneladas de materiais recicláveis por meio da Ecoassist.

A seguradora também informou a emissão de R$ 220 milhões em prêmios relacionados ao segmento de energia renovável e destacou a obtenção do Selo Carbon Free, após compensar 453 toneladas de CO₂ equivalente geradas por suas operações no Brasil nos escopos 1 e 2.

“A transparência faz parte da nossa cultura e o Relatório de Sustentabilidade apresenta informações verificáveis e contextualizadas das ações concretas da Companhia em prol de um mercado securitário cada vez mais ético, resiliente e alinhado às necessidades da sociedade e do planeta”, afirma André Cordeiro, superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine.

No eixo social, a companhia destacou o reconhecimento pelo 13º ano consecutivo no ranking GPTW Brasil Instituições Financeiras, categoria Seguros, além da entrada inédita no ranking GPTW América Latina. A empresa também recebeu reconhecimentos relacionados à diversidade e inclusão, como GPTW Mulher, GPTW Étnico-Racial, GPTW 50+ e GPTW LGBTQIA+.

As ações voltadas às comunidades afetadas por eventos climáticos extremos também ganharam destaque. A seguradora informou a doação de 11 toneladas de itens de alimentação, higiene e limpeza para populações atingidas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, além de apoio às comunidades afetadas no Paraná. O programa Sementes do Brasil capacitou 75 jovens em iniciativas de aprendizagem e inclusão no mercado de trabalho.

Ao longo de 2025, a Tokio Marine investiu mais de R$ 7,2 milhões em projetos sociais e iniciativas incentivadas, incluindo parcerias com instituições como AACD e Instituto Ponte.

Na frente de governança, mais de 95% dos colaboradores participaram de treinamentos obrigatórios sobre ética, integridade, prevenção à lavagem de dinheiro, anticorrupção e direitos humanos.

“Este relatório traduz um conjunto de movimentos que a Tokio Marine vem realizando ao longo do tempo, conectando iniciativas e aprendizados para fortalecer nossa agenda de sustentabilidade com consistência. Para 2026, reforçamos nosso compromisso com a construção de uma cultura do seguro cada vez mais sustentável”, afirma André Cordeiro.

Já a Prudential do Brasil concentrou seu relatório no avanço da proteção financeira e no fortalecimento da inclusão por meio do seguro de vida. A companhia informou ter alcançado 6,3 milhões de vidas protegidas em 2025, ampliando o acesso ao seguro com produtos mais acessíveis e parcerias estratégicas.

No segmento de produtos massificados, mais de 700 mil pessoas passaram a contar com soluções de proteção, em uma estratégia voltada à democratização do seguro e ampliação da inclusão financeira.

A seguradora também apresentou avanços em diversidade e inclusão. Segundo o relatório, 60% das contratações realizadas em 2025 foram de mulheres, que passaram a ocupar 44% dos cargos de liderança da companhia.

O investimento social privado somou R$ 1,5 milhão, direcionado a projetos de educação, formação de jovens e iniciativas de impacto social, complementados por programas de voluntariado corporativo.

“O nosso Relatório de Sustentabilidade representa transparência, responsabilidade e a forma como geramos valor de longo prazo. Ele é resultado de um trabalho coletivo, que envolveu 18 áreas e 56 colaboradores, refletindo o compromisso da companhia com uma atuação integrada e consistente”, afirma Jean Espinosa, gerente de Sustentabilidade e Diversidade da Prudential do Brasil.

Os relatórios mostram como a agenda ESG vem deixando de ser apenas um compromisso reputacional para se tornar parte da estratégia operacional e comercial das seguradoras. Em um setor diretamente exposto aos impactos das mudanças climáticas, ao envelhecimento populacional e às demandas por inclusão financeira, sustentabilidade passa a ser vista cada vez mais como vetor de crescimento, resiliência e diferenciação competitiva.

Icatu Seguros leva vencedores do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga para Budapeste, na Hungria

A Icatu Seguros promoveu, entre os dias 27 de abril e 1º de maio, a viagem em premiação aos vencedores da Campanha Antonio Carlos de Almeida Braga 2025. O grupo participou de uma experiência em Budapeste, na Hungria, com uma programação exclusiva voltada a referências culturais e turísticas da cidade.

A viagem integra a ampliação e reformulação da campanha, que passou a contar, em 2025, com novas categorias, critérios mais abrangentes e o dobro de oportunidades de premiação. Com isso, a companhia reforça o reconhecimento aos profissionais de destaque em Previdência, Vida Individual, Vida Empresarial, PME e Capitalização contemplando nesta edição campeões e supercampeões. 

“Reconhecer os corretores que se destacam é, para nós, uma forma concreta de valorizar quem está na linha de frente da proteção financeira no Brasil. A Campanha Antonio Carlos de Almeida Braga traduz esse compromisso ao premiar desempenho, consistência e a capacidade de gerar valor de forma sustentável para o negócio e para os clientes”, afirma o CEO da Icatu Seguros, Luciano Soares.

Durante a viagem, os participantes exploraram a cultura e a história local com visitas ao parlamento húngaro, à Ópera Real da Hungria e um tour panorâmico pela região de Peste. As atividades incluíram ainda jantares no Fisherman’s Bastion e no Museu de Belas Artes, além de experiências em Etyek, conhecida por seus vinhedos. O grupo também embarcou no River Diva para um jantar com passeio pelo Rio Danúbio. O trajeto revelou alguns dos principais cartões-postais da cidade, como o Castelo de Buda.

Tradicional no mercado de seguros, a campanha internacional Antonio Carlos de Almeida Braga já contemplou corretores com viagens para cidades como Munique (Alemanha), Barcelona (Espanha), Cidade do México (México), Porto (Portugal), Machu Picchu (Peru) e Las Vegas (EUA), consolidando-se como uma das mais relevantes iniciativas de reconhecimento e incentivo do setor.

O que falta para alavancar os seguros individuais no Brasil

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Por Marco Antônio Gonçalves

Ao longo dos anos, o formato das famílias e os vínculos de trabalho vêm se transformando, mas poucas seguradoras têm direcionado esforços para desenvolver seguros individuais capazes de atender às reais necessidades dessa nova configuração social — especialmente nos ramos de Pessoas e Saúde.

No Brasil, segundo o IBGE, 26,1 milhões de pessoas trabalham por conta própria e 38,5 milhões estão na informalidade, entre autônomos sem CNPJ e empregados sem carteira assinada. Trata-se de um contingente de quase 65 milhões de brasileiros com potencial de acesso a proteções securitárias ainda pouco exploradas.

Exemplo disso é a baixa penetração do seguro de Vida. Embora seja o principal produto do segmento de Pessoas, apenas 18% da população adulta possui essa cobertura — ainda fortemente concentrada em apólices coletivas. Outros produtos relevantes, como Acidentes Pessoais e coberturas de renda por incapacidade (ITP/DIT), tambémapresentam baixa adesão, o que acaba pressionando o Sistema Único de Saúde.

Mais do que ampliar o número de beneficiários, o desafio está em alinhar a oferta às novas demandas da sociedade. A tendência aponta para a necessidade de fortalecer os seguros individuais, hoje ainda pouco representativos. No segmento de saúde, por exemplo, dos 53 milhões de beneficiários de planos médicos, apenas 16% — cerca de 8,48 milhões — estão em planos individuais ou familiares.

As mudanças demográficas reforçam esse movimento. A redução no número de filhos é evidente: em 2024, a taxa de natalidade registrou o menor nível dos últimos 20 anos, com queda de 5,8% em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o seguro de Vida, tradicionalmente associado à proteção financeira de dependentes, precisa evoluir em proposta de valor para continuar relevante.

Diante desse cenário, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros mantém um grupo de trabalho dedicado ao desenvolvimento de seguros individuais, com foco em produtos e coberturas alinhados às transformações da sociedade. Esse avanço, no entanto, depende de escala — e, para isso, a atuação dos corretores de seguros será fundamental para ampliar o acesso e promover uma sociedade mais protegida.

Marco Antônio Gonçalves é Diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros e Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros.