Congresso Minha Vida Protegida propõe imersão estratégica em planejamento patrimonial

Screenshot

Nos dias 6 e 7 de março de 2026, São Paulo recebe a primeira edição do Congresso Minha Vida Protegida, iniciativa voltada à capacitação técnica de corretores de seguros de vida, planejadores financeiros e profissionais que atuam com proteção patrimonial. O encontro será realizado das 8h às 18h, no Espaço Center 3, na Avenida Paulista, reunindo especialistas do mercado para dois dias de conteúdo intensivo e aplicado à prática profissional.

Idealizador do movimento, o corretor de seguros especialista em vida Rogério Araújo destaca que a proposta do congresso nasce da necessidade de elevar o nível técnico da atuação profissional no segmento. “O Minha Vida Protegida surgiu para mostrar que o seguro de vida vai muito além da indenização. Ele é uma ferramenta estratégica dentro do planejamento financeiro, da proteção patrimonial e da organização familiar. Nosso objetivo é formar profissionais mais preparados para orientar decisões que impactam a vida real das pessoas”, afirma.

Com proposta educacional estruturada, o congresso apresenta uma abordagem que busca ampliar o papel do corretor, incentivando a transição de uma atuação operacional para um posicionamento mais estratégico, conectado ao planejamento financeiro integrado. A programação contempla temas como proteção financeira e patrimonial, integração entre soluções para CPF e CNPJ, cálculo técnico de necessidades de proteção, planejamento sucessório e tributário, além do uso estratégico de tecnologia e inteligência artificial no relacionamento com clientes.

Entre os palestrantes confirmados estão Edson Franco, presidente da Fenaprevi; Boris Ber, presidente do Sincor-SP; e especialistas reconhecidos no movimento Minha Vida Protegida, como Daniele Coelho, Regiane Alves, Elizeu Dias, Luiz Ricardo, Mateus Nicolau, Felipe Sousa, Tiago Melo, Fernando Onofrio, Anderson Mathias, Luciano Tane, Ricardo Tarantello, Marcelo Cantieri, JP Bottecchia, entre outros profissionais do setor. A organização informa que novos nomes ainda serão anunciados.

A programação está dividida em dois dias de imersão. Na sexta-feira (6), os conteúdos abordam desde o papel social da proteção financeira e as coberturas em vida até estratégias técnicas de cálculo de necessidades e aplicações do seguro de vida em contextos familiares e empresariais. Já no sábado (7), os debates avançam para temas como planejamento financeiro integrado, investimentos internacionais, impactos da nova Lei do Seguro, Reforma Tributária e inovação tecnológica, encerrando com a palestra “O mercado é nosso: o posicionamento do Corretor de Seguros”, conduzida por Boris Ber.

Além das palestras e painéis, o congresso prevê momentos dedicados ao networking qualificado, entrega de materiais exclusivos e a assinatura oficial do Estatuto do Instituto Minha Vida Protegida, iniciativa que marca uma nova fase do movimento dentro do mercado de seguros e planejamento financeiro.

Voltado a profissionais que buscam aprofundamento técnico e posicionamento estratégico, o evento se propõe a oferecer conteúdo prático, baseado em experiências reais de mercado, com foco na evolução profissional e no fortalecimento do papel consultivo dos especialistas em proteção financeira no Brasil.

Programação completa

Dia 1 — Sexta-feira (06/03/2026)

09:00 – 09:40 | Abertura Oficial – Proteção Financeira: o papel social do mercado de seguros no Brasil

Rogério Araújo

09:45 – 10:25 | Seguro de Vida como ferramenta de proteção no planejamento de vida dos clientes

Daniele Coelho e Regiane Alves

10:30 – 11:00 | Coberturas em vida e sua importância na jornada financeira

Elizeu Dias

11:05 – 11:50 | Seguro de Vida para Famílias Atípicas

Luiz Ricardo

12:00 – 13:30 | Intervalo – Almoço

13:35 – 14:20 | Cálculo das necessidades de proteção financeira e escolhas de produtos

Mateus Nicolau

14:25 – 14:55 | MDRT – Metodologias globais de sucesso

Felipe Sousa

15:00 – 15:40 | Cenário de mercado: desafios e oportunidades

Edson Franco

15:45 – 16:20 | Intervalo – Coffee Break

16:25 – 17:10 | Do CPF ao CNPJ: Como o Seguro de Vida resolve dores que o jurídico e contábil não resolvem sozinhos

Tiago Melo

17:15 – 17:40 | Mesa de Debates – Seguro de Vida x Inventário x Holding

Tiago Melo e Fernando Onofrio

17:45 – 18:30 | Consórcios como instrumento de aquisição e alavancagem financeira e patrimonial

Amândio Martins e Emerson Soares

Dia 2 — Sábado (07/03/2026)

08:00 – 09:00 | Credenciamento e Welcome Coffee

09:00 – 10:10 | Painel – O “quarteto fantástico”: INSS + IRPF + Previdência Privada + Benefícios de Renda

Anderson Mathias e Luciano Tane

10:15 – 11:00 | Planejamento Financeiro – Estratégias combinadas

Ricardo Tarantello

11:05 – 11:50 | Investimentos no exterior e diversificação patrimonial

Marcelo Cantieri

12:00 – 13:30 | Intervalo – Almoço

13:40 – 14:15 | Nova Lei do Seguro: o que muda com a nova legislação

Dr. Landulfo Ferreira Jr.

14:20 – 14:40 | Painel – Impactos diretos na atuação dos corretores, planejadores e consultores

Dr. Landulfo Ferreira Jr. e Dagliane Santos

14:45 – 15:15 | Intervalo – Coffee Break

15:20 – 16:00 | Painel – Reforma Tributária: oportunidades e responsabilidades

Viviane Barbosa e Luciana Cirelli

16:05 – 16:45 | Desafios tecnológicos e IA no mercado de proteção e planejamento financeiro

JP Bottecchia

16:50 – 17:30 | O mercado é nosso: o posicionamento do Corretor de Seguros

Boris Ber

Icatu Seguros leva vencedores para o desfile das campeãs na Marquês de Sapucaí, no RJ

A Icatu Seguros reuniu, entre os dias 20 e 22 de fevereiro, os vencedores da Campanha Antonio Carlos de Almeida Braga Nacional 2025, para uma experiência exclusiva no Rio de Janeiro, que incluiu o desfile das campeãs do Carnaval na Marquês de Sapucaí. 

A viagem nacional integra a ampliação e reformulação da campanha, que passou a contar com novas categorias em 2025, critérios mais abrangentes e mais possibilidades de premiação, somando-se à tradicional viagem internacional – neste ano, com destino a Budapeste, na Hungria. Com isso, a Icatu ampliou o número total de premiados, fortalecendo ainda mais o reconhecimento aos profissionais de destaque em Previdência, Vida Individual, Vida Empresarial, PME e Capitalização (Dupla Garantia e Garantia de Aluguel).

Ao todo, 100 pessoas participaram da experiência, que teve como um dos objetivos reforçar o propósito da Icatu de valorizar quem está na linha de frente pela ampliação do acesso à proteção financeira no Brasil. 

“Reunir os corretores premiados é celebrar quem impulsiona o nosso crescimento no dia a dia. Eles são fundamentais para nossa estratégia, por isso, ampliamos o reconhecimento da campanha com a viagem nacional, contemplando ainda mais profissionais”, destaca o presidente da Icatu Seguros, Luciano Soares.

Durante a programação, os corretores participaram de uma cerimônia exclusiva de premiação ,realizada no Roxy Dinner Show, em Copacabana. A condução foi da jornalista esportiva Carol Barcellos, que anunciou os vencedores em um evento fechado para a companhia. Após a entrega dos prêmios, os convidados assistiram a um espetáculo musical inspirado na cultura brasileira.

A agenda incluiu ainda a presença no desfile das campeãs do Grupo Especial, no camarote Verde e Rosa, na Marquês de Sapucaí, com recepção da velha guarda da Mangueira e vista privilegiada dos cortejos. No Hilton Copacabana, os participantes tiveram acesso a experiências exclusivas, além de momentos de integração em meio a cartões-postais como o Forte de Copacabana e o Pão de Açúcar.

Tradicional no mercado de seguros, a campanha internacional Antonio Carlos de Almeida Braga já contemplou corretores com viagens para cidades como Munique (Alemanha), Barcelona (Espanha), Cidade do México (México), Porto (Portugal), Machu Picchu (Peru) e Las Vegas (EUA), consolidando-se como uma das mais relevantes iniciativas de reconhecimento e incentivo do setor.

CNseg e Trillia firmam parceria para desenvolver soluções em IA no setor de seguros

acordos em seguros

A CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) e a Trillia, braço de inteligência de dados da B3, anunciaram oficialmente um acordo de cooperação tecnológica. A aliança tem como objetivo transformar o mercado segurador brasileiro por meio do desenvolvimento de soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) e análise avançada de dados, de acordo com nota divulgada.

A colaboração une o “cérebro” institucional do setor de seguros à infraestrutura tecnológica de ponta da bolsa de valores brasileira. A Trillia atua como o motor tecnológico, fornecendo a infraestrutura operacional e a inteligência analítica necessária para processar grandes volumes de dados com segurança, enquanto a CNseg contribui com seu know-how técnico e capilaridade junto às seguradoras, garantindo que as soluções desenvolvidas atendam às demandas reais do mercado e possuam validação técnica rigorosa.

O foco central da parceria é a criação de produtos que aumentem a eficiência e a segurança do ecossistema de seguros. Entre os benefícios esperados estão a criação de ferramentas específicas para as necessidades atuais das seguradoras, processos mais rápidos para verificar informações e reduzir a burocracia, e o uso de IA para identificar padrões suspeitos, fortalecendo a segurança operacional. Além disso, a tecnologia deve permitir a redução de custos operacionais, o que pode se traduzir em preços mais competitivos para o consumidor final.

A Trillia consolidou-se como a linha de negócios da B3 dedicada a extrair valor de dados. Ao apoiar a CNseg, a bolsa reforça seu papel não apenas como uma plataforma de negociação, mas também como provedora de infraestrutura tecnológica essencial para o crescimento do mercado financeiro e de seguros no Brasil.

IRB(P&D) lança base de índices climáticos extremos

O IRB(P&D), área do IRB(Re) dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento, estruturou uma base de índices climáticos desenvolvida para identificar e quantificar eventos extremos, como chuvas intensas, secas, ondas de frio, ondas de calor e vendavais. Considerando dados de 1961 a 2024, a base foi elaborada com séries diárias de precipitação, temperatura, vento, evapotranspiração, radiação e umidade. O resultado reúne 68 índices padronizados de extremos, adequado para uso atuarial e de resseguro.
 

“A indústria de seguros tem exercido papel estratégico na observação, análise e modelagem de riscos associados a eventos climáticos extremos, acumulando décadas de experiência e bases de dados sobre perdas decorrentes de desastres naturais. A atual tecnologia de informação permite a utilização de técnicas refinadas de big datamachine learning e inteligência artificial”, explica Reinaldo Marques, superintendente do IRB(P&D). 


A compreensão de parâmetros é essencial não apenas para fins meteorológicos, mas também para aplicações atuariais e financeiras, uma vez que eventos climáticos têm provocado aumentos significativos nas perdas econômicas e seguradas em escala global. Em 2024, as perdas seguradas globais alcançaram US$ 145 bilhões, o sexto maior valor já registrado, conforme o relatório Climate and Catastrophe Insight 2025, da multinacional Aon.
 

De acordo com o Banco Internacional de Dados de Desastres, o Brasil ocupou a quarta posição mundial em número de ocorrências de desastres em 2023, superando a média anual observada entre 2003 e 2022. Informações do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que 2024 apresentou o maior número de alertas emitidos de desastres no país, com 75% dos registros sendo relacionados a chuvas intensas. 
 

Com a consolidação da base de índices, o IRB (P&D) conduziu a análise dos extremos climáticos no Brasil ao longo dos últimos 60 anos, a fim de compreender a intensidade e a evolução dos eventos extremos. A partir dessa estrutura, foi também desenvolvida uma análise de tempo de retorno, voltada a estimar a frequência e a recorrência nas diferentes regiões do país.
 

“O conhecimento gerado representa um avanço essencial para o setor segurador e ressegurador, aprimorando a precificação atuarial, o dimensionamento de reservas e o planejamento de instrumentos de proteção financeira. A diferenciação regional evidencia a importância da base climática IRB(P&D) como ferramenta estratégica para o desenvolvimento de modelos de precificação sensíveis às condições locais e para o fortalecimento da resiliência financeira do país diante da intensificação dos riscos climáticos e da necessidade de políticas eficazes de adaptação”, afirma Reinaldo.

Reclamações contra planos de saúde caem 13,5% em 2025 

As reclamações protocoladas por usuários contra planos de saúde caíram 13,5% em 2025, segundo dados oficiais divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a partir de Notificações de Intermediação Preliminar (NIP). Foram 50.419 queixas a menos no ano.
 

As estatísticas mostram que oito em cada dez demandas dos beneficiários são solucionadas pelas operadoras ainda em âmbito administrativo, sem, portanto, necessidade de recorrer à Justiça. O prazo é de, no máximo, cinco dias. 
 

As NIP são mecanismos criados pela ANS para mediar conflitos entre beneficiários e operadoras de planos de saúde, permitindo que as demandas sejam resolvidas de forma rápida, antes de qualquer processo judicial.
 

“As operadoras têm realizado esforços contínuos para aprimorar o atendimento e a comunicação, investindo em canais próprios mais eficientes, mais transparência e maior capacidade de resolução. Temos todas as condições de acolher, receber e solucionar as demandas, de acordo com o que estabelece a regulação”, ressalta Bruno Sobral, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). “A redução dos registros por meio de NIPs é um forte indicador de que as demandas têm sido solucionadas cada vez mais diretamente com os beneficiários, de forma ágil e responsável.”
 

Procons – O setor de saúde suplementar também apresentou desempenho positivo em outro importante ranking que mede a satisfação dos clientes: o do Consumidor.gov, mantido pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça.
 

Em 2025, as operadoras e administradoras de planos de saúde foram apenas o 12° segmento mais reclamado junto ao órgão. Foram 34.793 reclamações no ano, o que corresponde a 1,5% do total de queixas protocoladas no sistema mantido pelo governo federal – em 2024, as operadoras respondiam por 2,2% do total. 
 

O número registrado pelas operadoras em 2025 equivale à média de 95 reclamações por dia, num sistema que realiza 5,3 milhões de procedimentos diariamente e atende 53 milhões de brasileiros. 
 

Em termos globais, as reclamações de todos os segmentos junto à Senacon somaram 2,3 milhões em 2025. É a maior marca da série histórica, iniciada em 2014. O crescimento em relação a 2024 foi de 65%, também a maior alta anual registrada. 
 

O sistema da Senacon também reúne queixas enviadas a órgãos como Procons, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos, Tribunais de Justiça, Agências Reguladoras, entre outros órgãos parceiros do Ministério da Justiça. 
 

O líder do ranking do Ministério da Justiça é o segmento de bancos, financeiras e cartões de crédito, com 997 mil reclamações em 2025, de acordo com a Senacon.


“Nossas associadas tratam toda e qualquer reclamação como absolutamente relevante, pois, diferentemente de outros setores, lidamos com um serviço essencial que impacta diretamente a vida e o bem-estar das pessoas. Por isso, nosso olhar permanente, atento e cuidadoso para cada manifestação dos nossos beneficiários, em busca de melhorias contínuas”, afirma o diretor-executivo da FenaSaúde.

Seguradoras projetam investir R$ 2,8 bilhões em Inteligência Artificial em 2026, segundo CNseg

A Inteligência Artificial deixou de ser pauta experimental para se consolidar como prioridade estratégica nas seguradoras brasileiras. É o que mostra o novo estudo da CNseg, a Confederação das Seguradoras, em parceria com a consultoria EY, que aprofunda a análise sobre a aplicação de IA no setor e revela um movimento já disseminado nas companhias, ainda que com impactos financeiros predominantemente incrementais.

O levantamento indica que o setor segurador brasileiro investe cerca de R$ 20 bilhões por ano em tecnologia, e a previsão para 2026 apenas em IA é de R$ 2,8 bilhões, R$ 2 bilhões acima do valor aportado no ano passado, distribuídos em praticamente todas as áreas das companhias — do atendimento e backoffice às operações e tecnologia da informação. Dentro desse montante, a IA vem ganhando peso como agenda prioritária, citou Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira pela manhã.

“Trata-se de um movimento que já está presente nas companhias. A Inteligência Artificial deixou de ser uma hipótese e passou a integrar os processos. Saímos do estudo convictos de que a maioria das empresas enxerga a IA como oportunidade concreta de melhorar eficiência e produtividade”, afirma

Segundo ele, diante da centralidade do tema no cenário global, a confederação decidiu aprofundar o diagnóstico. O novo estudo mostra que os investimentos em IA estão distribuídos principalmente nas frentes de experiência do cliente, operações e tecnologia. “O setor já demonstrava no estudo anterior que tecnologia era investimento prioritário. Agora vemos que a IA ocupa posição estratégica dentro dessa agenda”, acrescenta Dyogo.

A adoção é ampla: 80% das empresas já implementaram soluções de IA. Essas companhias respondem por aproximadamente R$ 210 bilhões do faturamento do setor, o equivalente a cerca de 50% do market share. Para Alexandre Leal, diretor técnico da CNseg, isso demonstra que o avanço não está restrito a nichos. “Estamos falando das maiores empresas do mercado, com escala relevante. A IA já é realidade operacional”, diz.

A motivação é clara. Segundo o estudo, 81% apontam melhoria da experiência do cliente como principal razão para investir em IA. Em seguida aparecem automação de tarefas (69%) e redução de custos (65%). Diferenciação competitiva é citada por 50%, geração de novas receitas por 35% e reforço da segurança e gestão de risco por 15%. “Quando perguntamos sobre o foco estratégico, 100% mencionam produtividade. A IA é vista, antes de tudo, como alavanca de eficiência”, afirma Leal.

Os casos de uso se concentram principalmente em backoffice, TI, atendimento, sinistros e operações. Entre as aplicações mais comuns estão chatbots, assistentes com análise de voz e sentimento, análise de documentos, copilotos para desenvolvimento de código e ferramentas de apoio à subscrição. 80% das companhias já implementaram aplicações voltadas diretamente ao cliente.

O modelo de desenvolvimento predominante é híbrido: 77% combinam soluções internas e externas. Apenas 15% desenvolvem internamente, 4% utilizam exclusivamente parceiros e outros 4% adotam soluções prontas de fornecedores.

Apesar do avanço, os resultados financeiros ainda são majoritariamente incrementais. 77% das empresas relatam algum impacto positivo, mas sem alteração estrutural do modelo de negócio. 84% apontam aumento de receita de até 1% em determinados processos. “Ainda é tímido, mas é algo que já aparece no ganho de receita”, diz Leal.

Screenshot

Em contrapartida, há ganhos operacionais expressivos em áreas específicas. Algumas empresas registraram redução de até 50% no tempo de resposta ao cliente. Outras dobraram o número de cotações com apoio de IA. Cerca de 30% indicaram aumento relevante de produtividade em TI. Além disso, 85% afirmam que a IA melhorou a capacidade tecnológica existente.

A expectativa é que o investimento comece a se pagar com maior intensidade à medida que escala e governança avancem. 62% das empresas esperam redução de custos superior a 1% ainda neste ano, sendo que 20% projetam queda acima de 5%. Empresas ligadas a bancos demonstram maior propensão a investir — algumas indicam destinar até 1% da receita à IA em 2026.

Para os próximos cinco anos, 68% projetam que determinados processos estarão totalmente automatizados, sem intervenção humana, especialmente em sinistros, subscrição e operações. 66% pretendem criar equipes dedicadas exclusivamente à IA.

Ainda assim, as barreiras permanecem relevantes. No Brasil, 69% apontam a integração com sistemas legados como principal obstáculo. A precisão e confiabilidade dos modelos são citadas por 58%, a falta de expertise técnica e estratégica por 46% e o custo de implementação por 38%. A dificuldade de mensurar claramente o retorno sobre investimento também aparece como entrave.

Comparação com outros países

A comparação internacional reforça o estágio de maturidade brasileiro. Segundo Nuno Vieira, sócio e líder de Consultoria em Seguros da EY para a América Latina Sul, o Brasil está em estágio anterior ao dos Estados Unidos, mas é o mercado mais avançado da América Latina, seguido pelo México.

“Nos EUA, a adoção é semelhante, mas os impactos substanciais são mais frequentes e os investimentos mais agressivos. O desafio lá está mais relacionado à alocação de orçamento e à escassez de especialistas. No Brasil, ainda lidamos com integração tecnológica e consolidação de dados”, explica.

Nos Estados Unidos, 66% também citam integração com legados, 59% mencionam precisão de modelos e 100% apontam orçamento e falta de expertise como desafios centrais. O diagnóstico da EY indica que, em ambos os mercados, a consolidação da IA depende menos da tecnologia em si e mais de governança, qualidade de dados, talento e estratégia de investimento.

Para Leal, o próximo passo é ganhar escala com responsabilidade. “Precisamos avançar com governança, ética e foco no consumidor. A IA é uma ferramenta poderosa para melhorar processos, reduzir custos e ampliar receitas, mas deve estar alinhada à confiança que é a base do setor segurador.”

Segundo a conclusão dos executivos, a Inteligência Artificial já está incorporada à agenda estratégica das seguradoras brasileiras. Os ganhos ainda são graduais, mas o setor aposta que, com escala e maturidade operacional, a combinação de aumento de produtividade, redução de custos e melhoria da experiência do cliente permitirá que o investimento se converta em vantagem competitiva sustentável.

Seguradora Generali lança exposição “101 Anos. 101 Mulheres” para ressaltar a força feminina

Em celebração de seu centenário, a Generali Brasil realizou uma série de atividades especiais ao longo de 2025: iluminou o Cristo Redentor, criou um espaço de memória na sede da empresa, patrocinou corridas de rua, plantou árvores, lançou um livro. E em 2026 a companhia pretende continuar a somar nesse acervo. A partir de fevereiro, a mostra “101 Anos. 101 Mulheres – Elas transformam caminhos” vai ressaltar a força feminina na construção da sociedade. 

A exposição, localizada na matriz da Generali, no Rio de Janeiro, oferece ao público interno e convidados uma jornada imersiva e interativa sobre a presença e o legado de mulheres ao longo de um século, dentro e fora da companhia. Idealizada como uma experiência física e digital, propõe um diálogo entre gerações, trajetórias e conquistas que transformaram a história nas artes, na ciência, na política, no esporte e na vida cotidiana, além de seu papel fundamental na evolução do mercado de seguros e na construção de uma cultura de proteção e resiliência.  

São cinco territórios temáticos: Vitalidades, Vanguardas, Expressões, Ancestralidades e Futuros. Eles revelam o poder da diversidade feminina como força de criação e transformação. 

“Esta é uma homenagem às mulheres que constroem e inspiram a Generali e a sociedade. São vozes múltiplas que, somadas, representam o que acreditamos ser a base de um futuro mais equitativo e colaborativo”, afirma Debora Pinto, diretora de pessoas e organização. 

Ao longo da exposição, colaboradores e visitantes são convidados a interagir com ativações sensoriais e conteúdos digitais, participando da construção coletiva dessa narrativa. Entre histórias conhecidas e descobertas, a mostra reforça o compromisso da Generali com a valorização da diversidade e o protagonismo feminino como pilares de sua trajetória centenária. 

No fechamento da experiência, o público encontra o símbolo central da mostra: a centésima primeira mulher, refletida no espelho, uma homenagem à visitante que se reconhece como parte dessa história em transformação. 

“101 anos, 101 mulheres – Elas transformam caminhos” está sendo elaborada com apoio da Approach e Pacta Clara, e reforça o legado de um século de presença da Generali no Brasil, inaugurando um novo ciclo pautado por inclusão, inovação e respeito à trajetória de todas as mulheres que constroem o amanhã. 

Serviço

Solicitamos que jornalistas interessados em visitar a mostra escrevam para generali.imprensa@approach.com.br. 

Tempo anuncia Marcelo Litvin como CFO 

A Tempo, que atua no segmentos de assistências, conveniências e serviços especializados, anuncia a chegada de Marcelo Litvin como novo Chief Financial Officer (CFO). A nomeação reforça o compromisso da empresa com uma gestão financeira ainda mais estratégica, conectada ao negócio e alinhada à agenda de crescimento sustentável.

Mais do que liderar a área financeira, Marcelo chega com papel central na discussão de temas como alocação de capital, alavancas de valor, gestão de riscos e eficiência operacional, e irá atuar em apoio direto ao comitê executivo e ao conselho de administração.

Com passagens por Oi, Philips, Alpargatas e Bliv, o executivo construiu uma carreira sólida nas áreas de finanças, estratégia e operações, com experiência internacional e atuação em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos. Ao longo de sua trajetória, ocupou posições de liderança e ocupou cargos de COO, CFO e Chief Transformation Officer, com foco em criação de valor, transformação e crescimento em ambientes complexos.

“Enxergamos no Marcelo um perfil hands-on, orientado a resultados e com alta capacidade de execução. Ele também é reconhecido por seu estilo colaborativo e por liderar equipes de alta performance. Chega com o desafio de fortalecer a cultura de controles internos, conformidade e disciplina financeira, sem perder a agilidade necessária para sustentar o crescimento da Tempo. Sua chegada representa mais um passo importante na consolidação da nossa estratégia, reforçando nossa ambição de crescimento sustentável, excelência operacional e geração de valor de longo prazo”, explica João Armesto, CEO da Tempo.

Na nova posição, Marcelo destaca o potencial de escala do ecossistema da companhia. “É um privilégio assumir a Diretoria Financeira de uma empresa que é referência nos segmentos em que atua, com alta capacidade de operar em qualquer cidade do Brasil, e que conta com uma proposta de valor muito relevante para o amplo mercado de serviços do país — especialmente nas frentes de Assistência e Conveniência. Quero contribuir para acelerar essa tese, que está repleta de oportunidades”, reforça Marcelo Litvin.

Porto e Sabrina Sato impulsionam nova fase do Corretor Influenciador em novo episódio do PodPorto

Screenshot

A influência digital como motor de crescimento profissional foi o tema central do novo episódio do PodPorto, que reuniu Sabrina Sato e lideranças da Porto para discutir como os corretores podem fortalecer sua presença nas redes e ampliar oportunidades de negócio para os desafios do futuro no mercado de seguros. Ao lado de Luiz Arruda, VP Comercial e Marketing; Patrícia Coimbra, Diretora de Gente Cultura e Oliver Haider, superintendente de marketing da companhia, a conversa destacou a influência digital como ferramenta de conexão, educação e crescimento profissional no mercado de seguros. 

Historicamente à frente das iniciativas educacionais da companhia, Luiz Arruda e Patrícia Coimbra abordaram a evolução de projetos como Porto AcademIA e Corretor Influenciador, que oferecem capacitação prática para fortalecer a presença dos profissionais nas redes sociais.  Desde o lançamento, o programa engajou mais de mil corretores, com 700 formados até o momento. O impacto reflete diretamente no negócio, com um crescimento expressivo na diversificação das carteiras e ampliação da oferta de múltiplos produtos junto aos clientes. 

Ao longo da conversa, Sabrina Sato compartilhou sua experiência no universo digital e reforçou que a influência vai além dos números. “Influência de verdade começa na confiança. Quando a comunicação é honesta, ela aproxima e fortalece relações”, destacou. A influenciadora também ressaltou o papel do corretor como agente essencial na tomada de decisões dos clientes. “Valorizar o corretor é valorizar quem cuida de pessoas de verdade. Projetos como esse ajudam o profissional a se comunicar melhor, sem deixar de ser quem ele é”, disse. 

A Fábrica de Conteúdos, outra iniciativa da companhia, complementa o desenvolvimento dos corretores ao disponibilizar vídeos oficiais sobre os produtos, prontos para personalização e publicação nas redes sociais. “Queremos facilitar vendas, destravar oportunidades e fortalecer a autoridade do corretor, ampliando o impacto de um trabalho essencial que já acontece todos os dias. Nosso compromisso é oferecer aos parceiros materiais de alto nível, que garantam posicionamento, escala e mais performance junto aos clientes. Com isso, a Porto dá um passo relevante ao consolidar uma produção de conteúdos mais estruturada e eficiente, sempre com o cuidado e a proximidade que fazem parte do nosso DNA”, explicou Luiz Arruda, VP Comercial e de Marketing da Porto.  

A plataforma reúne conteúdos desenvolvidos em parceria com a Flint, plataforma brasileira focada em educação e estratégia digital para a creator economy – empresa da qual Sabrina é sócia –, incluindo materiais criados com inteligência artificial. 

Outro destaque foi o anúncio da primeira premiação dedicada aos Corretores Influenciadores, prevista para outubro, que reconhecerá profissionais que se destacarem na produção de conteúdo digital. A Porto também confirmou novas turmas do programa em 2026, desenvolvido e realizado em parceria com a Flint, e módulos avançados para quem já concluiu a formação inicial. 

Para Patrícia Coimbra, a troca com especialistas e corretores fortalece a evolução do projeto. “Influência pode parecer distante no início, mas quando existe orientação e ferramentas certas, as barreiras diminuem e o desenvolvimento acontece de forma natural”, afirmou. 

O episódio, que pode ser assistido a partir do dia 25 de fevereiro, no canal oficial Corretor É Pra Sempre no Youtube, encerra com uma mensagem de incentivo aos profissionais. “Ninguém precisa virar outra pessoa para se comunicar melhor. Consistência vale mais que perfeição e todo mundo pode construir sua própria influência no dia a dia”, concluiu Sabrina.

Miami Reinsurance Week reforça cenário de “soft market” e aumento de capacidade no mercado global

Um dos principais encontros globais do setor de seguros e resseguros do mundo, o Miami Reinsurance Week, realizado nos Estados Unidos, consolidou a percepção que já vinha sendo observada por players internacionais. A leitura é que o momento é de soft market, com queda de taxas e ampliação da capacidade disponível, especialmente em determinadas linhas de negócios. 

O evento, que reúne anualmente executivos, resseguradores, seguradoras, corretores e especialistas de diversas regiões do mundo, foi marcado por discussões sobre competitividade, precificação e estratégia de alocação de capital. Entre os temas predominantes, estão a pressão por redução de taxas, em especial em linhas financeiras, E&O (Errors & Omissions) e D&O (Directors & Officers)  e riscos patrimoniais.

De acordo com o vice-presidente da Newe Seguros, Rodrigo Motroni, que participa presencialmente do encontro em Miami, o ambiente de mercado está mais favorável à contratação. “O que mais temos escutado aqui é o soft market. O mercado está soft, com taxas caindo, principalmente em algumas linhas específicas, como linhas financeiras, E&O e D&O e riscos patrimoniais. Esse foi o principal tema das conversas”, afirma.

Segundo o executivo, além da queda nas taxas, há um aumento significativo na oferta de capacidade por parte dos resseguradores. “Existe capacidade de mercado praticamente para todas as linhas. A disponibilidade de resseguro está ampla, muito em função desse cenário mais competitivo”, explica.

Para o executivo, o movimento indica uma mudança relevante em relação aos ciclos mais recentes de endurecimento do mercado, marcados por restrição de capacidade e aumento de preços após períodos de alta sinistralidade e volatilidade global. 

“A expectativa é que as discussões iniciadas em Miami sirvam como termômetro para as renovações ao longo do ano, influenciando decisões de contratação e posicionamento das empresas”, avalia.