Um dos principais encontros globais do setor de seguros e resseguros do mundo, o Miami Reinsurance Week, realizado nos Estados Unidos, consolidou a percepção que já vinha sendo observada por players internacionais. A leitura é que o momento é de soft market, com queda de taxas e ampliação da capacidade disponível, especialmente em determinadas linhas de negócios.
O evento, que reúne anualmente executivos, resseguradores, seguradoras, corretores e especialistas de diversas regiões do mundo, foi marcado por discussões sobre competitividade, precificação e estratégia de alocação de capital. Entre os temas predominantes, estão a pressão por redução de taxas, em especial em linhas financeiras, E&O (Errors & Omissions) e D&O (Directors & Officers) e riscos patrimoniais.
De acordo com o vice-presidente da Newe Seguros, Rodrigo Motroni, que participa presencialmente do encontro em Miami, o ambiente de mercado está mais favorável à contratação. “O que mais temos escutado aqui é o soft market. O mercado está soft, com taxas caindo, principalmente em algumas linhas específicas, como linhas financeiras, E&O e D&O e riscos patrimoniais. Esse foi o principal tema das conversas”, afirma.
Segundo o executivo, além da queda nas taxas, há um aumento significativo na oferta de capacidade por parte dos resseguradores. “Existe capacidade de mercado praticamente para todas as linhas. A disponibilidade de resseguro está ampla, muito em função desse cenário mais competitivo”, explica.
Para o executivo, o movimento indica uma mudança relevante em relação aos ciclos mais recentes de endurecimento do mercado, marcados por restrição de capacidade e aumento de preços após períodos de alta sinistralidade e volatilidade global.
“A expectativa é que as discussões iniciadas em Miami sirvam como termômetro para as renovações ao longo do ano, influenciando decisões de contratação e posicionamento das empresas”, avalia.


















