Reclamações contra planos de saúde caem 13,5% em 2025 

Queixas junto à ANS têm 80% de resolução em até cinco dias; desempenho das operadoras em ranking do Ministério da Justiça também registra expressiva melhora

As reclamações protocoladas por usuários contra planos de saúde caíram 13,5% em 2025, segundo dados oficiais divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a partir de Notificações de Intermediação Preliminar (NIP). Foram 50.419 queixas a menos no ano.
 

As estatísticas mostram que oito em cada dez demandas dos beneficiários são solucionadas pelas operadoras ainda em âmbito administrativo, sem, portanto, necessidade de recorrer à Justiça. O prazo é de, no máximo, cinco dias. 
 

As NIP são mecanismos criados pela ANS para mediar conflitos entre beneficiários e operadoras de planos de saúde, permitindo que as demandas sejam resolvidas de forma rápida, antes de qualquer processo judicial.
 

“As operadoras têm realizado esforços contínuos para aprimorar o atendimento e a comunicação, investindo em canais próprios mais eficientes, mais transparência e maior capacidade de resolução. Temos todas as condições de acolher, receber e solucionar as demandas, de acordo com o que estabelece a regulação”, ressalta Bruno Sobral, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). “A redução dos registros por meio de NIPs é um forte indicador de que as demandas têm sido solucionadas cada vez mais diretamente com os beneficiários, de forma ágil e responsável.”
 

Procons – O setor de saúde suplementar também apresentou desempenho positivo em outro importante ranking que mede a satisfação dos clientes: o do Consumidor.gov, mantido pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça.
 

Em 2025, as operadoras e administradoras de planos de saúde foram apenas o 12° segmento mais reclamado junto ao órgão. Foram 34.793 reclamações no ano, o que corresponde a 1,5% do total de queixas protocoladas no sistema mantido pelo governo federal – em 2024, as operadoras respondiam por 2,2% do total. 
 

O número registrado pelas operadoras em 2025 equivale à média de 95 reclamações por dia, num sistema que realiza 5,3 milhões de procedimentos diariamente e atende 53 milhões de brasileiros. 
 

Em termos globais, as reclamações de todos os segmentos junto à Senacon somaram 2,3 milhões em 2025. É a maior marca da série histórica, iniciada em 2014. O crescimento em relação a 2024 foi de 65%, também a maior alta anual registrada. 
 

O sistema da Senacon também reúne queixas enviadas a órgãos como Procons, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos, Tribunais de Justiça, Agências Reguladoras, entre outros órgãos parceiros do Ministério da Justiça. 
 

O líder do ranking do Ministério da Justiça é o segmento de bancos, financeiras e cartões de crédito, com 997 mil reclamações em 2025, de acordo com a Senacon.


“Nossas associadas tratam toda e qualquer reclamação como absolutamente relevante, pois, diferentemente de outros setores, lidamos com um serviço essencial que impacta diretamente a vida e o bem-estar das pessoas. Por isso, nosso olhar permanente, atento e cuidadoso para cada manifestação dos nossos beneficiários, em busca de melhorias contínuas”, afirma o diretor-executivo da FenaSaúde.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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