Zurich reforça papel consultivo dos corretores na oferta de seguro de vida

Em um mercado em que a proteção financeira passa a fazer parte de conversas mais amplas sobre planejamento e cuidado familiar, o seguro de vida também amplia o papel consultivo do corretor. Com soluções mais flexíveis e assistências agregadas, o produto deixa de estar associado apenas à indenização e ganha espaço como ferramenta de orientação e personalização da proteção.

No Zurich Vida Para Você, a Zurich Seguros vem reforçando atributos que ampliam as possibilidades de oferta para diferentes perfis de clientes. Entre os destaques estão a flexibilidade de planos e capitais segurados, preços acessíveis e um pacote de assistências que inclui serviços como telemedicina, assistência funeral, assistência pet e descontos em consultas e exames. A companhia também ampliou recentemente o benefício de desconto para consultas e exames para pais e sogros, além do segurado, cônjuge e filhos, o que fortalece o conceito de proteção familiar do produto e cuidado com os clientes.

Outro diferencial está na possibilidade de trabalhar com diferentes faixas de capital segurado, de R$ 30 mil a R$ 5 milhões, permitindo ao corretor atuar tanto em perfis de entrada quanto em clientes com necessidades patrimoniais mais elevadas. O produto também conta com jornada digital para contratação, assinatura e pagamento, além de uma base ampla de ocupações profissionais, que contribui para uma experiência de venda mais fluída e assertiva.

Corretor como parceiro na proteção familiar

“Hoje, o corretor tem um papel cada vez mais estratégico na construção de soluções de proteção mais adequadas à realidade de cada cliente. O seguro de vida impulsiona tal abordagem, pois permite uma oferta mais personalizada, que combina coberturas, assistências, de acordo com a necessidade e momento de vida do cliente”, afirma Daniela Cruz, superintendente de Vida e Capitalização da Zurich Seguros.

Para a Zurich, esse papel torna-se ainda mais relevante à medida que o consumidor valoriza praticidade, clareza e benefícios que façam sentido em diferentes momentos da vida. “O corretor sempre teve papel essencial na orientação do cliente, e o produto reforça a dimensão consultiva, visto que envolve planejamento e proteção familiar. Nosso foco é oferecer soluções que apoiem essa entrega com mais flexibilidade, simplicidade e valor percebido”, complementa Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros.

Segundo Alex Dias, da RDGO Corretora de Seguros, o seguro de vida vem ganhando espaço estratégico dentro das corretoras justamente por ampliar as possibilidades de relacionamento com os clientes. “Hoje, o seguro de vida deixou de ser visto apenas como uma proteção financeira para situações extremas e passou a ocupar um espaço mais amplo de cuidado e planejamento. Quando o corretor consegue conectar o produto às necessidades reais do cliente, com assistências e serviços que fazem parte do dia a dia, a conversa se torna muito mais consultiva e relevante”, pontua.

O corretor também destaca o potencial de personalização do produto para diferentes perfis. “A flexibilidade de coberturas e capitais segurados permite atender desde clientes que estão começando a construir proteção financeira até perfis com demandas patrimoniais mais robustas. Isso fortalece o relacionamento de longo prazo e amplia o valor percebido do seguro de vida”, conclui.

AIG nomeia Fabio Cabral como CEO no Brasil

fabio Cabral AIG

A AIG anunciou a nomeação de Fabio Cabral como novo Country Manager e CEO da operação brasileira, em movimento que reforça a estratégia de crescimento da companhia no país.

Com mais de duas décadas de experiência no mercado segurador latino-americano, Cabral acumula passagens por posições de liderança no Brasil, Equador e Colômbia, com atuação nas áreas de estratégia de negócios, distribuição, relacionamento com clientes e corretores, subscrição, transformação digital e gestão de equipes. Recentemente, atuava como presidente da operação da Chubb na Colômbia. Antes disso, liderou a AIG no Equador e ocupou diversos cargos executivos na própria seguradora no Brasil. 

O executivo possui uma longa trajetória na AIG. Ingressou na companhia em 2000 e passou por funções nas áreas de vendas, linhas financeiras, responsabilidade civil, grandes riscos e distribuição. Também teve experiência internacional em Nova York e Miami, apoiando operações da América Latina antes de retornar ao mercado brasileiro. 

A mudança ocorre pouco mais de um ano após a chegada de Angelo Colombo ao comando regional da seguradora. Ex-CEO da Swiss Re Corporate Solutions para a América Latina, Colombo assumiu em junho de 2025 a liderança das operações da AIG na América Latina e Caribe, baseado em São Paulo. Nos últimos meses, ele vinha acumulando a função regional com a presidência da operação brasileira, posição agora transferida para Cabral. 

Segundo a AIG, o profundo conhecimento de Cabral sobre o mercado brasileiro, aliado à sua experiência regional e histórico de liderança, será importante para fortalecer a presença da companhia no país e apoiar a próxima fase de crescimento rentável da operação. A seguradora atua há 75 anos no Brasil, com foco em seguros corporativos e soluções para grandes riscos. 

Empresário abre mão dos juros altos no Brasil para investir em startups em Portugal

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por Vicente Nunes, do Público, de Lisboa


O empresário Sérgio Hilgert, 71 anos, está bem próximo de fincar os dois pés em Portugal. Seu objetivo maior quando decidiu cruzar o Atlântico — o que deve se consolidar dentro de um ano e meio, no máximo — é ficar mais próximo do filho e do neto que vivem na Alemanha. “Eu e minha mulher estamos decididos a trocar São Paulo por Lisboa”, diz.

Mas, antes mesmo de fazer as malas e empacotar a mudança, ele começou a mapear possíveis investimentos que pode fazer na terra de Camões. “Quero investir parte do meu patrimônio em startups, pois gosto de incentivar boas ideias. Há muitos jovens com projetos bem interessantes, que precisam de apoio financeiro para deslancharem”, afirma.

O primeiro passo nesse sentido foi dado na última semana, quando ele decidiu injetar recursos em um fundo de investimentos especializado em startups, com sede em Aveiro, região central de Portugal. “Fui o primeiro investidor desse fundo, que promete acelerar negócios voltados à inovação”, destaca o empresário, sem, no entanto, revelar o valor do negócio.

Hilgert ressalta que não é um neófito nesse mercado. Desde que, em 2020, vendeu sua empresa, a corretora de seguros Euroamerica, especializada em grandes obras de infraestrutura, ele passou a investir em um hub de startups, o GVangel, administrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O aporte inicial foi de 166,7 mil euros.

Agora, ele deseja dar passos mais largos em Portugal. “Vejo as startups com os olhos do futuro. A minha opção é sempre por projetos voltados à inovação, mas com responsabilidade social e ambiental. Isso é fundamental para os meus negócios”, assinala. Portugal, na visão dele, tem dado bons exemplos nesse mundo tecnológico.

O investidor frisa que está decidido a diversificar seus investimentos e nem mesmo o fato de o Brasil ostentar, neste momento, a maior taxa real de juros do mundo, de 9,1% ao ano, quando descontada a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de 4,72%, reduz seu apetite por Portugal.

“Poderia deixar o dinheiro que estou investindo em Portugal aplicado em títulos do governo brasileiro, garantindo uma ótima remuneração sem fazer qualquer esforço, contudo, considero importante apoiar negócios que vão contribuir para a economia, gerar empregos e renda”, afirma.

Hilgert conta que, hoje, ele divide seu tempo entre Brasil e Portugal. “Tenho passado três meses em Portugal e três meses no Brasil. Já comprei meu apartamento em Lisboa, que considero um local estratégico para viver. Tem bom clima, agitação dos centros urbanos e boas oportunidade negócios”, destaca.

Ele lembra que já passou uma temporada na Alemanha, onde o filho vive há 14 anos, e nos Estados Unidos. Mas, para ele, Portugal se sobressai, até pela proximidade cultural com o Brasil e por estar no radar de investidores, sobretudo, brasileiros, que desejam ter uma base para explorar o mercado europeu.

MetLife reconhece parceiros com viagem para a estreia da Seleção Brasileira no MetLife Stadium

Mais de 40 profissionais dos canais de distribuição da MetLife acompanharam, nos Estados Unidos, a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos no MetLife Stadium. A ação integrou uma campanha de incentivo e conectou a experiência a um dos principais palcos esportivos do mundo, que leva o nome da marca. A viagem aconteceu entre os dias 10 e 14 de junho e reuniu vencedores da campanha de incentivo dos canais Representantes e Xcelerator, além de executivos da MetLife. 

A programação incluiu momentos de relacionamento e experiências exclusivas, como visita ao MetLife Building com coquetel no Heritage Room e presença na estreia do Brasil contra Marrocos no MetLife Stadium, reforçando o caráter de reconhecimento da iniciativa. 

“Essa campanha reconhece os parceiros que contribuem diariamente para a trajetória de sucesso da MetLife no Brasil. Mais do que premiar resultados, buscamos valorizar quem faz parte do nosso crescimento por meio de experiências relevantes” afirma Breno Gomes, CEO da MetLife Brasil. 

A iniciativa faz parte de uma agenda contínua da companhia voltada ao fortalecimento do relacionamento com corretoras e canais de distribuição, que desempenham papel relevante na ampliação do acesso à proteção financeira no país. 

IA inaugura nova era dos seguros e pode ajudar a reduzir lacuna histórica de proteção no Brasil, aponta Distrito

O mercado segurador brasileiro está diante da maior transformação desde o surgimento das grandes seguradoras modernas. Essa é a principal conclusão do primeiro capítulo do relatório “Cognitive Insurance”, divulgado pela Distrito durante o AI Insurance Day 2026, realizado com apoio da filial brasileira do grupo japonês Sompo. O estudo inaugura uma série de quatro publicações que serão lançadas ao longo dos próximos meses e propõe uma mudança profunda na forma como o setor compreende, precifica e gerencia riscos.

A tese central do relatório é que a inteligência artificial não representa apenas mais uma etapa da digitalização dos seguros. Na avaliação da Distrito, a tecnologia inaugura uma nova infraestrutura econômica capaz de transformar o próprio conceito de seguro, permitindo que as companhias deixem de operar com base em estimativas estatísticas construídas a partir de dados históricos e passem a atuar sobre o risco real de cada cliente, em tempo quase contínuo.

O estudo parte de uma análise histórica para sustentar essa visão. Segundo o relatório, o setor atravessou quatro grandes eras ao longo de quase sete séculos. A primeira nasceu nas cidades mercantis do Mediterrâneo, entre os séculos XIV e XVIII, quando contratos eram firmados com base na confiança pessoal entre comerciantes e financiadores. Posteriormente, a industrialização deu origem às grandes seguradoras e consolidou a figura do corretor como elo entre companhias e consumidores. A terceira fase surgiu com a computação e a expansão dos modelos atuariais em larga escala, permitindo a segmentação massiva dos riscos.

Apesar das profundas transformações tecnológicas observadas ao longo desse período, a lógica central do seguro permaneceu praticamente inalterada. Em todas as eras, o setor continuou estimando o futuro a partir do comportamento passado de grupos de indivíduos. A chamada Cognitive Insurance seria a primeira ruptura efetiva desse paradigma.

“A Cognitive Insurance é a primeira era que quebra o denominador comum que acompanhou a indústria por séculos: operar sobre o risco estimado. Pela primeira vez torna-se tecnicamente viável trabalhar sobre o risco real de cada cliente e no momento em que ele acontece”, afirma o relatório.

A discussão ganha relevância especial no Brasil. O estudo destaca que o mercado nacional deverá arrecadar cerca de R$ 808 bilhões em 2026, equivalente a aproximadamente 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo a meta setorial de alcançar 10% do PIB até 2030. Ao mesmo tempo, o país convive com uma das maiores lacunas de proteção do mundo.

Dados citados pela Distrito mostram que apenas 7% das perdas econômicas registradas no Brasil são cobertas por seguros, o que coloca o país como o segundo pior resultado entre 14 mercados analisados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Mais de 80% dos adultos brasileiros não possuem seguro de vida e menos de um quarto da frota de veículos conta com cobertura securitária.

Para os autores, esse paradoxo não decorre apenas de problemas de distribuição ou educação financeira. O diagnóstico é mais profundo: o modelo tradicional foi desenhado para atender consumidores que já conhecem seguros, possuem relacionamento com corretores e apresentam perfil econômico compatível com os produtos existentes. “A enorme população desprotegida não está fora do mercado por falta de necessidade, mas porque o modelo nunca foi estruturado para alcançá-la de forma economicamente viável”, sustenta o estudo.

É justamente nesse ponto que a inteligência artificial e as insurtechs ganham protagonismo. O relatório aponta que o avanço dos agentes autônomos de IA, combinado ao Open Insurance, à capacidade crescente de processamento de dados e ao desenvolvimento de modelos cognitivos, cria condições para uma nova geração de produtos mais personalizados, acessíveis e preventivos.

Em vez de interagir com o cliente apenas na contratação e no sinistro, as seguradoras passariam a acompanhar continuamente a evolução dos riscos. O conceito é chamado de “Continuous Insurance”, no qual a companhia lê, modela, precifica, previne e opera riscos de forma permanente.

Na prática, isso significa que a modelagem de risco se torna dinâmica, a subscrição passa a ser continuamente atualizada, os preços refletem o comportamento real dos segurados e a prevenção ganha protagonismo. O seguro deixa de ser apenas um instrumento de indenização e passa a atuar como uma plataforma ativa de gestão de riscos.

“A inteligência artificial marca uma mudança estrutural no setor de seguros, ao viabilizar a transição de modelos baseados em médias para uma gestão contínua, personalizada e orientada ao risco real. Essa evolução reposiciona o seguro como uma ferramenta estratégica de gestão e transferência de riscos, mais conectada às necessidades de cada cliente. Ao ampliar a capacidade de atuar já no suporte à prevenção, com base em dados e comportamentos de cada cliente, a indústria cria condições para contribuir mais efetivamente para que a sociedade esteja preparada para fazer frente aos impactos que os riscos emergentes devem trazer nos próximos anos”, afirma Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo.

O estudo também projeta mudanças significativas para a cadeia de distribuição. Ao contrário das previsões que apontam para a desintermediação, a Distrito argumenta que a inteligência artificial tende a fortalecer o papel do corretor. Com atividades operacionais sendo executadas por agentes digitais, os profissionais poderão concentrar esforços na consultoria, no relacionamento e na construção de confiança.

Essa visão dialoga diretamente com o ecossistema de insurtechs brasileiro, considerado um dos mais desenvolvidos da América Latina. Nos últimos anos, as startups de seguros concentraram esforços em digitalização, distribuição, embedded insurance, automação de sinistros e personalização de produtos. Agora, segundo o relatório, surge uma nova fronteira de inovação baseada na construção de infraestruturas cognitivas capazes de aprender continuamente com dados, clientes e operações.

Nesse cenário, a competição tende a se ampliar para além das seguradoras tradicionais. Empresas de saúde, montadoras, varejistas e companhias de telecomunicações já possuem acesso a dados comportamentais e relacionamentos permanentes com milhões de consumidores, ativos considerados estratégicos para o desenvolvimento dos novos modelos cognitivos.

Para a Distrito, a vantagem competitiva do futuro não estará simplesmente na posse dos dados, mas na capacidade de transformá-los em inteligência aplicada. O estudo cita ainda o avanço do Open Insurance como um fator acelerador dessa transformação, ao permitir que o cliente compartilhe suas informações entre diferentes instituições mediante consentimento.

Do ponto de vista prático, a Sompo já vem avançando na incorporação dessas tecnologias em sua operação. “Na Sompo, já incorporamos inteligência artificial e automação em processos-chave como subscrição, precificação e análise de riscos, sempre com foco em gerar valor concreto para o cliente. Nosso objetivo é evoluir para um modelo cada vez mais proativo e consultivo, em que tecnologia, corretores e especialistas atuem de forma integrada para oferecer soluções mais aderentes, eficientes e alinhadas à realidade de cada operação”, diz Lalia Neto.

O primeiro capítulo da série conclui que a indústria seguradora entrou em uma nova fase de desenvolvimento e que a questão deixou de ser se o setor irá mudar. O desafio agora é definir quais empresas liderarão essa transição e quais permanecerão apenas adicionando camadas de inteligência artificial sobre modelos concebidos para uma realidade anterior.

Porto Seguro triplica rede de oficinas para motos e amplia atendimento digital em 9%  

Acompanhando o crescimento acelerado do mercado de motocicletas no Brasil, a Porto Seguro vem reforçando sua atuação no segmento de duas rodas com foco em capilaridade, agilidade no atendimento, eficiência operacional e experiência do cliente. Como parte dessa estratégia, a companhia praticamente triplicou sua rede de oficinas referenciadas para motos, que passou de 130 unidades em 2024 para 391 em 2025. No mesmo período, o atendimento por canais digitais avançou exatos 9,3 pontos percentuais, um crescimento de 24%.

A expansão da rede referenciada amplia a capacidade de atendimento da companhia em diferentes regiões do país e contribui para uma jornada mais ágil no momento do sinistro. O avanço dos canais digitais também reforça a estratégia da Porto Seguro de simplificar processos, oferecer mais conveniência aos segurados e dar mais fluidez às etapas de regulação.

Para sustentar essa operação, a empresa conta com uma estrutura dedicada ao segmento, formada por especialistas exclusivos para motos e inspetores preparados para prestar suporte técnico em todo o país. A companhia também vem fortalecendo seu ecossistema de parceiros, com ampliação da base de fornecedores e oficinas referenciadas para dar mais capilaridade e eficiência ao atendimento.

“Na Porto Seguro, entendemos que o momento do sinistro exige acolhimento e cuidado em cada etapa. Por isso, nosso compromisso é simplificar processos, ampliar a capilaridade da nossa rede e oferecer tranquilidade quando o cliente mais precisa, sempre com qualidade e foco nos melhores prazos”, destaca Rodrigo Herzog, diretor de Sinistro Auto da Porto Seguro.

Atendimento personalizado com concierge para motos premium 

Como parte da evolução da experiência no pós-sinistro, a companhia passou a oferecer neste ano um serviço de concierge voltado a motocicletas de alto valor. A iniciativa garante acompanhamento personalizado durante toda a jornada de atendimento, desde a abertura do sinistro até a entrega da motocicleta.

O serviço inclui acolhimento inicial, orientação sobre coberturas, cláusulas e benefícios contratados, além de comunicação contínua sobre cada etapa do processo, proporcionando mais previsibilidade e conveniência ao segurado.

Portfólio para diferentes perfis de motociclistas 

Além da estrutura de atendimento, a Porto Seguro também vem fortalecendo seu portfólio de soluções para motociclistas, com opções que atendem desde clientes que buscam coberturas mais completas até aqueles que priorizam custo-benefício.

O seguro de moto da Porto Seguro oferece proteção para danos parciais ou integrais causados por colisão, incêndio, roubo e furto, além de cobertura para danos a terceiros. O produto também inclui assistência 24 horas e opções adicionais para acessórios, como capacete e jaqueta. Outro diferencial é a extensão de perímetro para viagens pela América do Sul, permitindo atendimento ao segurado também fora do Brasil.

Complementando a estratégia, a Azul Seguros – marca do ecossistema Porto – oferece o Azul Moto Compacta, solução desenvolvida para ampliar o acesso ao seguro no segmento, com uma proposta mais acessível e simplificada. O produto atende motos de diferentes cilindradas, permite indenização entre 70% e 80% da Tabela Fipe e prevê o uso de peças novas de reposição, modelo que amplia a acessibilidade do seguro para um público que ainda encontra poucas opções no mercado. Assim como o seguro de moto da Porto Seguro, o Azul Moto Compacta também contempla coberturas para colisão, incêndio, roubo e furto, além de responsabilidade civil facultativa.

Starr fortalece operação no Brasil com a nomeação de Denis Maelaro como Chief Underwriting Officer

A Starr,  organização global de investimentos e seguros, anuncia a chegada de Denis Maelaro como Chief Underwriting Officer (CUO) no Brasil. Denis será responsável por liderar a estratégia de subscrição no Brasil, apoiando os planos de expansão da Starr Brasil e acelerando o crescimento em Middle Market.

Sua atuação estará focada no fortalecimento da excelência técnica, no desenvolvimento de equipes de alta performance e na construção de soluções que ampliem a proposta de valor da Starr para corretores, clientes e parceiros de negócios.

“A chegada do Denis representa um importante passo na evolução da Starr no Brasil. Estamos investindo continuamente no fortalecimento de nossas estruturas de subscrição, com o recente lançamento de nossa plataforma digital que permite o ciclo completo de negociação, o que contribuirá para nossa expansão em um dos mercados mais relevantes da América Latina. Sua experiência, capacidade de liderança e visão estratégica serão fundamentais para sustentar nossa próxima fase de crescimento e consolidar a Starr como uma das principais referências do setor no país”, destaca Igor Di Beo, CEO da Starr no Brasil.


Com quase 20 anos de experiência na indústria de seguros, Denis ocupou posições seniores na AXA, Marsh, Generali e Aon, acumulando expertise em seguros de especialidades, riscos patrimoniais e gestão de riscos. Ele liderou e consolidou portfólios de relevância na subscrição, sendo responsável por impulsionar a rentabilidade, fortalecer a disciplina de subscrição e desenvolver equipes de alto desempenho. Também é reconhecido por manter sólidas relações com corretores, clientes e parceiros, combinando visão comercial com foco consistente em resultados.

“A Starr reúne atributos que admiro profundamente: excelência técnica, agilidade na tomada de decisão, proximidade com o mercado e uma visão clara de crescimento sustentável. Vejo uma oportunidade única de contribuir para o fortalecimento da operação no Brasil, desenvolvendo equipes de alto desempenho, ampliando nossa relevância junto a corretores e clientes e acelerando o crescimento da companhia com disciplina técnica, inovação e foco em resultados de longo prazo”, afirma o executivo.


A nomeação reforça o compromisso da Starr em consolidar sua presença no Brasil, combinando expertise técnica, capacidade de inovação e uma estratégia de crescimento sustentável voltada à geração de valor para clientes, parceiros e acionistas.

Mudanças climáticas ampliam riscos fiscais para governos, alerta Moody’s

chuvas no sul seguradoras

As mudanças climáticas representam uma ameaça cada vez maior não apenas para empresas e populações, mas também para a saúde financeira dos governos. No estudo “Credit risk of floods in the UK is contained For now”, divulgado nesta segunda-feira, a Moody’s alerta que as chamadas “lacunas de proteção” — parcela dos prejuízos não coberta por seguros — podem deteriorar a qualidade de crédito de países, estados e municípios ao transferirem para o setor público uma parcela crescente das perdas causadas por desastres naturais.

No estudo Catastrophic events in an uncertain future: A pending $41 trillion bill for businesses and governments to resolve publicado em setembro passado, traz números assustadores. Segundo os autores, as mudanças climáticas poderão provocar perdas econômicas globais de US$ 41,4 trilhões até 2050, o equivalente a uma redução de 14,5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, caso não sejam adotadas novas políticas de transição climática. A estimativa analisa os impactos dos chamados riscos físicos — tanto os eventos extremos quanto os efeitos graduais do aquecimento global — sobre economias, empresas e sistemas financeiros.

Embora as projeções se estendam até meados do século, os sinais já são visíveis. O estudo lembra que as catástrofes naturais registradas em 2024 provocaram perdas econômicas estimadas em US$ 320 bilhões e perdas seguradas de aproximadamente US$ 140 bilhões, segundo dados da Munich Re. Foi o quinto ano consecutivo em que as perdas seguradas globais ultrapassaram a marca de US$ 100 bilhões.

Além dos danos diretos à infraestrutura e aos ativos físicos, a Moody’s destaca efeitos indiretos que tendem a se tornar cada vez mais relevantes. Entre eles estão a redução da produtividade dos trabalhadores expostos ao calor extremo, o deslocamento populacional provocado por eventos climáticos, a pressão sobre os sistemas urbanos e o aumento dos gastos públicos com reconstrução e assistência social. 

A análise do estudo de hoje amplia o debate sobre adaptação climática em um momento crucial para a agenda internacional. À medida que eventos extremos se tornam mais frequentes e severos, governos em todo o mundo enfrentam o desafio de financiar reconstruções, apoiar comunidades afetadas e manter a atividade econômica após grandes catástrofes.

Segundo a Moody’s, quando residências, empresas e propriedades estão insuficientemente seguradas, a pressão política e social faz com que os governos atuem como “seguradores de última instância”, assumindo despesas extraordinárias com reconstrução, habitação temporária, recuperação de infraestrutura e apoio econômico às regiões atingidas.

“O impacto dos desastres não se limita às perdas materiais. Eles afetam a arrecadação tributária, reduzem investimentos, interrompem cadeias produtivas e pressionam os gastos públicos justamente quando a capacidade fiscal já está sob tensão”, destaca o relatório.

O custo da falta de seguro

A Moody’s define a lacuna de proteção como a parcela dos prejuízos econômicos que permanece sem cobertura securitária. Quanto maior essa diferença, maior tende a ser o impacto sobre as finanças públicas.

O estudo lembra que mesmo economias avançadas enfrentam esse desafio. Nos Estados Unidos, pesquisas anteriores da agência identificaram perdas não seguradas relacionadas a enchentes entre US$ 375 bilhões e US$ 1 trilhão em diferentes cenários extremos.

Na Alemanha, as enchentes de 2021 ilustram o problema. Com apenas cerca de 47% dos imóveis segurados na Renânia do Norte-Vestfália e 37% na Renânia-Palatinado, grande parte dos custos acabou recaindo sobre o setor público. Como resposta, foi criado um fundo de reconstrução de € 30 bilhões financiado conjuntamente pelo governo federal e pelos estados alemães.

Já no Paquistão, as inundações de 2022 provocaram perdas equivalentes a aproximadamente 10% do PIB nacional, enfraquecendo o crescimento econômico, elevando a inflação e ampliando significativamente o déficit fiscal. A Moody’s destaca que fragilidades institucionais agravaram ainda mais os efeitos sobre a solvência do país.

Reino Unido mostra avanços, mas enfrenta desafios

O relatório usa o Reino Unido como exemplo de um sistema relativamente bem protegido. Atualmente, a lacuna de proteção contra enchentes no país gira em torno de apenas 10% das perdas econômicas relacionadas a inundações, percentual considerado baixo em comparação com outros mercados.

Grande parte desse resultado é atribuída ao Flood Re, mecanismo criado em parceria entre governo e mercado segurador para garantir acesso ao seguro residencial em áreas de alto risco de inundação. O programa funciona como um sistema de resseguro que permite às seguradoras oferecer cobertura a preços acessíveis para proprietários expostos a enchentes.

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Apesar do sucesso da iniciativa, a Moody’s alerta que sua sustentabilidade está sob pressão. O aumento da frequência e da severidade das enchentes vem elevando os custos do programa, ao mesmo tempo em que a exposição ao risco climático continua crescendo.

Segundo estimativas do Comitê de Mudanças Climáticas do Reino Unido, cerca de 7 milhões de propriedades estavam expostas ao risco de inundação em 2025. Esse número pode crescer 40% até 2050, mesmo em cenários alinhados às metas do Acordo de Paris.

A Moody’s calcula que, sob um cenário climático intermediário para 2050, as perdas anuais não seguradas decorrentes de enchentes poderão aumentar cerca de 30% em comparação com os níveis atuais.

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Seguros entram no centro da adaptação climática

A conclusão da Moody’s reforça uma tendência observada globalmente: o seguro está deixando de ser apenas um mecanismo de indenização para se tornar peça central das estratégias de adaptação climática.

A discussão ganha relevância justamente nesta semana, quando a CNseg lidera uma missão de executivos brasileiros em Londres para participar da London Climate Action Week, um dos principais fóruns globais sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

A iniciativa faz parte de uma estratégia iniciada em 2023, com a participação da entidade na COP28, e que ganhou força à medida que seguradoras e resseguradoras passaram a integrar de forma mais ativa os debates internacionais sobre financiamento da adaptação, resiliência climática e proteção de populações vulneráveis.

As perdas relacionadas a tragédias climáticas são estimadas em R$ 500 bilhões na última década no Brasil, mas a cobertura de seguros desse montante é muito pequena, segundo a CNseg. Ao mesmo tempo, estudos mostram que as mudanças climáticas podem representar um custo de até R$ 17 trilhões no PIB brasileiro até 2050 caso nada seja feito para minimizar o impacto das mudanças climáticas no país. Apenas as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 responderam por R$ 100 bilhões nesta década, dos quais somente R$ 6 bilhões tinham a proteção de empresas seguradas.

O tema deverá ganhar ainda mais destaque na COP31, em novembro. Para especialistas, a ampliação da cobertura securitária e o desenvolvimento de mecanismos de transferência de riscos serão fundamentais para reduzir a pressão sobre os cofres públicos e fortalecer a capacidade de resposta das economias diante de um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes.

Para a Moody’s, a mensagem é clara: sem instrumentos adequados de proteção financeira, os impactos das mudanças climáticas tendem a migrar dos balanços de seguradoras e empresas para os balanços dos governos, ampliando riscos fiscais e comprometendo a capacidade de investimento das próximas décadas.

Seguro ganha protagonismo no mercado global de carbono enquanto STF redefine papel do setor no Brasil

O crescimento dos mercados de carbono ao redor do mundo está abrindo uma nova fronteira para o setor segurador. Mais do que proteger projetos ambientais, o seguro passa a ocupar uma posição estratégica na credibilidade dos créditos de carbono e na atração de investimentos para iniciativas voltadas à transição para uma economia de baixo carbono.

A avaliação foi apresentada por Sima Adhya, executiva da Oka, empresa especializada em seguros para projetos climáticos e de carbono e integrante do mercado de Lloyd’s, durante encontro com representantes brasileiros realizado na sede da Guy Carpenter, em Londres, dentro da programação da London Climate Action Week.

Segundo a executiva, a expansão dos mercados regulados de carbono e o aumento da demanda por créditos certificados criam oportunidades relevantes para o setor segurador, especialmente em países com grande potencial ambiental, como o Brasil. “Nossa missão é reduzir os riscos dos projetos climáticos para permitir que o capital flua e acelerar a transição para uma economia de emissões líquidas zero”, afirmou.

Os créditos de carbono representam uma tonelada de dióxido de carbono equivalente que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera por meio de projetos ambientais ou tecnológicos. Esses créditos podem ser comercializados por empresas e governos que buscam compensar suas emissões. Com o crescimento desse mercado, surgem também desafios relacionados à qualidade, rastreabilidade e integridade dos ativos ambientais negociados.

Nesse contexto, o seguro passa a desempenhar uma função adicional. “O seguro funciona como um selo adicional de credibilidade. Se um projeto passou pelo processo de subscrição e uma seguradora está disposta a assumir aquele risco, isso aumenta a confiança de investidores e compradores”, explicou Adhya.

Para a executiva, poucos países possuem condições tão favoráveis quanto o Brasil para se beneficiar da expansão do mercado global de carbono. A combinação entre florestas tropicais, biodiversidade, projetos de conservação e iniciativas de reflorestamento coloca o país em posição privilegiada para geração de créditos de carbono. Hoje, grande parte dos créditos brasileiros está associada à conservação florestal, especialmente na Amazônia.

A regulamentação do mercado brasileiro de carbono, aprovada em dezembro de 2024 com a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), também é vista como um elemento capaz de acelerar o desenvolvimento do segmento.

“Existe um enorme potencial para que o Brasil amplie a geração de créditos de carbono nas próximas décadas. Com isso, cresce também a necessidade de mecanismos que tragam segurança e confiança para investidores e compradores”, destacou.

A Oka desenvolveu produtos voltados para diferentes etapas do ciclo de vida dos créditos de carbono. As coberturas incluem riscos de não emissão ou não entrega dos créditos prometidos, inadimplência de financiamentos concedidos a projetos ambientais, invalidação dos créditos após sua emissão e riscos de dupla contagem, quando um mesmo crédito é utilizado simultaneamente por mais de uma parte.

O tema ganhou ainda mais relevância com a implementação do Corsia, mecanismo internacional criado pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) para compensação das emissões do setor aéreo. Em determinadas operações, os créditos utilizados precisam estar segurados para garantir que não haja dupla contabilização dos benefícios ambientais.

“A integridade é um dos maiores desafios dos mercados de carbono. O seguro tem um papel importante para fortalecer a confiança e apoiar a padronização necessária para o crescimento desse mercado”, afirmou a executiva. Nos últimos meses, a Oka ampliou sua carteira de operações relacionadas ao Corsia, impulsionada pela expectativa de crescimento da demanda por créditos de carbono por parte das companhias aéreas nos próximos anos.

STF delimita participação obrigatória do setor

Enquanto em Londres o debate se concentra no papel do seguro como instrumento para fortalecer o mercado de carbono, no Brasil uma discussão relevante envolvendo o setor e a agenda climática foi recentemente encerrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Em decisão unânime, o STF declarou inconstitucional a obrigatoriedade de seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, sociedades de capitalização e resseguradores locais destinarem anualmente pelo menos 0,5% de suas reservas técnicas à aquisição de créditos de carbono, conforme previa o artigo 56 da Lei nº 15.042/2024, que instituiu o SBCE.

A ação foi proposta pela CNseg por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.795. Para a Corte, a medida transferia ao setor segurador o custo de uma política pública ambiental sem que existisse relação direta entre sua atividade econômica e as emissões que a política buscava mitigar.

O relator, ministro Flávio Dino, também destacou a ausência de período de adaptação e regras de transição, apontando impacto sobre a segurança jurídica, uma vez que a obrigação entraria em vigor imediatamente.

A decisão não representa uma rejeição aos mecanismos de descarbonização. Poucos dias antes, o próprio STF havia mantido a constitucionalidade das metas compulsórias de descarbonização e da aquisição de Créditos de Descarbonização (CBIOs) por distribuidores de combustíveis fósseis no âmbito do RenovaBio.

A diferença, segundo o entendimento da Corte, está na relação direta entre a atividade econômica regulada e o impacto ambiental que se pretende reduzir. Os dois julgamentos acabam estabelecendo um parâmetro importante para futuras políticas climáticas no país. O entendimento predominante é que instrumentos econômicos voltados à transição climática precisam observar critérios de causalidade, direcionando obrigações principalmente aos setores diretamente associados às emissões.

Nesse cenário, o seguro permanece como um dos protagonistas da agenda climática global. Não como financiador compulsório da transição, mas como um mecanismo capaz de reduzir riscos, ampliar a confiança dos investidores e viabilizar o crescimento de mercados ambientais que serão cada vez mais relevantes para a economia mundial.

FenaSaúde divulga dados comparativos de rentabilidade do setor

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enaA Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) realizou mais uma edição de sua transmissão dedicada à análise de indicadores do setor. Durante o encontro, foram divulgados dados que apontam uma recuperação gradual do mercado de planos de saúde, ao mesmo tempo em que evidenciam desafios relacionados ao equilíbrio econômico-financeiro da saúde suplementar. A transmissão foi conduzida por Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde; Rafael Scherre, diretor de regulação econômica da entidade; e João Marchi, coordenador de informação em saúde suplementar da FenaSaúde.
 

As projeções da entidade indicam que 2026 deverá encerrar com um total entre 53,5 milhões e 54,1 milhões de beneficiários. Os dados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), no entanto, mostraram desaceleração no ritmo de crescimento observado nos períodos anteriores. No segmento médico-hospitalar, a variação foi de -0,06% em relação ao fechamento de 2025, enquanto os planos exclusivamente odontológicos registraram alta de 0,81%.
 

“Existe uma correlação histórica entre o PIB, a taxa de desemprego e o número de beneficiários da saúde suplementar. Mesmo com o desemprego em níveis historicamente baixos, o cenário de juros elevados e o aumento dos custos exercem pressão sobre a capacidade de expansão do setor”, disse Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde.

Cobertura estabilizada e peso do resultado financeiro
 

A série histórica analisada pela entidade mostra que a taxa de cobertura dos planos médico-hospitalares permanece próxima de 25% da população brasileira há mais de uma década. Já os planos odontológicos mantêm trajetória de crescimento, passando de cerca de 10% de cobertura em 2014 para 17% no início de 2026.

Dados referentes ao período entre 2018 e 2025 indicaram que o resultado financeiro, proveniente dos investimentos e aplicações das reservas técnico-regulatórias, respondeu por 53% do resultado total das operadoras antes dos impostos. No mesmo período, o resultado operacional representou 23% do total.


Rentabilidade abaixo de outros segmentos
 

Para aprofundar o diagnóstico sobre a situação econômica do setor, a FenaSaúde encomendou um estudo à consultoria LCA, que comparou o desempenho da saúde suplementar com outros segmentos da economia no Brasil e no exterior.

Entre os principais resultados estão:

• Margem líquida reduzida: entre 2010 e 2025, a margem líquida média das operadoras foi de 3,5%. Excluindo o resultado financeiro, a margem operacional média ficou em 0,6%.


• Retorno inferior ao custo de capital: segundo o estudo, o retorno obtido pelas operadoras sobre os recursos investidos foi insuficiente para cobrir o custo de captação e manutenção desse capital ao longo do período analisado, especialmente após a pandemia.


• Desempenho inferior a outros segmentos: a margem líquida média das operadoras foi inferior à observada em outros elos da cadeia da saúde. Enquanto o setor de planos de saúde registrou margem de 3,5% entre 2010 e 2025, a indústria farmacêutica apresentou margem média de 19,6% no mesmo período.


Os indicadores também mostram que as despesas assistenciais seguem crescendo em ritmo superior ao das receitas e da inflação. Em 2025, de cada mensalidade paga pelos beneficiários, cerca de R$ 15 permaneceram, em média, com as operadoras após o pagamento das despesas assistenciais.


Sustentabilidade do setor e ajustes regulatórios

No segmento de planos individuais, a equipe técnica da FenaSaúde reforçou, durante a transmissão, que há um descompasso entre a evolução dos custos assistenciais e os mecanismos de reajuste atualmente vigentes. Essa diferença representa um dos desafios para a sustentabilidade econômico-financeira da saúde suplementar.


Outro tema abordado durante a transmissão foi o impacto do envelhecimento populacional sobre o setor. Atualmente, a proporção de beneficiários na última faixa etária em relação à primeira é de 72%. As projeções apresentadas durante a transmissão indicam que essa relação poderá alcançar 109% na próxima década, em um ritmo de envelhecimento superior ao observado nos últimos 25 anos.


“Esse cenário reforça a necessidade de atualização das regras que regem o mercado, de forma a acompanhar as transformações demográficas, epidemiológicas e econômicas do país”, afirmou Rafael Scherre, diretor de regulação econômica da FenaSaúde. 


Durante a transmissão, a equipe técnica também defendeu a ampliação do debate sobre mecanismos de compartilhamento de custos, como coparticipação e franquias. De acordo com Bruno Sobral, diretor-executivo da FenaSaúde, esses instrumentos podem ampliar as alternativas de acesso aos planos de saúde e contribuir para o equilíbrio e a sustentabilidade do sistema no longo prazo.


“Os números mostram que a saúde suplementar segue atendendo mais de 50 milhões de brasileiros, mas enfrenta desafios estruturais que exigem aperfeiçoamentos regulatórios e instrumentos capazes de garantir sua sustentabilidade no longo prazo. O envelhecimento populacional, a evolução dos custos assistenciais e a necessidade de ampliar o acesso exigem um debate baseado em evidências e na busca de soluções que preservem o equilíbrio do sistema de saúde no país”, concluiu Sobral.