Estudo da MetLife revela “lacuna de confiança” de 72% na capacidade de se recuperar de contratempos da vida

Em um cenário marcado por pressão econômica, instabilidade e mudanças constantes, um novo estudo global da MetLife aponta um paradoxo importante em torno da educação financeira: enquanto a maioria das pessoas se considera resiliente, poucas se sentem preparadas para lidar com retrocessos quando eles ocorrem. Segundo a pesquisa, a confiança das pessoas cai 72% quando elas enfrentam contratempos reais, como uma crise financeira ou um problema emocional. O relatórioConfident Pathways, realizado nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e México ouviu 4 mil pessoas entre abril e maio deste ano para entender como a confiança é construída e mantida ao longo da vida. 

Embora características como persistência, adaptabilidade e otimismo sejam amplamente reconhecidas, os dados revelaram que 57% das pessoas se descrevem como persistentes e 52% dizem conseguir lidar com mudanças. Quando o tema é a capacidade de recuperação financeira, esse número cai para cerca de 20%, evidenciando um descompasso entre percepção e preparo, dado que também aparece nos hábitos cotidianos. Os dados indicam que disciplina e organização, embora importantes, não são suficientes para gerar sensação de segurança diante de situações adversas. 

Em um momento em que o futebol reúne pessoas e comunidades ao redor do mundo, o estudo também evidencia como experiências na infância — como esporte, educação e mentoria — podem fortalecer a resiliência e a confiança desde cedo. Os resultados destacam o papel das oportunidades, do preparo e do apoio na construção da confiança, fatores que ajudam as pessoas a lidar com incertezas, se recuperar de adversidades e perseguir seus objetivos. 

Principais insights do relatório, publicado nessa semana 

  • A confiança cai 72% quando adultos avaliam sua capacidade de se recuperar de contratempos. Os entrevistados tendem muito mais a se descrever como resilientes do que a se sentirem confiantes em sua capacidade de se recuperar de desafios financeiros, emocionais ou pessoais. 
  • Experiências na infância ajudam a construir confiança e resiliência. Mais da metade dos adultos que praticaram esportes na infância afirmam que essas experiências ajudaram a desenvolver confiança (56%) e perseverança (52%). Pais acreditam amplamente que esportes, aulas de reforço e programas de mentoria fortalecem resiliência e confiança das crianças — com esportes coletivos em primeiro lugar (65%), esportes individuais (55%) e programas de tutoria e mentoria (51%). 
  • O preparo é essencial para a confiança. Adultos que adotam medidas proativas — como fazer orçamento, poupar ou manter seguro de vida — têm 20 vezes mais chances de acreditar que conseguem se recuperar de contratempos. 
  • A conexão social continua sendo um desafio. Menos da metade dos adultos se sente apoiada por amigos (41%) ou pertencente à comunidade (31%), indicando fragilidade nos sistemas de apoio. Embora 57% das pessoas se descrevam como persistentes, 52% afirmem conseguir lidar com mudanças e 51% se mantenham otimistas em relação ao futuro, essa percepção não se traduz em segurança diante de situações reais. Apenas 30% avaliam sua própria resiliência como alta e esse número cai para 20% quando o tema é a capacidade de recuperação financeira. 

Paralelo com a realidade no Brasil 

Os achados do estudo dialogam com a realidade brasileira, onde percepção e preparo também não caminham no mesmo ritmo. A 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e publicado em 2025, indicou justamente que a maioria dos brasileiros (55%) admite entender pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira. Na mesma pesquisa, o impacto do endividamento na saúde mental das pessoas também foi trazido como ponto importante, para além da questão financeira. Para os brasileiros que possuem endividamento, mais de 77% afirmam que isso afeta sua saúde emocional ou qualidade de vida.  

Para a MetLife, os resultados do Confident Pathways reforçam que a confiança não está apenas na forma como as pessoas se percebem, mas sobretudo em sua capacidade real de enfrentar momentos de instabilidade. Segundo Michael Roberts, Chief Marketing and Communications Officer da MetLife, “Esse estudo reforça algo em que sempre acreditamos: a confiança é construída por meio de acesso a oportunidades, preparo e redes de apoio. Seja ajudando crianças com esporte e educação, apoiando famílias na preparação financeira ou ampliando o acesso à proteção, nosso foco é ajudar as pessoas a avançarem com confiança em todas as etapas da vida”. O destaque para esporte, educação e mentoria sustenta o apoio da MetLife e da MetLife Foundation ao Fundo de Educação FIFA Global Citizen. O fundo tem meta de arrecadar US$ 100 milhões até a final da Copa do Mundo da FIFA e já financia programas locais que ajudam jovens a desenvolver resiliência, confiança e habilidades para prosperar. 

O estudo ouviu 4.000 adultos, sendo 1 mil por país, nos Estados Unidos, Reino Unido, México e Japão, entre 14 de abril e 4 maio de 2026, com o objetivo de entender como a confiança é construída, mantida e recuperada ao longo da vida. A amostra foi representativa por idade, gênero e, nos EUA, também por região e etnia. 

Cade recomenda condenação da B3 sobre supostas práticas anticoncorrenciais em registro de seguros

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) emitiu na quarta-feira, 24, Nota Técnica (NT) recomendando ao Tribunal Administrativo de Defesa Econômica do Cade a condenação da B3 (B3SA3) por supostas práticas anticoncorrenciais em processo relacionado aos mercados de registro e depósito de ativos financeiros e valores mobiliários e ao mercado de registro de seguros e operações supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A manifestação da SG/Cade não possui efeitos imediatos e será submetida ao Tribunal do Cade, órgão responsável pelo julgamento e pela decisão final da matéria.

A NT recomenda a aplicação de multa de cerca de R$ 100 milhões e algumas medidas restritivas, como vedação de práticas de bundling exclusionário, vedação de cláusulas de exclusividade e mecanismos de retaliação, atuação de forma colaborativa, não discriminatória e tempestiva nas negociações e implementações de interoperabilidade envolvendo sistemas de registro e depósito, além de manter política comercial formalizada contendo critérios objetivos para concessão de descontos, incentivos e condições comerciais diferenciadas.

Em um comunicado divulgado na noite de quarta-feira a B3 ressaltou que ao longo de todo o processo, apresentou informações, estudos, documentos e esclarecimentos técnicos que demonstram a “conformidade de sua atuação com a legislação concorrencial e com os marcos regulatórios aplicáveis aos mercados em que opera, sempre observando requisitos relacionados à segurança, integridade e estabilidade da infraestrutura do mercado financeiro e de capitais”.

A companhia entende que a NT não reflete adequadamente o conjunto de evidências e argumentos técnicos apresentados.

“De fato, a B3 demonstrou que divulga, nos termos da regulamentação aplicável, suas políticas tarifárias, as quais foram estruturadas seguindo racionalidade econômica e levam em consideração eficiências operacionais e repasse das economias de escala”, afirmou a B3, destacando que demonstrou, ainda, que já participa de diversas interoperabilidades entre registradoras e depositárias centrais, sempre atuando de forma colaborativa e para o melhor desenvolvimento do mercado.

“As discussões são pautadas por requisitos legítimos de segurança, gestão de riscos e integridade operacional. Trata-se do funcionamento de infraestruturas críticas de mercado, matéria que exige elevado rigor técnico e observância regulatória, para garantir a proteção dos participantes e estabilidade dos mercados”, afirmou a companhia.

A B3 ressaltou ainda que permanece confiante de que a análise integral dos fatos, evidências e elementos técnicos produzidos ao longo do processo permitirá o adequado entendimento de sua atuação, e observará os ritos e prazos aplicáveis no âmbito do Tribunal do Cade.

Enchentes avançam mais rápido que a capacidade de adaptação de empresas, revela estudo

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Embora tenha como foco o Reino Unido, o State of Flood Resilience Report 2026 traz conclusões que refletem um desafio global: os eventos climáticos extremos estão evoluindo mais rapidamente do que a capacidade de adaptação de governos, empresas e da sociedade. O tema ganhou destaque durante a Semana de Ação Climática de Londres, que reuniu representantes do setor de seguros, especialistas e formuladores de políticas públicas em uma série de debates sobre resiliência climática e preparação para a COP31, que será realizada em Antalya, na Turquia, em novembro de 2026.

Durante o seminário “Diálogo sobre seguro, clima e meio ambiente”, promovido pela CNseg, a confederação das seguradoras, e pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), o presidente da entidade, Dyogo Oliveira, destacou que as mudanças climáticas deixaram de ser uma preocupação futura para se tornarem uma realidade cotidiana. Ao comentar a onda de calor que levou os termômetros de Londres a ultrapassarem os 35°C, Oliveira fez uma comparação com o clima brasileiro. “O calor lá fora mostra que algo está acontecendo. E, como tudo tem um lado bom, o mundo está se transformando em um grande Brasil: quente e úmido”, brincou, lembrando que Belém sediou a COP30 e que agora o setor segurador concentra esforços na preparação para a COP31. Segundo ele, a CNseg pretende repetir, durante a conferência deste ano, a experiência da Casa do Seguro, iniciativa voltada ao diálogo entre seguradoras, reguladores e especialistas em adaptação climática.

As enchentes estão deixando de ser um risco localizado para se tornarem uma ameaça estrutural aos negócios. É o que revela a edição 2026 do State of Flood Resilience Report, elaborado pela empresa britânica Previsico com apoio de entidades do mercado segurador e de gestão de riscos. O estudo conclui que, embora a percepção sobre o risco das inundações tenha aumentado significativamente, a preparação das empresas continua muito aquém da velocidade com que os eventos extremos se intensificam.

Segundo o levantamento, os prejuízos provocados por eventos climáticos no Reino Unido chegaram a £ 1,2 bilhão em indenizações em 2025, alta de 14% em relação ao ano anterior. As projeções indicam que as perdas anuais causadas por enchentes podem ser multiplicadas por cinco até 2050 caso não haja investimentos em adaptação e prevenção.

O relatório destaca que 6,3 milhões de residências e empresas britânicas já estão expostas a algum nível de risco de inundação. Entre os imóveis comerciais, cerca de 27% estão localizados em áreas suscetíveis a enchentes. O maior risco, porém, já não está associado apenas a rios e áreas costeiras, mas às chamadas inundações por águas pluviais (surface water flooding), provocadas por chuvas intensas que sobrecarregam os sistemas urbanos de drenagem. Atualmente, o número de propriedades classificadas como de alto risco para esse tipo de evento é 75,5% superior ao das áreas sujeitas às cheias de rios e do mar.

A pesquisa ouviu mais de 70 executivos de seguradoras, empresas, órgãos públicos e especialistas em gestão de riscos. Quase metade (47,7%) afirmou que sua organização já sofreu impactos diretos de enchentes, percentual superior ao registrado em 2025. Ainda assim, a capacidade de resposta permanece limitada. Menos de uma em cada dez empresas declarou possuir um plano completo de ação para enfrentar inundações, enquanto 81% dos entrevistados disseram sentir-se frequentemente sobrecarregados diante desse tipo de ameaça.

Outro dado chama atenção: 72% dos respondentes acreditam que suas organizações serão afetadas por enchentes no futuro, evidenciando que o risco climático já é amplamente reconhecido. Apesar disso, essa percepção ainda não se traduz em investimentos efetivos em prevenção. Mais de 20% afirmaram que a incerteza sobre a evolução futura do risco dificulta justificar internamente recursos para projetos de resiliência.

O estudo também mostra uma queda na confiança dos gestores para enfrentar eventos extremos. Apenas 16% afirmam estar muito confiantes em sua capacidade de resposta, contra 28% na edição anterior da pesquisa. A maior parte dos participantes diz sentir-se apenas “parcialmente preparada”, enquanto um terço admite ter baixa confiança ou nenhuma preparação para responder a uma inundação.

Na avaliação dos autores, existe hoje uma lacuna entre conscientização e ação. Embora o tema tenha ganhado espaço nas agendas corporativas, muitas organizações ainda carecem de dados, ferramentas, treinamento e planejamento operacional para transformar conhecimento em capacidade efetiva de resposta. O relatório defende maior integração entre empresas, governos e seguradoras para ampliar o uso de tecnologias de monitoramento, sistemas de alerta antecipado e medidas de mitigação.

O mercado de seguros aparece como um dos protagonistas desse processo. O levantamento alerta que o crescimento das perdas decorrentes das enchentes pressiona a sustentabilidade da cobertura securitária. Em algumas regiões de maior exposição, seguradoras já reduzem capacidade ou elevam prêmios. Para os autores, o setor deverá ampliar seu papel não apenas como pagador de indenizações, mas como agente de prevenção, auxiliando clientes na identificação de riscos, na adoção de medidas de proteção e na redução das perdas futuras.

O estudo ressalta ainda que a adaptação às mudanças climáticas passa a ser uma prioridade econômica, e não apenas ambiental. À medida que eventos extremos se tornam mais frequentes, a resiliência contra enchentes tende a influenciar decisões de investimento, planejamento urbano, continuidade operacional e gestão de riscos corporativos, temas que também ganharão protagonismo nas discussões internacionais sobre adaptação climática rumo à COP31.

Bradesco Auto/RE destaca papel dos corretores em evento do Clube dos Seguradores da Bahia

O CEO da Bradesco Auto/RE, Rodrigo Bacellar, participou do jantar comemorativo pelos 67 anos do Clube dos Seguradores da Bahia, realizado na última semana, em Salvador. O encontro reuniu cerca de 150 corretores, executivos, lideranças do setor e representantes da imprensa especializada.

Durante a apresentação, Bacellar abordou os principais desafios e tendências do mercado de seguros, destacando temas como inteligência artificial, desenvolvimento de produtos, fortalecimento dos canais de distribuição e ampliação da cultura do seguro. Segundo o executivo, a Bahia e a região Nordeste fazem parte da estratégia de crescimento da companhia em razão da diversificação de suas atividades econômicas.

“O corretor continua exercendo um papel relevante na orientação dos clientes e na oferta de soluções adequadas às diferentes necessidades de proteção”, afirmou.

Bacellar também comentou as transformações que vêm impactando o setor, entre elas a digitalização, as mudanças no comportamento dos consumidores, os efeitos das mudanças climáticas e a demanda crescente por produtos mais personalizados. Na avaliação do executivo, esse cenário amplia a necessidade de atuação consultiva por parte dos corretores.

“Estamos investindo em tecnologia, produtos e relacionamento para apoiar os corretores e acompanhar a evolução das demandas do mercado”, disse.

O presidente do Clube dos Seguradores da Bahia, Fausto Dorea, destacou que os 67 anos da entidade refletem sua atuação como espaço de integração entre os diversos segmentos do mercado segurador. Segundo ele, a instituição mantém o objetivo de promover o relacionamento e o debate sobre os principais temas que impactam o desenvolvimento do setor.

Porto Seguro reduz em 29% os contatos relacionados a processos de sinistro 

 

A série de evoluções empregadas na jornada de sinistro da Porto Seguro já apresenta resultados significativos, com a redução de 29% no volume de contatos relacionados ao processo de sinistro. As novidades abrangem desde a abertura do sinistro até o acompanhamento do reparo do veículo, integrando novos recursos digitais que ampliam a autonomia dos clientes e oferecem mais visibilidade para os corretores ao longo de todo o processo, afirma a companhia em nota.
 

Um dos principais ganhos é a reformulação da abertura de sinistros nos canais digitais da Porto Seguro. O processo foi unificado e reduzido para apenas quatro etapas, proporcionando uma experiência mais fluida e intuitiva para os segurados. Independentemente do tipo de ocorrência — como colisão, roubo ou furto, enchente, alagamento, incêndio, granizo ou acidentes com vítimas —, o cliente encontra uma experiência padronizada, tornando o registro do sinistro mais rápido e acessível.
 

Após a abertura do sinistro, o segurado passa a contar com uma experiência digital ainda mais completa para a escolha da oficina responsável pelo reparo do veículo. As recomendações são realizadas com base em dois critérios principais:

  • Qualidade: priorização das oficinas melhores avaliadas pelos próprios segurados e corretores da Porto;
  • Conveniência: exibição das opções mais próximas da localização desejada pelo cliente, seja sua residência, local de trabalho ou endereço de preferência.

As melhorias fazem parte do conceito “Sinistro na palma da mão: transparência e autonomia do aviso ao conserto”, que reúne as iniciativas da Porto voltadas à digitalização da experiência de sinistro.
 

Como parte dessa evolução, a companhia ampliou os recursos de acompanhamento disponíveis no App Porto e no WhatsApp. Por meio dessas plataformas, os clientes podem acompanhar o andamento do reparo em tempo real, consultar informações sobre o veículo e acessar as principais atualizações relacionadas ao sinistro de forma prática e centralizada.
 

As novidades também trazem benefícios para os corretores, que passam a contar com mais informações para apoiar seus clientes. Entre eles está o “Lembrete de Agendamento”, funcionalidade que permite visualizar diretamente na tela de acompanhamento a data escolhida para a entrada do veículo na oficina parceira, reduzindo desencontros de informação e facilitando o suporte ao segurado.
 

Outra evolução é o “Checklist Digital”, que possibilita o acesso ao registro das condições do veículo na entrada e na saída da oficina, oferecendo mais segurança e rastreabilidade durante todo o processo de reparação.
 

A companhia também ampliou as funcionalidades de autoatendimento via WhatsApp para casos envolvendo acidentes pessoais e danos corporais. A solução permite que segurados e terceiros envolvidos enviem informações e documentos de forma digital, tornando o processo mais simples e ágil em um momento que costuma exigir atenção e suporte.
 

A plataforma ainda permite consultar documentos pendentes, acompanhar o status dos envios e visualizar o prazo estimado para análise, trazendo mais previsibilidade para todos os envolvidos.
 

“Os resultados dos últimos meses demonstram como a combinação entre tecnologia, simplicidade e transparência pode transformar a experiência do segurado em um momento tão importante quanto o sinistro. Nosso objetivo é oferecer cada vez mais autonomia aos clientes e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de acompanhamento dos corretores ao longo de toda a jornada”, afirma Rodrigo Herzog, Diretor de Sinistro Auto da Porto Seguro.
 

“Para os corretores, o benefício é direto: mais visibilidade sobre a jornada do cliente, mais agilidade no acompanhamento e menos necessidade de contatos operacionais para atualização de informações”, completa o executivo.
 

Calor extremo passa a desafiar a resiliência da Suíça, aponta Swiss Re Institute

A Suíça, reconhecida mundialmente por sua elevada capacidade de prevenção e resposta a desastres naturais, enfrenta um novo desafio imposto pelas mudanças climáticas: o calor extremo. Estudo divulgado pelo Swiss Re Institute mostra que o aumento das temperaturas está colocando à prova a resiliência do país ao ampliar riscos para a saúde pública, agricultura, abastecimento de água, geração de energia, infraestrutura crítica e até intensificar a ocorrência de outros eventos naturais, como enchentes.

Segundo o levantamento, a Suíça está aquecendo mais de duas vezes mais rápido que a média global, de acordo com a Academia Suíça de Ciências. Nesse cenário, o calor deixa de ser apenas um evento climático isolado para atuar como um “multiplicador de riscos”, agravando impactos econômicos e sociais já conhecidos.

Como resposta, a Swiss Re anunciou a criação da iniciativa Resilient Switzerland, voltada ao fortalecimento da cultura de prevenção, compartilhamento de riscos e desenvolvimento de medidas de adaptação. O projeto será oficialmente lançado durante o primeiro Schweizer Resilienz-Tag, encontro que reunirá autoridades, empresas, cientistas e representantes do setor de seguros no dia 26 de junho para discutir soluções práticas de adaptação ao calor extremo.

“A Suíça está bem preparada para enchentes e tempestades. Mas o calor representa um tipo diferente de risco: é menos visível, mais difícil de segurar e capaz de ampliar riscos que o país já administra bem. No caso do calor, resiliência significa mais áreas de sombra nas cidades, ambientes climatizados em instituições de saúde, horários mais seguros para o trabalho ao ar livre e mecanismos de compartilhamento de riscos quando as perdas não podem ser evitadas”, afirmou Gianfranco Lot, Chief Underwriting Officer P&C Re da Swiss Re.

Os dados mostram uma mudança significativa no comportamento climático do país. Atualmente, a Suíça registra entre 10 e 15 dias por ano com temperaturas iguais ou superiores a 30°C, mais que o dobro dos cerca de cinco dias registrados em 1990. Nas áreas urbanas, o efeito é ainda mais intenso: as cidades chegam a registrar temperaturas até 6°C superiores às regiões rurais próximas devido ao fenômeno das ilhas de calor.

As chamadas “noites tropicais”, quando a temperatura permanece acima de 20°C, também se tornaram mais frequentes, dificultando o resfriamento das edificações e aumentando os riscos para a população, especialmente idosos e pessoas com doenças preexistentes.

Embora seus efeitos sejam menos visíveis do que enchentes ou deslizamentos, o impacto do calor extremo sobre a saúde pode ser severo. O Swiss Re Institute lembra que a onda de calor que atingiu a Europa em 2003 elevou em cerca de 1,5% a mortalidade na Suíça naquele ano, pressionando significativamente o sistema de saúde.

O estudo também destaca que o calor modifica o comportamento de outros riscos naturais. As enchentes continuam sendo o principal evento catastrófico segurado no país, respondendo por aproximadamente 60% das perdas anuais seguradas relacionadas a desastres naturais. No entanto, períodos prolongados de seca tornam o solo menos capaz de absorver grandes volumes de chuva, aumentando o potencial para inundações repentinas.

Além disso, a estiagem deixa as lavouras mais vulneráveis a tempestades de granizo, enquanto o aumento das temperaturas e o degelo do permafrost comprometem a estabilidade das encostas alpinas. Um exemplo citado pelo instituto é a avalanche de rochas e gelo ocorrida em Blatten, em maio de 2025, que provocou perdas seguradas de aproximadamente 320 milhões de francos suíços e ilustra como mudanças climáticas graduais já influenciam eventos de grandes perdas.

Para o Swiss Re Institute, a adaptação ao calor dependerá principalmente de ações locais. Apesar de o país já contar com sistemas de alerta, indicadores de calor urbano e medidas voltadas à proteção de grupos vulneráveis, grande parte das residências, escolas, hospitais e ambientes de trabalho foi projetada para um clima historicamente mais frio.

Entre as medidas apontadas estão o aumento das áreas verdes, ampliação de espaços sombreados, criação de superfícies permeáveis, melhor planejamento urbano e integração entre municípios, serviços de saúde, operadores de infraestrutura, órgãos públicos e setor privado.

Segundo a Swiss Re, fortalecer a compreensão dos riscos e ampliar a cooperação entre diferentes setores será essencial para que a Suíça mantenha sua elevada capacidade de adaptação diante de um cenário climático cada vez mais desafiador.

Escassez de profissionais híbridos desafia transformação digital das seguradoras

A transformação digital das seguradoras está criando um novo desafio para o mercado brasileiro: a falta de profissionais capazes de combinar conhecimento técnico de seguros com competências em dados, inteligência artificial e desenvolvimento de produtos digitais. O cenário, que já preocupa executivos de recursos humanos e lideranças do setor, pode se tornar um dos principais obstáculos para que a indústria alcance a meta de ampliar sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) até 2030, conforme previsto pela CNseg, a confederação das seguradoras.

Segundo Luciane Pires, Head of Financial Services & Insurance, o mercado enfrenta atualmente dois gargalos simultâneos. O primeiro envolve profissões tradicionalmente escassas, como atuários e subscritores de riscos. O segundo está relacionado ao avanço da digitalização, que elevou a demanda por profissionais capazes de transitar entre o universo técnico do seguro e o ambiente de inovação.

“Historicamente, o mercado formou subscritores muito técnicos e focados no back office. Hoje, as seguradoras precisam de profissionais que mantenham o rigor técnico, mas que também tenham habilidade comercial para negociar diretamente com corretores e clientes corporativos e customizar riscos complexos em tempo real”, afirma.

A executiva destaca ainda a crescente procura por especialistas em desenvolvimento de produtos capazes de atuar no segmento de embedded insurance, modalidade em que o seguro é incorporado à jornada de compra de produtos e serviços digitais. “Encontrar alguém que domine a complexidade técnica do seguro tradicional e, ao mesmo tempo, tenha a agilidade do ecossistema digital é um dos maiores desafios das companhias atualmente”, diz.

A escassez desses profissionais tem levado as seguradoras a buscar talentos fora do setor. Fintechs, insurtechs e empresas de tecnologia tornaram-se fontes recorrentes de recrutamento, uma vez que os programas internos de formação não conseguem acompanhar a velocidade das mudanças.

Na avaliação de Luciane, uma das estratégias mais adotadas pelas companhias tem sido a formação de equipes compostas por profissionais de perfis complementares. De um lado, especialistas experientes em subscrição, regulação e compliance. De outro, jovens profissionais oriundos do ecossistema de tecnologia, com domínio de dados e inteligência artificial. “O desafio deixa de ser técnico e passa a ser cultural. É preciso unir a agilidade de quem cresceu em uma startup com os processos consolidados de uma seguradora tradicional. Isso exige lideranças maduras para transformar diferenças em geração de valor”, afirma.

A competição por talentos também expõe uma dificuldade histórica do setor: atrair profissionais mais jovens. Segundo a executiva, muitas seguradoras ainda carregam a imagem de empresas excessivamente tradicionais, burocráticas e dependentes de sistemas legados, características que contrastam com as expectativas de profissionais das áreas de tecnologia e dados.

Entre os fatores mais relevantes para essa nova geração estão modelos flexíveis de trabalho, acesso a tecnologias modernas e oportunidades de crescimento mais aceleradas. “Os jovens buscam atuar com inteligência artificial, nuvem e plataformas digitais. Quando encontram ambientes muito dependentes de tecnologias obsoletas, a frustração é imediata”, afirma.

Outro ponto destacado é a necessidade de revisão das estruturas de carreira. Para Luciane, modelos baseados exclusivamente em tempo de empresa tendem a perder atratividade diante de formatos mais meritocráticos, comuns em startups e empresas de tecnologia.

Apesar das dificuldades, a executiva observa uma mudança importante no mercado. Seguradoras de grande porte têm ampliado a contratação de profissionais em início de carreira para projetos ligados à transformação digital e inteligência artificial, utilizando essas iniciativas como porta de entrada para atrair e desenvolver futuros líderes.

A preocupação com talentos ocorre em paralelo ao envelhecimento de parte da força de trabalho do setor. Embora exista o risco de perda de conhecimento com a aposentadoria de profissionais experientes, Luciane avalia que a principal ponte entre gerações está na camada intermediária de gestão.

“O conhecimento não é transferido diretamente da alta liderança para os profissionais em início de carreira. Essa transmissão acontece principalmente por meio da gerência média, que absorve a experiência acumulada e a adapta às novas necessidades do negócio”, explica. Para ela, o desafio das áreas de recursos humanos não é preservar modelos do passado, mas apoiar a integração entre conhecimento técnico tradicional e inovação digital.

A questão ganha relevância adicional diante da ambição de crescimento do setor segurador. Caso as empresas mantenham estratégias restritas à disputa pelos mesmos profissionais ou à contratação concentrada em fintechs e insurtechs, a falta de mão de obra especializada poderá se transformar em um gargalo estrutural.

Luciane acredita que parte da solução passa por ampliar o recrutamento para segmentos correlatos, especialmente o setor bancário. “Profissionais de bancos já possuem familiaridade com gestão de riscos, governança e ambiente regulatório, o que reduz significativamente a curva de aprendizado para atuar em seguros”, afirma.

Na avaliação da executiva, o sucesso da indústria dependerá da combinação entre formação interna acelerada e capacidade de atrair talentos de outros mercados. Caso contrário, o setor corre o risco de enfrentar uma disputa salarial crescente entre as próprias seguradoras, elevando custos e reduzindo recursos disponíveis para inovação.

“Se o mercado não oxigenar suas linhas de contratação com profissionais vindos de outros setores, teremos um leilão de salários insustentável, que pode comprometer justamente os investimentos necessários para sustentar o crescimento da indústria nos próximos anos”, conclui.

Prudential do Brasil firma parceria com o IGP

A Prudential do Brasil acaba de firmar uma parceria com o International Group Program (IGP), uma das principais redes globais de seguradoras com foco em benefícios para colaboradores de empresas multinacionais. O acordo tem como objetivo atender à crescente demanda por benefícios corporativos no Brasil e ampliar o leque de opções disponíveis aos clientes, combinando flexibilidade, nível de serviço e expertise local alinhada aos padrões globais do programa.

Segundo o Vice-Presidente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, Carlos Cortez, integrar a rede do IGP representa um importante reconhecimento da solidez da operação da companhia e da qualidade de suas soluções. “Este é mais um passo dentro da nossa estratégia de fortalecer nossa presença no segmento corporativo com soluções de seguro de vida em grupo, ampliando o valor que entregamos aos nossos clientes. Fazer parte da rede IGP demonstra a excelência do nosso atendimento e nossa capacidade de construir relações sólidas, consistentes e de longo prazo com clientes e parceiros”, afirmou.

Michael Spincemaille, Diretor Regional do IGP para as Américas, destacou que o Brasil é um dos mercados mais relevantes para benefícios corporativos na América Latina e que a parceria com a Prudential apoia a expansão da rede no país. “A Prudential reúne atributos essenciais, como forte experiência no mercado de seguros de vida, profundo conhecimento do ambiente regulatório brasileiro e compromisso com a excelência no atendimento aos clientes. Essa parceria fortalece nossa capacidade de apoiar empregadores multinacionais com benefícios que integrem necessidades locais aos mais elevados padrões globais”, comentou.

Além das coberturas tradicionais de seguro de vida em grupo, a Prudential também oferecerá serviços de assistência voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo apoio emocional, telemedicina, segunda opinião médica, além de orientação psicológica e nutricional, apoiando as empresas no cuidado com suas pessoas de forma multidimensional.

Mitsui Sumitomo Seguros anuncia Frank Moraes como Head de Property

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A Mitsui Sumitomo Seguros dá mais um passo relevante em sua trajetória de crescimento no Brasil: a companhia anuncia a chegada de Frank Moraes ao cargo de Head de Property. A contratação consolida o posicionamento estratégico da seguradora no segmento corporativo e empresarial, trazendo para o time um dos profissionais mais experientes e reconhecidos do mercado de seguros no país.

Com mais de três décadas de atuação em nomes como Allianz, RSA Group, AIG e HDI Global SE, Frank acumula uma trajetória que combina profundidade técnica em subscrição, visão estratégica de negócios e capacidade comprovada de estruturar operações de alto desempenho. Sua chegada representa um reforço significativo para uma companhia que segue ampliando sua presença e relevância no mercado brasileiro.

“Receber o Frank na nossa equipe é motivo de grande satisfação. Ele traz consigo décadas de expertise técnica e uma visão de mercado que se alinha perfeitamente à nossa estratégia de crescimento no segmento corporativo. Estamos confiantes de que, juntos, vamos elevar nosso posicionamento a um novo patamar no mercado brasileiro, sempre guiados pelo nosso propósito de proteger para transformar o mundo”, Luis Nagamine, Diretor Geral da Mitsui Sumitomo Seguros

Formado em Tecnologia Mecânica pela FATEC-SP e pós-graduado em Administração para Engenheiros e Arquitetos pela FAAP, Frank iniciou sua carreira no setor de seguros na Allianz Seguros e rapidamente se consolidou como referência técnica em Property. Passou pela RSA Group — onde atuou como Deputy Underwriting Manager, desenvolvendo produtos, estratégias e equipes de subscrição, na AIG com Head de Property e PME teve a importante missão de estruturar essas áreas, construindo um portfólio robusto e saudável. Na HDI Global SE, chegou ao cargo de Diretor Adjunto, liderando e gerenciando um dos portfólios mais robustos do segmento corporativo no Brasil. Mais recentemente, liderou a subscrição na MGU Capital e atuou como Diretor de Resseguros na Inter Risk, do grupo Amwins. Agora, chega à Mitsui Sumitomo Seguros para liderar uma nova fase de crescimento.

“É com muita satisfação que inicio essa nova etapa. Ao longo da minha trajetória, aprendi que seguros corporativos exigem mais do que técnica: exigem confiança, relacionamento genuíno e comprometimento real com o cliente. Encontro na MSIG uma cultura que valoriza exatamente isso. Tenho a convicção de que, com a solidez do grupo e com a equipe que temos, vamos juntos transformar o mercado e entregar proteção de alto nível para as empresas brasileiras”, Frank Moraes, Head de Property & Casualty da Mitsui Sumitomo Seguros.

A chegada de Frank Moraes reflete um dos valores mais profundos da cultura da Mitsui Sumitomo Seguros: o conceito japonês de Kizuna. Mais do que uma palavra, Kizuna representa a filosofia de promover conexões genuínas, de cultivar relacionamentos humanos que transcendem o universo dos negócios e de valorizar cada parceria como única e especial — construída com cuidado, respeito e comprometimento de longo prazo.

Grupo Bradesco Seguros patrocina iniciativa que aproxima jornalistas do setor segurador

O Grupo Bradesco Seguros é um dos patrocinadores da Jornada Valor de Jornalismo em Seguros. A iniciativa, promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) e pelo jornal Valor Econômico, busca aproximar jornalistas do setor segurador e ampliar o conhecimento sobre temas relacionados à proteção, gestão de riscos, planejamento financeiro e longevidade.

Voltado a recém-formados de todo o país, o programa selecionará 25 participantes para uma imersão presencial na sede da Editora Globo, em São Paulo, entre 31 de agosto e 4 de setembro. Ao longo de cinco dias de capacitação, os profissionais terão acesso a sessões de conteúdo sobre o funcionamento da atividade seguradora, previdência, inovação, inteligência artificial, sustentabilidade, educação financeira e mudanças climáticas, além de encontros com especialistas, executivos e representantes do setor.

Para o Grupo Bradesco Seguros, apoiar iniciativas voltadas à formação e à disseminação de conhecimento sobre o universo dos seguros contribui para ampliar a compreensão sobre temas que fazem cada vez mais parte do cotidiano das pessoas e das empresas.

“A atividade seguradora está em constante evolução e cada vez mais inserida em discussões relevantes para diferentes setores da economia. Quanto maior o conhecimento sobre esse universo, maiores são as oportunidades de promover debates qualificados e aprofundar o entendimento sobre seu papel na sociedade”, afirma Paola Side, Gerente Sênior de Comunicação do Grupo Bradesco Seguros.

A programação da Jornada foi desenvolvida para oferecer uma visão abrangente sobre os desafios e as transformações que impactam o setor. Além de conteúdo técnico, os participantes terão contato com discussões relacionadas às mudanças econômicas, sociais, tecnológicas e ambientais que vêm redefinindo a forma como pessoas e empresas percebem e administram riscos.

“A Jornada proporciona uma experiência de imersão que permite aos participantes conhecerem diferentes perspectivas sobre o setor e seus desafios. Essa troca de experiências e visões é fundamental para ampliar repertórios e estimular novas formas de olhar para temas que estão em constante evolução”, completa Side.

A Jornada Valor de Jornalismo em Seguros é uma iniciativa gratuita promovida pela CNSeg e pelo Valor Econômico, com o apoio de empresas do mercado segurador, e integra uma série de programas voltados à formação de jovens profissionais em áreas estratégicas da economia brasileira.

Ao patrocinar a iniciativa, o Grupo Bradesco Seguros reforça seu compromisso com ações que incentivem o acesso à informação e estimulem discussões qualificadas sobre proteção, planejamento e gestão de riscos.