Wiz Co abre 2026 com R$ 59,3 milhões de lucro líquido ajustado no primeiro trimestre

lucas neves WIZ

A Wiz Co (B3: WIZC3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 59,3 milhões, equivalente a um aumento de 0,5% na comparação com o mesmo período em 2025, com destaque para segmento de seguros, que obteve R$157,6 milhões em receita e crescimento de 4,5% se comparado ao 1T25. Em receita líquida, a empresa somou R$ 237,3 milhões, porém, 8,4% menor do que o obtido no mesmo período no ano anterior. Em relação ao EBITDA ajustado, a empresa fechou o trimestre com R$ 73,3 milhões, sendo 11,1% menor do que o apresentado no mesmo período em 2025.

Estes resultados ficaram marcados pela resiliência da companhia, ainda com os desafios atrelados ao cenário macroeconômico do país, como a alta da taxa Selic e, consequentemente, o crédito mais restrito e a pressão sobre o consumo, cujos impactos também se refletiram no mercado de seguros.

“Mesmo com um ambiente mais restritivo para o setor, conseguimos ajustar o portfólio e priorizar frentes com maior capacidade de geração de valor, o que ajudou a compensar parte das pressões ao longo do trimestre e a manter a companhia na posição financeira favorável em que se encontra hoje. E a desalavancagem recente também nos dá mais flexibilidade para atravessar esse ciclo com maior solidez e capturar oportunidades de acordo com a reação do mercado”, explica Lucas Neves, que em março assumiu como novo CEO da Wiz Co.

Em meio a este cenário, o desempenho do primeiro trimestre foi sustentado pelo crescimento do segmento de seguros, cuja receita líquida somou R$ 157,6 milhões, equivalente a um avanço de 4,5% na comparação anual. Este resultado reflete a contribuição das diferentes unidades que compõem o segmento, com destaque para Omni1, que encerrou o período com R$ 23,3 milhões de receita líquida, 51,5% maior que o mesmo período do ano anterior. Destaque também para a unidade Inter Seguros, que realizou R$ 56,5 milhões em receita líquida no trimestre.

Em relação aos prêmios emitidos, o segmento gerou R$ 895 milhões, embora 8,3% menor na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Os destaques ficaram com as unidades Wiz Corporate, com prêmio emitido de R$ 170,2 milhões (2,5% superior ao do 1T25), e Omni1, cujo prêmio emitido foi de R$ 93,7 milhões, 42,9% superior ao de 1T25, seguidas por BRB Seguros (prêmio de R$ 179,2 milhões, 7,1% superior ao 1T25) e Inter Seguros (prêmio de R$ 116,8 milhões, 5,1% maior do que 1T25).

Outro destaque da Wiz no primeiro trimestre foi a redução da dívida líquida em 46,1%, alcançando agora o patamar de R$ 209 milhões, após um recuo de R$ 178,7 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado. Este movimento permitiu a aprovação do pagamento de R$ 100,5 milhões em dividendos até o final de 2026 – montante 2,5 vezes superior ao que foi pago em 2025.

O segmento de crédito e consórcios também foi impactado pelo ambiente macroeconômico, com volume total distribuído de R$ 3,4 bilhões e retração de ,5,1% na comparação anual e crescimento de 2,8% em relação ao 4T25, considerando a recuperação sequencial dos volumes.

Já a Promotiva, outra das unidades de negócios da Wiz Co, movimentou R$ 1,8 bilhão em crédito e consórcios no 1T26, com queda anual de 9,7%, mas recuperação de 13,1% frente ao trimestre anterior, além de ter contribuído com R$ 4,8 milhões via equivalência patrimonial da Wiz Co, 15,6% menor na comparação com 1T25.

“Este trimestre indica que o desempenho do negócio passa a depender menos de volume e mais de execução e composição de receita. Em um ambiente macroeconômico ainda restritivo, esse ajuste tende a definir a capacidade de sustentar resultados no curto prazo e capturar a recuperação quando o ciclo mudar”, conclui Lucas.

Setor de seguros supera R$ 100 bilhões no trimestre, mas crescimento segue concentrado em linhas de proteção

seguros

O mercado segurador brasileiro iniciou 2026 repetindo um movimento que já vinha sendo observado ao longo do ano passado: crescimento concentrado nas linhas ligadas à proteção, com desempenho mais fraco dos produtos de acumulação. Os dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o setor supervisionado arrecadou R$ 106,18 bilhões no primeiro trimestre do ano, alta nominal de 0,76% em relação ao mesmo período de 2025.

Embora o crescimento agregado ainda seja moderado, os números revelam uma dinâmica mais favorável para os seguros de danos e pessoas, segmentos que seguem sustentando a expansão do mercado em meio ao ambiente de juros elevados, mudança no comportamento do consumidor e maior preocupação com proteção patrimonial e financeira.

Os seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, arrecadaram R$ 55,72 bilhões entre janeiro e março, com crescimento nominal de 6,65% sobre igual período do ano anterior. O resultado reforça a leitura de que a expansão do setor está menos associada aos produtos de acumulação e mais ligada à demanda recorrente por proteção, tese que vem sendo defendida por executivos do mercado e pela própria Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

O seguro automóvel, principal carteira dos ramos elementares, arrecadou R$ 15,08 bilhões no trimestre, com crescimento nominal de 6,13% e avanço real de 1,87%. O desempenho acompanha o forte ritmo de vendas de veículos observado no início do ano, impulsionado especialmente pelos modelos híbridos e elétricos, além da ampliação da frota circulante e da necessidade crescente de reposição de peças e serviços mais caros, fatores que pressionam o custo do sinistro e sustentam reajustes de preços.

Ao mesmo tempo, o seguro de vida segue como uma das linhas de maior expansão do mercado. A arrecadação cresceu 11,63% em termos nominais e 6,58% em termos reais no primeiro trimestre, evidenciando que a demanda por proteção financeira familiar continua em trajetória de crescimento mesmo após o auge da pandemia. O avanço também reflete um movimento estrutural do setor, que vem ampliando a oferta de coberturas modulares, assistências e serviços agregados para atrair consumidores ainda pouco protegidos.

Os números reforçam uma característica cada vez mais evidente do mercado brasileiro: o crescimento ocorre justamente nos segmentos em que existe percepção imediata de risco e valor por parte do consumidor. Automóvel, vida, saúde complementar e linhas empresariais continuam sendo os motores da indústria, enquanto produtos dependentes de estímulos tributários, incentivos financeiros ou maior horizonte de poupança seguem enfrentando volatilidade.

Essa diferença aparece nos produtos de acumulação. Apesar de o saldo entre contribuições e pagamentos de benefícios e resgates ter permanecido positivo em R$ 6,31 bilhões no trimestre, o segmento continua distante do ritmo observado em anos anteriores. O ambiente de juros elevados mantém a concorrência forte com produtos bancários de renda fixa e reduz a atratividade relativa de parte dos planos de previdência aberta, especialmente do VGBL.

Outro dado que chama atenção é a redução de 5,84% nas indenizações, resgates, benefícios e sorteios pagos à sociedade, que totalizaram R$ 62,7 bilhões no trimestre. O movimento pode refletir uma combinação de fatores, incluindo menor volume de resgates em produtos de acumulação, melhora em indicadores de sinistralidade em algumas carteiras e maior disciplina técnica das seguradoras na subscrição de riscos.

Os dados também mostram o peso crescente do resseguro na estrutura do mercado brasileiro. No primeiro trimestre, R$ 7,45 bilhões em prêmios foram cedidos ao resseguro, mecanismo utilizado pelas seguradoras para diluir riscos e ampliar capacidade operacional. O aumento da complexidade dos riscos climáticos, corporativos e patrimoniais tem elevado a importância estratégica das operações de resseguro, especialmente em grandes riscos empresariais, infraestrutura, agronegócio e eventos climáticos extremos.

Pela primeira vez, o Boletim Susep também passou a divulgar o número de empresas supervisionadas em operação no país. Em março, o mercado contava com 153 seguradoras, 12 entidades abertas de previdência complementar, 17 empresas de capitalização, além de 132 resseguradoras divididas entre locais, admitidas e eventuais.

A nova fotografia reforça o processo de diversificação do mercado brasileiro, que entra em uma nova fase regulatória marcada pela consolidação das mudanças trazidas pela Lei do Contrato de Seguro e pela Lei Complementar 213. Ao mesmo tempo, o setor convive com desafios importantes, como ampliar a penetração dos seguros em um país ainda subprotegido, adaptar produtos às transformações climáticas e acelerar o uso de tecnologia e inteligência artificial em subscrição, distribuição e atendimento.

Mesmo com crescimento agregado ainda modesto, os números do primeiro trimestre indicam que o mercado segurador continua demonstrando resiliência operacional e capacidade de expansão nas linhas em que a demanda por proteção já se tornou estrutural.

CNseg coordena agendas estratégicas com ABI e ONU durante a Climate Week em Londres

Como parte da estratégia para inserção do setor segurador brasileiro nas discussões globais de sustentabilidade e mudanças climáticas, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) está coordenando uma missão de executivos brasileiros para o Reino Unido entre os dias 22 e 26 de junho.
 

A missão conta com três importantes agendas no âmbito da London Climate Action Week (LCAW) que fazem parte da estratégia maior da Confederação, que se iniciou em 2023 com a primeira participação na 28ª edição da Conferência do Clima, em Dubai, e veio ganhando força à medida que as empresas também se engajaram nas discussões.
 

A primeira agenda é a 2ª edição do Brazil – UK Insurance Forum, em parceria com a Associação Britânica de Seguradoras (ABI), e que tem como propósito fortalecer o intercâmbio de boas práticas e identificar oportunidades de crescimento do setor de seguros do Brasil e do Reino Unido. O fórum busca explorar possibilidades de cooperação, com foco nos impactos econômicos e sociais da transição climática, com destaque para investimentos em infraestrutura que ampliem a resiliência econômica e social dos países. 
 

Organizado em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (ICs), o segundo evento da missão é o fórum “Seguros, Clima e Natureza: Diálogo sobre resiliência e redução de riscos em investimentos sustentáveis”, que teve sua primeira edição durante a COP30, em Belém, na Casa do Seguro. O fórum tem como objetivo reunir especialistas para tratar do atual gap de proteção (diferença entre as perdas econômicas e as perdas seguradas) e o gap de financiamento entre as necessidades de investimento em resiliência e o capital disponível.
 

Por fim, a missão inclui ainda o Brazil Day, organizado em parceria com a UNEP FI, braço de finanças e seguros das Nações Unidas, e que reunirá Cnseg, Febraban e Ambima para compartilhar com a comunidade financeira do Reino Unido e global, boas práticas e explorar oportunidades de cooperação internacional. As discussões abordarão a evolução do planejamento de transição e as mudanças nas expectativas dos investidores daqui para frente, bem como oportunidades de investimento no Brasil.
 

Hailton Madureira assume a Diretoria de Relações Institucionais da CNseg

Hailton Madureira assumiu neste mês de maio a diretoria de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras. Com trajetória consolidada no Executivo Federal, o engenheiro mecânico e mestre em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atuou no Tesouro Nacional. 
 

Antes de chegar à Confederação, ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério das Cidades, tendo exercido a mesma função no Ministério de Minas e Energia. Também foi secretário de Desenvolvimento e Infraestrutura no Ministério do Planejamento e subsecretário no Ministério da Fazenda.
 

O novo diretor da CNseg afirmou que sua atuação será pautada pelo fortalecimento do diálogo com o poder público e com a sociedade. “Espero poder contribuir para o fortalecimento desse diálogo, promovendo o desenvolvimento do mercado de seguros de forma a apoiar o crescimento do país e ampliar a proteção dos cidadãos, por meio de um setor sólido, moderno e responsável”, destacou.
 

Hailton substitui Esteves Colnago, que deixou o cargo após um ciclo de três anos para assumir novos desafios. Esteves ressaltou que no período à frente da Diretoria, o setor avançou em pautas históricas, como a aprovação da Nova Lei de Licitações — com a previsão de uso do Seguro Garantia com cláusula de retomada em obras de grande vulto — e a aprovação do Novo Marco Legal dos Seguros. 
 

“Quando aceitei este desafio, tinha uma vaga noção da importância que uma parceria bem construída entre o setor segurador e o público (governamental) poderia trazer para a sociedade e para o bom desenvolvimento de políticas públicas. Após quase três anos na CNseg, tenho a convicção de que este é o objetivo a ser alcançado”, destacou Colnago.

Sustentabilidade ganha peso estratégico nas seguradoras com avanço regulatório e foco em inclusão e clima

A publicação dos relatórios de sustentabilidade de 2025 por seguradoras como a Tokio Marine Seguradora e a Prudential do Brasil reforça o avanço da agenda ESG no mercado segurador brasileiro, em um momento em que o setor acelera a adaptação às exigências regulatórias da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e amplia o papel social do seguro diante dos desafios climáticos e da inclusão financeira.

Os documentos, elaborados com base em padrões internacionais como Global Reporting Initiative (GRI) e Sustainability Accounting Standards Board (SASB), refletem também a crescente pressão por transparência e governança no setor, especialmente após a Circular 666 da Susep, que determinou a divulgação de informações relacionadas à sustentabilidade pelas seguradoras.

Na Tokio Marine, o relatório chega à terceira edição destacando ações ambientais, sociais e de governança alinhadas à estratégia da companhia. Entre os principais indicadores ambientais estão a reciclagem de mais de 860 toneladas de veículos sinistrados sem valor comercial, destinados a parceiros homologados para reaproveitamento e descarte adequado de resíduos, além da coleta de outras 28 toneladas de materiais recicláveis por meio da Ecoassist.

A seguradora também informou a emissão de R$ 220 milhões em prêmios relacionados ao segmento de energia renovável e destacou a obtenção do Selo Carbon Free, após compensar 453 toneladas de CO₂ equivalente geradas por suas operações no Brasil nos escopos 1 e 2.

“A transparência faz parte da nossa cultura e o Relatório de Sustentabilidade apresenta informações verificáveis e contextualizadas das ações concretas da Companhia em prol de um mercado securitário cada vez mais ético, resiliente e alinhado às necessidades da sociedade e do planeta”, afirma André Cordeiro, superintendente de Estratégia de Mercado, Qualidade e ESG da Tokio Marine.

No eixo social, a companhia destacou o reconhecimento pelo 13º ano consecutivo no ranking GPTW Brasil Instituições Financeiras, categoria Seguros, além da entrada inédita no ranking GPTW América Latina. A empresa também recebeu reconhecimentos relacionados à diversidade e inclusão, como GPTW Mulher, GPTW Étnico-Racial, GPTW 50+ e GPTW LGBTQIA+.

As ações voltadas às comunidades afetadas por eventos climáticos extremos também ganharam destaque. A seguradora informou a doação de 11 toneladas de itens de alimentação, higiene e limpeza para populações atingidas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, além de apoio às comunidades afetadas no Paraná. O programa Sementes do Brasil capacitou 75 jovens em iniciativas de aprendizagem e inclusão no mercado de trabalho.

Ao longo de 2025, a Tokio Marine investiu mais de R$ 7,2 milhões em projetos sociais e iniciativas incentivadas, incluindo parcerias com instituições como AACD e Instituto Ponte.

Na frente de governança, mais de 95% dos colaboradores participaram de treinamentos obrigatórios sobre ética, integridade, prevenção à lavagem de dinheiro, anticorrupção e direitos humanos.

“Este relatório traduz um conjunto de movimentos que a Tokio Marine vem realizando ao longo do tempo, conectando iniciativas e aprendizados para fortalecer nossa agenda de sustentabilidade com consistência. Para 2026, reforçamos nosso compromisso com a construção de uma cultura do seguro cada vez mais sustentável”, afirma André Cordeiro.

Já a Prudential do Brasil concentrou seu relatório no avanço da proteção financeira e no fortalecimento da inclusão por meio do seguro de vida. A companhia informou ter alcançado 6,3 milhões de vidas protegidas em 2025, ampliando o acesso ao seguro com produtos mais acessíveis e parcerias estratégicas.

No segmento de produtos massificados, mais de 700 mil pessoas passaram a contar com soluções de proteção, em uma estratégia voltada à democratização do seguro e ampliação da inclusão financeira.

A seguradora também apresentou avanços em diversidade e inclusão. Segundo o relatório, 60% das contratações realizadas em 2025 foram de mulheres, que passaram a ocupar 44% dos cargos de liderança da companhia.

O investimento social privado somou R$ 1,5 milhão, direcionado a projetos de educação, formação de jovens e iniciativas de impacto social, complementados por programas de voluntariado corporativo.

“O nosso Relatório de Sustentabilidade representa transparência, responsabilidade e a forma como geramos valor de longo prazo. Ele é resultado de um trabalho coletivo, que envolveu 18 áreas e 56 colaboradores, refletindo o compromisso da companhia com uma atuação integrada e consistente”, afirma Jean Espinosa, gerente de Sustentabilidade e Diversidade da Prudential do Brasil.

Os relatórios mostram como a agenda ESG vem deixando de ser apenas um compromisso reputacional para se tornar parte da estratégia operacional e comercial das seguradoras. Em um setor diretamente exposto aos impactos das mudanças climáticas, ao envelhecimento populacional e às demandas por inclusão financeira, sustentabilidade passa a ser vista cada vez mais como vetor de crescimento, resiliência e diferenciação competitiva.

Icatu Seguros leva vencedores do Prêmio Antonio Carlos de Almeida Braga para Budapeste, na Hungria

A Icatu Seguros promoveu, entre os dias 27 de abril e 1º de maio, a viagem em premiação aos vencedores da Campanha Antonio Carlos de Almeida Braga 2025. O grupo participou de uma experiência em Budapeste, na Hungria, com uma programação exclusiva voltada a referências culturais e turísticas da cidade.

A viagem integra a ampliação e reformulação da campanha, que passou a contar, em 2025, com novas categorias, critérios mais abrangentes e o dobro de oportunidades de premiação. Com isso, a companhia reforça o reconhecimento aos profissionais de destaque em Previdência, Vida Individual, Vida Empresarial, PME e Capitalização contemplando nesta edição campeões e supercampeões. 

“Reconhecer os corretores que se destacam é, para nós, uma forma concreta de valorizar quem está na linha de frente da proteção financeira no Brasil. A Campanha Antonio Carlos de Almeida Braga traduz esse compromisso ao premiar desempenho, consistência e a capacidade de gerar valor de forma sustentável para o negócio e para os clientes”, afirma o CEO da Icatu Seguros, Luciano Soares.

Durante a viagem, os participantes exploraram a cultura e a história local com visitas ao parlamento húngaro, à Ópera Real da Hungria e um tour panorâmico pela região de Peste. As atividades incluíram ainda jantares no Fisherman’s Bastion e no Museu de Belas Artes, além de experiências em Etyek, conhecida por seus vinhedos. O grupo também embarcou no River Diva para um jantar com passeio pelo Rio Danúbio. O trajeto revelou alguns dos principais cartões-postais da cidade, como o Castelo de Buda.

Tradicional no mercado de seguros, a campanha internacional Antonio Carlos de Almeida Braga já contemplou corretores com viagens para cidades como Munique (Alemanha), Barcelona (Espanha), Cidade do México (México), Porto (Portugal), Machu Picchu (Peru) e Las Vegas (EUA), consolidando-se como uma das mais relevantes iniciativas de reconhecimento e incentivo do setor.

O que falta para alavancar os seguros individuais no Brasil

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Por Marco Antônio Gonçalves

Ao longo dos anos, o formato das famílias e os vínculos de trabalho vêm se transformando, mas poucas seguradoras têm direcionado esforços para desenvolver seguros individuais capazes de atender às reais necessidades dessa nova configuração social — especialmente nos ramos de Pessoas e Saúde.

No Brasil, segundo o IBGE, 26,1 milhões de pessoas trabalham por conta própria e 38,5 milhões estão na informalidade, entre autônomos sem CNPJ e empregados sem carteira assinada. Trata-se de um contingente de quase 65 milhões de brasileiros com potencial de acesso a proteções securitárias ainda pouco exploradas.

Exemplo disso é a baixa penetração do seguro de Vida. Embora seja o principal produto do segmento de Pessoas, apenas 18% da população adulta possui essa cobertura — ainda fortemente concentrada em apólices coletivas. Outros produtos relevantes, como Acidentes Pessoais e coberturas de renda por incapacidade (ITP/DIT), tambémapresentam baixa adesão, o que acaba pressionando o Sistema Único de Saúde.

Mais do que ampliar o número de beneficiários, o desafio está em alinhar a oferta às novas demandas da sociedade. A tendência aponta para a necessidade de fortalecer os seguros individuais, hoje ainda pouco representativos. No segmento de saúde, por exemplo, dos 53 milhões de beneficiários de planos médicos, apenas 16% — cerca de 8,48 milhões — estão em planos individuais ou familiares.

As mudanças demográficas reforçam esse movimento. A redução no número de filhos é evidente: em 2024, a taxa de natalidade registrou o menor nível dos últimos 20 anos, com queda de 5,8% em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o seguro de Vida, tradicionalmente associado à proteção financeira de dependentes, precisa evoluir em proposta de valor para continuar relevante.

Diante desse cenário, o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros mantém um grupo de trabalho dedicado ao desenvolvimento de seguros individuais, com foco em produtos e coberturas alinhados às transformações da sociedade. Esse avanço, no entanto, depende de escala — e, para isso, a atuação dos corretores de seguros será fundamental para ampliar o acesso e promover uma sociedade mais protegida.

Marco Antônio Gonçalves é Diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros e Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros.

Swiss Re lucra US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026 com baixa ocorrência de catástrofes naturais

Swiss Re registrou lucro líquido de US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelo desempenho de todas as unidades de negócios, menor impacto de catástrofes naturais e contribuição positiva dos investimentos. O retorno sobre patrimônio (ROE) alcançou 23,6%. 

A operação de resseguros de danos e propriedades (P&C Re) teve lucro de US$ 754 milhões, crescimento de 43%, com índice combinado de 79,5%. Já a unidade Corporate Solutions lucrou US$ 262 milhões, alta de 26%, enquanto Life & Health Re registrou resultado de US$ 491 milhões, avanço de 12%. 

Segundo a companhia, o desempenho refletiu disciplina de subscrição, baixa sinistralidade de grandes eventos e contribuição sólida do resultado financeiro. O retorno sobre investimentos foi de 4,6% no trimestre. 

“Nossos resultados do primeiro trimestre mostram forte geração de lucros, refletindo as ações estratégicas adotadas nos últimos anos para fortalecer nossos negócios. Em um ambiente de mercado mais desafiador, seguimos focados em uma gestão ativa de ciclo nas operações de danos e propriedades, além de manter disciplina de subscrição e eficiência em todo o grupo”, afirmou Andreas Berger.

Grupo Bradesco Seguros lucra R$ 2,8 bi, 41% do resultado do banco

A criação da Bradsaúde, a reorganização da estrutura do conglomerado segurador e a relevância cada vez maior da operação de seguros para os resultados do Banco Bradesco marcaram o primeiro trimestre de 2026 do Grupo Bradesco Seguros. O braço de seguridade registrou lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, montante equivalente a cerca de 41% do lucro trimestral do banco, de R$ 6,8 bilhões.

Em fevereiro, o Banco Bradesco e o Grupo Bradesco Seguros anunciaram a criação da Bradsaúde, novo conglomerado que reunirá todos os ativos e empresas do grupo ligados ao segmento de saúde. A nova companhia será formada por empresas como Bradesco Saúde, Bradesco Saúde Operadora de Planos, Mediservice, Odontoprev, Atlântica Hospitais e Participações, Orizon, além da participação no Fleury. O CEO da Bradsaúde será Carlos Marinelli, atual presidente da Bradesco Saúde e da Mediservice.

No primeiro trimestre de 2026, a Bradsaúde registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, receita de R$ 13,3 bilhões e retorno sobre patrimônio (ROAE) de 24,8%. A base de beneficiários superou 13,4 milhões de vidas, com adição de 52 mil clientes em planos de saúde e 141 mil em odontológicos no período. Segundo a companhia, cerca de 83% do lucro trimestral vieram da Bradesco Saúde, 1% da Atlântica e o restante da operação odontológica.

Com a reorganização, a Bradseg passa a concentrar todas as demais operações do conglomerado segurador, incluindo Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Capitalização, Bradesco Auto/Re, Bradesco Seguros, Bradescor e BSP Empreendimentos Imobiliários.

As mudanças também envolveram a sucessão na liderança do grupo. Ivan Gontijo deixou a presidência executiva para assumir uma cadeira no conselho de administração. Ney Dias, então diretor-presidente da Bradesco Auto/Re, assumiu a presidência da Bradseg. Já Rodrigo Bacellar, atual diretor-presidente da Atlântica Hospitais e Participações, passa a comandar a Bradesco Auto/Re.

“Apresentamos um trimestre de resultados robustos, com melhora dos nossos principais indicadores operacionais. O desempenho consistente das operações de seguros, previdência e capitalização, que constituem a essência das nossas atividades e balizam nosso guidance de crescimento, reflete o foco na disciplina de subscrição e em produtos de maior valor agregado. A exemplo do que vem ocorrendo nos últimos períodos, a estratégia adotada pela companhia levou o resultado industrial, aquele ligado diretamente ao negócio, a manter a proporção de cerca de 2/3 do resultado total, demonstrando o acerto do nosso modelo de negócio, tendo o corretor e o cliente sempre como foco”, afirmou Ney Dias, presidente da Bradseg.

O faturamento do grupo — considerando receitas de prêmios, contribuições de previdência e capitalização — somou R$ 28,5 bilhões no trimestre, crescimento de 5% na comparação anual, excluindo VGBL. O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização atingiu R$ 6,4 bilhões, avanço de 20,4% frente ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado principalmente pela expansão de 22,1% do resultado industrial, pela melhora de 1,1 ponto percentual na sinistralidade e pelo crescimento de 17,5% no resultado financeiro.

As provisões técnicas cresceram 9,9%, superando R$ 455 bilhões, enquanto os ativos financeiros avançaram 11,5%, para cerca de R$ 483 bilhões. No período, o grupo retornou R$ 15,4 bilhões à sociedade em indenizações e benefícios, alta de 11,4% sobre o primeiro trimestre de 2025.

No segmento de vida, a Bradesco Vida e Previdência lançou o Empresarial Flexível Coletivo Bradesco, produto voltado a pequenas e médias empresas com três a 500 vidas, oferecendo capital segurado de até R$ 2 milhões e novas opções de coberturas e assistências.

Em previdência privada, a companhia apresentou o Proteção a Dois, solução que reúne cobertura por morte e formação de reserva financeira em uma única contratação para duas pessoas, como casais e sócios.

Na área de automóveis, a Bradesco Auto/Re lançou o Bradesco Seguro Auto One, direcionado inicialmente aos clientes do segmento Principal do Banco Bradesco e focado em veículos de alto valor, com coberturas ampliadas e serviços diferenciados.

Já a Bradesco Capitalização reforçou sua estratégia com os produtos “Meu Primeiro Milhão” e “Max Prêmios Torcida”. O primeiro prevê sorteios mensais de 40 prêmios de R$ 10 mil e um prêmio especial de R$ 1 milhão. O segundo combina resgate integral ao fim da vigência com sorteios mensais de até R$ 100 mil ligados ao universo esportivo.

Na frente de saúde, a Bradesco Saúde ampliou a rede credenciada em Mato Grosso, com reforço de especialidades e serviços em hospitais e clínicas de Cuiabá e Várzea Grande, além da inclusão de novos prestadores e redução de até 5% nos preços praticados para determinado produto. A companhia também criou dois canais exclusivos de apoio para pequenas e médias empresas do segmento SPG. No ramo odontológico, a carteira ultrapassou 9,4 milhões de beneficiários.

Já a Atlântica D’Or, joint venture entre a Rede D’Or e a Atlântica Hospitais e Participações, anunciou a implantação de um novo hospital em Sorocaba (SP), com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2028.

Porto registra lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026 e reforça estratégia de diversificação

Porto iniciou 2026 mantendo a trajetória de crescimento e diversificação dos negócios. A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre do ano, avanço de 36% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido recorrente alcançou R$ 958 milhões, crescimento de 15%, marcando o quinto trimestre consecutivo de expansão em dois dígitos. 

As receitas totais do grupo somaram R$ 11 bilhões entre janeiro e março, alta de 10% na comparação anual, refletindo o avanço das diferentes verticais de negócios e a estratégia de reduzir a dependência histórica do seguro automóvel. O retorno sobre patrimônio (ROAE) do grupo atingiu 29%, enquanto o ROAE recorrente ficou em 24,7%. 

A vertical de seguros apresentou crescimento de 49% no resultado, com ROAE de 34%. Mesmo assim, saúde, banco e serviços já responderam conjuntamente por 51% do resultado total do conglomerado, todas com retorno sobre patrimônio acima de 22%. 

Na operação de seguros, as receitas e prêmios totalizaram R$ 5,7 bilhões, crescimento de 6%, impulsionados principalmente pelos segmentos patrimonial e vida, que avançaram 13% e 12%, respectivamente. No seguro automóvel, os prêmios e a frota segurada cresceram 3%, atingindo 6,3 milhões de veículos segurados. O índice combinado ampliado ficou em 85%, melhora de quatro pontos percentuais, favorecido pela redução da sinistralidade para 51%. O lucro líquido da vertical alcançou R$ 467 milhões, alta de 49%. 

Na área de saúde, a Porto Saúde registrou receita de R$ 2,3 bilhões, expansão de 15%. A carteira de beneficiários do seguro saúde cresceu 22%, chegando a 858 mil vidas, enquanto o segmento odontológico avançou 17%, alcançando 1,2 milhão de beneficiários. A sinistralidade melhorou um ponto percentual, para 68,9%, apoiada na estratégia de verticalização virtual, novos produtos, parcerias estratégicas e ações de combate a fraudes. O lucro líquido da operação somou R$ 216 milhões, crescimento de 20%. 

Já o Porto Bank registrou receita de R$ 1,9 bilhão, alta de 24%, impulsionada pelos negócios de consórcio, cartões, financiamentos, empréstimos, capitalização e riscos financeiros. O lucro líquido foi de R$ 212 milhões, avanço de 10%. 

Na vertical de serviços, a receita atingiu R$ 674 milhões. O destaque ficou para o segmento de produtos digitais, que avançou 70% no período. A companhia informou que ultrapassou 70 empresas clientes fora do ecossistema tradicional da seguradora, ampliando a diversificação das operações. 

A digitalização segue como um dos pilares estratégicos do grupo. Segundo a companhia, os 19 milhões de clientes geraram mais de 184 milhões de interações digitais no primeiro trimestre, com resolução de mais de 72% dos acionamentos via WhatsApp. Os indicadores de satisfação permaneceram elevados, com destaque para os produtos de automóvel, residência e serviços médicos. 

“O fechamento do primeiro trimestre de 2026 reflete os resultados da nossa estratégia, que mantém o cuidado como norte e busca inovar, diversificar e ampliar as maneiras como manifestamos essa essência”, afirmou Paulo Kakinoff.