Brasilprev lança campanha para conquistar GenZ e Millennials

Fonte: Brasilprev

A Brasilprev lança neste mês uma nova campanha publicitária – que estará no ar durante quatro meses – entre novembro de 2024 e março de 2025, intitulada “Brasilprev seu futuro te agradece”, de olho nas gerações Gen Z (nascidos entre 2000 e 2010) e Millennials (nascidos entre 1985 e 1999).

“Identificamos uma tendência comportamental entre as gerações Gen Z e Millennials, conhecida como movimento FIRE (Financial Independence, Retire Early), que busca a independência financeira e, consequentemente, se aposentar mais cedo. Com base nisso, desenvolvemos um projeto educativo que enfatiza a importância do planejamento financeiro”, afirma Camilo Buzzi, diretor de comunicação e marketing da Brasilprev.

“Criar diálogo com as diferentes gerações é crucial para cumprirmos nossa missão de educar e conscientizar as pessoas sobre como a previdência privada pode oferecer mais qualidade de vida e segurança financeira. Investir cedo é essencial e cuidar do presente pode transformar o futuro”, completa Buzzi.

Para mostrar que o tempo está passando, foram pensados diversos itens nostálgicos para os Millennials, como fita cassete, mp3, pen-drive, telefone orelhão, TV de tubo e fliperama. Já para Gen Z, situações que despertam um interesse genuíno, como passar mais tempo com os pets, assistir dorama, mandar memes e ouvir podcasts.

“Aqui na Jotacom estamos mais do que felizes de colocar essa empreitada na rua. Não é sempre que você tem a chance de dar uma aula de educação financeira e divertir, tudo ao mesmo tempo. Somos muito gratos à Brasilprev, que topou essa loucura boa. Um conteúdo que, no próprio conceito, convida o público a pensar no amanhã com um pouco mais de carinho, afinal, tudo que a gente não quer é um futuro arrependido com o presente, não é mesmo?” afirma Luiz Barrella, sócio-diretor e head da área de criação da agência.

O plano de mídia conta com conteúdo online. Serão veiculados vídeos de 6, 15 e 30 segundos, em todas as redes sociais, além de posts e ações com influenciadores, de diferentes gerações. São eles: Barbara Coura, Reeh Augusto, Feh Dantas, Evelin Camargo, Amatão Games, Sasha Vilela, Gabi Venâncio, Barbara Kramer, Camila Klein e Janaina Uchoa.

O seguro e as favelas

CNseg STF
Legenda: Glauce Carvalhal, diretora jurídica da CNseg: definição da Selic como taxa para atualização de débitos civis está em linha com o momento econômico do país.

Fonte: CNseg

O mercado segurador está pronto para escrever novos capítulos de seu relacionamento com as favelas brasileiras, ao acenar com produtos sob medida para suas necessidades, regulamentos mais flexíveis e contratação de seus moradores para ficar na linha de frente das vendas.

Em síntese, esse foi o recado dado pelos representantes do setor que participaram do painel “Seguro; uma alavanca para a inclusão e emprego nas favelas”, um dos debates promovidos pelo G20 Favelas entre quinta e sábado, integrando uma das mais de 200 atividades do G20 Social, encerrado no dia 17 de novembro.

O compromisso do mercado, de algum modo, confirma a premissa de que “favela não é carência, favela é potência”, mantra repetido à exaustão nos intervalos das discussões do G20 Favelas, para desconstruir a imagem de miséria, criminalidade e carência nesses territórios. As favelas brasileiras contam com mais de 16 milhões de moradores e 958.251 estabelecimentos, como oficinas mecânicas, bancos, farmácias, escritórios, lojas e comércio em geral etc. e 29,1% de edificações em construção ou em reforma, segundo o censo 2022 das favelas, divulgado há dias pelo IBGE.

Em sua participação no painel realizado na quinta-feira (14/11), a executiva Glauce Carvalhal, diretora jurídica da CNseg, assinalou que a criação de produtos de seguro adequados à realidade das comunidades é um passo fundamental para ampliar a incursão dos seguros nas favelas. Isso significa compreender as necessidades específicas desse público, entendendo sua “linha de vida” e os bens que precisam ser protegidos. Outra premissa: ser didático, com explicações sobre coberturas, riscos excluídos, canais de atendimento e informações sobre a regulação de sinistros.

Ela acrescentou que não basta desenvolver um produto “interessante” sem considerar a demanda e a capacidade de pagamento dos moradores. O preço, portanto, deve ser acessível e o negócio, economicamente sustentável.

Outro ponto crucial, segundo a diretora, é a distribuição dos produtos. Ela demonstrou otimismo com a proposta, apresentada no painel, de que os próprios moradores das favelas atuem como distribuidores, por conhecerem profundamente a realidade local e as necessidades da comunidade, o que os tornaria um “vetor” entre seguradoras e consumidores. Aliás, a nova seguradora à frente desse empreendimento quer, no prazo de cinco anos, contar com 120 mil colaboradores residentes em favelas/comunidades na distribuição e colocar 10 milhões de famílias protegidas pelos seus seguros.

Carvalhal afirmou ainda que o mercado segurador está preparado e “pronto” para atender às favelas, tendo já dado os primeiros passos nessa direção. Como exemplo, as ações para a ampliação dos seguros inclusivos, presentes no documento da CNseg para democratizar o acesso aos produtos de proteção, o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS).

Para ela, os números positivos de arrecadação dos seguros inclusivos- são produtos com tíquetes médios reduzidos- já demonstram a disposição do mercado de elevar o nível de proteção das comunidades. Só no primeiro semestre de 2024, a receita foi de R$ 813,5 milhões, alta de 94,3% na comparação com o mesmo período de 2023. “Esse salto já é um indicativo claro de nosso compromisso para expandir o acesso do seguro, especialmente para a população de baixa renda e pequenos negócios”, assinalou ela. Nesses produtos estão incorporados algumas das principais coberturas de Danos e Responsabilidades e de garantias de Pessoas.

Ela acredita que a contratação de seguros se tornará uma prática tão natural nas comunidades quanto o consumo de qualquer outro produto. A diretora finalizou sua fala confiante de que essa inclusão financeira trará benefícios para moradores e para o setor de seguros como um todo.

Além de Glauce Carvalhal, o painel do G20 Favelas dedicado a discutir a participação do seguro na proteção das comunidades contou com a participação de Airton Almeida Filho, diretor da Susep, Helder Molina (CEO do grupo MAG), Patrícia Campos (diretora da MAG), e foi mediado por Elaine Caccavo, vice-presidente da Central Única das Favelas (CUFA).

FF Seguros cresce em fiança locatícia com demanda corporativa e estruturas para Private Equity

Com o aumento da oferta de imóveis para locação, tanto para fins comerciais quanto residenciais, o seguro fiança locatícia tem se tornado uma solução cada vez mais procurada no Brasil. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que a modalidade registrou um crescimento significativo entre janeiro e agosto de 2024, alcançando R$ 1,1 bilhão em vendas, acima dos R$ 912 milhões do mesmo período do ano anterior. As indenizações mantiveram-se estáveis, somando R$ 380 milhões.

Seis companhias concentram as vendas de seguros fiança locatícia, sendo que 90% dos contratos são voltados a pessoas físicas e apenas 10% a empresas. Esse nicho corporativo, que cobre obrigações de locação em contratos comerciais de grande porte, como escritórios e galpões, é foco da FF Seguros, que até agosto registrou R$ 14 milhões em vendas.

“Estamos com R$ 24 milhões em negócios e devemos encerrar o ano próximo de R$ 30 milhões, pois outubro e novembro são meses fortes, quando empresas locam imóveis para viabilizar as estratégias de 2025”, explica Marcio Antonio de Lima, gerente técnico e comercial de fiança locatícia da FF Seguros. O crescimento é expressivo, levando-se em conta que em 2023 a seguradora movimentou receitas de R$ 18 milhões. 

Apesar do crescimento, que reflete maior aceitação do seguro fiança locatícia entre locadores e locatários e uma oferta especializada, Lima vê grande potencial no segmento corporativo, sobretudo com o apoio dos corretores de seguros. “A fiança bancária ainda domina o mercado. Os clientes estão acostumados a negociar garantias financeiras com bancos. No entanto, o seguro fiança apresenta um custo menor e outras vantagens para locatários e locadores”, observa.

Entre os benefícios, Lima destaca a agilidade na análise e liberação do seguro fiança, superior à carta de fiança bancária, o que facilita locações em casos urgentes. O custo também é um diferencial: o seguro não exige imobilização de valores como garantia, enquanto a carta bancária bloqueia capital do inquilino. Além disso, o seguro cobre o período total do contrato, enquanto a fiança bancária é renovada anualmente.

O seguro fiança também oferece coberturas adicionais, incluindo despesas com água, luz, condomínio, IPTU, multa por rescisão contratual e danos ao imóvel. Essas coberturas são limitadas na carta de fiança, que geralmente protege apenas o aluguel. Lima destaca que a renovação do seguro é mais simples, sem necessidade de nova análise de crédito, quando o contrato de locação ainda possui prazo vigente e ajuste de valores, como ocorre na fiança bancária. “Outro ponto positivo é que as seguradoras oferecem maior flexibilidade de pagamento, com parcelamento do prêmio, ao contrário da carta de fiança, que cobra taxas altas e sem parcelamento”, completa.

Corretores são os principais divulgadores do produto

Para Lima, os corretores têm papel essencial na divulgação e expansão do seguro fiança corporativo. “O corretor assegura o pagamento ao locador no caso de inadimplência do locatário”, explica o gerente, que tem 30 anos de experiência no setor, com foco em fiança locatícia nos últimos dez anos. Lima enfatiza a importância de um time especializado na FF Seguros, capacitado para ajustar contratos conforme necessidades de clientes em condições específicas, o que diferencia a empresa no mercado.

Um exemplo de atuação diferenciada está no segmento de hospitais, onde, em caso de inadimplência, o despejo raramente é uma opção. “Se houver sinistro, o valor segurado cobre até o LMI. Esse mercado exige precisão nos cálculos e gestão de risco específica, algo que outras seguradoras evitam pela complexidade”, explica Lima.

Em 2025, a FF Seguros pretende incentivar ainda mais os corretores a explorar soluções avançadas, como estruturas de Built to Suit e Sale and Leaseback, voltadas para investimentos de private equity. Essas estruturas combinam seguro fiança locatícia com estratégias financeiras e operacionais que oferecem segurança e valorização patrimonial para fundos de investimento.

O Built to Suit garante a solvência do locatário em contratos de longo prazo, mesmo em cenários de crise financeira, dispensando a imobilização de ativos como garantia de fiança. “Esse modelo é atrativo para fundos de private equity que buscam redirecionar capital para o crescimento ou reestruturação de empresas”, destaca Lima.

O Sale and Leaseback, por sua vez, é uma opção de recompra que permite ao fundo de private equity “vender de volta” o imóvel ou a garantia ao proprietário original ou seguradora, criando liquidez ao final do contrato. O Sale and Leaseback reduz riscos e oferece flexibilidade para fundos que querem explorar outras oportunidades de investimento.

“Esses contratos se mostram úteis para fundos de private equity que buscam estabilidade e valorização no setor imobiliário corporativo. São ferramentas eficazes na alocação de capital e na gestão de riscos em private equity, possibilitando a execução de estratégias de longo prazo e o fortalecimento dos ativos no portfólio do fundo”, conclui Lima.

Zurich anuncia mudanças na área de parcerias

Sidemar Zurich Seguros

Desde o início do mês a Zurich Seguros conta com uma nova estrutura para a área de Parcerias, responsável por estabelecer acordos de distribuição com empresas, bancos, cooperativas, fintechs e estabelecimentos de varejo para ampliar a oferta de produtos e serviços aos clientes comuns.  

Sidemar Spricigo, que está há sete anos na companhia, assume a Diretoria Executiva de Parcerias, após ter atuado como diretor comercial de Afinidades e Bancassurance, na mesma área.   

O executivo é formado em Administração de Empresas e possui vasta experiência nas principais frentes de Parcerias. Já atuou em grandes companhias e Bancos do mercado financeiro e em seguradoras nas áreas de Operações, Sinistros e Distribuição Comercial de Bancos e Corretores.  

Já Ricardo Vianna chega à Zurich para gerir a Diretoria Comercial de Parcerias. Com uma sólida carreira em grandes empresas de meios de pagamentos, como Visa, American Express e Mastercard, possui ampla experiência em modelagem e desenvolvimento de negócios, gestão comercial, produtos e portfólio. Possui MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios, além de especializações nacionais e internacionais em Inovação, Design Thinking, Estratégia de Negociação, Gestão de Produtos e Empresarial.  

Prudential do Brasil estimula projetos com foco em melhorias para o cliente

Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil realizou a 4ª edição do programa de reconhecimento interno “Ao Topo do Rochedo”, que reconhece projetos implementados por colaboradores que geram impacto no negócio em diferentes níveis de complexidade. Este ano, o programa contou com o engajamento de metade da companhia e teve 130 projetos inscritos que foram avaliados por 70 jurados internos e externos divididos em 17 bancas. Desse total, foram selecionados 10 projetos finalistas. O evento de premiação aconteceu em um resort, em Angra dos Reis, com a presença de toda a alta liderança da Prudential do Brasil.
 

As quatro iniciativas que conquistaram o primeiro lugar em cada categoria envolvem ações de melhorias na jornada dos clientes finais e intermediários, incluindo colaboradores, rede franqueada e parceiros comerciais; criação de uma plataforma única para aprimorar a experiência das corretoras franqueadas; otimização de processos para contratação de apólices; e aprimoramento no processo de pagamento de benefícios no canal Parcerias. Uma novidade desta edição foi o prêmio especial de Obsessão pelo Cliente que reconheceu também o projeto que melhor contribui e impacta a experiência dos clientes.
 

“A Prudential é um lugar para concretizar ideias e esses times foram além, entregando projetos de melhoria contínua que nos ajudam a transformar o nosso dia a dia. Uma das coisas mais interessantes que percebi foi a potência dos times multidisciplinares. Acredito que quando unimos forças de diversas áreas, com diferentes perspectivas e objetivos, sempre alcançamos resultados melhores. Foi muito gratificante ver a evolução dos projetos ao longo dessa trajetória”, destacou a vice-presidente de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional da Prudential do Brasil, Gabriela Al-Cici.

MAG Seguros passa a aceitar clientes com doenças pré-existentes

Com o objetivo de oferecer soluções completas que permitem uma personalização exclusiva para cada momento da jornada de vida do cliente, a MAG Seguros, especialista em vida e previdência, iniciou um novo fluxo em suas operações de análise e implantação de propostas. A iniciativa permite a aceitação de clientes com doenças pré-existentes, onde a cobertura e o pagamento do benefício são garantidos ao cliente, desde que estas não sejam relacionadas ao fator de saúde excluído.

“Estamos entre as poucas seguradoras que implementaram este processo de risco excluído. No dia a dia, a novidade abre possibilidade para novos clientes, garantindo assim, proteção financeira, além de reduzir o número de recusas de propostas negociadas na companhia, uma vez que o produto se torna ainda mais atrativo e competitivo para o mercado. Em relação aos nossos especialistas em proteção financeira, o novo fluxo permite a ampliação de sua carteira de clientes e da abrangência de seus negócios”, comenta Rodrigo Cunha, gerente de Produtos da MAG Seguros, em nota.

A iniciativa permite a aceitação de propostas com riscos específicos excluídos, dependendo das condições de saúde pré-existentes pelo segurado. No ato da contratação, o segurado assina um formulário de alteração de propostas, em que concorda com as exclusões indicadas na apólice, alinhado junto ao especialista de proteção financeira.

Na MAG, desde o início da nova operação, já foram aceitas mais de 300 novas propostas para segurados com alguma pré-existência. O processo abrange uma ampla gama de produtos, incluindo coberturas para doenças graves, cirurgias, invalidez, diárias por internação e diárias por incapacidade.

Vendas de seguros devem avançar 3% em 2025 e 2026, aponta Swiss Re

estudo swiss re

Os prêmios globais de seguros de vida devem crescer a uma taxa anual de 3% em 2025 e 2026, mais que o dobro da taxa dos últimos dez anos. Segundo o novo relatório sigma, “Crescimento à sombra da (geo)política”, o aumento dos salários reais, as taxas de juros ainda elevadas em mercados-chave como os EUA, o envelhecimento das populações e o crescimento da classe média nos mercados emergentes continuam a sustentar a demanda global.

“Os baby boomers estão entrando na aposentadoria em um momento em que as taxas de juros mais altas revitalizam o mercado de poupança em seguros. É uma convergência favorável, pois os aposentados procuram rendas estáveis e sem preocupações, e a indústria de seguros está pronta para atender a essa demanda. Impulsionados por um ambiente de taxas de juros ainda elevadas nos EUA, os prêmios globais de seguros de vida devem atingir US$ 4,8 trilhões até 2035, ante US$ 3,1 trilhões em 2024”, afirma Paul Murray, CEO de Resseguros de Vida e Saúde da Swiss Re, em nota.

Produtos de poupança: vendas recordes nos EUA, forte demanda na China

Consumidores em todo o mundo estão aproveitando as taxas de juros ainda elevadas. A tendência de crescimento é mais forte nos EUA, onde as vendas de anuidades individuais devem atingir um novo recorde de mais de US$ 400 bilhões em 2024, bem acima da média de US$ 234 bilhões dos últimos dez anos.

No Reino Unido, a demanda por anuidades de taxa fixa também deve permanecer elevada em 2024, antes de desacelerar em 2025 e 2026. Na China, a redução antecipada nas taxas de juros garantidas para produtos de poupança tem impulsionado as vendas, e essa alta demanda deve persistir a médio prazo, devido ao apelo de produtos de poupança de longo prazo.

Segundo o relatório sigma, os consumidores em mercados avançados devem migrar cada vez mais de anuidades fixas para apólices vinculadas a índices nos próximos dois anos, à medida que os bancos centrais reduzem as taxas de juros. Na Europa, as vendas de apólices vinculadas a unidades estão crescendo fortemente este ano, particularmente na Itália e na França. O Instituto Swiss Re espera que essa tendência se expanda para os EUA e outros mercados a partir de 2025. Apólices vinculadas a índices são projetadas para fornecer retornos atrelados a um índice financeiro específico, enquanto produtos de seguros de vida vinculados a unidades investem em vários fundos ligados ao mercado, como ações, títulos ou uma combinação de ambos, garantindo também cobertura de vida.

Proteção de risco de vida estável, mas abaixo da tendência de longo prazo

O setor de proteção de risco de vida tem crescido de forma mais estável do que o de poupança nos últimos anos. O Instituto Swiss Re prevê um crescimento anual de 2,7% nos prêmios em 2025 e 2026, abaixo da tendência de longo prazo de 3,7% ao ano de 2014 a 2023. A demanda por produtos de proteção é geralmente menos sensível às mudanças nas taxas de juros, com ajustes de preços mais lentos, mas ainda há oportunidade para expansão.

De acordo com o relatório sigma, os mercados europeus apresentam uma demanda robusta por seguros de invalidez e cuidados de longo prazo. No futuro, a demanda por proteção de risco será impulsionada por fatores cíclicos, como a melhoria dos mercados hipotecários, e tendências estruturais, como o aumento dos custos de saúde e serviços de enfermagem, o envelhecimento da população e ofertas atraentes de produtos combinados. Nos EUA, as vendas de seguros de proteção individual devem permanecer estáveis, enquanto as vendas de seguros de vida e saúde em grupo mostram-se ligeiramente mais resilientes, sustentadas por níveis robustos de emprego e aumento dos salários.

Seguros gerais: mais lucro, mas menor crescimento de prêmios

Após o reajuste de riscos em resposta ao aumento dos sinistros, o Instituto Swiss Re espera um crescimento global de prêmios em seguros gerais de 4,3% em 2024, o maior em uma década. Nos dois anos seguintes, o crescimento dos prêmios deve desacelerar, com um aumento global estimado de 2,3% ao ano em termos reais, abaixo da média de 3,1% dos últimos cinco anos.

Melhorias nos resultados de investimentos, devido às taxas de juros ainda elevadas, devem sustentar a lucratividade geral das seguradoras de seguros gerais. O Instituto Swiss Re prevê um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 10% em 2025 e 2026 nos seis maiores mercados de seguros gerais, superando o custo de capital.

O crescimento econômico global deve continuar em ritmo sólido. O Instituto Swiss Re projeta crescimento real do PIB global de 2,8% em 2025 e 2,7% em 2026, abaixo da média de 3,1% da década pré-pandêmica. No entanto, há divergências regionais significativas, e os riscos tendem a cenários mais adversos devido às tensões geopolíticas e incertezas nas políticas comerciais.

“Observamos maiores riscos inflacionários e menos cortes de juros do que anteriormente esperado, particularmente nos EUA, considerando o resultado das eleições e a economia ainda forte. Taxas de juros ainda elevadas podem impulsionar ainda mais os mercados primários de seguros, especialmente os de vida, mas um ambiente econômico mais frágil e um cenário geopolítico volátil aumentam os riscos de cenários macroeconômicos adversos. Monitorar cenários proativamente será fundamental para a indústria de seguros”, comenta Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re.

EUA, Europa e China seguem caminhos divergentes

O resultado das eleições nos EUA em 2024 pode acentuar as divergências entre países em termos de crescimento, inflação e perspectivas de taxas de juros dos bancos centrais nos próximos dois anos. O excepcionalismo de crescimento dos EUA deve continuar, mesmo com a moderação das taxas sequenciais de crescimento. Segundo o relatório sigma, o PIB real dos EUA deve crescer 2,8% em 2024, 2,2% em 2025 e 2,1% em 2026. Esse crescimento é sustentado por fundamentos saudáveis dos consumidores nos EUA: a riqueza líquida está perto de máximas históricas, cerca de US$ 50 trilhões acima dos níveis pré-pandemia (2019), e revisões recentes do PIB mostram maiores poupanças do que o anteriormente contabilizado.

As economias europeias correm o risco de serem desproporcionalmente afetadas pelo aumento das tensões comerciais globais e pela incerteza resultante. A Europa deve ter um desempenho inferior em relação aos EUA e à sua própria tendência pré-pandêmica. O Instituto Swiss Re prevê que a economia da zona do euro cresça de 0,7% em 2024 para 0,9% em 2025 e 1,1% em 2026, com riscos inclinados para baixo.

Com a economia chinesa enfrentando uma desaceleração estrutural nos próximos anos, o crescimento do PIB real da China deve moderar para 4,6% em 2025 e 4,1% em 2026. As recentes medidas de flexibilização monetária e estímulo fiscal anunciadas neste outono devem ajudar a sustentar o sentimento empresarial a curto prazo, mas são improváveis de resolver problemas estruturais de longo prazo.

FenaSaúde registra aumento de 264% em comunicações ao Coaf por operações suspeitas

Vera Valente FenaSaúde

Fonte: FenaSaúde

A cooperação entre a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Banco Central, já produz efeitos. Desde o início da parceria, em 2023, as seguradoras e operadoras de planos de saúde associadas à FenaSaúde registraram um aumento de 264% no número de operações comunicadas ao Coaf por suspeitas de irregularidades, principalmente fraudes.

No ano passado, a FenaSaúde e o Coaf fecharam acordo para treinar técnicos das companhias através de um curso de qualificação para fortalecer a fiscalização sobre processos de integridade e governança visando ao combate a fraudes. Entre 2019 e 2023, a federação e suas associadas registraram mais de 4,5 mil notícias-crime e processos judiciais contra fraudadores. A estimativa de prejuízo anual para o setor chega a R$ 34 bilhões.

Os resultados obtidos levaram à realização de uma segunda edição do curso de treinamento, com 99 técnicos entre auditores, advogados e analistas das operadoras e da FenaSaúde para prevenção e combate a fraudes e identificação de operações suspeitas, além de promoção de aprimoramento de compliance. 

“O setor de saúde suplementar vem sendo alvo de fraudes milionárias, que somam até R$ 34 bilhões em prejuízos todos os anos não só para as operadoras, mas também para os beneficiários de planos de saúde. E essa conta é paga por todos nós porque esse prejuízo nos impacta com muita força e pressiona os nossos custos. Foi por isso que procuramos o Coaf no ano passado e essa parceria tem sido muito estratégica. Os resultados positivos já mostram isso e decidimos reforçar esse treinamento”, explica a diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente

Dentre os casos descobertos, estão o de uma quadrilha formada por clínicas que usavam um falso banco digital sem autorização para operar pelo Banco Central, que resultou numa fraude de R$ 18 milhões em São Paulo; o de um usuário acusado pela falsificação de 123 pedidos de reembolso, em Itapecerica da Serra (SP); um golpe de R$ 9 milhões cometido por uma clínica de tratamento do transtorno do espectro autista, em São Caetano do Sul (SP), com 309 solicitações de atendimentos falsos; e o de um grupo que criava empresas-fantasma para forjar vínculos empregatícios, que obteve R$ 11 milhões em falsos reembolsos, em Itaguaí (RJ).

“Esta segunda edição do treinamento reflete nosso compromisso e empenho em aprimorar a atuação das operadoras com o combate às fraudes”, completa Vera Valente.

180 Seguros anuncia Eduardo Santos como novo Head de Sales

Fonte: 180

A 180 Seguros, primeira seguradora tech do Brasil, anuncia a chegada de Eduardo Santos como Head de Sales. Com uma carreira de mais de 25 anos no setor de seguros, ele será responsável por liderar a execução da estratégia de crescimento da seguradora em diversos segmentos, incluindo empresas financeiras, varejo e utilities.

Eduardo combina experiência em grandes seguradoras, como BNP Paribas Cardif, Axa Seguros e CNP Assurances, com visão empreendedora construída em startups como a Olik. Sua trajetória abrange tanto a área Comercial quanto a Técnica, proporcionando-lhe uma visão abrangente do setor. 

“Estou entusiasmado em juntar-me a 180 Seguros neste momento de crescimento e inovação no setor. Fiquei bastante impressionado com a tecnologia que foi desenvolvida aqui dentro e muito confiante que vamos fortalecer ainda mais as nossas parcerias oferecendo soluções de seguros customizadas para as necessidades de cada parceiro ”, celebra o executivo.

Ao longo de sua carreira, Eduardo liderou projetos importantes e negociações de alto nível, estabelecendo parcerias-chave com empresas como Bradesco Seguros, Banco do Brasil, Ame Digital e PagBank. Sua expertise em estruturação de parcerias com grandes redes de varejo, como Magazine Luiza, Lojas Havan, Lojas Pernambucanas e Via Varejo, será fundamental para impulsionar o crescimento da 180 Seguros.

O fundador e CEO Mauro Levi D’Ancona, explica que com Eduardo liderando a área de vendas, a 180 Seguros está posicionada não apenas para crescer, mas para redefinir o mercado de seguros no país. “Ele será peça chave em traduzir nossa inovação em valor tangível para parceiros e clientes, consolidando nossa posição como líder em seguros tech no país. Esta adição estratégica à nossa equipe executiva nos prepara para uma nova etapa de crescimento acelerado depois de um 2024 já de forte expansão.”, pontua.

Allseg seguradora discute impactos das novas tecnologias no setor

Screenshot

por Deborah Gurgel

O presidente da allseg seguradora, Pedro Pereira de Freitas, participou do CQCS Insurtech & Inovação, considerado o maior evento de inovação em seguros da América Latina, realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo/SP.

Freitas integrou o painel “Produtos 2.0 – Como dados e tecnologia estão transformando o seguro no Brasil” e compartilhou sua visão sobre as transformações impulsionadas pela inovação tecnológica no mercado de seguros e o futuro do setor.

“A tecnologia não é mais um diferencial, mas um elemento essencial para o sucesso das empresas. Estamos vivenciando uma revolução que vai além das coberturas tradicionais, exigindo o redesenho de produtos para atender a um cliente cada vez mais exigente, conectado e ciente de suas necessidades”, afirmou o executivo.

Ele também destacou os investimentos estratégicos da allseg em tecnologia para otimizar processos e oferecer agilidade ao cliente final. “Estamos avançando com cautela, passo a passo, em uma jornada tecnológica que envolve decisões complexas, desde integrações por APIs estratégicas com parceiros até a adaptação de informações para plataformas de multicálculo. A tecnologia tem sido uma grande aliada na nossa conexão com Corretores, Representantes e Assessorias”, ressaltou.

Freitas definiu os dados como o “novo petróleo do século XXI”, essenciais para a personalização e eficiência dos produtos oferecidos. “A análise de dados tem sido central para criar soluções mais adequadas aos clientes. Hoje, temos acesso a um volume inédito de informações, desde padrões de risco até comportamentos de consumo, o que nos permite entregar produtos inovadores e relevantes”, destacou.

Comprometida com a inovação e a experiência do cliente, a seguradora vem investindo em parcerias e soluções de inteligência artificial para aprimorar o atendimento e expandir suas operações. “O futuro do seguro no Brasil depende da nossa capacidade de inovar, usar dados de forma inteligente e, acima de tudo, colocar o cliente no centro de todas as decisões”, concluiu Freitas.

O painel foi um dos destaques do evento, reforçando a importância da transformação digital como um pilar para o desenvolvimento sustentável e dinâmico do mercado segurador.