Clube Santuu fecha parceria de seguro para bicicletas Felt, marca de velocidade e alto desempenho

Fonte: Santuu

o Clube Santuu acaba de fechar uma parceria com a Felt, marca californiana reconhecida mundialmente por seus modelos voltados para velocidade e alto desempenho. O programa oferecerá vantagens exclusivas para os ciclistas com equipamentos Felt. Além do pacote básico, que inclui proteção contra roubos, furtos, danos acidentais, sinistros ocorridos durante competições, transporte ou fora do país, haverá ainda coberturas adicionais para acessórios, danos estéticos, corporais e materiais.

Segundo o CEO do Clube Santuu, Rodrigo Del Claro, a colaboração seguirá os moldes de outras já existentes com marcas como Trek e Decathlon. No caso da Felt, o trabalho é feito diretamente com a empresa Ferraro Bike Prime, responsável pela importação dos produtos no Brasil, Uruguai e Paraguai.

“Com isso, conseguimos ter mais agilidade na reposição de peças. Esse também é um diferencial que o Seguro Felt oferece: em caso de sinistro, o segurado recebe uma bike ou peças novas. Em outras seguradoras, o modelo é por ressarcimento, em que se repassa o valor de avaliação da bicicleta. Porém, é necessário levar em conta que existe uma depreciação do produto, o que dificulta conseguir um modelo idêntico novo. Essa situação é ainda mais difícil para quem investe em bikes de alto valor agregado, como é o caso da Felt. Por isso, esse seguro exclusivo se mostra tão atrativo”, diz Del Claro. 

O empresário acrescenta que a contratação pode ser feita tanto para bicicletas novas quanto usadas. Há duas formas de adquirir: direto na loja, no momento da compra, ou pela plataforma do Clube Santuu. 

Para a CMO da Ferraro Bike Prime, Bruna Ferraro, a criação do Seguros Felt chega para oferecer ainda mais comodidade aos clientes da marca, naturalmente exigentes. Segundo a executiva, por se tratar de uma empresa reconhecida pela inovação, excelência e performance, oferecer uma modalidade exclusiva de proteção garante o “cuidado a mais” que o consumidor espera.

“Essa cooperação entre o Clube Santuu e a Felt oferece uma cobertura diferenciada, proporcionando tranquilidade para quem investe em qualidade. E, para nós, é mais um passo no compromisso de entregar não só as melhores bicicletas, mas também serviços que fazem a diferença no dia a dia de cada ciclista”, diz Bruna.

Minha Vida Protegida mostra novas formas de divulgar o Seguro de Vida, no CQCS Insurtech & Inovação 2024

por Thais Ruco

Inovação tem tudo a ver com movimento Minha Vida Protegida, que busca disseminar a importância do seguro de vida para a sociedade, bem como a oportunidade e missão dos corretores de seguros neste ramo, por isso, ganhou um estande CQCS Insurtech & Inovação 2024, maior evento de inovação em seguros da América Latina, realizado em São Paulo nos dias 12 e 13 de novembro.

“O conceito de inovação não é só sobre tecnologia, mas resolver um problema, fazer de maneira diferente. Assim, o Minha Vida Protegida é um movimento de inovação do mercado de seguros, que vem levar a mensagem do produto vida de uma maneira diferente, mais didática e inteligente”, justifica Rogério Araújo, embaixador e idealizador do Movimento.

O Movimento surgiu da necessidade de falar para a sociedade brasileira de uma maneira diferente sobre a importância do seguro de vida. “Em 26 anos atuando com seguro de vida, sempre escutei que o mercado deveria falar de uma maneira diferente e inovar nas ações, mas nunca encontrei ninguém chamado ‘mercado’ para poder cobrar dele, então percebi que o mercado somos nós”, ilustra. “E por que não sair do corretor de seguros uma ideia para levarmos essa informação de um benefício tão rico para a sociedade?”, completa.

Criado em 2024, inicialmente o movimento foi estruturado com recursos próprios, mas logo começou a receber o apoio das seguradoras. “Neste ano chegamos a 18 seguradoras apoiadoras e mais de 80 embaixadores, profissionais qualificados de todo o Brasil que atuam com seguro de vida e se uniram ao movimento doando conhecimento e expertise em prol do desenvolvimento do mercado”, conta.

Não somente seguradoras apoiam o movimento Minha Vida Protegida, mas empresas e entidades diversas do setor. “Quando o Gustavo Dória, fundador do CQCS, disse que queria o Minha Vida Protegida neste grande evento do setor de seguros, foi muito relevante apoio”.

O evento reuniu mais de 300 participantes do movimento, entre embaixadores, apoiadores e multiplicadores. Os embaixadores, que têm se doado em workshops promovidos pelo movimento para qualificar corretores para a venda de seguro de vida, foram homenageados com uma caixa de chocolates e uma carta, personalizada para cada um, escrita à mão pelo idealizador Rogério Araujo. “Recebemos embaixadores que vieram de lugares distantes, como Rondônia, Manaus, Rio Grande do Sul, interior de Minas Gerais, entre outros pontos do Brasil. Eles abriram mão do seu dia de trabalho para estarem conosco nesta missão”.

Também no evento o movimento inovou ao fazer a primeira entrega de troféus a personalidades do setor que se destacam no trabalho pelo desenvolvimento do seguro de vida. Foram entregues três troféus: para Jorge Nasser, presidente da Bradesco Vida e Previdência; Nilton Molina, presidente dos Conselhos de Administração da MAG Seguros, do Fundo de Pensão Multipatrocinado e do Instituto de Longevidade; e Gustavo Dória Filho, fundador do CQCS.

Além do estande, o movimento Minha Vida Protegida foi exposto em dois momentos aos congressistas do evento. No dia 12, Rogério participou da arena montada em meio à feira de exposições e teve a oportunidade de apresentar um pitch – um discurso conciso e persuasivo de uma ideia – com objetivo de atrair mais participantes, escolhido justamente porque foi considerado um corretor de seguros inovador. E no dia 13, ele foi um dos palestrantes no painel “Reinventando o seguro de vida todo dia”, ao lado de Nuno David, da MAG Seguros e Ramon Gomez, da MetLife.

Além de todo o conhecimento compartilhado, o movimento traz um ganho indireto que é o reconhecimento dos profissionais que participam como embaixadores. “Esses valiosos profissionais muitas vezes estavam escondidos em suas regiões e hoje o holofote chegou neles, porque têm participado de oficinas e eventos, passando a ser reconhecidos por colegas e seguradoras do mercado. Já temos embaixadores de diversos pontos do país que estão recebendo convites de seguradoras para eventos e palestras em nível nacional”, comenta Rogério Araújo.

 “Alexandre Kalache, referência em estudos da longevidade, fala que quando chegamos numa determinada idade paramos de concorrer com as pessoas e passamos a tentar construir um legado”, parafraseou Rogério. “Já estou nesta idade e tem sido enorme satisfação ver colegas elevando patamares na carreira, dividir esses holofotes para que as seguradoras não convidem só o Rogério Araújo, mas convidem, por exemplo, a Fernanda Sawczyn, de Curitiba, o Elizeu Dias, de Cacoal, o Luciano Tane, de Bauru, que são pessoas extremamente qualificadas e têm capacidade de fazer, mas que talvez não eram ainda tão conhecidas antes deste importante Movimento”, conclui.

Seguradoras, bancos e setor produtivo têm compromissos para aumentar resiliência com crise climática

por Carla Simões

O que a Confederação Nacional das Seguradoras, a Confederação Nacional da Indústria e a Federação de Bancos têm em comum na Conferência das Nações Unidas para o Clima, em Baku? As três sentaram juntas para debater as contribuições do setor privado nas finanças sustentáveis para impulsionar a superação dos desafios socioambientais do país e os compromissos frente à crise climática. 

Os executivos apresentaram respostas dos seus setores para impulsionar iniciativas que promovem o desenvolvimento econômico em conjunto com a conservação ambiental e o bem-estar social da população, reforçando a relevância da integração entre setor produtivo, financeiro e governo. 

Mediada pelo diretor de Políticas de Mitigação, Adaptação e Instrumentos de Implementação do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio de Melo, participaram do debate a diretora de sustentabilidade da CNseg, Cristina Barros, o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da  CNI e o diretor de Sustentabilidade, da Febraban.

A diretora da CNseg aproveitou a plateia no espaço Brasil para reforçar que o setor segurador tem capacidade de atuar como um investidor e participante fundamental na agenda do mercado de carbono e da transição climática em prol da adaptação e resiliência.  

“Globalmente 1/3 das perdas por desastres climáticos é coberto por seguro do que este setor não é visto pela Convenção do Clima.  E o que temos dito aos membros dessa Convenção via Brasil é que considerem o seguro para responder a emergência climática ao qual país está exposto. Nesse instrumento da adaptação, temos um caminho a traçar, que começa aqui na COP e tem desdobramento em casa, de construção de pontes q a CNseg começa a sinalizar para governo,  diversos ministérios e várias outras entidades”, disse Cristina Barros durante o painel. 

O setor financeiro, representado pela Febraban, tem participado dessa agenda socioambiental desde 2008 incluindo taxonomia verde desde 2015.  Agora a tarefa tem sido de engajar os clientes para a agenda de taxonomia e se tornem carbono zero.  

“O Brasil tem a possibilidade de ser um hub de soluções climáticos. São US$ 3 trilhões no mundo com possibilidade de arrecadação nos próximos anos.  Precisamos de políticas de médio e longo prazo, investimentos consistentes, mas temos feito a lição de casa como mercado e como governo”, disse o executivo da Febraban, Amauri Martins. “Nosso papel é ensinar como os clientes podem aderir a economia do baixo carbono para o setor financeiro, produtivo e segurador”. 

A CNI representa cerca de 9 mil estabelecimentos e, do lado da indústria, temos uma estratégia muito bem definida para transformar as vantagens comparativas do Brasil em vantagens competitivas.” A nossa estratégia é baseada na implementação de diversas ações em transição energética, economia circular, mercado de carbono e bioeconomia e conservação florestal”, disse David Bontempo, da CNI. 

  “É fundamental contar com essas instituições e com a capacidade de interlocução. O diálogo entre o setor privado e o governo federal é fundamental para continuar posicionando o Brasil na liderança da agenda verde”, concluiu Aloisio de Melo, do MMA. 

Icatu Seguros apoia movimento Minha Vida Protegida pelo segundo ano consecutivo

Pelo segundo ano consecutivo, a Icatu Seguros – maior seguradora independente do Brasil com atuação em Seguro de Vida, Previdência Privada e Capitalização – reforça seu compromisso com a conscientização sobre proteção e planejamento financeiro ao apoiar o movimento Minha Vida Protegida, iniciativa nacional focada em conscientizar a população sobre a importância do Seguro de Vida. A Icatu Seguros contribuirá com conteúdos exclusivos promovidos por Renato Gomes, Superintendente de Vendas Consultivas da Icatu e embaixador do projeto, que estarão disponíveis no perfil no Instagram @comunicatu_corretor. O executivo também liderará uma oficina online e ao vivo, no dia 21/11, às 17h, no site oficial do movimento.

“A Proteção financeira, além de ser parte indispensável de uma estratégia financeira global bem-sucedida da jornada de vida das pessoas, representa cuidado e responsabilidade com quem mais amamos e com o nosso futuro. Hoje, apenas 17% dos brasileiros possuem um seguro de vida. O movimento Minha Vida Protegida busca transformar essa realidade, inspirando e conscientizando a sociedade pela necessidade de se proteger financeiramente através do seguro de vida. Queremos que cada vez mais brasileiros entendam o valor de estarem preparados para as certezas e as incertezas da vida”, comenta Renato.

Além de conscientizar a população sobre a importância do seguro de vida, o Minha Vida Protegida deste ano tem como foco engajar profissionais, empresas e instituições do mercado de seguros, capacitando-os como multiplicadores do movimento e fortalecendo o reconhecimento das empresas apoiadoras junto ao público.

HDI Global: lucro operacional sobe para €479 milhões, frente a €293 milhões no ano anterior

com HDI e agências internacionais

A HDI Global registrou crescimento contínuo em receita e lucratividade nos primeiros nove meses do ano, com uma melhora em seu índice combinado, que alcançou 90,5%. A seguradora de riscos corporativos e especiais obteve receita de €7,3 bilhões, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro operacional subiu para €479 milhões, frente a €293 milhões no ano anterior.

O presidente do conselho executivo da HDI Global SE, Edgar Puls, atribuiu o desempenho ao fortalecimento das relações com clientes e corretores e à capacidade da empresa de enfrentar os riscos emergentes. Ele destacou que todas as filiais globais contribuíram para o resultado e mencionou a expansão da presença internacional, incluindo a recente inauguração de um escritório em Dubai.

O crescimento na receita foi impulsionado por novos negócios e ajustes de preços ligados à inflação. O resultado dos serviços de seguro aumentou para €692 milhões, enquanto os pagamentos de grandes sinistros cresceram para €313 milhões, em grande parte devido a catástrofes naturais, mas ainda abaixo do orçamento.

Puls também mencionou os impactos das mudanças climáticas e a importância dos serviços de resiliência da HDI Global, como relatórios de riscos climáticos e coberturas ESG. O índice combinado melhorou para 90,5%, e o retorno sobre o patrimônio alcançou 16,4%. A contribuição para o lucro do Grupo Talanx aumentou para €362 milhões.

Carf: reserva de seguradoras deve integrar a base do PIS e da Cofins 

Fonte: Jota

Por voto de qualidade, a 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que as reservas técnicas de operadoras de seguros devem integrar a base de cálculo do PIS e da Cofins. Venceu o posicionamento de que as reservas técnicas não são estranhas ao faturamento e atividades empresariais das companhias.

A reserva técnica consiste em um depósito obrigatório que as seguradoras e resseguradoras devem manter como garantia de que podem arcar com eventuais pagamentos aos segurados. Resseguro é o nome dado à operação que assegura as próprias seguradoras contra riscos.

O julgamento começou em agosto, mas foi suspenso por pedido de vista. Na ocasião, o relator afirmou que as reservas técnicas costumam integrar as atividades públicas das seguradoras. Agora, em voto-vista, o conselheiro Regis Xavier Holanda concordou com o voto e afirmou que a manutenção de reservas técnicas ou provisões inserem-se na atividade típica da seguradora.

“É inegável que se trata de obrigação legal inerente ao objeto social e integra suas operações e seu faturamento”, afirmou o conselheiro. De acordo com Holanda, “os rendimentos auferidos nas atuações financeiras destinados à garantia de provisões técnicas são decorrentes de atividades típicas das seguradoras, portanto, sujeitos à incidência do PIS e da Cofins”.

Além do relator e do presidente do colegiado, também estão na corrente vencedora os conselheiros Rosaldo Trevisan e Vinicius Guimarães. Ficaram vencidos os conselheiros Semíramis Oliveira, Tatiana Belisário, Alexandre Freitas e Denise Green, que negavam provimento ao recurso da Fazenda. A linha divergente entendeu que a reserva é compulsória e diferente das situações de instituições financeiras.

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Por fim, o colegiado retirou de pauta o recurso do contribuinte, que tratava da preclusão (perda do direito de se manifestar em um processo), porque o relator deixou o colegiado. O recurso deverá ser redistribuído.

O caso envolve a IRB-Brasil Resseguros S.A e tramita com o número 16682.722324/2017-67. O mesmo entendimento foi aplicado ao processo 16327.909923/2011-47, do Bradesco Vida e Previdência S.A.

A matéria ainda aguarda definição do Supremo Tribunal Federal (STF) no RE 1479774 (Tema 1309), com repercussão geral reconhecida.

Ações de seguradoras nos EUA sobem 5,3% com vitória de Trump

estudos sobe desce

Fonte: Reinsurance News

Em um relatório recente da RBC Capital Markets, intitulado Insurance Observations, a empresa de serviços financeiros, especializada em analisar o impacto de desenvolvimentos políticos, econômicos e regulatórios em diversos setores, examina as potenciais implicações da recente eleição presidencial dos EUA para a indústria de seguros.

Embora o setor não seja diretamente afetado por eleições federais, devido à regulação predominantemente estadual, há formas sutis pelas quais o cenário político pode influenciar o setor, segundo a RBC. Na semana após a eleição, as ações de seguradoras subiram, com o índice Dow Jones P&C Insurance registrando um aumento de 5,3%.

Esse impulso positivo reflete expectativas de taxas de juros elevadas, beneficiando seguradoras ao melhorar a renda de investimentos em portfólios de renda fixa. A política econômica do presidente eleito Trump pode contribuir para inflação e gastos governamentais, evitando quedas acentuadas nas taxas de juros, embora sua posição anterior por taxas mais baixas traga incertezas.

As políticas da nova administração podem beneficiar indiretamente o setor. Cortes de impostos e redução nas taxas corporativas devem aumentar o poder de consumo e de investimento, promovendo o crescimento. A preservação da dedução fiscal de 20% para entidades de repasse também deve apoiar a lucratividade de pequenas empresas, incluindo agências de seguros independentes.

A RBC Capital Markets observa que o ambiente regulatório deve seguir uma tendência de supervisão reduzida para instituições financeiras. Embora essas mudanças afetem diretamente bancos, seguradoras podem se beneficiar de um ambiente regulatório menos restritivo. A regulamentação federal de seguros deve permanecer com o sistema estadual.

A inflação e as tarifas comerciais são pontos de atenção, pois podem aumentar os custos de sinistros em setores como manufatura e construção, impactando seguros de automóveis e propriedades. Além disso, nomeações judiciais da administração poderiam influenciar o mercado de seguros de responsabilidade civil, especialmente para diretores e oficiais (D&O), reduzindo riscos de litígios para empresas.

Em suma, o cenário para o setor de seguros sob a nova administração é moderadamente otimista, impulsionado por políticas econômicas mais amplas do que por mudanças regulatórias diretas. A trajetória das taxas de juros e a implementação de políticas específicas serão cruciais para os resultados a longo prazo.

Zurich Seguros renova parceria com Imaflora

Fonte: Zurich

Seguindo sua jornada de sustentabilidade, a Zurich Seguros acaba de renovar a parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) para apoiar por mais 18 meses a rede Origens Brasil®. Com a renovação, mais de 16 mil pessoas que vivem em regiões da Floresta Amazônica serão impactadas positivamente pelo projeto.

Com suporte financeiro da Z Zurich Foundation (fundação global do Grupo Zurich) e acompanhamento no Brasil da Zurich Seguros desde 2020, a rede Origens Brasil® conecta povos indígenas e populações tradicionais que vivem em terras indígenas e áreas de conservação com empresas interessadas em comprar seus produtos de forma ética. O intuito é fomentar a equidade social por meio da geração de renda, conferindo mais autonomia e participação nas cadeias produtivas com um preço justo de venda.


A iniciativa abrange seis dos nove estados brasileiros (Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Mato Grosso e Rondônia) onde a Floresta Amazônica está presente. São mais de 4 mil produtores de 76 etnias beneficiadas economicamente, que habitam na região e fazem negócios com mais de 30 empresas de maneira ética e transparente. Os produtos são provenientes da sociobiodiversidade brasileira e devem ajudar indiretamente cerca de 16 mil indígenas de populações tradicionais da Amazônia, com uma possível geração de renda de em média 5 milhões por ano. 


Segundo Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da Zurich Seguros, além do comércio justo e da inserção dos produtores locais e povos indígenas na economia, o projeto ainda garante a preservação da floresta, à medida que coíbe atividades ilegais – estudos mostram que a maior parte das áreas de floresta protegida no Brasil estão em territórios ocupados por povos tradicionais. Ele também possibilita a preservação da cultura desses povos, que corre o risco de se perder devido a múltiplos fatores, como oportunidades de emprego limitadas e perda de territórios e recursos tradicionais. 


“Quando assinamos a parceria, com duração de três anos, buscávamos a expansão da rede para novos territórios, ampliando o empoderamento econômico, social e ambiental para milhares de produtores locais e povos indígenas, objetivo que foi alcançado com sucesso nesses 3 anos”, diz a executiva. 


Nathalia explica que, agora, a renovação vai garantir a continuidade do projeto a longo prazo e irá fortalecer ainda mais a Origens Brasil®. Duas grandes inovações estão sendo introduzidas nessa nova etapa da parceria: “A primeira é a implementação de um mecanismo financeiro para equalizar o valor pago aos produtores, de acordo com o mercado ético, ou seja, oferecer um preço competitivo como uma solução de curto prazo para atrair mais produtores para o projeto, especialmente mulheres e jovens”, discorre.


Ela continua: “A segunda é a criação de uma agenda para engajar empresários na compra dos produtos e o setor público na melhoria de políticas públicas que valorizem a produção das populações tradicionais e dos povos indígenas na Amazônia. Isso dará mais corpo e sustentação à inserção desses povos na economia a longo prazo”, ressalta a executiva.


Luiz Brasi, Gerente da rede Origens Brasil® no Imaflora, diz que nos últimos três anos, a Z Zurich Foundation foi o principal apoiador da rede, o que aumentou o valor agregado da marca junto aos consumidores e incentivou novas empresas a aderirem à rede e praticarem transações comerciais éticas e transparentes com as comunidades da Amazônia. “Com isso, além de aumentar o número de pessoas que podem produzir itens com rastreabilidade e garantia de origem, expandimos a rede para novos territórios, contribuindo para a manutenção da floresta em pé, geração de renda e qualidade de vida dos povos das comunidades”, destaca.


“A partir dos recursos Z Zurich Foundation, cinco organizações comunitárias receberam apoio para estruturarem as suas cadeias produtivas nos territórios, o que permitiu que, ao longo desse processo, a comercialização de novos produtos com o mercado ético”, complementa Luiz


Shirlei Arara, que faz parte do povo Karo Arara, da aldeia PayGap, da Terra Indígena Igarapé Lourdes, explica o quanto é importante a retomada do extrativismo da seringa, da participação das mulheres na atividade, junto com seus esposos e filho na coleta da Seringa. “Isso vai fortalecer não só o nosso território, mas também todo o trabalho e a renda sustentável da nossa comunidade, da nossa juventude e das mulheres”.

Swiss Re registra lucro de US$ 2,2 bilhões até setembro

Andreas Berger Swiss Re

A Swiss Re anunciou um lucro líquido de US$ 2,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2024, com um desempenho expressivo no segmento de seguros de propriedade e responsabilidade (P&C), mesmo após fortalecer suas reservas em US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre.

Esse aumento nas reservas P&C foi parte de um ajuste total de US$ 3,1 bilhões para os primeiros nove meses do ano, visando colocar as reservas no nível superior do intervalo de estimativas. Andreas Berger, CEO da Swiss Re, afirmou que essa medida reforça a resiliência do grupo e prepara a companhia para enfrentar incertezas futuras.

O resultado de seguros de P&C atingiu US$ 1 bilhão no período, com um índice combinado de 92,8%, embora não alcance a meta de menos de 87% para 2024 devido ao impacto das reservas e de grandes sinistros por catástrofes naturais, como tempestades no Canadá, Europa e EUA.

No segmento de vida e saúde (L&H Re), o lucro foi de US$ 1,2 bilhão, impulsionado por rendimentos de investimentos e margens robustas. Já a unidade Corporate Solutions reportou um lucro de US$ 642 milhões, com um índice combinado de 89,4%.

Apesar do fortalecimento das reservas, a Swiss Re espera encerrar 2024 com um lucro superior a US$ 3 bilhões, apoiada em uma posição de capital sólida para enfrentar as renovações futuras. Berger adiantou que o grupo divulgará novas metas para 2025 no próximo mês.

CNseg é a primeira entidade a aderir ao Fórum para a Transição de Seguros para Zero Emissões (FIT), da ONU

por Carla Simões

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) é a primeira entidade a aderir oficialmente ao Fórum para a Transição de Seguros para Zero Emissões Líquidas (FIT), liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

O anúncio foi feito pelo líder da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Butch Bacani, durante o lançamento do guia “Fechando a Lacuna: A Agenda Global Emergente de Planos de Transição e a Necessidade de Orientação Específica para o Setor de Seguros” (em tradução livre),que ocorreu nesta quinta-feira, 14 de novembro, durante a 29ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP29), em Baku, Azerbaijão.

De acordo com Bacani, os apoiadores do FIT têm um papel decisivo para ampliação dos objetivos do Fórum em todos os mercados. “A CNseg é parceira de longa data do PNUMA, desde o lançamento dos Princípios da ONU para Seguros Sustentáveis ​​(PSI) durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável de 2012. A adesão da CNseg ao FIT é importante, pois o Brasil sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) de 2025, em Belém (Pará)”, destacou.

Para Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, a adesão da Confederação ao Fórum faz parte de um projeto maior que busca destacar o papel do setor segurador nas discussões sobre adaptação e transição climática. “Acredito que aderir a este projeto possibilitará intercâmbios técnicos com outras organizações que venham a aderir ao FIT em busca de soluções globais para mitigação e adaptação. Acredito no potencial do setor de seguros como um meio disponível e eficaz na implementação de estratégias para a transição climática”, disse.

Estabelecido em abril passado, o FIT é um fórum multissetorial liderado pelas Nações Unidas que envolve seguradoras, reguladores e supervisores de seguros, a comunidade científica e acadêmica, a sociedade civil e outras partes interessadas para promover estratégias e práticas de seguros que acelerem e ampliem uma transição justa para uma economia resiliente com emissões líquidas zero. 

O relatório é o primeiro resultado do Projeto do Plano de Transição da FIT. Ele avalia as principais características das carteiras de subscrição das seguradoras – em todos os ramos de seguros, na cadeia de valor do seguro e nos intervenientes do setor segurador envolvidos – que devem ser consideradas no planejamento da transição, juntamente com os riscos e oportunidades de sustentabilidade relevantes. O relatório também articula o triplo papel da indústria de seguros como gestores de risco, portadores de risco e investidores no apoio a uma transição justa para uma economia resiliente com emissões líquidas zero, incluindo a abordagem das questões de sustentabilidade interligadas e relacionadas ao clima, proteção da natureza, biodiversidade e prevenção da poluição por meio de uma economia circular .