Seguradoras projetam 2018 mais robusto, diz economista do CPES

Duas perguntas para Lauro Faria, Economista do CPES (Centro de Pesquisa e Economia do Seguro), da Escola Nacional de Seguros:

O que impactou o mercado de seguros, resseguros e capitalização em 2017?

Lauro Faria: Estamos em meados de 2017 e até o momento houve crescimento moderado da arrecadação de prêmios e contribuições, no mesmo compasso do que se passa no resto da economia. Nada indica que o quadro atual vá mudar até o fim do ano. Assim, segundo os dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a arrecadação total do mercado cresceu 7% entre janeiro e maio de 2017 sobre o mesmo período de 2016. Os prêmios diretos dos planos de risco de coberturas de pessoas aumentaram 11% com destaques para os ramos prestamista (22%) e viagem (56%). A arrecadação de planos de acumulação teve crescimento positivo, de 13,5%. Nos ramos elementares, sem contar o DPVAT, os prêmios subiram 9,1%. Alguns dados setoriais influenciaram positivamente determinados ramos como, por exemplo, a recuperação das vendas no varejo de veículos, motos, partes e peças e a redução dos juros e a melhora do crédito. Esses fatos impactaram os seguros de automóveis cujos prêmios tiveram expansão, de 5,5%, e os seguros prestamistas e de linhas financeiras, com expansões de 24% e 30%, respectivamente. Por outro lado, os números de captação bruta de janeiro a maio de 2017 de títulos de capitalização ainda mostram taxas negativas (-3,9%) contra igual período de 2016, reflexo do desemprego elevado que desestimula a manutenção das aplicações.

O que deve impactar o referido mercado em 2018?

Lauro Faria: O cenário básico para 2018 com que trabalham as empresas é de crescimento mais robusto (mas nada espetacular) com inflação baixa e continuação do processo de queda das taxas de juros, logo, melhora do crédito. Isto ajuda muito o mercado de seguros. Entretanto, 2018 é ano eleitoral e, dada a confusão politica reinante, com alto potencial de instabilidade. Assim, cautelosamente, pode-se dizer que o mercado tende a ter crescimento de arrecadação positivo, possivelmente com recuperação de margens de lucro e de emprego, tanto pelos avanços macroeconômicos que devem persistir e por desenvolvimentos que lhes são internos como, por exemplo, comercialização de novos produtos (seguro de automóvel popular e seguro de vida universal), criação de novas coberturas de produtos existentes , crescimento do mercado de resseguro e aprimoramento de práticas comerciais e de relacionamento com clientes via mobilidade digital.

CEO da HDI analisa os desafios dos corretores nos próximos cinco anos com a crise em auto

HDI Corretor é um aplicativo móvel que permite acessar todos os dados do seu negócio em poucos cliques

por Márcia Alves

A crise no seguro de automóvel. Esse foi o tema da palestra do presidente da HDI, Murilo Riedel, em sua participação no almoço do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), no dia 1º de agosto, no Circolo Italiano. Recebido pelo mentor do CCS-SP Adevaldo Calegari e pelo secretário Evaldir Barboza, ele analisou os fatores que causaram essa crise e apontou os desafios para o mercado em um futuro próximo, sobretudo para os corretores de seguros. Com o fim do ciclo de crescimento do ramo, vender seguro para veículos mais velhos será apenas um dos desafios para a categoria, que também terá de encontrar outros caminhos para manter a rentabilidade do seu negócio.

A origem da crise

De acordo com Riedel, por quase duas décadas até 2013 o seguro de automóvel cresceu impulsionado pela venda de veículos novos, que dobrou de 2 milhões de unidades por ano para quase 4 milhões. Esse desempenho, que não encontra paralelo com o restante do mundo, é explicado por Riedel como resultado da junção de fatores favoráveis com a demanda reprimida. Mas, 2013 foi o último ano em que o seguro de automóvel teve crescimento de dois dígitos (18%). Em 2014, o crescimento foi de 9%; em 2015, 3%; e em 2016, de apenas 2%. Os números, apurados por um time de 25 matemáticos da HDI Seguros, revelam o fim de um ciclo próspero para o ramo, acelerado pela crise econômica.

Embora a redução no consumo de automóveis seja um fenômeno mundial, a rápida queda nas vendas no Brasil nos últimos anos assustou o mercado de seguros. Com a desaceleração econômica e o aumento do desemprego, a venda de veículos novos caiu 46% de 2012 para cá. Em 2016, o crescimento da frota reduziu de 8% para 4% ao ano, somando 48 milhões de veículos em circulação. Segundo Riedel, as vendas retrocederam ao patamar de dez anos atrás. “Sabíamos que a estabilização nas vendas aconteceria um dia, mas um dia distante. Considerávamo-nos blindados”, disse.

Nessa nova realidade, a região Sudeste, e em especial São Paulo, que representa 68% dos seguros da região e 40% do mercado de automóvel, tem sofrido o maior impacto, em razão da saturação. Segundo dados apurados pela HDI, nos últimos quatro anos o estado vem apresentando o fraco crescimento de 3% no ramo de automóvel.

Para o mercado segurador, a retração no seguro de automóvel tem gerado forte impacto. De acordo com Riedel, entre 2012 e 2016, o combined ratio do ramo se manteve próximo ou acima de 100%. No último ano, o índice atingiu 106%. “Significa que recebemos R$ 100 do nosso segurado e devolvemos R$ 106 em serviços e sinistros”, disse. Mas, com a tendência de queda de juro, a operação do ramo com margens negativas deixará de ser equilibrada pelo resultado das aplicações financeiras, aumentando o prejuízo.

Tendências contra a rentabilidade

Todos os fatores que levaram à queda na venda de veículos resultaram em uma nova tendência ainda mais impactante para o seguro de automóvel: o envelhecimento da frota nacional. Desde 2010, o percentual de veículos com até cinco anos diminuiu 4% ao ano. Esta tendência associada à redução do poder compra resultou na queda de penetração do seguro de automóvel, de 36% em 2010 para 32% em 2016. Outra consequência do envelhecimento da frota é a vulnerabilidade à criminalidade. “O roubo de veículos mais antigos alimenta o mercado de desmanche e aumenta a sinistralidade”, disse.

Mas, outras tendências também apontam para a redução da rentabilidade no ramo automóvel. Riedel apontou os canais de venda digitais, a maior sensibilidade do consumidor ao preço, diante da facilidade de comparação, e o uso de tecnologias para avaliação de riscos e prevenção de acidentes, além do carro autônomo. Existe, ainda, a preferência crescente da população por plataformas de transportes (ex: Uber) em detrimento do veículo próprio. “O seguro de automóvel será o seguro da jornada – de bicicleta, patinete, Uber, carro alugado, próprio etc. Essa relação muda daqui para frente e nos obriga a pensar em seguros de locomoção”, disse.

Considerando que a venda de veículos jamais voltará aos padrões anteriores, de quase 4 milhões de unidades ao ano, e que a taxa de penetração do seguro continuará caindo, Riedel avalia que não há como fugir do desafio de trabalhar com veículos mais velhos. Entretanto, para manter os resultados, ele prevê que as companhias deverão repassar o aumento de 20% ao preço do seguro de automóvel até 2022. Hoje, este seguro já representa uma pequena fatia no total do faturamento do setor, que é liderado por saúde e previdência. Mesmo assim, o presidente da HDI entende que é possível ao corretor diversificar as vendas na própria carteira. “Nosso desafio é fazer do automóvel uma plataforma de vendas”, disse.

Durante o debate com a participação de diversos associados do CCS-SP, o presidente do Sincor-SP Alexandre Camillo observou que o sindicato tem investido no conceito de empreendedorismo da categoria desde antes do agravamento da crise no seguro de automóvel. Ele comentou ainda as ações do Sincor-SP, destacando o trabalho conjunto com a Susep para a revisão da Lei do Desmonte e, consequentemente, viabilização do seguro popular de automóvel.

Com R$ 1 trilhão em ativos, mercado segurador é um dos maiores investidores institucionais do país

Fonte: CNseg

Se, por um lado, o setor de seguros não está imune aos efeitos da crise, por outro, tem demonstrado grande capacidade de resiliência. O crescimento nominal de 7%, registrado nos cinco primeiros meses deste ano, está distante do desempenho alcançado cinco anos atrás, quando o setor crescia na média de dois dígitos, mas representa verdadeira façanha no contexto atual de economia em queda e instabilidade política. Para o economista Francisco Galiza a situação traduz o conceito do “copo meio cheio ou meio vazio”.

Em comparação a outros segmentos econômicos que foram mais afetados pela crise, como a indústria automobilística, que caiu 25% entre 2016 e 2017, Galiza considera que para o setor de seguros o copo está meio cheio. “Embora o crescimento tenha sido prejudicado nos últimos dois anos, em 2017 o mercado se recuperou e cresceu acima da inflação. A tendência é que se mantenha em crescimento”, disse ele durante participação no Café com Seguro, promovido pela Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), dia 3 de agosto, em São Paulo, que discutiu o “Cenário Econômico e o Mercado de Seguros”.

A façanha de se manter em crescimento em meio a um cenário de turbulência econômica é um dos motivos que credencia o setor de seguros a pleitear maior participação nas políticas públicas do país, acredita o presidente da CNseg, Marcio Coriolano. Na abertura do evento da ANSP, ele mencionou a interação do setor com o governo, em especial com o Ministério da Fazenda, que regula a atividade, mas reconheceu que o seguro ainda está adjacente à política do Estado. “Apesar da sua importância para o desenvolvimento econômico do país, o seguro é como um elo perdido nessa relação”, disse.

A situação seria outra, na visão de Coriolano, se a sociedade se desse conta de que o setor de seguro é um dos maiores investidores institucionais do país. “Poucos sabem que o setor possui R$ 1 trilhão em ativos, que estão aí suportando a dívida pública, financiando os investimentos etc.”, disse. Outro atributo do seguro, destacado por ele, é o de proteção da sociedade, no sentido mais amplo. “Cada centavo que é colocado no cofrinho do seguro, desonera a sociedade de uma série de gastos que alguém, provavelmente o governo, teria de pagar”, disse.

Para João Marcelo M. R. dos Santos, presidente da ANSP, o seguro tem fama injusta não apenas no Brasil, como em todo o mundo. Mas, ele acredita que é possível mudar essa imagem. “Depende de um trabalho de formiguinha para que a sociedade possa aprender um pouco mais sobre os benefícios do seguro”, disse.

Problemas estruturais da economia

Por que países pequenos e com recursos naturais e populacionais menores que os do Brasil conseguiram construir economias mais fortes? O economista da Escola Nacional de Seguros Lauro Farias encontrou respostas no conceito ARM (Armadilha da renda média ou do baixo crescimento). Esse conceito define a situação de países que, mesmo tendo vencido a situação de baixa renda, se mantêm no estágio de renda média por décadas e não demonstra tendência de escape para a renda alta. Na prática, são países com dificuldade para competir na oferta de bens e serviços com outras nações de renda alta e até com países de baixa renda.

Lauro Faria explicou que existem várias definições para a renda média. Ele prefere a que mede a renda per capita com base na variação entre 20% a 55% da renda per capita dos Estados Unidos. Segundo o economista, considera-se estacando no ARM o país que permanecer nessa situação por mais de 47 anos. “Seguramente, o Brasil está dentro dessa faixa há mais de 50 anos”, disse. Na comparação do PIB per capita, o Brasil está estagnado em relação aos Estados Unidos e caiu em relação ao mundo do patamar de 130% para 91%.

“Tínhamos 30% acima da renda mundial e hoje estamos 10% abaixo. Se tivéssemos mantido o padrão desde 1980, hoje a nossa renda per capita seria de US$ 30 mil”, disse. Nesse quesito, o Brasil está abaixo, por exemplo, da Argentina e do México e acima das Filipinas. Vários países estão estagnados na ARM, o que levou o Banco Mundial a estudar a questão, detectando que, em comum, todos apresentam baixa taxa de poupança e investimento; baixa produtividade; alto custo de mão-de-obra; educação deficiente etc. Além desses fatores, o Brasil também apresenta elevada carga tributária; burocracia excessiva; regulação deficiente; sistema político disfuncional etc.

Lauro Faria forneceu um roteiro de ações para escapar da ARM, que inclui investimentos em infraestrutura e educação; bom gerenciamento macroeconômico; e eficiência nas intervenções estatais (tributos e regulação de mercados). Sob o enfoque estrutural, as medidas envolvem a proteção aos setores com maior conteúdo tecnológico e políticas sociais para reduzir as desigualdades de renda, entre outros.

Confiança do setor oscila

De acordo com o economista Francisco Galiza, na comparação da receita por ramos em 2016, o setor de seguros cresceu 4% no segmento de pessoas, 2% em ramos elementares e 2% em seguros. Mas, em 2017, a inclusão dos valores do DPVAT alteraram os resultados. No caso de ramos elementares, por exemplo, que apresentou variação na receita de apenas 1% entre 2016 e 2017 (de R$ 27 bilhões para R$ 27,4 bilhões), o resultado seria maior sem o DPVAT. “Subiria para 5%, uma diferença expressiva”, disse. Nas receitas do setor para este ano, a previsão é de crescimento de 13% em todos os segmentos: seguros (5%), saúde suplementar (10%), seguros e saúde suplementar (9%) e VGBL mais previdência (22%). A receita da capitalização sairia do resultado de -2% para 4% neste ano e o resseguro de 10% para 12%.

Galiza também apresentou um estudo dos resultados do ICSS – indicador mensal que mede a confiança do setor de seguros no Brasil – de 2012 até 2017, relacionando-os com os acontecimentos políticos. Em 2012, por exemplo, o valor do indicador (que varia de 0 a 100), chegou a 120 e, em 2013, depois das grandes manifestações, baixou para menos de 100 pela primeira vez. O valor mais baixo, 65 pontos, foi alcançado em 2015, quando o governo mudou a coordenação política. Em abril deste ano, o índice foi de 95 pontos, sinalizando leve pessimismo. “A incerteza ainda é grande, afetando a estabilidade econômica”, disse.

Resseguro avança

No balanço de 2017, a situação do resseguro brasileiro é positiva, segundo Paulo Botti, presidente da Associação Nacional das Resseguradoras Locais (AN-RE). Atualmente, o setor é composto por 16 resseguradoras locais e cerca de 60 grupos operando offshore. Mas, até chegar a essa situação tranquila, o setor passou por períodos conturbados, já desde a abertura em 2008. Em 2010, o governo mudou as regras, adotando a colocação obrigatória e limitando a operação intragrupo. Em 2015, houve a redução gradual dessas regras.

Para melhorar o setor, Botti entende que os players precisam se aprimorar para oferecer ao mercado de seguros as melhores técnicas internacionais. “Isso está ocorrendo, porém, mais devagar do que deveria. Este é um débito que as resseguradoras têm com o mercado brasileiro”, disse. Por outro lado, os próximos passos já foram planejados, segundo ele, a partir de um relatório produzido em 2015 pela Comissão Consultiva de Resseguros, criada pelo CNSP, que recomenda várias medidas para tornar o mercado mais eficiente.

A boa nova trazida por Botti é que diversas resseguradoras que operam no país já estão partindo para internacionalização, com foco na América Latina. “O Brasil é uma economia grande, com baixa exposição catastrófica e mercado segurador forte”, disse. Além das locais, resseguradoras estrangeiras também estão operando em outros países a partir do Brasil. “É preciso facilitar essa internacionalização por meio da redução de tributos”, disse. Outra possibilidade para alavancar o resseguro é a transferência de riscos de seguros para o mercado de capitais. “Ou ficamos assistindo o mercado de capitais entrar ou tentamos administrar a entrada nele. Temos de aprender a ser bons nisso para evitar que eles venham e nos engulam”, disse.

Minuto Seguros avalia os preços das apólices em cinco capitais do Brasil, de quatro diferentes regiões

Uma das principais corretoras do País e líder no segmento de seguros online, a Minuto Seguros apresenta um estudo com base na lista divulgada pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) com os carros mais vendidos no Brasil em Julho de 2017.

Desde agosto de 2015, o Chevrolet Onix figura no topo do ranking. No mês passado, foram 15.234 unidades comercializadas, seguidas do HB20 da Hyundai (com 9.312) e do Ford Ka (7.248), segundo e terceiro colocados respectivamente.

A Minuto Seguros avaliou os preços dos seguros em cinco capitais diferentes: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Campo Grande (MS) e Rio Branco (AC). O estudo considerou como perfil um condutor homem, de 35 anos e casado.

Para esse tipo de perfil, o preço do seguro do Jeep Compass Sport pode apresentar uma diferença de R$ 3.016 entre as capitais, a maior entre os carros cotados. No Rio de Janeiro ficou em R$ 8.310 enquanto que, em Campo Grande, a SUV apresentou um valor de R$ 5.293. Por outro lado, a cotação do Corolla, da Toyota, é a que possui a menor diferença entre os veículos listados. Em Porto Alegre, o valor é o mais baixo, R$ 3.692, e no Rio de Janeiro o mais alto, R$ 4.117, uma distância de R$ 425.

Dos locais avaliados, o Acre é o que possui o seguro mais barato para metade dos carros analisados. Por outro lado, o Rio de Janeiro é a capital que apresenta os preços mais altos para 70% dos automóveis listados abaixo.

Para fazer a cotação, a Minuto teve como referência São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Campo Grande (MS) e Rio Branco (AC). As seguradoras Azul, AIG, Allianz, Bradesco, HDI, Itaú, Liberty, Sompo Seguros, Mapfre, Mitsui, Porto Seguro, Tokio Marine e Sulamerica foram as que enviaram as cotações para o perfil masculino, 35 anos, casado, com cobertura de terceiros de R$ 100 mil.

IRB lucra R$ 454 milhões no semestre, com ROAE de 28%

O IRB Brasil Re divulgou o primeiro balanço financeiro no pós IPO e início das ações negociadas na B3 na última segunda-feira. No comparativo do primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, os prêmios emitidos cresceram 13%, totalizando R$ 2,9 bilhões, enquanto nosso resultado de Underwriting avançou 74%, contribuindo positivamente para o crescimento de 10% no lucro líquido, que atingiu R$ 454 milhões, com um retorno sobre o capital próprio médio (ROAE) de 28%, no primeiro semestre de 2017.

No segundo trimestre de 2017, o volume total de prêmios emitidos pelo IRB Brasil RE avançou 12% em relação ao segundo trimestre de 2016, totalizando R$ 1,5 bilhão. Desse montante, R$ 1,0 bilhão foram prêmios emitidos no Brasil e R$ 460 milhões no exterior.

No acumulado do ano, o volume total de prêmios emitidos avançou 13% em relação ao primeiro semestre de 2016, totalizando R$ 2,9 bilhões. Desse montante, R$ 1,9 bilhão foram prêmios emitidos no Brasil e R$ 926 milhões no exterior, que ampliou sua participação de 24% dos prêmios emitidos no primeiro semestre de 2016 para 32% no mesmo período de 2017.

O aumento registrado nos prêmios emitidos decorre das contribuições positivas, primordialmente, dos ramos de Property, Rural e Vida, tanto no Brasil quanto no Exterior.

No segundo trimestre de 2017, o total de prêmios retidos foi de R$ 1,0 bilhão, um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2016. Esse crescimento pode ser explicado pela maior retenção dos prêmios, cujo índice saiu de 65,7% para 68,2%, um avanço de 2,5 pontos percentuais.

O total de prêmios retidos no acumulado do ano foi de R$ 1,9 bilhão, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período de 2016. Essa variação é explicada pelo aumento de 13% nos prêmios emitidos, principalmente nas linhas de property, rural e vida. Os prêmios retrocedidos no semestre avançaram 28% decorrente da melhora na proteção de contratos, primordialmente, no rural, que teve sua proteção ampliada em função dos efeitos climáticos ocorridos em 2016.

Os prêmios ganhos, tanto no trimestre quanto no semestre também seguiram a mesma tendência de crescimento, 8% no trimestre e 3% no acumulado do ano, totalizando R$ 884 milhões no segundo trimestre de 2017 e R$ 1,8 bilhão no primeiro semestre de 2017.

No segundo trimestre de 2017 os sinistros retidos recuaram 3% em relação ao mesmo período de 2016, totalizando R$ 542 milhões, com uma redução de 7 pontos percentuais no índice de sinistralidade que passou de 68,2% no segundo trimestre de 2016 para 61,3% no segundo trimestre de 2017.

No acumulado do ano, registramos uma redução de 10% nos sinistros retidos, que passaram de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre de 2016 para R$ 1,0 bilhão no primeiro semestre de 2017. Essa redução é reflexo, primordialmente, (i) da contínua melhora da gestão de sinistros; e (ii) do aumento dos contratos de proteção efetuados pela Companhia no período, visando minimizar os impactos da ocorrência de potenciais sinistros. Nesse contexto, o índice de sinistralidade do primeiro semestre de 2017 ficou em 57,5% em comparação aos 65,8% registrados no primeiro semestre de 2016, uma redução de 8 pontos percentuais no período.

No segundo trimestre de 2017 o resultado de subscrição avançou 85% em relação ao segundo trimestre de 2016, totalizando R$ 174 milhões, mais que compensando a redução de 20% no resultado financeiro. O índice combinado recuou 11 pontos percentuais no trimestre, passando de 97,7% no segundo trimestre de 2016 para 86,6% no segundo trimestre de 2017.

No acumulado do ano, o resultado de subscrição totalizou R$ 365 milhões, um crescimento de 74% em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução de 10% nos sinistros retidos da Companhia contribuiu positivamente para o incremento no resultado de subscrição no período. Mesmo em um ambiente econômico desafiador, fomos capazes de obter êxito em nossa estratégia de compensar a queda da taxa de juros, com a elevação do resultado de Underwriting.

No primeiro semestre de 2017, o índice combinado recuou cerca de 9 pontos percentuais, passando de 94,7% para 86,0%, em função, primordialmente, da redução do volume de sinistros retidos no período. O Índice combinado ampliado recuou 3 pontos percentuais, saindo de 72,4% para 69,0%.

No segundo trimestre de 2017 o resultado financeiro recuou 20%, saindo de R$ 291 milhões no segundo trimestre de 2016 para R$ 233 milhões, inferior à queda da SELIC média, que passou de 3,4% no segundo trimestre de 2016 para 2,5% no segundo trimestre de 2017 (-24%). Já no acumulado do ano, o resultado financeiro totalizou R$ 438 milhões, uma retração de 18% sobre primeiro semestre de 2016, em linha com a queda de SELIC média, que passou de 6,7% no primeiro semestre de 2016 para 5,7% no mesmo período de 2017 (-16%). Ao final do semestre, a carteira de investimentos totalizava, aproximadamente, R$ 6 bilhões, com uma rentabilidade equivalente a 136% do CDI no trimestre e 132% do CDI no semestre.

A performance do IRB Brasil RE acima do CDI foi obtida primariamente através de ganhos em renda fixa, em posições prefixadas e também em títulos que pagam cupom + inflação (NTNB). A estratégia de investimentos consistiu em fazer alocações nos momentos em que a avaliação técnica da equipe do IRB apontava haver prêmios adequados em tais papéis e desinvestir as referidas posições, nos momentos em que a avaliação técnica da equipe apontava serem adequados.

Despesas Administrativas – No trimestre, as despesas administrativas recuaram 26%, em termos nominais, passando de R$ 75 milhões para R$ 56 milhões no segundo trimestre de 2017; em termos reais, atualizado pelo IPCA, a redução foi de 27%, consequentemente, a relação entre as despesas administrativas sobre prêmios ganhos recuaram 3 pontos percentuais, passando de 9,2% no segundo trimestre de 2016 para 6,3% no segundo trimestre de 2017.

No primeiro semestre de 2017 as despesas administrativas recuaram 2%, em termos nominais, passando de R$ 121 milhões no primeiro semestre de 2016 para R$ 119 milhões no primeiro semestre de 2017. Em termos reais, atualizado pelo IPCA, essa redução foi de 3%. No semestre a relação entre as despesas administrativas sobre prêmios ganhos mantiveram-se praticamente estáveis, passando de 7,0% para 6,7%.

SulAmérica divulga lucro de R$ 209,2 milhões no semestre, queda de 10%

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A SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 80,6 milhões no segundo trimestre de 2017 e de R$ 209,2 milhões no primeiro semestre. A receita operacional líquida foi de R$ 4,4 bilhões no trimestre, 5,7% superior ao segundo trimestre de 2016, e de R$ 8,6 bilhões no acumulado do ano, 7,6% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela empresa nesta quinta-feira.

Segundo o grupo, o segundo trimestre habitualmente reflete efeitos de sazonalidade, especialmente no segmento de saúde. Desse modo, a sinistralidade mais alta deste segmento impactou negativamente nosso desempenho operacional no período que, por outro lado, apresentou ganhos em despesas administrativas e custos de comercialização. Além disso, acrescenta, como já era esperado para este trimestre, a taxa básica de juros (Selic) média mais baixa implicou em uma menor contribuição do resultado financeiro.

O lucro líquido no segundo trimestre foi 36,3% inferior ao registrado no segundo trimestre de 2016, que fora um segundo trimestre recorde para a SulAmérica. No acumulado dos seis primeiros meses, o lucro líquido apresentou redução de 10% em relação a 2016. Nosso retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) foi de 13,5% nos últimos doze meses. O índice combinado chegou a 102,9%.

O seguro saúde e odontológico manteve um bom ritmo de vendas novas e uma estratégia de retenção de portfólio acertada, informa. “Isso nos permitiu continuar apresentando crescimento na base de segurados. Com isso, encerramos o trimestre com crescimento importante de receitas nos planos coletivos, além do bom desempenho apresentado pelos planos administrados”, comenta Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, em nota.

Os planos odontológicos continuaram apresentando desempenho relevante tanto em receitas quanto em número de membros segurados, com aumentos de 16,4% e 6,4%, respectivamente, em relação ao 2T16.

O desempenho dos seguros de automóveis começa a mostrar sinais de recuperação, registrando crescimento de receitas e melhora na sinistralidade em relação ao 1T17. O segmento, porém, segue impactado por elevada taxa de frequência de furto e roubo de veículos em várias regiões do Brasil e uma lenta recuperação na venda de veículos novos.

Nas outras linhas de negócios, o grupo destaca o bom resultado no segmento de massificados, que apresentou crescimento relevante de receita e sinistralidade em queda, além do crescimento dos prêmios de seguros de vida e das receitas de capitalização.

Resultado Trimestral – 2o trimestre de 2017

• Receitas totais de R$ 4,4 bilhões (+5,7%) no 2T17 e R$8,6 bilhões no 1S17 (+7,6%)
• Lucro líquido de R$ 80,6 milhões no 2T17 e R$ 209,2 milhões no 1S17
• Índice de despesas administrativas atinge 8,4% da receita, com ganho de 0,6 p.p.
• Carteira de beneficiários de saúde e odonto ultrapassa 3,0 milhões (+2,7%) de vidas
• Retorno sobre o patrimônio líquido médio de 13,5% nos últimos doze meses

Sobe e desce no ranking de lucro das seguradoras no 1o. semestre de 2017

O mercado segurador registrou lucro líquido de R$ 6,45 bilhões no primeiro semestre de 2017, equivalente a 15% do prêmio ganho. O valor também significa uma queda de 9% em relação ao mesmo valor registrado em mesmo período do ano anterior.

O ganho representa uma rentabilidade (anualizada) sobre o patrimônio de 18%. Apesar de ser três pontos percentuais menor do que o registrado em junho de 2016, é uma rentabilidade atraente, tendo em vista apenas o balanço mundial da AIG divulgado hoje, com ROE de 6%. BB Seguros, AIG e Caixa apresentam ROE de 59%, 57% e 45%, respectivamente. Realmente pontos fora da curva.

O grupo Bradesco Seguros lidera o ranking de lucro líquido disparado, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), agrupados pela consultoria Siscorp e obtidos pelo blog Sonho Seguro. O grupo registrou no primeiro semestre lucro líquido de R$ 2 bilhões, o que presenta 32% do prêmio ganho e 24% sobre o PL. No mesmo período do ano passado o Bradesco exibia lucro de R$ 2,2 bilhões.

Em segundo lugar temos o grupo BB Mapfre, com R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre deste ano, praticamente estável ao ano passado. Em terceiro aparece a Caixa Seguros, com R$ 785 milhões, que passou na frente do Itaú, provavelmente pelo ganho que vem tendo com a Youse, a plataforma digital para vendas de produtos do grupo. A rentabilidade sobre PL da Caixa chega a invejáveis 45%, muito por conta da atuação em seguro habitacional. No primeiro semestre de 2016, a Caixa lucrou R$ 664 milhões.

O maior banco privado do Brasil caiu para o quarto lugar, com lucro líquido de R$ 732 milhões no primeiro semestre deste ano e rentabilidade sobre PL de 14%. O ganho do Itaú neste semestre ficou muito aquém dos R$ 1,3 bilhão do primeiro semestre de 2016, principalmente porque o grupo deixou de atuar em diversos ramos para focar apenas em produtos massificados de pessoas, patrimoniais, prestamista, previdência e capitalização. No balanço do segundo trimestre divulgado nesta semana, o Itaú informou que a redução foi devido principalmente à menor margem financeira gerencial no segmento de Saúde e pelo menor resultado de equivalência patrimonial da nossa participação no IRB.

Outra novidade é a Zurich ultrapassar a Porto Seguro. Enquanto o grupo suíço apresentou ganho de R$ 358 milhões, o grupo controlado pela família Garfinkel registrou lucro de R$ 323 milhões no mesmo período. Em comunicado, a Porto Seguro divulgou que o resultdo do segundo trimestre foi favorecido pelo benefício fiscal referente ao pagamento da primeira parte do JPC (juros sobre capital próprio) no valor de R$ 243 milhões. Desconsiderando esse efeito, o lucro do período seria 1% menor e o do primeiro semestre reduziria em 6%.

A SulAmérica, que divulga hoje seus resultados após o fechamento do mercado, aparece em sétimo lugar no ranking da Siscorp, com ganho de R$ 148 milhões e rentabilidade anualizada sobre o PL de 6%, o segundo menor percentual no clube das 10 maiores em lucro. A Icatu aparece em oitavo, com R$ 130 milhões em lucro.

As outras colocações também surpreendem. AIG, que era o maior prejuízo no ano passado, agora aparece em nono lugar em lucro, com R$ 102 milhões no semestre e 57% de rentabilidade sobre o PL. E em décimo aparece a Unimed, com ganho de R$ 77 milhões de janeiro a junho de 2017, com ROE de 17%.

Perdas – Grande mudança entre os maiores prejuízos neste primeiro semestre comprada a 2016, quando tínhamos Allianz (R$ 99,9 milhões), AIG (R$ 80,9 milhões), Generali (R$ 60,6 milhões), Royal (R$ 37,4 milhões) e AXA (R$ 27,1 milhões). Agora a AIG passou para a nona maior em lucro líquido do setor. Já Allianz e Generali seguem no vermelho, porém com um volume muito menor. Genenali (R$ 53,2 milhões), Alllianz (R$ 45,5 milhões), AXA (R$ 32,5 milhões), Sompo (R$ 20,9 milhões) e XL (R$ 9,7 milhões). Vale lembrar que todas elas estão investindo em tecnologia, consumindo o lucro que poderia ser distribuído aos acionistas, mas que garante a sobrevivência em um mundo em transformação digital.

Grandes shows acirram disputa em seguros, o que beneficia todos com proteção e mitigação de riscos

O Brasil tem sido um Porto Seguro para pop stars, como Paul McCartney, que chega ao Brasil novamente no segundo semestre deste ano, junto com ColdPlay e vários outros. Marisa Monte já começou a vender ingressos para a temporada de novembro do show com Paulinho da Viola. O Lolapaluza anunciou nesta semana que o evento terá três dias, um a mais do que as edições anteriores. E tudo isso precisa de seguro. Seguro que cobre vários tipos de perdas financeiras dos produtores.

O seguro, aliás, tem sido uma exigência dos investidores, que querem a garantia da realização do show e de que terão seu lucro mesmo na ocorrência de uma desistência do pop Star, como fez recentemente Justin Beber, que cancelou a turnê alegando cansaço físico. Enfim, imprevistos acontecem e se estiverem mensurados e com garantias, ok.

Vale lembrar o filme Jurassic Park. Como muitos são jovens e não assistiram o episódio inicial, vou contar. A trama começa com o dono do parque recebendo os inspetores de riscos das seguradoras. Ele tinha de fazer isso para conseguir abrir o parque e também por exigência dos investidores, que não permitem que o parque comece a operar sem um seguro que garanta danos causados a terceiros.

O Brasil chega nesse patamar de sustentabilidade um dia. Tenho certeza. Esta caminhando para isso. Uma prova é o cinema. Em julho entrou em cartaz nos cinemas brasileiros o novo filme protagonizado por Selton Mello: Soundtrack. A obra tem o apoio da consultoria e corretora de seguros Aon. Ciente do seu papel junto as comunidades e no desenvolvimento sustentável dos negócios, ao invés de oferecer apenas um apoio financeiro para a realização do filme, a Aon fez um estudo dos riscos envolvidos nas etapas de pré-produção, produção e pós-produção e desenhou o pacote de seguros. A seguradora escolhida foi a Chubb, uma das pioneiras no segmento.

A produção cinematográfica é exposta a muitos riscos. É fundamental chamar a atenção dessa indústria para a existência de pacotes de seguros que compreendem essas possibilidades e mitigam eventuais problemas. Dessa forma, o cinema brasileiro terá exibições melhores e mais seguras. “Nossa primeira preocupação foi entender, em termos gerais, como os diretores pretendiam executar o filme. Precisávamos conhecer o cenário de riscos, a equipe envolvida, equipamentos, objetos cenográficos, condições e locações onde as cenas seriam filmadas. Todo o briefing da produção, desde a pré-produção até a pós-produção”, comenta Midiã Borges, Especialista em Riscos e Seguros para Entretenimento e Eventos na Aon Brasil, em nota divulgada à imprensa.

O desenho do pacote de seguros do filme reuniu coberturas como seguro de acidentes pessoais para a equipe e os prestadores de serviço, morte acidental e por qualquer causa, invalidez permanente total ou parcial, além de assistência médica e odontológica. “Essas coberturas ajudam a formalizar as relações de trabalho. A indústria cinematográfica ainda tem muita informalidade e os seguros oferecem apoio para esses trabalhadores, contribuindo com a profissionalização do setor”, defende Midiã.

“Diante de um projeto cinematográfico, do seu gênesis até seu último momento, que é após o seu lançamento, nós estamos sempre administrando riscos”, analisa Julio Uchoa, produtor executivo do SoundTrack.

Com o objetivo de dar tranquilidade aos produtores, também foram consideradas outras coberturas importantes que muitos não se atentam na hora da contratação como: o seguro de responsabilidade civil, que cobre reembolso por danos involuntários, materiais e corporais, causados a terceiros, decorrentes de acidentes relacionados com as atividades exercidas para produção e realização da filmagem; o seguro de não comparecimento, que serve para reembolsar os custos de produção caso um artista fundamental, ou até mesmo o diretor do filme, não possa comparecer à gravação em um determinado dia; o seguro designado como suporte, para indenizar o segurado caso algum acidente provoque a perda do HD onde o filme está armazenado; e proteção de equipamentos cinematográficos, para ressarcir o valor de equipamentos de gravação, sonorização e projeção, objetos cenográficos, figurinos ou veículos de cena que por algum motivo sejam danificados durante as filmagens ou até mesmo roubados.

“Proporcionalmente, o custo do seguro é tão barato comparado ao custo da produção cinematográfica, que a exposição aos riscos não compensa, mas ainda é preciso quebrar alguns paradigmas e desenvolver uma cultura de seguros no segmento audiovisual brasileiro. Esse é o nosso papel como consultoria: analisar e cuidar dos riscos dando tranquilidade para os produtores realizarem sua arte”, acredita Midiã.

Curiosidades: acidentes durante gravações resultam no pagamento de grandes indenizações

Infelizmente, acidentes no estúdio são relativamente comuns e podem resultar em ferimentos e fatalidades, multas e indenizações. “Nos Estados Unidos e Europa, poucas produtoras se arriscam a iniciar projetos sem coberturas completas para as mais variadas situações. Com o amadurecimento do cinema nacional, essa percepção também está se desenvolvendo no Brasil”, afirma a especialista em Riscos e Seguros para Entretenimento e Eventos da Aon Brasil.

Algumas das principais empresas cinematográficas do mundo compilaram dados de acidentes em estúdios desde o ano 2.000 até hoje. Ao todo, foram registradas 37 mortes. “Mesmo que a produção seja muito cuidadosa e os riscos extremamente bem gerenciados, acidentes acontecem”, diz Midiã Borges.

De fato, existem diversas histórias públicas de acidentes em grandes produções. Durante a filmagem de Guerra nas Estrelas: O despertar da Força, uma porta hidráulica da nave espacial Millenium Falcon foi fechada no momento errado e quebrou a perna esquerda do ator Harrison Ford. O evento desencadeou uma investigação do departamento de Saúde e Segurança do Reino Unido, que aplicou uma multa de £ 1,6 milhão na produtora do filme. Na época, o responsável pela apuração disse que havia “risco de morte”. Felizmente, Harrison Ford sobreviveu.
O ator britânico Roy Kinnear não teve a mesma sorte na filmagem de O retorno dos Mosqueteiros. Ao filmar uma cena com um cavalo, ele sofreu uma queda, quebrou a bacia, teve uma hemorragia interna e morreu no dia seguinte em um hospital em Madri. A família do ator processou a produtora e recebeu £ 650 mil de indenização.

Durante a gravação de uma sequência de ação para o filme Cyborg, de 1989, o ator Jean-Claude Van Damme acidentalmente acertou o colega Jason Rock Pinckney no olho esquerdo. Pinckney perdeu a visão daquele olho e Van Damme teve que pagar uma indenização de quase US$ 500 mil.

“Na medida em que a indústria amadurece, seus riscos vão se tornando mais complexos. A produção audiovisual brasileira está em transformação e agora precisa desenvolver um olhar de gerenciamento de riscos”, conclui Midiã.

Zurich investe em APPs para avaliar e prevenir riscos

A Zurich, seguradora global, com 78 anos de experiência no Brasil, desenvolveu o Zurich Risk Advisor, único aplicativo do mercado a oferecer acesso a ferramentas de avaliação e prevenção de riscos e o disponibiliza gratuitamente para o mercado. De acordo com Carlos Cortés, Head de Risk Engineering da Zurich Brasil, é uma ferramenta que permite compreender riscos e potencial impacto sobre o negócio.

“A Zurich tem como missão conhecer os riscos e oferecer soluções para que as pessoas possam se proteger contra eles e tem atuação sustentada por três pilares: foco no cliente, inovação e simplificação. Dessa forma, nossas equipes buscam ajudar os clientes a conhecerem mais sobre a sua cadeia de valor, alavancar as avaliações de riscos e planejar ações de melhoria de risco de acordo com o seu orçamento”, explica o executivo.

Conheça as duas funções do aplicativo Zurich Risk Advisor – “What If” e “Self Risk Assessment”:

What If – O módulo é de fácil utilização e tem visual intuitivo. Para cada item, o usuário preenche suas informações e vai incluindo assim parâmetros fundamentais para uma melhor avaliação dos riscos. Com essas informações o usuário poderá priorizar as ações de melhoria de riscos. O módulo avalia possibilidades de incêndio, quebra de máquinas, interrupção de negócios, inundações, ventos e tempestades, bem como de responsabilidade civil geral e de produtos.

Na sequência de uma avaliação de riscos feita por um engenheiro da Zurich, este módulo permite aos usuários priorizar as ações de melhoria de riscos testando o impacto de cada uma delas sobre a pontuação geral. Um gráfico de fácil leitura sinaliza a classificação da qualidade dos riscos e apresenta descrições detalhadas das melhores práticas de controle, técnicas de mitigação e ideias de melhoria de risco para os diferentes fatores que contribuem com resultado final.

Self Risk Assessment

Em formato de questionário de múltipla escolha, o relatório, permite a autoavaliação do risco de incêndio e é baseado na metodologia e nas práticas recomentadas pelo Risk Engineering da Zurich, levando o usuário diretamente ao conhecimento de prevenção e melhores práticas da seguradora.

Uma vez que o usuário tenha completado o questionário, a classificação de riscos é apresentada em um gráfico de fácil compreensão, bem como os resultados detalhados para cada categoria de riscos e ações de melhoria recomendadas. Toda a informação é, então, compilada em um relatório (em formato PDF) que resume a avaliação e ações recomendadas. Este relatório pode ser compartilhado com outras pessoas.

Para acessar o Zurich Risk Advisor e realizar a avaliação, o usuário pode fazer o download do aplicativo nas lojas da plataforma iOS e Android, ou acessando via web através do site no endereço: https://riskadvisor.zurich.com/?lng=pt.

Allianz investe no Sul de Minas Gerais; unidade atenderá 30 cidades

Na terça-feira, 8, o espanhol Miguel Pérez Jaime, presidente, Eduardo Grillo, diretor executivo Comercial e Market Management, e Ricardo Zhouri, diretor regional Minas Gerais e Centro-Oeste, inauguram em Pouso Alegre a 63ª filial da Allianz Seguros, subsidiária brasileira do Grupo Allianz, o maior grupo segurador do mundo. A unidade localizada no Sul de Minas Gerais é a nona do estado e atenderá mais de 30 cidades, como Itajubá, Extrema e Santa Rita do Sapucaí.

A estrutura própria é uma demanda ocasionada pelo desenvolvimento da região, que vem potencializando negócios. Pouso Alegre e as cidades vizinhas, com a economia calcada no comércio e serviço, atualmente vivem um boom industrial, o que faz a Allianz ficar atenta às oportunidades de seguros ligados a empresas (incluindo produtos de Vida), construções e transportes.

A operação ainda estará fortemente voltada à comercialização de Massificados, como Automóvel, Residência e Condomínio. Esses ramos, além de estarem no centro da estratégia da seguradora em todo o país, ainda contam com o fato de o Sul de Minas Gerais ter 102,6 mil veículos seguráveis (21 mil em Pouso Alegre) e mais de 300 mil domicílios; só em Pouso Alegre são 48,3 mil, sendo 91% urbanos (dado IBGE). A filial ainda permitirá a seguradora aumentar a sua presença na região e intensificar o relacionamento com os corretores de seguros, o seu principal canal de vendas.