IRB lucra R$ 454 milhões no semestre, com ROAE de 28%

O IRB Brasil Re divulgou o primeiro balanço financeiro no pós IPO e início das ações negociadas na B3 na última segunda-feira. No comparativo do primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, os prêmios emitidos cresceram 13%, totalizando R$ 2,9 bilhões, enquanto nosso resultado de Underwriting avançou 74%, contribuindo positivamente para o crescimento de 10% no lucro líquido, que atingiu R$ 454 milhões, com um retorno sobre o capital próprio médio (ROAE) de 28%, no primeiro semestre de 2017.

No segundo trimestre de 2017, o volume total de prêmios emitidos pelo IRB Brasil RE avançou 12% em relação ao segundo trimestre de 2016, totalizando R$ 1,5 bilhão. Desse montante, R$ 1,0 bilhão foram prêmios emitidos no Brasil e R$ 460 milhões no exterior.

No acumulado do ano, o volume total de prêmios emitidos avançou 13% em relação ao primeiro semestre de 2016, totalizando R$ 2,9 bilhões. Desse montante, R$ 1,9 bilhão foram prêmios emitidos no Brasil e R$ 926 milhões no exterior, que ampliou sua participação de 24% dos prêmios emitidos no primeiro semestre de 2016 para 32% no mesmo período de 2017.

O aumento registrado nos prêmios emitidos decorre das contribuições positivas, primordialmente, dos ramos de Property, Rural e Vida, tanto no Brasil quanto no Exterior.

No segundo trimestre de 2017, o total de prêmios retidos foi de R$ 1,0 bilhão, um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2016. Esse crescimento pode ser explicado pela maior retenção dos prêmios, cujo índice saiu de 65,7% para 68,2%, um avanço de 2,5 pontos percentuais.

O total de prêmios retidos no acumulado do ano foi de R$ 1,9 bilhão, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período de 2016. Essa variação é explicada pelo aumento de 13% nos prêmios emitidos, principalmente nas linhas de property, rural e vida. Os prêmios retrocedidos no semestre avançaram 28% decorrente da melhora na proteção de contratos, primordialmente, no rural, que teve sua proteção ampliada em função dos efeitos climáticos ocorridos em 2016.

Os prêmios ganhos, tanto no trimestre quanto no semestre também seguiram a mesma tendência de crescimento, 8% no trimestre e 3% no acumulado do ano, totalizando R$ 884 milhões no segundo trimestre de 2017 e R$ 1,8 bilhão no primeiro semestre de 2017.

No segundo trimestre de 2017 os sinistros retidos recuaram 3% em relação ao mesmo período de 2016, totalizando R$ 542 milhões, com uma redução de 7 pontos percentuais no índice de sinistralidade que passou de 68,2% no segundo trimestre de 2016 para 61,3% no segundo trimestre de 2017.

No acumulado do ano, registramos uma redução de 10% nos sinistros retidos, que passaram de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre de 2016 para R$ 1,0 bilhão no primeiro semestre de 2017. Essa redução é reflexo, primordialmente, (i) da contínua melhora da gestão de sinistros; e (ii) do aumento dos contratos de proteção efetuados pela Companhia no período, visando minimizar os impactos da ocorrência de potenciais sinistros. Nesse contexto, o índice de sinistralidade do primeiro semestre de 2017 ficou em 57,5% em comparação aos 65,8% registrados no primeiro semestre de 2016, uma redução de 8 pontos percentuais no período.

No segundo trimestre de 2017 o resultado de subscrição avançou 85% em relação ao segundo trimestre de 2016, totalizando R$ 174 milhões, mais que compensando a redução de 20% no resultado financeiro. O índice combinado recuou 11 pontos percentuais no trimestre, passando de 97,7% no segundo trimestre de 2016 para 86,6% no segundo trimestre de 2017.

No acumulado do ano, o resultado de subscrição totalizou R$ 365 milhões, um crescimento de 74% em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução de 10% nos sinistros retidos da Companhia contribuiu positivamente para o incremento no resultado de subscrição no período. Mesmo em um ambiente econômico desafiador, fomos capazes de obter êxito em nossa estratégia de compensar a queda da taxa de juros, com a elevação do resultado de Underwriting.

No primeiro semestre de 2017, o índice combinado recuou cerca de 9 pontos percentuais, passando de 94,7% para 86,0%, em função, primordialmente, da redução do volume de sinistros retidos no período. O Índice combinado ampliado recuou 3 pontos percentuais, saindo de 72,4% para 69,0%.

No segundo trimestre de 2017 o resultado financeiro recuou 20%, saindo de R$ 291 milhões no segundo trimestre de 2016 para R$ 233 milhões, inferior à queda da SELIC média, que passou de 3,4% no segundo trimestre de 2016 para 2,5% no segundo trimestre de 2017 (-24%). Já no acumulado do ano, o resultado financeiro totalizou R$ 438 milhões, uma retração de 18% sobre primeiro semestre de 2016, em linha com a queda de SELIC média, que passou de 6,7% no primeiro semestre de 2016 para 5,7% no mesmo período de 2017 (-16%). Ao final do semestre, a carteira de investimentos totalizava, aproximadamente, R$ 6 bilhões, com uma rentabilidade equivalente a 136% do CDI no trimestre e 132% do CDI no semestre.

A performance do IRB Brasil RE acima do CDI foi obtida primariamente através de ganhos em renda fixa, em posições prefixadas e também em títulos que pagam cupom + inflação (NTNB). A estratégia de investimentos consistiu em fazer alocações nos momentos em que a avaliação técnica da equipe do IRB apontava haver prêmios adequados em tais papéis e desinvestir as referidas posições, nos momentos em que a avaliação técnica da equipe apontava serem adequados.

Despesas Administrativas – No trimestre, as despesas administrativas recuaram 26%, em termos nominais, passando de R$ 75 milhões para R$ 56 milhões no segundo trimestre de 2017; em termos reais, atualizado pelo IPCA, a redução foi de 27%, consequentemente, a relação entre as despesas administrativas sobre prêmios ganhos recuaram 3 pontos percentuais, passando de 9,2% no segundo trimestre de 2016 para 6,3% no segundo trimestre de 2017.

No primeiro semestre de 2017 as despesas administrativas recuaram 2%, em termos nominais, passando de R$ 121 milhões no primeiro semestre de 2016 para R$ 119 milhões no primeiro semestre de 2017. Em termos reais, atualizado pelo IPCA, essa redução foi de 3%. No semestre a relação entre as despesas administrativas sobre prêmios ganhos mantiveram-se praticamente estáveis, passando de 7,0% para 6,7%.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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