Câmara aprova alteração em projeto de seguro rural e texto volta ao Senado

Fonte: CNN

Em uma votação que durou menos de 15 minutos, o plenário da Câmara de Deputados aprovou o texto com alterações à proposta original sobre seguro rural. Com isso, o projeto deve voltar para apreciação do Senado Federal. A aprovação reformula o seguro rural, prevendo taxas de juros menores, prazos diferenciados e prioridade em operações de crédito rural quando amparadas por seguro.

O Projeto de Lei 2951/24 foi aprovado com substitutivo do relator Lupion, que fez poucas mudanças, como o detalhamento de cláusulas desse seguro como garantia nos empréstimos rurais. Na proposta do novo texto, que teve debate de turno único entre os parlamentares, o prêmio do seguro será subsidiado por fundo bancado com recursos públicos.

Segundo o texto, o fundo poderá ser composto por ações de empresas nas quais a União tenha participação minoritária, ou por excesso de ações necessárias ao controle de empresas de economia mista (como a Petrobrás), assim como imóveis e outros direitos da União.

O fundo apelidado de “Fundo Catástrofe” está previsto pela Lei Complementar 137/10, de 2010, mas, segundo a Câmara, não chegou a ir para frente por falta de investimentos e de regulamentação. Os parlamentares destacaram a necessidade dos produtores terem acesso ao seguro rural, em especial, devido aos problemas de acesso a crédito e de extremos climáticos.

Além disso, mencionaram que a urgência da aprovação se dá em razão do calendário de anúncio do Plano Safra 2026/27, que deve sair entre junho e julho. A proposta também estabelece prioridade no acesso ao crédito rural, inclusive em casos de prorrogação ou renegociação de dívidas.

O projeto ainda altera regras da Lei do Seguro Rural (10.823/2003) sobre o fornecimento de dados de produção. Atualmente, os produtores precisam apresentar informações históricas individualizadas dos ciclos produtivos anteriores.

Pela nova proposta, os tipos de informações exigidas passarão a ser definidos em regulamento do Poder Executivo.

Alterações de destaque

O substitutivo aprovado pela Câmara proíbe o contingenciamento ou bloqueio de despesas ligadas a obrigações constitucionais e legais, incluindo ações de subvenção ao prêmio do seguro rural.

Pelo texto, a subvenção ao seguro rural passa a ter execução orçamentária obrigatória, limitada ao valor previsto no projeto original da Lei Orçamentária Anual encaminhado pelo Executivo ao Congresso.

A proposta também autoriza o remanejamento de recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) para o seguro rural, desde que a transferência não comprometa o funcionamento do programa nem as operações já contratadas.

Outra mudança prevista é a possibilidade de uso de recursos do fundo, a critério do conselho diretor, para fortalecer bancos de dados sobre operações de seguro rural e ações de zoneamento de riscos agropecuários.

O substitutivo ainda permite a criação de subfundos com patrimônios segregados para atender setores específicos do agronegócio.

Além disso, em relação ao seguro de atividades agrícolas, o substitutivo estabelece prazos para andamento do processo de obtenção da indenização após os eventos de sinistro.

A garantia de empréstimos também terá cláusulas específicas nas novas regras do seguro rural, caso o texto passe no Senado.

Outra alteração que consta no texto aprovado na Câmara é que o fundo de seguro rural transfira riscos para empresas resseguradoras, ou adquira Letras de Risco de Seguros (LRS), conforme regulamentação da Superintendência de Seguros Privados.

A LRS é um título de crédito vinculado a operações de seguros e resseguros, com livre negociação no mercado financeiro.

Como foi a votação

Antes da votação, o parecer foi lido em plenário pelo deputado Arnaldo Jardim(Cidadania-SP). O relatório recebeu parecer favorável das comissões de Agricultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça, que consideraram o projeto adequado do ponto de vista orçamentário, constitucional e jurídico. O substitutivo aprovado incorporou mudanças ao texto original do Senado, prevalecendo a versão apresentada pelo relator da Comissão de Agricultura.

O relator, Pedro Lupion, destacou que a cobertura de áreas seguradas no Brasil ainda é muito reduzida, principalmente por causa da “complexidade de marcos normativos, da insuficiência de recursos direcionados à subvenção, das incertezas inerentes ao acesso aos programas governamentais e das dificuldades operacionais enfrentadas por produtores e seguradoras”.

Durante a votação, parlamentares da federação PT-PCdoB-PV apresentaram um destaque para votação em separado do artigo 6º do substitutivo. O encaminhamento da votação foi feito pelo deputado Bohn Gass (PT-RS), mas o plenário decidiu manter o texto como estava.

Após a conclusão da análise dos destaques, a Câmara aprovou a redação final da proposta, consolidando o texto que será reenviado ao Senado.

Na semana passada, o deputado federal Pedro Lupion apresentou o relatório do Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, que reformulou o marco legal do seguro rural no Brasil.

O parecer incluia execução obrigatória dos recursos da subvenção ao prêmio do seguro rural, prazos para pagamento de indenizações, uso das apólices como garantia em operações de crédito e mudanças no Fundo de Cobertura Suplementar dos Riscos do Seguro Rural.

Procura por seguro de joias cresce em meio à alta dos roubos de alianças em São Paulo  

Fonte: Howden

A procura por seguro de joias tem aumentado no Brasil em meio ao crescimento dos roubos de alianças, relógios e outros itens de valor em grandes centros urbanos. A avaliação é da Howden Brasil, filial da corretora global especializada em seguros de alta complexidade. O movimento ocorre em meio ao aumento dos roubos de alianças, relógios e joias registrados em grandes centros urbanos como São Paulo, onde foram contabilizados 11 casos por dia apenas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

De acordo com Ricardo Minc, diretor de Esportes, Mídia e Entretenimento da Howden Brasil, o perfil de quem busca esse tipo de cobertura também mudou nos últimos anos. “Percebemos que a procura deixou de ser exclusiva de grandes colecionadores. Hoje, há um aumento real de clientes que desejam proteger itens de uso diário, como alianças de casamento e relógios, que possuem valor financeiro e emocional”, explica.

Para muitas pessoas, a dúvida é se o seguro residencial já não seria suficiente para garantir a proteção desses bens. No entanto, Minc esclarece que joias e relógios normalmente possuem restrições relevantes nas apólices residenciais tradicionais. Em muitos casos, há exclusão total para esse tipo de bem ou limites bastante reduzidos, geralmente vinculados apenas à cobertura de roubo ou furto qualificado dentro da residência.

O mercado brasileiro ainda é considerado pouco desenvolvido quando comparado aos Estados Unidos e à Europa, onde existem seguradoras especializadas exclusivamente nesse segmento. Como alternativa, o mercado especializado trabalha com o modelo Jewelry Insurance”, que opera no formato “all risks” (todos os riscos). Segundo Minc, a proposta é aproximar o mercado brasileiro de um padrão já consolidado nos Estados Unidos, focado no uso real do bem e não apenas na proteção da residência. Essa modalidade oferece cobertura dentro e fora de casa, em eventos e viagens internacionais, protegendo não apenas contra roubo, mas também contra danos acidentais, quebra e perda de pedras preciosas.

Em termos práticos, a cobertura permanece válida em qualquer lugar do mundo enquanto a joia está sendo utilizada. Segundo Minc, esse é um diferencial relevante em um momento em que relatos de roubos envolvendo turistas brasileiros em grandes capitais internacionais têm se tornado mais recorrentes. Quando as peças não estão sendo utilizadas, a regra geral é que fiquem guardadas em um local trancado, sem obrigatoriedade de cofre para a maioria das situações. A exigência do cofre ocorre prioritariamente em hotéis, onde é necessário utilizar o equipamento do quarto ou da recepção sempre que disponível.

A flexibilidade também se estende à contratação, pois mesmo peças herdadas de família ou sem nota fiscal podem ser protegidas. Nesses casos, o processo é viabilizado por meio de fotos, descrições detalhadas e laudos de avaliação, o que garante um valor de reposição justo em caso de sinistro.

Para Ricardo Minc, o ponto central é ampliar o conhecimento sobre as novas modalidades do mercado. “O desafio é mostrar que o seguro de joias não é algo burocrático ou inacessível, mas uma ferramenta para que as pessoas possam usar seus bens no dia a dia com mais tranquilidade em diferentes ambientes”, finaliza.

Inteligência artificial deve transformar seguros nos próximos anos, afirma o presidente da CNseg

“A inteligência artificial já entrou definitivamente na agenda estratégica do mercado segurador e tende a provocar mudanças profundas na forma como seguros serão comercializados e operados nos próximos anos”, afirmou o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, durante participação na sexta edição do Conexão Futuro Seguro. O evento, realizado em 26 de maio, em formado presencial e online, foi promovido pela Escola de Negócios e Seguros – ENS, em parceria com a Federação Nacional dos Corretores (Fenacor) e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros (IBDCOR).


Ao comentar os impactos da IA no setor, Dyogo comparou o atual momento tecnológico à chegada dos computadores nas décadas de 1970 e 1980. Segundo ele, a adaptação às novas ferramentas deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para empresas e profissionais.


“O que muitos estão falando é que quem não tiver inteligência artificial, esse sim vai ser excluído do mercado”, afirmou. 


O presidente da CNseg citou uma pesquisa realizada pela Confederação no ano passado mostrando que todas as seguradoras brasileiras já possuem projetos ligados à inteligência artificial, ainda que em diferentes níveis de maturidade. Os resultados observados até agora, segundo ele, ainda são modestos em termos de redução de custos e expansão de negócios, mas apontam para uma trajetória sem volta. 


Dyogo destacou que, embora o conceito de inteligência artificial tenha origem em estudos matemáticos da década de 1950, a tecnologia entrou recentemente em uma fase de crescimento exponencial. Para ele, o que existe atualmente representa apenas o início das transformações que ainda virão.


“O que a gente está vendo de Inteligência Artificial hoje é apenas uma pequena semelhança do que vai acontecer nos próximos cinco ou dez anos”, afirmou. 


Durante o debate, o presidente da CNseg também buscou afastar a percepção de que a IA substituirá completamente o trabalho humano. Segundo ele, a tecnologia deve funcionar como instrumento de apoio às pessoas, ampliando capacidades e tornando processos mais eficientes.


Para ilustrar as mudanças provocadas pela inovação tecnológica no mercado segurador, Dyogo lembrou que, há poucas décadas, seria difícil imaginar a venda de seguros por aplicativos de mensagens. Hoje, no entanto, ferramentas digitais já fazem parte da rotina dos corretores e consumidores.


“Não sabemos exatamente como estaremos usando inteligência artificial daqui a dez anos para vender seguros, mas é absolutamente certo que estaremos usando de alguma maneira”, disse. 


Ao encerrar sua participação, Dyogo Oliveira afirmou que o setor deve acompanhar as transformações tecnológicas sem receio, mas com responsabilidade e atenção às oportunidades concretas trazidas pelas novas ferramentas. Segundo ele, apesar de ainda estar em estágio inicial, a inteligência artificial já demonstra potencial para ampliar a eficiência, apoiar decisões e criar novas possibilidades para o mercado segurador.

Tokio Marine cria diretoria Assessorias Brasil e unifica diretorias Norte e Nordeste

Marcelo Goldman Tokio Marine Seguradora

Em continuidade às ações estratégicas que vem implementando para aprimorar o atendimento aos Corretores de Seguros, a Tokio Marine anuncia a criação da Diretoria Assessorias Brasil, sob a liderança de Ronaldo Dalcin, e a unificação das Diretorias Norte e Nordeste, agora sob responsabilidade de Cefas Rodrigues. Os objetivos das iniciativas são ganhar eficiência operacional, padronizar rotinas e garantir que os times comerciais estejam cada vez mais próximos dos cerca de 50 mil Corretores e Parceiros de Negócios que hoje trabalham com a Companhia. 
 

Com as mudanças, a Diretoria Comercial Nacional Varejo e Vida da Tokio Marine fica estruturada em quatro verticais especializadas: duas dedicadas a Produtos (Vida e Produtos PJ) e duas focadas em Canais de Distribuição (Assessorias e Grupos Econômicos). “Temos como missão atender o Corretor com excelência, entendendo cada vez mais suas demandas e as características de cada negócio. Dessa forma, esses dois movimentos refletem a importância de uma operação que combina conhecimento técnico, atendimento consultivo e especializado e visão estratégica”, afirma o Vice-Presidente Comercial e Produtos Massificados, Marcelo Goldman. 
 

Para Ronaldo Dalcin, até então responsável pela região Nordeste, assumir a Diretoria Assessorias Brasil é ampliar o compromisso da Companhia com esse importante canal de distribuição. “As Assessorias ocupam um papel estratégico em nosso negócio: atuam como importante conexão comercial e dão suporte para os Corretores atuarem como Consultores de Proteção dos nossos Clientes. Nesta nova jornada, o foco é fortalecer nosso relacionamento por meio de escuta ativa e direcionamento claro, impulsionando resultados consistentes em todo o país”, destaca.
 

Já Cefas Rodrigues, que liderava a atuação da Companhia no Norte do país, reforça que a unificação do atendimento com o Nordeste é um movimento estratégico, considerando o potencial econômico das duas regiões. “Agora podemos atuar de maneira ainda mais assertiva nesses importantes mercados, compartilhando experiências, fortalecendo nossas melhores práticas e ampliando nossa capacidade de relacionamento com Corretores e Clientes”, comenta o executivo.
 

Ainda como parte das alterações na estrutura organizacional da Diretoria Comercial Varejo e Vida, o executivo Renato Almeida assumiu, em março, a cadeira de Superintendente Comercial de Grupos Econômicos e Comercial PJ.

El Niño leva incerteza aos produtores rurais da bacia do Paraná 


O IRB(P&D), área do IRB(Re) dedicada a pesquisa e desenvolvimento, elaborou relatório que avalia os impactos do El Niño, investigando a relação entre as fases do fenômeno climático e a ocorrência de eventos de seca e indicadores de sinistralidade do seguro rural na Bacia Hidrográfica do Paraná. A área analisada abrange estados estratégicos para o agronegócio, como São Paulo e Paraná, com forte relevância para a produção nacional de soja.
 

Segundo o prognóstico oficial da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) emitido em maio, há 82% de probabilidade de desenvolvimento de El Niño no trimestre de maio a julho, com 96% de probabilidade de desenvolvimento até dezembro de 2026. Assim, o cenário mais provável indica neutralidade no curtíssimo prazo e transição para El Niño ao longo de 2026, com persistência provável até pelo menos o fim do ano. 
 

O El Niño é identificado principalmente por anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial. Quando essa faixa do oceano fica mais quente que o normal, caracteriza-se o El Niño; quando fica mais fria que o normal, configura-se a La Niña. Essas mudanças no oceano alteram a circulação atmosférica, deslocam áreas de nuvens e chuva e, por isso, afetam o clima em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. 
 

Variações climáticas influenciam diretamente a disponibilidade hídrica, a produção agrícola e a sinistralidade do seguro rural no país. O estudo propõe, portanto, um conjunto de indicadores capaz de conectar condições climáticas globais; indicadores regionais de seca; e métricas de sinistralidade do seguro rural.
 

“Essa integração permite avaliar o risco climático de forma mais ampla, conectando sinais de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, explica Reinaldo Marques, superintendente Atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D). Além de apoiar o desenvolvimento de indicadores de alerta precoce, a metodologia contribui para fortalecer estratégias de subscrição, monitoramento e gestão de portfólio no seguro rural.
 

Foco da análise do IRB(P&D), a Bacia Hidrográfica do Paraná tem forte atividade agrícola, expressiva contribuição econômica, relevância energética e ampla abrangência territorial. Somente em dois estados, São Paulo e Paraná, em 2023, o Valor Bruto de Produção Agropecuária brasileiro superou R$ 1,3 trilhão, sendo que grande parte desse total é gerada em municípios pertencentes à bacia.
 

Como a dinâmica agrícola predominante na bacia é sensível à disponibilidade hídrica, sobretudo quando déficits de chuva coincidem com fases críticas do ciclo das culturas, as fases do fenômeno podem repercutir em perdas de produtividade e em impactos econômicos associados. “Compreender a relação entre o El Niño e a seca na região é decisivo para qualificar o diagnóstico climático e aprimorar a antecipação de impactos sobre a produção agrícola e a gestão de recursos hídricos”, afirma. 
 

Os resultados do estudo conduzido pelo IRB(P&D) indicam que o El Niño pode influenciar de forma relevante a dinâmica das condições hidrológicas regionais, com possíveis repercussões sobre a produção agrícola e sobre o comportamento das perdas no seguro rural. Ao mesmo tempo, a análise mostra que essa relação não é linear e se manifesta de forma heterogênea no espaço, reforçando a necessidade de abordagens regionalizadas.
 

Desta forma, apesar da elevação das probabilidades, a previsão ainda deve ser interpretada com cautela, tanto pela incerteza inerente ao horizonte sazonal quanto pela possibilidade de diferentes intensidades do evento. O sinal mais robusto aparece no Norte e em parte do Nordeste, onde tende a aumentar o risco relativo de redução de chuva, estiagem e estresse hidrológico. No outro extremo, o Sul do Brasil é a região em que o sinal de mais chuva, maior chance de episódios extremos e maior risco de cheias costuma aparecer com mais consistência.
 

“O sinal existe, é monitorável e deve entrar na avaliação de risco, especialmente para seca no Norte e Nordeste e cheias no Sul. Porém, é essencial evitar falsas dicotomias. O fato de o El Niño aumentar o risco de determinados impactos não significa que ele, sozinho, determine o que ocorrerá em cada estado, bacia hidrográfica, cidade ou carteira de ativos”, reforça Reinaldo.

AXA no Brasil anuncia Juliana Amaral como nova Diretora Jurídica e de ESG

A AXA no Brasil reforça seu time executivo com a chegada de Juliana Amaral como nova Diretora Jurídica e de ESG. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de seguros, resseguros e bancário, a executiva assume o desafio de consolidar a estratégia da companhia em ESG em um período de profundas transformações no setor. Juliana responderá diretamente a Alexandre Campos, Vice-Presidente de RH, Jurídico, Compliance e ESG da AXA no Brasil.

Formada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Direito Processual Civil pela PUC-SP e extensão pela GVLaw, Juliana Amaral construiu uma trajetória sólida liderando equipes multidisciplinares por mais de uma década em diretorias jurídicas e de sinistros. Também atua como professora na Escola de Negócios e Seguros (ENS) e é Vice-Presidente de relações com o mercado na Comissão de Seguros e Resseguros da OAB São Paulo (gestão 2024–2026).

Juliana chega à AXA em um momento estratégico para o mercado segurador brasileiro. A executiva estará à frente do aprimoramento das mudanças decorrentes do novo marco regulatório de seguros, garantindo que a companhia não apenas atenda às exigências, mas também utilize a conformidade regulatória como uma vantagem competitiva e estratégica.

“A trajetória da Juliana reúne exatamente as competências de que precisamos para navegar neste novo cenário do setor. Sua liderança será fundamental para apoiar a tomada de decisões de negócios com agilidade e segurança”, afirma Alexandre Campos.

Além das frentes jurídica e regulatória, Juliana ficará responsável pela condução do novo plano estratégico de ESG da companhia, aprovado em 2025. Entre os desafios da executiva estão o acompanhamento das metas e projetos da agenda ESG, além do fortalecimento da integração dos pilares ambiental, social e de governança à cultura organizacional e às operações da AXA no Brasil.

“Sempre tive uma visão técnica muito próxima da subscrição e uma troca constante com essa área. Além de trazer essa experiência comigo, também assumo, pela primeira vez, o desafio de atuar diretamente em ESG, embora já tenha vivência no tema por meio da minha atuação em compliance e desde o início de 2026 como uma das líderes do pilar de gênero junto ao Instituto pela Diversidade e Inclusão no setor de Seguros (IDIS). Estou animada com esse novo desafio e com a possibilidade de construir entregas com propósito, ações que gerem valor com responsabilidade corporativa e foco no desenvolvimento sustentável de longo prazo”, afirma Juliana.

Empresas se unem e emitem Letras de Risco de Seguros aberta ao mercado com captação de R$ 126 milhões

roberto-takatsu galápagos Hdi Tokio marine

O mercado financeiro brasileiro inaugura uma nova fase com a emissão da primeira Letra de Risco de Seguro (LRS) com distribuição ao mercado, construída em parceria entre Avla Seguros, Galapagos Capital, Tivio Capital e a fintech Marvin. Com captação de R$ 126 milhões, o título é voltado para investidores profissionais e foi desenvolvido para cobrir operações de seguro de crédito de uma grande varejista. A iniciativa conta ainda com a participação da assessoria jurídica dos escritórios Mattos Filho, Pinheiro Neto Advogados e Madrona Advogados. 

A operação é a quarta emissão de LRS no Brasil e a primeira com distribuição ao mercado, conectando de forma direta o mercado de seguros ao mercado de capitais, em um contexto de crescente demanda por soluções de seguros e ativos alternativos de investimento.

Criada no âmbito do novo marco legal da securitização de 2022 (Lei nº 14.430/2022), a LRS surge como um instrumento estratégico ao permitir a transferência de riscos de seguros e resseguros para o mercado de capitais, ampliando as possibilidades de financiamento do setor e criando uma alternativa de diversificação para investidores no país. Na prática, o instrumento funciona como um título estruturado, no qual os recursos aportados pelos investidores servem como lastro para operações de seguro (neste caso, seguro de crédito). Esse capital atua como garantia para eventuais sinistros: caso o evento previsto não ocorra, o investidor recebe o valor aplicado acrescido da remuneração previamente acordada; já na ocorrência do sinistro, parte ou a totalidade dos recursos pode ser direcionada ao pagamento de indenizações, havendo nesse tipo de instrumento estruturado garantias que resguardam os interesses dos investidores.

“A LRS permite acessar o capital do mercado financeiro de forma direta para financiar riscos de seguros, criando uma alternativa tanto para investidores quanto para o setor. O modelo representa uma mudança importante na lógica tradicional do mercado ao estabelecer uma ponte direta entre quem assume risco e quem busca oportunidades de investimento”, afirma Felippe Astrachan, CEO da Avla Brasil, seguradora que liderou o processo.

“A aceleração da disseminação deste instrumento no mercado implica um longo prazo de aprendizado, que somente agora está ganhando maior tração. As primeiras emissões foram criadas do zero, sem referências que pudessem agilizar o processo. Desta forma, tivemos que educar tanto as seguradoras, como os investidores, para a compreensão deste novo segmento. Hoje, temos um arcabouço contratual já implantado e os players já possuem um conhecimento mais avançado sobre as LRS, o que permite que novas emissões ocorram de forma mais rápida”, diz Roberto Takatsu, sócio da área de seguros da Galapagos Capital.

Nos Estados Unidos, o mercado de ILS (Insured Linked Securities) já apresenta elevado grau de maturidade: apenas em 2025, foram registrados US$ 24,7 bilhões em novas emissões, totalizando cerca de US$ 60 bilhões em estoque, impulsionados pela alta demanda e pela forte presença de grandes investidores institucionais.

“O potencial desse instrumento é amplo, tanto pela diversidade de riscos que podem ser estruturados quanto pela capacidade de atrair diferentes perfis de investidores. Estamos no início de um movimento que pode transformar a forma como o risco é financiado no país”, diz Astrachan, que já avalia potenciais novas emissões.

A Tivio Capital, gestora dedicada a ativos alternativos do Grupo Bradesco, atua na operação como gestora dos ativos e investidora âncora, tendo participado ativamente da estruturação desde o início da operação. A participação nessa LRS  reforça o posicionamento da gestora na vanguarda do desenvolvimento de soluções de investimentos alternativos no país visando a sofisticação da grade de produtos do Bradesco.

“A LRS ainda é um instrumento recente no Brasil, embora já bastante difundido no exterior. Para nossos clientes, representa acesso a uma fonte de retorno descorrelacionada de renda fixa e renda variável, com relação de risco retorno favorável — algo que antes era restrito a seguradoras e resseguradoras. Essa operação é mais um passo na construção de uma plataforma de alternativos robusta e diversificada, que segue em expansão”, afirma Matheus Alencastro, responsável pela operação na Tivio Capital.

A Marvin atuou como agente de garantias e co-estruturador da operação, viabilizando a emissão através da constituição e gestão do colateral financeiro. “Estamos muito satisfeitos com o sucesso dessa primeira emissão. Encontramos na Avla um parceiro igualmente inconformado com o ‘não dá para fazer’. Essa é a primeira de uma série que vamos lançar ainda este ano.”, afirma Bernardo Vale, CEO da Marvin.

EZZE Seguros lança Seguro 10 em ação durante partida do Corinthians pelo Brasileirão

richard vinhosa ezze

A Ezze Seguros realizou neste domingo (24) o lançamento oficial do Seguro 10, novo produto criado para ampliar o acesso da população brasileira ao mercado segurador, que pode ser adquirido por R$ 10,00. A apresentação aconteceu durante a partida entre Sport Club Corinthians Paulista e Clube Atlético Mineiro, válida pelo Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena.

Patrocinadora oficial do Corinthians, a EZZE escolheu um dos principais palcos do futebol brasileiro para apresentar ao público um produto voltado especialmente para pessoas que nunca tiveram seguro e buscam proteção financeira de forma simples, digital e acessível.

Com mensalidade de R$ 10 e contratação 100% online, diretamente pelo site criado pela companhia, o Seguro 10 conta com cobertura para telemedicina, morte acidental, assistência funeral familiar válida para segurado, cônjuge e filhos de até 21 anos, e invalidez permanente ou total por acidente, além de participação em sorteios mensais de R$ 5 mil realizados com base na extração da Loteria Federal.

A proposta da seguradora é aproximar o seguro da realidade financeira da maior parte da população brasileira, reduzindo barreiras históricas de acesso ao setor e ampliando a cultura de proteção financeira no país. O lançamento também reforça o papel do microseguro como instrumento de proteção para famílias mais vulneráveis, ao combinar cobertura acessível com baixo custo de aquisição.

“O Seguro 10 nasce para mostrar que proteção também pode ser simples, acessível e fazer parte da rotina das pessoas. Estamos falando de um produto pensado para milhões de brasileiros que nunca tiveram acesso ao mercado segurador”, afirma Richard Vinhosa, CEO da EZZE Seguros.

Mais de 80% dos brasileiros não têm seguro de vida

Apesar do crescimento do mercado segurador nos últimos anos, o Brasil ainda apresenta baixo alcance nesse segmento. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que apenas cerca de 17% dos brasileiros possuem seguro de vida atualmente, o que significa que oito em cada dez brasileiros não têm esse tipo de proteção.

Na avaliação da EZZE, um dos principais desafios do setor ainda está ligado à percepção de que seguro é um produto caro, burocrático ou distante da realidade da maior parte da população.

“O brasileiro está mais digital e mais aberto a soluções simplificadas. Existe uma demanda reprimida importante por produtos acessíveis e fáceis de contratar. O Seguro 10 nasce também com esse objetivo de ampliar a cultura de proteção no país e mostrar que o seguro pode caber no orçamento das famílias brasileiras”, completa Vinhosa.

Generali apresenta Redion, marca que reúne Europ Assistance e Generali Employee Benefits 

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O Grupo Generali apresenta hoje a Redion, uma nova marca para sua plataforma global de Care, que reúne as atividades da Europ Assistance e da Generali Employee Benefits (GEB) sob uma única identidade e oferta. Operando como uma entidade integrada dentro da Generali Care há quase três anos, a Redion é a marca que a Generali Care merece — uma marca que reconhece o trabalho extraordinário já realizado e torna visível, para o mundo, aquilo que clientes e parceiros vivenciam há anos. Antoine Parisi, atual CEO da Generali CARE Hub, liderará a Redion como CEO global.
 

Com mais de 12.000 colaboradores, operações em mais de 190 países e € 5,8 bilhões em volume anual de negócios no ano fiscal de 2025, a Redion é a nº 1 no mundo em benefícios para colaboradores, após a aquisição da Swiss Life Network no início de 2026, e a nº 2 mundial em assistência e seguro-viagem. A plataforma atende corporações multinacionais, empresas globais de viagens, instituições financeiras e seus clientes finais, oferecendo serviços que abrangem seguro-viagem, assistência emergencial e médica, proteção ao colaborador (vida, invalidez, acidentes e saúde), soluções de saúde e mobilidade, assim como programas globais B2B2C e seguros integrados para instituições financeiras, plataformas de viagens e empregadores multinacionais.
 

Giulio Terzariol, Deputy CEO da Generali, afirmou: “A Redion é a expressão do que a Generali Care já se tornou: uma plataforma global e integrada, criada para oferecer cuidado em todas as dimensões da vida das pessoas. Totalmente alinhada à nossa estratégia ‘Lifetime Partner 27: Driving Excellence’ e à nossa ambição de liderar em proteção, saúde e acidentes. A Redion incorpora um padrão simples, imediato e consistente de Care, reunindo competências complementares em prevenção, seguros e assistência em uma proposta global, fluida e integrada.”
 

Jean-Laurent Granier, CEO da Generali France & Global Business Activities e presidente do Conselho da Redion, afirmou: “Ocupo três lugares nesta mesa, como presidente do Conselho da Redion, como parceiro da rede por meio da GEB e como cliente no lado da assistência. A partir dessas três posições, minha leitura é a mesma: há algum tempo, a realidade desta organização está muito à frente da marca que a representa. A qualidade, o alcance global, a profundidade genuína da expertise, tudo isso já é real, já é vivenciado por nossos parceiros e clientes todos os dias. Hoje, simplesmente damos a ela a marca que merece.”
 

Uma marca que reflete uma plataforma já consolidada globalmente
 

A Redion nasce sobre a experiência complementar de duas líderes do setor. A Europ Assistance, criadora da indústria global de assistência há mais de 60 anos, expandiu sua expertise ao longo do tempo para seguro-viagem, assistência veicular e serviços pessoais. A GEB, criada em 1966, é a plataforma global dedicada ao capital humano de corporações multinacionais e, após a aquisição da Swiss Life Network no início de 2026, tornou-se a líder mundial incontestável em benefícios para colaboradores. Sob a Redion, essas duas frentes de expertise estão totalmente unificadas: uma única estratégia de dados, investimento compartilhado em IA e um padrão elevado único em tecnologia e operações, disponível para todos os clientes e parceiros, em todos os mercados.
 

Para os clientes e parceiros atuais, tudo permanece como está. Contratos, equipes de atendimento, números de telefone e SLAs seguem inalterados. A marca é nova; o compromisso é o mesmo que existe há décadas.
 

Antoine Parisi, CEO Global da Redion, afirmou: “A Redion reflete a determinação de nossas equipes em entregar uma proposta aprimorada, integrada e habilitada por tecnologia para clientes e parceiros em todo o mundo. Uma única marca significa uma estratégia unificada de dados, investimento compartilhado em IA e um padrão único e elevado em nossa plataforma tecnológica. O nome Redion não carrega limites geográficos ou setoriais. Mas o que quero que as pessoas entendam é que, por trás da tecnologia, existe uma rede de dezenas de milhares de médicos, enfermeiros, técnicos de assistência veicular e especialistas locais que aparecem pessoalmente quando mais você precisa. Somos digital-first, e sempre humanos. Qualquer cliente, em qualquer lugar, pode escolher ser atendido integralmente por pessoas. É isso que always ready, always on realmente significa.”
 

Tecnologia e IA no centro da plataforma
 

A Redion coloca tecnologia, dados e inteligência artificial no centro de seu desenvolvimento, com um duplo objetivo: melhorar significativamente a velocidade e a qualidade dos serviços e oferecer experiências mais fluidas e personalizadas. A plataforma está construindo suas próprias soluções tecnológicas para transformar em profundidade a experiência de Care, complementando a expertise humana e as redes de parceiros que sempre estiveram no centro da sua atuação. Em toda situação crítica, desde repatriação médica até acidente de trabalho, a IA apoia a tomada de decisão humana, mas não a substitui.
 

Construída sobre dois valores operacionais, excelência e facilidade de relacionamento, a Redion incorpora a ambição do Grupo Generali de ser o principal parceiro de Care do mundo. Isso significa atuar com cuidado, colaboração, agilidade, confiabilidade e expertise em cada interação, para cada cliente, em cada país.
 

Redion Brasil
 

No Brasil, a Europ Assistance atua desde 1996 e passa a fazer parte da plataforma global Redion, reforçando sua presença em um mercado estratégico para o Grupo Generali. A operação brasileira oferece soluções de assistência emergencial e de comodidade, além de seguro-viagem, com atuação voltada às necessidades locais de um país diverso e continental. No país, a companhia também conta com a joint venture formada por Generali e Bradesco. Para 2026, a operação prevê faturamento de R$ 1,5 BI, crescimento de 17% em relação a 2025.
 

Sergio Marcos, CEO da Redion Brasil, afirmou: “Para o Brasil, a chegada da Redion representa a consolidação de uma atuação que já vinha evoluindo nos últimos anos, com soluções cada vez mais integradas em assistência, seguro-viagem, saúde, mobilidade e cuidado. O mercado brasileiro tem características muito próprias, tanto pela dimensão territorial quanto pela variedade de demandas em diferentes regiões e setores. Por isso, nosso papel é traduzir a força dessa plataforma global para respostas locais, combinando tecnologia, eficiência operacional e atendimento humano nos momentos em que as pessoas mais precisam.”

Porto Bank e Visa ampliam campanha com temática da Copa do Mundo FIFA 2026™

O Porto Bank anuncia a segunda fase da promoção “Com Visa e Porto Bank É BOLA NA REDE!”, iniciativa que conecta o universo financeiro à paixão dos brasileiros pela Copa do Mundo FIFA 2026™. A nova etapa amplia as possibilidades de ganhos para os clientes, com premiações diárias, experiências especiais e benefícios atrelados ao uso do cartão no dia a dia.

Voltada aos clientes do Cartão Porto Bank Visa, a campanha vai até 25 de julho e reforça a estratégia da marca de incentivar o uso recorrente do cartão, transformando cada compra em uma chance de vivenciar a emoção do maior evento esportivo do mundo.

Nesta fase, a promoção traz uma combinação de experiências e recompensas financeiras. O destaque é a oportunidade de assistir a jogos da Copa do Mundo em um espaço especial no Blue Note São Paulo, com direito a levar quatro convidados. Além disso, os clientes concorrem a:

  • 90 prêmios diários no valor de R$ 600
  • 13 prêmios semanais de R$ 6 mil em cartão pré-pago
  • 3 prêmios finais de R$ 60 mil em barras de ouro

A dinâmica é simples: a cada R$200 gastos no cartão Porto Bank Visa cadastrado, o cliente recebe números da sorte para participar dos sorteios, aumentando suas chances conforme o volume de uso. Há ainda aceleradores que potencializam a participação, como compras em carteiras digitais, transações internacionais e gastos durante os jogos do Brasil na primeira fase.

Benefícios dos Cartões Porto Bank

Os cartões Porto Bank oferecem uma série de benefícios para seus clientes, tornando as compras ainda mais vantajosas. Entre os principais, estão:

  • IOF zero em compras internacionais, via cashback automático;
  • Descontos em seguros Auto, Vida, Residência e Viagem, além de descontos na contratação de serviços da Porto Serviço e no Teatro Porto;
  • Tag Porto Bank gratuita e sem mensalidade para pedágios e estacionamentos;
  • Desconto em combustível via Shell Box;
  • Monitoramento e pagamento de débitos veiculares, como IPVA e multas, com parcelamento em até 12 vezes;
  • Acessos gratuitos a salas VIP (Visa Airport Companion e Lounge Key);
  • Programa de relacionamento PortoPlus que recompensa os clientes com pontos que podem ser trocados por descontos em produtos e serviços da Porto, cashback em fatura, diversos produtos de catálogo, milhas aéreas, viagens e mais.

Consulte o regulamento em: vi.sa/promocao-visa-porto-bank-bola-na-rede.