8ª CONSEGURO: A diversidade como diferencial estratégico

Fonte: CNseg

Pesquisa de 2015 da consultoria McKinsey aponta que as empresas que consideram a diversidade no recrutamento entregam resultados 25% melhores do que organizações “não-diversas”. Atenta a isso, a CNseg criou um grupo de trabalho para discutir a questão dentro da Comissão de Recursos Humanos e realizará, em 15/8, no Rio, o Encontro do Setor de Seguros com a Diversidade & Inclusão.

Outro importante evento do mercado segurador que debaterá a questão da diversidade é a 8ª CONSEGURO, realizada, também pela CNseg, de 19 a 21 de setembro, na Barra da Tijuca, na zone Oeste do Rio de Janeiro. Para isso, contará com a participação da mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Djamila Ribeiro, que foi secretária Adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de SP na gestão de Fernando Haddad.

Tendo como título “Diversidade como Diferencial Estratégico”, o painel de Djamira será moderado pela presidente do grupo de trabalho de diversidade da Comissão de RH, Ana Paula de Almeida Santos, que também é diretora Jurídica da Assurant Seguradora.

Este ano, à semelhança do ocorrido na edição anterior, a CONSEGURO ocorrerá simultaneamente a outros tradicionais eventos do setor, dentro do projeto Eventos Reunidos: o 5º Encontro Nacional de Atuários (ENA), a 7ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros, o 11º Seminário de Controles Internos & Compliance, o Seminário de Riscos e Oportunidades Emergentes e o Insurance Service Meeting.

Saúde em debate; ANS propõe norma para tornar fiscalização mais eficiente

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Tem início nesta terça-feira a Consulta Pública nº 65 que visa receber, a partir do dia 15/8, contribuições de toda a sociedade acerca da proposta normativa para implementação de um novo sistema de fiscalização na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O objetivo é tornar as atividades fiscalizatórias mais eficientes, aprimorando a regulação do setor e promovendo melhoria no atendimento aos beneficiários de planos de saúde. Além de mudanças nos fluxos dos processos fiscalizatórios, a proposta de Resolução Normativa traz novidades como o tratamento diferenciado pela faixa de desempenho das operadoras, medido através de indicadores sobre o atendimento ao beneficiário e o cumprimento da regulação e, também, alterações na aplicação das penalidades.

“A nova norma contempla ações e medidas para induzir à efetiva mudança de comportamento das operadoras em favor dos beneficiários de planos de saúde”, explica Simone Sanches Freire, diretora de Fiscalização da ANS. “O novo modelo reunirá em uma única norma resoluções que tratam dos procedimentos das ações fiscalizatórias e das penalidades. Ou seja, teremos um instrumento único, um Código de Infrações da Saúde Suplementar”, destaca.

O novo sistema de fiscalização contempla a classificação das operadoras por faixa de desempenho e a aplicação de medidas correspondentes a cada faixa. Quanto pior o desempenho, mais rigorosas serão as ações e medidas adotadas, repercutindo também na dosimetria do valor da multa pecuniária.

A cada ciclo de fiscalização (que tem duração de seis meses), as operadoras serão classificadas em cinco faixas de desempenho (A, B, C, D ou E) de acordo com cálculo feito através de indicador de fiscalização.

O indicador será composto por duas dimensões: uma relacionada ao desempenho perante a fiscalização, com dados referentes à solução prévia do conflito com os beneficiários e a sua estrutura de atendimento, incluindo o fornecimento de protocolo; e outra dimensão relacionada ao cumprimento das obrigações regulatórias de envio de informações periódicas à ANS.

A expectativa é que as alterações normativas reduzam o prazo máximo de duração dos processos, dos atuais 250 dias para 180 dias, meta preconizada no Projeto de Lei das agências reguladoras.

Outra importante medida proposta é a proporcionalidade do valor das multas. Hoje, uma negativa de cobertura, por exemplo, tem a sua multa-base fixada no valor em R$ 80 mil, não importando se a negativa foi referente a um exame de sangue ou uma internação. A partir das conclusões extraídas do GT Debates Fiscalizatórios, houve adequação de alguns tipos infrativos de forma a estabelecer uma sanção específica e proporcional ao dano causado.

“A necessidade de aprimorar a atual resolução sobre penalidades foi um ponto exaustivamente colocado nos diversos debates fiscalizatórios que realizamos. Assim, trabalhamos para construir uma proposta em que sejam considerados o porte econômico da operadora e a gravidade da infração, requisitos relacionados à proporcionalidade do valor das multas”, destaca a diretora.

Dessa forma, a proposta é de detalhamento de infrações hoje classificadas de forma mais ampla. Cobertura assistencial e reajuste, temas mais recorrentes, terão novas tipificações. No caso das infrações relacionadas a cobertura assistencial, os valores das sanções serão relacionados com o custo do procedimento e sua preponderância na assistência à saúde do beneficiário.

Houve, ainda, modificações pontuais nas circunstâncias agravantes e atenuantes. Passa a ser considerada circunstância agravante a infração ocorrida em detrimento de menor de dezoito anos, maior de 60 anos ou de pessoa com deficiência física, mental ou sensorial. Em caso de morte do beneficiário, a multa será cobrada em dobro. Já a circunstância atenuante será aplicada quando o infrator adotar voluntariamente providências suficientes para reparar os efeitos danosos da infração antes da decisão de primeira instância.

A proposta colocada em consulta pública é fruto de um processo participativo de construção promovido pela ANS desde setembro de 2016. Além de discussões internas, com servidores de todas as áreas da Agência, foram realizadas quatro reuniões do Grupo Técnico Debates Fiscalizatórios, que contou com a participação de órgãos de defesa do consumidor, Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, Defensoria Pública, representantes de operadoras de planos de saúde e de entidades médicas. Todos os documentos relativos às discussões realizadas estão disponíveis no portal da ANS em Participação da Sociedade / Câmaras e Grupos Técnicos / Grupo Técnico de Debates Fiscalizatórios.

O envio de contribuições deverá ser realizado exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponível no portal da ANS durante o período de 30 dias a partir de 15/08.

Berkshire, Axa, Swiss Re e Aon divulgam balanços semestrais

Diante dos rumores de que o mega investidor Warren Buffett demostra interesse em investir na compra do controle do IRB Brasil Re, vale destacar o balanço da Berkshire Hathaway. O lucro líquido da Berkshire no segundo trimestre ficou em US$ 4,26 bilhões, 15% a menos do que um ano antes. Segundo as agências internacionais, a Berkshire Hathaway, comandada por Buffett, tem quase US$ 100 bilhões em caixa para investir. Sem citar nomes, o texto informa que “a lista de empresas das quais ele gostaria de ser dono é muito, muito pequena”. “A pergunta é: ‘Conseguiremos usar?’”, ele colocou diante de milhares de acionistas reunidos no CenturyLink Center em Omaha, no Estado americano de Nebraska. “Eu diria que a história está do nosso lado, mas seria mais divertido se o telefone tocasse.”

AXA – O Brasil passa a constar nos destaques do balanço mundial da AXA. Privilégio que até agora apenas a Mapfre havia conquistado. A seguradora francesa Axa divulgou na semana passada lucro líquido de € 3,27 bilhões no primeiro semestre, avanço de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os prêmios avançaram para €54,28 bilhões, pouco acima dos €54,04 bilhões do primeiro semestre de 2016. “As receitas no Brasil subiram para €48 milhões (193%), puxadas por novos negócios nas linhas comerciais”, diz o balanço da seguradora. Na área de resseguros o Brasil também apresentou forte crescimento, com expansão de 55%.

Swiss Re – A Swiss Re registou que de 35% no lucro líquido do primeiro semestre deste ano, para US$ 1,21 bilhão, comparado com mesmo período do ano passado. Segundo balanço divulgado pelo grupo, que também cita o Brasil entre os destaques do período, o resultado mundial foi prejudicado pelo gasto de US$ 360 milhões provocado pelo ciclone Debbie, que atingiu a Austrália no fim de março. Os prêmios emitidos recuaram 8%, para US$ 18,1 bilhões no primeiro semestre. O retorno sobre o patrimônio chegou a 7%, abaixo dos 10,9% no primeiro semestre de 2016. O Brasil é citado pela consolidação da parceria com Bradesco Seguros na joint venture, pela qual desembolsou R$ 750 milhões. “A Swiss Re criou uma das líderes na área de seguros de grande risco no Brasil, um país com muito potencial de crescimento”, comentou o grupo em nota.

AON – O lucro líquido atribuível aos acionistas da corretora Aon foi de US$ 769 milhões no segundo trimestre de 2017, ou US $ 2,93 por ação, em comparação com US$ 300 milhões ou US$ 1,11 por ação, no mesmo período do ano anterior.

Liberty Mutual registra alta de 7,6% nas vendas no semestre, para US$ 19,1 bilhões

O Grupo Liberty Mutual obteve líquido de US$ 126 milhões no segundo trimestre deste ano, incremento de US$ 111 milhões acima do mesmo período do ano passado. O bom resultado foi obtido pela diversificação no portfólio de investimento que trouxe melhor rentabilidade as aplicações financeiras. O lucro líquido acumulado no primeiro semestre foi avançou 16,9% sobre o mesmo período de 2016, para US$ 477 milhões.

O volume de prêmios líquido para o segundo trimestre foi de US$ 9,9 bilhões, alta de 9,9% em relação ao mesmo período de 2016. Os prêmios líquido no semestre totalizaram US$ 19,1 bilhões, 7,6% maior do que em mesmo período de 2016.

“O clima severo, particularmente no centro dos EUA, somou cerca de US$ 700 milhões de perdas por catástrofes, menor do que no ano passado, mas dentro das expectativas”, disse David Long, presidente e CEO, na teleconferência na última sexta-feira.

Liberty lança vistoria por imagem para clientes de seguro auto

Release

A Liberty Seguros lança a Auto Vistoria para clientes de seguros de automóvel. Com a novidade, segurados de todo o Brasil têm a opção de realizar vistoria prévia sem a presença de um vistoriador quando efetua a contratação do seguro. Após confirmada sua elegibilidade, o cliente recebe um SMS com um link onde estão disponíveis as instruções para a realização da vistoria.

Para identificar quem está apto a realizar a Auto Vistoria, a equipe de atuária da Liberty Seguros criou um modelo matemático que realiza uma avaliação de risco, que leva em conta itens como o modelo do veículo e região de uso. O procedimento pode ser realizado no horário e no local de preferência do cliente, que precisa apenas acessar o site indicado na mensagem recebida e compartilhar imagens de pontos solicitados como da diagonal traseira e dianteira do automóvel, motor, chassi e documento do carro.

A tecnologia aplicada pela seguradora na Auto Vistoria atribui um número único a cada foto e garante que cada uma delas seja utilizada apenas uma vez. Após o envio, uma análise é realizada pela Liberty Seguros e, em menos de um dia, a avaliação é finalizada.

“Iniciamos o piloto do serviço de Auto Vistoria em fevereiro de 2017 e já ultrapassamos a marca de 700 vistorias mensais em todo o país. Nosso objetivo é conciliar simplicidade e agilidade para que o segurado tenha uma experiência excepcional com a Liberty Seguros, mesmo quando ele não tem contato direto com um de nossos funcionários.”, diz Márcio Probst, Diretor de Sinistros de Automóvel da Liberty Seguros. “O resultado da iniciativa tem sido positivo. A pesquisa de satisfação realizada com clientes que já utilizaram a Auto Vistoria revela que 92% deles avaliam o serviço como bom ou ótimo”, finaliza.

Em breve, a Liberty Seguros espera disponibilizar a experiência para segurados de outros produtos da seguradora, como Residência e PMEs, e também para serviços como o aviso de sinistros.

Fundos de investimento captam R$ 24,9 bilhões em julho

Comunicado

A indústria de fundos de investimento registrou uma captação líquida de R$ 24,9 bilhões em julho, praticamente o dobro da captação do mês anterior. No ano e em 12 meses, os montantes captados foram de R$ 145,5 bilhões e R$ 211,8 bilhões, respectivamente, segundo dados da Anbima.

A participação dos fundos de renda fixa foi expressiva em julho, representando uma parcela de 79% da captação mensal, equivalente a R$ 19,8 bilhões. O tipo Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento se destacou com R$ 17, 8 bilhões captados no período. Os fundos multimercados registraram resultado positivo (R$ 3,3 bilhões), com o tipo Multimercados Macro captando no mês R$ 2,3 bilhões. No ano, as classes renda fixa e multimercados captaram, respectivamente, R$ 76,3 bilhões e R$ 48,6 bilhões.

O montante captado nessas duas classes ao longo do ano é resultado da participação relevante dos investidores pessoa física, que vem caracterizando a movimentação dos recursos na indústria nos últimos meses. Com dados até junho, as parcelas dos segmentos private, varejo e varejo alta renda nos fundos de renda fixa representaram a maior parte do montante captado em 2017 (R$ 54,6 bilhões). Nos multimercados, a captação relevante ficou concentrada nas aplicações dos clientes private (R$ 26,1 bilhões).

Em termos de rentabilidades, a tendência das principais classes da indústria é de contínua recuperação após a crise de maio. Em julho, os fundos de ações registraram as maiores variações. No ano, a performance dos fundos de renda fixa e multimercados vem acompanhando a trajetória de valorização dos índices de renda fixa.

O tipo de fundo de maior patrimônio líquido – renda fixa duração baixa grau de investimento – registrou variação de 6,63%, em linha com o IMA-S (que reflete a carteira das LFTs em mercado), que apresentou retorno de 6,67%. A perspectiva é de que a performance dos fundos seja mantida nos próximos meses diante das expectativas de reduções adicionais na meta da Taxa Selic para o final deste ano, o que deve estimular o apetite por risco e de um maior retorno por parte dos investidores.

Seguro de carro se moderniza

Aos poucos, aqueles clientes que a cada dia usam menos o carro, mas pagam o seguro como se usassem todo dia, passam a ter mais opções no mercado. Além da thinking, Youse e Liberty, que já testam cobrar do consumidor um preço mais justo pelo uso do veículo, novos investidores se interessam pelo setor. Ex-sócios de peso da XP compraram uma fatia de cinco start-ups do setor financeiro (chamadas fintechs) para recomeçar a empreender, após deixarem a maior corretora independente do país. Entre as cinco citadas na reportagem da Folha de S.Paulo uma envolve seguros. É o PROJETO ID. Usará dados de comportamento no trânsito para definir o valor que o motorista deve pagar no seguro do carro. Ainda está em fase de desenvolvimento. Espero realmente ter novas opções para renovar o seguro de carro. Afinal, junto com os IPVA, DPVAT, revisões e estacionamentos caríssimos, mais vale usar UBER ou 99 do que ter carro.

Rádio CNseg: Empoderamento do consumidor gera novos desafios para o mercado na relação com os clientes, diz secretário da Senacon

Fonte: CNseg

A popularização da internet e o empoderamento cada vez maior dos consumidores geram novos desafios para o mercado segurador na relação com os seus clientes. A avaliação é do secretário nacional de Defesa do Consumidor, Arthur Rollo, na “Entrevista Especial” que vai ao ar nesta segunda-feira. De acordo com ele, as empresas do setor precisam estar preparadas para lidar com esse novo consumidor. “O mercado de seguros lida num primeiro momento com expectativas e, num segundo momento, com frustrações, já que o seguro lida com sinistros. Então quem atende o consumidor precisa perceber que ele está numa situação vulnerável e sensível”, afirma Rollo.

Também hoje, no quadro “Fala Presidente”, o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, aborda a questão da governança corporativa no mercado de seguros. Segundo Coriolano, uma governança sadia e bem estruturada é decisiva para o desempenho da empresa, pois minimiza riscos. Como exemplo de medida nesse sentido, ele citou o compliance. “Compliance é o atributo principal de uma boa governança, é ficar em conformidade com as normas que foram elaboradas para diminuir os riscos, possibilidades de fraudes e abusos”, explica.

Nesta terça-feira, no quadro “Conheça os Seguros Gerais”, o vice-presidente técnico da Comissão de Automóvel da FenSeg, Fabio Leme, fala sobre o uso de rastreadores no Seguro de Automóvel. No mesmo dia, no “Qual é a Dúvida?”, um especialista responde à pergunta de um ouvinte.

Na quarta, no “Entenda os Seguros de Pessoas”, o professor da Escola Nacional de Seguros (ENS) Lauro Faria aborda como se deve utilizar o Seguro Educacional em meio à crise. No mesmo dia, no “Inovação e Sustentabilidade”, vai ao ar a segunda parte da entrevista com o presidente da Comissão de Ouvidorias da CNseg, Silas Rivelle, sobre o mais recente Relatório de Atividades das Ouvidorias do setor, referente a 2016. No dia seguinte, entram os quadros “Por Dentro da Saúde Suplementar” e “Momento Jurídico”.

Encerrando a semana, sexta-feira, no programa “Dicas do Consultor”, Lauro Faria, da ENS, dá orientações sobre como utilizar o dinheiro da restituição do Imposto de Renda. Também nesse dia, é a vez do “Minuto da Capitalização”.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Canal Seguro mostra como o Pacto Intergeracional ajuda a manter a estabilidade dos planos de saúde

Fonte: CNseg

“Vocês já ouviram falar de Pacto Intergeracional?”. Com essa interrogação, a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiros Mendes, abre o programa “Fique Seguro” desta semana, veiculado pelo “Canal Seguro”, no Youtube. Ela explica a importância desse pacto para todos que têm plano de saúde, mas que ainda não compreendem os desafios com os quais se depara esse segmento de mercado para manter ativo o atendimento. “Muito se fala sobre a sustentabilidade da saúde suplementar no Brasil. Que as mensalidades aumentam acima dos índices de inflação e que ainda assim os planos de saúde estão em dificuldade. O que pouca gente entende é que esse setor tem enormes desafios, começando pelo modelo de financiamento, uma vez que o custo assistencial sobe à medida que envelhecemos e passamos a utilizar mais o sistema”, ressalta Solange.

Com o passar da idade — acentua a presente da FenaSaúde —, aumenta a incidência de doenças crônicas que exigem mais cuidados médicos e exames de alta complexidade internações mais frequentes. “É natural que os mais idosos usem mais os planos de saúde e que o gasto, por sua vez, também seja maior. É por isso, que no Brasil, a legislação que regula os planos de seguros de saúde permite que os grupos de risco sejam organizados por faixa etária”, completa a executiva.

Mas até que seja atingida a idade limite, ou seja, 59 anos, é necessário que esses reajustes sejam efetuados para garantir o equilíbrio entre os que usam menos e os que usam mais o plano de saúde. Essa solidariedade entre as gerações significa que os mais jovens, com menor incidência de risco na saúde, custeiem a maior parte da utilização feita pelos mais idosos. “Na medida em que o tempo passa, as pessoas vão mudando de faixa etária. E como prevê a legislação e a boa técnica atuarial, devem ter suas mensalidades reajustadas. Cada beneficiário deverá ter reajuste no valor da sua contribuição mensal na medida em que mudar de uma para outra faixa etária”, conclui Solange.

BB Seguridade registra forte queda no lucro

BB Seguridade

A BB Seguridade registrou lucro líquido de R$ 956,3 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 12% ante igual período de 2016. O lucro no segmento de vida, habitacional e rural teve queda de 2,6%, para R$ 408 milhões. Na Brasilprev, o lucro teve alta de 7,4%, para R$ 260 milhões no 2º trimestre. A divisão de automóvel e patrimônio apresentou lucro líquido de R$ 61 milhões no segundo trimestre, 51,8% menor na comparação anual

Já no semestre, o lucro líquido ajustado da holding que reúne as participações do Banco do Brasil em seguros e previdência somou R$ 1,9 bilhão, queda de 4,7% comparado ao mesmo período de 2016. Interessante notar que a BB Seguridade cortou a projeção para o lucro líquido ajustado em 2017, passando a prever queda de 5% a 1%, ante expectativa de crescimento de 1% a 5%.

Segundo balanço enviado pela empresa para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o menor resultado do trimestre se deve a queda de 13,6% nas receitas de investimento em participações societárias, que somaram R$ 940,7 milhões entre abril e junho. O retorno sobre patrimônio líquido ajustado foi de 44,5% no segundo trimestre, o pior desde o terceiro trimestre de 2013.

O volume total de prêmios de seguros emitidos, contribuições de previdência e arrecadação com títulos de capitalização somou R$ 14,18 bilhões no segundo trimestre, queda de 28,6% em relação mesmo intervalo do ano passado. A boa notícia é que as despesas gerais e administrativas caíram 39%, para R$ 8,036 milhões.