AIDA abordará novas tecnologias em congresso mundial no Rio

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Entre os dias 11 e 13 de outubro acontecerá, no Rio de Janeiro, a XV edição do Congresso Mundial da AIDA (Associação Internacional de Direito de Seguros). O evento, promovido a cada quatro anos, contará com palestrantes internacionais, reuniões com grupos de trabalho e temas atuais do mercado de direito do seguro e resseguro.

Robert Merkin e Kyriaki Noussia, professores de direito, abordarão as novas tecnologias em um dos painéis da programação. Robert Merkin comenta que temas como blockchain, big data e processamento e uso de informações pelas seguradoras tem sido buscados pelos principais especialistas no assunto em muitos países. “Nossa sessão apresentará os pontos de vista desses profissionais”, garante.

A mesa também discutirá o assunto sob o aspecto do seguro. “Iremos apresentar um relatório sobre a estrutura legal em segurança cibernética, embarcações autônomas e veículos, robôs e Inteligência Artificial em muitas jurisdições. Teremos uma visão detalhada da lei nesta área nos vários sistemas legais ao redor do mundo”, completa Kyriaki.

Além de novas tecnologias, o Congresso trará palestras de outros temas relevantes, como estipulações pré-contratuais e ciência das partes, governança de companhias seguradoras e o seguro poluição. “As pessoas podem esperar uma reunião de profissionais e acadêmicos de todas as partes do mundo”, explica Robert. “Será um congresso com todos os mais recentes desenvolvimentos globais em lei de seguro e resseguro”, conclui Kyriaki.

Acesse a programação completa e faça sua inscrição em: https://www.aidario2018.com.br/

Prudential do Brasil cresce 23% no primeiro semestre de 2018

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O volume total de prêmios da Prudential do Brasil Seguros de Vida S.A, nos primeiros seis meses de 2018, atingiu R$ 985 milhões, sendo sua totalidade oriunda da comercialização de seguro de vida individual. O crescimento, em relação ao mesmo período do ano passado, foi de 23%. Os números foram aferidos com base nas práticas contábeis brasileiras BRGAAP (Brazilian Generally Accepted Accounting Principles). Esse resultado representa um lucro líquido de mais de R$ 63 milhões, um aumento de 130% em relação ao semestre anterior.

A base de segurados da Prudential do Brasil manteve a trajetória ascendente verificada nos últimos anos, alcançando 403 mil contratos de seguro de vida individual em vigor até 30 de junho de 2018. Como consequência, também registrou um crescimento de 28% no capital segurado em vigor, chegando a mais de R$ 303,8 bilhões.

As reservas técnicas atingiram R$ 3,6 bilhões no primeiro semestre de 2018. As aplicações financeiras da Prudential do Brasil, no mesmo período, foram da ordem de R$ 4,1 bilhões, investidas exclusivamente no Brasil.

A vice-presidente financeira da Prudential do Brasil, Thereza Moreno, destaca a estabilidade da companhia: “A seguradora se mantém em uma elevação constante, com uma média de 31% de crescimento registrado na última década, resultado do trabalho e da dedicação de todos os colaboradores. Além do importante papel dos corretores franqueados e das empresas parceiras que levam a nossa proteção aos brasileiros”.

SulAmérica aplica iniciativas para garantir atendimento em situações catastróficas

sulamerica

A SulAmérica adota a Gestão de Continuidade do Negócio (GCN), estratégia que começou a ser desenvolvida pela companhia de forma pioneira em 2010 e que é constantemente ampliada. As grandes empresas têm incorporado e fortalecido a continuidade do negócio em suas agendas nos últimos anos. Por isso, na SulAmérica, há uma estrutura de crise que é acionada conforme o nível de gravidade do incidente – classificados em verde, amarelo e vermelho – para responder de forma rápida a qualquer tipo de interrupção.

Todos os incidentes são registrados – independente de envolverem queda ou pico de energia, queda da internet e telefonia ou greves, alagamentos, e qualquer impossibilidade de acesso aos escritórios e centrais de atendimento. As soluções também são acompanhadas e podem envolver até mesmo a orientação de home office para a equipe ou local alternativo de trabalho. Em casos mais críticos, o time de Gestão de Continuidade do Negócio é acionado, podendo envolver também o Comitê Operacional de Crise e o Comitê Executivo.

“A adoção de uma Gestão de Continuidade do Negócio é um diferencial de mercado, pois garantimos que o cliente será atendido sempre”, avalia o vice-presidente de Operações e Tecnologia da SulAmérica, Marco Antunes. “Ele pode confiar que a companhia está preparada para lidar com dificuldades e crises diversas”.

Além de desenvolver os planos de GCN, a SulAmérica os testa duas vezes por ano e realiza treinamentos com seus colaboradores para que saibam como podem ser aplicados em suas respectivas áreas de atuação e tenham clareza sobre o seu papel no plano, podendo contribuir efetivamente. “As pessoas, os processos e os sistemas precisam estar alinhados para que mantenhamos níveis mínimos de serviços em caso de incidentes”, informa Antunes.

Transparência nas licitações: seguradoras apoiam

O Estadão informa que o Instituto Observ pretende criar uma plataforma online, aberta, que concentre os documentos das licitações de obras, traduza os requisitos do projeto e monitore os editais públicos. O projeto brasileiro teve sua primeira apresentação pública em Washington ontem. Em uma sala que acomodaria 30 pessoas no Brazil Institute do think tank Wilson Center, cerca de 50 curiosos acompanharam a apresentação. O projeto é tocado pelo Instituto Ethos, a empresa de tecnologia JusBrasil, a consultoria de estratégia global Albright Stonebridge Group e o escritório de advocacia Barros Pimentel, que pretendem criar até novembro o instituto. fundações com verba para investir em combate à corrupção e empresas de diversos setores, como seguradoras, demonstraram interesse em financiar o projeto.

Seguros: vendas estagnadas no acumulado do ano, até julho

Até julho deste ano, as vendas de seguros ficaram estáveis em relação ao mesmo período de 2017. Isso significa dizer zero de crescimento. Se considerarmos a inflação, de 4,48% acumulada nos últimos doze meses considerando julho passado, a crise chegou ao setor e os números mostram que as vendas estão encolhendo. Dados analisados pela consultoria Siscorp, com base nos dados estatísticos divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), revelam que a arrecadação do setor totalizou R$ 117 bilhões, de janeiro a julho deste ano, considerando-se seguros gerais, de vida e VGBL (sem capitalização, PGBL e saúde).

O VGBL, que por anos puxou o crescimento do setor, segue amargando queda de 7% no acumulado dos sete primeiros meses do ano. DPVAT também recua 23%, decorrente da redução do preço do seguro determinada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). Já riscos especiais, que contempla seguros sofisticados como de petróleo e nucleares, exibe alta de 108% no período analisado, para R$ 468 milhões. Segundo a corretora JLT, esse incremento vem do otimismo com a retomada do segmento de óleo e gás com o anúncio do lucro de R$ 6,9 bilhões da Petrobras e também pela arrecadação recorde na 15ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Vale ressaltar também a carteira de automóveis, que depois de quedas sucessivas, segue há três meses sinalizando melhora e exibe avanço de 5% até julho, para R$ 20,5 bilhões. Microsseguros, que ainda não rompeu a barreira dos R$ 100 milhões em prêmios, registrou avanço de 47%.

Outra novidade, além das vendas menores, é o braço segurador do Banco do Brasil, que assumiu a liderança do ranking elaborado pela Siscorp, mesmo com queda de 13% na arrecadação comparado a julho de 2017, com receitas de R$ 22,4 bilhões nos sete meses deste ano. O Bradesco vem em segundo, com R$ 20 bilhões. Em ambos, o VGBL tem uma grande participação: 77% e 64%, respectivamente.

Caixa, Prudential, Icatu, SulAmérica e Liberty registraram no período os maiores índices de crescimento. O avanço da Caixa vem Youse, a plataforma digital que se tornou uma das maiores anunciantes do setor no ano passado. Em jantar realizado com corretores em São Paulo nesta semana, a Prudential divulgou alta de 23% na totalidade de prêmios de seguros de vida individual no primeiro semestre ante um ano, rompendo a marca de R$ 1 bilhão. A Icatu cresceu 18% em seguro de vida, enquanto o mercado apresentou crescimento de 12% no primeiro semestre de 2018.

A SulAmérica registrou crescimento de 75% no volume de prêmios em novas contratações do seguro personalizado para lojas de cosméticos e perfumarias no acumulado do primeiro semestre de 2018, em comparação ao ano anterior. O setor de institutos de beleza e estética (salões, esmalterias, espaços de depilação etc.), que também conta com um seguro personalizado da SulAmérica, igualmente apresentou aumento de prêmio em contratações novas, ficando na casa de 25% no período acumulado de 2018 contra 2017.

“A personalização de produtos conforme as demandas dos clientes é uma estratégia da companhia que evidencia o trabalho constante de ouvir e atender diferentes perfis de negócio. O avanço dos números para estes segmentos mostra que estamos no caminho certo, sempre de olho nas tendências do mercado”, avalia o vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmérica, Eduardo Dal Ri. “Este comportamento também demonstra maturidade por parte destes setores, em franco crescimento no país, já que contratar um seguro significa reconhecer a importância de proteger o patrimônio”, completa.

A Liberty tem comemorado a venda do seguro sob medida para automóveis, comercializado pela nova marca Aliro. As soluções da nova marca foram criadas para pessoas que buscam serviços mais simplificados e acessíveis: por isso o nome Aliro, que significa acesso em Esperanto, conhecida língua criada para comunicação internacional, informa a companhia.

Apesar das vendas menores, o lucro do seguro segue avançando.  Continue

FenaSaúde divulga vídeo explicativo sobre reajuste dos planos de saúde

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A FenaSaúde, Federação Nacional de Saúde Suplementar, lançou em seu canal do YouTube um vídeo explicativo sobre o reajuste nas mensalidades dos planos de saúde. O vídeo demonstra o funcionamento do fundo gerido pelas operadoras de planos de saúde, os diferentes fatores que influenciam o aumento nas mensalidades, e porque a inflação médica não segue o mesmo cálculo que os índices de inflação geral. “A nossa intenção é trazer informação aos beneficiários sobre os planos de saúde, e os vários fatores que influenciam o reajuste na mensalidade,” diz Sandro Leal, superintendente de Regulação da FenaSaúde.

O vídeo ilustra o impacto de diferentes procedimentos e serviços custeados pelas operadoras de planos de saúde. “Procedimentos mais sofisticados e com maior custo vêm sendo mais utilizados. Além disso, nem todo mundo tem problemas iguais” diz a narradora da animação. “O aumento da mensalidade ocorre para cobrir tudo isso. Conforme a população vive mais, os serviços dos planos de saúde também são mais acessados. Então é importante entender que três fatores afetam a estabilidade financeira do fundo: a frequência com que usamos nosso plano de saúde, a longevidade da população e o aumento no preço dos serviços, como consultas, exames e medicamentos.”

O vídeo ainda compara o índice da Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH) com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa o índice oficial da inflação. “Os planos de saúde cuidam de cerca de 47 milhões de brasileiros. Só no ano de 2017 foram gastos 150 bilhões de reais para garantir os cuidados de quase 1/4 da população. É fundamental que o reajuste acompanhe os custos. Se ele não acompanhar, a conta não vai fechar”, conclui o vídeo.

Isso tem valor: ajudar um acidentado de trânsito a voltar para o mercado de trabalho

O trauma de um grave acidente fez a vida de Andre Melo de Souza mudar de forma abrupta em 2000. Na época com 21 anos, o carioca dirigia uma moto quando bateu em um carro. Em consequência do acidente, perdeu o movimento das pernas. Com os recursos do Seguro DPVAT, André pagou parte do tratamento médico. Com o restante financiou o recomeço de sua vida. “Peguei todo o dinheiro que tinha e comprei um carro adaptado. Depois, consegui meu primeiro emprego”, conta ele em um dos vídeos divulgados pela Líder Seguradora, que administra o seguro DPVAT.

Andre foi um dos indenizados do seguro DPVAT. “Na última década, foram cerca de 4 milhões de vítimas indenizadas pelo Seguro DPVAT. Destas, mais de 3 milhões passaram a conviver com algum tipo de invalidez, sendo que a maioria tem entre dezoito e trinta e quatro anos. Isso representa uma parte considerável da população economicamente ativa que, muitas vezes, acaba sendo afastada do mercado de trabalho por conta das sequelas. E a Seguradora Líder acredita que o seu papel no amparo às vítimas de acidentes de trânsito não deve estar restrito ao pagamento de indenizações”, afirmou o CEO da seguradora, Ismar Tôrres.

Logo após a colisão, Andrezinho Carioca, como é conhecido, precisou se submeter a inúmeras cirurgias. Durante esse processo, teve infecção generalizada no hospital. Não bastassem todas essas dificuldades, a situação financeira da família criava novos empecilhos. “O Seguro DPVAT foi o que me deu a oportunidade de voltar a ter uma vida normal”, conta.

Poder se deslocar pela cidade sem depender do transporte público e conseguir trabalhar fizeram a diferença na autoestima de Andre, o que o levou a descobrir novos talentos. Ele conheceu os esportes adaptados, primeiro o remo e depois o surfe. “Comecei em 2008 e me tornei o primeiro cadeirante do mundo a surfar o fenômeno da Pororoca (encontro das águas do rio e do mar na Amazônia)”, lembra.

Durante anos, ele se apresentou e praticou o esporte ao lado de grandes nomes pelo Brasil e por outros países. Hoje, com 39 anos, ele ainda pega ondas com amigos, mas agora também se aventura por outros mares: a música.

Entenda o Seguro DPVAT
O que é – O Seguro DPVAT é garantido para todos os brasileiros em caso de acidentes de trânsito. “Ele é pago uma vez por ano pelos proprietários de veículos automotores e indeniza vítimas de acidentes de trânsito ocorridos em território nacional”, explica o superintendente de Operações da Seguradora Líder, Arthur Fróes.

Quem tem direito – O seguro é direito de qualquer pessoa envolvida em acidentes automotivos terrestres que envolvam carros, motos, caminhões, caminhonetes, ônibus e tratores. Não é preciso ter veículo e pagar o seguro para ter direito à indenização.

As coberturas – O Seguro DPVAT indeniza vítimas e beneficiários em casos de morte, invalidez permanente total ou parcial, além de fazer o reembolso de despesas médicas e suplementares na rede privada de saúde. Nos casos de morte, a indenização, de R$ 13.500, é paga aos herdeiros legais da vítima. Esse mesmo valor é o teto para pagamentos em casos de invalidez permanente e, ele varia de acordo com a gravidade das sequelas. Já para despesas médicas, o reembolso é de até R$ 2,7 mil.

Como solicitar – Dar entrada no Seguro DPVAT é gratuito e os próprios beneficiários podem solicitar a indenização em um dos mais de 8 mil pontos de atendimento no Brasil. Para cada cobertura pleiteada há uma lista de documentos que devem ser entregues em um desses pontos. Todas as informações estão disponíveis no EstamosAquiParaVoce.com.br

O Seguro DPVAT conta com uma ampla rede de atendimento. Para informações e consulta de andamento de processos de indenização, é preciso entrar em contato com a Central de Atendimento, das 8h às 20h, através dos telefones 4020-1596, para Regiões Metropolitanas, e 0800 022 12 04 para outras regiões. No caso de reclamações ou sugestões, o SAC está disponível 24 horas por dia no 0800 022 8189. As pessoas com deficiência auditiva e de fala podem entrar em contato com o 0800 022 12 06.

Liberty Seguros lança RC customizado para lojas em shopping

O segmento de shopping Centers tem despertado o interesse das seguradoras. Não há estatísticas sobre valores de venda e de importância segurada para o setor de shopping center, pois os dados são computados por tipo de seguro e não por segmentos da economia. Mas há um chute comum no setor: o segmento movimentará algo próximo de R$ 100 milhões em 2018.

De olho nesse filão, a Liberty Seguros lança mais um produto customizado focado em comércios e serviços, desenvolvido especialmente para as necessidades desse tipo de negócio: o seguro RC Lojas em Shopping. Com ele, a empresa é amparada em casos de danos corporais ou materiais causados aos consumidores nas dependências da loja.

O seguro RC Lojas em Shopping oferece um complemento ao seguro patrimonial obrigatório que os lojistas devem contratar por exigência das administradoras dos shoppings e agrega um diferencial que ajuda o corretor a fechar mais negócios.

O investimento da Liberty Seguros no setor de shoppings centers vai ao encontro do crescimento desse setor. De acordo com a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o setor contou, em 2017, com 571 shoppings em operação e mais de 102.300 lojas, representando um faturamento de R$ 167,7 bilhões.

“O setor de shoppings centers oferece uma ótima oportunidade de negócio e um grande potencial de atração. Com esse novo produto, a Liberty Seguros disponibiliza mais uma solução customizada à necessidade do empresário por meio de uma apólice com maiores limites para cobertura de responsabilidade civil e mais uma possibilidade de expansão de portfólio para os corretores “, comenta Marcos Siqueira, superintendente de produtos e eesseguro da Liberty Seguros, em nota.

O seguro RC Lojas em Shopping oferece uma série benefícios que melhoram a experiência digital dos corretores, como a cotação e emissão da apólice online no espaço Meu Corretor, e ajudam o parceiro em suas negociações, como coberturas adequadas a diferentes tipos de lojas e restaurantes com limites de contratação de até R$ 1 milhão, custos competitivos e atrativos para o cliente.

Para quem deseja um seguro completo da loja, o Liberty Comércio e Serviços, seguro patrimonial da Liberty, tem descontos especiais para lojas de shopping, que também conta com a cobertura de Responsabilidade Civil e oferece coberturas específicas para mais de 20 nichos de atividades.

Sobre o Liberty Responsabilidade Civil

O Liberty Responsabilidade Civil é o seguro que ampara empresas frente às responsabilidades a elas atribuídas por danos corporais ou materiais causados a terceiros nas dependências da empresa ou no local de prestação de serviço. A empresa oferece mais de 20 modalidades deste seguro e atende aos mais diversos segmentos, tais como: alimentício, moveleiro, têxtil, hoteleiro, de telecomunicações, de restaurantes e bares, de geração de energia, entre outros.

Gestão de risco e disciplina na subscrição mantêm sólidos os balanços das resseguradoras

Fonte: Reuters

A Moody’s vê com bons olhos o setor de resseguro mundial. A perspectiva da agência para os próximos 12-18 meses é que o setor global permanecerá estável, graças à solidez dos balanços, a consolidação da indústria através de fusões e aquisições e o aumento de lucros, de acordo com o último relatório da empresa.

James Eck, vice-presidente e diretor de crédito da Moody, afirma que “a boa gestão de risco e uma boa disciplina na subscrição fazem com que os balanços das resseguradoras permaneçam sólidos, enquanto que os aumentos modestos de preços, após os graves desastres naturais de 2017 e o aumento das taxas de juros, reforçarão os benefícios”. “Ambos os fatores – diz ele – sustentam a perspectiva estável e contínua do setor em 2019.”

De acordo com o dirigente, “as recentes fusões e aquisições, as iniciativas de diversificação e as mudanças na estratégia corporativa também melhoraram o perfil geral de crédito das resseguradoras”.

Outro dado positivo que o relatório revela é que a demanda de empresas primárias aumentou, o que aliviou em parte o desequilíbrio entre oferta e demanda. No entanto, o escasso poder de fixação de preços durante as renovações de resseguros no meio do ano sugere que pode ser mais difícil manter os ganhos em matéria de preços nas próximas renovações de janeiro.

O QUE ESTÁ POR VIR

A Moody’s enfatiza que a atividade de fusões e aquisições continuará no setor conforme as resseguradoras pressionem para aumentar a diversificação e melhorar a rentabilidade por meio de eficiência de capital e redução de custos. “As resseguradoras restantes são mais fortes e resistentes”, acrescentou a agência. No entanto, as resseguradoras menores, que foram mais afetadas pela evolução do resseguro, sentirão mais pressão para encontrar um sócio maior.

A respeito dos veículos de capital alternativo, espera-se que proporcionem uma vantagem competitiva para as resseguradoras com fortes capacidades de modelagem de riscos e habilidades de subscrição comercializáveis. “Embora o capital alternativo tenha pressionado os preços e a rentabilidade do resseguro durante anos, também permitiu que as resseguradoras reduzissem seu custo total de capital, ajudando-as a gerenciar as exposições máximas ao risco e, por sua vez, melhorar rentabilidade ajustada a esse risco”, informa a Moody’s.

DOIS RISCOS QUE SÃO OPORTUNIDADES

Sobre duas tendências em alta, como as mudanças climáticas e a tecnologia, a Moody’s ressalta que, no caso das questões relacionadas à mudança do clima, estas são cada vez mais importantes para as resseguradoras. “À medida que a aumenta a frequência das catástrofes relacionadas ao clima, é oferecida aos resseguradores a oportunidade de aproveitar o crescimento da demanda associado às estratégias de adaptação ao risco climático”.

Finalmente, em termos de tecnologia e inovação, cabe destacar que elas proporcionam maior eficiência e oportunidades de crescimento, “o que permite se beneficiar de uma administração mais eficiente dos principais fluxos de trabalho”. “Os avanços tecnológicos e as associações com novas empresas tecnológicas permitirão que as resseguradoras acessem mercados inexplorados”, conclui a agência.

BB Seguridade assume participação na Ciclic

A BB Seguridade anunciou na segunda-feira que assumirá participação na corretora digital de seguros Ciclic. A participação se dará por meio da BB Corretora de Seguros, controlada pela BB Seguridade, e envolve um aporte de capital de R$ 20,25 milhões na Ciclic. Com o negócio, a BB Seguridade passa a ter 49,9 por cento das ações votantes e cerca de 75% das ações preferenciais da Ciclic. O restante seguirá detido pela PFG2 Participações. O acordo vale até 2032 e envolve a distribuição de produtos de previdência privada, informou a BB Seguridade em comunicado.