Setor de seguros espera que STF resolva em agosto impasse sobre cobrança de PIS/Cofins em reservas técnicas

Fonte: O Globo

Enquanto faz uma ofensiva para ampliar a cobertura no país, especialmente no âmbito de eventos relacionados às mudanças climáticas, o setor de seguros está preocupado com uma discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno da incidência de PIS/Cofins nas reservas mantidas pelas empresas do setor. 

O debate é antigo e conta com decisões diversas ao longo do tempo, mas a expectativa é que o tema finalmente seja resolvido pelo STF na retomada do recesso do Judiciário, em agosto. O ministro Alexandre de Moraes, após pedido de vistas, devolveu no fim de maio os autos, permitindo que o tema seja retomado para definição em repercussão geral (que firma jurisprudência para todo o país), o que o setor de seguros espera que ocorra ao longo do segundo semestre, após a retomada dos trabalhos do Judiciário.

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Dyogo de Oliveira, destacou ao GLOBO que as reservas técnicas são obrigação regulatória para garantir pagamento de sinistros e que, por isso, não caberia a tributação. Ele destaca que a natureza dessa receita é tão específica que o dinheiro sequer pode ser usado para outra finalidade que não seja pagamento dos ressarcimentos para os segurados que tiveram algum evento, como acidente de carro ou perda de imóvel. E que isso vai implicar em alta de custos. 

Oliveira lembra que esse tipo de ativo é altamente regulado, inclusive com exigência de que sejam aplicados em ativos de alta liquidez, como títulos públicos, para garantir sua disponibilidade. Além disso, na visão dele, a cobrança do tributo representaria uma dupla tributação, uma vez que PIS/Cofins já incidem sobre os “prêmios”, o valor que o segurado paga ao adquirir um seguro. 

— Não faz o menor sentido você ter uma incidência de PIS/Cofins numa atividade de aplicação dessas reservas. Não tem nada a ver com a atividade das seguradoras. É diferente do banco. Eles estão querendo é tributar de novo, tributar o rendimento desse negócio que é feito por uma obrigação regulatória e para garantir o pagamento (dos sinistros). É uma dupla tributação. Na verdade, tripla, porque esse rendimento vai ser tributado pelo imposto de renda ao entrar no balanço das empresas e na apuração do lucro — disse Oliveira. 

Procurada, a Receita Federal disse que não comenta processos em andamento. Segundo o GLOBO apurou, o entendimento do Fisco é que esses rendimentos seriam comparáveis a uma receita financeira, similar às receitas de bancos, e decorrente da atividade da empresa, por isso quer cobrar o tributo. 

O impacto de perda de arrecadação seria da ordem de R$ 900 milhões por ano, mas o número é contestado pela CNSeg, que lembra que há decisões suspendendo a cobrança para várias empresas, embora em outros casos a cobrança está mantida e sendo feito em juízo ou regularmente ao Fisco.

O relator do tema no STF é o ministro Luiz Fux, que já apresentou voto favorável à tese das seguradoras de que não cabe a incidência no caso específico das reservas técnicas. A decisão que vier a ser tomada em plenário, por ser repercussão geral, valerá para todo o país.

Generali reforça estrutura na Península Ibérica e América Latina:

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A Generali Global Corporate & Commercial (GC&C) Ibéria & América Latina anuncia Fabricio Porto como Head de Client & Broker Relationship Management (CBRM) e Area Manager para Portugal e América Latina, com efeito desde 1º de junho. Em sua nova função, o executivo fica à frente da gestão do relacionamento com clientes e corretores e dos negócios da companhia nesses mercados.
 

Baseado em Madri, o executivo liderará a estratégia de distribuição de GC&C na Península Ibérica e na América Latina, com foco no fortalecimento da parceria entre clientes e corretores e na ampliação da integração entre as duas regiões. Além disso, continuará supervisionando as operações na América Latina e assumirá a responsabilidade direta pelos negócios em Portugal.
 

Com mais de 15 anos de experiência no setor de seguros, a maior parte deles no Grupo Generali, Fabricio Porto construiu sua trajetória em posições comerciais, técnicas e operacionais em diferentes mercados da América Latina. Até então, era responsável pelas operações de GC&C na região, liderando um portfólio diversificado de mercados e contribuindo para o crescimento sustentável dos negócios.
 

“Assumo esta nova função com o objetivo de fortalecer ainda mais a integração entre as duas regiões e de simplificar o relacionamento com nossos clientes e corretores. Queremos atuar de forma mais coordenada entre os mercados e atender ainda melhor às necessidades de nossos parceiros em um ambiente cada vez mais desafiador”, destaca Fabricio Porto. 
 

Para Patricia Puerta, Head da Generali GC&C Ibéria & América Latina, a nomeação reforça a estratégia de integração da companhia. “Nos últimos dois anos, trabalhei muito próxima de Fabricio e pude acompanhar seu rigor, profissionalismo e grande capacidade de execução. Sua transferência para Madri fortalece nossa estratégia de distribuição e nossa visão de uma atuação cada vez mais integrada entre a Península Ibérica e a América Latina, sempre com foco no cliente e no corretor”, afirma.

A nomeação faz parte da estratégia da Generali GC&C Ibéria & América Latina de fortalecer seu modelo de distribuição e ampliar a integração entre as regiões, posicionando o relacionamento com clientes e corretores como um dos principais pilares para o desenvolvimento dos negócios.

MAG conquista reconhecimento internacional em ranking da Forbes

A MAG foi reconhecida na edição 2026 do ranking World’s Best Life Insurance Companies, da Forbes, que reúne as seguradoras mais bem avaliadas pelos consumidores em diferentes mercados ao redor do mundo. O levantamento ouviu mais de 45 mil consumidores em 15 países e avaliou critérios como confiança, satisfação, transparência, recomendação e qualidade do atendimento. 

O resultado evidencia a trajetória da companhia, que há mais de 190 anos atua de forma ininterrupta no mercado brasileiro e vem ampliando seus investimentos em inovação, tecnologia e aprimoramento da experiência dos clientes. A posição alcançada também reforça a relevância do mercado nacional de seguros de pessoas em um cenário global cada vez mais orientado à personalização, eficiência e relacionamento.

“Ser reconhecida pela Forbes em um ranking global demonstra a confiança que construímos ao longo da nossa história, e confirma que estamos no caminho certo ao investir continuamente em pessoas, tecnologia e experiência do cliente. Essa conquista reflete o compromisso diário da MAG com a proteção financeira dos brasileiros e o relacionamento de longo prazo com segurados, corretores e parceiros”, afirma Leonardo Lourenço, vice-presidente do Grupo MAG.

A pesquisa da Forbes foi desenvolvida para identificar as seguradoras mais bem avaliadas pelos consumidores em diferentes mercados ao redor do mundo. Os participantes analisaram aspectos relacionados à qualidade do atendimento, transparência das informações, agilidade na prestação de serviços, valor percebido e disposição para recomendar a companhia a familiares e amigos.
 

Para a MAG, o reconhecimento acontece em um momento de forte transformação do setor segurador, impulsionado pelo avanço tecnológico, pela digitalização das jornadas de relacionamento e pela crescente busca dos consumidores por soluções personalizadas de proteção financeira.

Nesse cenário, a companhia vem ampliando investimentos em tecnologia, modernização de processos e desenvolvimento de profissionais, ao mesmo tempo em que fortalece uma cultura organizacional centrada nas pessoas. A estratégia busca aprimorar a experiência dos clientes, expandir soluções de proteção, previdência e planejamento financeiro e sustentar o crescimento da empresa em um mercado cada vez mais competitivo.

Bradesco Seguros e Swiss Re realizam imersão estratégica para lideranças na Suíça

O Grupo Bradesco Seguros realizou mais uma edição da Talento Internacional, com uma proposta de capacitação que alia reconhecimento profissional e experiência internacional. Realizado entre os dias 6 e 13 de junho, em Zurique, na Suíça, o programa reuniu funcionários que se destacaram em campanhas comerciais do grupo segurador. Ao todo, participaram 19 profissionais e representantes da liderança da companhia. 

Desenvolvido em parceria com a Swiss Re, a Talento Internacional proporcionou aos participantes uma experiência que combinou conteúdo, intercâmbio com especialistas internacionais e vivências, alinhadas aos desafios e tendências do mercado segurador.

Para Ney Ferraz Dias, CEO da Bradseg, a iniciativa representa uma evolução na forma de reconhecer talentos dentro da organização. “A Talento Internacional foi concebida para ir além do reconhecimento tradicional. Nosso objetivo foi proporcionar uma experiência que combinasse valorização profissional, desenvolvimento executivo e conexão com as principais discussões que impactam o futuro do nosso setor. Em conjunto com a nossa parceira  Swiss Re foi possível construir uma jornada alinhada ao nosso negócio e às competências que entendemos como fundamentais para a formação de lideranças cada vez mais preparadas para um ambiente em constante transformação”, destaca.

Desenvolvimento e reconhecimento

A programação teve como principal palco o Swiss Re Centre for Global Dialogue, localizado em Rüschlikon, próximo a Zurique. Reconhecido internacionalmente por receber lideranças empresariais e promover debates sobre tendências globais, inovação e gestão, o espaço sediou sessões de aprendizado conduzidas em parceria com especialistas da Swiss Re.

Durante dois dias de atividades imersivas, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados aos desafios contemporâneos da liderança, transformação dos modelos de negócio, inteligência de decisão, inovação e adaptação às mudanças do mercado. O programa também contemplou a entrega de certificado aos participantes ao final da jornada de capacitação.

Além das atividades executivas, a experiência incluiu visitas técnicas e institucionais, intercâmbio com profissionais do mercado internacional e atividades culturais voltadas à ampliação do conhecimento sobre a história, a economia e a cultura local. A agenda contemplou, entre outras atividades, visita à matriz da Swiss Re, experiências em Zurique voltadas ao aprendizado sobre inovação, patrimônio e desenvolvimento regional.

Participaram da edição 2026 da Talento Internacional diretores e lideranças da companhia, entre eles além de Ney Ferraz Dias, CEO do Grupo Bradesco Seguros; Bernardo Ferreira Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência; Rodrigo Bacellar, diretor-presidente da Bradesco Seguros Auto/RE; Vinicius Marinho da Cruz, diretor financeiro (CFO) do Grupo Bradesco Seguros; Leonardo Freitas, diretor comercial da Bradesco Seguros; Carlos Picini, diretor da Bradescor; e Valdirene Soares Secato, diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

A iniciativa reforça a estratégia do Grupo Bradesco Seguros de investir continuamente na valorização e no desenvolvimento de seus profissionais.

Icatu Seguros leva escritórios de investimentos a Maiorca em campanha exclusiva 

A Icatu Seguros, maior seguradora independente do país com atuação em Seguro de Vida, Previdência e Capitalização, realizou uma campanha exclusiva para escritórios de investimentos como maneira de valorizar os profissionais que ajudam a difundir o seguro de vida no país. A Campanha de Vendas Icatu levou para Maiorca, na Espanha, entre os dias 23 e 28 de junho, com direito a cerimônia de premiação com entrega de troféus e ingressos para as partidas finais do ATP 250 de Maiorca. 

“A Icatu vem ampliando sua presença no mercado com uma missão muito clara: levar proteção financeira a cada vez mais brasileiros. Hoje, já são 14 milhões de pessoas protegidas pela companhia, e esse resultado só é possível porque contamos com parceiros que entendem o seguro de vida como parte essencial de uma conversa mais completa sobre patrimônio, família, sucessão e futuro. Com essa campanha, quisemos reconhecer escritórios de investimento que têm ajudado a colocar esse tema no centro da estratégia dos clientes”, afirma Guilherme Hinrichsen, vice-presidente comercial da Icatu Seguros.

Os representantes dos escritórios de investimentos participaram de uma imersão no universo do tênis em Palma de Maiorca, com visitas à Rafael Nadal Academy e experiências exclusivas relacionadas ao esporte. 

A programação incluiu ainda uma palestra exclusiva de Toni Nadal, acesso a espaços dedicados à trajetória de Rafael Nadal e a oportunidade de acompanhar o torneio que marca o início da temporada de grama na Europa. Os convidados também participaram de atividades de relacionamento e da cerimônia de premiação promovida pela Icatu.

“Maiorca foi uma escolha simbólica porque o tênis traduz muito do que acreditamos no nosso modelo de parceria: preparo, consistência, leitura de jogo e capacidade de construir resultado ponto a ponto. No nosso mercado, também é assim. As grandes relações não nascem de uma venda pontual, mas de confiança, repertório e visão de longo prazo. É isso que queremos seguir construindo com os escritórios de investimento”, completou Guilherme.

Bradesco aposta em seguro educacional inédito para pessoa física e mira expansão do mercado de vida individual

Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência
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Durante décadas, o seguro educacional esteve praticamente restrito às instituições de ensino, sendo contratado de forma coletiva pelas escolas para garantir a continuidade dos estudos de alunos em situações específicas. A partir de 7 de julho, a Bradesco Vida e Previdência pretende ampliar esse mercado ao lançar um seguro educacional voltado diretamente para pessoas físicas, permitindo que pais, responsáveis financeiros e estudantes maiores de 18 anos contratem a proteção de forma individual.

O lançamento faz parte da estratégia da seguradora de ampliar sua atuação em nichos do seguro de vida individual e oferecer soluções voltadas a diferentes momentos da vida das famílias. Segundo Alessandro Malavazi, superintendente sênior da Bradesco Vida e Previdência, o objetivo é levar ao consumidor uma modalidade que ainda representa uma parcela muito pequena do mercado, mas possui elevado potencial de crescimento.

“Até hoje esse produto era comercializado principalmente por meio das instituições de ensino. Agora estamos levando essa proteção diretamente para quem toma a decisão financeira dentro da família, permitindo que pais, responsáveis ou até o próprio estudante escolham como proteger esse investimento na educação”, afirmou em entrevista ao Sonho Seguro

O seguro foi desenvolvido para atender diferentes etapas da formação, desde a educação infantil até a graduação. Além dos pais e responsáveis financeiros, o próprio estudante poderá contratar a cobertura, desde que seja maior de 18 anos e arque com os custos de sua formação. A proposta é garantir a continuidade dos estudos quando ocorrerem situações capazes de comprometer a renda do responsável financeiro, como morte, invalidez permanente, incapacidade temporária para o trabalho ou perda involuntária do emprego.

Em caso de morte, a cobertura poderá contemplar não apenas as mensalidades escolares, mas também despesas relacionadas à formação, como cursos pré-vestibulares, material didático e até custos com formatura. Na contratação, o capital segurado é definido de acordo com o valor da mensalidade e o período de proteção escolhido pelo cliente, permitindo adequar a cobertura à realidade de cada família.

Muito além da indenização

Assim como outras soluções mais recentes do mercado de seguros de pessoas, o novo produto incorpora um conjunto de serviços que acompanham o segurado durante toda a vigência da apólice. Entre os diferenciais está o Kiddle Pass, plataforma voltada a crianças de 3 a 12 anos que conecta famílias a educadores e especialistas em atividades voltadas ao desenvolvimento cognitivo e socioemocional. Os responsáveis também contam com o serviço de Educação Parental, que oferece orientação sobre desenvolvimento infantil e apoio à rotina familiar.

Para jovens e adultos, o seguro inclui assistência de orientação profissional para elaboração de currículos, preparação para entrevistas de emprego e planejamento de carreira, além de conteúdos de educação financeira e acesso à plataforma Tocalivros, com mais de 185 mil e-books e sete mil audiolivros.

Na área de saúde e bem-estar, o pacote reúne assistência nutricional por aplicativo, participação no programa Hábitos Saudáveis — com acompanhamento online de nutricionistas, psicólogos e preparadores físicos — e descontos em medicamentos em uma ampla rede de farmácias credenciadas. O seguro será comercializado em três modalidades — Essencial, Amplo e Completo — que variam conforme o conjunto de coberturas e assistências oferecidas.

Estratégia amplia atuação em seguros de nicho

Segundo Malavazi, o seguro educacional faz parte da estratégia da Bradesco Vida e Previdência de desenvolver soluções mais segmentadas para o mercado de vida individual. Nos últimos anos, a companhia vem ampliando seu portfólio com produtos voltados para públicos específicos, como microempreendedores individuais (MEIs), pequenas e médias empresas, sucessão empresarial e proteção para sócios, além de promover atualizações frequentes em produtos tradicionais para acompanhar mudanças demográficas e comportamentais.

Entre essas mudanças estão a ampliação da idade máxima do seguro viagem para 99 anos, refletindo o aumento da longevidade da população e o crescimento das viagens em família envolvendo idosos, e o aumento do capital segurado disponível para clientes com mais de 60 anos, que passou de R$ 1 milhão para R$ 12 milhões, atendendo à demanda de clientes com maior patrimônio e necessidades sucessórias mais complexas. 

“O seguro de vida precisa acompanhar as mudanças da sociedade. As famílias vivem novas realidades, as pessoas permanecem economicamente ativas por mais tempo e cada cliente tem necessidades diferentes. Nosso papel é oferecer soluções cada vez mais personalizadas”, afirma Malavazi. 

Corretores terão papel central

A Bradesco também aposta na atuação consultiva dos corretores para ampliar a distribuição do produto. Segundo o executivo, a companhia vem intensificando programas de capacitação e treinamentos para que os parceiros consigam identificar oportunidades de proteção em diferentes momentos da vida dos clientes. “O corretor conhece a realidade das famílias e consegue construir soluções combinando diferentes produtos de acordo com as necessidades de cada cliente. O seguro educacional amplia ainda mais essas possibilidades”, afirma. 

O lançamento oficial será realizado no dia 7 de julho, durante uma edição especial do programa Café com Vida, transmitido pela Bradesco Vida e Previdência para sua rede de corretores.

Zurich entra em nova fase da estratégia para ampliar presença no seguro de vida e no varejo

A Zurich Seguros decidiu dar um novo passo em sua estratégia de expansão no mercado brasileiro de seguros para pessoas físicas. Após três anos da campanha “Nova Geração de Seguros”, inicialmente voltada ao fortalecimento da marca, a companhia passa a direcionar a comunicação para impulsionar a comercialização de produtos como seguro de vida individual, automóvel e residencial, segmentos considerados prioritários para o crescimento da operação no país.

Segundo Rodrigo Barros, diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, esse movimento faz parte do processo de consolidação da atuação da companhia no mercado de seguros para pessoas, segmento em que a empresa pretende ampliar sua participação nos próximos anos. “Somos muito reconhecidos em seguros corporativos e patrimoniais, mas queremos fortalecer nossa presença também em seguros para pessoas. O mercado brasileiro ainda tem um enorme espaço para crescer, especialmente no seguro de vida individual”, afirmou. 

Lançada em 2023, a campanha “Nova Geração de Seguros” teve como objetivo inicial ampliar o reconhecimento da marca Zurich no Brasil. Três anos depois, a estratégia entra em uma nova fase, voltada à apresentação dos produtos e à conversão desse reconhecimento em novos negócios.

Segundo Lucía Sarraceno, diretora de Marketing & Clientes da Zurich, a campanha evoluiu à medida que a marca ganhou espaço na percepção dos consumidores. “Primeiro trabalhamos o reconhecimento da marca. Agora queremos mostrar por que nossos produtos representam essa nova geração de seguros e aproximar o consumidor das soluções que oferecemos”, explicou. 

A estratégia reúne campanhas em televisão aberta e fechada, rádio, mídia digital, cinema, ações regionais e patrocínios esportivos e de entretenimento. Entre eles estão o Rio Open, projetos sociais ligados ao tênis e ao flag football e, mais recentemente, o espetáculo Alegría, do Cirque du Soleil.

Os investimentos já começam a refletir nos indicadores da companhia. Segundo Sandra Lima, superintendente de Comunicação e Marketing, a campanha alcançou mais de 1,5 bilhão de impactos em 2025, resultado 25% superior ao registrado no ano anterior. “O trabalho vai além da exposição da marca. Os clientes que chegam até nós por meio dessa estratégia têm três vezes mais chances de fechar negócio. Todo esse processo de construção de marca aumenta a confiança do consumidor e fortalece a atuação dos corretores”, afirmou. 

A executiva destaca ainda que as ações de merchandising em programas de televisão vêm apresentando resultados expressivos. Nos dias em que a Zurich participa dessas inserções, a companhia registra aumento de 244% na geração de leads em comparação aos dias sem exposição na TV. 

Seguro de vida ganha protagonismo

Embora a campanha tenha como foco fortalecer a marca Zurich junto ao consumidor final, ela acompanha uma transformação mais ampla da companhia. O seguro de vida passou a ocupar posição estratégica dentro da operação brasileira, seguindo uma diretriz global do grupo para ampliar sua presença em seguros de pessoas.

Segundo Rodrigo Barros, essa decisão está baseada em três fatores principais: o elevado potencial de crescimento do mercado, o relacionamento de longo prazo proporcionado pelo seguro de vida e a maior estabilidade desse segmento para as seguradoras. “O seguro de vida tem uma característica muito importante: cria um relacionamento de longo prazo com o cliente. Além disso, o Brasil continua sendo um mercado com enorme potencial de crescimento”, afirmou. 

O executivo lembra que apenas cerca de 18% da população brasileira possui seguro de vida, enquanto o segmento de vida individual vem crescendo acima das demais modalidades de seguros de pessoas. Segundo ele, nos últimos anos o seguro de vida individual passou a registrar expansão significativamente superior à do seguro de vida em grupo, tornando-se uma das principais apostas da companhia para os próximos anos. 

Barros atribui essa evolução às mudanças demográficas e sociais observadas no Brasil e em diversos mercados onde a Zurich atua. “As famílias mudaram, as formas de geração de renda também mudaram e as necessidades de proteção ficaram muito mais diversas. Hoje não faz mais sentido oferecer a mesma solução para todos os clientes”, afirmou. 

Segundo ele, fatores como o aumento da longevidade, a nova configuração das famílias e o crescimento do trabalho autônomo e da chamada gig economy exigem produtos mais personalizados e capazes de atender diferentes momentos da vida dos consumidores. Essa transformação também se reflete na oferta da companhia. No Zurich Vida Para Você, o cliente pode personalizar a proteção escolhendo combinações de coberturas, assistências e capitais segurados de acordo com suas necessidades, com valores que variam de R$ 30 mil a R$ 5 milhões.

O produto reúne benefícios como telemedicina, assistência funeral, assistência pet e descontos em consultas e exames. Recentemente, a Zurich ampliou esse benefício também para pais e sogros do segurado, além do próprio segurado, cônjuge e filhos, reforçando o conceito de proteção familiar. A contratação é totalmente digital, desde a cotação até a assinatura da proposta e o pagamento, permitindo uma jornada mais simples tanto para o corretor quanto para o cliente.

Para Daniela Cruz, superintendente de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, a flexibilidade do produto fortalece a atuação consultiva dos distribuidores. “Hoje, o corretor tem um papel cada vez mais estratégico na construção de soluções de proteção adequadas à realidade de cada cliente. O seguro de vida permite uma oferta personalizada, combinando coberturas e assistências conforme a necessidade e o momento de vida de cada pessoa”, afirmou. 

Segundo Barros, esse movimento representa uma mudança na forma como o seguro de vida é apresentado aos consumidores. “Antes de vender seguro, é preciso falar sobre vida. Quando mostramos que o produto ajuda a proteger a renda, apoiar a família diante de uma doença grave, oferecer serviços e benefícios utilizados em vida e trazer mais tranquilidade para o planejamento financeiro, ele deixa de ser associado apenas à indenização por morte e passa a fazer parte do dia a dia das pessoas”, afirmou. Na avaliação do executivo, essa evolução também amplia o papel dos corretores. “O corretor deixa de oferecer apenas uma apólice e passa a construir uma solução de proteção para cada cliente, considerando seu perfil familiar, sua renda e seus objetivos.” 

Congresso Brasileiro de Atuária ultrapassa 400 inscritos e reforça papel estratégico da profissão no Brasil

por Karem Soares

O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA), considerado o maior encontro da ciência atuarial no país, já ultrapassou a marca de 400 inscritos. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), o evento será realizado nos dias 13 e 14 de agosto de 2026, no Windsor Barra Hotel.

Com o tema “Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira”, o congresso reunirá profissionais, pesquisadores, executivos, representantes de órgãos reguladores e lideranças do mercado para discutir os desafios e as oportunidades que moldam o futuro da profissão.

Em sua 15ª edição, o CBA reforça a relevância de uma carreira que ganha cada vez mais espaço em setores decisivos para o país, como seguros, previdência, saúde, finanças e gestão de riscos. Desde 1994, o Congresso Brasileiro de Atuária vem se consolidando como um dos principais espaços de atualização técnica, troca de conhecimento e fortalecimento da atuação profissional no Brasil.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Atuária, Giancarlo Germany, o número de inscritos demonstra a importância crescente do evento e da própria profissão diante das transformações do mercado.

“Ultrapassar 400 inscritos antes da realização do Congresso mostra que o mercado reconhece a necessidade de discutir, com profundidade, os desafios que envolvem risco, dados, tecnologia e inteligência artificial. O atuário tem um papel cada vez mais relevante nas decisões que impactam empresas, instituições e a sociedade. O 15º CBA será um espaço essencial para fortalecer essa visão e preparar os profissionais para os próximos anos”, afirma o presidente do IBA, Giancarlo Germany.

A programação foi estruturada para oferecer uma visão ampla sobre os desafios contemporâneos da área. Segundo Priscila Portal, diretora de Perícias Atuariais do IBA e integrante da comissão organizadora, o congresso busca ampliar o olhar dos participantes sobre as transformações que já estão em curso.

“A expectativa é proporcionar aos participantes uma visão ampliada sobre os rumos da profissão diante de um cenário cada vez mais orientado por dados, tecnologia e complexidade regulatória. Além de estimular uma reflexão sobre o posicionamento do atuário como agente estratégico na sociedade brasileira”, destaca Priscila Portal, diretora de Perícias do IBA.

Durante os dois dias de evento, os congressistas terão acesso a palestras, painéis e debates com especialistas nacionais e internacionais. A programação também promoverá conexão direta com os principais agentes dos mercados de seguros, previdência, saúde e finanças, além de aproximar os participantes de representantes de entidades reguladoras e fiscalizadoras.

O 15º CBA também dará destaque às competências que serão exigidas do atuário nos próximos anos. A proposta é discutir não apenas a evolução técnica da profissão, mas também a capacidade de interpretar dados, avaliar cenários complexos, apoiar decisões estratégicas e contribuir para a sustentabilidade econômica e social do Brasil.

Com mais de 400 inscritos, o Congresso Brasileiro de Atuária confirma a sua força como ponto de encontro para quem deseja compreender os novos caminhos da profissão e participar das discussões que irão impactar o futuro do setor.

Bradesco Seguros lança série e aposta em conteúdo estratégico para impulsionar atuação consultiva no mercado

O Grupo Bradesco Seguros anuncia o lançamento da série “Com Você Corretor – Diálogos”, uma nova frente de conteúdo criada para apoiar o desenvolvimento dos corretores de seguros e fortalecer seu papel como consultores na orientação de clientes em diferentes cenários de risco e proteção.

A iniciativa foi construída a partir de sugestões dos próprios corretores, que destacaram a necessidade de espaços de debate qualificado sobre temas atuais, capazes de apoiar tanto a atuação comercial quanto a construção de uma cultura mais sólida de prevenção no país.

Com episódios recorrentes, definidos a partir da relevância dos temas em discussão no mercado e na sociedade, a série foi desenhada para acompanhar o dinamismo do setor, trazendo especialistas e conteúdos conectados às principais transformações e riscos emergentes.

“O corretor tem um papel cada vez mais estratégico na jornada de proteção dos clientes. Com a série, queremos oferecer conteúdo que contribua diretamente para essa atuação mais consultiva, conectando informação qualificada a situações reais enfrentadas no dia a dia”, afirma Ney Dias, CEO da Bradseg.

A estreia da série traz como ponto de partida a discussão sobre eventos climáticos extremos, tema que tem ganhado relevância crescente no setor de seguros. O episódio contou com a participação da meteorologista Josélia Pegorim e abordou os impactos do fenômeno El Niño no Brasil.

Mais do que um recorte pontual, o debate reforça um dos principais desafios estruturais do Brasil. Atualmente, apenas 17% das residências possuem seguro, enquanto, no agronegócio, cerca de 10% das áreas plantadas contam com cobertura, evidenciando um amplo espaço para conscientização e expansão da proteção.

A série busca oferecer aos corretores mais repertório, informação e segurança para qualificar o diálogo com seus clientes, contribuindo para decisões mais assertivas em relação à proteção patrimonial, pessoal e empresarial.

Valor: Seguro cibernético cresce no país e reforça exigências

carol tokio marine seguradora
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Fonte: Valor

O mercado brasileiro de seguros cibernéticos vive uma fase de expansão acelerada, acompanhada por um endurecimento sem precedentes nos critérios de contratação e renovação das apólices. O movimento ocorre em meio ao aumento da frequência e da sofisticação dos ataques digitais e à preocupação das seguradoras com eventos capazes de gerar perdas simultâneas em centenas de empresas.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que a arrecadação do seguro cibernético deu um salto de 880% em cinco anos. Passou de R$ 20,7 milhões em 2019 para R$ 203,3 milhões no fim de 2023. Hoje, a arrecadação anual do ramo supera R$ 240 milhões. O crescimento ocorre em um cenário no qual 60% das empresas brasileiras já sofreram algum tipo de incidente de bloqueio de dados, segundo o Índice Global de Proteção de Dados.

Ao mesmo tempo em que o mercado cresce, as exigências para contratação tornam-se mais rigorosas. Ferramentas como autenticação multifator (MFA), criptografia de dados, backups protegidos, segmentação de redes e planos formais de resposta a incidentes deixaram de ser diferenciais e passaram a integrar o conjunto mínimo de requisitos analisados pelas seguradoras. “A ideia não é criar barreiras, mas apoiar a empresa a se proteger melhor e tornar a cobertura mais aderente e sustentável”, diz Caroline Ayub, diretora de riscos financeiros da Tokio Marine.

Segundo Ayub, após a onda global de ataques de ransomware, registrada entre 2021 e 2022, a subscrição tornou-se significativamente mais técnica. Hoje, a análise não se limita à existência de ferramentas de segurança. Procura, além disso, avaliar a capacidade real das organizações de prevenir, responder e se recuperar de um incidente. Fragilidades na gestão de acessos, baixa maturidade de segurança, falhas de governança e excessiva dependência do fator humano podem resultar em restrições de cobertura, redução de capacidade ou aumento de prêmio.
Na Zurich Seguros, o processo segue a mesma direção. Para Hellen Fernandes, gerente-executiva de linhas financeiras da companhia, as empresas precisam comprovar uma estrutura consistente de governança, gestão de riscos e segurança da informação. “As seguradoras avaliam não apenas se os controles existem, mas se estão efetivamente implementados, documentados e testados”, afirma. Segundo ela, autenticação multifator, monitoramento de eventos, gestão de vulnerabilidades, backups estruturados e derência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) passaram a integrar a análise de risco das seguradoras.
A executiva ressalta que o seguro deve ser visto como a última camada de proteção. “A base dessa proteção é construída pela própria empresa por meio de investimentos consistentes em controles e gestão de riscos.”

O endurecimento das exigências acompanha um quadro de perdas crescentes. Estudo recente da Marsh McLennan estima que a exposição global aos riscos cibernéticos em ambientes industriais e de tecnologia operacional (OT) já supera US$ 300 bilhões e pode alcançar US$ 329,5 bilhões em cenários extremos. O levantamento mostra ainda que ataques de ransomware respondem por 81% dos pedidos de indenização relacionados a custos de recuperação, enquanto quase um quarto dos sinistros enfrenta algum tipo de exclusão ou limitação contratual.

A preocupação dos resseguradores está concentrada principalmente nos chamados riscos de acumulação, quando um único evento afeta simultaneamente centenas ou milhares de segurados. “A capacidade global para riscos cibernéticos voltou a crescer e hoje supera a demanda, mas o acesso a essa proteção tornou-se mais seletivo”, afirma Eduardo Bezerra, superintendente de seguros cibernéticos da Wiz Corporate.

Segundo ele, o principal desafio é compreender como uma única falha em um provedor de nuvem – sistema amplamente utilizado -ou infraestrutura digital, pode gerar uma onda de sinistros em escala global. Apesar dos avanços nos modelos de precificação, Bezerra afirma que os eventos catastróficos continuam sendo a principal fonte de incerteza do setor. “O mercado já precifica adequadamente os riscos mais frequentes. A dificuldade permanece concentrada nos eventos extremos”, diz.

A mesma avaliação é compartilhada por Ilan Kajan, CEO da We Insurance Advisor. Segundo ele, os grandes ataques globais de ransomware mudaram a percepção dos resseguradores sobre a América Latina, que deixou de ser vista como uma região de baixa exposição. “Os resseguradores perceberam que muitas empresas da região ainda apresentam níveis de maturidade em segurança inferiores aos observados nos Estados Unidos e na Europa, enquanto a frequência dos ataques aumentou significativamente”, afirma.

Como consequência, a concessão de capacidade passou a exigir disciplina técnica das seguradoras, com questionários mais robustos, revisões periódicas e equipes especializadas. “Os resseguradores não aceitam mais carteiras baseadas em questionários simplificados”, ressalta Kajan.

Além da função de transferência de risco, especialistas observam que o seguro passou a desempenhar um papel relevante na disseminação de boas práticas de segurança digital. De acordo com Eduardo Lucena, deputy CEO da Lockton Brasil, os processos de auditoria exigidos para contratação ajudam as empresas a elevar o nível de maturidade na gestão de riscos e a identificar vulnerabilidades que, muitas vezes, passavam despercebidas.

Lucena acredita que esse processo tende a produzir efeitos positivos para todo o mercado. “As empresas se tornarão cada vez mais sofisticadas e protegidas, o que contribuirá para a redução dos riscos para as seguradoras e, consequentemente, para a diminuição do custo dos seguros e ampliação da sua penetração.”

O avanço dos riscos digitais também acelera uma transformação mais ampla na indústria seguradora. Estudo divulgado recentemente pelo Distrito defende que o setor caminha para uma nova fase, denominada “cognitive insurance”, baseada em inteligência artificial, monitoramento contínuo e avaliação dinâmica dos riscos.

A proposta rompe com um modelo que opera a partir de estimativas estatísticas baseadas em eventos passados. Em seu lugar, surgem seguros capazes de acompanhar o risco em tempo real, ajustando prevenção, subscrição e precificação de forma contínua.

“Ao ampliar a capacidade de atuar já no suporte à prevenção, com base em dados e comportamentos de cada cliente, a indústria cria condições para contribuir mais efetivamente para que a sociedade esteja preparada para fazer frente aos impactos que os riscos emergentes devem trazer nos próximos anos”, afirma Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo.