Zurich entra em nova fase da estratégia para ampliar presença no seguro de vida e no varejo

A Zurich Seguros decidiu dar um novo passo em sua estratégia de expansão no mercado brasileiro de seguros para pessoas físicas. Após três anos da campanha “Nova Geração de Seguros”, inicialmente voltada ao fortalecimento da marca, a companhia passa a direcionar a comunicação para impulsionar a comercialização de produtos como seguro de vida individual, automóvel e residencial, segmentos considerados prioritários para o crescimento da operação no país.

Segundo Rodrigo Barros, diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, esse movimento faz parte do processo de consolidação da atuação da companhia no mercado de seguros para pessoas, segmento em que a empresa pretende ampliar sua participação nos próximos anos. “Somos muito reconhecidos em seguros corporativos e patrimoniais, mas queremos fortalecer nossa presença também em seguros para pessoas. O mercado brasileiro ainda tem um enorme espaço para crescer, especialmente no seguro de vida individual”, afirmou. 

Lançada em 2023, a campanha “Nova Geração de Seguros” teve como objetivo inicial ampliar o reconhecimento da marca Zurich no Brasil. Três anos depois, a estratégia entra em uma nova fase, voltada à apresentação dos produtos e à conversão desse reconhecimento em novos negócios.

Segundo Lucía Sarraceno, diretora de Marketing & Clientes da Zurich, a campanha evoluiu à medida que a marca ganhou espaço na percepção dos consumidores. “Primeiro trabalhamos o reconhecimento da marca. Agora queremos mostrar por que nossos produtos representam essa nova geração de seguros e aproximar o consumidor das soluções que oferecemos”, explicou. 

A estratégia reúne campanhas em televisão aberta e fechada, rádio, mídia digital, cinema, ações regionais e patrocínios esportivos e de entretenimento. Entre eles estão o Rio Open, projetos sociais ligados ao tênis e ao flag football e, mais recentemente, o espetáculo Alegría, do Cirque du Soleil.

Os investimentos já começam a refletir nos indicadores da companhia. Segundo Sandra Lima, superintendente de Comunicação e Marketing, a campanha alcançou mais de 1,5 bilhão de impactos em 2025, resultado 25% superior ao registrado no ano anterior. “O trabalho vai além da exposição da marca. Os clientes que chegam até nós por meio dessa estratégia têm três vezes mais chances de fechar negócio. Todo esse processo de construção de marca aumenta a confiança do consumidor e fortalece a atuação dos corretores”, afirmou. 

A executiva destaca ainda que as ações de merchandising em programas de televisão vêm apresentando resultados expressivos. Nos dias em que a Zurich participa dessas inserções, a companhia registra aumento de 244% na geração de leads em comparação aos dias sem exposição na TV. 

Seguro de vida ganha protagonismo

Embora a campanha tenha como foco fortalecer a marca Zurich junto ao consumidor final, ela acompanha uma transformação mais ampla da companhia. O seguro de vida passou a ocupar posição estratégica dentro da operação brasileira, seguindo uma diretriz global do grupo para ampliar sua presença em seguros de pessoas.

Segundo Rodrigo Barros, essa decisão está baseada em três fatores principais: o elevado potencial de crescimento do mercado, o relacionamento de longo prazo proporcionado pelo seguro de vida e a maior estabilidade desse segmento para as seguradoras. “O seguro de vida tem uma característica muito importante: cria um relacionamento de longo prazo com o cliente. Além disso, o Brasil continua sendo um mercado com enorme potencial de crescimento”, afirmou. 

O executivo lembra que apenas cerca de 18% da população brasileira possui seguro de vida, enquanto o segmento de vida individual vem crescendo acima das demais modalidades de seguros de pessoas. Segundo ele, nos últimos anos o seguro de vida individual passou a registrar expansão significativamente superior à do seguro de vida em grupo, tornando-se uma das principais apostas da companhia para os próximos anos. 

Barros atribui essa evolução às mudanças demográficas e sociais observadas no Brasil e em diversos mercados onde a Zurich atua. “As famílias mudaram, as formas de geração de renda também mudaram e as necessidades de proteção ficaram muito mais diversas. Hoje não faz mais sentido oferecer a mesma solução para todos os clientes”, afirmou. 

Segundo ele, fatores como o aumento da longevidade, a nova configuração das famílias e o crescimento do trabalho autônomo e da chamada gig economy exigem produtos mais personalizados e capazes de atender diferentes momentos da vida dos consumidores. Essa transformação também se reflete na oferta da companhia. No Zurich Vida Para Você, o cliente pode personalizar a proteção escolhendo combinações de coberturas, assistências e capitais segurados de acordo com suas necessidades, com valores que variam de R$ 30 mil a R$ 5 milhões.

O produto reúne benefícios como telemedicina, assistência funeral, assistência pet e descontos em consultas e exames. Recentemente, a Zurich ampliou esse benefício também para pais e sogros do segurado, além do próprio segurado, cônjuge e filhos, reforçando o conceito de proteção familiar. A contratação é totalmente digital, desde a cotação até a assinatura da proposta e o pagamento, permitindo uma jornada mais simples tanto para o corretor quanto para o cliente.

Para Daniela Cruz, superintendente de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, a flexibilidade do produto fortalece a atuação consultiva dos distribuidores. “Hoje, o corretor tem um papel cada vez mais estratégico na construção de soluções de proteção adequadas à realidade de cada cliente. O seguro de vida permite uma oferta personalizada, combinando coberturas e assistências conforme a necessidade e o momento de vida de cada pessoa”, afirmou. 

Segundo Barros, esse movimento representa uma mudança na forma como o seguro de vida é apresentado aos consumidores. “Antes de vender seguro, é preciso falar sobre vida. Quando mostramos que o produto ajuda a proteger a renda, apoiar a família diante de uma doença grave, oferecer serviços e benefícios utilizados em vida e trazer mais tranquilidade para o planejamento financeiro, ele deixa de ser associado apenas à indenização por morte e passa a fazer parte do dia a dia das pessoas”, afirmou. Na avaliação do executivo, essa evolução também amplia o papel dos corretores. “O corretor deixa de oferecer apenas uma apólice e passa a construir uma solução de proteção para cada cliente, considerando seu perfil familiar, sua renda e seus objetivos.” 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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