Caixa Seguridade lança edital para selecionar seguradora parceira

A Caixa Seguridade (CXSE3) está em busca de uma parceria comercial para ampliar a oferta de seguros. O objetivo é oferecer seguros de proteção para transações financeiras e itens pessoais, com foco em pessoas físicas. Os seguros para transações financeiras prometem cobrir prejuízos sofridos por meio de compras ou transferências indevidas via Pix, celular ou cartão, como acontece em casos de roubo, furto, coação e golpes virtuais. Já os contratos voltados a itens pessoais oferecem proteção para eletrônicos portáteis e bens de uso pessoal, como celulares, notebooks e smartwatches. É um ramo de seguro que tem crescido no Brasil, mas ainda não faz parte do escopo de atuação da Caixa Seguridade.

De acordo com o edital, “o processo visa selecionar um parceiro com expertise comprovada na operação, capacidade de atuação em escala, integração tecnológica e excelência operacional ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos em ambiente digital, com foco na entrega de proposta de valor centrada no cliente, incluindo experiência e portfólio adequados às suas necessidades”.

A parceria deve ser estruturada por meio de um contrato comercial com vigência de cinco anos e prevê exclusividade de acesso à rede de distribuição da Caixa Seguridade, que envolve toda a rede de agências e o aplicativo da Caixa Econômica Federal.

Ao anunciar a busca por uma nova parceria, a Caixa Seguridade ressaltou que a iniciativa não contempla quaisquer ramos e produtos já comercializados, explorados ou abrangidos por acordos de exclusividade firmados, direta ou indiretamente, pela empresa. A companhia atua sobretudo no segmento habitacional, mas também oferece seguros de vida, seguros prestamistas, proteção para veículos e soluções corporativas e tem buscado crescer nesses outros segmentos.

Com mais de 155 milhões de clientes, a Caixa é o maior banco do Brasil em número de clientes. Por isso, concentra boa parte das chaves Pix e das transações realizadas via cartão de crédito e débito no país. E ainda tem buscado unificar a jornada digital dos seus clientes por meio de um SuperApp. 

Na avaliação da Caixa Seguridade, é uma infraestrutura que oferece acesso recorrente ao público-alvo e dá a chance de um crescimento rápido no ramo de seguros de proteção para transações financeiras e itens pessoais. . 

Portugal acelera criação de fundo para catástrofes e reforça debate prioritário do setor de seguros no Brasil

A criação de um Fundo de Catástrofes esteve na ordem do dia durante painel moderado por António Larguesa, editor do ECO, que reúniu André Tavares Lourenço, General Counsel na Zurich, Nuno Rodrigues, Diretor de Riscos Patrimoniais e Engenharias na MDS Portugal, e Ana Teixeira, CEO na Mudey.

com portal Eco Seguros

Portugal deu mais um passo na construção de um modelo nacional de proteção contra catástrofes naturais, tema que também está entre as principais prioridades estratégicas da CNseg no Brasil. Durante debate promovido no país, representantes do mercado defenderam a criação de um fundo nacional de catástrofes com participação do setor público e privado, em um formato que poderá se tornar uma referência internacional.

O modelo em discussão prevê a criação de um mecanismo permanente para ampliar a capacidade financeira diante de eventos extremos, como terremotos, incêndios florestais, tempestades e inundações, reduzindo o chamado “gap de proteção” — diferença entre os prejuízos econômicos e aqueles efetivamente cobertos por seguros.

O diretor de Riscos Patrimoniais e Engenharias da MDS Portugal, Nuno Rodrigues, afirmou ser favorável a um modelo de parceria público-privada (PPP), no qual o Estado atue apenas como última camada de proteção. “Sou defensor que este seja um esquema de PPP, ou seja, um fundo público-privado, com o Governo a ser sempre a última linha em absorção do evento mais severo”, afirmou.

Na mesma linha, o diretor jurídico da Zurich Portugal, André Tavares Lourenço, destacou que o objetivo do fundo não é proteger as seguradoras, mas distribuir de forma equilibrada os impactos financeiros das grandes catástrofes. “É o setor segurador a dizer: nós queremos estar presentes e queremos que, no momento de assumir o custo, ele seja repartido entre os cidadãos, o setor segurador, o setor ressegurador e, em última instância, o Estado.”

Segundo ele, além do financiamento das perdas, o mecanismo também deve contribuir para aumentar a educação da população sobre riscos climáticos e fortalecer a coordenação entre os diversos agentes envolvidos.

Já Ana Teixeira, CEO da Mudey, destacou que a possível obrigatoriedade de coberturas básicas nos seguros multirriscos representa uma oportunidade para reduzir a subproteção existente hoje. “É uma oportunidade para nós, enquanto setor, reduzirmos a desadequação do seguro e permitirmos que essa obrigatoriedade se transforme em prevenção, compreensão e confiança.” Ela defendeu ainda maior compartilhamento de dados entre seguradoras, mediadores e poder público para fortalecer ações preventivas, além da atuação do fundo após a ocorrência dos eventos.

Projeto também avança no Brasil

O debate português ocorre em um momento em que o Brasil também discute a criação de um mecanismo semelhante. A proposta figura entre os projetos prioritários da CNseg dentro da agenda de adaptação às mudanças climáticas e ampliação da resiliência econômica.

A entidade vem defendendo a criação de um Fundo Nacional para Catástrofes, inspirado em modelos internacionais, mas adaptado às características brasileiras. A ideia é estruturar um mecanismo de financiamento capaz de responder a eventos climáticos extremos de grande magnitude — cuja frequência e intensidade vêm aumentando nos últimos anos.

A proposta parte do reconhecimento de que o Brasil possui um dos maiores déficits de proteção securitária do mundo para riscos climáticos. Embora enchentes, deslizamentos, secas e vendavais provoquem perdas bilionárias todos os anos, apenas uma pequena parcela desses prejuízos está segurada.

A CNseg defende que o modelo brasileiro também seja construído sobre uma base de compartilhamento de riscos entre seguradoras, resseguradoras, governo e sociedade, preservando a sustentabilidade fiscal e ampliando a capacidade de resposta do país diante de grandes desastres.

Nos últimos meses, representantes da confederação têm afirmado que a proposta está em fase de estruturação técnica e diálogo com autoridades públicas, reguladores e especialistas. O objetivo é criar um instrumento capaz de acelerar a reconstrução após grandes eventos climáticos sem depender exclusivamente de recursos extraordinários do orçamento público.

O avanço das discussões em Portugal reforça uma tendência internacional de adoção de mecanismos híbridos de financiamento para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, tema que ganha cada vez mais espaço na agenda dos mercados seguradores e dos governos.

Riscos patrimoniais impulsiona crescimento da Mapfre em grandes riscos no primeiro semestre 

A operação de riscos corporativos da seguradora Mapfre encerrou o primeiro semestre de 2026 em expansão, com avanço em linhas de maior complexidade. O resultado acompanha o reposicionamento do canal Corporate Brokers, assumido pelo executivo Ricardo Carqueijo no início do ano. Desde então, a seguradora ajustou o modelo comercial, apetite técnico e ampliou a atuação em frentes como property, engenharia, aviação, agro e programas multinacionais. 

O crescimento foi puxado por operações ligadas aos setores de energia, infraestrutura, agronegócio, logística, indústria e aviação. Enquanto o mercado registrou retração de 0,5% no comparativo anual até abril, a Mapfre cresceu cerca de 5% no segmento de Empresas, com destaque para a linha de Property. Entre as carteiras que mais avançaram no período estiveram os seguros de Riscos Nomeados e Operacionais, que cresceram 42% no comparativo anual e 7% no acumulado do ano, refletindo a demanda de companhias que vêm revisando seus programas patrimoniais e reavaliando coberturas para ativos, operações e projetos de expansão.

Ao mesmo tempo, outras linhas também ganharam tração ao longo do semestre. No Agronegócio, a companhia registrou crescimento de 7% em abril na comparação anual, mesmo em um mercado que recuou 7% no período.

O desempenho da área reflete ainda uma estratégia de aproximação com as principais corretoras especializadas em riscos corporativos. Atualmente, a seguradora mantém relacionamento com brokers globais como Aon, Gallagher, Lockton, Marsh, Mds e WTW, responsáveis por intermediar algumas das maiores operações de seguros corporativos do país. 

“Os primeiros meses do ano foram marcados por uma aproximação ainda maior com os brokers. Grande parte das oportunidades que vimos neste semestre veio de empresas que estavam revisitando seus riscos. Muitas companhias cresceram, investiram em novas plantas, ampliaram operações ou passaram por processos de aquisição, o que naturalmente gera a necessidade de reavaliar estruturas de proteção e programas de seguros ”, afirma Ricardo Carqueijo, diretor de corporate brokers da Mapfre. 

Para Karine Brandão, diretora executiva comercial da Mapfre, o comportamento da carteira mostra uma procura maior das empresas por soluções especializadas e por seguradoras com experiência em riscos corporativos. “O corretor tem um papel cada vez mais relevante na construção dessas soluções. Por isso, temos investido na proximidade com os brokers e na integração entre as áreas técnicas e comerciais da companhia, criando condições para atender operações que exigem conhecimento prévio e capacidade de subscrição”, diz.

Instituto de Longevidade MAG participa de fórum sobre economia prateada

O envelhecimento acelerado da população brasileira já impõe novos desafios para a economia, o mercado de trabalho e os sistemas de saúde e previdência. Diante desse cenário, a integração entre saúde, previdência e educação financeira foi apontada como um dos caminhos para preparar o país para uma sociedade cada vez mais longeva. Essa foi a principal mensagem levada pelo presidente do Instituto de Longevidade MAG, Nilton Molina, ao 1º Fórum da Longevidade: Impactos no Mercado e na Economia, realizado nesta quinta-feira (16), em São Paulo, durante o painel “O impacto dos Planos de Saúde e Previdência no futuro da gestão prateada”.

A transição demográfica vivida pelo Brasil esteve no centro dos debates do encontro, que reuniu representantes do setor público, especialistas e lideranças empresariais para discutir os impactos da longevidade sobre a economia e os desafios que o novo perfil populacional impõe às políticas públicas, às empresas e à sociedade.

No painel, foram discutidas formas de ampliar a cultura do planejamento de longo prazo e fortalecer modelos capazes de garantir qualidade de vida, sustentabilidade e segurança financeira diante das mudanças demográficas. Além de Nilton Molina, participaram do debate José Luiz Toro da Silva, advogado especializado em direito da saúde suplementar; Devanir Silva, presidente da Abrapp; e Valdir Ventura, CEO do Grupo São Cristóvão Saúde.

Em sua participação, Molina ressaltou que o envelhecimento da população deve ser encarado como uma oportunidade para construir políticas públicas e iniciativas privadas mais integradas e sustentáveis.


“A longevidade é uma conquista para toda a sociedade, mas também exige uma atuação integrada entre os setores público e privado para que, no futuro, possamos ter uma sociedade cada vez mais preparada para o envelhecimento. Quanto antes desenvolvermos esse pensamento, maiores serão as condições para que as pessoas vivam mais e melhor, com segurança financeira, autonomia e qualidade de vida”, afirmou.

Promovido pela ADVB, o 1º Fórum da Longevidade reuniu especialistas em seis painéis temáticos para discutir temas como economia prateada, mercado consumidor 50+, trabalho, habitação, turismo, esporte e inovação voltada à população longeva. A participação do Instituto de Longevidade MAG reforça seu compromisso em fomentar o debate sobre políticas e iniciativas que contribuam para uma sociedade mais preparada para viver mais e melhor.

Bradesco Seguros amplia a capacitação no Espaço Universeg com trilha voltada à comunicação

Em um cenário em que habilidades de comunicação estão entre as mais valorizadas no ambiente profissional e contribuem para a qualidade das relações e dos resultados, desenvolver formas mais claras e conscientes de se expressar torna-se fundamental. Atento a esse contexto, o Grupo Bradesco Seguros disponibiliza a trilha “Aprendendo sobre Comunicação no Espaço Universeg, com conteúdos gratuitos voltados ao aprimoramento dessas competências no cotidiano.

A comunicação exerce um papel essencial nas relações interpessoais e profissionais, impactando diretamente a forma como as pessoas se expressam, se conectam e constroem confiança no dia a dia. Com o objetivo de apoiar o desenvolvimento dessas habilidades, a iniciativa reúne conteúdos que incentivam práticas mais conscientes, empáticas e eficazes.

A trilha é composta por três materiais complementares: o e-book Aprimore os seus relacionamentos com a Comunicação Não Violenta (CNV), que apresenta os quatro pilares da CNV e orienta práticas para relações mais empáticas; o e-book Comunicação Eficaz, que aborda diferentes formas de comunicação — verbal, não verbal, escrita e visual — e traz técnicas para torná-la mais clara e eficiente; e a aula online Comunicação Assertiva – Faça sua voz ser ouvida, que propõe reflexões sobre o impacto da linguagem no dia a dia e na construção de diálogos mais equilibrados.

Com uma abordagem prática e acessível, os conteúdos incentivam o desenvolvimento de habilidades essenciais para fortalecer relações interpessoais e promover interações mais harmoniosas, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

“A comunicação está diretamente ligada à forma como as pessoas se relacionam e constroem confiança no dia a dia. Ao investir em conteúdos sobre o tema, buscamos incentivar o desenvolvimento de habilidades que contribuam para interações mais claras, empáticas e conscientes, tanto no ambiente profissional quanto nas relações pessoais”, afirma Andrea Carrasco, superintendente sênior de Recursos Humanos do Grupo Bradesco Seguros.

CNseg: seguros inclusivos avançam com novos modelos de distribuição nas comunidades

Os seguros inclusivos e microseguros, além de produtos de vida, previdência e capitalização voltados a classes C, D e E ganharam novas estratégias para ampliar sua presença no mercado brasileiro. Experiências apresentadas durante o painel “Seguros Inclusivos em Ação”, promovido pela CNseg nesta terça-feira (14), mostraram que inovação, novos canais de distribuição, linguagem acessível e proximidade com as comunidades e periferias estão abrindo espaço para a expansão da proteção financeira no país.

O debate reuniu representantes de diferentes seguradoras para apresentar soluções já em operação e reforçou que a ampliação dos seguros inclusivos deixou de ser apenas uma discussão conceitual para se tornar uma agenda estratégica do mercado. A iniciativa integra o trabalho permanente desenvolvido pela Comissão de Seguros Inclusivos da CNseg, que atua como um observatório para acompanhar oportunidades, compartilhar boas práticas e estimular o desenvolvimento de soluções voltadas à ampliação da proteção financeira da população.

“Existe um erro original das seguradoras de acreditar que seus produtos servem igualmente para todos. O problema não é o mercado, nem a regulação. É um desafio de desenho. Falta coragem para experimentar modelos novos, conhecer territórios diferentes e construir soluções adequadas para esses públicos”, explicou Leonardo Lourenço, presidente da comissão e executivo da MAG.  Segundo ele, a própria comissão avaliou recentemente os principais obstáculos regulatórios para a expansão do segmento e concluiu que as barreiras são hoje relativamente pequenas.

A diretora de Sustentabilidade da CNseg, Claudia Prates, que moderou o debate, destacou que o compartilhamento de experiências entre as seguradoras vem sendo um dos principais instrumentos para acelerar o desenvolvimento dos seguros inclusivos. Segundo ela, além da pesquisa inédita apresentada durante o evento Seguro para Todos os Bolsos, a Comissão de Seguros Inclusivos promove reuniões permanentes para troca de boas práticas e trabalha, em parceria com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), na elaboração de um guia voltado ao desenvolvimento do segmento.

As experiências apresentadas mostraram que a expansão dos seguros inclusivos deixou de ser apenas uma discussão sobre acesso e passou a integrar a estratégia de crescimento do mercado segurador.

“Há mais de 20 anos o mercado discute seguros inclusivos. Hoje conseguimos reunir uma coalizão de pessoas efetivamente comprometidas com essa agenda. O papel da comissão é justamente conectar experiências, compartilhar aprendizados e mostrar que já existem iniciativas concretas capazes de ampliar o acesso da população à proteção financeira”, disse.

Experiências práticas

O painel “Seguros Inclusivos em Ação” trouxe alguns exemplos de projetos em execução no âmbito dos seguros inclusivos:

  • MAG Seguros: Leonardo Lourenço destacou o projeto Favela Seguros, desenvolvido em parceria com a Favela Holding, vinculada à CUFA, como exemplo de uma estratégia construída a partir da realidade das comunidades. O projeto foi estruturado para gerar confiança antes mesmo da venda do seguro. 
    Toda a equipe responsável pelo relacionamento com o público pertence às próprias comunidades, enquanto a seguradora fornece a estrutura técnica dos produtos. Para o executivo, o principal aprendizado foi abandonar modelos prontos e construir soluções em conjunto com os moradores que a empresa buscava alcançar.
     
  • Bradesco Seguros: A superintendente de Sustentabilidade da seguradora, Ivani Benazzi, apresentou a experiência da companhia na distribuição de seguros inclusivos por meio da rede de correspondentes bancários.

    A executiva destacou que a seguradora está presente em aproximadamente 5 mil municípios, utilizando uma estrutura formada por cerca de 39 mil correspondentes que atuam em regiões onde muitas vezes não existem agências bancárias. Em 2025, apenas por esse canal, foram comercializadas cerca de 800 mil apólices de seguros voltados a esse público.

    Ivani destacou que a estratégia combina tecnologia, capacitação e adaptação da linguagem para diferentes regiões do país, incluindo comunidades quilombolas, indígenas e municípios da Amazônia Legal.
     
  • CNP Assurances: o diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da empresa, Gregoire Saint Gal de Pons, apresentou a experiência internacional da companhia no desenvolvimento de seguros inclusivos.

    De acordo com ele, desenhar produtos é apenas parte do desafio. Para ganhar escala, é necessário simplificar processos, integrar tecnologia aos canais de distribuição e oferecer uma experiência positiva tanto para o cliente quanto para quem comercializa os seguros.

    O executivo também destacou iniciativas voltadas à simplificação da linguagem dos contratos de seguro e programas de educação financeira desenvolvidos em parceria com instituições públicas.
  • MAPFRE: Ivo Kanashiro, superintendente de Sustentabilidade, ressaltou que a experiência da companhia mostrou que a confiança é construída por meio da presença nas comunidades, da escuta ativa e da adaptação da linguagem.Para ele, a comunicação é parte essencial da estratégia.

    Não basta levar o produto. É preciso fazer com que as pessoas compreendam seu valor e percebam que aquele seguro também foi pensado para elas.

Soluções apontadas pelo mercado

  • Elaboração do Guia Setorial de Seguros Inclusivos, a partir de proposição da Susep, para orientar o desenvolvimento do segmento;
  • Expansão da distribuição por meio de correspondentes capacitados e adaptação às realidades locais;
  • Fortalecimento da confiança por meio da presença nas comunidades, comunicação adequada e escuta ativa, orientando o desenvolvimento de produtos aderentes às necessidades da população;
  • Desenvolvimento de produtos simplificados, e não desvalorizados, adequados à realidade dos diferentes públicos;
  • Integração tecnológica e simplificação da jornada de contratação, tornando a venda mais ágil e acessível;
  • Simplificação da linguagem para ampliar a compreensão e o acesso aos seguros;
  • Reconhecimento dos seguros inclusivos como estratégia de ampliação da proteção financeira e de desenvolvimento econômico do país.
     

Claudia Prates ressaltou que o trabalho da Comissão de Seguros Inclusivos é permanente e vai muito além da realização de eventos. Segundo ela, a agenda inclui estudos, troca contínua de experiências entre as empresas, desenvolvimento de materiais técnicos em parceria com a Susep e ações voltadas à aproximação entre o mercado segurador e as comunidades. A diretora antecipou que a CNseg realizará novas iniciativas sobre o tema, incluindo atividades diretamente nas comunidades para ampliar o diálogo com os consumidores e compreender suas necessidades de proteção financeira.

Ao conectar empresas, regulador e especialistas, a Comissão de Seguros Inclusivos da CNseg consolida uma agenda permanente voltada ao desenvolvimento de soluções capazes de ampliar a proteção financeira da população brasileira.

Zurich Seguros lança campanha para impulsionar a evolução e excelência na reparação automotiva

Como parte de um abrangente programa de relacionamento com as oficinas referenciadas, A Zurich Seguros dá continuidade ao programa Garagem dos Campeões, criado em 2025 para reconhecer oficinas referenciadas com melhor performance junto à seguradora. A nova edição busca incentivar a evolução contínua da rede referenciada a partir de indicadores ligados à eficiência operacional, qualidade dos reparos, reparabilidade e à satisfação do cliente. 

A campanha será realizada até dezembro, mantendo a proposta central do programa, com acompanhamento mensal dos indicadores, e reconhecimento das oficinas de melhor performance. Ao longo do ciclo, são elegíveis a participar do programa oficinas referenciadas certificadas com o Selo Verde, com pelo menos 5 clientes atendidos por mês, que acompanham sua performance individual e posição no ranking, considerando indicadores como índice de reparação de peças e satisfação dos clientes (TNPS). 

 Na primeira edição, a Zurich observou avanço no índice de reparação de peças, que passou de 24% para 26%, e aumento de 22 pontos percentuais no TNPS relacionada a satisfação dos clientes atendidos pelas oficinas participantes. 

Para Sandes Car, uma das oficinas reconhecidas na edição 2025 do Garagem dos Campeões, o programa representou um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela equipe. “O Garagem dos Campeões foi uma alavanca para a Sandes Car. Sempre prezamos pela qualidade, pelo cumprimento dos prazos, pelo bom atendimento aos clientes e por práticas sustentáveis, como oficina certificada com o Selo Verde. A parceria com a Zurich contribuiu para a nossa evolução e estruturação, e receber essa premiação reconheceu todo o esforço da nossa equipe. Seguimos empenhados em fazer o melhor e buscar um novo reconhecimento” afirma Daniel Sandes, parceiro da Oficina Sandes Car” 

“Os resultados da primeira edição reforçam que o reconhecimento estruturado das oficinas gera impactos positivos para a rede referenciada e para a experiência do cliente. Observamos evolução na qualidade dos serviços, avanço em reparabilidade e maior engajamento das oficinas participantes”, afirma Fábio Santos Silva, superintendente de Sinistros da Zurich Seguros. 

A iniciativa também cria oportunidades para que as oficinas aprimorem seus serviços e estejam preparadas para os desafios do presente e do futuro. Ao incentivar melhores práticas de reparação, o programa contribui para reduzir substituições desnecessárias de peças e diminuir a geração de resíduos. 

Na Zurich, o cliente está no centro de todas as decisões, e as oficinas referenciadas têm um papel essencial nessa jornada. “Queremos que as oficinas cresçam junto conosco. Nosso objetivo é reconhecer quem se destacada e incentiva a evolução contínua da rede, promovendo ganhos em qualidade, reparabilidade e experiência do cliente”, acrescenta Fábio. 

Ao fim do ciclo, as dez melhores oficinas do ano serão convidadas para um coquetel exclusivo de encerramento, em dezembro de 2026, quando as três primeiras colocadas receberão premiação especial e placa comemorativa. 

Desenvolvimento da rede e sustentabilidade 

O Garagem dos Campeões se soma a outras frentes da Zurich voltadas ao desenvolvimento das oficinas referenciadas. Entre elas está o Selo Verde, certificação realizada em parceria com o Instituto de Qualidade Automotiva (IQA), que reconhece oficinas que adotam boas práticas ambientais, sustentáveis e de governança. 

O programa, iniciado em 2021, conta atualmente com 355 oficinas certificadas, número que cresce anualmente, além de apresentar resultados relevantes de desempenho, com nível de satisfação dos clientes 5 pontos acima das oficinas que não contam com o selo. O interesse crescente das oficinas por iniciativas como essa, reforça a conexão entre performance, sustentabilidade e o desenvolvimento da rede. 

A companhia também mantém o programa Moldando o Futuro, em parceria com a Escola do Funileiro, iniciativa que oferece capacitação gratuita no mercado de reparação automotiva para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em 2026, o projeto foi ampliado e passou a oferecer 48 bolsas de estudo para capacitação nas áreas de funilaria, preparação e pintura automotiva, com turmas em Campinas, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte. 

Desde seu lançamento, em 2024, a iniciativa já formou profissionais para o mercado de reparação automotiva, com destaque para a participação feminina, que representou metade da primeira turma. Em 2025, o programa foi ampliado para São Paulo, incluindo uma turma exclusivamente feminina e reforçando o compromisso da Zurich com a inclusão e a qualificação profissional. 

Para a companhia, essas iniciativas se conectam a uma visão de longo prazo sobre a rede de oficinas. Ao incentivar reparabilidade, eficiência operacional, boas práticas ambientais e qualificação profissional, a seguradora busca gerar valor para os parceiros, para os clientes e para o negócio. 

“Queremos que as oficinas cresçam junto conosco. Por isso, além de reconhecer a performance, seguimos investindo em iniciativas que apoiam a evolução da rede, promovem práticas mais sustentáveis e contribuem para elevar o padrão de atendimento ao cliente”, finaliza Fábio Santos. 

Alper Seguros anuncia Eugênio Paschoal e Marco de Carvalho para o seu conselho de administração 

A Alper Consultoria e Corretora de Seguros S.A. anuncia a chegada de novos membros ao seu Conselho de Administração, consolidando um movimento estratégico de profissionalização de sua governança corporativa. O objetivo é agregar uma bagagem intelectual robusta e uma visão de múltiplos mercados, trazendo executivos de altíssimo nível para sustentar o agressivo plano de expansão e consolidação da companhia.

Com a reformulação, o Conselho da Alper passa a contar com a expertise de Eugênio Paschoal e Marco de Carvalho e que se juntam aos conselheiros Bruno Maimone, Marcelo Otero, Eduardo Wurzmann, Hugo Segre, Thiago Leite e André de Barros Martins

Eugênio Paschoal: nome amplamente consagrado no setor de seguros, começou sua trajetória no mercado segurador em 1983 e atuou por 27 anos na Willis, onde ocupou diferentes cargos de liderança. Entre eles, foi CEO da operação brasileira por 12 anos e CEO para a América Latina e Caribe por 4 anos. Em 2011, ingressou na Marsh McLennan, onde permaneceu por 15 anos como Presidente e CEO no Brasil, liderando as unidades de Riscos, Pessoas e Estratégia — Marsh, Guy Carpenter, Mercer e Oliver Wyman. Deixando a posição em abril de 2026. Com profundo conhecimento técnico e comercial dos mercados nacional e internacional, Paschoal atuará diretamente no desenvolvimento de novos horizontes e no posicionamento global da Corretora.

Marco de Carvalho: profissional referência no Mercado Financeiro e em Bancos de Investimento, traz uma bagagem de 28 anos de experiência executiva, com sólida especialização em Fusões e Aquisições (M&A). Ingressou no Barclays em 2009, se  tornando Head de M&A para América Latina em 2012. Em 2014, retornou ao Brasil após 16 anos nos Estados Unidos e assumiu a função de Head de Investment Banking no país. Em 2015, se tornou CEO do Barclays para o Brasil, função que desempenhou em paralelo às suas atribuições na América Latina até 2025. Antes de entrar no Barclays, trabalhou por 9 anos no grupo de M&A Global da Merrill Lynch em Nova York, após começar sua carreira no Unibanco no Brasil. Sua chegada será fundamental para capitanear as estratégias de consolidação de mercado e avaliar novas oportunidades de aquisições estratégicas para a Alper.

De acordo com Marcos Couto, CEO de Alper Seguros, este movimento de ciclo planejado do Conselho de Administração, garante que a tese de expansão  Companhia conte também com o reforço dos novos membros, que possuem vivências em mercados plurais e de alta complexidade. A Alper expressa seu mais profundo agradecimento a Henrique Muramoto e Gustavo Junqueira pela grande colaboração e dedicação nos últimos anos no Conselho da companhia. Sob suas orientações e visões estratégicas, alcançamos marcos históricos, no nosso crescimento e consolidação.  “Eles deixam um legado de integridade e excelência que continuará guiando nossa cultura.” reforça Marcos Couto, CEO da Alper. 

Líder em tecnologia para seguros no Brasil, Cilia inicia operação no México 

A Cilia – empresa líder de tecnologia para seguradoras e oficinas no Brasil – acaba de dar seu primeiro passo internacional. Após 11 meses de preparação, a companhia acaba de inaugurar uma subsidiária na Cidade do México, levando ao país o sistema de inteligência artificial que promete tornar mais rápida e eficiente a jornada de reparo de veículos após um acidente.

No Brasil, a empresa atende cerca de 90% das seguradoras que atuam no segmento de automóveis e reúne uma rede com mais de 5 mil oficinas credenciadas. Desde sua fundação, em 2012, o sistema da Cilia já atuou em 3,6 milhões de reparos em veículos, tanto de clientes segurados quanto de particulares.

Segundo o CEO da Cilia no Brasil, Daniel Barbosa, a expansão marca um dos momentos mais importantes da história da empresa. “Depois de consolidarmos nossa liderança no Brasil, entendemos que era o momento de iniciar nossa atuação internacional. O México reúne um dos maiores mercados automotivos e de seguros da América Latina, concentra operações de grandes seguradoras globais e possui forte integração com os mercados dos Estados Unidos, da América Central e do Caribe”, afirma.

A aposta da companhia está no potencial do mercado mexicano. De acordo com o CEO da Cilia no México, Juan Onesto, o país registra aproximadamente 2,3 milhões de acidentes com batidas de automóveis por ano. 

A tecnologia desenvolvida pela Cilia atua justamente na etapa que começa depois que o motorista comunica o acidente à seguradora. Em vez de depender de diversos processos manuais, o sistema da Cilia utiliza agentes de inteligência artificial para analisar as informações do veículo, identificar as peças danificadas, elaborar o orçamento do reparo, apoiar a aprovação dos serviços e indicar a oficina onde o veículo será consertado.

Na prática, isso reduz o tempo de espera para o motorista e aumenta a eficiência das seguradoras e das oficinas. Hoje, em muitos casos, poucos minutos após registrar o acidente pelo aplicativo da seguradora, o cliente já recebe a aprovação do orçamento e a indicação de onde deve levar o veículo para o reparo.

Segundo Onesto, a experiência adquirida no Brasil foi totalmente adaptada às características do mercado mexicano. Durante quase um ano, as equipes dos dois países trabalharam na adaptação do sistema, na construção de uma base própria de inteligência de dados, na formação de parcerias estratégicas e na realização de projetos-piloto com algumas das maiores seguradoras do México. 

“Foi um trabalho muito intenso, realizado de forma integrada entre as equipes do Brasil e do México. Nos últimos meses estivemos desenvolvendo projetos-piloto, provas de conceito e integrações com diferentes seguradoras mexicanas”, afirma o responsável pela operação no México.

Dados da Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS) mostram que o México conta com 32 seguradoras com atuação relevante no segmento de automóveis, uma frota de aproximadamente 50 milhões de veículos e milhares de oficinas especializadas em reparação automotiva. Para a empresa, esse cenário representa uma oportunidade importante de crescimento.

Embora o mercado mexicano já conte com empresas que utilizam inteligência artificial em etapas específicas do processo de atendimento aos sinistros, Onesto acredita que o diferencial da Cilia está em integrar toda a cadeia do reparo em um único sistema. O sistema conecta seguradoras, oficinas e fornecedores, reúne inspeção digital, elaboração de orçamentos, identificação inteligente de peças, análise de dados, automação de processos e acompanhamento das etapas do conserto.

No Brasil, o sistema Cilia reúne 31 seguradoras parceiras e mais de 5 mil oficinas credenciadas. Todos os meses são realizados cerca de 17 mil reparos por meio da tecnologia da empresa, totalizando aproximadamente 200 mil veículos reparados por ano.

Com a entrada no mercado mexicano, a expectativa é ampliar significativamente o faturamento da companhia. Caso conquiste uma participação relevante naquele mercado, a Cilia estima que poderá praticamente dobrar sua receita.

“Trazemos para o México toda a experiência adquirida no Brasil, um dos mercados mais avançados do mundo em tecnologia para o setor de sinistros. Essa combinação entre tecnologia, conhecimento do setor e experiência internacional será uma das principais vantagens competitivas da nossa expansão na América Latina”, conclui Juan Onesto.

Perdas seguradas com catástrofes naturais recuam para US$ 46 bilhões no primeiro semestre, menor nível desde 2019

As perdas seguradas provocadas por catástrofes naturais no mundo somaram US$ 46 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda de 45% em relação aos US$ 84 bilhões registrados no mesmo período do ano passado e 28% abaixo da média dos últimos dez anos, de US$ 64 bilhões. Os dados são do relatório H1 2026 Natural Catastrophe and Climate Report, divulgado pela corretora global de resseguros Gallagher Re.

O volume representa o menor total de perdas seguradas para um primeiro semestre desde 2019, refletindo um período de menor severidade para o mercado global de seguros. Segundo o levantamento, este também foi o quinto trimestre consecutivo sem uma única catástrofe com perdas seguradas superiores a US$ 10 bilhões.

No período, apenas 11 eventos geraram perdas acima de US$ 1 bilhão, abaixo da média histórica de 16 ocorrências. As perdas econômicas totais também recuaram, atingindo US$ 142 bilhões, cerca de 10% inferiores à média da última década. Foram contabilizados 30 eventos com prejuízos econômicos superiores a US$ 1 bilhão, contra média histórica de 33.

As tempestades severas responderam por aproximadamente US$ 26 bilhões das perdas seguradas, mantendo-se como o risco mais oneroso para o mercado de seguros da América do Norte.

Apesar do desempenho mais favorável no primeiro semestre, a Gallagher Re alerta que os riscos climáticos continuam se intensificando. O relatório destaca a onda de calor histórica na Europa, o surgimento das condições de El Niño em junho, a sequência de terremotos na Venezuela, enchentes na China e no Canadá, secas em partes das Américas e a continuidade das tempestades severas nos Estados Unidos.

Segundo a corretora, existe 97,4% de probabilidade de 2026 terminar entre os cinco anos mais quentes já registrados. Embora o El Niño costume reduzir a atividade de furacões no Atlântico, o fenômeno não elimina os riscos, mas desloca as áreas de maior exposição.

Para Steve Bowen, diretor científico da Gallagher Re, os números de perdas contam apenas parte da história. “As mudanças nos padrões climáticos e a evolução dos riscos estão ampliando os impactos sobre a sociedade, mesmo quando não resultam em perdas seguradas recordes”, afirmou.

O executivo destacou ainda que o calor extremo observado na Europa evidencia que eventos climáticos podem provocar grandes impactos humanitários e também afetar o setor segurador por meio de danos estruturais e interrupções de negócios. Bowen acrescenta que a chegada do El Niño reforça a necessidade de seguradoras, resseguradoras, empresas e governos concentrarem esforços na compreensão de como os riscos estão mudando geograficamente, e não apenas na frequência dos eventos extremos.