Banco Mundial estuda emitir cat bond paramétrico de até US$ 190 milhões para proteger Nepal contra terremotos

O Banco Mundial iniciou os estudos para estruturar a emissão de um catastrophe bond (cat bond) paramétricovoltado à proteção do Nepal contra terremotos. A operação poderá levantar entre US$ 80 milhões e US$ 190 milhões em cobertura totalmente garantida por investidores do mercado de capitais, fortalecendo a capacidade financeira do país para responder a grandes desastres.

O projeto ainda está na fase inicial de análise de viabilidade. O custo estimado é de US$ 20 milhões, valor que contempla os prêmios de transferência de risco e as despesas de estruturação da operação. A proposta prevê a emissão de um título com prazo de três anos, intermediado pelo Banco Mundial.

A cobertura será baseada em um modelo paramétrico, no qual o pagamento é acionado automaticamente a partir de parâmetros físicos previamente definidos, como a magnitude do terremoto e a intensidade do tremor, sem necessidade de apuração das perdas econômicas efetivas. Esse mecanismo permite que os recursos sejam liberados de forma muito mais rápida após o desastre.

Pela proposta em estudo, o Nepal receberia cerca de US$ 80 milhões em caso de um terremoto com recorrência estimada de 20 anos, podendo alcançar US$ 190 milhões em um evento extremo com recorrência de 100 anos.

O Banco Mundial deverá utilizar sua plataforma de emissão de títulos vinculados a risco, o IBRD Capital-at-Risk Notes Program, já empregado em outras operações soberanas. Os recursos seriam fornecidos por investidores especializados em Insurance-Linked Securities (ILS), além de fundos institucionais, seguradoras e resseguradoras.

A iniciativa busca preencher uma lacuna na estratégia de financiamento para desastres do Nepal, oferecendo uma fonte de liquidez imediata para eventos de baixa frequência, mas de impacto catastrófico.

O país está entre os mais expostos a riscos sísmicos do mundo. O terremoto de 2015 provocou perdas equivalentes a aproximadamente um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Nepal, evidenciando a necessidade de instrumentos financeiros capazes de acelerar a recuperação econômica após grandes catástrofes.

Se for concretizada, a operação representará o primeiro cat bond emitido para cobrir riscos no Nepal e uma das poucas emissões voltadas à região do Sul da Ásia. A iniciativa também reforça a expansão do mercado global de títulos de catástrofe, que vem atraindo um número crescente de investidores interessados em diversificar seus portfólios por meio de riscos de desastres naturais.

Porto Serviço lança “Casa em Dia”, que resolve múltiplas manutenções residenciais em uma visita

Porto Serviço anuncia o lançamento do Casa em Dia, novo produto criado para simplificar a forma como os brasileiros cuidam da manutenção residencial. A novidade, disponível para clientes e não clientes Porto, permite contratar um profissional para realizar múltiplos serviços em uma mesma visita, como elétrica, hidráulica, fixações e desentupimento, reunindo diferentes demandas da casa em uma experiência mais prática, integrada e acessível.

Disponível nacionalmente, o Casa em Dia pode ser contratado pelo siteda Porto Serviço e pelo App Porto. A solução nasce a partir de um comportamento já comum entre os brasileiros: a busca por um profissional “faz tudo” para resolver, de uma só vez, pendências acumuladas no dia a dia da casa.

“O Casa em Dia nasce de uma escuta muito clara sobre a rotina dos clientes. Sabemos que pequenos reparos, instalações e manutenções muitas vezes ficam acumulados por falta de tempo ou pela dificuldade de encontrar profissionais de confiança. Ao reunir múltiplos serviços em uma única visita, queremos simplificar esse processo, entregar mais conveniência e reforçar o papel da Porto Serviço como parceira no cuidado com o lar”, afirma Luiz Nunes, diretor de Negócios Digitais e Tecnologia da Porto Serviço.

Com o lançamento, a Porto Serviço amplia seu portfólio e reforça sua proposta de oferecer soluções que acompanham as necessidades reais dos clientes. Mais do que atender a chamados pontuais, a marca passa a entregar uma jornada mais completa de cuidado com o lar, com conveniência, previsibilidade e o padrão Porto de qualidade.

Solução competitiva

A novidade também chega com preço competitivo em relação à contratação individual de serviços, tornando a manutenção residencial mais simples e acessível para diferentes necessidades do dia a dia. A partir de R$299,90 o Casa em Dia passa a integrar o ecossistema de mais de 70 soluções para o lar oferecidos pela Porto Serviço, como uma alternativa para quem busca resolver várias demandas da casa com praticidade, confiança e conveniência.

Estreia na CASACOR SP

O lançamento do produto também acompanha um momento estratégico para a marca. Em 2026, a Porto Serviço estreia como patrocinadora institucional da CASACOR SP, a maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas. Durante o evento, a marca irá atuar nos bastidores da mostra, oferecendo suporte técnico, montagem e manutenção geral para garantir a segurança e o conforto dos ambientes. A presença na CASACOR reforça o movimento da empresa de ocupar um território que vai além da manutenção emergencial, conectando reparos, cuidado, bem-estar e valorização da casa, consolidando a marca como autoridade em cuidado com o lar.

Dentro desse contexto, o Casa em Dia traduz para a vida real uma ideia cada vez mais relevante: uma casa bonita também precisa ser uma casa bem cuidada. Ao permitir que diferentes tarefas sejam resolvidas em um único atendimento, a solução ajuda o cliente a ganhar tempo, reduzir a fragmentação da contratação avulsa e manter o lar em dia com mais facilidade.

“A casa ocupa um espaço cada vez mais importante na rotina das pessoas, mas cuidar dela nem sempre precisa ser complexo. A Porto Serviço tem evoluído para oferecer soluções simples, digitais e acessíveis, que resolvem necessidades reais do dia a dia. O Casa em Dia reforça essa visão ao combinar praticidade, confiança e eficiência em uma experiência pensada para facilitar a vida dos clientes”, complementa Luiz Nunes.

Generali lidera ranking da Extel e Philippe Donnet é eleito o melhor CEO do setor de seguros na Europa 

 

A Generali conquistou, mais uma vez, posições de destaque na edição de 2026 do ranking da Extel. O CEO do Grupo, Philippe Donnet, foi confirmado, pelo quinto ano consecutivo, como “Top CEO” do setor de seguros na Europa na pesquisa anual da Extel (antiga Institutional Investor), considerada uma das mais prestigiadas avaliações do mercado financeiro internacional.
 

A Generali voltou a ocupar o primeiro lugar em diversas categorias-chave, com base na avaliação combinada de investidores (buy-side) e analistas (sell-side). Seu diretor financeiro (CFO), Cristiano Borean, foi reconfirmado como o “Melhor CFO” do setor de seguros. 
 

A equipe de Relações com Investidores e Agências de Rating da Generali voltou a ocupar o primeiro lugar nas categorias “Top IR Team” (Melhor Equipe de Relações com Investidores – RI), “Top IR Professional” (Melhor Profissional de RI), reconhecimento concedido a Fabio Cleva, diretor global de Relações com Investidores e Agências de Rating, “Top IR Program” (Melhor Programa de RI) e “Top Analyst/Investor Day” (Melhor Encontro com Analistas e Investidores). A companhia também foi reconhecida na categoria “Top Company Board” (Melhor Conselho de Administração) e compartilhou a liderança em “Top ESG Program” (Melhor Programa de ESG).
 

Além disso, recebeu o título de “Most Honoured Company”, concedido à empresa mais reconhecida da edição de 2026 do ranking. O CEO do Grupo Generali, Philippe Donnet, afirmou: “A força e a solidez de nossos resultados nos permitiram, mais uma vez, alcançar um reconhecimento tão importante por parte da comunidade financeira internacional. Estamos muito orgulhosos dessa conquista, que reflete o excepcional profissionalismo e a dedicação dos colaboradores da Generali. O título “Most Honoured Company” também atesta nossa busca constante pela excelência no relacionamento com os clientes, em nossas competências essenciais nos negócios de seguros e gestão de ativos e no modelo operacional do Grupo. Tudo isso é resultado da execução disciplinada do nosso plano estratégico ‘Lifetime Partner 27: Driving Excellence’, que fortalece ainda mais a posição da Generali como um grupo italiano, independente e com atuação internacional”. 

Os rankings da Extel refletem as avaliações de cerca de 1.500 profissionais, entre investidores institucionais e analistas financeiros. Os CEOs são classificados com base em critérios como credibilidade, liderança e comunicação, enquanto os CFOs são analisados por sua capacidade de alocação de capital, gestão financeira e comunicação. O estudo também considera a qualidade do conselho de administração e o desempenho das empresas em critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

CNseg reúne parlamentares na defesa da reformulação urgente do seguro rural

 

Em um momento decisivo para o futuro do agronegócio brasileiro, autoridades, parlamentares e lideranças do setor de seguros se reuniram em Brasília, nesta terça-feira (14), para o evento “O seguro Rural que o Brasil precisa”. O encontro, idealizado pela consultoria Meridiana e realizado com o apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) e do Instituto Pensar Agropecuária, vinculado à Frente Parlamentar da Agropecuária (IPA/FPA), debateu a urgência de fortalecer e criar mecanismos governamentais robustos para a melhoria do seguro rural no país.

Na abertura do evento, os debatedores destacaram que a falta de investimentos preventivos no seguro gera um ciclo vicioso de perdas e renegociações de dívidas bilionárias, custando muito mais caro aos cofres públicos do que o fomento à proteção do produtor rural. Os palestrantes apontaram também, que o modelo atual de gestão de riscos agrícolas no Brasil precisa ser modernizado. 

Para a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a cultura de seguros deve ser criada e aprimorada, principalmente diante de mudanças climáticas cada vez mais severas e frequentes.

“Nós temos que trabalhar o nosso agricultor para ele ter a cultura do seguro. […] E o seguro não é só climático. Esse é o principal ponto, mas ele tem que partir para um seguro de renda, ele tem que partir para um seguro paramétrico, ele tem outras opções, para que cada produtor possa segurar a sua produção de uma maneira apropriada. […] O que é R$ 1 bilhão para um setor que contribui com 30% do nosso PIB?”, ressaltou.

Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o seguro rural deixou de ser um acessório para se tornar uma ferramenta de sobrevivência econômica para o país. Ele reforçou a importância de tratar o tema de forma definitiva, enaltecendo a atuação do Congresso Nacional sobre o assunto.

“O trabalho que a senadora Tereza Cristina tem feito, assim como tantos outros parlamentares, começa pelo menos a alertar para isso. Lamentamos que a gente esteja fazendo isso sem um acolhimento adequado dentro da política econômica. Acho que os gestores da política econômica brasileira precisam compreender que a preocupação com o equilíbrio fiscal não pode ser apenas acima da linha e não pode ser apenas de curto prazo. A gente tem que ter uma visão de longo prazo, porque vai custar muito mais barato para o Tesouro expandir o seguro rural do que continuar fazendo as renegociações de dívida agrícola, por exemplo”, destacou.

Cultura de Proteção

O deputado federal e presidente da FPA, Pedro Lupion (Republicanos-PR), destacou que o setor deve, definitivamente, criar uma cultura de convencimento sobre a necessidade da adesão ao seguro rural.

“Esperamos, com a conclusão da proposta legislativa que retornou ao Senado, que possamos aprimorar o setor neste tema e conseguir avançar rapidamente após a aprovação da nossa lei. Os Estados Unidos levaram mais de 20 anos para chegar a um sistema que hoje é um modelo que nós gostamos. A gente tem que correr contra o tempo para tentar chegar nisso em bem menos de 20 anos e, a curto prazo, consolidar uma cultura de seguro no Brasil”, afirmou.

O Projeto de Lei 2.951/2024, que reformula o seguro rural, retornou ao Senado Federal após ser aprovado com alterações pela Câmara dos Deputados, no mês passado e aguarda a deliberação dos senadores para aprovação definitiva. 

Durante o encontro, os debatedores também ressaltaram pontos temáticos como a melhoria da gestão de risco no campo, a mitigação de riscos climáticos, as experiências internacionais sobre o assunto e as discussões que promovam a diversificação de produtos com maior aplicação tecnológica na agricultura do país.

Seguradoras arrecadam R$ 172 bi até maio, recuo de 1,7% diante da espera do setor em mudanças na previdência

seguros

Os seguros de danos e pessoas seguem como principal motor do mercado segurador brasileiro em 2026. Entre janeiro e maio, os prêmios desses segmentos somaram R$ 93,69 bilhões, crescimento nominal de 6,37% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionados principalmente pelos seguros de vida, automóvel e pelas linhas voltadas ao mercado corporativo. Os dados são do boletim divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

Mesmo com esse desempenho, o resultado consolidado da indústria continua negativo. As receitas totais do setor supervisionado pela autarquia atingiram R$ 172,89 bilhões, queda nominal de 1,7% frente aos cinco primeiros meses de 2025. O principal fator continua sendo a retração dos produtos de acumulação, especialmente do Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), cujas contribuições recuaram 12,23% no período. 

O comportamento dos números evidencia um mercado operando em duas velocidades. Enquanto os seguros ligados à proteção patrimonial e financeira seguem crescendo de forma consistente, impulsionados pelo aumento da percepção de riscos, pela inovação de produtos e pela ampliação da distribuição, a previdência aberta continua perdendo espaço diante do ambiente de juros elevados e das mudanças tributárias implementadas no ano passado.

O seguro de vida permanece como o principal destaque entre os produtos de proteção. Os prêmios cresceram 10,51%, alcançando R$ 16,53 bilhões até maio e respondendo por praticamente metade de toda a arrecadação dos seguros de pessoas. O desempenho reforça uma tendência observada desde a pandemia: o seguro de vida passou a ser visto não apenas como proteção para morte, mas também como instrumento de planejamento financeiro, sucessão patrimonial e proteção em vida. 

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No segmento de danos, o seguro automóvel continua liderando o mercado, com arrecadação de R$ 25,41 bilhões, alta de 5,82%, equivalente a 43% de toda a produção dos seguros de danos. Embora permaneça em trajetória positiva, o ritmo de crescimento mostra desaceleração em relação aos últimos anos, refletindo um mercado mais maduro após os fortes reajustes de preços registrados no pós-pandemia. 

As maiores taxas de expansão aparecem justamente em alguns ramos corporativos. O seguro financeiro avançou 23,71%, beneficiado pelo aumento das operações de crédito, financiamentos e garantias contratuais. A fiança locatícia cresceu 32,48%, acompanhando o aquecimento do mercado de locação de imóveis, enquanto os seguros habitacional e patrimonial registraram altas de 11,41% e 14,23%, respectivamente. 

Na direção oposta, segmentos ligados ao agronegócio e aos grandes riscos continuam enfrentando dificuldades. O seguro rural recuou 5,32%, refletindo um ambiente ainda desafiador para o setor agropecuário, enquanto os seguros de riscos especiais voltados ao segmento de energia caíram mais de 30%. 

IOF amplia pressão sobre a previdência

A retração da previdência aberta, porém, vai além do ambiente de juros elevados. Para o setor, parte importante da desaceleração decorre da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre grandes aportes em planos VGBL, medida adotada pelo governo no ano passado.

Em entrevista recente ao Valor Econômico, o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Edson Franco, afirmou que a mudança tributária reduziu em aproximadamente R$ 80 bilhões a captação da previdência aberta entre a implantação da medida e maio deste ano. Para o segundo semestre, a expectativa é de uma perda adicional de R$ 50 bilhões, totalizando cerca de R$ 130 bilhões em recursos que deixariam de ser direcionados à formação de poupança de longo prazo.

Segundo Franco, o impacto extrapola o mercado segurador. Dos cerca de R$ 1,8 trilhão administrados pela previdência aberta, aproximadamente 64% estão investidos em títulos públicos, tornando o segmento responsável por cerca de 13% do financiamento da dívida pública brasileira. Na avaliação do executivo, a tributação acabou deslocando recursos para aplicações financeiras incentivadas, produzindo efeito contrário ao esperado pelo governo.

A discussão ganha relevância justamente em um momento em que o Tesouro Nacional enfrenta maior dificuldade para a colocação de títulos públicos e busca ampliar a base de investidores de longo prazo.

Apesar da desaceleração da previdência, o setor continua ampliando sua capacidade financeira. O estoque de provisões técnicas alcançou R$ 2,16 trilhões em maio, equivalente a 16,45% do Produto Interno Bruto (PIB), novo recorde para o mercado supervisionado pela Susep. O indicador demonstra o crescimento contínuo dos recursos administrados pelas seguradoras e reforça seu papel como um dos maiores investidores institucionais do País. 

No resseguro, as seguradoras cederam R$ 12,19 bilhões em prêmios entre janeiro e maio, montante equivalente a aproximadamente 13% dos prêmios emitidos nos seguros de danos e pessoas. O percentual permanece relativamente estável, indicando que, mesmo diante do aumento da frequência e da severidade dos eventos climáticos, o mercado continua encontrando capacidade para distribuir riscos entre resseguradores locais e internacionais. 

Os números de maio mostram que o mercado segurador brasileiro vive uma mudança estrutural. O crescimento deixou de depender da previdência aberta e passou a ser sustentado quase exclusivamente pelos seguros de proteção, em especial vida, automóvel e ramos corporativos.

Essa mudança reflete tanto uma transformação no comportamento dos consumidores — cada vez mais atentos à proteção financeira e patrimonial — quanto o ambiente macroeconômico, marcado por juros elevados e alterações na tributação dos investimentos de longo prazo.

Para o setor, a retomada do crescimento consolidado dependerá não apenas da continuidade da expansão dos seguros, mas também da recuperação da previdência aberta. Nesse cenário, a trajetória da taxa básica de juros e uma eventual revisão da tributação sobre os grandes aportes em VGBL passam a ser fatores decisivos para que o segmento volte a exercer seu tradicional papel de financiador de longo prazo da economia brasileira.

Richard Mendes Leone assume como head de riscos corporativos do grupo Exalt

por Karem Soares

O Grupo Exalt anuncia a chegada de Richard Mendes Leone para liderar a área de riscos corporativos. Com mais de 29 anos de experiência no mercado segurador, o executivo reforça a estrutura técnica do grupo e amplia a capacidade de desenvolvimento de soluções estratégicas em seguros, resseguros e gestão de riscos para clientes de diferentes segmentos.

É formado em Engenharia Química, pela Universidade Santa Cecília. Construiu uma trajetória em corretoras, seguradoras e resseguradoras, com atuação em áreas técnicas, comerciais, operacionais e de sinistros. Ocupou posições de liderança em empresas do setor de seguros, entre elas Risk Adviser Consultoria, Wardon Risk Corretora de Seguros, Fator Seguradora,Galcorr,  ACE Resseguradora, Mapfre, Itaú XL Seguros Corporativos e Liberty.

Sua experiência contempla riscos de engenharia, riscos nomeados e operacionais, riscos diversos, riscos nucleares, seguros paramétricos, D&O, E&O, responsabilidade civil geral e sinistros. Richard também possui atuação direta na análise de produção, sinistralidade e rentabilidade de carteiras, apoiando decisões técnicas voltadas à sustentabilidade dos negócios. Entre seus principais diferenciais estão a consultoria e recomendação de soluções de seguros e resseguros, incluindo contratos automáticos e facultativos, em conformidade com normas nacionais e internacionais. Seu trabalho tem como foco a mitigação de riscos, a redução de custos com seguro e resseguro e a prevenção de perdas operacionais.

Para Alexandre Federman, CEO do Grupo Exalt, a chegada do executivo representa um movimento importante para o fortalecimento técnico da empresa. “O executivo reúne uma experiência rara no mercado, com visão ampla de seguros, resseguros, subscrição, sinistros, riscos patrimoniais e linhas financeiras. Sua chegada fortalece o nosso time em um momento de crescimento e amplia nossa capacidade de oferecer soluções ainda mais consistentes, estratégicas e personalizadas aos clientes e corretores. É um profissional que entende profundamente os desafios técnicos do mercado e que chega para agregar conhecimento, segurança e visão de longo prazo ao Grupo Exalt”, afirma Alexandre Federman.

Com a contratação, o Grupo Exalt reafirma seu compromisso em reunir profissionais experientes e especializados para entregar inteligência técnica, proteção patrimonial e soluções eficientes de gestão de riscos ao mercado. Além disso, reforça o interesse do grupo em se firmar como um dos poucos grupos de corretores do mercado à trazer soluções em riscos corporativos e complexo.

Projeto reduz tributo de resseguradoras nacionais

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei 3540/26, do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), reduz a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das resseguradoras locais de 15% para 9% e elimina, em determinadas condições, o limite de 30% para compensação de prejuízos fiscais no setor de resseguros e retrocessão. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

A ideia, segundo Bulhões Jr., é aproximar a carga tributária brasileira das praticadas em outros países, como Bermudas (15%), Singapura (17%), Luxemburgo (24,94%) e Reino Unido (25%).

Quando uma seguradora assume um risco muito grande – como o de uma usina, uma plataforma de petróleo ou uma catástrofe natural –, ela pode repassar parte desse risco a outra empresa especializada: a resseguradora. É o chamado “seguro do seguro”.

Assim, se o dano ocorrer, a resseguradora divide o prejuízo com a seguradora original, garantindo a estabilidade do sistema. A retrocessão acontece quando a resseguradora repassa parte dos riscos que assumiu a outra resseguradora, como em uma cadeia de distribuição de riscos, permitindo que eventos de grande magnitude sejam absorvidos pelo mercado sem comprometer nenhuma empresa individualmente.

Hoje, o mercado de resseguradoras no Brasil é operado por empresas locais e outras com sede no exterior. As locais pagam CSLL e Imposto de Renda (IRPJ) integralmente no Brasil. Já as estrangeiras operam no mercado brasileiro sem recolher esses tributos.

Segundo Isnaldo Bulhões Jr., essa diferença criou um desequilíbrio competitivo. Em 2019, as resseguradoras nacionais e as internacionais detinham, cada uma, cerca de 50% do mercado. Em 2024, a fatia das nacionais havia caído para 28%, enquanto as internacionais avançaram para 72%, com R$ 22,9 bilhões em prêmios repassados ao exterior, contra R$ 8,9 bilhões retidos no Brasil.

Compensar prejuízos
Pela regra geral, empresas tributadas pelo lucro real podem compensar prejuízos fiscais de anos anteriores com lucros futuros, mas apenas até o limite de 30% do lucro líquido ajustado em cada exercício. O projeto afasta esse limite para as atividades de resseguro e retrocessão – desde que o resultado negativo acumulado não tenha sido absorvido em até três anos.

Próximos passos
A proposta ainda não foi designada para nenhuma comissão temática. Como ela teve a urgência aprovada em maio (tramitava como Projeto de Lei Complementar 139/26), ela poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Mercado de cat bonds bate recordes históricos no segundo trimestre de 2026

O mercado global de catastrophe bonds (cat bonds) registrou o trimestre mais forte de sua história entre abril e junho de 2026, impulsionado pela crescente demanda de seguradoras e resseguradoras por proteção contra riscos catastróficos e pelo interesse contínuo dos investidores nesse tipo de ativo.

Segundo levantamento da Artemis, foram emitidos quase US$ 11,33 bilhões em cat bonds no segundo trimestre, superando o recorde anterior de cerca de US$ 10,5 bilhões, registrado no mesmo período de 2025. Considerando apenas as operações públicas no formato Rule 144A, as emissões também alcançaram novo recorde, com pouco mais de US$ 11,3 bilhões, todas voltadas para riscos patrimoniais.

O crescimento ocorreu às vésperas das renovações de resseguro de julho, com forte participação de seguradoras dos Estados Unidos, especialmente da Flórida, que ampliaram o uso dos títulos para complementar seus programas de resseguro. Ao mesmo tempo, o mercado recebeu nove patrocinadores estreantes, maior número já registrado para um único trimestre.

Outro marco foi o tamanho do mercado. Mesmo diante do elevado volume de títulos que venceram no período, o estoque de cat bonds em circulação atingiu aproximadamente US$ 65,6 bilhões, um novo recorde histórico.

Maio também entrou para a história como o mês de maior atividade já registrada no segmento. As emissões somaram US$ 6,93 bilhões, cerca de US$ 1 bilhão acima do recorde anterior, estabelecido em maio de 2025.

Em número de operações, o trimestre contabilizou 48 transações, superando com folga as 38 emissões registradas no segundo trimestre do ano passado. Somente em maio foram concluídas 20 operações, outro recorde para um único mês.

Para a Artemis, os resultados confirmam que os cat bonds deixaram de ser um instrumento complementar para se consolidarem como uma fonte estrutural de capacidade de resseguro e transferência de riscos. A expectativa é de que o mercado continue crescendo no segundo semestre, favorecido por um volume menor de vencimentos e pela manutenção do forte ritmo de novas emissões.

MAG Seguros incentiva estudantes na criação de soluções no Desafio Industrial do IMPA Tech

Aplicar conhecimentos de matemática, ciência de dados, computação e inteligência artificial na solução de desafios reais do mercado foi a missão de estudantes do IMPA Tech na primeira edição do Desafio Industrial. O Grupo MAG, companhia com 191 anos de atuação ininterrupta nos segmentos de vida e previdência, realizou a mentoria de dois grupos no desenvolvimento de soluções para questões ligadas ao setor de seguros, aproximando a formação acadêmica das demandas enfrentadas pelas empresas.

As propostas desenvolvidas foram apresentadas na última sexta-feira (10) em cerimônia na sede do IMPA Tech, no Porto Maravalley, hub de tecnologia da região portuária do Rio de Janeiro. O evento reuniu alunos, professores orientadores e representantes das organizações parceiras. 

O Desafio integra a jornada de capacitação dos alunos do bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação do IMPA Tech, programa de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), voltado à formação de profissionais de alta performance para o mercado de tecnologia e inovação. A graduação tem duração de quatro anos, com um ciclo básico de um ano seguido pela escolha de uma entre quatro ênfases: Matemática, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Física. 

Novas possibilidades

Durante oito semanas, grupos de estudantes trabalharam em projetos orientados por professores da instituição e profissionais das organizações participantes, em uma dinâmica semelhante a uma hackathon de longa duração. A MAG atuou junto a duas equipes de trabalho, cada uma composta por 10 alunos e um professor orientador, e propôs dois desafios atrelados ao dia a dia da companhia. 

No primeiro grupo, os estudantes investigaram como dados e variáveis tradicionalmente poucos explorados pelo mercado segurador podem contribuir para uma compreensão mais ampla dos fatores que influenciam a sinistralidade dos seguros de vida. A proposta buscou explorar o potencial da inteligência artificial e da análise avançada de dados para identificar padrões capazes de tornar a proteção mais adequada às necessidades dos clientes.

Já a segunda equipe focou na análise de indicadores relacionados à performance dos squads de tecnologia da companhia. Os participantes avaliaram métricas de produtividade, qualidade, colaboração e evolução dos times para identificar quais fatores mais contribuem para a construção de equipes de alto desempenho em ambientes de desenvolvimento de software.

Ao longo do programa, os estudantes tiveram acesso a ambientes em nuvem, bases de dados anonimizadas, ferramentas de machine learning, recursos de inteligência artificial e mentorias de especialistas da MAG. A experiência proporcionou uma troca constante entre profissionais da companhia e alunos, permitindo a construção conjunta de conhecimento e a experimentação de novas abordagens para desafios complexos.

“Foi uma oportunidade para sentir um ‘gostinho’ de como o mercado de trabalho recebe um cientista de dados. Tivemos contato com a plataforma Databricks e conhecemos a dinâmica de trabalho na MAG”, disse o aluno Pedro Henrique Barbosa. “Como temos visões diferentes para algumas etapas, explicar nossa visão e compreensão às vezes é um desafio. Como a equipe sempre estava disponível para nos ajudar e tirar dúvidas, a compreensão foi possível e a comunicação foi produtiva”, acrescentou.

Para a MAG, o futuro da inovação também passa pela conexão entre o conhecimento acadêmico e desafios reais da sociedade. “Participar do Desafio Industrial do IMPA Tech foi uma experiência extremamente enriquecedora. Mais do que contribuir para a formação desses talentos, trocamos novas perspectivas, abordagens e formas de pensar problemas complexos. Esse contato é fundamental para uma companhia que acredita na tecnologia, na educação e no desenvolvimento de pessoas como motores de transformação do futuro e do setor”, afirma Luís Henrique Fontes, diretor de Tecnologia da Informação do Grupo MAG.

Para o IMPA Tech, a aproximação com empresas é um princípio constituinte da formação conectada com o mercado de trabalho. “Os Desafios Industriais são um importante instrumento para promover a aproximação de nossos estudantes da realidade concreta do setor produtivo. Esta primeira rodada de atividades foi muito encorajadora quanto ao potencial dessa aproximação”, afirma Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA.

Também estiveram presentes no evento o VP do Grupo MAG, Leonardo Lourenço, vice-presidente; e Paula Cristiane Silva, superintendente de Arquitetura e Transformação Tecnológica, que orientou os estudantes que trabalharam nos dois desafios propostos pela companhia.

Aliança entre Fundación Mapfre e Fundação Julita atua para inserção e permanência de jovens no ensino superior

Diante da queda preocupante nas matrículas e na permanência no ensino médio no Brasil, apontada por dados recentes do Censo Escolar (Pense 2025), a aliança consolidada entre a Fundación Mapfre e a Fundação Julita surge como uma resposta estratégica aos desafios enfrentados por jovens em situação de vulnerabilidade. Frequentemente motivada pela necessidade imediata de geração de renda, a evasão escolar evidencia a urgência de iniciativas que garantam a entrada e permanência estudantil de jovens periféricos. Nesse contexto, a colaboração desde 2017 se destaca ao oferecer uma rede de apoio integral voltada não apenas ao acesso, mas à conclusão do ensino superior e à emancipação profissional de jovens da Zona Sul de São Paulo. 

O programa se inicia a partir da construção e do acompanhamento do projeto de vida de cada jovem. Nos dois primeiros anos da graduação, os participantes dedicam 28 horas semanais a atividades educativas na Fundação Julita e recebem bolsa de auxílio financeiro, custeadas pela Fundación Mapfre, assegurando condições para o ingresso e a permanência no ensino superior.

“O investimento na educação vai além do apoio financeiro: é assegurar ao jovem acompanhamento emocional e acadêmico, além de desenvolver uma visão crítica que o capacite a gerar impacto positivo e devolver valor à sua comunidade de origem ” afirma Fátima Lima, representante da Fundación Mapfre no Brasil,

A formação combina experiências práticas na área da educação, semelhantes a um estágio, com aulas teóricas voltadas à educação popular e a temas sociais. Em uma segunda etapa, o acompanhamento torna-se mais espaçado, permitindo que os jovens ingressem em vagas remuneradas por meio de instituições parceiras, fortalecendo sua autonomia financeira e profissional até a conclusão da graduação.

“Atuamos diretamente na estruturação do projeto de vida de cada jovem, oferecendo suporte para que eventuais desafios familiares e sociais não interrompam suas trajetórias educacionais”, explica Regiany Maciel, coordenadora do Centro de Educação pelo Esporte da Fundação Julita