Bradesco Seguros atualiza seus sistemas para o CNPJ alfanumérico de forma pioneira no mercado segurador 

O Grupo Bradesco Seguros atualizou seus sistemas para o novo padrão de CNPJ alfanumérico de forma antecipada. A iniciativa reforça o compromisso da empresa com a inovação, a evolução tecnológica e a antecipação de mudanças regulatórias que impactam o ambiente de negócios.

Ao antecipar a adaptação de seus sistemas, a seguradora garante a continuidade de seus processos de negócios, preservando a integração com segurados, corretores, parceiros comerciais, instituições financeiras e órgãos reguladores.

A atualização contemplou a arquitetura tecnológica da companhia, os processos fiscais e as operações comerciais, assegurando que todas as plataformas estejam preparadas para reconhecer, validar e processar o novo formato de identificação empresarial.

“Conseguimos antecipar a estruturação de dezenas de sistemas que utilizamos em nossa jornada. Apesar da complexidade envolvida, toda a adaptação ocorreu com estabilidade e sem impacto operacional para o nosso negócio”, destaca Alexandre Faller, Superintendente Sênior de TI do Grupo Bradesco Seguros.

Para o setor de seguros, a mudança possui impacto estratégico, uma vez que o CNPJ está presente em praticamente toda a jornada operacional das seguradoras, desde a cotação e a subscrição de riscos até a emissão de apólices, integração com corretoras, processamento de sinistros, pagamento de indenizações e comissionamento de parceiros.

Terremoto na Venezuela impacta região norte do Brasil, avalia Alper Seguros

O recente terremoto de magnitude devastadora na Venezuela, cujos reflexos ecoaram fortemente no Norte do Brasil — provocando pânico e a evacuação de edifícios em capitais como Manaus, Belém e Macapá —, acendeu um duplo alerta sobre a vulnerabilidade econômica e a falta de preparação da região para lidar com sinistros complexos. Com prejuízos estimados em mais de US$ 10 bilhões na Venezuela (cerca de 10% do PIB do país), a tragédia evidencia um desafio comum a toda a América Latina: a baixa penetração de seguros. No Brasil, o avanço em frequência e severidade de eventos climáticos extremos, somado aos reflexos de abalos vizinhos, coloca o empresariado e o mercado imobiliário diante de riscos severos e, muitas vezes, subestimados.

Embora o risco de danos estruturais graves por sismos seja baixo no território brasileiro, o susto vivido no Norte do país revelou lacunas na blindagem patrimonial de empresas e condomínios. Historicamente, apólices acessórias para tremores de terra ou lucros cessantes decorrentes de evacuações de emergência são praticamente inexistentes na região.

“O mercado imobiliário e corporativo em geral não está preparado para situações como esta, por não haver histórico de eventos com esse perfil. Dessa forma, não temos demanda para esse tipo de perda no Norte”, explica Luciano Lima, SVP de Filiais, Massificados e Personal Lines da Alper Seguros.

“Infelizmente, o brasileiro ainda vê essas situações como distantes da sua realidade, o que faz com que grandes episódios não se reflitam em um aumento expressivo na procura por proteção. A cultura do seguro vem crescendo, mas ainda está longe dos níveis de países desenvolvidos. Precisamos conscientizar a sociedade sobre a necessidade de proteção e desenhar produtos específicos para perfis e realidades regionais.”

A falsa percepção de proteção corporativa

Se por um lado o mercado corporativo das grandes capitais brasileiras demonstra maior maturidade na contratação de apólices patrimoniais básicas, especialistas alertam que existe uma diferença crucial entre possuir um seguro e estar efetivamente protegido contra desastres de grande magnitude. O erro mais frequente das organizações reside em focar apenas na perda física do ativo, ignorando o impacto em cascata que uma enchente, vendaval ou evacuação causa na linha de produção e na cadeia de suprimentos.

“A principal vulnerabilidade hoje não está na falta de seguro, mas na falsa percepção de proteção que a falta de entendimento traz. Muitas empresas acreditam estar devidamente cobertas porque possuem uma apólice patrimonial comum, quando, na prática, sua maior exposição está na interrupção da operação e na perda de capacidade de gerar caixa”, afirma Fábio Ursaia, Sr VP da Alper Seguros. “O seguro não evita a catástrofe, mas evita que ela se transforme em uma crise econômica prolongada. Empresas não costumam quebrar porque perderam um prédio. Elas quebram porque perderam a capacidade de gerar receita.”

Gestão de riscos e sobrevivência financeira

Diante de um cenário onde o “improvável” e o “imprevisto” se tornam frequentes de Norte a Sul do país — alternando entre secas históricas na Amazônia e enchentes devastadoras no Sul —, o seguro deixou de ser encarado pelas diretorias financeiras como um custo burocrático para se consolidar como uma ferramenta indispensável de resiliência e sobrevivência empresarial.

Para responder a cenários de acumulação de riscos (como o fenômeno da ‘sequência dupla’ de tremores visto na Venezuela, que pulverizou estruturas já abaladas), as consultorias de seguros assumem um papel altamente estratégico. O foco atual do mercado migrou da simples negociação de preços de apólices para uma análise profunda e preventiva do ecossistema de cada cliente.

“O papel da consultoria mudou profundamente. Antes, a principal discussão era quanto custava uma apólice. Hoje, a pergunta mais relevante para um CFO é quanto custa interromper uma operação por semanas ou meses”, pontua Fábio Ursaia. “As apólices para grandes riscos são capazes de responder a cenários complexos, mas a diferença entre uma boa e uma má proteção quase sempre é definida antes do sinistro acontecer, na qualidade da estrutura desenhada.”

Para mitigar essas lacunas, a Alper Seguros tem intensificado a atuação de suas filiais pelo país, utilizando inteligência de dados e vistorias detalhadas para recalibrar as necessidades do empresariado brasileiro.

“Nosso papel estratégico nas filiais é promover essa conscientização através de análises rigorosas da característica da atividade de cada empresa, mapeando seus riscos e as conexões que possam afetar seu ecossistema”, conclui Luciano Lima. “Oferecemos suporte para qualquer tipo de necessidade através de apólices desenhadas sob medida para segmentos e perfis regionais, minimizando perdas e garantindo a continuidade dos negócios diante desta nova realidade climática e geográfica.”

MAG transforma reconhecimento em estratégia e mobiliza mais de 4 mil corretores de seguros na disputa

A MAG Seguros reuniu sua força de vendas na matriz da companhia, em São Paulo, para anunciar os 15 campeões do Galo de Ouro, considerada uma das mais tradicionais e reconhecidas campanhas de incentivo do mercado brasileiro de seguros de vida. O evento marcou o encerramento da competição e deu início à reta final da disputa, que definirá os vencedores da edição de 2026.

Ao lado de Luiz Netto, superintendente regional da MAG Seguros, o vice-presidente da companhia, Leonardo Lourenço, destacou que a campanha vai muito além da premiação. Segundo ele, mais de 4 mil corretoresparticiparam da competição, que movimentou mais de 50 mil propostas de seguros de vida no primeiro semestre. “A gente acabou de anunciar os 15 campeões da primeira fase do Galo de Ouro, campanha reconhecida nacionalmente como a principal campanha de vendas do mercado segurador. Tivemos mais de 4 mil corretores participando e mais de 50 mil propostas. É muito relevante porque isso é apenas o começo. O segundo semestre pode mudar tudo”, afirmou.

Durante a abertura do evento, o diretor comercial da MAG, Márcio Batistuti, participou por vídeo e destacou que a iniciativa busca fortalecer a conexão entre a companhia e sua força de vendas. “A Super Sexta é tudo o que a gente vem trabalhando para estarmos cada vez mais conectados com nossa força de vendas. É hora de conhecer os campeões que foram além e tiveram alta performance no primeiro semestre”, disse.

Além do reconhecimento dos campeões do semestre, a MAG relançou o site do Galo de Ouro. O site centraliza regulamento, fases da campanha, aceleradores e demais informações, oferecendo mais transparência e apoio para que os participantes acompanhem sua evolução e planejem suas estratégias de vendas até o encerramento da campanha.

O evento também marcou a divulgação dos vencedores das diversas categorias da campanha, entre elas gerentes comerciais, gerentes de agentes, agentes comerciais, superintendentes de unidade, especialistas, corretores, agências e categorias especiais voltadas à conquista de novos clientes, produtividade e performance.

O encerramento reservou a principal novidade da edição: a criação da Ilha do Galo, uma experiência exclusiva que reunirá, entre 21 e 24 de janeiro de 2027, os galistas, destaques e parceiros comerciais da MAG em Comandatuba (BA). A companhia anunciou uma megaoperação para proporcionar uma experiência inesquecível aos participantes durante a cerimônia do Galo de Ouro. Além disso, os primeiros Destaques de cada categoria serão reconhecidos com mais 3 dias na ilha, com acompanhante.

Lourenço ressaltou que o objetivo é estimular uma competição saudável em um segmento que exige dedicação permanente dos profissionais. “Quem ainda não conhece a campanha precisa conhecer. Vamos para a Austrália e, antes disso, vamos comemorar na nossa ilha, na Bahia, fechada exclusivamente para a MAG. Nosso mercado tem um propósito muito nobre e ainda poder comemorar essas conquistas torna essa combinação perfeita”, afirmou.

Mais do que divulgar vencedores, a Super Sexta reforçou um dos principais diferenciais da cultura da companhia. Ao anunciar cada campeão, os apresentadores citaram nominalmente os cônjuges, filhos e até os animais de estimação dos vencedores, em um reconhecimento ao apoio das famílias. A mensagem foi clara: por trás de cada corretor premiado existe uma rede de apoio que também compartilha os sacrifícios da profissão, marcada por viagens, estudos constantes, dedicação ao cliente e uma rotina intensa de prospecção e relacionamento.

A homenagem faz sentido em um mercado que ainda enfrenta desafios para ampliar a penetração do seguro de vida no Brasil. Convencer clientes a falar sobre proteção financeira diante de situações como morte, doenças graves, invalidez, perda de renda, sucessão patrimonial e proteção de empresas exige preparo técnico, persistência e um relacionamento de longo prazo. Depois da venda, o trabalho do corretor continua no atendimento aos segurados e seus familiares, orientando sobre coberturas, benefícios e o processo de indenização quando ocorre um sinistro.

Os resultados do primeiro semestre mostram a dimensão dessa estratégia. Para a MAG, o Galo de Ouro vai além de uma campanha de incentivo comercial e se consolida como uma ferramenta de engajamento, desenvolvimento profissional e valorização da força de vendas. Com a divulgação do ranking parcial, a disputa entra agora em sua fase decisiva. Nos próximos seis meses, tudo poderá mudar até a definição dos campeões que embarcarão para a Austrália e participarão da primeira edição da Ilha do Galo.

FM prepara estreia como seguradora e aposta em data centers para crescer no Brasil

O primeiro semestre foi de muito trabalho para a FM Seguros no Brasil. Enquanto prepara sistemas, contrata profissionais e adapta sua estrutura às regras locais, a companhia já fechou contratos importantes, principalmente com empresas de data centers, segmento considerado estratégico tanto para a operação brasileira quanto para o grupo mundialmente.

Embora tenha recebido autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para atuar diretamente como seguradora no país, a FM ainda não se apresentou oficialmente ao mercado nessa nova condição. O lançamento deverá ocorrer entre o fim do segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

“Estamos em uma fase de setup da companhia, com sistemas, pessoas e toda a organização necessária para começarmos a operar de forma consistente. Temos uma reputação de excelência e não queremos correr o risco de iniciar sem conseguir entregar aos clientes o nível de serviço pelo qual a FM é reconhecida”, afirma Daniel Mazzi, presidente da operação brasileira da FM Seguros.

A adaptação tecnológica é uma das etapas mais trabalhosas. Em vez de adquirir uma plataforma pronta ou construir uma estrutura completamente separada para o Brasil, a companhia decidiu adaptar ao ambiente regulatório nacional os sistemas utilizados pelo grupo em outros mercados. Segundo Mazzi, o processo demanda mais tempo, mas deverá facilitar a integração da subsidiária brasileira com a estrutura mundial e a consolidação dos resultados da companhia.

A seguradora também está ajustando contratos, clausulados e processos ao Marco Legal do Seguro, em vigor desde dezembro de 2025. O executivo afirma que a nova legislação exige mudanças relevantes, mas que a FM se sente confortável com a transformação diante de sua experiência na explicação das coberturas, no acompanhamento técnico dos riscos e na definição prévia das responsabilidades de cada parte.“Temos de adaptar nossos clausulados a uma nova realidade, mas já realizamos um trabalho contínuo de explicar a apólice, suas coberturas e seus limites. Uma expectativa mal estabelecida é uma das piores coisas que podem acontecer na relação com o segurado”, diz.

Migração da carteira levará alguns anos

A FM começou a atuar no Brasil há aproximadamente quatro décadas, inicialmente com serviços de engenharia de riscos destinados a clientes internacionais. Como não possuía licença para emitir seguros diretamente, as apólices eram formalizadas por seguradoras parceiras, que funcionavam como fronting companies.

A Allianz esteve entre as primeiras parceiras da companhia no país. Atualmente, a operação é realizada principalmente por meio da Mapfre, da Sompo e até recentemente contava também com a Swiss Re Corporate Solutions que encerrou a parceria. As companhias emitem localmente as apólices e mantêm uma parcela do risco, enquanto a maior parte é transferida para a FM.

Esse modelo não será encerrado abruptamente. A migração da carteira para a FM Seguros será planejada e deverá ocorrer ao longo de alguns anos. “Temos um acordo de transição. Queremos respeitar a história construída com essas seguradoras, que também são parceiras da FM em outros países. Não será uma transição aberta ou imediata”, explica Mazzi.

Grande parte da carteira brasileira é formada por apólices vinculadas a programas mundiais de empresas multinacionais. Ao longo dos últimos anos, porém, a FM também passou a conquistar grandes grupos com origem no Brasil.

O Brasil é o segundo maior mercado entre os países em que a FM ainda não atua diretamente como seguradora. Quando olhamos para a operação global da companhia como um todo, incluindo os países em que a FM já atua como seguradora, os maiores mercados são EUA e Canadá.

Mazzi não revela projeções de prêmios, investimentos ou prazo para que a nova operação alcance o ponto de equilíbrio. Afirma, entretanto, que a FM pretende se tornar um participante relevante no mercado brasileiro de riscos patrimoniais, inicialmente apoiada pela carteira que será transferida das seguradoras parceiras.

Data centers lideram novos negócios

Antes mesmo do início da emissão própria, a FM avançou na conquista de negócios locais. O principal destaque do primeiro semestre foi o setor de data centers, que vive um ciclo de expansão impulsionado pela inteligência artificial, pela computação em nuvem e pelo crescimento do processamento e do armazenamento de dados.

A companhia atende aproximadamente 80 grupos do setor no mundo e estabeleceu uma estrutura específica para essa atividade. No Brasil, já participa de projetos de grande porte e mantém conversas com empresas que planejam novos complexos. “Data centers são um dos setores em que queremos crescer. Já trabalhamos com esse tipo de cliente há muitos anos e temos visto um encaixe muito bom entre o que essas empresas precisam e o trabalho de engenharia e prevenção que conseguimos oferecer”, diz Mazzi.

A oportunidade, porém, também amplia a pressão sobre a infraestrutura de energia. Segundo a primeira revisão quadrimestral das previsões de carga para o planejamento de 2026 a 2030, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a carga do Sistema Interligado Nacional deverá crescer, em média, 4% ao ano, chegando a aproximadamente 99 gigawatts em 2030.

A projeção considera, entre outros fatores, a expansão dos data centers, o avanço da micro e minigeração distribuída e a integração de Roraima ao Subsistema Norte. Para a FM, a expansão simultânea da demanda por eletricidade e dos investimentos em infraestrutura digital aumenta a exposição de ativos críticos. Uma paralisação em um data center pode não apenas provocar danos materiais e gerar uma reclamação de seguro, mas também resultar em multas contratuais, descumprimento de acordos de nível de serviço, perda de clientes e danos à reputação.

“É um setor que não pode parar. Às vezes, o evento nem chega a provocar uma reclamação de seguro, mas gera multa, perda de confiabilidade ou dificuldade de entrega ao cliente. Nosso trabalho é ajudá-lo a evitar esse tipo de interrupção e, caso aconteça, reagir rapidamente”, afirma.

A análise de risco considera desde a escolha do terreno e a construção até os sistemas de energia, refrigeração, detecção e combate a incêndio, além dos procedimentos operacionais e dos planos de continuidade de negócios.

Transformadores podem levar três anos para serem repostos

A preocupação com a continuidade das operações aparece em um novo relatório global da FM sobre os riscos associados à geração de energia. O estudo “Understanding Power Generation: Loss Trends and Predictive Analytics” aponta que a demanda mundial por eletricidade deverá crescer 3,6% ao ano entre 2026 e 2030.

A capacidade de resposta das empresas, entretanto, enfrenta gargalos importantes. O prazo para a fabricação e a entrega de grandes transformadores de energia pode chegar a dois ou três anos. No caso de turbinas a gás, a substituição pode levar entre três e sete anos.

Mesmo componentes menores apresentam dificuldades de reposição. Buchas condensivas acima de 62 quilovolts, utilizadas em transformadores e outros equipamentos de alta tensão, já podem levar mais de um ano para serem obtidas. “A geração de energia é uma atividade estratégica para a economia, para a infraestrutura crítica e para a continuidade de diversos setores produtivos”, afirma Mazzi.

“Quando ocorre uma perda relevante nesse segmento, os impactos podem ir muito além da planta afetada, alcançando cadeias de produção, disponibilidade de energia e comunidades. Em um cenário de aumento da demanda e maior complexidade operacional, antecipar vulnerabilidades e gerenciar riscos de forma proativa é essencial para proteger ativos críticos e fortalecer a resiliência do setor”, acrescenta.

Os dados reunidos pela FM mostram que avarias mecânicas e elétricas representam mais de 70% dos sinistros analisados em instalações de geração de energia e mais de 80% do impacto financeiro anual. As turbinas a gás aparecem como a maior fonte isolada de danos materiais no setor.

Turbinas e transformadores também estão entre os principais responsáveis por perdas decorrentes da interrupção dos negócios, sobretudo por causa dos longos prazos de reparo ou reposição.

Entre 2016 e 2025, os clientes da FM no segmento de geração de energia acumularam US$ 4,6 bilhões em perdas brutas. Desse total, US$ 2,6 bilhões corresponderam a danos materiais e US$ 2 bilhões a lucros cessantes.

A quebra de maquinário respondeu por 44% das perdas, seguida pelas falhas elétricas, com 28%. Somente entre 2021 e 2025, foram registrados 427 sinistros, que somaram aproximadamente US$ 3,7 bilhões.

Prevenção começa nos detalhes

Fundada como uma seguradora mútua, a FM trabalha sob o princípio de que a maior parte das perdas patrimoniais pode ser evitada. Sua metodologia combina cobertura financeira, pesquisa científica, análise de dados e visitas recorrentes de engenheiros às instalações seguradas.

Mazzi, que iniciou sua carreira como engenheiro de campo, afirma que tecnologias como inteligência artificial, drones e análises remotas ampliam a capacidade de avaliação, mas ainda não substituem a observação presencial realizada por profissionais especializados.

“A inteligência artificial ajuda a relacionar dados, conectar observações aos resultados e fazer algumas análises remotas. Mas, quando o engenheiro entra em uma fábrica, ele olha a condição de uma mangueira, a pressão de uma unidade hidráulica, o desgaste de um componente, a existência de proteção ou a forma como o equipamento está sendo operado. É o detalhe que faz a diferença”, diz.

Segundo ele, muitos sinistros de grande porte começam com falhas aparentemente pequenas: uma peça que não foi substituída, uma recomendação que não foi implementada, materiais armazenados próximos demais dos sprinklers ou funcionários sem treinamento adequado.

Entre as vulnerabilidades identificadas no estudo sobre geração de energia estão incêndios provocados por falhas elétricas ou mecânicas, trabalhos a quente, como corte e solda, sobrecarga de transformadores e painéis elétricos e falhas em sistemas de resfriamento. O risco ganha importância em operações de alta densidade, como os data centers, que apresentam cargas concentradas e perfis de consumo mais voláteis.

Globalmente, a FM realiza mais de 1.900 visitas anuais de engenharia em plantas de geração de energia. As avaliações resultam em recomendações relacionadas a inspeção, testes, monitoramento, manutenção, organização das instalações, planos de contingência e treinamento para cenários como perda de lubrificação, sobrevelocidade e falhas de controle.

De acordo com a companhia, mais de um quarto das perdas de seus clientes, aproximadamente 27%, tem origem em apenas 2% das localidades previamente classificadas como mais propensas a sofrer um sinistro.

A partir de uma base global de 60 mil locais visitados, a FM afirma conseguir identificar as mil unidades com maior predisposição a perdas superiores a US$ 3 milhões. “A prevenção se torna mais efetiva quando combina dados, engenharia e conhecimento de campo para antecipar vulnerabilidades antes que elas se transformem em sinistros relevantes”, diz Mazzi. “Esse trabalho permite que as empresas reduzam a exposição a perdas severas, protejam a continuidade de suas operações e tenham mais previsibilidade para sustentar sua confiabilidade e seus resultados no longo prazo”, complementa.

Por ser uma companhia mútua, na qual os próprios segurados são membros, a FM devolve parte de seus resultados por meio de créditos aplicados na renovação das apólices. O Membership Credit aumenta conforme o tempo de relacionamento do cliente com a seguradora. Há ainda o Resilience Credit, criado para estimular investimentos em medidas de proteção contra eventos climáticos e outras exposições relevantes.

Na prática, os valores são abatidos do prêmio da renovação. A FM recomenda que os recursos sejam reinvestidos na melhoria das instalações. “Quando o cliente investe em prevenção, ele tem menos sinistros. Com menos sinistros, o resultado da FM melhora e conseguimos aprovar novos créditos. Isso gera mais recursos para novos investimentos e cria um ciclo positivo”, explica Mazzi.

A estrutura ajuda a explicar a permanência de clientes por períodos prolongados. Além da cobertura do seguro, a companhia procura contribuir para a definição das prioridades de investimento, indicando as medidas com maior capacidade de reduzir a probabilidade e a severidade das perdas.

Planos incluem empresas de menor porte

A FM iniciará a operação direta concentrada nos grandes riscos, mas já estuda trazer ao Brasil produtos destinados a empresas de menor porte. Nos Estados Unidos, o grupo opera soluções específicas para companhias industriais médias e para riscos como hotéis, shoppings, redes de lojas e outras operações comerciais. A expansão dessas ofertas para o Brasil deverá ocorrer gradualmente e em parceria com os corretores.

“A seguradora nos dará mais possibilidades de trabalhar com os corretores e desenvolver novos negócios. Não queremos nos restringir aos maiores players. Onde houver um cliente relevante e compatível com a nossa proposta, trabalharemos com o corretor responsável”, afirma.

Em 2024, o grupo simplificou sua marca mundial, abandonando o nome FM Global e adotando apenas FM. A alteração não modificou sua estrutura societária nem seu modelo mútuo, mas reuniu sob uma única identidade suas diferentes operações.

No Brasil, a transformação mais profunda ainda está em andamento. Quando começar a emitir diretamente, a FM deixará de aparecer apenas nos bastidores dos programas internacionais e assumirá uma posição mais visível na disputa por grandes riscos patrimoniais. Os primeiros contratos com data centers indicam qual deverá ser um dos principais campos dessa expansão: operações nas quais uma falha aparentemente pequena pode interromper serviços críticos e produzir prejuízos muito superiores ao dano físico inicial.

Z Zurich Foundation amplia apoio humanitário às comunidades afetadas pelos terremotos na Venezuela

Buildings affected by the earthquakes in the Municipality of Chacao, Caracas. ;Devastating earthquakes hit Venezuela on 24 June 2026.?? Venezuela is facing a national emergency following two consecutive high-magnitude earthquakes in the north-central region of the country on 24 June at around 18:00 (local time). The first event (M7.2) was followed by a second of greater intensity (up to M7.5), which significantly amplified the surface impact. The occurrence of multiple aftershocks (more than 130 aftershocks, according to official information.) maintains elevated risk conditions.The two main events occurred just 39–40 seconds apart, with an epicenter off the central-northern coast, about 28–30 km northwest of Montalbán (Carabobo state).The governmental response is focused on search-and-rescue operations, emergency medical care and damage assessment. The impact has been severe and widespread, affecting critical infrastructure, public services and housing in several states, with the greatest concentration in the Capital District, La Guaira, Miranda, Carabobo and Yaracuy.Caracas experienced prolonged shaking (60 seconds), resulting in widespread panic, evacuations and significant structural damage to buildings. La Guaira state has been identified as the epicentre of the most severe impact, with reports of multiple collapses and conditions classified as a disaster zone, where intensive rescue operations continue.

A Z Zurich Foundation mobilizou uma frente humanitária para contribuir com o atendimento à população afetada pelos terremotos ocorridos na Venezuela. O plano reúne medidas voltadas às necessidades imediatas das comunidades atingidas, como alimentos, água, itens de higiene e materiais básicos para abrigo, além de cuidados em saúde mental e suporte psicossocial.

A resposta será conduzida em parceria com organizações humanitárias com atuação local e internacional. Uma das articulações envolve a OIM (Organização Internacional para as Migrações), que direcionará esforços ao atendimento psicossocial das populações impactadas, com ações como Primeiros Socorros Psicológicos, equipes móveis formadas por psicólogos e assistentes sociais, espaços seguros para crianças e famílias e encaminhamento de pessoas com necessidades agudas de saúde mental.

“Em uma emergência, a ajuda precisa chegar rápido, mas também precisa considerar os efeitos que permanecem depois do primeiro atendimento. Por isso, o papel da Z Zurich Foundation combina itens essenciais e cuidado psicossocial, com parceiros preparados para atender comunidades em situação de alta vulnerabilidade”, afirma Laurence Maurice, CEO Zurich America Latina.

Além da vertente conduzida com a OIM, a Z Zurich Foundation participa de iniciativas voltadas à arrecadação e distribuição de itens essenciais, como alimentos, água, produtos de higiene, kits médicos e materiais para abrigo, realizada pelo DVC (Dividendo Voluntario para la Comunidad), em conjunto com a Cáritas Venezuela e organizações locais.

Mobilização da sociedade para ampliar o alcance da ajuda

Como parte da resposta humanitária, a Z Zurich Foundation também apoia uma campanha regional de arrecadação de recursos realizada em parceria com o ACNUR, Agência da ONU para Refugiados.

A iniciativa busca ampliar o alcance da ajuda às comunidades afetadas pelos terremotos e permitirá a participação de colaboradores, clientes, corretores, parceiros e do público em geral por meio de uma plataforma dedicada de doações.

As doações poderão ser realizadas até 31 de julho de 2026. Para potencializar o impacto da mobilização, a Z Zurich Foundation equiparará cada contribuição realizada por meio da campanha pública na proporção de 1:1, até o limite total de CHF 50 mil.

Os interessados podem contribuir por meio da plataforma: Apoie a campanha Venezuela Zurich + ACNUR

Mobilização de colaboradores

Além da ação em parceria com a ACNUR, a resposta humanitária ainda prevê o engajamento dos colaboradores da Zurich também por meio da MyImpact, plataforma global de atuação social da seguradora. Pela ferramenta, os profissionais podem fazer doações para causas disponíveis e acompanhar a evolução das campanhas. A cada contribuição realizada, a Z Zurich Foundation destina o mesmo valor, sem limite para essa contrapartida.

As iniciativas reforçam o propósito da Z Zurich Foundation de apoiar comunidades vulneráveis e contribuir para a construção de um futuro mais resiliente.

Qualidade dos dados se torna diferencial estratégico para o mercado de resseguros

rafaela barreda

O crescimento da digitalização e o aumento da complexidade dos riscos vêm transformando a forma como seguradoras e resseguradoras avaliam exposições e calculam preços. Em um ambiente marcado por eventos climáticos, riscos cibernéticos e mudanças econômicas aceleradas, a qualidade dos dados passou a ser considerada um dos principais ativos do setor.

Mais do que ampliar o volume de informações disponíveis, o desafio atual está na capacidade de transformar dados em inteligência capaz de melhorar a leitura dos riscos e reduzir incertezas.

Estudo de uma corretora global* aponta que seus clientes registraram melhora de 5% na adoção de controles críticos de segurança cibernética, resultado associado ao uso mais sofisticado de informações para análise e gestão de riscos. O movimento reflete uma transformação mais ampla, que também alcança o mercado de seguros e resseguros.

“A indústria de resseguro entrou numa fase em que a qualidade dos dados é tão importante quanto o capital. Quem consegue ler melhor o comportamento do risco consegue precificar melhor, evitar concentração excessiva e responder com mais velocidade a mudanças no ambiente econômico e tecnológico”, afirma a presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), Rafaela Barreda.

No Brasil, a própria Superintendência de Seguros Privados (Susep) mantém um sistema estatístico alimentado por informações enviadas periodicamente por seguradoras e resseguradoras, atualizado semanalmente. A iniciativa tem contribuído para ampliar a transparência e a disponibilidade de informações utilizadas pelo mercado.

O avanço das ferramentas analíticas ocorre em paralelo à expansão do setor segurador. Dados da CNseg mostram que o mercado cresceu 6% no primeiro trimestre de 2025 e registrou R$ 131,7 bilhões em indenizações pagas no período.

Para especialistas, o aumento da escala torna ainda mais relevante a utilização de modelos capazes de identificar tendências, antecipar comportamentos e reduzir distorções na precificação.

“IA, analytics e modelagem preditiva são ferramentas decisivas, mas não substituem governança. O ponto central não é ter mais dados, e sim ter dados melhores, comparáveis e auditáveis. Sem isso, a inteligência artificial pode amplificar ruídos em vez de reduzir incertezas”, afirma Barreda. A executiva acrescenta que “não adianta só ter acesso, mas também conhecer as formas de ataques, as empresas precisam investir em treinamento, já que práticas de phishing tem como alvo de acesso, a curiosidade de abrir arquivos, clicar em links e fornecer informações desnecessárias”.

A discussão ganha relevância em um momento em que o mercado global busca aprimorar sua capacidade de responder a riscos cada vez mais interconectados. Para o setor de resseguros, a combinação entre tecnologia, qualidade da informação e governança de dados passou a ser vista como elemento essencial para sustentar crescimento e estabilidade em um ambiente de maior volatilidade.

Caixa Seguridade lança edital para selecionar seguradora parceira

A Caixa Seguridade (CXSE3) está em busca de uma parceria comercial para ampliar a oferta de seguros. O objetivo é oferecer seguros de proteção para transações financeiras e itens pessoais, com foco em pessoas físicas. Os seguros para transações financeiras prometem cobrir prejuízos sofridos por meio de compras ou transferências indevidas via Pix, celular ou cartão, como acontece em casos de roubo, furto, coação e golpes virtuais. Já os contratos voltados a itens pessoais oferecem proteção para eletrônicos portáteis e bens de uso pessoal, como celulares, notebooks e smartwatches. É um ramo de seguro que tem crescido no Brasil, mas ainda não faz parte do escopo de atuação da Caixa Seguridade.

De acordo com o edital, “o processo visa selecionar um parceiro com expertise comprovada na operação, capacidade de atuação em escala, integração tecnológica e excelência operacional ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos em ambiente digital, com foco na entrega de proposta de valor centrada no cliente, incluindo experiência e portfólio adequados às suas necessidades”.

A parceria deve ser estruturada por meio de um contrato comercial com vigência de cinco anos e prevê exclusividade de acesso à rede de distribuição da Caixa Seguridade, que envolve toda a rede de agências e o aplicativo da Caixa Econômica Federal.

Ao anunciar a busca por uma nova parceria, a Caixa Seguridade ressaltou que a iniciativa não contempla quaisquer ramos e produtos já comercializados, explorados ou abrangidos por acordos de exclusividade firmados, direta ou indiretamente, pela empresa. A companhia atua sobretudo no segmento habitacional, mas também oferece seguros de vida, seguros prestamistas, proteção para veículos e soluções corporativas e tem buscado crescer nesses outros segmentos.

Com mais de 155 milhões de clientes, a Caixa é o maior banco do Brasil em número de clientes. Por isso, concentra boa parte das chaves Pix e das transações realizadas via cartão de crédito e débito no país. E ainda tem buscado unificar a jornada digital dos seus clientes por meio de um SuperApp. 

Na avaliação da Caixa Seguridade, é uma infraestrutura que oferece acesso recorrente ao público-alvo e dá a chance de um crescimento rápido no ramo de seguros de proteção para transações financeiras e itens pessoais. . 

Portugal acelera criação de fundo para catástrofes e reforça debate prioritário do setor de seguros no Brasil

A criação de um Fundo de Catástrofes esteve na ordem do dia durante painel moderado por António Larguesa, editor do ECO, que reúniu André Tavares Lourenço, General Counsel na Zurich, Nuno Rodrigues, Diretor de Riscos Patrimoniais e Engenharias na MDS Portugal, e Ana Teixeira, CEO na Mudey.

com portal Eco Seguros

Portugal deu mais um passo na construção de um modelo nacional de proteção contra catástrofes naturais, tema que também está entre as principais prioridades estratégicas da CNseg no Brasil. Durante debate promovido no país, representantes do mercado defenderam a criação de um fundo nacional de catástrofes com participação do setor público e privado, em um formato que poderá se tornar uma referência internacional.

O modelo em discussão prevê a criação de um mecanismo permanente para ampliar a capacidade financeira diante de eventos extremos, como terremotos, incêndios florestais, tempestades e inundações, reduzindo o chamado “gap de proteção” — diferença entre os prejuízos econômicos e aqueles efetivamente cobertos por seguros.

O diretor de Riscos Patrimoniais e Engenharias da MDS Portugal, Nuno Rodrigues, afirmou ser favorável a um modelo de parceria público-privada (PPP), no qual o Estado atue apenas como última camada de proteção. “Sou defensor que este seja um esquema de PPP, ou seja, um fundo público-privado, com o Governo a ser sempre a última linha em absorção do evento mais severo”, afirmou.

Na mesma linha, o diretor jurídico da Zurich Portugal, André Tavares Lourenço, destacou que o objetivo do fundo não é proteger as seguradoras, mas distribuir de forma equilibrada os impactos financeiros das grandes catástrofes. “É o setor segurador a dizer: nós queremos estar presentes e queremos que, no momento de assumir o custo, ele seja repartido entre os cidadãos, o setor segurador, o setor ressegurador e, em última instância, o Estado.”

Segundo ele, além do financiamento das perdas, o mecanismo também deve contribuir para aumentar a educação da população sobre riscos climáticos e fortalecer a coordenação entre os diversos agentes envolvidos.

Já Ana Teixeira, CEO da Mudey, destacou que a possível obrigatoriedade de coberturas básicas nos seguros multirriscos representa uma oportunidade para reduzir a subproteção existente hoje. “É uma oportunidade para nós, enquanto setor, reduzirmos a desadequação do seguro e permitirmos que essa obrigatoriedade se transforme em prevenção, compreensão e confiança.” Ela defendeu ainda maior compartilhamento de dados entre seguradoras, mediadores e poder público para fortalecer ações preventivas, além da atuação do fundo após a ocorrência dos eventos.

Projeto também avança no Brasil

O debate português ocorre em um momento em que o Brasil também discute a criação de um mecanismo semelhante. A proposta figura entre os projetos prioritários da CNseg dentro da agenda de adaptação às mudanças climáticas e ampliação da resiliência econômica.

A entidade vem defendendo a criação de um Fundo Nacional para Catástrofes, inspirado em modelos internacionais, mas adaptado às características brasileiras. A ideia é estruturar um mecanismo de financiamento capaz de responder a eventos climáticos extremos de grande magnitude — cuja frequência e intensidade vêm aumentando nos últimos anos.

A proposta parte do reconhecimento de que o Brasil possui um dos maiores déficits de proteção securitária do mundo para riscos climáticos. Embora enchentes, deslizamentos, secas e vendavais provoquem perdas bilionárias todos os anos, apenas uma pequena parcela desses prejuízos está segurada.

A CNseg defende que o modelo brasileiro também seja construído sobre uma base de compartilhamento de riscos entre seguradoras, resseguradoras, governo e sociedade, preservando a sustentabilidade fiscal e ampliando a capacidade de resposta do país diante de grandes desastres.

Nos últimos meses, representantes da confederação têm afirmado que a proposta está em fase de estruturação técnica e diálogo com autoridades públicas, reguladores e especialistas. O objetivo é criar um instrumento capaz de acelerar a reconstrução após grandes eventos climáticos sem depender exclusivamente de recursos extraordinários do orçamento público.

O avanço das discussões em Portugal reforça uma tendência internacional de adoção de mecanismos híbridos de financiamento para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, tema que ganha cada vez mais espaço na agenda dos mercados seguradores e dos governos.

Riscos patrimoniais impulsiona crescimento da Mapfre em grandes riscos no primeiro semestre 

A operação de riscos corporativos da seguradora Mapfre encerrou o primeiro semestre de 2026 em expansão, com avanço em linhas de maior complexidade. O resultado acompanha o reposicionamento do canal Corporate Brokers, assumido pelo executivo Ricardo Carqueijo no início do ano. Desde então, a seguradora ajustou o modelo comercial, apetite técnico e ampliou a atuação em frentes como property, engenharia, aviação, agro e programas multinacionais. 

O crescimento foi puxado por operações ligadas aos setores de energia, infraestrutura, agronegócio, logística, indústria e aviação. Enquanto o mercado registrou retração de 0,5% no comparativo anual até abril, a Mapfre cresceu cerca de 5% no segmento de Empresas, com destaque para a linha de Property. Entre as carteiras que mais avançaram no período estiveram os seguros de Riscos Nomeados e Operacionais, que cresceram 42% no comparativo anual e 7% no acumulado do ano, refletindo a demanda de companhias que vêm revisando seus programas patrimoniais e reavaliando coberturas para ativos, operações e projetos de expansão.

Ao mesmo tempo, outras linhas também ganharam tração ao longo do semestre. No Agronegócio, a companhia registrou crescimento de 7% em abril na comparação anual, mesmo em um mercado que recuou 7% no período.

O desempenho da área reflete ainda uma estratégia de aproximação com as principais corretoras especializadas em riscos corporativos. Atualmente, a seguradora mantém relacionamento com brokers globais como Aon, Gallagher, Lockton, Marsh, Mds e WTW, responsáveis por intermediar algumas das maiores operações de seguros corporativos do país. 

“Os primeiros meses do ano foram marcados por uma aproximação ainda maior com os brokers. Grande parte das oportunidades que vimos neste semestre veio de empresas que estavam revisitando seus riscos. Muitas companhias cresceram, investiram em novas plantas, ampliaram operações ou passaram por processos de aquisição, o que naturalmente gera a necessidade de reavaliar estruturas de proteção e programas de seguros ”, afirma Ricardo Carqueijo, diretor de corporate brokers da Mapfre. 

Para Karine Brandão, diretora executiva comercial da Mapfre, o comportamento da carteira mostra uma procura maior das empresas por soluções especializadas e por seguradoras com experiência em riscos corporativos. “O corretor tem um papel cada vez mais relevante na construção dessas soluções. Por isso, temos investido na proximidade com os brokers e na integração entre as áreas técnicas e comerciais da companhia, criando condições para atender operações que exigem conhecimento prévio e capacidade de subscrição”, diz.

Instituto de Longevidade MAG participa de fórum sobre economia prateada

O envelhecimento acelerado da população brasileira já impõe novos desafios para a economia, o mercado de trabalho e os sistemas de saúde e previdência. Diante desse cenário, a integração entre saúde, previdência e educação financeira foi apontada como um dos caminhos para preparar o país para uma sociedade cada vez mais longeva. Essa foi a principal mensagem levada pelo presidente do Instituto de Longevidade MAG, Nilton Molina, ao 1º Fórum da Longevidade: Impactos no Mercado e na Economia, realizado nesta quinta-feira (16), em São Paulo, durante o painel “O impacto dos Planos de Saúde e Previdência no futuro da gestão prateada”.

A transição demográfica vivida pelo Brasil esteve no centro dos debates do encontro, que reuniu representantes do setor público, especialistas e lideranças empresariais para discutir os impactos da longevidade sobre a economia e os desafios que o novo perfil populacional impõe às políticas públicas, às empresas e à sociedade.

No painel, foram discutidas formas de ampliar a cultura do planejamento de longo prazo e fortalecer modelos capazes de garantir qualidade de vida, sustentabilidade e segurança financeira diante das mudanças demográficas. Além de Nilton Molina, participaram do debate José Luiz Toro da Silva, advogado especializado em direito da saúde suplementar; Devanir Silva, presidente da Abrapp; e Valdir Ventura, CEO do Grupo São Cristóvão Saúde.

Em sua participação, Molina ressaltou que o envelhecimento da população deve ser encarado como uma oportunidade para construir políticas públicas e iniciativas privadas mais integradas e sustentáveis.


“A longevidade é uma conquista para toda a sociedade, mas também exige uma atuação integrada entre os setores público e privado para que, no futuro, possamos ter uma sociedade cada vez mais preparada para o envelhecimento. Quanto antes desenvolvermos esse pensamento, maiores serão as condições para que as pessoas vivam mais e melhor, com segurança financeira, autonomia e qualidade de vida”, afirmou.

Promovido pela ADVB, o 1º Fórum da Longevidade reuniu especialistas em seis painéis temáticos para discutir temas como economia prateada, mercado consumidor 50+, trabalho, habitação, turismo, esporte e inovação voltada à população longeva. A participação do Instituto de Longevidade MAG reforça seu compromisso em fomentar o debate sobre políticas e iniciativas que contribuam para uma sociedade mais preparada para viver mais e melhor.