Tokio Marine patrocina a Flip 2026 e lança projeto que incentiva a leitura entre crianças 

A Tokio Marine marca presença na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada de 22 a 26 de julho, reforçando sua crença de que cultura e educação são ferramentas essenciais para a transformação social. Mais do que apoiar um dos mais importantes eventos literários do País, a Companhia aproveita o encontro para apresentar oficialmente o Broto da Cultura, primeiro projeto do recém-criado Instituto Tokio Marine Gerações Futuras (ITMGF).

Voltado a crianças de 4 a 12 anos, o Broto da Cultura foi desenvolvido para aproximar o público infantil da leitura desde os primeiros anos de vida, incentivando o desenvolvimento cognitivo, emocional e social por meio dos livros. A iniciativa prevê a doação de 2 mil exemplares para estudantes de escolas públicas, crianças em acolhimento institucional e crianças com deficiência ou em tratamento de saúde. Entre os títulos selecionados estão “É Assim que os Monstrinhos Superam suas Crises”, da Editora Aleph, e “Chiri e Chiriri no Bosque”, da Companhia das Letras.

O projeto, no entanto, vai além da distribuição de livros. A proposta é criar experiências que despertem o interesse pela leitura e fortaleçam o vínculo das crianças com o universo literário. Para isso, serão realizadas atividades de contação de histórias conduzidas por voluntários capacitados, sessões de leitura mediada, oficinas de produção de texto para crianças a partir de 9 anos e encontros de leitura em hospitais e instituições sociais.

“Participar da Flip é uma forma de reafirmar nosso compromisso com a construção de oportunidades por meio da educação e da cultura. Acreditamos que a leitura tem o poder de ampliar horizontes, estimular a criatividade e transformar trajetórias. Queremos que cada livro entregue seja também uma oportunidade de descoberta, aprendizado e acolhimento. O Broto da Cultura foi pensado para estimular a imaginação, fortalecer a autoconfiança e contribuir para que mais crianças tenham acesso a experiências capazes de impactar positivamente seu desenvolvimento”, destaca Masaaki Itakura, Diretor Executivo de Estratégia Corporativa da Tokio Marine e presidente do ITMGF. 

Durante a Flip, a Tokio Marine estará presente em iniciativas como a Flip Educa e a Flipinha, ampliando sua conexão com o público infantil, educadores e mediadores de leitura. Na programação da Flip Educa, será exibido um minidocumentário sobre o projeto Sementes do Brasil antes de cada mesa realizada na Casa da Cultura, dando visibilidade ao impacto social da iniciativa junto aos participantes das atividades educativas e formativas.

Já na Flipinha, a Companhia promoverá uma roda de leitura mediada das obras selecionadas. A Seguradora também apoiará a ação Obra no Pé de Livro, que leva livros infantis ilustrados para os galhos das árvores da praça, criando um ambiente lúdico e convidativo a leitura. A iniciativa se conecta ao conceito do Broto da Cultura ao representar como os livros podem estimular o conhecimento, a imaginação e o desenvolvimento das crianças. 

O patrocínio à Flip, a criação do Instituto Tokio Marine Gerações Futuras e o lançamento do Broto da Cultura fazem parte de uma estratégia de ESG construída pela Companhia ao longo dos anos e que agora ganha uma estrutura permanente por meio do Instituto. “Acreditamos que investir na infância é investir no futuro. Ao ampliar o acesso à leitura e criar oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens, contribuímos para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e preparada para os desafios das próximas gerações”, conclui Itakura. 

Erika Medici e Alexandre Campos são indicados pela terceira vez ao ranking de CEOs e RHs Mais Admirados

Pelo terceiro ano consecutivo, Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, e Alexandre Campos, Vice-presidente de RH, Jurídico, Compliance e ASG da companhia, estão entre os indicados como CEOs e RHs Mais Admirados, lista promovida pelo Grupo Gestão RH. A iniciativa reconhece executivos que se destacam por sua atuação em gestão, liderança e desenvolvimento de pessoas no mercado brasileiro.

A recorrência da indicação reforça a consistência de uma agenda de liderança construída pela AXA no Brasil a partir da cultura Care & Dare, que combina cuidado e ousadia com, proximidade, responsabilidade e inovação. Na prática, essa visão orienta a forma como a companhia desenvolve equipes, conduz decisões estratégicas e fortalece um ambiente voltado à colaboração e à geração de resultados.

Para Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, o reconhecimento traduz uma construção coletiva. “Liderar a AXA no Brasil é um exercício diário de conciliar estratégia e empatia. Essa indicação tem um significado especial porque reflete o trabalho de um time que enfrenta desafios com criatividade, coragem e responsabilidade. A admiração verdadeira nasce dessa capacidade de seguir evoluindo junto com as pessoas”, afirma.

Alexandre Campos, Vice-presidente de RH, Jurídico, Compliance e ASG da AXA no Brasil, também destaca o papel da cultura nesse reconhecimento. “Estar novamente entre os indicados é motivo de muita alegria. Essa indicação confirma a importância de uma liderança baseada na colaboração, na confiança, escuta ativa e na construção conjunta de soluções. É também fruto de um trabalho de cultura que ultrapassa os muros da AXA e chega ao público externo como um exemplo de gestão que gera resultados valorizando as pessoas que constroem a empresa”, ressalta.

Zurich anuncia Paulo Ricardo Cesário Costa como novo diretor executivo de Distribuição

A Zurich Seguros anuncia Paulo Ricardo Cesário Costa como novo diretor executivo de Distribuição a partir de 3 de agosto. O executivo passa a integrar o Comitê Executivo da companhia e será responsável por liderar a estratégia de relacionamento com corretores de seguros e assessorias comerciais em todo o país, reforçando a atuação da seguradora em um dos principais canais de distribuição do mercado e contribuindo para a expansão sustentável dos negócios.

Paulo Ricardo sucede a Marcio Benevides, que encerra seu ciclo profissional na companhia após 15 anos para se dedicar a projetos pessoais. Com mais de 25 anos de experiência no mercado segurador, o executivo desenvolveu sua carreira no Grupo HDI, onde ocupou cargos de liderança comercial. Ao longo de sua trajetória, liderou iniciativas de expansão comercial, desenvolvimento de novos negócios e fortalecimento dos canais de distribuição, consolidando uma atuação marcada pela proximidade com corretores, parceiros e clientes. 

“Estamos vivendo um momento importante na evolução da nossa estratégia comercial, e a experiência do Paulo será um diferencial para ampliarmos ainda mais nossa proximidade e geração de valor junto a corretores e assessorias em todo o Brasil. Sua trajetória, construída ao longo de mais de duas décadas no mercado segurador e o profundo conhecimento dos canais de distribuição serão fundamentais para avançar em nossa atuação comercial e acelerar nossos planos de crescimento”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich Seguros.

O movimento reforça também a estratégia da companhia de consolidar sua expansão no mercado varejista, combinando atuação multilinha, proximidade com corretores e assessorias, e uma experiência cada vez mais simples, ágil e estratégica para seus canais de distribuição. 

Ao fortalecer sua liderança comercial e ampliar sua capacidade de relacionamento com o mercado, a Zurich reafirma sua estratégia de longo prazo, baseada na proximidade com corretores, clientes e parceiros e na evolução contínua de suas operações, impulsionando o crescimento sustentável dos negócios e a geração de valor para o mercado.

Mudanças climáticas obrigam seguradoras e corretores a reinventar gestão de riscos, afirma Mapfre

O mercado segurador brasileiro já não discute mais se as mudanças climáticas afetarão seus negócios. A questão agora é como se adaptar a um cenário em que eventos extremos deixam de ser exceção para se tornarem parte permanente da gestão de riscos. A necessidade de rever modelos de subscrição, programas de resseguro, limites de cobertura e até a forma de orientar os clientes foi o centro das discussões do evento “Impacto do El Niño nos seguros e suas oportunidades”, promovido nesta terça-feira pela Mapfre.

O encontro reuniu corretores, especialistas em clima e executivos das áreas técnica, comercial, patrimonial e rural para mostrar que os impactos já atingem praticamente todas as carteiras da indústria seguradora. Não se trata apenas de proteger uma lavoura contra seca ou uma residência contra enchentes. As mudanças climáticas já afetam seguros de automóveis, empresas, aeroportos, centros logísticos, indústrias, aeronaves agrícolas, grandes propriedades rurais e cadeias inteiras de prestação de serviços.

A principal mensagem foi clara: o seguro também precisará se adaptar ao novo clima. A tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul tornou-se o principal exemplo apresentado pela Mapfre para ilustrar a dimensão do desafio. As perdas econômicas foram estimadas em aproximadamente R$ 100 bilhões. Desse total, apenas cerca de R$ 6 bilhões estavam protegidos por seguros, revelando um dos maiores gaps de proteção já registrados no país. Ao todo, aproximadamente 58 mil avisos de sinistros foram contabilizados.

Os reflexos atingiram praticamente todas as linhas de negócios. No segmento de Grandes Riscos, foram registrados cerca de 922 sinistros, que resultaram em mais de R$ 3,2 bilhões em indenizações envolvendo aeroportos, concessionárias, indústrias, grandes centros logísticos e multinacionais. No seguro residencial, milhares de imóveis foram atingidos pelas enchentes, gerando aproximadamente R$ 340 milhões em indenizações e cerca de R$ 95 milhões destinados à reconstrução de residências.

Também houve reflexos sobre o seguro de automóveis, principalmente por alagamentos e queda de árvores, além da interrupção de atividades econômicas dependentes das condições climáticas, como operações realizadas por aeronaves agrícolas.

A base técnica do encontro foi apresentada por Gabriel Perez, PhD em Ciências Climáticas e cofundador da MeteoIA. Segundo ele, ainda é impossível prever exatamente como a atmosfera irá se comportar. Mas a evolução dos modelos meteorológicos permite identificar regiões onde existe elevada probabilidade de ocorrência de excesso ou falta de chuva. “Não conseguimos controlar a atmosfera. O que conseguimos é transformar informação em inteligência para melhorar a subscrição, preparar as equipes de sinistros e permitir que produtores e empresas se antecipem aos riscos”, explicou.

Perez explicou que os modelos atualmente já conseguem atingir cerca de 70% de confiabilidade em determinadas previsões regionais. A expectativa é de um El Niño pelo menos forte, podendo atingir intensidade muito forte, embora ainda não seja possível classificá-lo como um “super El Niño”.

Os cenários apresentados indicam maior probabilidade de chuvas acima da média no Sul do país e déficit hídrico em parte do Centro-Oeste e do interior do Sudeste, afetando simultaneamente seguros patrimoniais e agrícolas. A Mapfre apresentou ainda mapas preditivos que estimam maior risco de vendavais, danos elétricos e alagamentos para diferentes regiões brasileiras durante o ciclo 2026/27. Essas informações deixam de ser apenas previsões meteorológicas para orientar decisões de subscrição, precificação, engenharia de riscos e planejamento operacional das seguradoras.

O desafio deixou de ser climático. Agora também é econômico. Para o diretor técnico de Seguro Rural da Mapfre, Fabio Damasceno, o El Niño é apenas uma das variáveis que tornam a próxima safra extremamente complexa. “O ano deixou de ser apenas desafiador. Hoje ele é complexo. Se fosse apenas a questão climática já seria difícil. Mas ela vem acompanhada do cenário macroeconômico, dos juros elevados, da falta de recursos da subvenção e do aumento dos custos de produção.”

Segundo ele, muitos produtores iniciam o planejamento da safra já com margens negativas. “O produtor faz as contas e percebe que, mesmo produzindo dentro do potencial esperado, o resultado financeiro já começa negativo.” Esse cenário faz com que muitos agricultores reduzam investimentos justamente naquilo que torna a lavoura mais resistente aos eventos climáticos. “Quando o produtor diminui aplicações de insumos ou reduz tecnologia para cortar custos, ele diminui a resiliência da cultura. Isso aumenta potencialmente o risco para todos.”

Outro agravante é a incerteza sobre a subvenção federal ao prêmio do seguro rural. Historicamente, entre 20% e 40% do valor pago pelo produtor era subsidiado pelo governo. Sem esse apoio, o custo da proteção aumenta justamente quando cresce também a exposição ao risco climático. “Vai aumentar a demanda por seguro principalmente nas áreas de maior risco.” Mesmo assim, Damasceno afirma que a estratégia da companhia permanece baseada na diversificação. “A Mapfre não vai deixar de ofertar seguro. Nosso trabalho é balancear carteira, regiões, culturas e produtos para manter sustentabilidade.”

Curiosamente, o aumento da percepção de risco pode abrir uma oportunidade histórica para ampliar a penetração do seguro agrícola em regiões onde sua contratação ainda é pequena. Segundo Damasceno, produtores do Centro-Oeste e do Matopiba sempre confiaram na elevada tecnologia empregada nas lavouras e, por isso, contrataram menos seguros do que agricultores do Sul.

Agora esse comportamento começa a mudar. “Talvez esse produtor perceba que também está exposto ao risco climático e passe a enxergar o seguro como ferramenta de gestão do negócio.” Para atender esse mercado, a Mapfre investe em modelos baseados em georreferenciamento, imagens de satélite, histórico produtivo e inteligência geográfica.

No ano passado, a companhia utilizou essa tecnologia para analisar aproximadamente 15 mil áreas agrícolas em um projeto piloto. A expectativa é que esse produto cresça cerca de 900% nesta safra. O maior desafio ainda é cultural. Outro ponto levantado pelos executivos da companhia é que vender seguro agrícola não significa apenas comercializar uma apólice. É preciso explicar claramente o que está sendo protegido.

Enquanto produtores do Sul convivem com o seguro há décadas e compreendem que ele protege o investimento realizado na lavoura, muitos agricultores de outras regiões ainda acreditam que a indenização deve garantir todo o lucro esperado da safra. “O seguro agrícola garante produtividade contratada. Não garante lucro.”

A mesma preocupação vale para os seguros paramétricos. Segundo os especialistas, muitos produtores procuram esse tipo de cobertura acreditando que ela substitui o seguro tradicional. Na prática, os produtos possuem finalidades diferentes. “O paramétrico cobre eventos específicos. Quando ele é vendido como substituto do seguro tradicional e não ocorre exatamente o gatilho previsto em contrato, o produtor acaba frustrado e a imagem do produto é prejudicada.”

O corretor passa a ser gestor de riscos

Se durante muitos anos o trabalho do corretor consistia basicamente em comparar preços e coberturas, a tendência é que sua atuação se torne cada vez mais consultiva. A própria Mapfre estruturou o evento para mostrar essa mudança. Após a apresentação científica sobre o comportamento do El Niño, a companhia reuniu especialistas em resseguro, seguros patrimoniais, grandes riscos e seguro rural para discutir como essas informações climáticas serão incorporadas ao dia a dia da operação.

O objetivo é transformar previsões meteorológicas em inteligência de negócios. Isso significa orientar clientes sobre prevenção, revisar limites de cobertura, ajustar contratos de resseguro, fortalecer a engenharia de riscos e preparar previamente as equipes responsáveis pelo atendimento aos sinistros.

O grande desafio daqui para frente será equilibrar uma conta cada vez mais difícil. De um lado, consumidores e empresas desejam ampliar coberturas sem aumentar o custo do seguro. Do outro, a frequência e a intensidade dos eventos climáticos elevam o volume de indenizações, pressionando a precificação dos riscos.

A resposta, na avaliação dos especialistas reunidos pela Mapfre, não passa apenas por reajustar preços. Ela dependerá da capacidade do setor de utilizar inteligência climática, tecnologia, dados e engenharia de riscos para antecipar cenários, reduzir perdas e tornar o seguro mais sustentável. A mudança do clima já começou. E, para o mercado segurador, ela representa também uma mudança definitiva na forma de calcular, vender e administrar riscos.

Bastidores indicam risco de veto ao principal avanço do novo marco do seguro rural no Senado

Embora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tenha sinalizado no semestre passado que o Projeto de Lei 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), seria tratado como prioridade após o recesso parlamentar, os bastidores do mercado segurador revelam um cenário de apreensão. Segundo fontes do setor ouvidas pelo Sonho Seguro, sob condição de anonimato, representantes do governo informaram na semana passada para a lideranças do mercado que o Palácio do Planalto estuda vetar justamente o principal dispositivo da proposta: o que protege os recursos destinados ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) contra bloqueios e contingenciamentos orçamentários.

Esse é o ponto considerado mais estratégico do projeto por seguradoras, resseguradoras e produtores rurais. A medida daria previsibilidade ao orçamento do programa, permitindo planejamento de longo prazo e reduzindo o impacto dos frequentes cortes de recursos que marcaram os últimos anos.

A preocupação aumenta diante do calendário legislativo. Até as eleições de outubro, o Senado terá apenas duas semanas de votações em plenário, durante os esforços concentrados previstos entre 10 e 14 de agosto e 31 de agosto e 4 de setembro. Nas demais semanas, apenas as comissões permanentes deverão funcionar. Nos bastidores, senadores da base governista já admitem que dificilmente todas as pautas consideradas prioritárias pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva serão apreciadas ainda neste ano. A tese mais levantada pelos entrevistados é de que este ano é de eleições e que esta pauta deverá ficar para o novo governo em 2027.

Mesmo entre os projetos que deverão avançar, ainda existe uma etapa considerada decisiva: a negociação entre a equipe econômica e o Ministério da Agricultura para garantir recursos ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Essa articulação ainda não foi concluída e é vista como fundamental para dar viabilidade prática às mudanças previstas na proposta.

Em um cenário de mudanças climáticas e de possível retorno do El Niño nas próximas safras, especialistas avaliam que o seguro rural deixa de ser apenas um instrumento de proteção individual do produtor e passa a integrar a estratégia de segurança alimentar e estabilidade econômica do país. Secas, enchentes, geadas e chuvas irregulares têm elevado a volatilidade da produção agrícola, tornando ainda mais importante a existência de um programa de subvenção previsível e de um Fundo de Catástrofe capaz de absorver perdas sistêmicas.

A CNseg apoia integralmente o PL 2.951/2024. Para a entidade, o projeto moderniza o seguro rural, fortalece a política pública de subvenção e cria as condições para a constituição de um Fundo de Catástrofe, considerado essencial para enfrentar eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

Entre as principais inovações da proposta estão a criação do Fundo de Catástrofe, a integração entre as políticas de crédito rural e seguro, incentivos aos produtores que contratarem apólices e a implantação de uma base nacional de dados para aprimorar a precificação dos riscos.

Caso o dispositivo que protege o orçamento do PSR seja efetivamente vetado, o mercado avalia que a principal discussão passará a ser a estruturação do Fundo de Catástrofe. Executivos do setor defendem um modelo inspirado em experiências internacionais, com participação pública e privada, capaz de oferecer estabilidade financeira diante de perdas sistêmicas provocadas por eventos climáticos de grande intensidade.

A preocupação é reforçada pelos números do mercado. Em 2025, a arrecadação do seguro rural caiu 8,8%, passando de R$ 14,2 bilhões para R$ 12,9 bilhões. A área segurada com apoio do PSR despencou de 13,7 milhões de hectares, em 2021, para apenas 3,2 milhões de hectares em 2025, reduzindo a cobertura para cerca de 3,3% da área plantada nacional.

Segundo levantamento da CNseg, a retração decorre diretamente da falta de previsibilidade orçamentária. Em 2026, dos R$ 1,01 bilhão inicialmente previstos na Lei Orçamentária, restaram cerca de R$ 473,8 milhões após bloqueios e cancelamentos, além de permanecer uma dívida de R$ 141 milhões referente a repasses de 2025 às seguradoras.

Importante: até o momento, não existe decisão oficial do governo sobre eventual veto ao projeto. A avaliação apresentada nesta reportagem reflete informações obtidas junto a fontes do mercado e o cenário político poderá ser alterado durante as negociações entre Executivo e Congresso, tanto na tramitação da proposta quanto na eventual análise de vetos presidenciais.

Sicredi lança novo seguro residencial em parceria com a seguradora Yelum

O Sicredi acaba de lançar uma nova opção de seguro residencial, o Sicredi por Yelum, desenvolvido em parceria com a Yelum Seguros, seguradora do Grupo HDI. Com alto nível de personalização e integração tecnológica, o produto marca um avanço na estratégia da instituição financeira cooperativa de ampliar a proteção patrimonial de seus associados e fortalecer a atuação no mercado de seguros residenciais. Entre os principais diferenciais do novo seguro estão a indenização sem depreciação, cobertura para painéis solares, renovação automática, pagamento flexível e cobertura para alagamento, além dos serviços residenciais como encanador, eletricista, entre outros.

O mercado segurador cresceu 7,4% no primeiro trimestre deste ano, com destaque para o seguro residencial, que expandiu 10% no mesmo período. O avanço do seguro residencial está ligado ao aumento de eventos climáticos e à maior preocupação com ocorrências domésticas, como curto-circuito, vazamentos e vendavais, que ampliam a necessidade de proteção patrimonial. 

Apesar do crescimento recente, o seguro residencial ainda é um produto com baixa penetração no país. Somente 17% das residências brasileiras, aproximadamente, possuem essa cobertura, número significativamente inferior aos cerca de 90% registrados em países desenvolvidos, de acordo com a CNSeg (Confederação Nacional das Seguradoras).

Marcelo Fogaça, gerente de Seguros do Sicredi, destaca que o cenário apresenta uma oportunidade de expansão nesse segmento. Mais de 80% das residências ainda não contam com proteção securitária, o que mostra o grande espaço para crescimento, geração de valor e ampliação da cultura de proteção junto aos associados”, contextualiza o executivo

Brasilprev patrocina espetáculo Tarsila, a Brasileira, protagonizado e produzido por Claudia Raia

A Brasilprev, empresa de previdência privada da Holding BB Seguros, anuncia o patrocínio de Tarsila, a Brasileira, musical original que retrata a vida e a obra de Tarsila do Amaral, um dos maiores nomes da história da arte e figura central do Movimento Modernista brasileiro. O apoio reforça o compromisso da companhia com a democratização do acesso à cultura e com a oferta de experiências que unem entretenimento, educação e valorização da identidade nacional. 


Protagonizado e produzido por Claudia Raia, que dá vida à artista nos palcos, ao lado de Jarbas Homem de Mello, que interpreta Oswald de Andrade, a peça conduz o público a um passeio emocionante pelos anos 1920 e 1930, mergulhando na vida, na obra e nas paixões da pintora que traduziu a identidade do Brasil em cores e formas. O musical também revela encontros históricos com grandes nomes da arte mundial e os bastidores dos acontecimentos que deram origem ao Movimento Antropofágico e à criação do icônico quadro Abaporu. 
 

“A trajetória de Tarsila do Amaral segue despertando admiração e inspirando novas gerações. Para a Brasilprev, apoiar este espetáculo é uma maneira de valorizar esse legado e aproximar sua obra e sua história de públicos de diferentes idades e regiões”, afirma Camilo Buzzi, diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev.

Bradesco Seguros avança 67% na carteira de seguro para veículos elétricos

Bradesco Seguros registrou crescimento de 67% nas contratações de Seguro para Veículos Elétricos no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho acompanha a expansão da eletromobilidade no Brasil e o aumento da circulação de veículos eletrificados no País.

São Paulo concentrou cerca de 66% das novas apólices contratadas no período. O estado também liderou as vendas de veículos elétricos, respondendo por 29,3% dos emplacamentos nacionais no primeiro trimestre.

Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), os emplacamentos de veículos leves eletrificados somaram 35.356 unidades no período, crescimento de 146% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

“A expansão da mobilidade elétrica representa uma mudança importante no setor automotivo e gera novas demandas para diferentes segmentos da economia, incluindo o mercado segurador”, afirma Saint’Clair Lima, diretor de Produtos da Bradesco Seguros.

O avanço da eletromobilidade tem levado seguradoras a adaptar coberturas e serviços às características específicas desses veículos, como baterias, sistemas eletrônicos e redes de assistência especializadas.

Além dos impactos econômicos, a expansão dos veículos elétricos também está associada a benefícios ambientais. Dados do Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, apontam tendência de redução de até 8,4% na concentração de partículas finas (PM2.5) em estações de monitoramento da cidade de São Paulo.

Para Saint’Clair, o crescimento da frota eletrificada indica uma transformação gradual nos padrões de mobilidade urbana e deve continuar influenciando a demanda por produtos e serviços relacionados ao setor automotivo nos próximos anos.

Sompo compra Fator Seguradora e reforça posição em grandes riscos no Brasil

aquisição

A Sompo Seguros anunciou a compra da totalidade das ações da Fator Seguradora, em uma operação que reforça sua presença no mercado brasileiro de seguros corporativos e grandes riscos. O contrato de compra e venda foi assinado nesta terça-feira (21) entre a Sompo e os acionistas da Fator, incluindo o Banco Fator. Estavam na disputa três grupos europeus: a italiana Generali, a francesa AXA e a espanhola Mapfre 

Pesou a favor da Sompo a fartura de capital para negociar. Além da necessidade de diversificar o portfolio de vida, que exige remuneração elevado com taxas de juros elevados e baixo crescimento com a queda de natalidade japonesa, há uma mudança regulatória. A mais recente e profunda mudança regulatória no Japão substituiu o antigo modelo de margem de solvência (SMR) pelo padrão J-ICS (Japan Insurance Capital Standard), baseado no ESR (Economic Solvency Ratio). O novo marco regulatório da Financial Services Agency (FSA) passou a adotar avaliações de risco com base em valor de mercado, o que obriga as seguradoras a adotarem uma gestão de capital mais sofisticada.

Para se adequar às novas regras do J-ICS, as seguradoras japonesas foram forçadas a liberar e otimizar capital através de mecanismos como o resseguro intensivo em ativos. Isso impulsionou um movimento estratégico de realocação de recursos, incluindo expansões de negócios no exterior, como no Brasil, e o descomplicar de participações cruzadas outrora retidas no mercado interno, buscando maior rentabilidade global. A expectativa é de novos movimento envolvendo outras seguradoras japonesas na América Latina, como Tokio Marine e Mitsui Sumitomo.

A conclusão da transação da Sompo com a Fator Seguradora ainda depende da aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Japan Financial Services Agency (JFSA). Até que todas as autorizações sejam obtidas, as duas companhias seguirão operando de forma independente, sem alterações para clientes, corretores ou parceiros.

A operação encerra um ciclo de 18 anos da Fator Seguradora como empresa independente. Fundada com forte atuação em seguro garantia e grandes riscos corporativos, a companhia vinha passando por uma transformação estratégica para diversificar sua carteira e reduzir a dependência histórica do seguro garantia, que hoje representa cerca de 20% do faturamento.

Nos últimos anos, a seguradora investiu na expansão de produtos, em tecnologia e na digitalização da distribuição por meio da plataforma FatorConnect, que reúne mais de 7 mil corretoras cadastradas e permite a emissão automática de seguros de garantia e responsabilidade civil. A empresa também ampliou sua atuação em nichos como responsabilidade civil para médicos e vinha incorporando inteligência artificial aos processos de subscrição, além de desenvolver modelos próprios de avaliação de risco e crédito.

Em comunicado aos parceiros, a Fator afirmou que a Sompo foi escolhida por sua “solidez financeira, tradição e capacidade técnica”, destacando que a combinação permitirá ampliar a oferta de soluções sofisticadas de gestão de riscos ao mercado brasileiro.

A aquisição também representa um movimento relevante de consolidação no mercado segurador brasileiro, especialmente no segmento de seguros corporativos, onde a Fator construiu reconhecimento pela especialização técnica em grandes riscos. Até a conclusão da operação, não haverá mudanças nas apólices vigentes, processos de contratação, renovação, emissão, sinistros, rotinas financeiras ou canais de atendimento.

Em 2025, a Fator Seguradora registrou R$ 796 milhões em prêmios emitidos, R$ 1,9 bilhão em ativos totais e R$ 46 milhões de lucro líquido, valor 47% superior aos R$ 31,2 milhões registrados em 2024. Já a Sompo registrou R$ 2,8 bilhões em prêmios, R$ 6,3 bilhões em ativos totais e R$ 1,8 bilhão em patrimônio líquido em 2025. O lucro foi de R$ 126 milhões, o que representa crescimento de 78% em relação ao ano anterior. Com a aquisição, a Sompo deve registrar R$ 4 bilhões em prêmios.

“A operação está totalmente alinhada à nossa estratégia de crescimento sustentável e à ambição de ampliar nossa relevância em segmentos técnicos de maior valor agregado. A Fator Seguradora possui uma atuação consistente e reconhecida em linhas como Garantia e Linhas Financeiras, segmentos que representam importantes oportunidades de crescimento para a Sompo. Essa complementaridade acelera nossa capacidade de expansão nesses mercados, ao mesmo tempo em que amplia a oferta de soluções sofisticadas para clientes e fortalece o relacionamento com nossos parceiros corretores”, afirma Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo no Brasil.

“O Brasil é um mercado estrategicamente importante para a Sompo, e esta transação reflete nossa abordagem disciplinada para expandir nossa atuação em linhas de negócios nas quais identificamos forte demanda dos clientes, oportunidades técnicas e potencial de geração de valor no longo prazo. As competências da Fator Seguradora complementam nossa operação já estabelecida no Brasil e reforçam nossa ambição de fortalecer ainda mais a oferta em seguros especializados e corporativos nos mercados internacionais”, afirmou Alessa Quane, CEO de International Markets da Sompo International Holding Ltd.

Chubb anuncia mudanças na liderança da unidade global de resseguros

A Chubb Limited anunciou mudanças na liderança de sua divisão global de resseguros, a Chubb Tempest Re, com vigência a partir de 1º de agosto.

James Wixtead, atualmente Vice-Presidente Sênior do Grupo Chubb e Presidente do Chubb Tempest Re Group, assumirá o cargo de Presidente Executivo. Michael O’Donnell, Presidente de Divisão da Chubb Tempest Re USA, sucederá Wixtead como Vice-Presidente Sênior do Grupo Chubb e Presidente da Chubb Tempest Re, de acordo com comunicado à imprensa.

Em seu novo cargo de Presidente Executivo, Wixtead será responsável pela supervisão de governança e pela assessoria estratégica das operações globais de resseguros da Chubb. O’Donnell assumirá a gestão executiva do dia a dia da Chubb Tempest Re. Ele se reportará a Evan G. Greenberg, Presidente do Conselho e Diretor Executivo da Chubb, e a John Keogh, Presidente e Diretor de Operações do Grupo Chubb.

A transição de liderança ocorre em um momento em que a Chubb mantém sua posição de destaque no setor de seguros, com capitalização de mercado de US$ 136,6 bilhões. De acordo com a análise do InvestingPro, a empresa é negociada com índice P/L de 12,43 e registrou um retorno expressivo de 30% no último ano.

Wixtead possui quase 40 anos de experiência no setor de seguros. Foi nomeado Vice-Presidente Sênior do ACE Group em julho de 2014 e tornou-se Presidente do ACE Tempest Re Group antes da aquisição da Chubb pela ACE em janeiro de 2016. Entre 2005 e 2014, atuou como Presidente de Divisão da ACE Tempest Re USA. Atualmente, exerce a função de conselheiro no Conselho de Administração da ABR Re.