Brasil impulsiona resultados da Mapfre, que mantém crescimento global no primeiro semestre

A Mapfre encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados sólidos, sustentados pela melhora da rentabilidade das operações de seguros, pelo desempenho financeiro e, principalmente, pela forte contribuição do Brasil. O grupo registrou lucro líquido de 624 milhões de euros, alta de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os prêmios emitidos alcançaram 16,13 bilhões de euros, avanço de 1,1%. O índice combinado consolidado de Não Vida melhorou para 92,8%, reforçando a disciplina técnica da companhia.

Na América Latina, a Mapfre apurou lucro de 218 milhões de euros, praticamente estável (-2,6%), mas o grande destaque foi novamente o Brasil. A operação brasileira respondeu por 136 milhões de euros do resultado regional — cerca de 62% de todo o lucro da América Latina — e ampliou seu lucro em 4,3% sobre o primeiro semestre de 2025. O índice combinado permaneceu em um excepcional 73,8%, um dos melhores de todo o grupo, evidenciando a elevada rentabilidade da carteira brasileira.

“Os resultados da Mapfre Brasil reforçam a consistência da estratégia que estamos executando no país, com uma atuação cada vez mais próxima de nossos clientes, distribuidores e do nosso sócio, o Banco do Brasil. Seguimos investindo em inovação, qualidade de serviço e distribuição para ampliar nossa participação no mercado e sustentar um crescimento rentável. Esse desempenho consolida o Brasil como a principal operação da Mapfre na América Latina e reforça seu papel como um pilar estratégico para o alcance dos objetivos globais do Grupo”, destaca Felipe Nascimento, CEO da Mapfre no Brasil.

Além da rentabilidade, o Brasil manteve um ROE de 25,1%, muito acima da média consolidada do grupo, que foi de 12,5%. Os prêmios emitidos no País somaram 2,249 bilhões de euros, crescimento de 4,1%, impulsionados pela valorização do real frente ao euro. Em moeda local, porém, houve retração de 0,7%, reflexo do ambiente de juros elevados, que continua limitando a venda de seguros atrelados ao crédito, especialmente nos segmentos Agro e Vida Risco. Em contrapartida, os ramos de seguros gerais, tanto corporativos quanto para pessoas físicas, sustentaram a expansão da operação brasileira.

No cenário global, a Península Ibérica permaneceu como a principal fonte de resultados da seguradora, com lucro de 279 milhões de euros, alta de 16,6%, enquanto a Mapfre Re, responsável pelos negócios de resseguro e grandes riscos, elevou seu lucro em 24,6%, para 186 milhões de euros, beneficiada pela menor ocorrência de grandes eventos catastróficos e pelo desempenho das carteiras de investimentos.

O presidente e CEO da Mapfre, Antonio Huertas, afirmou que os números confirmam a solidez do modelo de negócios da companhia. “Os primeiros seis meses do ano permitem confirmar a excelente evolução do Grupo. O modelo de negócio diversificado nos permite, com a devida cautela, ser otimistas em relação à segunda parte do ano”, afirmou. A expectativa da companhia é fortalecer ainda mais sua presença internacional com a conclusão da aquisição da Safety Insurance, prevista para o primeiro trimestre de 2027.

BC autoriza PicPay a comprar a seguradora Kovr, que era do Master 

O PicPay informou em nota que obteve a aprovação regulatória final do Banco Central (BC) para a aquisição da seguradora Kovr. A empresa já tinha recebido aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para a operação.

Segundo o PicPay, a Kovr traz sólidas capacidades de produto, tecnologia e operação em diversas linhas de seguros, bem como uma carteira de clientes consolidada. “Esta aprovação representa um marco importante no fortalecimento da plataforma de seguros do PicPay para mais de 68 milhões de clientes. As capacidades da Kovr são altamente complementares ao que construímos e, juntos, estaremos ainda mais bem posicionados para atender nossos clientes”, diz em nota Eduardo Chedid, CEO do PicPay.

HSBC vende negócio de seguros em Cingapura para Allianz por US$ 2,1 bilhões

O HSBC concordou em vender seu negócio de seguros de vida e saúde em Cingapura para a Allianz por US$ 2,1 bilhões, num movimento de reformulação de portfólio do banco britânico para se concentrar em mercados nos quais desfruta de melhores resultados. O HSBC receberá um pagamento inicial em dinheiro de US$ 200 milhões como parte do acordo.

A venda deverá gerar um ganho antes de impostos de cerca de US$ 1,8 bilhão no nível consolidado do Grupo HSBC, informou o banco na sexta-feira. Após a conclusão, HSBC e Allianz firmarão uma parceria de 15 anos que permitirá ao HSBC continuar distribuindo produtos de seguros para seus clientes em Cingapura.

O maior banco da Europa em ativos vem passando por uma ampla reformulação, cortando custos e otimizando operações à medida que acelera sua mudança para a Ásia, onde gera a maior parte de seus lucros. Em fevereiro, o executivo-chefe (CEO), Georges Elhedery, afirmou que o HSBC estava no caminho certo para se desfazer de negócios não estratégicos e de baixo retorno, além de atingir sua meta de redução de custos de US$ 1,5 bilhão no primeiro semestre, seis meses antes do previsto.

Desinvestimentos recentes incluem a venda de sua unidade de negócios International Wealth and Premier Banking na Indonésia para o Oversea-Chinese Banking Corp. de Cingapura, sua unidade de negócios de seguros de vida no Reino Unido para a Chesnara e sua unidade de private banking na Alemanha para o BNP Paribas.

Ao mesmo tempo, o HSBC continuou a fortalecer seu papel como uma ponte financeira entre o Ocidente e a China. No início deste ano, o banco com sede no Reino Unido concluiu a aquisição do Hang Seng Bank, um banco de Hong Kong que controlava há muito tempo, por quase US$ 14 bilhões.

“A transação faz parte da simplificação contínua do Grupo HSBC, que se concentra em aumentar a liderança e a participação de mercado nas áreas em que possui uma clara vantagem competitiva e as maiores oportunidades de crescimento e apoio aos seus clientes”, afirmou o HSBC.

A transação deverá ser concluída no primeiro semestre de 2027, sujeita às aprovações regulatórias.

Nova regra do resseguro mobiliza mercado e pode mudar gestão de grandes riscos

resseguros

A publicação da Resolução CNSP nº 494/2026 inaugura uma nova fase para o mercado brasileiro de resseguros. A norma, aprovada pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), substitui a Resolução nº 451/2022 e atualiza as regras das operações de resseguro, retrocessão, cosseguro, operações em moeda estrangeira e contratação de seguros no exterior para adequá-las ao Marco Legal dos Seguros (Lei nº 15.040/2024) e à Lei Complementar nº 213/2025.

O texto encerra um processo regulatório iniciado no fim de 2025, quando a Superintendência de Seguros Privados (Susep) submeteu a minuta à consulta pública. Desde então, seguradoras, resseguradores e entidades do setor aguardavam a regulamentação definitiva para entender como as mudanças previstas na nova legislação seriam implementadas na prática.

Embora mantenha dispositivos já conhecidos, como a oferta preferencial de pelo menos 40% das cessões aos resseguradores locais, a resolução traz mudanças que já começam a ser analisadas pelo mercado e podem alterar a estrutura de programas de resseguro, especialmente nos riscos corporativos de maior complexidade.

Nos bastidores, executivos do setor afirmam que as empresas ainda estão realizando uma avaliação detalhada dos impactos da nova regulamentação. Entre os principais pontos em análise estão os reflexos sobre capital e solvência, as novas exigências de governança e a adaptação dos programas de resseguro às regras estabelecidas pelo CNSP. Também há preocupação com as alterações envolvendo cláusulas de claims control, utilizadas em operações de grandes riscos para disciplinar a participação do ressegurador na condução dos sinistros. A expectativa é de que entidades representativas do mercado consolidem uma posição técnica nas próximas semanas e avaliem eventual necessidade de solicitar ajustes no cronograma de implementação.

Além de reforçar a preferência pelos resseguradores locais, a resolução amplia as exigências de governança. Seguradoras, cooperativas, entidades abertas de previdência complementar, administradoras de operações de proteção patrimonial mutualista e resseguradores locais deverão manter políticas formais de transferência de riscos, estabelecer critérios técnicos para seus programas de resseguro e retrocessão e fortalecer os controles internos sobre cessões, carteira de riscos e recuperação de sinistros.

Outro ponto relevante é a exigência de justificativas técnicas sempre que as cessões em resseguro ultrapassarem 90% dos prêmios emitidos. Para os resseguradores locais, haverá obrigação semelhante quando a retrocessão superar 70% dos prêmios. As informações deverão ser encaminhadas à Susep até 31 de março do exercício seguinte.

A resolução também incorpora conceitos previstos no Marco Legal do Seguro ao disciplinar a formação dos contratos de resseguro. O contrato passa a ser considerado formado com o aceite do ressegurador ou, na ausência de manifestação, pelo silêncio após 20 dias do recebimento da proposta. A formalização documental poderá ocorrer em até 90 dias do início da vigência da cobertura, inclusive por meios eletrônicos.

No segmento de vida e previdência, permanece a exclusividade dos resseguradores locais para operações relacionadas aos planos de sobrevivência e de previdência complementar aberta, preservadas as exceções previstas para coberturas de risco comercializadas isoladamente.

A norma reforça ainda um princípio importante para os consumidores: a responsabilidade perante o segurado permanece integralmente com a seguradora, independentemente das condições estabelecidas no contrato de resseguro ou de eventual descumprimento de obrigações pelo ressegurador.

A expectativa agora é que o mercado conclua a análise técnica da Resolução CNSP nº 494 e identifique seus impactos práticos sobre programas de resseguro, capacidade de retenção de riscos e estrutura de proteção das seguradoras. A regulamentação era aguardada desde a aprovação do Marco Legal dos Seguros e deverá orientar a nova dinâmica do mercado brasileiro de resseguros nos próximos anos.

Para o advogado Sergio Mello, especialista em Direito do Seguro, a resolução representa mais um passo no processo de adaptação do mercado ao Marco Legal dos Seguros. Segundo ele, embora a maior parte das sugestões apresentadas durante a consulta pública não tenha sido incorporada, a Susep deixou espaço para regulamentações complementares, especialmente em temas operacionais como a apresentação de propostas de resseguro. “A autarquia sinalizou que poderá editar normas complementares à medida que surgirem situações práticas. Isso é importante porque o mercado é dinâmico e a regulamentação precisa acompanhar essa evolução”, afirma.

Mello observa que os efeitos da nova legislação já começaram a ser percebidos antes mesmo da publicação da resolução. Segundo ele, o mercado registrou um aumento das operações de resseguro facultativo e do cosseguro, movimento que busca dar mais flexibilidade à estruturação dos riscos em um ambiente de adaptação às novas regras. “Todo início de vigência de uma legislação gera um período de acomodação. O mercado fica mais cauteloso, testa novas estruturas e, ao longo do tempo, a interpretação tende a amadurecer, seja por novas normas da Susep ou pela própria jurisprudência”, explica.

Acidente com a Trivia Trens conta com seguro da Sompo para danos materiais e responsabilidade civil

acidente metro

A paralisação das três linhas operadas pela Trivia Trens na manhã desta quinta-feira (23), em São Paulo, também mobiliza o mercado de seguros. A concessionária possui duas apólices contratadas: uma para cobertura de danos materiais ao patrimônio e outra de responsabilidade civil para eventuais prejuízos causados a terceiros. O programa de seguros foi estruturado pela corretora Lockton Brasil e tem a Sompo Seguros como seguradora, que conta um pool de resseguradores.

Segundo Emerson Bueno, diretor Comercial da Megabrokers e Licitações, a existência dessas coberturas permite que a concessionária concentre seus esforços na retomada da operação enquanto os procedimentos de regulação seguem seu curso. “Existe seguro tanto para danos materiais quanto para terceiros. Agora é prestar atendimento ao segurado e concentrar esforços para que as linhas retomem o quanto antes a sua funcionalidade. É para isso que serve o seguro”, afirmou.

De acordo com a Trivia Trens, a causa mais provável da paralisação foi um curto-circuito em um dos trens da Linha 12-Safira. Segundo o diretor de Operações da concessionária, Paulo Ferreira, a falha elétrica provocou um incêndio e levou ao desligamento automático das subestações de energia entre as estações Brás e Bresser-Mooca, interrompendo a circulação das três linhas, em coletiva.

“Obviamente que a gente vai ter que aprofundar a investigação, mas tudo leva a crer que foi uma falha em um dos trens que estava circulando na via. Ele causou um curto e, quando ocorre esse curto, as subestações ao redor identificam o problema e se protegem”, afirmou o executivo.

Ferreira explicou que o desligamento ocorreu como medida de proteção do próprio sistema ferroviário. “A falha em um trem especificamente acabou derrubando, por segurança do sistema, a energização em todo aquele trecho”, disse.

As equipes da Sompo e da Lockton já estão no local para auxiliar o segurado e participar da apuração das causas do incidente que serão investigadas. Em operações de infraestrutura como a ferroviária, programas de seguros normalmente incluem coberturas para danos ao patrimônio, equipamentos e responsabilidade civil, permitindo a continuidade da operação e a proteção financeira diante de eventos inesperados.

Yelum reforça patrocínio ao Cine Autorama e transforma experiência em jornada de cuidado

 A Yelum, marca seguradora do Grupo HDI, é mais uma vez a patrocinadora oficial do Cine Autorama, o primeiro cinema drive-in itinerante do Brasil. Entre os meses de julho e outubro, o circuito da edição 2026 passará por Goiânia (GO), Sorocaba (SP), Campinas (SP) e Piracicaba (SP), oferecendo sessões gratuitas de filmes como Meu Sangue Ferve por Você, Superman, Pequena Miss Sunshine, F1 – O Filme, Elio e Quero Ser Grande, reunindo diferentes gerações em torno da experiência de assistir as produções ao ar livre.

Ao longo das etapas do circuito, a Yelum levará uma estrutura de assistência preparada para apoiar os participantes durante as sessões. A operação contará com um guincho personalizado e duas motos de auto socorro mecânico para atender eventuais ocorrências, como panes elétricas e baterias descarregadas (situação que pode ocorrer em cinemas drive-in, em que o áudio dos filmes é transmitido pelo rádio dos veículos). Além disso, serão distribuídos brindes exclusivos, como aromatizadores e lixeiras para carros, ampliando a experiência e o cuidado com os visitantes.

O patrocínio ao evento faz parte da agenda de sustentabilidade da Yelum, na qual uma das orientações é incentivar iniciativas culturais que promovam experiências relevantes para diferentes públicos e fortaleçam a conexão da marca com o cotidiano das pessoas. Alinhada aos atributos de proteção, prevenção e proximidade, a seguradora busca ocupar territórios que traduzem seu propósito de oferecer tranquilidade em diferentes momentos da vida dos clientes, indo além da contratação do seguro.

“Queremos que cada vez mais clientes, parceiros e o público em geral conheçam a Yelum por meio de experiências positivas, nas quais a proteção esteja presente de forma natural. O Cine Autorama, que reúne lazer, mobilidade e convivência, é um território que conversa diretamente com o propósito da marca. Mais do que apoiar um projeto artístico, queremos incentivar a cultura da proteção e ressaltar como o seguro acompanha as pessoas em diferentes momentos da vida, oferecendo tranquilidade para que elas possam desfrutar dos momentos importantes com tranquilidade”, afirma Daniel Mello, diretor de Transformação do Grupo HDI.

Hero Seguros acelera expansão na América Latina com aquisição do Grupo CAM no México

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A Hero Seguros, insurtech brasileira especializada no modelo B2B2C, realizou seu primeiro movimento de fusões e aquisições com a compra de 100% do Grupo CAM, representante e Agente Geral de Vendas (GSA) da Europ Assistance no México. 

A aquisição marca a entrada da Hero no mercado mexicano e integra a estratégia de internacionalização de seu negócio de seguro-viagem. Com a operação, a empresa passa a contar com uma estrutura local, uma rede de canais e parceiros consolidada, além de relacionamentos comerciais já estabelecidos no país.

Considerado estratégico para a Hero, o mercado mexicano combina relevância operacional e elevado potencial comercial no segmento de seguro-viagem. Somente em 2025, 18 milhões de viajantes mexicanos tiveram os Estados Unidos como destino, fazendo do México o principal emissor internacional para o país, segundo o National Travel and Tourism Office, ligado ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos. 

“O México sempre esteve nos nossos planos de expansão. A aquisição reduz nossa curva de entrada ao incorporar uma operação local, uma equipe experiente e relacionamentos já consolidados. Isso nos permitirá avançar com mais velocidade e conhecimento das particularidades comerciais e regulatórias do país”, diz Guilherme Wroclawski, co-founder e co-CEO da Hero Seguros.

A Hero levará para a operação mexicana sua tecnologia de distribuição, atendimento e gestão de sinistros. A estratégia é combinar a estrutura já existente, com o modelo tecnológico e comercial desenvolvido pela insurtech no Brasil. O atual country manager permanecerá à frente da operação, que passará a atuar sob a marca Hero Seguros. 

“Para o modelo B2B2C da Hero, contar com uma rede sólida de relacionamentos com diferentes players do ecossistema de viagens é fundamental. O Grupo CAM já possui uma atuação consolidada e conexões estratégicas no mercado mexicano, o que amplia nossa capacidade de penetração e acelera a construção de uma operação relevante no país”, afirma Raphael Swierczynski, cofundador e co-CEO da Hero Seguros.

A insurtech, após quatro anos de operação totalmente “bootstrapped”, concluiu recentemente sua primeira rodada de investimentos no valor de R$ 35 milhões. Parte do investimento foi destinado à aquisição da empresa mexicana. Com a expansão, a Hero passa a operar em oito países: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e, com a entrada no México, atuará também na Colômbia, Honduras e Costa Rica. 

No Brasil, a empresa é um os principais players de insurtech, com participação de mercado de quase 15% no seguro viagem, faturamento de R$ 215 milhões em 2025 e projetando aproximadamente R$400 milhões no final de 2026. A estimativa já considera os resultados esperados com a nova operação mexicana. Em dezembro, a operação Latam deve representar cerca de 10% do faturamento da empresa.

Icatu Seguros eleva capital segurado individual para até R$ 150 milhões

LUCIANA BASTOS ICATU

A Icatu Seguros, maior seguradora independente do Brasil em Vida, Previdência e Capitalização, anunciou a ampliação para até R$150 milhões do capital segurado disponível em suas soluções de seguro de vida individual, o maior valor atualmente oferecido no mercado brasileiro.

Ampliando o acesso aos produtos de proteção, a companhia também elevou a idade de ingresso até 80 anos e oferece capitais segurados que vão de R$50 mil a R$150 milhões. Além disso, o portfólio foi complementado com opções de seguro mais acessíveis, sem a possibilidade de resgate. Em breve, a companhia também disponibilizará uma nova solução de seguro com pagamento único e possibilidade de resgate.

A ampliação do capital segurado reforça a capacidade da companhia de atender famílias, empresários e clientes com estruturas patrimoniais mais sofisticadas, oferecendo soluções para proteção financeira, geração de liquidez e planejamento sucessório familiar e empresarial. Ao mesmo tempo, a Icatu mantém opções com preços a partir de R$26 mensais, demonstrando a abrangência de um portfólio preparado para atender diferentes perfis, momentos de vida e necessidades de proteção.

Braga: “Nosso portfólio de produtos é pautada em oferecer flexibilidade e personalização”

“Nossa missão na Icatu é proteger a maior quantidade possível de brasileiros, portanto, a evolução do nosso portfólio de produtos é pautada em oferecer flexibilidade e personalização. Dessa forma, conseguimos colocar a necessidade do cliente em primeiro lugar e, a partir disso, oferecer soluções completas de seguro de vida e de previdência privada. Proteção não pode ser um privilégio e nem uma solução padronizada, pois cada pessoa tem uma realidade financeira, uma estrutura familiar e um projeto de vida diferente. Nosso papel é compreender essa diversidade e oferecer respostas à altura, da proteção essencial às estratégias patrimoniais e sucessórias mais sofisticadas”, afirma Antonio Carlos de Almeida Braga, Diretor de Produtos da Icatu Seguros.

Os lançamentos reforçam a estratégia da Icatu de ampliar as possibilidades de proteção oferecidas aos seus clientes, combinando seguro, previdência e planejamento patrimonial em uma visão integrada das necessidades financeiras ao longo da vida.

Seguro amplia liquidez para a sucessão familiar e empresarial

O desenvolvimento do mercado de wealth management e a maior preocupação das famílias brasileiras com a transferência de patrimônio entre gerações têm ampliado a presença do seguro de vida nas estratégias de planejamento sucessório.

Nos seguros de vida, o capital pago em razão da morte do segurado, em regra, não integra a herança nem depende da conclusão do inventário. Os recursos são destinados diretamente aos beneficiários indicados na apólice, conforme a legislação, as condições contratuais e a apresentação da documentação necessária.

Essa característica pode ser especialmente relevante em patrimônios compostos por empresas, imóveis ou outros ativos de menor liquidez. Nessas situações, o seguro disponibiliza recursos para a manutenção financeira da família, o pagamento de despesas, a reorganização societária ou a continuidade dos negócios, sem que os beneficiários precisem vender ativos de forma imediata.

“O papel do seguro dentro do planejamento patrimonial é bastante objetivo: disponibilizar recursos em um momento no qual tempestividade, liquidez e previsibilidade fazem diferença. Isso ajuda a preservar o patrimônio e evita que decisões importantes sejam tomadas às pressas ou em condições desfavoráveis”, explica Luciana Bastos, Diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros.

O lançamento ocorre em um período de forte expansão da carteira de seguro de vida da Icatu. Em 2025, a companhia registrou R$6,1 bilhões em prêmios retidos no segmento, avanço de 19% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 67,1% em vida individual.

Ao longo de 2025, a Icatu pagou aproximadamente R$1,8 bilhão em indenizações de seguro de vida, recursos destinados à proteção financeira de famílias, profissionais e empresas em diferentes regiões do país.

“Esses números mostram que o seguro de vida está ocupando um espaço cada vez mais relevante no planejamento financeiro dos brasileiros. Nosso compromisso é continuar evoluindo para ampliar o acesso à proteção e oferecer soluções capazes de acompanhar as pessoas em diferentes fases da vida, sempre com subscrição responsável, visão de longo prazo e solidez”, conclui Luciana.

Bradesco Seguros leva estratégia regionalizada ao RJ para ampliar cultura do seguro auto

A Bradesco Seguros lançou uma ação de marketing voltada ao fortalecimento da cultura do Seguro Auto em Niterói e na Região Serrana do Rio de Janeiro. A iniciativa reúne mídia digital, comunicação direcionada a clientes e gerentes do Banco Bradesco, ações voltadas aos corretores e conteúdos segmentados para aproximar o produto das características e necessidades de cada mercado.
 

A estratégia contempla os municípios de Niterói, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, regiões que concentram mais de 1,1 milhão de habitantes e apresentam características distintas de mobilidade, perfil econômico e potencial para expansão do seguro automóvel. A proposta é ampliar o diálogo com consumidores e parceiros comerciais por meio de uma comunicação mais próxima da realidade local, reforçando os diferenciais do Bradesco Seguro Auto e o papel da proteção no dia a dia.
 

Emanuel Nascimento, Superintendente Sênior Regional da Bradesco Seguros

 
“Acreditamos que uma comunicação regionalizada gera mais conexão com as pessoas e torna a mensagem mais relevante. Cada mercado possui necessidades próprias, e aproximar nossa atuação dessa realidade contribui para ampliar a percepção de valor do seguro e fortalecer o relacionamento com clientes e corretores”, afirma Emanuel Nascimento, Superintendente Sênior Regional da Bradesco Seguros.

Além das ações voltadas ao público final, a iniciativa também contempla materiais exclusivos para corretores e para a rede de distribuição, reforçando o papel desses profissionais como principal elo entre a seguradora e o cliente. 
 

“Mais do que divulgar um produto, buscamos construir uma comunicação relevante para cada região, utilizando dados, comportamento do consumidor e canais adequados para tornar a experiência mais próxima e eficiente”, destaca Ana Cláudia Frighetto Gonzalez, superintendente sênior de Marketing da Bradesco Seguros.

Austral Re destaca potencial dos seguros inclusivos diante da falta de cobertura para 4 bilhões de pessoas no mundo

Alexandra Monteiro Austral Re

Mais de 4 bilhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a qualquer tipo de seguro formal, e o volume de recursos que deixa de chegar a famílias em razão dessa falta de cobertura é estimado em US$ 1,7 trilhão por ano. Os dados foram levantados e apresentados pela diretora de Subscrição de Vida e Saúde da Austral Re, Alessandra Monteiro, durante o Encontro de Resseguros do Rio de Janeiro. Os números evidenciam um dos principais desafios da indústria seguradora e apontam para um mercado com amplo potencial de desenvolvimento.

A exclusão de uma parcela significativa da população mundial desse mercado levou especialistas a debaterem os chamados seguros inclusivos, que vêm ganhando espaço como alternativa para ampliar o acesso à proteção financeira entre populações de baixa renda e grupos historicamente afastados desse setor. 

Em sua apresentação, Alessandra destacou que a expansão do segmento exige mais do que a oferta de produtos de menor custo. Para ela, o desafio passa pela criação de soluções compatíveis com a realidade de populações que permanecem à margem do sistema financeiro tradicional, seja por limitações de renda, dificuldade de acesso aos canais de distribuição ou falta de familiaridade com o seguro.

“Quando falamos em seguros inclusivos, estamos falando de adaptar produtos, linguagem, canais de venda e processos à realidade de pessoas que nunca tiveram acesso à proteção financeira. É uma oportunidade de ampliar a cobertura securitária e, ao mesmo tempo, gerar impacto social relevante”, afirma.

Segundo a executiva, iniciativas desenvolvidas em diferentes países demonstram que a combinação de tecnologia com distribuição digital e parcerias locais pode ampliar significativamente o alcance do seguro. Modelos estruturados por meio de aplicativos, cooperativas, programas sociais e outras plataformas têm permitido levar proteção a públicos historicamente desassistidos.

O resseguro exerce um papel decisivo ao permitir que seguradoras ampliem sua capacidade de operação e sustentem carteiras com grande volume de segurados e prêmios reduzidos. Além da absorção de riscos, o segmento contribui com conhecimento técnico, modelagem atuarial e desenvolvimento de produtos adequados a mercados ainda pouco explorados.

“O resseguro funciona como um viabilizador desse ecossistema. Ele oferece suporte financeiro, ajuda na precificação dos riscos e contribui para que as seguradoras possam expandir sua atuação de forma sustentável, mesmo em segmentos que apresentam desafios operacionais e estatísticos mais complexos”, explica Alessandra.

A executiva ressalta que fatores como transformação digital e avanço das insurtechs, além de crescente interesse por iniciativas ligadas à inclusão financeira e à agenda ESG criam um ambiente favorável para a expansão desse mercado.

“Existe uma demanda reprimida enorme por proteção financeira. Levar o seguro para populações que hoje não têm acesso a esse instrumento representa não apenas um ganho social, mas também uma importante oportunidade de crescimento para o setor nos próximos anos”, conclui.