Brasil impulsiona resultados da Mapfre, que mantém crescimento global no primeiro semestre

Grupo espanhol registra lucro de 624 milhões de euros e destaca desempenho técnico da operação brasileira, responsável por mais de 60% do resultado da América Latina.

A Mapfre encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados sólidos, sustentados pela melhora da rentabilidade das operações de seguros, pelo desempenho financeiro e, principalmente, pela forte contribuição do Brasil. O grupo registrou lucro líquido de 624 milhões de euros, alta de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os prêmios emitidos alcançaram 16,13 bilhões de euros, avanço de 1,1%. O índice combinado consolidado de Não Vida melhorou para 92,8%, reforçando a disciplina técnica da companhia.

Na América Latina, a Mapfre apurou lucro de 218 milhões de euros, praticamente estável (-2,6%), mas o grande destaque foi novamente o Brasil. A operação brasileira respondeu por 136 milhões de euros do resultado regional — cerca de 62% de todo o lucro da América Latina — e ampliou seu lucro em 4,3% sobre o primeiro semestre de 2025. O índice combinado permaneceu em um excepcional 73,8%, um dos melhores de todo o grupo, evidenciando a elevada rentabilidade da carteira brasileira.

“Os resultados da Mapfre Brasil reforçam a consistência da estratégia que estamos executando no país, com uma atuação cada vez mais próxima de nossos clientes, distribuidores e do nosso sócio, o Banco do Brasil. Seguimos investindo em inovação, qualidade de serviço e distribuição para ampliar nossa participação no mercado e sustentar um crescimento rentável. Esse desempenho consolida o Brasil como a principal operação da Mapfre na América Latina e reforça seu papel como um pilar estratégico para o alcance dos objetivos globais do Grupo”, destaca Felipe Nascimento, CEO da Mapfre no Brasil.

Além da rentabilidade, o Brasil manteve um ROE de 25,1%, muito acima da média consolidada do grupo, que foi de 12,5%. Os prêmios emitidos no País somaram 2,249 bilhões de euros, crescimento de 4,1%, impulsionados pela valorização do real frente ao euro. Em moeda local, porém, houve retração de 0,7%, reflexo do ambiente de juros elevados, que continua limitando a venda de seguros atrelados ao crédito, especialmente nos segmentos Agro e Vida Risco. Em contrapartida, os ramos de seguros gerais, tanto corporativos quanto para pessoas físicas, sustentaram a expansão da operação brasileira.

No cenário global, a Península Ibérica permaneceu como a principal fonte de resultados da seguradora, com lucro de 279 milhões de euros, alta de 16,6%, enquanto a Mapfre Re, responsável pelos negócios de resseguro e grandes riscos, elevou seu lucro em 24,6%, para 186 milhões de euros, beneficiada pela menor ocorrência de grandes eventos catastróficos e pelo desempenho das carteiras de investimentos.

O presidente e CEO da Mapfre, Antonio Huertas, afirmou que os números confirmam a solidez do modelo de negócios da companhia. “Os primeiros seis meses do ano permitem confirmar a excelente evolução do Grupo. O modelo de negócio diversificado nos permite, com a devida cautela, ser otimistas em relação à segunda parte do ano”, afirmou. A expectativa da companhia é fortalecer ainda mais sua presença internacional com a conclusão da aquisição da Safety Insurance, prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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