A Mapfre encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados sólidos, sustentados pela melhora da rentabilidade das operações de seguros, pelo desempenho financeiro e, principalmente, pela forte contribuição do Brasil. O grupo registrou lucro líquido de 624 milhões de euros, alta de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os prêmios emitidos alcançaram 16,13 bilhões de euros, avanço de 1,1%. O índice combinado consolidado de Não Vida melhorou para 92,8%, reforçando a disciplina técnica da companhia.
Na América Latina, a Mapfre apurou lucro de 218 milhões de euros, praticamente estável (-2,6%), mas o grande destaque foi novamente o Brasil. A operação brasileira respondeu por 136 milhões de euros do resultado regional — cerca de 62% de todo o lucro da América Latina — e ampliou seu lucro em 4,3% sobre o primeiro semestre de 2025. O índice combinado permaneceu em um excepcional 73,8%, um dos melhores de todo o grupo, evidenciando a elevada rentabilidade da carteira brasileira.
Além da rentabilidade, o Brasil manteve um ROE de 25,1%, muito acima da média consolidada do grupo, que foi de 12,5%. Os prêmios emitidos no País somaram 2,249 bilhões de euros, crescimento de 4,1%, impulsionados pela valorização do real frente ao euro. Em moeda local, porém, houve retração de 0,7%, reflexo do ambiente de juros elevados, que continua limitando a venda de seguros atrelados ao crédito, especialmente nos segmentos Agro e Vida Risco. Em contrapartida, os ramos de seguros gerais, tanto corporativos quanto para pessoas físicas, sustentaram a expansão da operação brasileira.
No cenário global, a Península Ibérica permaneceu como a principal fonte de resultados da seguradora, com lucro de 279 milhões de euros, alta de 16,6%, enquanto a Mapfre Re, responsável pelos negócios de resseguro e grandes riscos, elevou seu lucro em 24,6%, para 186 milhões de euros, beneficiada pela menor ocorrência de grandes eventos catastróficos e pelo desempenho das carteiras de investimentos.
O presidente e CEO da Mapfre, Antonio Huertas, afirmou que os números confirmam a solidez do modelo de negócios da companhia. “Os primeiros seis meses do ano permitem confirmar a excelente evolução do Grupo. O modelo de negócio diversificado nos permite, com a devida cautela, ser otimistas em relação à segunda parte do ano”, afirmou. A expectativa da companhia é fortalecer ainda mais sua presença internacional com a conclusão da aquisição da Safety Insurance, prevista para o primeiro trimestre de 2027.























