Conjuntura CNseg nº 21: desafios e impactos provocados pela pandemia

Fonte: CNseg

A nova edição da Conjuntura CNseg (nº 21) está disponível no portal  da CNseg (cnseg.org.br) com uma série de conteúdos que analisam os impactos e desafios provocados pela pandemia aos segmentos  de Danos e Responsabilidades, Capitalização, Saúde Suplementar e Cobertura de Pessoas, em um cenário de grande incerteza econômica, política e até mesmo jurídica. Além disso, traz artigos sobre temas como sustentabilidade, regulação, estatístico e jurídico.  

Em Danos e Responsabilidades, é apresentada a perspectiva positiva para o Seguro Residencial em consequência do regime de home officeadotado durante a pandemia. Há o consenso de que o fato da casa ter se tornado uma extensão do trabalho amplia a percepção dos riscos envolvidos, endereçando ao seguro uma demanda adicional de pedidos das mais variadas coberturas.

Em outro capítulo, o interessado é informado sobre os desafios enfrentados pela FenaCap ao assumir a operacionalização de sorteios substituindo as extrações da Loteria Federal, o que ocorreu logo após a Caixa Econômica Federal anunciar a suspensão da modalidade, cujos resultados servem de base para premiação dos títulos de capitalização.

Sobre o comportamento do mercado de Saúde Suplementar após o fim da pandemia, os efeitos ainda são incertos e será preciso avaliar ao longo do tempo como as empresas se comportarão e como a renda das pessoas será afetada. Mais do que isso, se a retomada será rápida, uma curva em V, ou se será devagar, uma curva em W ou em L.

A abordagem sobre Cobertura de Pessoas envolve “o novo consumidor e suas novas necessidades”. De acordo com o conteúdo, “a pandemia fará com que surja um novo consumidor. Embora ainda incertas suas feições finais, algumas características já são possíveis de serem vislumbradas como, por exemplo, a interação cada vez maior com os canais digitais e crescente conscientização sobre a necessidade de proteção”. 

No boxe sobre sustentabilidade, um guia produzido pela ONG global WWF, em conjunto com a Unesco e a Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas, e lançado no Brasil em outubro de 2019, ajuda a esclarecer o papel do setor de seguros na proteção da biodiversidade. No campo da regulação, a atenção dispensada aos controles internos relativos à prevenção aos crimes de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo (LD/FT) deve continuar mesmo em tempos de pandemia.

Outro estudo trata de verificar a existência de quebras estruturais em séries temporais de arrecadação do setor segurador, capazes até de impossibilitar diversas análises estatísticas importantes, dependendo dos seus impactos. O tema jurídico também é abordado na publicação, destacando que desde o início da pandemia houve um aumento expressivo no quantitativo de proposições legislativas apresentadas perante o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa do Distrito Federal e as Assembleias Legislativas. O último capítulo é dedicado a publicações selecionadas, que abordam diversas temáticas relacionadas à atividade seguradora, na forma de trabalhos para discussão, livros e artigos acadêmicos, além de teses e dissertações de mestrado e doutorado nas mais diversas áreas do conhecimento.

HDI apoia uso de tecnologia em iniciativa para localizar pessoas desaparecidas

Solução MultiplierApp dá suporte ao projeto “Volta Pra Casa”, apoiado pela HDI Seguros, que já ajudou a localizar mais de 130 pessoas desaparecidas e reuniu diversas famílias

FonteL HDI

O projeto “Volta Pra Casa”, apoiado pela HDI Seguros e que combina tecnologia e distribuição de conteúdo em rede para potencializar os apelos de famílias à procura de parentes, ajudou a localizar 137 pessoas desaparecidas. Iniciada no último trimestre de 2019, a ação conta com a parceria de diversas ONGs e apoiadores para conectar pessoas em busca de parentes desaparecidos em todo o Brasil e até o momento colaborou para que muitas famílias pudessem retomar o convívio com seus parentes desaparecidos.

A história da família Santos, de Ibicarai, na Bahia, foi uma das mais emocionantes do projeto. A separação dos familiares aconteceu por conta da condição psiquiátrica da mãe deles, que por sofrer de esquizofrenia, teve de dar os quatro filhos para adoção. Já em idade adulta, Valdelice Santos, uma das filhas, soube do “Volta Pra Casa” e começou a busca pelos irmãos com ajuda do projeto, tendo reencontrado dois deles, Washington e Catarina de imediato, e uma sobrinha, filha de uma irmã já falecida.

Depois de 35 anos, Valdelice teve o seu primeiro contato com a família no final do ano passado, por telefone, o que ela descreve como “um presente de Natal para minha mãe e para todos nós”.  A reconstrução dos laços parentais representa o início de uma nova fase para a família, que em janeiro deste ano teve o primeiro encontro em família, com direito a fotos e vídeos registrando o momento especial. “A gente está muito feliz, pois a família é muito grande e só temos que agradecer”, comemora.  

“Dados levantados pelo projeto indicam que mais de 100 pessoas desaparecem por dia no Brasil, sendo metade delas crianças e adolescentes. Na HDI valorizamos muito o aspecto humano das ações e por isso nos sensibilizamos com o projeto e decidimos contribuir com a causa. Por meio de um aplicativo e muitos esforços, foi possível proporcionar doze finais felizes para famílias que agora estão unidas”, afirma Murilo Riedel, presidente da HDI Seguros.

O projeto “Volta Pra Casa” utiliza o aplicativo MultiplierApp, que permite o acesso unificado de diferentes perfis de redes sociais em uma única plataforma, com a possibilidade de programar vídeos ou transmissões ao vivo, que são condensados em links compartilháveis. A partir do momento em que o link é clicado, o usuário que autorizar a indexação do conteúdo às suas redes sociais exibe o material a todos os seus contatos simultaneamente, maximizando a audiência ao produtor original.

A solução ajuda a viralizar os materiais, potencializando as possibilidades de reencontros. A entidade Mães da Sé atua como curadora dos conteúdos, que devem ser enviados por WhatsApp e compostos por um vídeo curto com as últimas informações sobre a pessoa antes do desaparecimento, duas fotos dela e o Boletim de Ocorrência do caso. Depois de validado, o material é inserido no banco de dados da entidade, sendo imediatamente encaminhado ao MultiplierApp, que faz a edição final e dispara para toda a rede cadastrada lá, disseminando assim os apelos.

Seguradoras e operadoras de saúde no Brasil na mira de hackers

É o que afirmou ontem o russo Eugene Kaspersky em coletiva

O russo Eugene Kaspersky, dono da companhia multinacional de segurança digital que leva seu sobrenome, apresentou ontem um cenário de alta nos ataques detectados globalmente entre os clientes, informa o Valor na edição do dia 3. O mês de abril superou em 10 milhões de detecções (70 milhões no total) o de janeiro, que é considerado um dos meses com maior número de ataques no ano, ao lado de dezembro.

Na América Latina, o pico foi em março. Em maio, houve recuo na região, inclusive no Brasil. O país, aliás, tem sido um dos mais visados no mundo este ano para os ataques de sequestro de dados, no qual os criminosos pedem resgate para liberar informações, o chamado ransonware, traz o Valor. 

Entre os alvos estão empresas de seguros e hospitais, o que o especialista classificou como temerário, já que isso pode acarretar problemas capazes de levar à morte de pessoas.

Leia a matéria completa no portal do Valor Econômico, que traz muitos dados interessantes.

Santander cria pacote de proteção para microempreendedores

Microsseguro tem três coberturas, custa R$ 9,90 por mês e é garantido pela Zurich Santander

Responsa Prospera, um projeto do Santander que tem como objetivo fazer o microempreendedor não parar, traz um pacote de seguros sob medida. “Se o microempreendedor deixa de trabalhar porque ficou doente, damos uma grana para ele se manter. Se precisar farmácia, temos desconto 25%, se precisar de consulta médico ou exame consulta médica por um preço especial. E também se ele tiver problemas com o equipamento dele, temos uma oferta para ele. E tudo isso por R$ 9,90 por mês”, diz Joseph, do Santander, em vídeo promocional. O seguro é garantido pela Zurich Santander.

“Orgulhoso de criar um produto inédito que romperá o conceito de microsseguro no Brasil. Se acreditamos que podemos fazer a diferença, não podemos desistir! Este é o conceito de produto que venho defendendo nos últimos anos no mercado”, disse Alex Körner, head da Auto Compara, insurtech do Santander Brasil, e membro do comitê de Inteligência de Negócios da CNseg.

“Traduzindo de fato o seguros de acordo com a necessidade do cliente”, diz entusiasmadíssimo com o pacote de seguros que sua equipe viabilizou para oferta aos microempreenderes. A mudança no setor de seguros, começou sim e este projeto prova isso”, afirmou.

Saiba mais neste link

Suhai e Ifood fazem parceria para ofertar seguro para entregadores

Desconto no valor do seguro faz parte do programa Delivery de Vantagens

Fonte: Suhai

A Suhai Seguradora firmou uma parceria com o IFood para beneficiar os cerca de 180 mil profissionais cadastrados no maior aplicativo de entregas do país. Até o dia 30 de junho, os motofretistas cadastrados poderão acessar o Delivery de Vantagens do iFood, cotar e contratar o seguro de Furto e Roubo com desconto exclusivo no valor do seguro. O processo é feito através da corretora de seguros Sequoyah, parceira da Suhai. 

“Nossa ideia é proporcionar um processo rápido e sem burocracia para facilitar a vida dos milhares de motofretistas cadastrados no aplicativo”, revela Robson Tricarico, diretor comercial da Suhai. “A parceria com o iFood Delivery de Vantagens é mais uma iniciativa da Suhai que busca conscientizar os profissionais dedicados ao serviço do delivery de que, com o seguro, podem continuar trabalhando sabendo que suas motos estão protegidas contra situações que não podem evitar e nem prever”. 

Para ajudar os motoboys e suas famílias da Covid-19, a Suhai distribuiu 15 mil máscaras reutilizáveis em tecido para motoboys de São Paulo, em abril e em maio para não clientes e clientes da seguradora. 

Para conhecer cotar o seguro da Suhai, os motofretistas devem acessar o aplicativo, selecionar a aba Perfil e aproveitar o desconto. 

Em live da SulAmérica, Dal Ri e líderes comerciais falam sobre campanhas e operação de Auto

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Fonte: SulAmérica Auto e Massificados

Em uma das maiores transmissões ao vivo do mercado segurador em período de distanciamento social, Eduardo Dal Ri, head da SulAmérica Auto e Massificados, conversou com mais de 3,5 mil corretores e assessorias na tarde desta segunda-feira (1º). Ao lado das lideranças comerciais da companhia – Christian Menezes (SP), José Henrique Pimentel (RJ, ES, Norte e Nordeste), Marco Neves (MG e Centro-Oeste), Gustavo Bopp (Sul) e Gilson Bochernitsan -, o executivo abordou um leque de temas que foi de campanhas de vendas a atualizações sobre o processo de venda da operação de Auto e Massificados para a Allianz. 

Um dos destaques do bate-papo com os corretores foi a campanha Super Campeões Auto, lançada na sexta-feira (29) e que levará para a Grécia, em 2021, os corretores com melhor desempenho em vendas. Dal Ri e os líderes comerciais destacaram algumas das campanhas em andamento para potencializar as vendas neste momento, bem como todo o suporte para a atuação do corretor e das assessorias. 

Dal Ri ressaltou que a campanha desse ano é uma forma de motivação e também de esperança por dias melhores. “Acreditamos que tudo isso vai passar e sairemos mais fortes. Vamos lutar para podermos comemorar quando estivermos em segurança”, afirma, em referência à pandemia provocada pela Covid-19 e a atuação sólida da SulAmérica Auto e Massificados neste momento. 

O processo de venda da operação de Auto e Massificados para a Allianz Brasil também entrou em pauta. Dal Ri e os líderes comerciais trouxeram atualizações sobre a negociação, ainda a ser concluída, e reforçaram a importância da parceria com o corretor para o novo momento, as oportunidades e o otimismo esperado para os próximos meses. 

Ainda, os executivos da SulAmérica Auto e Massificados responderam a uma série de perguntas dos corretores parceiros, como as expectativas para o futuro, a comercialização de produtos após a união com a Allianz e as oportunidades atuais, sobretudo em Auto Frota. 

A gravação do conteúdo estará disponível em breve no canal da SulAmérica Auto e Massificados no YouTube. 

Banco Inter oferece seguro auto 100% digital no Super App

Com alguns cliques e em poucos minutos é possível fazer a vistoria e contratar o seguro

Foi-se o tempo em que era necessário enfrentar filas para fazer a vistoria do automóvel e preencher muita papelada para contratar um seguro. No Banco Inter, os correntistas encontram na Plataforma de Proteção os melhores produtos para o momento da vida de cada cliente e já podem contratar de forma 100% digital o seguro auto garantido pela Liberty Seguros.

Todo o processo, da cotação do seguro à vistoria do automóvel, é realizado em poucos minutos, com alguns cliques, sem a necessidade de sair do aplicativo. O cliente adquire o produto de forma simples, rápida e segura. São seis opções de cotações para o cliente escolher a que mais se encaixa às suas necessidades. 

“Nossa proposta é simplificar a vida dos nossos clientes. E, ao digitalizar esse processo, estamos garantindo que as pessoas gastem menos tempo com burocracias e possam dedicar mais tempo ao que realmente importa”, explica Paulo Padilha, diretor da Inter Seguros. “Nosso time segue em busca de mudar o mercado de seguros, ir além dos seguros mais tradicionais e trazer soluções digitais, com uma carteira diversificada de produtos para cada momento da vida do nosso correntista”, reforça. 

O seguro auto inclui assistência 24 horas, com chaveiro, socorro mecânico, táxi e guincho, proteção contra danos causados a terceiros e cobertura dos vidros. O pagamento pode ser parcelado em até 10 vezes sem juros. No Super App, ao acessar a Plataforma de Proteção, os correntistas encontram todos os produtos para cuidar de tudo que importa de verdade. De Previdência a Consórcio, de Auto ao Seguro Pet, já são 15 produtos 100% digitais. 

Quem ainda não é cliente pode baixar o Super App na Apple Store ou Play Store, abrir uma conta de forma rápida e segura e acessar todos os benefícios da conta. 

Lucro das seguradoras recua 11% de janeiro a abril, para R$ 5 bilhões

Apesar da queda, o resultado do setor comparado a outros segmentos da economia é visto com grande alívio pelos executivos do setor

As seguradoras lucraram R$ 5,067 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, recuou de 11,1% em relação aos R$ 5,7 bilhões mesmo período do ano passado, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela consultoria Siscorp. A diferença de quase R$ 700 milhões de um ano para outro veio praticamente da Bradesco Seguros. O resultado da líder do ranking foi de R$ 1,5 bilhão de janeiro a abril deste ano, abaixo dos R$ 2,1 bilhões registrados em mesmo período do ano passado.

O maior impacto no lucro do setor foi sentido no primeiro trimestre — recuo de pouco mais de R$ 1 bilhão — quando as companhias tiveram de fazer a marcação a mercado dos títulos que tinham na carteira de investimento. A percepção de alguns executivos do setor é que o efeito daqui para frente agora seja mais por queda do faturamento em razão das consequências da pandemia Covid-19 do que por perdas com investimentos financeiros.

No entanto, manter o ganho com queda de faturamento é o grande desafio do setor, segundo comentou Rivaldo Leite, presidente do Sindicato das Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP) e vice-presidente de marketing da Porto Seguro, durante entrevista com jornalistas na semana passada. Segundo ele, as seguradoras terão de se adaptar a uma nova realidade.

“Acho que ninguém ainda fez as contas para recompor lucro”, citou ele. “Todo mundo foi pego de surpresa com o resultado do mercado financeiro no balanço do primeiro trimestre, e se não tem este resultado, tem de buscar de outras formas. Ou via aumento de preço ou redução de despesas administrativas”, citou.

A boa noticia é que a bolsa melhorou e ajudou a recuperar os resultados financeiros dos investimentos que foram impactados em março. “Mas mesmo assim é um tema sensível e que tem preocupados a todos, pois o mercado terá de buscar uma maior eficiência operacional. E essa eficiência não dá para ser conquistada somente com redução de sinistros, de despesas e com aumento de preços. Também temos de considerar que muitos concorrentes abaixam o preço e todos acabam acompanhando para não perder clientes. Todos estão debruçamos em como equacionar esta conta”, disse.

Veja o resultado de janeiro a abril de 2020 e logo abaixo o resultado de janeiro a abril de 2019:

CNseg realiza webinar com presidentes de sindicatos das seguradoras no dia 3

Fonte: CNseg

Na próxima quarta-feira, 03 de junho, das 14h30 às 16h, ocorrerá o quarto encontro da série CNseg Webinars. Os presidentes de Sindicatos das Seguradoras irão debater sobre o mercado de seguros na pandemia. Estarão presentes Alexandro Barbosa, Presidente do Sindseg BA/SE/TO e Diretor Regional da Allianz Seguros; José Rivaldo Leite, Presidente do Sindseg SP e VP de Vendas e Marketing da Porto Seguro; Marco Antonio Neves, Presidente do Sindseg MG/GO/MT/DF e Diretor da SulAmérica Seguros; Rolando Dalcin, Presidente do Sindseg N/NE e Superintendente Comercial Nordeste da Tokio Marine; e Marcio Coriolano, Presidente da CNseg e Diretor Presidente da Fenaseg.

Inscreva-se gratuitamente para assistir o Webinar “Os mercados regionais na COVID-19: a Visão dos Presidentes dos Sindicatos das Seguradoras”:

Artigo: Três pilares importantes para exercer comunicação

por Nuno David, Chief Marketing Officer do grupo MAG Seguros, ex-Mongeral Aegon

Fonte: Artigo publicado no portal da Aberje

Ao longo dos últimos cem anos o mundo passou por uma série de crises que tiveram como estopim conflitos políticos, crises econômicas, catástrofes naturais, guerras ou – caso desta que estamos vivendo – problemas sanitários. Ninguém e nenhuma empresa estava devidamente preparado, até porque a última pandemia de dimensões planetárias, a gripe espanhola, ocorreu em 1918. E, neste cenário, a Comunicação nunca foi tão importante nas corporações.

O primeiro ponto da minha análise é a comunicação para dentro de casa. Em um momento de incertezas e de risco eminente à saúde, transparência e cuidado com os colaboradores – sejam eles estagiários, aprendizes, funcionários ou terceirizados – é imperioso. A informação oficial, clara e periódica é fundamental para mitigar qualquer risco de notícias desencontradas ou qualquer sensação de pânico. A origem do boato é a ausência de informação de qualidade.

Para que isto seja feito de forma eficaz, é preciso pensar nos novos canais de comunicação que surgem com a adoção do regime de trabalho em home office. Num contexto em que as mensagens passam a ser 100% digitais, como trazer proximidade e gerar empatia? Os veículos e conteúdos audiovisuais, já em forte crescimento, assumiram muito rapidamente a primazia, por possibilitarem o ‘calor humano’ que o brasileiro valoriza.

Em uma segunda perspectiva, é preciso pensar nos clientes da sua empresa. Para este público, a credibilidade e a reputação da sua marca têm extrema relevância. Questões relacionadas à continuidade de serviços em alguns mercados, regras de contrato e forma de atendimento são dúvidas iniciais e frequentes.

É fundamental manter esta parceria empresa e cliente principalmente em um momento em que as pessoas estão analisando todos os seus custos. Para isso, é necessário ter, além de relevância, um bom vínculo de confiança já estabelecido. É isso que nos vai permitir procurar proativamente os nossos Clientes, ouvi-los, entender como os podemos ajudar neste momento, sem que eles se sintam invadidos. É hora de estar, de fato, presente na sua vida.

O terceiro aspecto é em relação à comunidade. É em momentos difíceis que vemos o declínio e o crescimento de diversos negócios. O Brasil é o segundo país do mundo em que as pessoas têm maior tempo de utilização em redes sociais: 225 minutos, segundo pesquisa GlobalWebIndex, do ano passado. Este dado deixa ainda mais evidente o nível de hiper conectividade do brasileiro e a importância do fenômeno da cooperação.

O momento e a sociedade exigem empatia. Mais do que lamentar a situação, as pessoas esperam ação por meio de iniciativas como o cuidado genuíno com seus colaboradores, doações para organizações do terceiro setor, entrega de serviços adicionais ou adesão a movimentos como o #nãodemita.

Em períodos de crise, mais do que nunca, as empresas devem estar focadas em praticar três pilares: a transparência, a credibilidade e a cooperação. A comunicação é um poderoso recurso para concretizar estes comportamentos. Mas esta é uma construção feita no dia a dia: as Marcas que já têm estes três pilares no seu DNA sofrerão menos impactos em momentos de crise.