O Globo: ‘O mercado de seguros é muito aquém do potencial’

A economista diz que o órgão finaliza pacote para estimular competição entre seguradoras e popularizar esse tipo de produto financeiro

Fonte: O Globo

No comando da Superintendência de Seguros Privados (Susep), a economista Solange Vieira finaliza um pacote de simplificação de regras para aumentar a competição no setor e popularizar esse tipo de produto financeiro. Na visão dela, o brasileiro ainda não vê o seguro como necessário, mas a pandemia mostrou o quanto é: houve aumento de pagamentos de seguros de vida, saúde, aluguel e previdência. Funcionária do BNDES e ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ela diz que o novo marco regulatório estimulará a entrada de novas empresas e o acesso dos consumidores a pacotes de pequenos seguros contra roubo de celular, computador ou bicicleta, por exemplo, a preços mais acessíveis.

As mudanças em elaboração pela Susep, são divididas em dois eixos. Um, já em consulta pública, trata dos chamados seguros massificados, voltados para consumidores. O outro, ainda em elaboração, diz respeito a seguros de grandes riscos, para empresas, como os exigidos em obras de infraestrutura. Como órgão regulador, a Susep tem autonomia para mudanças normativas sem passar pelo Congresso.Só para alterar o DPVAT, seguro obrigatório para o trânsito criado por lei, precisa de aprovação do Legislativo.

Em 2019, o governo editou uma medida provisória para extinguir esse tipo de seguro, mas não foi votada pelos parlamentares e perdeu a validade. Em entrevista ao GLOBO, Solange diz que a proposta foi mal interpretada. Admite que não há clima agora para uma nova tentativa, mas diz que o plano de acabar com o monopólio não foi abandonado.

O que muda para o consumidor no novo marco regulatório de seguros que a Susep prepara?

A gente quer que o brasileiro faça seguro. É importante que você tenha seguro de vida, de saúde, seguro-desemprego, que cubra a escola de seu filho se a sua renda cai, para o seu aluguel se você não consegue pagar. Há vários tipos de seguros, só que as regras sempre foram muito complicadas. A Susep sempre padronizou muito, não permitindo que seguradoras pudessem fazer produtos simples. Nosso objetivo é simplificar e permitir produtos simples, de preço acessível, para que a população passe a ter acesso ao seguro.

Por que o seguro é um produto que não vende tanto no Brasil?

E uma combinação de várias coisas. A estrutura regulatória é muito ruim, difícil, tem uma linguagem pouco acessível para a população. O brasileiro, culturalmente, não sente a necessidade de fazer seguro. O seguro por danos representa 1,1% do PIB. Na Argentina, está na casa de 3,1%. Seguro não é popular no Brasil, e o nosso trabalho é mudar isso. O único seguro que é popular é o de automóveis e, ainda assim, cobre só 30%, 40% da frota.

O que a Susep está fazendo para popularizar o seguro?

Uma das ações tem um nome complicado: sandbox (modelo de flexibilização de regras para estimular inovações). A ideia é fazer com que seguradoras pequenas possam desenvolver produtos simples, como seguro de celular, de computador, de bicicleta, de patinete, de equipamentos eletrônicos. Esses seguros não são praticados no Brasil em larga escala pelas grandes seguradoras. Nós baixamos o capital inicial da empresa e já temos mais de 10 inscritas. Na tradução literal seria mesmo uma ideia de caixa de areia onde você faz um teste com a empresa, tem que ser um projeto novo, ter bastante inovação.

Qual é a essência do novo marco regulatório do seguro?

A Susep sempre padronizou muito. Colocamos em consulta pública uma norma que a gente chama de massificados, que são seguros de valores menores, contratados por pessoas físicas, micro e pequenas empresas. Nesse seguro, ainda se precisa de um arcabouço de proteção do consumidor. Já em relação ao seguro de grandes riscos, o regulador tem que deixar as partes negociarem livremente. O objetivo é estimular a competição e produtos mais adequados. Quando o regulador interfere demais, você não consegue competir via preços porque todas as regras são dadas.

Qual a importância da flexibilização do seguro de grandes riscos?

Com a aprovação da nova lei do saneamento pelo Congresso, o Brasil tem um potencial enorme. São grandes obras de infraestrutura. Isso será importante em outras áreas, como energia elétrica, óleo e gás, construção de rodovias, hidrovias, aeroportos, na aviação e na exportação. A expectativa é que surjam novas empresas seguradoras no Brasil e haja atratividade para novos entrantes do mercado internacional. A gente tem 122 empresas, mas há espaço para muito mais. O mercado brasileiro se desenvolveu pouco devido ao regulador, e isso acabou gerando um número de empresas no mercado muito aquém do potencial.

Com o avanço da tecnologia, consumidores vão poder contratar seguro por aplicativo?

Essa é uma plataforma importante para a gente desenvolver produtos, e com bom preço para o consumidor. As seguradoras estão começando a desenvolver plataformas de venda pelo celular e internet.

A Susep passou a autorizar o seguro intermitente para veículos. Como ele funciona?

Esse seguro foi liberado pela Susep em 2019. Neste ano, teve um crescimento de demanda de 600% e uma queda de preço de cerca de 50%. Ele é “liga e desliga”. Você sai de carro, ele é acionado pelo seu celular. Quando você chega na garagem, desliga. O preço do seguro é menor, mas depende do seu perfil. Se você usa pouco o carro, vale a pena. Hoje, funciona só para veículos.

Se o setor crescer não será preciso ter mais controle?

Estamos criando um sistema de registro de operações para apólices de seguros. Será um tipo de registrador que opera para bancos. Esse sistema vai permitir às seguradoras fazer operações sofisticadas no mercado financeiro. Isso baixa o custo e elas vão poder oferecer produtos a preços menores. Do outro lado, o consumidor vai saber que tem apólice. Muita gente hoje faz um seguro de vida, morre e a família não sabe. Com esse sistema, a Susep vai poder ter informação on-line por CPF. Os primeiros registros começam em novembro, e o processo todo vai levar três anos.

De que forma a pandemia mexeu como setor?

Na pandemia, a gente vê o quanto está sendo utilizado o seguro de vida, de saúde, de previdência. O sinistro de fiança locatícia (aluguel) subiu de R$ 52 milhões em 2019 para R$ 157 milhões no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho de 2020 o resgate dos planos de previdência (PGBL e VGBL) foi de R$ 40,2 bilhões, contra R$ 35.3 bilhões no mesmo período de 2019. Esta variação ocorreu em março, quando começou a Covid-19. Em março, o resgate pulou de R$5.3 bilhões, que foi o número (do mesmo mês) de 2019, para R$10,1 bilhões. Agora, em junho de 2020, já voltou ao patamar de R$ 5 bilhões por mês. São seguros muito flexíveis. Em qualquer adversidade você faz o saque.

O que acha do plano do governo em permitir o saque parcial dos fundos de pensão?

E um avanço importante. Em algum momento a gente vai ter que discutir previdência aberta e fechada. Faz todo o sentido aproximar as duas e o que cada uma tem de bom. Você só não mexe no benefício definido porque tem uma renda garantida, então fica mais difícil você permitir saques.

O governo desistiu de acabar com o DPVAT?

Não gosto do DPVAT porque é um produto estruturado na forma de um monopólio, que, por definição, é uma coisa ruim. Quando a gente tentou discutir ele com o Congresso, a ideia não era acabar, mas reformular. Acabou não funcionando. Acho que foi mal interpretado. A gente tem uma sobra de recursos do DPVAT que decidimos utilizar. Enquanto esses recursos não se extinguirem, não há espaço para rediscutir o DPVAT. A gente tem um fôlego de dois a três anos, vai depender muito do volume de sinistros que esse fundo terá que pagar.

Essa discussão vai voltar em algum momento?

A gente vai discutir que o seguro tem que existir, mas não em forma de monopólio. O DPVAT é um seguro de responsabilidade civil, de danos contra terceiros, a favor do motorista e do passageiro. Não vejo motivo para que não possa ser operacionalizado por qualquer seguradora.

Como ficou a fusão entre a Previc, que fiscaliza os fundos de pensão, e a Susep?

Eu trabalhei no projeto de unificação, a gente discutiu com o Ministério da Economia, a proposta estava amadurecendo e veio a pandemia. Agora não tem espaço no Congresso para se debruçar sobre um assunto administrativo. Talvez no ano que vem esse assunto volte. A vantagem da junção é a economia de escala, a gente consegue unificar as regras de previdência aberta e fechada. As regras têm que se aproximar, inclusive, para que a gente tenha uma portabilidade mais fluida. Defendo a tese de que o participante, da previdência aberta ou fechada, deve poder escolher por onde quer receber a aposentadoria dele.

Allianz Partners apoia o bem-estar de seus colaboradores durante o home office

Empresa adaptou comunicação, investiu em assistência psicológica, promoveu ações de reconhecimento e criou guia para liderança

Fonte: Allianz Partners

O mundo à nossa volta mudou muito em apenas três meses e as empresas precisaram se adaptar à situação. Nestes momentos, a Allianz Partners, líder em assistência 24 horas, colocou em prática diversos planos para continuar atendendo às necessidades de seus clientes e contribuir com as boas condições de trabalho de seus colaboradores, assim como com o reforço de sua cultura.

A empresa, que conta com a maior parte do quadro de colaboradores na área de atendimento ao cliente, adaptou 100% das suas operações em uma semana. “Nos bastidores, a equipe de TI, junto às outras áreas envolvidas, trabalhava o tempo todo para configurar a tecnologia que tornaria tudo possível. Os líderes e técnicos foram incansáveis e tiveram que pensar como preparar toda estrutura, em um prazo muito difícil de cumprir”, afirma Karina Bertolla, gerente de Comunicação e Treinamento Corporativo. Além disso, a Comunicação Interna foi redesenhada para desempenhar, ainda mais o seu papel essencial de engajamento em tempos de incerteza. “Nós sempre incentivamos um clima de interação, com foco no bem-estar dos colaboradores. Por isso, desenvolvemos métodos para otimizar essa comunicação, fazendo com que ela chegasse rapidamente a todos e sem obstáculos para sua leitura. E isso englobou o envio de uma carta do presidente, após todos estarem seguros em casa, a criação de um boletim extraordinário de notícias, a ‘virtualização’ de programas de reconhecimento e a criação de manuais para esse novo momento”, completa.

O ‘novo normal’ da companhia foi um divisor de águas no que diz respeito ao trabalho remoto. De acordo com a executiva, muitos colaboradores ainda não tinham experiência de trabalhar em casa e a condição atual impulsionou o desenvolvimento de um material com dicas simples e práticas de como atuar em home office. “Nós criamos um guia para o trabalho em casa, mas não com o objetivo de tentar padronizar a rotina dos colaboradores ou criar regras. Mas sim, dar dicas e lembretes para as pessoas, falar sobre a importância de pausas para o cafezinho ou o alongamento, de interagir com as crianças e ajudá-las a compreender os diversos momentos do dia. Estimulamos a integração da família em alguns programas e comunicações e compreendemos que a separação absoluta do espaço casa e trabalho não é real. Os líderes precisam ter empatia e aceitar imprevistos de forma mais natural e leve. Em linhas gerais, trabalhamos muito a confiança em nossos materiais”, destaca Karina.

O Coral Corporativo, coordenado pela regente e professora Sheila Souza, do Instituto de Voz Sheila Souza, também ganhou novos contornos. Os ensaios que o ocorriam antes ou após o expediente com 31 colaboradores, agora passaram a ser virtuais. Essa iniciativa acontece desde 2014 e é a primeira vez que acontece de maneira remota. “A atividade exige cooperação e disciplina, despertando o espírito de equipe e emoções positivas para nos conectar novamente às pessoas e ao mundo”, ressalta a gerente.

O investimento mais recente foi o programa Conte Comigo!, que oferece assistência psicológica, jurídica, financeira e social aos colaboradores, incluindo estagiários, cônjuges e filhos. A executiva ressalta que o objetivo com a iniciativa é amenizar os impactos causados pelo distanciamento social e, também, aqueles previamente existentes, como depressão, ansiedade, questões relacionadas à separação conjugal, entre outros. Tudo feito pelo telefone, gratuitamente e de forma sigilosa.

Além disso, àqueles que atuaram com tanto afinco no início desse processo de quarentena, a empresa ainda proporcionou uma ação especial. “Os profissionais de TI, Operações e Suporte Administrativo receberam em suas residências uma caixa com mimos especiais, uma carta de agradecimento assinada pelo CEO, uma bonificação e a oportunidade de celebrarem com a família em um jantar com pizza. O resultado foi surpreendente e, inclusive, os familiares se sentiram acolhidos”, finaliza Karina.

Balanço do IRB é aprovado por acionistas e ex-diretores responsabilizados

Assembleia também deu sinal verde para responsabilizar judicialmente os ex-executivos envolvidos na divulgação de informações inverídicas sobre a base acionária, entre outros atos que causaram danos à companhia 

A Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de acionistas do IRB Brasil RE, realizada de forma virtual, na última sexta-feira (31), aprovou as demonstrações financeiras de 2019 do ressegurador. Também ficou definido o pagamento de juros sobre o capital próprio e dividendos aos acionistas, assim como a administração foi autorizada a responsabilizar judicialmente os ex-executivos envolvidos na divulgação de informações inverídicas sobre a base acionária e cobrar ressarcimento dos prejuízos causados à empresa. 

Investigações independente e interna, concluídas no fim de junho, responsabilizaram José Carlos Cardoso e Fernando Passos, ex-CEO e ex-CFO, pela veiculação de informações falsas sobre a base acionária, assim como pelo recebimento e pagamento a título de bônus, sem as devidas aprovações e justificativas internas, de aproximadamente R$ 60 milhões; realização de operação de recompra de ações em desrespeito aos limites impostos pelo Conselho de Administração; e incorreções nas demonstrações financeiras. 

Devido a essas incorreções, as demonstrações financeiras de 2019 foram revisadas e apresentadas aos acionistas – com pareceres de auditores independentes, do Comitê de Auditoria e do Conselho Fiscal da companhia –, além da proposta de destinação do lucro líquido apurado de R$ 1.210.120.047,43. Os dois tópicos foram aprovados. 

Dividendos 

Sobre os dividendos distribuídos, o montante global de proventos foi de R$ 317.053.370,63, sendo o valor líquido de impostos de R$ 287.403.511,26. Desses, R$ 91.331.346,91 (líquido) referem-se ao lucro líquido do exercício social de 2019, o que corresponde a 7,55% do total; e R$ 225.722.023,72 (R$ 196.072.164,35 líquidos) referem-se a lucros de exercícios anteriores alocados em conta de retenção de lucros.  

O valor por ação dos proventos foi distribuído da seguinte forma: R$ 198.445.591,18, a título de Juros sobre Capital Próprio bruto, declarado pelo Conselho de Administração em novembro de 2019, equivalente a R$ 0,21307607849 por ação (R$ 0,18508733526 líquido por ação, imputado ao dividendo obrigatório); R$ 27.276.432,54, a título de Juros sobre Capital Próprio bruto, declarados na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, equivalente a R$ 0,02953635375 por ação (R$ 0,02565658730 líquido por ação, imputado ao dividendo obrigatório); e R$ 91.331.346,91, a título de dividendo (complemento do dividendo obrigatório), equivalente a R$ 0,09889837927 por ação. A base do total de ações utilizada foi de 923.486.791 ações, já excluídas as ações em tesouraria. 

A data base de cálculo para a posição acionária que fará jus aos dividendos e juros sobre capital próprio declarados na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária será 14 de agosto próximo. A partir de 17 de agosto, as ações da companhia passarão a ser negociadas ex-dividendos e ex-juros. 

Conselhos e remuneração 

Os acionistas também deram aval para a fixação do Conselho Fiscal da empresa em quatro membros efetivos e outros quatro suplentes e, em seguida, elegeram os oito nomes indicados pelo IRB.  

Além disso, Hugo Daniel Castillo Irigoyen foi chancelado como o nono membro titular do Conselho de Administração da empresa. A decisão de aumentar o número de cadeiras no Conselho de Administração foi tomada em assembleia realizada em junho. Hugo junta-se aos titulares Regina Helena Jorge Nunes; Ivan Gonçalves Passos; Henrique José Fernandes Luz; Marcos Pessoa de Queiroz Falcão; Marcos Bastos Rocha; Roberto Dagnoni; e Ellen Gracie Northfleet, além do presidente Antonio Cássio dos Santos. 

A assembleia também aprovou a proposta de fixar o limite de valor da remuneração anual global dos administradores e dos membros dos conselhos da companhia, para o período entre abril deste ano e março de 2021. Ficou estabelecido o montante de R$ 42.481.999,00 para remuneração do Conselho de Administração, Diretoria Estatutária e Conselho Fiscal. 

SulAmérica é confirmada no índice FTSE4Good

Fonte: SulAmérica

SulAmérica foi incluída, pelo quarto ano consecutivo e com melhora de avaliação neste ciclo, no índice de sustentabilidade FTSE4Good Index Series, um dos mais importantes índices internacionais composto por companhias de capital aberto comprometidas com questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG).

O FTSE4Good é aferido pela FTSE (Financial Times Stock Exchange) Russell, uma divisão da bolsa de valores de Londres. A elaboração do índice pela FTSE Russell é baseada em dados de domínio público, inclusive relatórios financeiros ou de sustentabilidade, de forma independente, atendendo a rígidos critérios de seleção.

Liberty Seguros lança terceira edição da Academia Digital para os corretores

liberty seguros

Em 2020, o foco das aulas será em prospecção e gestão de clientes potenciais, além de marketing digital

Fonte: Liberty Seguros

A Liberty Seguros lança mais uma edição de sua Academia Digital, treinamento criado para capacitar corretores a vender seguros por meio redes sociais. Desde a sua primeira edição, em 2018, o curso já impactou mais de 1.000 pessoas e, neste ano, o foco será habilitar os corretores parceiros em novas formas de marketing digital, incluindo integração com processo de geração e gestão de leads.

Nos módulos anteriores do curso, a Liberty Seguros ajudou corretores a promoverem e desenvolverem seus negócios por meio de canais como Facebook, Instagram e Google Ads, além de ensiná-los as melhores práticas de utilização do WhatsApp Business como ferramenta de atendimento aos clientes. 

Na terceira edição da Academia Digital, os parceiros terão acesso à novas dicas de marketing digital, informações sobre ciclos de vendas e ferramentas para gestão de clientes potenciais, também conhecidos como leads.

O novo treinamento será dividido em 10 vídeo-aulas ministradas por Lorran Souza, especialista em marketing digital e parceiro da companhia desde a primeira temporada da ação:

  1. “O funil de vendas e o consumidor na era digital”
  2. “A importância de um site no processo de captação de leads”
  3. “O que são landing pages e como a sua deve ser”
  4. “Ferramentas para gestão de leads”
  5. “A importância do marketing de conteúdo”
  6. “Mensure os resultados e aprimore sua estratégia”
  7. “Os benefícios do trabalho baseado em leads qualificados”
  8. “Estratégias de SEO em produção de conteúdo”
  9. “Como fazer e-mail marketing”
  10. “Case: Entrevista Corretor Liberty”

O curso terá início no dia 04 de agosto e os módulos serão divulgados nas semanas subsequentes, com o último disponibilizado no dia 25/08. 

No dia final de setembro, haverá ainda um novo webinar com o especialista, exclusivo para os corretores que assistiram todas as aulas e se destacaram nos testes. Dentre estes, serão selecionados dez nomes para concorrer a uma mentoria gratuita com Lorran, fornecida como prêmio pela Liberty Seguros. 

“Desde a primeira edição da Academia Digital, o nosso objetivo foi desenvolver os corretores para ajudá-los a crescer junto com a companhia, expandindo suas carteiras por meio do digital”, diz Marcos Machini, Vice-Presidente Comercial da Liberty Seguros. “Com a expansão do digital e a crescente variedade de plataformas disponíveis, é indispensável que os corretores estejam preparados para atender as demandas nesses novos formatos e tenham estrutura para administrar seus clientes em potencial de maneira eficiente”, completa. 

As aulas das primeiras edições da Academia Digital continuam disponíveis para que todos os interessados possam assisti-las desde o início, mas não é necessário ter participado das edições anteriores para participar dessa sequência.

Para ter acesso à nova edição da Academia Digital e às edições passadas, basta acessar a Plataforma de Treinamento no Meu Espaço Corretor. 

Marcio Coriolano pontua cinco temas prioritários para a saúde suplementar

Segundo dados apresentados por ele, nos últimos 12 anos a saúde suplementar acumulou arrecadação de R$ 1,58 trilhão

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, foi um dos debatedores do Webinar “Impacto da Pandemia no Cenário Econômico”, organizado pela Rede D’Or. O encontro virtual aconteceu ontem, dia 29, com a participação de representantes de instituições médicas e economistas. 

Um ponto comum entre todos é a urgência em se repensar o pais num momento tão complicado do mundo. “As grandes batalhas e conquistas vão acontecer dentro do país. Todos temos de se preparar, pois o Brasil já estava na UTI quando foi atingido pelo coronavírus. Sobreviver agora é estar pronto para as oportunidades”, disse Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil e sócio fundador da Gávea Investimentos em sua palestra ‘O que esperar do cenário econômico para os próximos meses”. Investir em saúde, infraestrutura, reforma política e tributárias foram algumas das urgentes prioridades citadas por Fraga para que o Brasil consiga vencer as feridas causadas por uma década sem crescimento continuado.

Marcio Coriolano reforçou a urgência das reformas estruturais e acrescentou as que precisam acontecer na saúde suplementar, que vinha num ritmo acelerado, mesmo em períodos recessivos. Em sua fala, ele afirmou que não acredita num novo normal mágico. “Acredito que temos de voltar a equacionar o que deveria ter sido normal na última década, e que ainda não conseguimos resolver”, comentou.

Segundo dados apresentados por ele, nos últimos 12 anos a saúde suplementar acumulou arrecadação de R$ 1,58 trilhão. “É um volume considerável, pago por pessoas que querem ter um plano de saúde”. Desse valor, R$ 1,31 trilhão retornou para os beneficiários de planos de saúde, mediante pagamento a toda a rede de atenção à saúde, formada por hospitais, laboratórios, médicos, indústria de fármacos e todo o tipo de profissionais médicos.

No entanto, desde 2014, as operadoras de planos de saúde vêm perdendo clientes por conta do desemprego. Dados apresentados por Denizar Vianna, ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde em sua palestra “Como será o mercado da saúde suplementar no pós-pandemia?”, revelam perdas financeiras significativas com o maior uso de tecnologia e procedimentos por parte dos usuários.

Desde 2016, o número de beneficiários atendidos, segue na casa dos 47 milhões. “A previsão agora é aumento do desemprego e as operadoras vão perder clientes com vínculo empregatício se essa projeção se confirmar. E se as operadoras perdem, toda a cadeia perde, pois hospitais e laboratórios têm boa parte das suas receitas proveniente dos planos de saúde”, enfatizou Vianna. 

Os trabalhadores informais são citados como um dos desafios do setor. “Em fevereiro deste ano, foram contabilizados 38 milhões de trabalhadores informais, que tem capacidade de pagar o plano de saúde, mas não estão organizados para ter acesso ao sistema de saúde suplementar. “Só os trabalhadores que usam aplicativos são 4 milhões. Eles poderiam ser foco da saúde pelo coletivo por adesão. Mas qual o tíquete médio? Em 2019, era de R$ 338. E esse valor não da para trazer o mercado informal para a saúde suplementar. Precisamos discutir o que é necessário em mudança regulatória, tanto as que dependem do Congresso como aquelas que podem ser realizadas pelo órgão regulador, para dar mais acesso a população à saúde suplementar”, pontou Vianna.

O presidente da CNseg frisou que a retomada do crescimento dependerá do comportamento do produto, da renda e do emprego. “Os planos de saúde empresariais dependem crucialmente da produção e do emprego e os planos por adesão da renda. Além disso, precisamos retomar discussões importantes que estavam na pauta do setor e precisam ser retomados.” 

Marcio Coriolano se referiu a cinco importantes temas: racionalidade da incorporação tecnológica; prioridade para a atenção primaria da saúde; prioridade para a promoção e prevenção da saúde; mudança do modelo de remuneração dos serviços médicos; e revisão do marco legal da Lei 9.656. “Sou otimista como todo segurador, já que nossa missão é dar proteção de longo prazo. Afinal, nos comprometemos em gerenciamento de riscos. Temos um desafio enorme de dar sustentabilidade para a saúde suplementar. Ela mostrou as suas soluções neste momento grave de pandemia. E o nosso sistema privado tem todas as condições de sair mais fortalecido se todos esses tópicos forem debatidos e implementados”. 

Veja todos participantes:

Moderadores:
Dr. João Pantoja – Diretor Geral do Hospital Copa Star
Dr. Gilberto Amorim
Oncologista da Oncologia D’OR e Clinica São Vicente;

Palestrantes:
Como os economistas interpretam as estatísticas da COVID-19?
Prof. Juliano Assunção
Professor Associado do Departamento de Economia da PUC Rio;

O que esperar do cenário econômico para os próximos meses?
Prof. Arminio Fraga
Ex- Presidente do Banco Central do Brasil, Sócio Fundador da Gávea Investimentos;

Como será o mercado da saúde suplementar no pós-pandemia?
Dr. Denizar Vianna
Ex- Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde

Debatedores:
Dr. Marcio Coriolano
Presidente da CNseg

Dr. Leandro Reis
Vice-Presidente Médico da Rede D’OR São Luiz

Coordenação do evento:
Drª. Olga Souza
Diretora Nacional da Cardiologia da RDSL

Dr. Flavio Cure
Cardiologista – H Copa Star

Icatu Seguros promove debate sobre diversificação de investimentos com objetivo de longo prazo

Com participação da Trígono Capital, encontro virtual explicou as vantagens de diversificar sua carteira previdenciária com ações de grande potencial de valorização e boas perspectivas de distribuição de dividendos

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros realizou, nesta quinta-feira (30/7), mais um “Conversa com Especialista” no seu canal no Youtube. Nesta semana, o debate foi sobre o lançamento de um novo fundo, o Trígono Icatu 100 FIA PREV, e como diversificar a previdência privada com investimentos em ações de empresas de setores distintos. No bate-papo virtual, a mediadora Talita Raupp contou com os convidados e experts do mercado Fred Mesnik e Werner Roger, respectivos CEO e CIO da Trígono Capital, que discutiram os principais diferenciais e características do produto, bem como perspectivas para o mercado acionário diante de muitas incertezas, queda de juros e, também, da retomada após a pandemia.

A Trígono, em conjunto com a Icatu Seguros, disponibilizou um portfólio de previdência privada com alocação integral em ações com foco em empresas small caps com boas perspectivas de distribuição de dividendos. Os profissionais de finanças explicaram o conceito de trabalho usado pela Trígono Capital e de que forma isso impactará positivamente no produto criado com a Icatu Seguros. 

Conceito ESG e investimento em ações no mercado brasileiro

No início do debate, os especialistas explicaram um dos principais pilares do processo de um investimento, o ESG, conjunto de ações e medidas aplicadas que tornam as empresas sustentáveis e seus negócios bem valorados frente ao mercado, tais como aspectos consolidados de governança, meio ambiente, social e econômico. Em paralelo, empresas não aderentes ao ESG e envolvidas em eventos negativos possuem, em média, um retorno e/ou volatilidade menos consistentes: “É importante que uma empresa seja aderente aos preceitos ESG, pois sua performance se destaca diante das demais devido ao compromisso que elas assumem, principalmente com governança. Um bom exemplo de companhia sustentável, com boa governança e que performa bem é a WEG que, nos últimos dois anos, teve uma média de volatilidade de 43% e 209% de retorno”, conta Roger. 

O executivo reforçou ainda que a gestora de ações Trígono implementou uma política de exclusão de empresas cujo nicho de negócio seja mais sensível diante do mercado. Assim como qualquer companhia violadora dos dez fundamentos do Pacto Global das Nações Unidas, que levam em consideração temas como direitos humanos, condições e relações no trabalho, normas éticas e respeito ao meio ambiente. “É uma questão natural que o próprio mercado tem excluído empresas destes setores. Embora, muitas vezes, a rentabilidade destas instituições gere bons dividendos, em termos de desempenho na bolsa estão negativos”.

Já o especialista em finanças, Fred Mesnik, deu dicas sobre o mercado brasileiro de ações e informou que, atualmente, há 254 empresas possíveis de investimentos na bolsa. Dentro deste montante de companhias, 123 delas possuem capitalização menor na B3 – as chamadas small e micro caps avaliadas até 5 bilhões de reais – porém rendem mais dinheiro no longo prazo em comparação com as demais 101 empresas denominadas mid large caps com valor de mercado entre 5 e 20 bilhões de reais ou superior, respectivamente. 

Com base nesses conceitos do segmento acionário, a Trígono Capital se juntou com a Icatu Seguros para trazer papéis de ações interessantes e valorados no mercado, nos quais os clientes da seguradora podem aplicar a previdência privada em companhias de setores rentáveis, sustentáveis e diversificados como saúde, construção, agronegócio, concessão e energia, mineração e metalurgia, educação, consumo, óleo e gás, financeiro, tecnologia, telecomunicações e outros.

MAG Live: a importância da elevação dos investimentos para a economia nacional

MAG Seguros CORONAVIRUS

Debate promovido pela MAG Investimentos trata sobre os investimentos como forma de restauração econômica do país 

Fonte: MAG Seguros

A nova edição da MAG Live, realizada nesta quinta-feira (30/7), abordou a ‘Recuperação da atividade econômica através de investimentos’. Participaram do debate o Secretário Especial Adjunto do Programa de Parcerias e Investimentos do Ministério de Economia, Bruno Leal, o professor da Fundação Dom Cabral e membro do Conselho Consultivo da MAG Seguros, Gilmar Mendes e a estrategista da MAG Investimentos, Patrícia Pereira. 

Sob a mediação de Arnaldo Lima, Diretor de Estratégias Públicas da MAG Seguros, o fórum tem como objetivo trazer a informação sobre as principais questões do cenário político e econômico do país, transformando investidores em protagonistas de seu próprio futuro. 

O secretário Bruno Leal ressaltou a importância do Programa de Parceria e Investimentos. “Mesmo sendo considerada jovem, em 2016, a nossa secretaria já colhe bons frutos. 

Leal pontuou a importância da privatização como forma de alavancar a economia brasileira. ” A grande questão para atrair os investimentos, principalmente os privados, é de fato a estabilidade macroeconômica, por isso a importância de se ter uma consolidação fiscal. O investimento historicamente vem do setor privado, é ele quem traz a dinâmica para a economia. Em relação a investimentos voltados à infraestrutura, eles sempre foram derivados dos investimentos públicos. Entretanto no atual cenário com a retorsão fiscal que nós vivemos, e com a necessidade de movimentar esses investimentos, é necessário que haja a promoção dos investimentos privados também para esse setor”, afirmou o Secretário. 

O professor da Fundação Dom Cabral e membro do Conselho Consultivo da MAG Seguros, Gilmar Mendes, ressaltou a importância de gerar uma reformulação no Estado Brasileiro. “Mudar o Estado é a única forma de consertar as coisas do passado e avançar para um futuro. É confiar na venda de ativos e na privatização. A reforma estruturadora que o governo propõe é a única saída para se fazer um estado do tamanho e forma que ele deve ser”, comentou Gilmar. 

Mendes ainda reforçou que enxerga grandes oportunidades através do posicionamento do governo atual para que o Estado alcance seus objetivos. “Estamos otimistas porque temos grandes projetos e estamos avançando. O desafio hoje da equipe econômica é fazer hoje tudo que deveríamos ter feito no passado. Mas estamos avançando e aproveitando as oportunidades”, disse. 

Trazendo uma melhor visão do mercado financeiro e suas perspectivas, a estrategista Patrícia Pereira ratificou a visão de Mendes. “Estamos no caminho certo, mas o caminho não é fácil. O Brasil tem muitas questões do passado que não podem ser esquecidas, mas estamos vendo hoje um governo que olha o macro, para de fato mudarmos essa dinâmica. Em plena pandemia, a PL do saneamento pontuada pelo Bruno foi aprovada, a reforma tributária voltou ao radar e o governo já apresentou a primeira fase da proposta dele, gerando movimento no Estado”, comentou Patrícia. 

A estrategista ainda mencionou a dificuldade que o mercado externo enxerga no mercado financeiro brasileiro . “Para quem enxerga o nosso mercado de fora, vê com certa dificuldade o nosso otimismo tendo tanta judicialização, impostos em cima de impostos, exceções e poucas regras, além de muitas quebras contratuais. Nosso histórico não nos ajuda, precisamos estar mais sólidos para que o investidor estrangeiro nos veja com bons olhos”, explicou. 

Ao final, o Secretário pontuou que a privatização será o grande protagonista do crescimento econômico brasileiro. “Com a privatização, nós conseguimos enxergar uma melhora nos serviços, gerando uma nova realidade. E é nessa linha que nós da PPI seguimos trabalhando de forma a aumentar e promover a nossa carteira para que tenhamos o produto a ser ofertado no fim do dia aos investidores. O governo vem com prioridades para empresas como a Eletrobras, o porto de Santos, PL dos Correios e temos outros setores ainda a definir”, disse Leal. 

Rodrigo Maia vai levar seguro para ser discutido no Congresso

Solange Vieira Susep Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados disse que vai se reunir com Solange Vieira, da Susep, para organizar conversas com deputados

O presidente do Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que quer entender mais sobre o setor de seguros. A declaração foi no primeiro webinar de um ciclo de debates promovido pela FGV com patrocínio da BMG Seguros para discutir o papel do seguro na expansão da infraestrutura. 

“Estou aqui para aprender sobre seguros, um tema complexo. Seguros tem pouca atenção política e da sociedade. Saneamento, reforma tributária ou reforma da previdência são temas mais polêmicos, mas menos complexos que seguros. Confesso que não temos dado atenção devida para um setor que tem um papel tão importante para a economia brasileira como demostrou Solange Vieira em sua apresentação”, disse.

Maia se referiu a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ela afirmou que o seguro tem muito a agregar para o Brasil. “Vimos neste momento de pandemia a importância do seguro, que perpassa por todos os segmentos da economia, como saúde, seguro de empresas, seguro de vida. O seguro serve para proteger as pessoas e os negócios. Para ajudarmos o setor a crescer e atrair capital, temos de simplificar o marco regulatório”, contou. 

Solange também adiantou que em meados de agosto planeja divulgar um novo marco regulatório para grandes riscos. “É um marco regulatório importante, que dá muita liberdade para as seguradoras criarem contratos sob medida para os riscos dos grandes consumidores e certamente isso atrairá recursos significativo para o Brasil, uma vez que há excesso de capital no mundo com taxas de juros que chegam a ser negativas. Mas para isso, é preciso ter regras claras, simples e transparentes e precisamos de mudanças no resseguro”, afirmou. 

Ela citou que o Brasil tem hoje R$ 12 bilhões em venda de resseguro no total de R$ 280 bilhões em seguros de danos. “É um percentual muito baixo de resseguro diante da carteira de riscos das companhias. Há uma retenção grande demais dos riscos com as seguradoras. Precisamos discutir o resseguro, como a cláusula de preferência para as locais. Temos 17 locais. O Chile tem mais de 100. Temos admitidas e eventuais, mas há uma preferência para as locais, o que tira a atratividade das empresas estrangeiras. O resseguro é importante e não vamos conseguir desenvolver grandes riscos se não mudarmos o resseguro”, argumentou. 

Além do resseguro e de grandes riscos, Solange informou a Maia que a Lei 8666, das licitações publicas e que traz um capítulo sobre seguro garantia, traz impactos significativos não só para o mercado de seguros como também para toda a sociedade considerando-se que o seguro traz economia de custos num projeto de infraestrutura. “Uma fiança bancária pode variar entre 0,50% e 0,75% do valor da obra, enquanto o seguro garantia tem um custo médio de 0,25%. Isso é urgente para ser discutido”, frisou a titular da Susep. 

Em relação ao seguro judicial, Solange explicou a Maia que o produto libera o balanço das empresas. “Nem eu que estou no setor consigo imaginar o tamanho das coisas que podemos fazer com o seguro. Um setor que pode agregar muito para a economia brasileira. Fizemos um estudo que nos revelou que há mais de R$ 60 bilhões de recursos mobilizados em processos na justiça do Trabalho que poderiam ser liberados por uma apólice de seguro”. 

Maia se comprometeu a dialogar com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, para avançar nas discussões das mudanças na lei de licitações, para que se chegue a um consenso no que diz respeito ao seguro garantia. A discussão, que dura anos, está no percentual que o seguro garantia teria do contrato de investimento e nas obrigações das seguradoras em caso de a obra parar por algum motivo com proteção contratual. 

“Quero sentar com Solange Vieira para organizar conversas com deputados e juntos mostrarmos o impacto positivo que uma boa regulação de seguro pode ter para a sociedade com redução de custos. Precisamos discutir qual deve ser o impacto que uma simplificação na regulação pode trazer, a unificação das agências. Certamente ter um marco regulatório de melhor qualidade e uma agência com mais força possa ajudar a garantir mais investidores para os projetos de infraestrutura que o Brasil necessita”, comentou. 

Artigo: O mercado brasileiro de seguros e sua modernização

por Paulo Leão de Moura Jr, Chairman da THB Brasil

O Sistema Nacional de Seguros encontra-se em um forte processo de transição com a participação direta e indireta de todos os seus representantes. Esse processo tem como objetivo a modernização do sistema ou o que cada setor acredita ser ‘modernização’.

Para uns, a necessária inclusão do nosso Sistema ao Sistema Internacional e consequente adequação ao evidente globalismo do seguro; para outros, a tradicional postura comodista da manutenção do ‘status quo’; e outros ainda, ultraconservadores, pretendem o retorno do monopólio do resseguro e absoluto controle estatal do Sistema.

Parece-me que as iniciativas de introduzir esse processo têm início na quebra do monopólio mantido pelo IRB: algumas poucas lideranças do mercado – corretores, alguns seguradores e técnicos egressos do próprio IRB, conhecedores da condição internacional e global do seguro – tentaram atualizar a metodologia dos processos em nosso Sistema. Infelizmente, foram barrados pela ignorância abundante que permeava as decisões do Governo, na estrutura da SUSEP, nas representações das seguradoras e dos corretores que, na época, julgaram que a quebra do monopólio do resseguro e a autorização para a criação das resseguradoras brasileiras – altamente protegidas – já seria modernização suficiente para o nosso mercado. Não levaram em conta o ponto principal e tradicionalmente esquecido: os interesses maiores dos consumidores.

Por anos, o ideal de modernização do mercado foi mantido através de artigos, cursos, palestras, pressões tecno-comerciais e políticas. No entanto, com a entrada da nova Superintendente da SUSEP, Sra. Solange Paiva Vieira surgiu um interesse maior. E tudo leva a crer que, inegavelmente, a reconhecida economista e pessoa de confiança do Ministro da Economia, segue a cartilha do franco neoliberalismo onde a intervenção do Estado como partícipe da evolução e modernização da economia é permitida. Nesse sentido, contraria o laissez faire do liberalismo, a sobrevivência do mais forte do velho Darwin e do Capitalismo Selvagem dos americanos de outrora.

Tenho grande simpatia pelo neoliberalismo, porém, no caso das atividades ora em estudo e de outras praticadas pela SUSEP, entendo que deva existir uma certa distância, salvo melhor juízo, entre a posição da Superintendente que procura modernizar este nosso arcaico Sistema e as demais estruturas da SUSEP que ainda persistem em atuar ao estilo 1967. Como no caso da Resolução 382 de 2020 que parece indicar uma certa falta de conhecimento em relação as atividades dos corretores seguros. Por outro lado, agendas diversas em estudo com a finalidade de permitir que o mercado assuma a livre criação de seus produtos, eliminando a padronização sistemática de cláusulas e condições, demonstram claro objetivo de modernizar o Sistema.

Salvo melhor juízo, o que me parece é que ninguém se atém a encontrar o que a maioria absoluta dos participantes do atual Sistema de Seguros quer. Como participar do mercado internacional ao qual é dependente e participante. Acima de tudo, a responder a demanda real do consumidor ao que, de fato, seria a modernização do mercado. 

Para tanto, é fundamental que todos se envolvam e ouçam, comentem e assessorem os estudos da SUSEP para que alcance um objetivo de longo prazo, de uma proposta para o funcionamento adequado, eficiente e eficaz de um novo Sistema de Seguros no Brasil. Que não acolha a tradicional subserviência do mais fraco ao mais forte, ponto importante do neoliberalismo. É bom lembrar, ainda, que o desenvolvimento econômico/financeiro do mercado de seguros, depende fortemente da própria evolução econômica do país e, como consequência, da adoção de medidas que venham a permitir a geração de demanda ao seguro. Com a eclosão da pandemia, já nos encontrávamos em situação grave na economia. Estávamos aguardando inúmeras reformas em seguida a da Previdência. Agora, a recessão está ainda mais forte e, certamente, seus efeitos serão sentidos pelo Sistema. Assim, é importante que seja entendido que a simples modernização não irá necessariamente influir no crescimento da produção de seguro, nem tampouco, o Sistema virá a adotar tão somente ações que, a pretexto de concorrência e redução de custos, pretendam medidas modernosas, profissionalmente falsas e alheias à realidade, muito comum em inúmeros projetos e programas deste nosso Brasil.

Como falado no início deste artigo, as ideias para modernizar o Sistema Nacional de Seguros são bastante heterogêneas, com inúmeros e diferentes pensamentos na forma pretendida para a sua manutenção e, sobretudo, na forma de agir na atividade Seguro. O importante a considerar preliminarmente, é que a atividade do seguro é importante e razoável, envolvendo milhões de empregos e dependências diversas. Portanto, é extremamente séria a tratativa para modificar exemplarmente o Sistema. A propósito, é bom lembrar que a reserva técnica de seguros no Brasil atinge um valor superior a 1 trilhão de reais. Isso é ainda pequeno considerando o mercado internacional.

Assim, dentro de minha inferência, o que realmente desejamos para um novo Sistema de Seguros?

Das inúmeras versões, atrevo-me a apresentar o que julgo cada um dos participantes poderia recomendar: realmente, é um grande atrevimento, pois, humildemente deveria me recolher a minha insignificância. Mas, vamos lá!

No contexto dos ultraconservadores, quer me parecer que em sua maioria, gostariam de voltar a 1967 com o Sistema imposto pelo Decreto Lei 63, inclusive, com a manutenção do IRB como órgão monopolista. Neste grupo, vamos encontrar um número razoável de seguradoras, principalmente, entre aquelas que melhor controlam suas instituições representativas. E, também, um número razoável de corretores de seguro ligados a seus órgãos representativos.

Já os conservadores, a meu ver, desejam manter a situação atual, o ‘status quo’, com maior controle da SUSEP no sentido de padronizar ao máximo condições e cláusulas, cercear mais ainda as atividades dos corretores de seguros com restrita fiscalização, preferivelmente sob seu total controle. Aqui encontramos as seguradoras de banco e de interesses outros.

Os liberais, por outro lado, desejam a total inserção do mercado local ao mercado internacional trazendo ao Brasil todas as operações de produtos, modernizando imediatamente os serviços inerentes a essa atividade. Instituições financeiras, bancos, empresas de investimentos e que tais seriam excluídas e proibidas de operar em seguro. A meu ver, colocaria as atividades de seguro e resseguro totalmente a mercê do mercado internacional e, aqui no Brasil, influenciado pelo capitalismo selvagem, detonaria os mais fracos. Por exemplo, teríamos que considerar se ao Brasil interessa manter empresas de resseguro. O IRB seria mantido detendo mais de 60% do resseguro nacional, como ressegurador brasileiro, alijado que seja do controle acionário dos bancos?

Por fim, temos os neoliberais da cartilha da Sra. Solange Vieira que, a meu ver, pretende abrir o mercado liberando a operação produtiva das seguradoras, criando as condições de aprimoramento técnico dos corretores de seguros, porém, equilibrando as pressões dos mais fortes, permitindo a manutenção de seguradoras e resseguradoras locais, mas, totalmente inseridas no mercado internacional.

E, afinal o que o consumidor deseja?

Atrevo-me a considerar que o cliente brasileiro, ou atuando no Brasil, deseja que seus riscos encontrem condições técnicas e de serviços eficientes e eficazes de seus corretores e do mercado de seguros que lhe permitam o controle de escolha de sua política de retenção e de transferência ao seguro. E nesse processo, uma regulação justa e criteriosa de sinistros e, sobretudo, o retorno da instituição da ‘boa-fé’ de um passado longínquo, que hoje em dia é chamada de ética profissional.