Icatu Seguros reforça o time e traz Lilian Grumbach para aproximar evolução entre produtos e tecnologia

Como parte da estratégia de desenvolvimento e evolução digital, a Icatu Seguros, maior seguradora independente do país nos segmentos de Vida, Previdência e Capitalização, anuncia a chegada de Lilian Grumbach, superintendente que irá contribuir para a integração entre produtos e tecnologia. Com mais de 25 anos de experiência em gestão de projetos, produtos e operações, a executiva chega à companhia para impulsionar a construção de soluções digitais, conectando estratégia, dados e inovação.      

Com passagens por OLX Brasil e SumUp, Lilian atuará sob a gestão integrada de Antonio Carlos de Almeida Braga, Diretor de Produtos, e Bernardo Carneiro, Diretor de Tecnologia da companhia. 

“Chego à Icatu Seguros com o objetivo de contribuir para a evolução das nossas soluções digitais, fortalecendo as plataformas da companhia. Vejo uma oportunidade muito consistente de conectar tecnologia e dados para tornar os produtos cada vez mais completos, fluídos e eficientes”, afirma Lilian

Sua chegada marca um novo momento na evolução da estrutura da companhia, apoiado por uma base tecnológica robusta, e uma visão de longo prazo orientada por dados, inteligência artificial, automação e arquitetura tecnológica escalável. A configuração busca acelerar o desenvolvimento de soluções, aumentar as sinergias entre as frentes de negócio e conectar de forma ainda mais direta produtos e canais estratégicos. 

Nos últimos cinco anos, a Icatu Seguros investiu mais de R$2 bilhões em tecnologia e inovação, com foco na modernização de plataformas, integração de sistemas, evolução da arquitetura digital e uso estruturado de dados para apoiar decisões estratégicas, desenvolvimento de produtos e melhoria contínua da experiência de clientes, parceiros e corretores. 

Susep faz mudanças em diretorias

 A Casa Civil da Presidência da República, por meio da Portaria nº 461, de 29 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial da União de hoje (30), nomeou César da Rocha Neves como diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Servidor de carreira da Susep há mais de 20 anos, César Neves já ocupou diversos cargos na Autarquia e, até então, exercia a função de Coordenador-Geral de Regulação Prudencial e Contábil (CGPEC). É graduado em Ciências Atuariais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui MBA em Engenharia Financeira e Econômica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), MBA em Finanças e Mestrado em Engenharia pela COPPEAD/UFRJ, além de Doutorado em Engenharia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

César é Professor Associado de Ciências Atuariais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor da Pós-graduação em Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O novo diretor passa a responder pela Diretoria de Supervisão Prudencial e de Resseguros (DISUP).

O diretor e também servidor de carreira da Susep, Carlos Queiroz, que estava à frente da DISUP, assumirá a Diretoria de Organização de Mercado e Regulação de Conduta (DIORE), em decorrência da exoneração, nesta data, a pedido, da diretora Jessica Bastos.

A Susep agradece à diretora Jessica Bastos pelas contribuições prestadas à Autarquia desde 2023, desejando sucesso em seus próximos desafios.

Grupo Bradesco Seguros participa de iniciativa da FGV voltada à inovação em seguros e resseguros

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros participou da Semana Concentrada de Empreendedorismo da Graduação da FGV, realizada entre os dias 13 e 17 de abril, na FGV EAESP, em São Paulo (SP). Com o tema Seguros e Resseguros, a iniciativa reuniu 270 alunos em uma imersão no formato de hackathon, com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras para o setor.

Representando o Grupo Bradesco Seguros, participaram das atividades Guilherme Jun Haraguchi, Superintendente Sênior de Inovação, Customer Insights, Dados e IA, Felipe Casella Szuster, Gerente Sênior de Inovação, e Ivo Candido de Freitas Silva, Coordenador de Pesquisa e Inovação. A atuação da companhia incluiu presença na mesa redonda de abertura, com contextualização sobre o mercado e oportunidades de inovação no segmento, além da participação na etapa final de avaliação dos projetos desenvolvidos pelos estudantes.

Ao longo da semana, os alunos foram desafiados a repensar produtos, serviços e modelos de negócio no setor de seguros, estruturando propostas de novos empreendimentos, desenvolvendo MVPs e apresentando as soluções a bancas avaliadoras compostas por professores e representantes do mercado.

“Participar de uma iniciativa como essa é uma oportunidade muito relevante para fortalecer a conexão entre o setor de seguros e o ecossistema acadêmico, além de incentivar uma visão mais empreendedora e inovadora sobre o futuro do mercado. O contato com os estudantes e com as soluções apresentadas mostra como há espaço para novas leituras, abordagens e caminhos de transformação para o setor”, afirma Guilherme Jun Haraguchi, Superintendente Sênior de Inovação do Grupo.

Durante a programação, os estudantes contaram com mentorias voltadas à estruturação de modelos de negócio, validação de propostas e preparação de pitches, culminando em apresentações avaliadas por critérios como inovação, viabilidade de mercado, viabilidade econômica e qualidade do MVP. As melhores propostas ainda poderão ser convidadas a participar de programas de pré-aceleração da FGV Ventures.

“Promover esse tipo de experiência prática, orientada a desafios reais de mercado, é fundamental para ampliar o repertório sobre inovação em seguros e estimular soluções mais aderentes às transformações que já impactam o setor. Para o Grupo Bradesco Seguros, é especialmente importante contribuir com esse ambiente de troca, aprendizado e construção conjunta”, completa Haraguchi.

A participação do Grupo Bradesco Seguros na Semana Concentrada de Empreendedorismo da Graduação da FGV está alinhada à estratégia da companhia de acompanhar a evolução do setor, fomentar novas ideias e contribuir para o desenvolvimento de soluções que fortaleçam a experiência do cliente e a sustentabilidade dos negócios no longo prazo.

AXA no Brasil faz roadshows de olho no crescimento em polos estratégicos

A AXA no Brasil reforça sua estratégia de crescimento aumentando a capilaridade no território nacional e segue com os roadshows pelo país. Duas cidades receberam o time da seguradora na segunda quinzena de abril: Blumenau (SC) e Ribeirão Preto (SP).

A escolha dessas cidades não é por acaso. Ambas representam importantes motores para o crescimento econômico do país, com perfis empreendedores dinâmicos e que podem ter no seguro o suporte necessário para continuar crescendo com tranquilidade e proteção necessárias. 

Blumenau, coração do Médio Vale do Itajaí, consolidou-se como um polo que vai além do tradicional setor têxtil, com forte aceleração nos setores de tecnologia e serviços ao longo de 2025. De acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) a região manteve um saldo positivo na criação de empregos e na abertura de novas empresas, impulsionada pela diversificação econômica. Além disso, o PIB de Blumenau, que figura entre os maiores do estado, registrou crescimento sustentado em 2025, especialmente nos setores de serviços e tecnologia, tornando a região o cenário ideal para a estratégia de massificação da seguradora.

Já Ribeirão Preto apresenta uma dinâmica urbana robusta, com mais de 100 mil empresas ativas e um crescimento expressivo na abertura de novos negócios em 2025. A economia local, segundo a própria prefeitura, é fortemente ancorada em serviços (54%) e comércio (31,8%), encontra na AXA uma parceira estratégica para enfrentar desafios como a necessidade de proteção para frotas, dada a alta densidade de veículos na cidade, e riscos climáticos, como tempestades elétricas, inerentes à região. Ribeirão é uma das prioridades da companhia também porque está próxima de outras cidades importantes para a economia do interior paulistano: São José , Franca, Barretos e Araraquara. 

“Acreditamos que centros econômicos com esse potencial de crescimento são extremamente atrativos para o nosso negócio, que busca constantemente apoiar o desenvolvimento do ecossistema corporativo. Mais do que atender aos empresários locais, a pujança desses polos oferece um terreno fértil para o trabalho dos nossos corretores parceiros”, afirma Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, que esteve presente em ambos os eventos.

Para suportar esse crescimento, a AXA aposta na massificação como porta de entrada para os corretores, focando sua estratégia em soluções ágeis e processos digitais. Nesse contexto, a companhia destaca os seguros Empresarial e Auto Frota, que são essenciais para atender tanto a base industrial de Blumenau quanto a frota e o comércio de Ribeirão Preto, além das modalidades de Condomínio e Vida, que se apresentam como soluções transversais capazes de atender à crescente expansão urbana de ambas as regiões.

Os dados de crescimento dessas cidades são importantes, mas também há outro número para qual a AXA olha: no Brasil, até 50% das empresas não chegam a completar cinco anos. Muitas não deixam de existir por falta de oportunidade, mas por não estarem preparadas para o inesperado.

“É nesse contexto que o papel do seguro evolui e, com ele, o papel do corretor, que passa a atuar como um parceiro estratégico, capaz de entender o negócio como um todo, antecipar riscos e estruturar proteção de forma integrada”, explica Erika, deixando claro que o empresário precisa de um parceiro que garanta continuidade para o seu negócio. “Crescer sem proteção é acumular vulnerabilidade, e proteger bem é o que sustenta o crescimento no longo prazo. Porque não se trata apenas de fazer empresas nascerem, mas de garantir que elas permaneçam”, finaliza a CEO da AXA. 

Allianz Seguros contrata Fabio Maretti como diretor de patrimoniais e prevenção de perda

fabio Allianz
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A Allianz Seguros anuncia Fabio Maretti como novo diretor de Patrimoniais e Prevenção de Perda. O executivo assumiu a posição em 6 de abril, com reporte direto a Mauricio Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos e Managing Director da Allianz Commercial Brasil.

Com ampla experiência na gestão estratégica e na rentabilidade de carteiras patrimoniais de alta complexidade e valor elevado, a trajetória de Fabio Maretti é marcada pelo foco em prevenção de perdas, mitigação de riscos e sustentabilidade dos resultados.

“Chego à Allianz com o compromisso de ampliar a atuação da companhia no segmento corporativo, com excelência e geração de valor aos clientes e parceiros. Minha atuação será pautada na combinação entre visão técnica, estratégica e de negócio, conectando a operação local à visão global da marca e fortalecendo o posicionamento da Allianz no Brasil”, afirma.

Formado em Tecnologia da Informação pela FATEC Baixada Santista, Fabio Maretti acumula passagens por companhias como Chubb e Itaú Seguros, onde se destacou na definição de estratégias de subscrição e na liderança de equipes técnicas.

Fiança locatícia cresce em ritmo acelerado e redefine garantias no mercado imobiliário

Fonte: Junto

O Brasil passou a última década construindo uma nova cultura de moradia. Entre 2000 e 2022, o percentual de domicílios alugados no país saltou de 12,3% para 20,9%, segundo o Censo 2022 do IBGE, quase dobrando o contingente de famílias que vivem de aluguel. Com a Selic chegando a quase 15% ao ano encarecendo o financiamento imobiliário e os aluguéis acumulando alta de 9,44% em 2025 conforme o FipeZap, o mercado de locação se expandiu de forma estrutural e, com ele, a demanda por garantias mais ágeis, seguras e compatíveis com a nova dinâmica de consumo.

Nesse contexto, a fiança locatícia deixou de ser apenas uma alternativa entre as garantias tradicionais e passou a ocupar posição central nos contratos de locação, tanto no segmento residencial quanto no corporativo. Esse movimento é refletido diretamente no desempenho do mercado segurador: segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Seguro Fiança Locatícia acumulou cerca de R$ 1,9 bilhão em prêmios emitidos nos 12 meses encerrados em 2025, com crescimento consistente ao longo do período.

Apenas entre janeiro e maio de 2025, o volume somou R$ 795,5 milhões, avanço de aproximadamente 14% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Desde 2020, o Seguro Fiança Locatícia acumula crescimento próximo de 195%, conforme dados consolidados da Susep e análises setoriais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), evidenciando uma trajetória de expansão estrutural e a consolidação da modalidade como principal garantia nos contratos de locação no país.

Essa modalidade oferece benefícios para todos os envolvidos: o locatário elimina a necessidade de fiador e evita a imobilização de recursos em caução; o locador conta com ampla cobertura, que inclui inadimplência de aluguéis e encargos, além de eventuais danos ao imóvel, como pintura interna e externa, entre outras proteções. O resultado é um processo mais ágil, seguro e previsível, totalmente alinhado às operações digitais do mercado imobiliário atual.

O movimento é especialmente intenso no segmento corporativo. O mercado de galpões logísticos, impulsionado pelo e-commerce, que já responde por 38% da ocupação nacional opera com vacância historicamente baixa, em torno de 7%, e absorção líquida superior a 1 milhão de m² em 2025, segundo a Cushman & Wakefield. Em contratos de longo prazo e grandes ativos, a fiança locatícia tornou-se padrão de governança, substituindo modelos informais em operações de fundos imobiliários e investidores institucionais. Estruturas como Built to Suit (BTS) e Sale and Leaseback (SLB) consolidaram o produto como instrumento essencial na infraestrutura corporativa.

A Junto Seguros acompanha esse movimento com foco em especialização, digitalização e ampliação do acesso. Em 2025, a companhia registrou crescimento de 51% em prêmios, totalizando R$ 28 milhões, e eliminou o faturamento mínimo para contratação, ampliando o acesso para pequenas e médias empresas. Com análise digital e emissão automatizada via CNPJ, a plataforma reduz significativamente o tempo entre demanda e cobertura.

Para Jorge Câmara, Head de Fiança Locatícia da Junto Seguros, a mudança vai além dos números. “Criamos um ambiente de negócios mais acessível e adaptado à realidade do empreendedor brasileiro. É um movimento que reposiciona a fiança locatícia como solução de gestão patrimonial e contratual, e não apenas como uma exigência de garantia”, afirma. Câmara destaca ainda a velocidade como diferencial competitivo: “essa agilidade tem sido essencial para atender operações com alta exigência de velocidade, como locações em shopping centers e galpões logísticos. O corretor ganha tempo, o cliente tem uma resposta rápida e, nos contratos mais relevantes, o locador conta com uma avaliação criteriosa conduzida por uma equipe especializada da Junto.”

A expansão concentra-se em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, mas avança também para novos polos, como Recife e Salvador. Setores como varejo farmacêutico, educação, construção civil e pet shops figuram entre os que mais adotam a fiança em contratos BTS. “Estamos preparados para crescer com governança, tecnologia e proximidade, sendo parceiros de longo prazo de corretores e empreendedores do mercado imobiliário”, conclui Câmara.

Zurich acelera no seguro auto com personalização para ampliar presença no varejo

Marcio Benevides

O avanço dos emplacamentos, especialmente de veículos híbridos e elétricos, começa a redesenhar a dinâmica do seguro automóvel no Brasil e abre espaço para uma nova onda de crescimento em um mercado ainda subpenetrado. Nesse cenário, a Zurich Seguros tem intensificado sua atuação no segmento, que já representa cerca de 25% de seus negócios no país, apoiada em expansão da carteira, ajustes de produto e maior proximidade com corretores.

Em entrevista, o diretor executivo de Distribuição, Marcio Benevides, detalha como a companhia vem se posicionando para capturar essa demanda, com soluções voltadas à eletrificação da frota, personalização das coberturas e evolução da experiência do cliente ao longo da jornada. Leia os principais trechos da entrevista:

O forte crescimento dos emplacamentos, especialmente em híbridos e elétricos, já tem se refletido na demanda por seguro automóvel? O que a Zurich observa na prática? 

    O crescimento dos emplacamentos, especialmente de veículos híbridos e elétricos, amplia a base de veículos com características diferentes da frota tradicional, o que naturalmente gera novas demandas por coberturas e serviços. Na Zurich, essa evolução já vinha sendo acompanhada. Somos pioneiros em seguros para veículos eletrificados desde 2019 e a companhia desenvolveu soluções específicas para esse perfil, com coberturas adaptadas e atendimento especializado para lidar com as particularidades desses veículos, como estrutura de reparo e suporte técnico adequado. Além do aumento gradual na procura, em 2025 fechamos com um aumento de138% de apólices nesta categoria, há uma mudança clara no perfil do cliente. Trata-se de um consumidor mais atento à experiência como um todo, que valoriza agilidade, transparência e serviços que façam sentido no uso do dia a dia. Isso impulsiona o seguro automóvel a evoluir para um modelo mais flexível, com maior personalização e foco na jornada completa, não apenas na proteção em si. 

    Considerando que o Brasil ainda tem baixa penetração (cerca de 30% da frota segurada), esse ciclo de vendas pode ampliar esse índice ou o principal entrave segue sendo preço e renda? 

      A baixa penetração do seguro automóvel no Brasil é resultado de um conjunto de fatores, e o preço ainda tem um peso relevante nessa equação, especialmente quando combinado com o nível de renda e o custo de manutenção do veículo no dia a dia. Por outro lado, iniciativas que estimulam o contato mais frequente com o seguro, como ciclos comerciais mais intensos e campanhas voltadas à rotina do corretor, contribuem para ampliar a conscientização sobre o produto e aumentar a proximidade com o cliente. É um ponto que ajuda a gerar novas oportunidades, principalmente entre consumidores que ainda não têm o hábito de cotar ou considerar o seguro como parte do planejamento. O avanço da penetração tende a passar por uma combinação de fatores. De um lado, tornar o seguro mais acessível e adequado à realidade do cliente. De outro, ampliar a percepção de valor para mostrar que o produto pode apoiar o motorista também em situações do dia a dia, e não apenas em eventos de maior impacto. Esse equilíbrio é um dos caminhos para ampliar a base de segurados ao longo do tempo. 

      Desde a entrada mais recente da Zurich no seguro auto no Brasil, qual foi o crescimento da carteira e qual o peso atual do segmento dentro da operação da companhia? 

        Desde a intensificação da atuação da Zurich no seguro automóvel no Brasil, a seguradora vem apresentando crescimento consistente e acima da média do mercado. Em termos de evolução da carteira, a Zurich registrou crescimento de 14% no segmento em 2024, enquanto o mercado avançou cerca de 3,1% no mesmo período. Esse desempenho vem sendo sustentado ao longo do tempo, com crescimento de aproximadamente 7,5% em 2025, frente a 7,1% do mercado.  É um avanço que também se reflete na escala da operação, que já conta com mais de 600 mil de itens segurados no seguro automóvel. Em relação ao peso do segmento dentro da companhia, o automóvel passou a ter papel central na estratégia de crescimento no Brasil, representando atualmente cerca de 25% dos negócios da Zurich no país. Esse posicionamento reforça o movimento da seguradora de ampliar sua presença no varejo e diversificar sua carteira por meio de linhas pessoais. 

        Quais foram os principais aprendizados nesse período de entrada e consolidação no ramo? Houve ajustes relevantes em produto, subscrição ou estratégia comercial? 

          Ao longo desse período de expansão no seguro automóvel, um dos aprendizados mais relevantes foi a importância de adaptar o produto às necessidades reais do dia a dia do cliente, indo além das coberturas tradicionais. Nesse sentido, um dos movimentos mais representativos foi o lançamento da cobertura Pequenos Reparos Premium, no segundo semestre de 2024, desenvolvida para atender danos de baixa complexidade, como arranhões, amassados e pequenas colisões. Esse tipo de situação, muitas vezes, não era acionado pelo cliente por não compensar o uso do seguro tradicional, o que indicava uma lacuna na oferta. O produto se diferencia por ampliar a cobertura de mão de obra para até R$ 1.500 e garantir a reposição de peças, como para-choques e itens complementares, em valor de até R$ 15 mil.  O acionamento funciona como assistência, sem impacto na classe de bônus do segurado. Recentemente, adicionamos a cobertura para calibração do sistema ADAS (Advanced Driver Assistance Systems). Com a presença crescente desses sistemas nos veículos, oferecer suporte adequado reforça a percepção de modernidade e cuidado, além de ser um diferencial claro no momento da comparação entre seguradoras. A adição dessas coberturas reflete justamente esse ajuste de produto a partir da escuta do cliente e da observação do uso do seguro na prática, com o intuito de ampliar o valor percebido e contribuir para uma experiência mais aderente à rotina. Além disso, a Zurich vem evoluindo sua atuação comercial e operacional, com maior proximidade com os corretores e uso de tecnologia para apoiar processos como subscrição e atendimento, acompanhando as transformações do mercado e o perfil do consumidor. 

          Em um mercado com players já consolidados, quais são hoje os principais diferenciais da Zurich para competir em automóvel? 

            Hoje, os principais diferenciais da Zurich no seguro automóvel estão ligados à combinação entre flexibilidade de produto, conveniência na jornada e atributos que apoiam a argumentação comercial do corretor. Conforme mencionado anteriormente, a companhia trouxe inovações como a cobertura Pequenos Reparos Premium e a calibração do ADAS, que ampliam o uso do seguro no dia a dia e responde a demandas reais do cliente. O Zurich Automóvel ainda se destaca pela flexibilidade nas opções de contratação e pagamento, com possibilidade de parcelamento em até 12 vezes, somada a um conjunto de serviços que facilitam a rotina do cliente, como assistência 24 horas e uma rede de oficinas referenciadas com padrão de qualidade, garantia nas peças e maior agilidade na condução do reparo. Outro ponto relevante é a experiência ao longo da jornada, com foco em simplificação e transparência. A seguradora investe em processos mais ágeis e no uso de tecnologia para dar mais previsibilidade ao cliente, como, por exemplo, o acompanhamento das etapas do sinistro, o que reduz atritos e melhora a percepção de serviço. A Zurich também vem se posicionando na oferta para veículos elétricos e híbridos, com coberturas e atendimento adaptados a esse perfil, acompanhando a evolução da frota e as novas demandas de mobilidade, como expliquei na primeira resposta.  A isso se soma um diferencial importante em sustentabilidade aplicada ao produto, especialmente no momento do sinistro, com iniciativas voltadas à reciclagem de peças, gestão de resíduos e certificação de oficinas com boas práticas ambientais. 

            A companhia tem destacado sua atuação em seguros para veículos elétricos. O que, na prática, diferencia essa cobertura em relação ao seguro tradicional? 

              A cobertura para veículos elétricos e híbridos da Zurich se diferencia do seguro tradicional principalmente por considerar as particularidades desse tipo de veículo, tanto do ponto de vista técnico quanto de uso. Fomos um dos pioneiros nesse segmento no Brasil, com o lançamento do produto em 2019 e, posteriormente, realizamos um relançamento em 2023 com aperfeiçoamentos, acompanhando a evolução desse mercado e ampliando o escopo de proteção. A principal diferença está na adaptação das coberturas e dos serviços. O seguro inclui proteção específica para itens que não existem em veículos convencionais, como o cabo de carregamento em caso de roubo ou furto, além de contar com rede de oficinas especializadas, preparadas para lidar com a tecnologia desses veículos. Também destaco o atendimento diferenciado, com assistência 24 horas estruturada para esse perfil de cliente, incluindo serviços mais personalizados, como o modelo de atendimento concierge, que busca oferecer mais conveniência e suporte ao longo da jornada. É importante ressaltar que, atualmente, há um olhar mais amplo para a cadeia de valor, com iniciativas que dialogam com sustentabilidade e inovação, refletindo não apenas na cobertura em si, mas também na forma como o produto se conecta às transformações da mobilidade. Esses elementos mostram que não se trata apenas de uma adaptação do seguro tradicional, mas de uma proposta construída para atender às necessidades específicas dos veículos eletrificados e de seus proprietários. 

              Na relação com os corretores, o que tem sido mais determinante para ganhar espaço: condições comerciais, produto ou experiência operacional? 

                O avanço tende a estar menos concentrado em um único fator e mais na combinação entre produto, condições e experiência ao longo da jornada. A Zurich tem trabalhado esse conjunto de forma integrada. Há um esforço para oferecer condições comerciais competitivas, que ajudem o corretor a disputar o cliente no momento da cotação. Por outro lado, o produto incorpora atributos que ampliam a argumentação na ponta, com coberturas e serviços que fazem sentido para o cliente final. A experiência operacional tem um papel relevante nesse processo. A simplificação de etapas, maior previsibilidade no atendimento e o uso de tecnologia para dar agilidade aos processos contribuem para facilitar o dia a dia do corretor e reduzir atritos na jornada. Somado a isso, a companhia vem investindo em proximidade e ativação comercial, com iniciativas voltadas a incentivar uma atuação mais consistente e ampliar a presença do corretor na oferta do seguro automóvel. 

                Como a campanha “Arrancada Zurich Automóvel” se insere na estratégia de crescimento? O foco está mais em ativação da base, conquista de novos corretores ou aumento de produção? 

                  A Arrancada Zurich Automóvel é uma campanha de vendas que está diretamente conectada à estratégia de crescimento da empresa no segmento, com foco principal em ativar e desenvolver a base de corretores. A iniciativa parte do entendimento de que ainda existe um potencial relevante dentro da própria base, especialmente entre profissionais que já têm relacionamento com a Zurich, mas não atuam de forma recorrente com o produto automóvel. Por isso, a campanha busca incentivar uma presença mais constante do seguro auto na rotina comercial desses corretores. O foco está em estimular ritmo e consistência nas cotações, criando uma dinâmica que favorece o aumento de produção ao longo do tempo, mais do que ações pontuais. O incentivo financeiro direto e o acompanhamento frequente ajudam a organizar essa rotina e dar previsibilidade à atuação comercial. A “Arrancada Zurich Automóvel” também auxilia na ampliação da ativação de corretores que ainda não trabalham com a Zurich de forma contínua, ao reforçar os benefícios do produto e a proposta de parceria. A iniciativa combina, portanto, três frentes que se complementam: ativação da base, aumento de produção e aproximação com corretores ainda pouco ativos, com ênfase na construção de consistência como motor de crescimento sustentável. 

                  Quais são as metas e ambições da Zurich para o seguro automóvel no Brasil nos próximos anos, em termos de crescimento e posicionamento no mercado? 

                    O seguro automóvel é um produto estratégico para a Zurich no Brasil e seguirá como um dos principais pilares de crescimento da companhia nos próximos anos. Trata-se de um mercado relevante, com grande potencial de desenvolvimento, tanto pela baixa penetração quanto pela importância do produto na relação com clientes e corretores. A ambição da Zurich é dar continuidade a um crescimento consistente no segmento, mantendo um desempenho acima da média do mercado, apoiado por uma combinação de evolução de produto, melhoria contínua da experiência do cliente e fortalecimento da atuação junto aos corretores, que seguem como peça central na distribuição. Tal movimento também está alinhado à estratégia de ampliar a presença no varejo e diversificar a carteira em linhas pessoais por meio da utilização do seguro automóvel como porta de entrada para novos relacionamentos e oportunidades de negócios. 

                    CNseg se reúne com Geraldo Alckmin e apresenta propostas para impulsionar o setor de seguros

                    O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou apoio ao projeto de lei que moderniza e amplia os recursos destinados ao seguro rural, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. A sinalização ocorreu nesta quarta-feira (29), durante reunião em Brasília (DF) com o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, e executivos do setor.

                    Além do seguro rural, os executivos do mercado segurador apresentaram propostas voltadas ao desenvolvimento e ao fortalecimento do setor no país, com destaque para a revisão da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre a previdência privada e a criação de mecanismos público-privados para ampliar a proteção física e patrimonial diante de eventos climáticos extremos.

                    Durante o encontro, Dyogo Oliveira destacou a relevância do setor para a economia brasileira, que já representa mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB), além de apresentar perspectivas de crescimento. Segundo ele, embora o setor esteja sólido e capitalizado, ainda há espaço para avanços estruturais.

                    “O fortalecimento do seguro rural, com a ampliação de recursos, é essencial para apoiar um dos pilares da economia brasileira, que atualmente conta com apenas cerca de 5% de sua área segurada. Além disso, é fundamental avançar no debate sobre as regras de incidência do IOF sobre a previdência privada, considerando os possíveis impactos sobre o planejamento financeiro da população, especialmente da classe média”, afirmou.

                    Por sua vez, Geraldo Alckmin ressaltou a urgência da aprovação do projeto, destacando a importância do setor segurador para o desenvolvimento econômico do país. O vice-presidente também defendeu o avanço do diálogo com o setor produtivo para a construção de soluções capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, cujos impactos têm se intensificado e afetado o desenvolvimento socioeconômico nacional.

                    Também participaram da reunião o presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergílio; o vice-presidente da SulAmérica Companhia de Seguro Saúde, Pablo dos Santos Meneses; o diretor da XP Vida e Previdência, Amâncio Paladino; o diretor-presidente da SINAF Previdencial Cia. de Seguros, Pedro Cláudio de Medeiros B. Bulcão; o diretor-presidente da Capemisa Seguradora de Vida e Previdência, Jorge de Souza Andrade; e a superintendente de Relacionamento com o Poder Executivo da CNseg, Laíne Meira.

                    Encontro no MAPA

                    O presidente da CNseg também esteve reunido, na terça-feira (28), com o ministro da Agricultura, André de Paula, acompanhado do secretário de Políticas Agrícolas, Guilherme Campos.

                    Na reunião, além de ressaltar apoio para a aprovação do PL 2951/24, que amplia o alcance do seguro rural, também foram apresentadas propostas do mercado segurador para o aperfeiçoamento do setor agropecuário do país, no qual os seguros podem ser importantes mecanismos para a mitigação de riscos em diversas atividades.

                    Mapfre atinge lucro de 65 milhões de euros no Brasil no primeiro trimestre de 2026

                    felipe nascimento mapfre

                    A operação brasileira da Mapfre, companhia global de seguros e serviços financeiros, concluiu o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de 65 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho mantém o país como um dos principais destaques e motores de rentabilidade da companhia no mundo. O resultado foi apoiado na elevada rentabilidade técnico-financeira da operação, que levou o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) a um patamar de 26,5%, considerado de excelência.

                    O volume de prêmios no Brasil alcançou 1,16 bilhão de euros, registrando uma leve redução de 0,2% em euros e de 0,6% em moeda local. A excelência operacional da unidade brasileira se refletiu nos indicadores técnicos. O índice combinado de Não Vida continuou em um nível excelente, situando-se em 75,4%, uma melhora de 0,9 ponto percentual. O segmento de Seguros Gerais registrou um forte índice de 67,7% (-0,5 p.p.), sustentado pela carteira de Agro. O negócio de Vida Risco também manteve a sua alta rentabilidade, com indicador de 84,2%, enquanto a linha de Automóveis apresentou melhora para 101,9% (-0,6 p.p.).

                    “O desempenho registrado neste primeiro trimestre reflete a maturidade da operação e a consistência da estratégia local, que segue como um pilar fundamental para os resultados globais do Grupo Mapfre. Seguiremos focados na disciplina técnica e no rigor da eficiência operacional, impulsionando uma atuação cada vez mais orientada à geração de valor para distribuidores, clientes e a sociedade, para um crescimento sólido e sustentável”, afirma Felipe Nascimento, CEO da Mapfre no Brasil.

                    Desempenho global 

                    Considerando o cenário global, a Mapfre registrou lucro líquido de 311 milhões de euros nos três primeiros meses de 2026, uma alta expressiva de 12,7% na comparação anual. Todas as regiões e unidades de negócios contribuíram positivamente para o resultado.

                    Os prêmios globais somaram cerca de 8,4 bilhões de euros, apresentando uma queda de 2,2% devido ao impacto cambial, mas permanecendo praticamente estáveis com taxas de câmbio constantes (-0,2%). O índice combinado global de Não Vida melhorou para 93,2% (-0,9 p.p.).

                    No desempenho por regiões, Latam obteve lucro total de 114 milhões de euros, sustentada pela forte diversificação do negócio. A Ibéria (Espanha e Portugal) aumentou o seu resultado para 138 milhões de euros (+13,9%). A América do Norte registrou sólido lucro de 30 milhões de euros (+1,3%), com forte avanço em seu índice combinado. A Mapfre Re, que integra Resseguro e Global Risks, obteve lucro de 85 milhões de euros (+76,8%), graças à gestão prudente e menores impactos catastróficos.

                    Marsh e Fórmula 1® anunciam parceria global de longo prazo

                    A Marsh anunciou hoje uma parceria de longo prazo com a Formula 1® como o primeiro Parceiro Oficial de Risco e Parceiro Oficial de Corretagem de Seguros da série, marcando um passo ousado como uma marca global unificada. Ancorada no propósito da Marsh — construir a confiança para prosperar através do poder da perspectiva — a parceria reforça um compromisso compartilhado com desempenho, inovação e impacto global.

                    Por 155 anos, a Marsh tem ajudado organizações a navegar pela complexidade e moldar o futuro com confiança. À medida que a empresa entra em um novo capítulo — reunindo os principais negócios da Marsh sob uma marca global única — essa colaboração marca sua primeira parceria global esportiva em toda a empresa.

                    “A Fórmula 1 representa o ápice da performance, da precisão e resiliência — valores profundamente alinhados com o compromisso da Marsh de ajudar os clientes a navegar pela complexidade e desbloquear oportunidades”, disse John Doyle, Presidente e CEO da Marsh. “Esse patrocínio reflete a poderosa sinergia entre nossas organizações, onde o sucesso depende de informações baseadas em dados, análises de ponta e uma análise aguçada de riscos para impulsionar o desempenho.”

                    “É fantástico que a Marsh esteja se juntando à família da F1 como Parceiro Oficial, trazendo seu foco em desempenho, soluções inovadoras e crescimento global para aprimorar ainda mais o nosso esporte”, disse Stefano Domenicali, Presidente e CEO da Fórmula 1. “Ambas as organizações têm um alcance enorme entregue por meio de um ecossistema unificado dedicado à excelência e a ultrapassar os limites do que é possível. À medida que o esporte continua ganhando impulso e alcançando novos patamares, temos enormes oportunidades com a Marsh para pensar grande e alcançar grandes feitos juntos.”

                    Através da parceria, a Marsh criará uma presença significativa de sua marca, aproveitando o alcance mundial da Fórmula 1 para mais de 827 milhões de fãs e seu espírito inovador para se conectar com líderes empresariais de diversas indústrias. Como parceiro oficial, a Marsh terá uma marca proeminente nas pistas e a capacidade de criar experiências exclusivas para convidados nas corridas ao redor do mundo.

                    Além disso, a Marsh apresentará o The Risk Perspective, uma série de conteúdo única exibida na F1.com e no aplicativo da F1, explorando nove circuitos específicos onde pilotos e equipes precisam interpretar riscos, adaptar-se a condições em evolução e tomar decisões decisivas sob pressão. A série mostrará como a perspectiva é o que transforma a incerteza em vantagem — e o conhecimento em desempenho.

                    “À medida que seguimos divulgando nossa nova marca global, estamos focados em como nos relacionamos com os clientes”, disse John Jones, Chief Marketing Officer da Marsh. “O rápido crescimento global e o impulso cultural da Fórmula 1 a tornam um parceiro ideal, criando uma oportunidade para alcançar novos públicos, aprofundar relacionamentos com clientes e levar nossa expertise a ambientes onde desempenho, velocidade e juízo são mais importantes.”

                    A Marsh, através de seus negócios, tem uma longa história de trabalho próximo com empresas líderes nos setores automotivo, de transporte, de mobilidade, esportes e entretenimento. A colaboração com a Fórmula 1 também permite que a Marsh se envolva mais profundamente com clientes e partes interessadas da indústria no mundo todo, mostrando suas soluções personalizadas que respondem a riscos e oportunidades em evolução.