AXA no Brasil lança seguro garantia para compra e venda de energia e reforça atuação no mercado livre

A AXA no Brasil anuncia a expansão de seu portfólio de Seguro Garantia com o lançamento da modalidade Compra e Venda de Energia, desenvolvida para atender o crescente mercado livre de energia. Mais do que um novo produto, a iniciativa marca o avanço do papel do seguro como elemento essencial para viabilizar o crescimento sustentável do setor energético no Brasil.

O produto é direcionado a geradores de energia, especialmente usinas fotovoltaicas, e garante proteção financeira ao fornecedor em caso de inadimplência do comprador. Em um ambiente de contratos bilaterais e maior exposição a risco de crédito, a solução atua como um mecanismo de estabilidade e confiança para as transações.

O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do setor. O mercado livre de energia já responde por cerca de 43% do consumo elétrico nacional, com aproximadamente 85 mil consumidores ativos, após a entrada de mais de 21 mil novos participantes apenas em 2025.

O movimento é estrutural: 95% da energia consumida pela indústria brasileira já está no mercado livre, e a abertura gradual para consumidores de menor porte deve ampliar significativamente esse universo nos próximos anos.

Esse crescimento, no entanto, traz novos desafios. À medida que o mercado se descentraliza e os contratos deixam de contar com garantias implícitas do modelo regulado, cresce a necessidade de instrumentos que assegurem o cumprimento das obrigações financeiras.

É nesse contexto que o seguro passa a assumir um papel crítico: não apenas como mitigador de risco, mas como viabilizador do próprio funcionamento do mercado.

A expansão das energias renováveis, especialmente da geração solar, intensifica essa dinâmica ao aumentar o número de agentes, contratos e exposições financeiras ao longo da cadeia.

Nesse cenário, o lançamento integra a estratégia da AXA de consolidar uma oferta completa em Seguro Garantia, ampliando sua relevância em cadeias produtivas estratégicas e reforçando sua competitividade no segmento.

Segundo Denis Maelaro, Diretor de P&C e Specialties da AXA no Brasil, “o mercado de energia limpa vive um ciclo de crescimento acelerado no Brasil, e as soluções de seguro precisam evoluir no mesmo ritmo. À medida que o mercado livre avança, o seguro deixa de ser apenas proteção e passa a ser um elemento estruturante das operações. Essa nova modalidade fortalece nossa proposta dentro do AXA Verde, iniciativa voltada à transição para uma economia de baixo carbono.”

Para Fábio Scatigno, Superintendente de Garantia da AXA no Brasil, “esse lançamento amplia nossa atuação ao permitir proteção dos dois lados da cadeia no mercado livre de energia. Já oferecíamos garantias para assegurar a entrega ao consumidor e, agora, passamos a proteger também o fornecedor contra inadimplência. Essa visão integrada é um diferencial importante da AXA no segmento.”

Grupo HDI investe cerca de R$ 1 milhão em veículos de pronta resposta para atuação em imprevistos

O Grupo HDI anuncia a implementação de uma frota de veículos de pronta resposta, desenvolvidos para atuação em cenários de eventos climáticos extremos. Com investimento aproximado de R$ 1 milhão, a nova estrutura reforça a capacidade de atendimento da companhia em regiões impactadas, especialmente no Sul do país – área que tem enfrentado recorrentes desastres naturais nos últimos anos.

Os veículos funcionam como escritórios móveis, permitindo a condução integral de processos pós diretamente no local da ocorrência. Desde o primeiro atendimento até a liberação da indenização, todas as etapas podem ser realizadas in loco, incluindo abertura de sinistro, coleta de documentos, solicitação de assistência e análise para pagamento. Equipados com estrutura completa, os veículos contam com internet via satélite, energia por placas solares e gerador, garantindo autonomia mesmo em locais com infraestrutura comprometida. Além disso, oferecem suporte adicional à população local em situações emergenciais, como acesso à Wi-Fi e pontos para recarga de celulares.

A iniciativa é operada pela própria equipe de sinistros do Grupo HDI, que atua com autonomia no atendimento a clientes e corretores, garantindo mais agilidade, proximidade e eficiência. “A criação dos veículos de pronta resposta é um avanço importante na forma como atuamos em situações de catástrofe. Nosso objetivo é estar onde e quando o segurado mais precisa, com autonomia para resolver toda a jornada do sinistro de forma ágil e eficiente. Buscamos levar presença, acolhimento e suporte real para as comunidades impactadas, contribuindo para uma recuperação mais rápida e segura”, afirma Marcos Bailer, Diretor de Sinistros Auto da empresa.

Valor Econômico traz um retrato amplo de como o setor de seguros entra em 2026

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O mercado segurador brasileiro entra em 2026 diante de uma transição relevante. Depois de um ciclo em que parte do crescimento esteve concentrada em segmentos específicos, o setor passa a se mover por uma combinação mais complexa de fatores: expansão dos ramos de risco, intensificação do uso de tecnologia, ganho de eficiência operacional, adaptação regulatória e desenvolvimento de produtos mais aderentes à realidade financeira de famílias e empresas. Em um ambiente ainda marcado por juros elevados, orçamento apertado e competição crescente pela renda do consumidor, o avanço tende a depender menos de impulso homogêneo e mais da capacidade de precificar melhor, distribuir com mais inteligência e ampliar a cultura de proteção em um mercado ainda subpenetrado.

As reportagens deste especial mostram que essa expansão será desigual. Há linhas com tração mais clara, como vida, prestamista, automóvel, habitacional, saúde, garantia e riscos financeiros, beneficiadas pela maior consciência sobre proteção, pela expansão do crédito e pela busca por soluções mais conectadas ao cotidiano do cliente. Em paralelo, segmentos como previdência aberta, seguro rural, riscos de engenharia e parte das coberturas empresariais continuam condicionados a ajustes tributários, aperfeiçoamentos regulatórios, subsídios ou redesenho de oferta para reagir de forma mais consistente. O retrato é o de um setor que cresce, mas de forma seletiva.

No centro desse movimento está a transformação do próprio papel do seguro na economia. Mais do que instrumento clássico de recomposição patrimonial, ele passa a ocupar espaço crescente na preservação de renda, na reconstrução após perdas, na adaptação às mudanças climáticas, na sustentação do crédito, no planejamento financeiro das famílias e na resiliência das cadeias produtivas. O avanço da inteligência artificial, a consolidação de novos marcos regulatórios, a integração de cooperativas e associações ao ambiente supervisionado, o debate sobre seguro catástrofe, a evolução do open insurance, a reinvenção da corretagem, a sofisticação do resseguro e a criação de produtos mais flexíveis ajudam a redesenhar esse mapa.

O conjunto das matérias revela, assim, um setor mais tecnológico, mais analítico e mais competitivo, mas ainda diante de desafios antigos. Em um país com baixa penetração em frentes essenciais — da proteção patrimonial no campo ao seguro de vida, da cobertura contra eventos extremos à difusão dos microsseguros —, o espaço para crescer continua expressivo. O desafio de 2026 não é apenas expandir arrecadação, mas transformar potencial em escala, com produtos mais simples, distribuição mais eficiente, maior segurança jurídica e capacidade de responder a uma sociedade mais exposta a riscos financeiros, climáticos, digitais e sociais.

CENÁRIO 2026

A dinâmica do setor de seguros em 2026 tem sido ditada pela convergência de vetores que combinam expansão dos ramos de risco, uso mais intensivo de tecnologia, ganho de eficiência operacional, adaptação regulatória e busca por produtos mais aderentes ao bolso e à necessidade do consumidor. Depois de um 2025 em que a arrecadação consolidada foi afetada pela fragilidade da previdência aberta, especialmente do VGBL, o setor chega a este ano com a convicção de que o crescimento tende a vir menos de um impulso homogêneo e mais da capacidade de executar melhor, precificar com mais precisão, distribuir com mais inteligência e ampliar a cultura de proteção em um mercado ainda subpenetrado.

CRESCIMENTO 

O mercado segurador brasileiro entra em 2026 com crescimento mais moderado e cada vez mais concentrado nos segmentos em que a demanda já se mostra recorrente e menos dependente de incentivos externos. Depois de encerrar 2025 com expansão de 1,8% no conceito mais amplo da CNseg – que inclui seguros, previdência aberta, capitalização e saúde suplementar -, o setor começou o ano em ritmo mais fraco do que o previsto anteriormente, levando a entidade a revisar sua estimativa de arrecadação para R$ 808 bilhões, uma alta nominal de 5,7%.

PREVIDÊNCIA

A previdência privada alcançou no ano passado R$ 1,8 trilhão em ativos e 11,2 milhões de contribuintes no Brasil, conforme a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep). As cifras, consideradas robustas, poderiam ser mais altas.

SAÚDE

As operadoras de planos de saúde registraram lucro líquido de R$ 23,8 bilhões em 2025, alta de 120,7% em relação a 2024. No segmento de seguro saúde – o menor do mercado, com sete empresas, mas que representam 14% dos beneficiários do setor -, o resultado foi de R$ 7,8 bilhões, avanço de 68,2%, segundo a ANS. 

BANCOS

Os grandes bancos brasileiros há muito identificaram a capacidade de o setor de seguros alavancar seus resultados operacionais e financeiros. A partir de seus balcões, a via primária de atração de clientes, tais instituições investiram em tecnologia e em inovação de produtos e serviços e, atualmente, despontam entre os mais competitivos figurantes dos rankings elaborados pela Susep.

CORRETORES

O mercado de corretagem de seguros, com mais de 150 mil empresas cadastradas na Susep, passa por uma reorganização no país, movimento marcado por consolidação de grandes grupos, avanço da tecnologia e mudança do papel do corretor, cada vez menos associado à simples intermediação de apólices e mais ligado à consultoria de riscos, benefícios e proteção patrimonial. Em um ambiente mais competitivo, escala, especialização e capacidade de integrar serviços se tornaram diferenciais centrais para crescer.

EVENTOS CLIMÁTICOS

Eventos climáticos extremos já provocaram perdas de R$ 184 bilhões no Brasil entre 2022 e 2024, o equivalente a cerca de R$ 60 bilhões ao ano, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Esse cenário vem pressionando o setor de seguros, com impactos sobre preços, cobertura e aceitação de risco, além do custo e da capacidade do resseguros. 

INSURTECHS

Consolidação e recomposição estratégica ditam o tom das insurtechs neste ano, unindo avanços tecnológicos a ganhos operacionais e financeiros. São mais de 500 startups de seguros ativas na América Latina. Cerca de 200 estão no Brasil, de acordo com hubs de inovação. O setor vem de um crescimento de 7% na região em 2025, segundo a Digital Insurance Latam. 

MICROSSEGUROS

As soluções voltadas ao público de alta vulnerabilidade ganham força no segmento de microsseguros. Trata-se de um mercado com potencial demanda. A população de favelas no Brasil, segundo o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou 43,5% entre 2010 e 2022.

PME

As apólices cibernéticas também contribuem para fortalecer a segurança digital das micro e pequenas empresas (MPEs), por servirem como instrumentos complementares de reforço da governança. Esse segmento é bastante vulnerável, aponta a pesquisa “Maturidade em Privacidade nos Pequenos Negócios”, do Sebrae, realizada em 2024 com 415 empreendedores de de serviços, comércio e indústria.

SEGURO DE VIDA

O investimento do mercado segurador em coberturas moduladas, mais atrativas e aderentes às necessidades dos diferentes públicos-alvo, tem dado certo quando o assunto é seguro de vida. O produto, destaque entre seguros de pessoas, chama a atenção pela crescente e criativa inclusão de coberturas em vida.

UNIVERSAL LIFE

Os tributos costumam assustar os detentores de planos de previdência privada no momento de pôr suas mãos no saldo acumulado para a aposentadoria, em especial os optantes pelo PGBL, obrigados a desembolsar o Imposto de Renda sobre todo o capital. Superada essa fase, eles terão de decidir como receber a renda.

CAPITALIZAÇÃO

Os títulos de capitalização ocupam uma nova posição no mercado. Aos poucos, eles se firmam como instrumento aceito em licitações públicas e contratos administrativos. Esse processo ganhou impulso com uma mudança na legislação, que em 2023 alterou a Lei de Licitações e incluiu expressamente o título de capitalização entre as modalidades de garantia possíveis. 

PORTFOLIO 

O seguro de automóveis segue o principal produto do segmento de danos e responsabilidades no Brasil. Responde por 42,6% da arrecadação total do setor. Em 2025, o ramo movimentou R$ 61,6 bilhões, alta de 6,8% frente a 2024. Trata-se de um desempenho que, historicamente, supera a inflação.

AUTO 

A inteligência artificial (IA) e novas tecnologias estão revolucionando o seguro auto, um mercado que cresceu 5,9% de janeiro a maio de 2025, arrecadando R$ 24 bilhões e pagando R$ 14,4 bilhões em indenizações. A inovação está por trás do desempenho das seguradoras líderes do setor, Porto Seguro, Tokio Marine, Allianz, Bradesco, Yelum e Hdi, contribuindo para um crescimento da arrecadação anual na casa dos dois dígitos.

RESSEGURO

As cessões de resseguro no Brasil cresceram 68,8% entre 2021 e 2025. Passaram de R$ 17,3 bilhões para R$ 29,2 bilhões, acompanhando o avanço do mercado de seguros e a entrada de grupos internacionais. O setor reúne hoje 15 resseguradoras locais, 25 admitidas e 92 eventuais licenciadas.

FRAUDES

O uso de inteligência artificial (IA) para criação de imagens e vídeos tem impulsionado um aumento global nas fraudes digitais, com impacto direto no setor de seguros. O ramo de automóveis é o mais atingido, principalmente por tentativas de manipulação de imagens e vídeos de veículos danificados.

AGRO

Apesar de ser o motor do crescimento da economia brasileira nos últimos anos, o agronegócio está cada vez mais desprotegido. No ano passado, a área plantada coberta pelo seguro rural, o principal mecanismo de proteção ao produtor, foi de apenas 3,2 milhões de hectares.

PARAMÉTRICO

O seguro paramétrico, modalidade na qual a indenização é paga com base na intensidade de um evento pré-definido e não na avaliação de prejuízos reais, avança no Brasil sem consenso sobre seu estágio de maturidade e ainda focado no mercado agrícola.

RISCOS CIBERNÉTICOS

O mercado de seguro cibernético no Brasil passa por uma rápida evolução, em resposta ao cenário de ameaças digitais cada vez mais complexas e frequentes. Reembolsar prejuízos financeiros é apenas uma das funções das apólices.

SEGURO GARANTIA

A contratação de seguro garantia, modelo de proteção para assegurar que obrigações contratuais sejam cumpridas, tem avançado de forma expressiva. Em 2025, o setor cresceu 23,8% em termos nominais. Alcançou R$ 6,29 bilhões em prêmios, segundo a Susep. 

CLÁUSULA DE RETOMADA

Prevista no seguro garantia, a cláusula de retomada – mecanismo criado na Nova Lei de Licitações que obriga a seguradora a concluir as obras de uma concessão pública em caso de abandono ou inadimplência da concessionária – tem gerado dúvidas no mercado, mas não a ponto de impedir as expectativas em relação à modalidade, voltada para assegurar o cumprimento de obrigações contratuais. Como há poucos editais de obras públicas desse porte no país, a experiência das seguradoras nesse setor ainda é tímida.

JUDICIÁRIO

As reclamações à Justiça deixaram de ser apenas uma variável e passaram a interferir diretamente nas provisões, planejamentos, reajustes e estratégias das seguradoras. Esse cenário avança ano a ano e é uma das conclusões da 3ª edição da Agenda Jurídica do Mercado Segurador 2026, da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

CARBONO

Os seguros para projetos de créditos de carbono, especialmente ligados à conservação e restauração de florestas, começam a ser oferecidos no mercado brasileiro. Embora sejam produtos de nicho e muito especializados, esse setor tem potencial para crescer, à medida que o mercado voluntário global de créditos de carbono também se expande.

EVENTOS

A demanda por seguros para eventos – especialmente esportivos – cresce no Brasil, impulsionada pela popularização de corridas de rua, caminhadas e provas de ciclismo. O avanço acompanha a expansão da indústria de eventos, mas a penetração ainda é baixa.

MULHERES

A demanda por seguros mais aderentes à rotina das mulheres começa a ganhar escala no Brasil, impulsionada por mudanças no comportamento de consumo e pelo maior protagonismo feminino na gestão financeira das famílias. Entre 2024 e 2025, a contratação de seguros por mulheres cresceu 21%, segundo a Lojacorr. 

LIGA DESLIGA

Historicamente estruturado sobre contratos de longo prazo e coberturas amplas, o mercado de seguros começa a rever sua lógica diante de um consumidor que demanda mais controle sobre o que contrata e, principalmente, sobre quanto paga. Nesse contexto, ganha força o seguro intermitente, ou “liga-desliga”, regulamentado pela Susep em 2019 e que funciona como um serviço “per-pay-use”. Diferentemente do formato tradicional, que dilui o risco ao longo de um período fixo, geralmente anual, essa modalidade tem como foco a precificação individual apenas no período em que há, de fato, exposição ao risco.

Zurich lança Relatório de Sustentabilidade e anuncia nova superintendência na companhia

A Zurich Seguros anunciou o lançamento do seu Relatório de Sustentabilidade de 2025 e a criação da superintendência de Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa na companhia. 

Enquanto o relatório traz os principais avanços da estratégia brasileira de Sustentabilidade do ano anterior, o fortalecimento da área tem dois principais movimentos: a ampliação da equipe à frente da agenda na Zurich, realizada gradualmente nos últimos dois anos, e a promoção de Nathalia Abreu, até então gerente executiva, ao cargo de superintendente a partir do mês de abril. O objetivo: ampliar ainda mais a integração entre as agendas de Sustentabilidade e de negócios da Zurich. 

“Em alinhamento à divulgação dos nossos resultados em 2025, a ampliação da equipe e a promoção da Nathalia têm foco em fortalecer a governança e relevância da área, conectando-a ainda mais aos objetivos de negócio, além de consolidar o posicionamento da organização como referência em impacto positivo no setor de seguros e no mercado brasileiro”, explica Lucía Sarraceno, diretora de Marketing, Clientes, Sustentabilidade e Inovação da Zurich Seguros. 

Sustentabilidade na Zurich em 2025

A companhia vem avançando de forma consistente em sustentabilidade, com resultados relevantes no Brasil. Em 2025, a Zurich alcançou uma redução de 79% nas emissões operacionais no país.

O avanço reflete uma estratégia estruturada de descarbonização, que inclui a adoção de energia limpa, a eletrificação da frota executiva, a redução de viagens aéreas e de deslocamentos de colaboradores, além da otimização de processos internos, alinhando eficiência operacional à redução de impactos ambientais. O propósito da companhia consiste em alcançar emissões líquidas zero (net-zero) até 2050 em seguros e investimentos, e até 2030 em suas operações próprias. 

Esse desempenho está inserido em um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas à gestão sustentável das operações, negócios e o impacto social. Entre os destaques, estão: 

  • Destinação correta de 215,6 toneladas de resíduos por meio do programa Zurich Recicla 
  • +320 de oficinas certificadas pelo Selo Verde, atendendo mais de 41% dos sinistros de auto 
  • Frota executiva 100% de veículos elétricos ou híbridos  
  • 60% da empresa formada por mulheres, sendo 48% na liderança e 32% na alta liderança 
  • +4,9 milhões de pessoas impactadas por meio de projetos sociais apoiados 
  • +10 mil horas de voluntariado dedicadas pelos Zurichers (colaboradores) 
  • Plantio de 100 mil mudas plantadas na Floresta Zurich, que hoje conta com mais de 800 mil árvores, contribuindo para a restauração ambiental.  
  • Projeto Floresta Zurich, que possui o objetivo de plantar um milhão de mudas de espécies nativas ao longo de oito anos — meta que já está próxima de ser atingida, com mais de 800 mil árvores cultivadas até agora, representando mais de 80 espécies da Mata Atlântica. 

Essas e outras importantes ações reforçam a atuação da companhia com a redução de impactos e com a construção de uma operação cada vez mais eficiente, responsável e alinhada às metas climáticas de longo prazo. Além disso, a consistência da atuação da Zurich em Sustentabilidade tem sido reconhecida por premiações relevantes.  

Em 2025, a Zurich venceu o Prêmio ECO, da Amcham Brasil, na categoria Tecnologia e Inteligência para a Sustentabilidade, com o Climate Spotlight, que oferece a empresas e governos análises baseadas em dados e cenários climáticos futuros para a tomada de decisão. 

Em 2024, a seguradora já havia recebido o primeiro lugar no Prêmio de Inovação em Seguros, da CNseg com seus serviços de resiliência climática. Também em 2025, o Fundo de Catástrofes, que promove a atuação no apoio a comunidades impactadas por eventos extremos, conquistou o segundo lugar no BRICS Solutions Awards, na categoria Innovative Financing for Sustainability, que reconhece soluções de financiamento com impacto ambiental e social. 

Bradesco Seguros inicia operação especial para atendimento a chuvas e temporal de granizo no Pará e em SP

Com as recentes chuvas que atingiram cidades ribeirinhas do Pará no domingo (19) e os temporais de granizo que assustaram moradores do interior de São Paulo no sábado (18), a Bradesco Seguros iniciou uma nova operação de apoio aos segurados das duas regiões. No total, nove municípios estão sendo atendidos de forma extraordinária, com reforço de pessoal e agilidade nas indenizações. 

A operação da Bradesco Seguros consiste em contato humanizado com os segurados, vistoria presencial aos locais sinistrados, buscando agilizar todo o processo de orçamentação de prejuízos, dispensa de documentação e prioridade na conclusão do caso. Em São Paulo, os municípios de Itu, Piedade, Sorocaba, Mairinque, Votorantim e Salto de Pirapora foram os mais atingidos. Já no Pará, os municípios de Belém, Marituba e Ananindeua estão recebendo atendimento diferenciado.  

“Nossas equipes estão em contato direto com corretores e segurados, para que ninguém fique desamparado neste momento. De forma objetiva, rápida e organizada, buscamos dar todo o suporte necessário aos nossos clientes e às vítimas das intempéries”, desta Márcio Jordão, Superintendente Sênior de Sinistros da Bradesco Seguros. 

Porto Saúde anuncia campanha com condições especiais em Saúde e Odonto

porto seguros seguradora

A Porto Saúde anuncia uma campanha com condições especiais para a contratação de produtos de Saúde e Odonto. A iniciativa será realizada entre os dias 16 e 24 de abril e tem como objetivo impulsionar novos negócios, além de fortalecer o relacionamento com corretores e clientes.

Durante o período, clientes que contratarem novos planos poderão acessar condições diferenciadas na primeira fatura*. No Seguro Saúde, empresas de 3 a 99 vidas terão desconto de 50% ou 75%, de acordo com a data de vigência da apólice. Já no Seguro Odontológico, o mesmo benefício é válido para planos a partir de 3 vidas, mediante contratos com vigência de 24 meses.

Os percentuais de desconto variam conforme o início de vigência da apólice: contratações com início até 30 de abril contam com 75% de desconto exclusivamente na primeira fatura, enquanto aquelas com vigência posterior ao dia 30 de abril terão 50% de desconto.

A campanha também prevê premiações adicionais para os corretores parceiros, com ganhos que variam de acordo com a linha de produto, porte das empresas e tempo de vigência, mediante o pagamento da primeira parcela. 

Com a iniciativa, a Porto Saúde reforça sua estratégia de ampliar a presença no segmento e apoiar a atuação dos mais de 47 mil corretores parceiros em todo o país.

* Condições válidas de 16/04/2026 a 24/04/2026. Região de abrangência — Seguro Saúde: SP, RJ e DF | Seguro Odontológico: municipal e nacional |A partir da segunda fatura, o valor volta a ser integral, conforme termo de orçamento/proposta comercial |Seguro Saúde: condição válida somente para planos PME |Seguro Odontológico: condição válida para planos PME e Empresarial, com vigência de 24 meses. Consulte regulamento.

Corretora de seguros Aon anuncia José Albernaz como CCO para o Brasil


A Aon plc (NYSE: AON), empresa líder global em serviços profissionais, anuncia, com efeito imediato, a nomeação de José Albernaz como Chief Commercial Officer para o Brasil.

Reportando a Leonardo Coelho, CEO da companhia no país, Albernaz passa a liderar as estratégias comerciais de Risk Capital e Human Capital e o relacionamento com clientes, com foco em impulsionar o crescimento sustentável e fortalecer as conexões da companhia no Brasil.

Com 16 anos de trajetória na Aon, Albernaz aporta sólida experiência e profundo conhecimento do mercado de riscos e seguros. Anteriormente, ocupou posições estratégicas na empresa, abrangendo gestão de relacionamento com clientes, desenvolvimento de novos negócios e liderança comercial multirregional. Recentemente atuou como diretor executivo de relacionamento para Global Business.

“A nomeação de José Albernaz reflete o compromisso da Aon com o desenvolvimento e a promoção de seus talentos, assim como com a construção de lideranças sólidas, conectadas e preparadas para oferecer aos clientes cada vez mais clareza e confiança frente a um ambiente de negócios volátil, marcado por riscos complexos e interconectados. Mais do que uma transição de posição, esse movimento representa continuidade, coerência e evolução da nossa estratégia comercial”, afirma Leonardo Coelho, CEO para o Brasil na Aon.

Seguradora MetLife lança produto de vida convenção coletiva com diferenciais de mercado

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A MetLife anunciou o lançamento do Vida Convenção Coletiva, produto desenvolvido para apoiar empresas no cumprimento das exigências previstas em convenções coletivas de trabalho (CCTs). A solução conta com atualização automática da apólice sempre que houver mudanças nas regras, garantindo conformidade contínua com as convenções vigentes. 

O produto amplia o portfólio da companhia no segmento e busca simplificar a oferta de seguro de vida aos colaboradores, especialmente em um cenário de maior complexidade no atendimento às exigências trabalhistas. 

Segundo o Sebrae, as empresas com estruturas mais enxutas, enfrentam dificuldades para acompanhar obrigações trabalhistas, especialmente na oferta de benefícios, esta é a realidade das grandes maiorias das Pequenas e Médias empresas do país – que representam cerca de 96% dos CNPJs cadastrados no Brasil. 

Na prática, a falta de processos estruturados pode dificultar o cumprimento das exigências previstas em acordos coletivos, aumentando o risco de multas e passivos trabalhistas. Ao mesmo tempo, cresce a busca por soluções que tragam mais proteção aos colaboradores e mais segurança para as empresas. 

Nesse cenário, o Vida Convenção Coletiva foi desenvolvido para tornar mais simples a contratação do seguro e o atendimento às exigências das CCTs. O produto reúne coberturas já adequadas às regras vigentes, permite implantação rápida, garante atualização automática da apólice e possibilita o pagamento de sinistros em até 24 horas, oferecendo mais eficiência operacional e previsibilidade para as empresas. 

“Quando falamos de convenções coletivas, não estamos falando apenas de obrigação legal, mas de cuidado com as pessoas. Nosso objetivo foi criar uma solução que ajude as empresas a cumprirem seu papel de forma simples e consistente, ao mesmo tempo em que ampliam a proteção aos colaboradores”, diz Thiago Alberti, diretor de Produtos e Pricing da MetLife Brasil 

Além do produto, a MetLife também investe na digitalização da jornada de contratação, com foco em simplificar a rotina dos corretores. Por meio do COT.AI, ferramenta de cotação via WhatsApp, é possível gerar propostas a partir de informações básicas, como CNPJ e número de vidas, reduzindo tempo e burocracia no processo comercial. 

“O COT.AI foi desenvolvido para apoiar a rotina dos nossos corretores parceiros, trazendo mais agilidade ao processo de cotação e reduzindo etapas operacionais. A ideia é facilitar a atuação dos corretores de seguros, com uma experiência simples e intuitiva, voltada para atender os seus clientes”, afirma Ramon Gomez, vice-presidente comercial da MetLife Brasil. 

amonramoCom mais de 37 mil clientes empresariais e cerca de 8 milhões de vidas seguradas no Brasil, a MetLife reforça sua vocação para promover acesso à seguros e serviços a cada vez mais empresas e pessoas, com foco em soluções que combinem conformidade com as regras, agilidade e proteção financeira. 

MAG Seguros leva campeões a Barcelona em experiência exclusiva inspirada no circuito mundial de tênis  

A MAG Seguros, especialista em vida e previdência com 191 anos de atuação ininterrupta no país, levou os vencedores da campanha de incentivo MAG Exclusive 2025 a Barcelona, na Espanha, em uma experiência única. Acompanhando os 56 parceiros vencedores, estiveram presentes na viagem o Chairman e CEO do Grupo MAG, Helder Molina, o vice-presidente do Grupo, Leonardo Lourenço, além da Diretora de Parcerias Estratégicas do Grupo MAG, Carolina Vieira, a Diretora Executiva Corporate da MAG Seguros, Carice Webber, o Diretor de Parcerias Financeiras da MAG Seguros, Thiago Levy e o Diretor de Mercado da MAG Seguros, Waldemir Fiorio. 

A campanha de incentivos MAG Exclusive é realizada anualmente e destinada à Diretoria Comercial Corporate, especialmente aos modelos de negócio de Parcerias Financeiras e Mercado, e tem entre seus principais participantes os parceiros da MAG que se enquadram como Assessorias e Plataformas de Investimentos, Agências, distribuidores parceiros do mercado financeiro e segurador. 

Para a edição de 2025, a companhia construiu uma programação em sintonia com o calendário do torneio de tênis ATP 500 Barcelona. Os vencedores tiveram a oportunidade de acompanhar de perto os jogos das oitavas e quartas de final, vivenciando um dos principais eventos do circuito mundial da modalidade. Em conexão com os valores do esporte e trazendo aprendizados aplicáveis à trajetória profissional dos campeões, o ex-treinador Toni Nadal realizou uma palestra exclusiva para os participantes, com reflexões sobre alta performance, disciplina e mentalidade vencedora.

“O MAG Exclusive traduz, na prática, o nosso compromisso com quem constrói a história da companhia no dia a dia. Mais do que premiar, buscamos criar uma jornada que motive nossos parceiros a evoluírem continuamente. Celebrar esses campeões é reconhecer o desempenho, mas também a disciplina, a consistência e o protagonismo de cada um deles ao longo do ano, fortalecendo vínculos e reforçando a nossa visão de parceria de longo prazo”, afirma Helder Molina, Chairman e CEO do Grupo MAG.

Além das experiências esportivas, a companhia promoveu um coquetel de premiação na vinícola Codorníu, reforçando o compromisso da companhia no reconhecimento de resultados e na construção de experiências que valorizam seus parceiros. Durante a solenidade, a companhia anunciou o destino da edição da MAG Exclusive 2026, que levará os campeões ao Havaí, destino que busca conectar essência, desempenho, relacionamento e propósito. Atributos que refletem a trajetória dos parceiros e líderes que se destacam ao longo de sua trajetória frente ao segmento Corporate.

Tecnologia no setor de seguros: de suporte operacional a motor de crescimento

helio Kinoshita Mitsui sumitomo

Por Hélio Kinoshita, managing partner de Seguros da águilahub e sócio da Olik e conselheiro do Grupo Sabemi

Durante décadas, a tecnologia no setor de seguros foi tratada como uma função essencialmente operacional, uma atividade-meio. Sua principal função era garantir que os sistemas funcionassem, que as apólices fossem emitidas corretamente, que os sinistros fossem processados e que as exigências regulatórias fossem cumpridas. Era uma base necessária, mas distante das decisões estratégicas do negócio. 

Boa parte das seguradoras ainda opera sobre esse modelo construído ao longo de décadas. Sistemas legados, processos fragmentados e forte dependência de atividades manuais continuam presentes em muitas organizações. Ocorre, no entanto, que, em um ambiente que exige velocidade, integração e personalização, essa base passa a representar não apenas um desafio operacional, mas uma limitação estratégica.

Antes de seguirmos, uma reflexão: o modelo começou a se tornar insuficiente à medida que o ambiente competitivo se transformou. O setor segurador, historicamente mais conservador, passou a enfrentar uma combinação de pressões que aceleraram a necessidade de mudança. A evolução do comportamento do consumidor, a entrada de novos players digitais e a busca por maior eficiência operacional criaram um cenário em que a tecnologia deixou de ser suporte e passou a ser determinante.

Hoje, mais do que captar e acompanhar de perto a base de dados dos clientes, é fundamental tratar esses dados como forma de “virar” a operação de seguros, de um modelo reativo para um sistema mais moderno e preditivo, identificando, por exemplo, os riscos associados a eventos climáticos e seus impactos no seguro rural. Nesse ambiente de “virada”, olhamos também para o desenvolvimento de novos produtos e para uma melhoria nos sistemas de precificação, tendo em vista justamente a já mencionada maior acurácia na predição. Por fim, olhamos para um aprimoramento na detecção das fraudes, reconhecido fator de custos – e voltamos a outro fator mencionado, a melhoria da precificação. Tudo se conecta. 

Essa transformação tecnológica começa, em muitos casos, pela digitalização da jornada do cliente. Processos que antes eram lentos e burocráticos passam a ser simplificados, com a adoção de canais digitais, automação e integração de dados. A contratação de seguros se torna mais fluida, e o atendimento ao cliente, mais ágil. No caso de sinistros, o uso de inteligência artificial e automação reduz prazos, melhora a experiência e aumenta a eficiência.

No entanto, limitar a transformação à digitalização de processos existentes é uma visão incompleta. O verdadeiro impacto da tecnologia no setor de seguros está na forma como ela altera a lógica de criação de valor. O uso intensivo de dados permite uma avaliação de risco mais precisa, com modelos analíticos que incorporam um volume maior de variáveis e oferecem uma visão mais granular dos clientes. Isso possibilita não apenas uma precificação mais adequada, mas também a construção de produtos mais personalizados.

Ao mesmo tempo, novos modelos de distribuição começam a ganhar espaço. O conceito de embedded insurance ilustra bem essa mudança, ao integrar o seguro diretamente à jornada de consumo, seja em plataformas digitais, marketplaces ou serviços. O seguro deixa de ser um produto isolado e passa a ser incorporado de forma natural à experiência do cliente, ampliando o alcance das seguradoras e criando novas oportunidades de receita.

Esse novo cenário, no entanto, traz um aumento significativo na complexidade. A necessidade de integração com diferentes parceiros, a interoperabilidade entre sistemas e a adaptação a novas regulamentações, como o próprio open insurance, exigem uma arquitetura tecnológica mais moderna e flexível. A discussão deixa de ser apenas sobre adoção de novas ferramentas e passa a envolver a forma como a tecnologia é estruturada dentro da organização.

Um dos principais desafios está em equilibrar inovação com governança. O setor de seguros opera em um ambiente altamente regulado e sensível a riscos, o que exige que qualquer avanço tecnológico esteja alinhado a requisitos rigorosos de segurança, conformidade e controle. Isso demanda uma abordagem que combine modernização com disciplina, evitando tanto a rigidez excessiva quanto a adoção desordenada de soluções.

Nesse contexto, a transformação tecnológica não deve ser conduzida como um fim em si mesma, mas como um meio para gerar impacto real no negócio. Iniciativas bem-sucedidas são aquelas que conseguem identificar com clareza onde a tecnologia contribui para melhorar a experiência do cliente, aumentar a eficiência operacional ou aprimorar a gestão de riscos, evitando investimentos que não se traduzem em resultado.

O que se observa, de forma cada vez mais evidente, é a mudança do papel da tecnologia dentro das seguradoras. De uma função de suporte, ela passa a ocupar uma posição estruturante, influenciando diretamente a capacidade da empresa de crescer, inovar e competir. Esse movimento também redefine o papel dos executivos de tecnologia, que deixam de atuar apenas como gestores de infraestrutura e passam a participar ativamente da construção da estratégia.

Nosso setor sempre se caracterizou pela sua capacidade de adaptação ao longo do tempo. A diferença, neste momento, está na velocidade com que essa adaptação precisa acontecer. Empresas que conseguirem alinhar tecnologia, estratégia e execução terão condições de capturar novas oportunidades e se posicionar de forma mais competitiva. Por outro lado, aquelas que permanecerem presas a modelos tradicionais correm o risco de perder relevância em um mercado que se transforma rapidamente.

No fim, a tecnologia no setor de seguros deixa de ser apenas uma ferramenta para operar melhor o que já existe e passa a ser um elemento fundamental para viabilizar novas formas de fazer negócio.