AIG diversifica portfólio com cobertura para equipamentos médico-hospitalares

Em pouco mais de três anos de operação, prêmios em seguros equipamentos das linhas amarela e verde da AIG quadruplicam

Fonte: AIG

Ao trabalhar em dois importantes segmentos da economia, o de construção civil e agronegócio, a AIG vê sua mais recente linha de Seguros para equipamentos (RD Equipamentos e Seguro Benfeitoria) crescer a índices positivos ano a ano e agora trabalha na diversificação: cobertura para equipamentos médico-hospitalares e estéticos. “Na nossa operação, conseguimos cobrir equipamentos móveis de grande porte voltados a diferentes segmentos. Estamos nos especializando cada vez mais e aproveitando as oportunidades e demandas do mercado para trabalhar com corretores especializados nesses segmentos e, em breve, e ampliar nosso canal e oferecer nossos produtos a diferentes regiões e parceiros”, conta Martin Molla, Líder da área de Transportes e Equipamentos da AIG. 

Os seguros RD Equipamentos e Benfeitoria registraram crescimento da ordem de 88% no seu primeiro ano de operação (2018). Ano passado, superou a marca de 100% de prêmios emitidos e, só neste primeiro semestre, já superou em 70% o mesmo período do ano passado. O bom momento dos seguros RD Equipamentos/Seguro Benfeitoria se deve, principalmente, à retomada, ainda que gradual, do setor de construção civil e às operações crescentes do setor agro, sempre mais resiliente à estagnação econômica. “Temos visto uma demanda interessante de frotas para o setor de construção e aproveitado parcerias estratégicas com corretores especializados para compartilhar condições diferenciadas. Outro destaque da nossa operação é a cobertura para equipamentos de grande porte em clínicas e hospitais, como aparelhos de ultrassom e ressonância”, afirma o executivo. 

Procurado para cobertura contra incêndio, queda (tombos) e outros danos, o Seguro de RD Equipamentos da AIG tem ganhado mercado graças a parcerias estratégicas com corretores e fabricantes. “Desde o ano passado temos feito treinamentos constantes, presencial e virtualmente, para divulgação do seguro e nossos diferenciais aos corretores, bem como para compartilhar dicas simples que podem auxiliar o cliente segurado a diminuir a exposição ao risco e proteger seu patrimônio”, completa Molla. 

Susep simplifica regras para seguro patrimonial

Iniciativa visa flexibilizar a regulação e desenvolver o mercado, tornando-o mais competitivo e transparente

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou, hoje (06), consulta pública sobre a minuta de circular que simplifica as normas que dispõem sobre regras e critérios para a operação de seguros do grupo patrimonial. A iniciativa é parte da ação que a Susep vem empenhando para revisar e consolidar seu arcabouço normativo, conferindo, assim, maior eficiência e transparência na regulação do mercado, conforme estabelece o Decreto nº 10.139/2019. A proposta está alinhada e dá continuidade à Consulta Pública nº 16/2020, que trata da flexibilização regulatória dos seguros de danos massificados.

São tratados na minuta de circular os seguros compreensivos residencial, empresarial e condomínio, seguro de lucros cessantes, seguro de riscos de engenharia e seguro de riscos diversos. Este mercado somou, em 2019, um volume de prêmios de R$ 10,1 bilhões, o que corresponde a 62% dos prêmios emitidos no grupo patrimonial ou 18% do total de prêmios emitidos no mercado de seguros de danos massificados.

Segundo a Coordenadora-geral de Regulação de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da Susep, Mariana Arozo, o novo normativo é menos prescritivo do que as normas de origem, visando tornar mais flexível a operação nos seguros patrimoniais: “O que se pretende é viabilizar maior diversificação de produtos, evitando sua padronização e eliminando restrições existentes nas normas em vigor, de forma que haja ampliação de oferta de produtos que possam atender melhor aos interesses e necessidades dos consumidores”, explica Mariana.

Uma das principais medidas é a revogação do plano padronizado de seguros compreensivos, permitindo que as seguradoras desenhem seus produtos conforme a necessidade de seus clientes, o que também facilita o processo de inovação no setor.

Com isso, a Susep busca estimular a competição, tornar o mercado mais transparente, inovador e ampliar o acesso de consumidores e novas empresas: “A proposta em consulta pública busca reduzir restrições, trazendo mais liberdade, reduzindo carga regulatória e burocracias desnecessárias. Mais flexibilidade permite a estruturação de produtos diversificados e mais apropriados às necessidades dos consumidores”, afirma Rafael Scherre, diretor da Autarquia.

A Consulta Pública ficará aberta para sugestões até o dia 5 de novembro e pode ser lida na íntegra pelo link.

Icatu Seguros conquista 1ª colocação em Seguros no anuário Época 360º

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros é a melhor empresa no segmento de Seguros, segundo anuário da Revista Época. O ranking Época 360° avalia as principais empresas do país em seis dimensões: Desempenho Financeiro, Pessoas, Sustentabilidade, Governança Corporativa, Inovação e Visão de Futuro. Há 28 anos no mercado, desde 2017 a companhia participa da avaliação e, desta vez, foi eleita a primeira do ranking. 

Para o presidente da companhia, Luciano Snel, o resultado é fruto de ações e iniciativas lançadas nos últimos anos em colaboração com todo o time e alinhado ao propósito da Icatu de contribuir para que pessoas e famílias estejam protegidas e assistidas em todas as fases de suas vidas. 

“Trabalhamos para democratizar o acesso das pessoas à educação financeira e planejamento do futuro, desmistificando produtos de proteção e previdência e criando soluções que sejam flexíveis e customizadas aos diferentes perfis”, diz Snel. “O ano passado foi marcado pelo fortalecimento de parcerias estratégicas, investimento em inovação, renovação do portfólio de produtos de seguro de vida e ainda mais aproximação com os clientes, parceiros e corretores. Estamos muito felizes e honrados por esta premiação inédita, fruto do trabalho de todos os nossos 1.900 colaboradores”. 

Líder entre as seguradoras independentes, a empresa foi pioneira em oferecer uma plataforma aberta e se transformou em um marketplace de Previdência, com mais de 300 fundos de 90 dos melhores gestores do país. Além disso, tem um portfólio completo de soluções para seguro de Vida, inclusive para clientes corporativos e PMEs. 

No aspecto de governança, a Icatu tem uma estrutura organizacional que consolida as melhores práticas contábeis, financeiras, atuariais e regulatórias para uma administração transparente e eficiente. A seguradora também conta com dispositivos formais para verificação do cumprimento do código de conduta e um programa formal de compliance. Seu Conselho de Administração possui comitês de Risco, Auditoria e Recursos Humanos. 

A companhia também foi bem avaliada na categoria sobre Pessoas, um assunto de extrema relevância para a Icatu. A empresa adota políticas de crescimento e valorização dos times, de forma que o colaborador se sinta parte fundamental do crescimento da companhia. 

Contemplada também como uma das melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro, a Icatu adota estratégias de retenção de talentos, desenvolvimento de lideranças, gestão de desempenho e meritocracia. Treinamentos são realizados para atualizar e capacitar continuamente os colaboradores e parceiros, bem como a empresa dispõe de um canal aberto para diálogo, denúncias e reclamações confidenciais. 

Outro tópico de avaliação do anuário Época 360° foi a sustentabilidade. Em 2019, a empresa criou um comitê de sustentabilidade composto por colaboradores de diferentes níveis hierárquicos e áreas de atuação para discutir o tema rotineiramente e traçar um compromisso público com iniciativas ambientais, sociais e de governança. Associada ao Instituto Ethos, a companhia busca promover a construção de uma sociedade mais justa e sustentável por meio da gestão de seus negócios. 

Fundamental para o avanço de qualquer empresa, a inovação também foi um dos destaques que a Icatu obteve na Época 360º. No último ano, a seguradora investiu mais de R$ 110 milhões em iniciativas ligadas à inovação e tecnologia. A companhia lançou um novo site institucional e a nova Área do Cliente com autoatendimento e um ambiente ainda mais moderno e intuitivo. Um dos diferenciais da Icatu é o portal de APIs, plataforma aberta ao acesso de desenvolvedores, referência no mercado e utilizada por inúmeros parceiros entre corretoras digitais e fintechs. A seguradora também conta com um Laboratório de Inovação, o Icatu Labs, que utiliza o modelo mental do design para criar produtos e soluções customizadas, de acordo com as necessidades das pessoas e parceiros. 

Em 2019, a empresa registrou um aumento de quase 50% no seu faturamento, fruto do aumento de presença no mercado e avanço da capilaridade nacional. Com mais de 6,5 milhões de clientes, a companhia planeja fortalecer ainda mais a busca por novos negócios e parceiros de longo prazo, que complementem a Icatu na cadeia de serviços, acompanhando a jornada do cliente e melhorando sua experiência na companhia. 

Liberty Seguros lança plataforma digital de seguro de vida personalizável e com contratação 100% online

Carlos Magnarelli CEO Liberty

O Meu Momento de Vida permite que o cliente customize seu seguro, além de facilitar o processo de prospecção e venda dos corretores

Fonte: Liberty

A procura por seguro de vida vem crescendo exponencialmente no Brasil e a cada ano que passa, as pessoas têm tido mais consciência da importância da contratação desses tipos de cobertura. Desde 2018, a participação do seguro de vida no mercado de seguros – sem Previdência e Saúde – ultrapassou a de auto e atualmente representa 40%. 

Outra tendência observada no setor e também reforçada pela pandemia é a crescente preferência por opções digitais que descomplicam o dia a dia oferecendo mais agilidade, flexibilidade e segurança.

A Liberty Seguros acaba de lançar a plataforma Meu Momento de Vida. A ferramenta 100% digital foi co-criada com os corretores parceiros da companhia que participam do Conselho de Corretores e tem como objetivo facilitar o processo de venda do seguro de vida, viabilizando o processo de contratação do produto de forma didática, ágil e personalizada. O Meu Momento de Vida é simples e intuitiva, permitindo que o próprio cliente preencha todos os seus dados e contrate a apólice sem necessitar de ajuda. 

Com uma abordagem consultiva, a plataforma foi desenvolvida para que os clientes tenham maior facilidade para entender o que realmente precisam em um seguro de vida. Para indicar o capital necessário, por exemplo, a plataforma possui uma ferramenta de recomendação, baseada em três variáveis: educação dos filhos, reposição de renda e patrimônio atual. Também traz textos explicativos sobre cada cobertura para que o cliente saiba exatamente o que está contratando.

Além disso, os clientes podem personalizar os valores de coberturas de acordo com sua necessidade. Com todas as opções escolhidas, o segurado responde um questionário completo direto na plataforma, dispensando a tradicional entrevista telefônica realizada para a contratação do seguro. Os pagamentos e a assinatura eletrônica também são realizados diretamente na ferramenta e a apólice é enviada ao segurado em até 1 dia útil.

Agilidade e facilidade para os corretores

Cada corretor terá seu link próprio para compartilhar com possíveis clientes e indicar a plataforma como sua própria loja virtual de seguros de vida. A partir disso, a comissão das vendas realizadas por meio do link indicado pelo corretor será revertida para o profissional correspondente. 

Na divulgação da loja virtual para seus clientes, os corretores parceiros poderão personalizar com seu logo e inserir um vídeo explicativo sobre a plataforma feito pela seguradora e a influenciadora de finanças Julia Mendonça.

A plataforma facilita o processo de prospecção e venda de produtos personalizados no segmento de vida, ampliando as oportunidades de negócios dos parceiros nesse nicho e agregando mais valor por estarem no ambiente digital. 

O produto comercializado no Meu Momento de Vida é o Liberty Vida Especial, que oferece um capital mínimo de R$ 10 mil e máximo de R$2.5 milhões e coberturas para morte, invalidez por acidente, doenças graves e assistência funeral, disponíveis para os segurados e extensivas para os familiares. 

“É muito gratificante lançar o projeto Meu Momento de Vida, pois é fruto de um trabalho entre a companhia, nossos corretores e nosso laboratório de inovação, o Solaria Labs. Com a ferramenta, traremos uma forma inovadora de oferecer seguros de vida que aproximará os corretores do consumidor por meio de uma tecnologia simples e eficiente, para que possam ampliar ainda mais as suas oportunidades de negócios em um mercado que já se encontra em ascensão”, afirma Carlos Magnarelli, CEO da Liberty Seguros. 

Para saber mais, acesse http://meumomentodevida.libertyseguros.com.br 

Wiz amplia portfólio de crédito com oferta de consignado privado

O portfólio WizCred que já contava com crédito consignado público passa a incluir opção de consignado privado por meio de parceria com a ConsigaMais+

Fonte: Wiz

A Wiz Soluções (WIZS3), maior gestora de canais de distribuição de produtos financeiros e seguros do país, incluiu no portfólio de produtos WizCred, o crédito consignado privado após parceria estratégica firmada com a ConsigaMais+.

Em junho deste ano a companhia já havia anunciado a entrada no mercado de consignado para servidores públicos e do INSS e, agora, complementa o portfólio com a inclusão da modalidade de crédito pessoal para o mercado privado. A distribuição do produto será realizada por alguns dos canais da Wiz, que contam com estrutura e suporte para acelerar a distribuição do WizCred, assim como já acontece com consórcio e o home equity.

Para Luis Moraes, diretor de produtos da Wiz, com a operação estima-se ampliar e complementar o portfólio de produtos WizCred para pessoas físicas aproveitando a expertise da ConsigaMais+ no mercado de crédito consignado privado. “Essa é mais uma parceria estratégica e de sinergia com uma empresa que atua em todo território nacional. Nossa intenção é unir a nossa força na gestão de canais de distribuição de produtos financeiros e seguros às ferramentas abrangentes de comercialização da ConsigaMais+”, diz o executivo.

Sobre o mercado em questão, o Banco Central registrou, em julho deste ano, R$ 23,8 bilhões como sendo o tamanho da carteira de crédito privado, com taxa de juros média de 2,12% ao mês e o prazo médio para empréstimos de 22 meses. “Trata-se de um produto que representa menos de 10% da carteira de crédito a pessoa física no país, ou seja, com um grande potencial para evolução no mercado,” completa Moraes.

“Por meio dos canais de distribuição da Wiz integraremos os negócios com uma proposta única para os RHs das empresas, com benefícios seguráveis e com o empréstimo consignado”, afirma Leandro Molina (foto), CEO da ConsigaMais+.

A rede de parceiros Wiz conta com mais de 10.000 pontos de vendas que recebem suporte completo para a distribuição de crédito em todo o país. A partir do relacionamento digital e presencial, oferece estrutura de captação de clientes, treinamento de equipes até a avaliação de qualidade das vendas.

Atualmente a ConsigaMais+ possui 270 empresas conveniadas. São 450 mil CPFs cadastrados (clientes), mais de 35 mil contratos ativos e uma carteira atual de R$ 125 milhões, com mais de R$ 155 milhões em empréstimos cedidos desde o início da operação da empresa em 2018.

Se não houver resposta clara à deterioração do quadro fiscal, juros baixos tendem a ser questionados, diz CNseg

pedro simoes, CNSEG

Para as seguradoras, que são grande portadoras de títulos públicos, essa é uma questão fundamental porque afeta diretamente a gestão das reservas e sua remuneração

Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, comenta com o blog Sonho Seguro quais as tendências das projeções dos indicadores da macroeconômica divulgadas todas as segundas-feiras pelo Banco Central para o mês de outubro. Acompanhe a entrevista e o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Mês de agosto tivemos a revisão das projeções do PIB, em setembro da inflação. O que voce espera para outubro?

Depende de como o governo vai enfrentar (ou escolher não enfrentar) a séria questão fiscal. Em um cenário mais otimista, o governo conseguirá fornecer um resposta crível sobre como o governo financiará o Renda Cidadã, sem furar o teto de gastos, em pouco tempo. Se isso acontecer, dado que os ajustes para a projeção do PIB e da inflação já foram em grande parte feitos, não acredito que haveria muitas mudanças significativas nas expectativas. No entanto, se a situação for “empurrada” para a frente muito mais tempo e crescerem os riscos de uma solução descoordenada ou pouco convencional, como a extensão do estado de emergência até meados de 2021, as atuais projeções para os juros básicos e a para a taxa de câmbio precisariam ser revistas.

A grande questão segue sendo o déficit fiscal. Você acredita que ao ser definido como será o financiamento do Renda Cidadã, as projeções do mercado adotem um viés mais estável?

O mercado está em compasso de espera por sinalizações mais claras justamente em relação ao financiamento do Renda Cidadã. A depender de como vier a proposta, as projeções podem variar muito fortemente. Quanto ao crescimento, por exemplo, um programa que seja generoso mas que comprometa a trajetória fiscal provavelmente alteraria pouco a projeção para este ano, mas poderia tirar pontos do crescimento nos próximos anos.

Matéria do Valor de hoje, “Selic pode estar abaixo do limite mínimo”, sugere que com indício de que, com um quadro fiscal frágil, o país não poderá permanecer com um juro básico tão reduzido, mesmo com um cenário de atividade extremamente fraca. Você concorda? Qual o impacto disso para as seguradoras?

As indicações do mercado de títulos públicos e, em menor medida, o reaparecimento da inflação como assunto relevante nas últimas semanas podem sim sugerir que os juros podem ter que subir no futuro mais que a expectativa atual do mercado sugere. Para as seguradoras, que são grande portadoras de títulos públicos, essa é uma questão fundamental, não apenas porque afeta diretamente a gestão das reservas e sua remuneração, mas também porque o atual cenário tem causado uma volatilidade no valor dos títulos que faz com que até mesmo o rendimento de aplicações de renda fixa chegue a ser negativo, coisa a que os investidores brasileiros não estão acostumados, o que pode gerar comportamentos disfuncionais, como o que observamos em alguns segmentos no início da pandemia, em março.

Leia a análise completa abaixo:

Como adiantamos no último comentário, a semana que passou seria agitada nos mercados. Assim foi, mas infelizmente não de maneira positiva. A volatilidade dos últimos dias foi reflexo do aumento de casos de Covid-19 na Europa – que já começa a afetarindicadoresdeatividadenocontinente –, da consolidação de um cenário preocupante para a eleição presidencial americana – agravado com o diagnóstico positivo de Donald Trump para Covid-19 – e, principalmente, pela percepção de crescente risco fiscal no Brasil.

Apesar disso, as projeções dos analistas para a economia brasileira mantiveram os movimentos observados nas últimas semanas, até porque o mercado espera sinalizações mais claras. O anúncio de que o Renda Cidadã – programa de transferência de renda que objetiva ampliar o Bolsa Família e reduzir os impactos da retirada do Auxílio Emergencial – seria financiado com recursos orçados para o Fundeb e para o pagamento de precatórios, foi mal recebido.

Evidencia-se o embate, dentro do governo, que contrapõe uma ala que prioriza a agenda econômica (liberal e fiscalista) a outra que prioriza a agenda política (na tentativa de capitalizar a popularidade obtida com o maior gasto fiscal “permitido”pelocontextoemergenciale excepcional da pandemia). Ainda é difícil prever o que prevalecerá, pois falta uma resposta crível sobre como o governo financiará o Renda Cidadã dentro do teto de gastos.

O problema é que, enquanto a resposta não vem, a situação é “empurrada” para a frente, e crescem os riscos de uma solução descoordenada ou pouco convencional, como a extensão do estado de emergência até meados de 2021. Foi isso que fez a Bolsa cair, o real se desvalorizar e os juros futuros subirem e se descolarem ainda mais da taxa curta, aumentando preocupações com a administração da dívida pública num contexto em que os investidores exigem mais prêmio de risco para aceitar financiar o governo.

Dados do mercado de trabalho divulgados na semana passada mostram que, apesar de notícias mais animadoras sobre o emprego formal, a pressão resultante da reincorporação de um enorme contingente de pessoas que se encontra fora da força de trabalho deve impulsionar a taxa de desemprego nos próximos meses, especialmente com a diminuição da renda associada à redução, ou retirada, do Auxílio Emergencial.

A produção industrial cresceu 3,2% em agosto, de acordo com os dados da PIM-PF do IBGE. O número veio um pouco abaixo do consenso de mercado, mas como houve revisões para cima em meses anteriores, o resultado trouxe pouco impacto nas expectativas. Em meio a tantas incertezas, a projeção mediana para a variação do PIB este ano se manteve praticamente estável mais uma semana, indo de -5,04% para -5,02%. Para o ano que vem, a projeção permanece em 3,50%.

Já a projeção para o IPCA este ano continua a subir, de 2,05% para 2,12%, assim como a projeção para o IGP-M, de 15,64% para 16,59%, ampliando ainda mais, como temos enfatizado, a diferença entre os índices. Com projeções para a inflação em alta – ainda que dentro das metas estabelecidas pelo CMN – e as disfuncionalidades cada vez mais claras no mercado de títulos públicos, começam a florescer entre os analistas debates sobre a sustentabilidade da manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 2,0%.

As projeções, por enquanto, permanecem em 2,0% para o final deste ano, com aumento ao longo de 2021 para 2,5%. Mas, se não houver uma resposta clara à deterioração do quadro fiscal, tendem a crescer as avaliações questionando se juros historicamente tão baixos podem ser sustentáveis. No calendário econômico da semana, destaque para a PMC, com dados do varejo, a ser divulgada na quinta-feira (08/10) pelo IBGE.

Santander Auto supera 42 mil contratos de seguros e R$ 64 milhões em onze meses

Perto de completar um ano, seguradora amplia cobertura para motocicletas e caminhões

Fonte: Santander Auto

No mês em que completa 1 ano, a Santander Auto, seguradora 100% digital voltada exclusivamente ao setor automotivo, alcança marcas importantes: a companhia controlada pelo Santander Brasil e pela alemã HDI já soma mais de 42 mil apólices de seguros em todo País e mais de R$ 64 milhões em prêmios emitidos. Isso antes mesmo da sua entrada em “mar aberto” – hoje, a seguradora tem como clientes somente quem financia pela Santander Financiamentos.

Impulsionada pela Webmotors, portal de negócios para o setor automotivo do Santander, e por mais de 15 mil lojas e concessionárias que oferecem financiamento de veículos em todo o País, a seguradora consolida presença no segmento. Agora, amplia a cobertura para motocicletas a partir de 300 cilindradas, além de scooters. Neste mês a seguradora lançou a cobertura para caminhões de circulação urbana e, para as próximas semanas, está programada uma parceria exclusiva com o Banco Hyundai.

Os resultados alcançados pela Santander Auto se tornam mais expressivos se considerar que o seu principal canal de vendas é o banco líder em financiamento de veículos no Brasil, com cerca de 26% de participação de mercado no setor. 

A sinergia com o Santander permite um diferencial único no mercado de seguros no Brasil: só a Santander Auto permite que o cliente dilua o valor do seguro nas parcelas do financiamento do carro. O bem fica segurado por até 36 meses, sem necessidade de renovar o seguro de um ano para o outro. Hoje, mais de 15% dos clientes que financiam veículo pelo Santander optam pelo seguro pela Santander Auto.

Segundo o CEO da Santander Auto, Denis Ferro Junior, a abertura para todo o mercado está nos planos da seguradora. “Nosso objetivo, hoje, é nos posicionarmos no mercado como uma companhia preparada para ampliar a frota segurada no Brasil, com agilidade, processos simples e 100% digitais”, afirma o executivo, ressaltando que mais de 30 milhões de veículos ainda circulam sem seguro no País, segundo a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg).

A Santander Auto completa a atuação do banco no chamado ecossistema automotivo, juntando-se à Webmotors (o site contabiliza 30 milhões de visitas por mês) e à Santander Financiamentos. A companhia chegou ao mercado de seguros com um modelo totalmente digital, livre de processos lentos e burocráticos, combinado a ações do ecossistema de veículos do Santander, o que permite atingir os maiores índices de penetração.

Na Santander Auto o cliente contrata o seguro sem sair de casa, sem burocracia, sem necessidade de contato humano. Até a vistoria do carro é 100% online. “Nosso modelo de contratação segue o mesmo do financiamento de carros pelo Santander. Do cliente bastam três informações: CPF, número do celular e data de nascimento. Do carro, são apenas oito dados e o seguro está aprovado: tipo de veículo (carro, moto ou caminhão), marca, modelo, ano/modelo, valor da compra, estado do licenciamento e ticar se é um veículo adaptado, táxi, blindo ou com kit gás. E só”, finaliza o CEO da companhia.

Recuperação em agosto traz otimismo para setor de seguros encerrar 2020 com alta de até 4%

Marcio Coriolano

Danos e Responsabilidades avançam 2,7% até agosto. Segmento de pessoas recua 1,8% e Títulos de Capitalização 4,9%, segundo dados da CNseg

Apesar de todos os percalços da economia, o mercado de seguros tem conseguido um bom desempenho neste ano marcado por uma crise sem precedentes, sanitária e financeira, em todo o mundo. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o setor registra ligeira queda de 0,8% nas vendas, para R$ 173,4 bilhões. A boa notícia vem da recuperação, com o mês de agosto registrando alta de 7,3% no comparativo mensal de 2020 versus 2019, para R$ 25,7 bilhões em agosto (sem Saúde e DPVAT). “Este foi o mes de melhor resultado mensal do ano e manteve a produção de prêmios em elevado patamar”, comemora Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg).

Os números foram divulgados hoje pela Conferação Nacional das Seguradoras, a CNseg. Eles diferem dos dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), pois não consideraram os valores do seguro DPVAT, para trazer ao público dados mais claros sobre o desempenho do setor ao retirar o seguro obrigatório que tem preços majorados pelo governo.

Marcio Coriolano destaca que o resultado dos oito meses do ano, comparados com um período anterior de excelente desempenho do setor, é um motivo e tanto para ser comemorado. “Claro que não está tudo bem, Tem segmentos com bom crescimento, mas temos outros que enfrentam as dificuldades de uma economia que sofre com a alta do desemprego”, comenta ele em entrevista concedida ao Blog Sonho Seguro.

No acumulado até agosto, confirma-se uma maior evolução do segmento de Danos e Responsabilidades (2,7%), decréscimo de 1,8% no segmento de Cobertura de Pessoas; e queda de 4,9% dos Títulos de Capitalização.  Resultado: a queda geral de 0,8% até agosto é menor que os 2,1% acumulados até julho, segundo a Conjuntura CNseg nº 30, divulgada hoje pela CNseg.

Levando-se em conta a média móvel dos últimos 12 meses, o crescimento é de 3,7%. Se a economia seguir se recuperando e a pandemia ficar sob controle, a expectativa é de que o setor encerre o ano dentro deste percentual de crescimento. “Este desempenho poderá contribuir para manter a taxa setorial anualizada estabilizada, algo entre 3,5% e 4%, se a receita de setembro permanecer próxima dos R$ 25,7 bilhões. O que é um resultado significativo, principalmente considerando-se que o setor teve um desempenho excelente em 2019, com avanço de mais de 12%”, afirmou Coriolano.

Coriolano assinala que o setor deve ter no radar três variáveis estatísticas para antever o fechamento anual. A primeira é a taxa no mês-contra mês anterior, que deve avançar na medida em que a pandemia ceda. Seguida pela variação mês-contra-mês do ano anterior, com propensão à baixa variação, porque em 2019 houve evolução consistente de prêmios, particularmente no segundo semestre. Por fim, o comportamento da taxa acumulada do ano contra o do ano anterior, que tende também a ter variação com viés de alta moderada, pelo mesmo motivo da base de comparação.

O seguro de Automóveis continua a influenciar a falta de retomada mais significativa do segmento de Danos e Responsabilidades. Nos oito meses, a queda da arrecadação da principal carteira do segmento foi de 5,1%, para R$ 22,5 bilhões. Os seguros de Marítimos e Aeronáuticos (39,6%), Rural (27,7%), Grandes Riscos (27,3%) e Responsabilidade Civil (18,5%) ajudaram a impulsionar este segmento. Mas tais ramos ainda têm pouca expressão em termos de market share, respondendo por 5,4% no período. Automóveis, por exemplo, detêm 13% de participação do mercado. 

No entanto, se a economia tiver uma retomada em 2021, com projetos de infraestrutura que estão na pauta do governo, o segmento de grandes riscos pode trazer uma reviravolta nas estatísticas do setor, passando a figurar entre os principais nichos do setor. Depois de anos investindo para a divulgação da importância do papel do setor para a economia e para as empresas, os frutos começam a ser colhidos com notícias sobre um maior entendimento do uso do seguro por empresas e poderes judiciário, executivo e legislativo.

Em recente live promovida pela FGV em parceria com a BMG Seguros, o presidente da Sabesp, Benedito Braga, afirmou que na crise hídrica, por exemplo, se não fosse o seguro garantia a empresa teria tido problemas sérios com as finanças. “Tivemos que dar bons para as pessoas consumirem menos. Uma situação difícil, nosso caixa foi lá pra baixo. Tínhamos que fazer um deposito judicial de R$ 280 milhões, ou seja, tirar do nosso fluxo de caixa. Mas esse valor foi dado em seguro garantia. Foi o que nos salvou naquele momento tão crítico”, afirmou o diretor-presidente da Sabesp.

No segmento de Pessoas, o VGBL, o de maior market share, registra queda de 3% no ano até agosto, com R$ 70,9 bilhões arrecadados. Já os seguros de Vida Risco (coberturas de morte, invalidez e doenças) alcançaram alta de dois dígitos (10,8%), movimentando R$ 12,8 bilhões em prêmios. “Demonstra a crescente aversão ao risco da pandemia”, afirma Marcio Coriolano. 

Em relação ao comportamento da sinistralidade comparada nos oito meses de 2019 e 2020, os números  revelam redução no segmento de Danos e Responsabilidades, de 53,4% para 48,8%,  em virtude da redução de acidentes e roubos no ramo de Automóveis. No ramo de Vida Risco, a sinistralidade agravou-se de 26% para 27,9%, dado o aumento dos óbitos e eventos de invalidez e doenças.  

A SEMANA: Quem serão as insurtechs selecionadas para o sandbox da Susep?

O mercado seguradora segue de olho na pandemia e na política. O Ministério da Saúde confirmou neste domingo mais 8.456 casos de Covid-19 no Brasil — o menor aumento diário desde 17 de maio, quando 7.938 diagnósticos entraram na contagem. No mundo, o número de casos ultrapassou os 35 milhões. Nos EUA, Donald Trump deve ter alta nesta segunda-feira, depois de ter sido internado para tratar da Covid.

Na política, como financiar o Renda Cidadã sem furar o teto do orçamento e como unir o ministro da Economia Paulo Guedes e chefe da Camara dos Deputados Rodrigo Mais para destravar as reformas tributárias e administrativas segue na pauta do governo para amenizar a volatilidade do mercado financeiro e a fuga de capital estrangeiro da bolsa. Os investidores institucionais sacaram R$ 5,08 bilhões da bolsa em setembro. Foi a pior debandada mensal desde janeiro de 2018 quando retiraram R$ 5,22 bilhões do segmento.

Em seguros, a grande expectativa está na divulgacão pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) das insurtechs selecionadas para o programa de Sandbox. Segundo regras do edital, a divulgação estava prevista para ocorrer no dia 3 de outubro, sábado passado.

Estatísticas. Uma alta de 7,3% no comparativo mensal de 2020 versus 2019, elevando a receita para R$ 25,7 bilhões em agosto (sem Saúde e DPVAT), manteve a produção de prêmios em elevado patamar (foi o segundo melhor resultado mensal no ano), acumulando R$ 173,4 bilhões, em oito meses, apenas 0,8% negativos se comparado ao mesmo período de 2019. Marcio Coriolano, presidente da CNseg, destaca que permanece o desempenho heterogêneo entre os segmentos e ramos de seguros, acompanhando as preferências de proteção no atual cenário econômico. No acumulado até agosto, confirma-se uma maior evolução do segmento de Danos e Responsabilidades (2,7%), decréscimo de 1,8% no segmento de Cobertura de Pessoas; e queda de 4,9% dos Títulos de Capitalização.  Resultado: a queda geral de 0,8% até agosto é menor que os 2,1% acumulados até julho, segundo a Conjuntura CNseg nº 30, divulgada hoje pela CNseg.

Prioridades. Os executivos seguem firme em duas agendas: fechar orçamento de 2021 de forma realista para que possam cumprir a meta, sem ainda ter uma visão de longo prazo sobre como será o próximo ano, e no planejamento da volta ao escritório. Algumas seguradoras já retornaram, como Mapfre, HDI, Icatu entre outras, seguindo todas as recomendações de segurança e com rodízio entre equipes, intercaladas nos dias da semana. Outras ainda programam como será este retorno, ouvindo o que os funcionários desejam e como esse desejo se encaixa nos planos da empresa. E outras aguardam o fim das reformas nos escritórios para iniciar o retorno.

DPVAT. A Líder segue sua estratégia de tornar o seguro mais transparente e acessível a todos os brasileiros depois de ter recebido carta de saída de cerca de 35 seguradoras que notificaram a administradora do consórcio DPVAT. Nesta semana acredita-se que não haverá mais notificações, uma vez que o prazo para isso se encerrou dia 30 de setembro. A mudança oficial de acionista só acontecerá em janeiro de 2021.

Tributos . Eis aqui um tema no radar das companhias de seguros. O presidente Jair Bolsonaro editou dois decretos, publicados em edição extra do “Diário Oficial da União” na noite de sexta-feira (2), sobre redução de tributos em função da pandemia de covid-19. Um dos decretos prorroga até o final do ano a alíquota zero do IOF sobre operações de crédito, câmbio e seguro; títulos ou valores mobiliários. Em saúde também há debates sobre a incidência do ISS.

Rural. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, promete se desdobrar nesta semana para garantir os recursos da subvenção do programa de Seguro Rural. Ela afirmou que conversa com a equipe econômica para chegar ao volume de R$ 1,3 bilhão anunciado para a política em 2021. O projeto orçamentário enviado ao Congresso, no entanto, prevê recursos menores. “Temos que trabalhar esses R$ 290 milhões no orçamento para chegar ao R$ 1,3 bilhão que foi acordado entre o ministro Paulo Guedes, o Ministério da Agricultura e o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou em evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) transmitido ao vivo pela internet.

IRB. Todos de olho no comportamento das acoes do IRB Brasil Re, que vem se recuperando depois do tombo dos últimos meses. A maior resseguradora do Brasil liderou as valorizações da B3 nas últimas duas semanas. O ganho na semana passada foi de 12,83%, impulsionado pelos efeitos das boas notícias que vêm envolvendo a empresa. Na semana retrasada, o papel registrou alta de 27,58%. No dia 30, a Standard and Poor’s atribuiu rating nacional AAA para a companhia, com perspectiva estável. De acordo com a agência de classificação de risco, as recentes mudanças feitas no conselho e na administração da companhia deverão fortalecer sua governança e cultura de risco.

CNseg participa de debate organizado pela Senacon para revisão do Decreto dos SAC

Solange Beatriz CNseg

Fonte: Cnseg

A Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, participou, em 1º de outubro, do webinar promovido pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para tratar da revisão do Decreto nº 6.523/2008, o qual  fixou as normas gerais para os SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor). 

O evento foi aberto pela Secretária da Senacon, Juliana Oliveira Domingues, seguida pelo ex-Secretário da Senacon e membro do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor, Luciano Timm, que fez uma síntese da proposta: foco em reclamações e cancelamentos, acesso multicanal, telefone apenas para emergência e baixa renda, identificação de causa raiz, transparência, acessibilidade e gratuidade, e  indicadores de efetividade a serem formulados pela Senacon ou Reguladores.

O webinar também contou com a participação do Diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Pedro Aurélio de Queiroz Pereira da Silva (moderador), e de Rodrigo Rodrigues, da Casa Civil, além de representantes de setores econômicos  – como CNseg, FenaSaúde e Febraban -, e de reguladores – como a ANS, Anac e Anatel.

A consultora Amélia Regina Alves, responsável por coordenar a pesquisa sobre o canal de atendimento, para subsidiar o projeto de revisão do Decreto, informou que o objetivo foi conhecer o que diz a sociedade, por meio da coleta de dados de forma crível, destacando a importância dada às questões de regionalidade e de nível de escolaridade dos consultados. Apesar da grande diversidade de respostas, a pesquisa aponta que 78% preferem os atendimentos feitos pelo meio digital e 39% reconhecem que as empresas atendem às expectativas.

Tendo também a redução da judicialização como uma das principais metas da revisão do Decreto, o relatório da pesquisa sugere, entre outros pontos, a inclusão de multicanais de atendimento e uma gestão da resolutibilidade em nível de eficiência e eficácia. 

A Diretora da CNseg, Solange Beatriz, por sua vez, após manifestar o reconhecimento do seu apreço histórico pelo tema dos direitos do consumidor, deu conhecimento de quem é a CNseg e como suas atividades são desenvolvidas, em especial, as relativas aos temas da proteção do consumidor e da ouvidoria, para os quais têm comissões temáticas específicas. Fez referência ao contato frequente entre a CNseg e as entidades que vocalizam os interesses dos consumidores, na busca constante pelo aperfeiçoamento dos produtos e das relações empresa/cliente. Solange Beatriz citou como exemplo a realização periódica dos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, que contam com a participação dessas duas comissões e de representantes das Federações associadas e dos Procons.

A Diretora  também informou que 97% de todas as demandas que passam pelas ouvidorias do setor segurador são finalizadas sem que haja necessidade de seguirem para outras instâncias, como Susep e judiciário, e que, “no site  Consumidor.gov, apesar de representarmos mais de 10% das empresas cadastradas na plataforma, o número de reclamações do Setor não passa de 1%”. Em seguida, ela apresentou as contribuições da CNseg para o estudo, já encaminhadas à Senacon, as quais tiveram como motivação, não só resguardar os aspectos de segurança, como também propiciar maior efetividade. São elas:

  • limitar as informações prestadas no SAC àquelas que são públicas, dos produtos, serviços e canais oferecidos pela empresa;
  • possibilitar a solicitação de dados do consumidor pelos atendentes, para efeito de garantia do contato;
  • reduzir o horário obrigatório do SAC para entre 8h e 20h, com a utilização de outros canais fora desse horário;
  • possibilitar a transferência de ligação para os casos de necessidade de atendimento mais especializado;
  • fornecer canais alternativos ao telefone adaptado para o atendimento de pessoas com deficiência auditiva, visto não ser praticamente não utilizado.