A SEMANA: Quem serão as insurtechs selecionadas para o sandbox da Susep?

O mercado seguradora segue de olho na pandemia e na política. O Ministério da Saúde confirmou neste domingo mais 8.456 casos de Covid-19 no Brasil — o menor aumento diário desde 17 de maio, quando 7.938 diagnósticos entraram na contagem. No mundo, o número de casos ultrapassou os 35 milhões. Nos EUA, Donald Trump deve ter alta nesta segunda-feira, depois de ter sido internado para tratar da Covid.

Na política, como financiar o Renda Cidadã sem furar o teto do orçamento e como unir o ministro da Economia Paulo Guedes e chefe da Camara dos Deputados Rodrigo Mais para destravar as reformas tributárias e administrativas segue na pauta do governo para amenizar a volatilidade do mercado financeiro e a fuga de capital estrangeiro da bolsa. Os investidores institucionais sacaram R$ 5,08 bilhões da bolsa em setembro. Foi a pior debandada mensal desde janeiro de 2018 quando retiraram R$ 5,22 bilhões do segmento.

Em seguros, a grande expectativa está na divulgacão pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) das insurtechs selecionadas para o programa de Sandbox. Segundo regras do edital, a divulgação estava prevista para ocorrer no dia 3 de outubro, sábado passado.

Estatísticas. Uma alta de 7,3% no comparativo mensal de 2020 versus 2019, elevando a receita para R$ 25,7 bilhões em agosto (sem Saúde e DPVAT), manteve a produção de prêmios em elevado patamar (foi o segundo melhor resultado mensal no ano), acumulando R$ 173,4 bilhões, em oito meses, apenas 0,8% negativos se comparado ao mesmo período de 2019. Marcio Coriolano, presidente da CNseg, destaca que permanece o desempenho heterogêneo entre os segmentos e ramos de seguros, acompanhando as preferências de proteção no atual cenário econômico. No acumulado até agosto, confirma-se uma maior evolução do segmento de Danos e Responsabilidades (2,7%), decréscimo de 1,8% no segmento de Cobertura de Pessoas; e queda de 4,9% dos Títulos de Capitalização.  Resultado: a queda geral de 0,8% até agosto é menor que os 2,1% acumulados até julho, segundo a Conjuntura CNseg nº 30, divulgada hoje pela CNseg.

Prioridades. Os executivos seguem firme em duas agendas: fechar orçamento de 2021 de forma realista para que possam cumprir a meta, sem ainda ter uma visão de longo prazo sobre como será o próximo ano, e no planejamento da volta ao escritório. Algumas seguradoras já retornaram, como Mapfre, HDI, Icatu entre outras, seguindo todas as recomendações de segurança e com rodízio entre equipes, intercaladas nos dias da semana. Outras ainda programam como será este retorno, ouvindo o que os funcionários desejam e como esse desejo se encaixa nos planos da empresa. E outras aguardam o fim das reformas nos escritórios para iniciar o retorno.

DPVAT. A Líder segue sua estratégia de tornar o seguro mais transparente e acessível a todos os brasileiros depois de ter recebido carta de saída de cerca de 35 seguradoras que notificaram a administradora do consórcio DPVAT. Nesta semana acredita-se que não haverá mais notificações, uma vez que o prazo para isso se encerrou dia 30 de setembro. A mudança oficial de acionista só acontecerá em janeiro de 2021.

Tributos . Eis aqui um tema no radar das companhias de seguros. O presidente Jair Bolsonaro editou dois decretos, publicados em edição extra do “Diário Oficial da União” na noite de sexta-feira (2), sobre redução de tributos em função da pandemia de covid-19. Um dos decretos prorroga até o final do ano a alíquota zero do IOF sobre operações de crédito, câmbio e seguro; títulos ou valores mobiliários. Em saúde também há debates sobre a incidência do ISS.

Rural. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, promete se desdobrar nesta semana para garantir os recursos da subvenção do programa de Seguro Rural. Ela afirmou que conversa com a equipe econômica para chegar ao volume de R$ 1,3 bilhão anunciado para a política em 2021. O projeto orçamentário enviado ao Congresso, no entanto, prevê recursos menores. “Temos que trabalhar esses R$ 290 milhões no orçamento para chegar ao R$ 1,3 bilhão que foi acordado entre o ministro Paulo Guedes, o Ministério da Agricultura e o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou em evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) transmitido ao vivo pela internet.

IRB. Todos de olho no comportamento das acoes do IRB Brasil Re, que vem se recuperando depois do tombo dos últimos meses. A maior resseguradora do Brasil liderou as valorizações da B3 nas últimas duas semanas. O ganho na semana passada foi de 12,83%, impulsionado pelos efeitos das boas notícias que vêm envolvendo a empresa. Na semana retrasada, o papel registrou alta de 27,58%. No dia 30, a Standard and Poor’s atribuiu rating nacional AAA para a companhia, com perspectiva estável. De acordo com a agência de classificação de risco, as recentes mudanças feitas no conselho e na administração da companhia deverão fortalecer sua governança e cultura de risco.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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