Série: O que esperar de 2021 – Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

O ano de 2020 é muito delicado pela pandemia e pelas vidas perdidas, especialmente para nós que vivemos o Mercado de Seguros e oferecemos proteção aos nossos clientes. Assim como outras grandes seguradoras do país, a Itaú Seguros adotou medidas importantes: garantimos que famílias não ficassem desamparadas financeiramente (abriu mão da cláusula de exclusão por pandemia) e também incentivamos os profissionais da saúde. Com isso, vimos os nossos sinistros crescerem em 2020 devido a pandemia, o que reforça o nosso valor social como business de seguros e o valor das nossas ações para as famílias. Com relação a Resultados, o business segue muito sólido. Embora as vendas tenham sido afetadas no cenário de pandemia, nosso Lucro Líquido de Operações Recorrentes segue crescendo acima dos dois dígitos (9M20 vs. 9M19 / 2019 vs. 2018)

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Colocamos todos os nossos colaboradores sob trabalho remoto, auxiliando na equipagem de suas casas e preservando vidas. No início, a crise nos trouxe uma sensação de isolamento e muitos desafios, mas tivemos aprendizados importantes para o futuro. O trabalho remoto se tornou uma realidade e conseguimos nos manter unidos e produtivos

Quais as áreas mais afetadas?

As áreas de Sinistros e Finanças foram parceiros muito importantes na tomada de decisão e posicionamento da Itaú Seguros. Mas podemos ressaltar também nossa equipe comercial, e as áreas de produtos e negócios além das demais áreas internas da Itaú Corretora de Seguros que tem como foco sempre a centralidade no cliente. De uma forma geral, todos participaram das ações em benefício as família.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Por meio de nossos Corretores de Seguros, de forma remota, mantivemos contato com os clientes para negociar ou readequar a sua proteção. Temos o desafio de proteger o cliente sempre, e impedir que a falta de liquidez se traduza em falta de proteção. Como foco em Assessoria, entendemos que o momento de vida das pessoas é de maior risco dada a pandemia. Nos últimos anos, vimos Seguros de Pessoas ultrapassarem o Mercado de Seguro de Automóvel. Dada a pandemia, vemos um maior apelo aos produtos que protegem a vida e a residência. Além disso, temos a queda nos sinistros do Mercado de Automóveis por menor circulação. Essas tendências podem seguir no futuro sob um ambiente de trabalho mais remoto e nova sensação de risco/planejament

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Nossa expectativa é de aumento da procura por seguros de Vida, dada a crise pandêmica que agravou a sensação de risco das pessoas. O movimento contempla também as empresas, através da conscientização da importância de resguardar a vida de seus colaboradores. Mudanças estruturais que impactaram o desejo do consumidor e automaticamente o potencial deste mercado, nos últimos anos, como o aumento da expectativa de vida, fazem com que os consumidores se preocupem cada vez mais com o seu planejamento financeiro, o que consequentemente aumenta a procura pelos seguros de pessoas. Outro fator, particular ao cenário brasileiro, é a reforma da previdência pública, que trouxe à tona a discussão sobre a necessidade de planejamento financeiro. Por fim, a crise pandêmica atual aumentou a sensação de riscos das pessoas, que estão mais sensibilizadas com a proteção da sua vida e de seu patrimônio, além de ter reforçado a função social da indústria de seguros, que inclusive abriu mão de seu resultado operacional, não exercendo as cláusulas de exclusão por pandemia.

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Série – O que esperar de 2021? – Saiba o que pensam os principais porta vozes do setor de seguros

Flipping wooden cubes for new year change 2020 to 2021. New year change and starting concept.

Susep, CNseg, Fenacor, ENS e executivos de seguros estão preparados para levar o setor de seguros a um novo patamar no próximo ano. Saiba como. Que venha 2021!!!!

Investir em pessoas, tecnologia, comunicação e adotar um modelo de negócios “ganha-ganha”, ou seja, que beneficie a todos. Essas são as quatro palavras chaves citadas nas expectativas de dezenas de executivos em conversa com o blog Sonho Seguro. Sem exceção, todos sabem que 2021 será um ano muito desafiador para o Brasil, com necessidade de caixa para fazer frente a tantas obrigações fiscais e com a volatilidade que um ano pré eleitoral sempre traz para os principais indicadores macroeconômicos. Em seguros, além da volatilidade da economia, o setor ainda conta com mudanças regulatórias, queda na taxa básica de juros, a Selic, aperto na renda dos consumidores e também novos hábitos de consumo.

Porém, há muitas oportunidades para o setor crescer, desde serviços para as classes menos favorecidas, como telemedicina e proteção para celular, até seguros para garantir os bilionários investimento em infraestrutura, estimados em R$ 700 bilhões até 2023. Tudo vai depender da intensidade da crise econômica. Essa incógnita é quem ditará a velocidade das mudanças de tendências nas áreas de seguros e previdência, por mais importantes que estas sejam numa perspectiva de longo prazo.

2021 também promete muita competitividade, o que certamente beneficiará o consumidor. Monitorar as informações é condição sine qua non para que os executivos batam suas metas, tanto de crescimento das vendas como de lucratividade para manter o acionista no negócio. E isso só será possível se agradar (muito, muito mesmo) os consumidores, a razão de ser do mercado, e corretores, o principal canal de vendas no Brasil. Simples assim.  

A expectativa de todos é de que a pandemia fez com que os brasileiros pensassem mais no futuro, o que cria uma demanda positiva para seguro de pessoas. Ao mesmo tempo, torna o gerenciamento de risco, a maior especialidade dos players do setor, a pauta diária da vida das pessoas. Como andam dizendo por ai, o seguro é equivalente a mascara: um item necessário para se proteger de infortúnios. Em todas as esferas. Desde o jovem que sonha viajar para fazer um mestrado fora do país até o presidente da República que precisa garantir os projetos necessários para a infraestrutura, ou seja, as pontes do desenvolvimento da economia do Brasil.

Coriolano: “Temos um sistema sólido, que para garantir os riscos que assume, detém ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira”

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a confederação das Seguradoras, acredita que 2020 está chegando ao fim como um ano em que ficou evidente a importância da cooperação e da solidariedade. “Mundo afora pessoas, empresas e governos tomaram iniciativas para apoiar os mais vulneráveis e combater a pandemia. E todas foram importantes. Desde as pequenas ações de assistência aos mais pobres em cada bairro até doações de grandes empresas para apoiar o combate ao vírus e os programas governamentais de socorro financeiro a empresas de todos os portes. São tempos ainda difíceis, a recuperação ainda é lenta, mas a direção está correta”.

Em setembro, a arrecadação cresceu 11,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa taxa é maior do que a registrada ano contra ano em julho (4,3%) e em agosto (7,3%), e credencia o setor a fechar o ano no azul, com avanço das vendas estimado em 3% sobre 2019. “Temos um sistema sólido, que para garantir os riscos que assume, detém ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira, o que torna o setor de seguros um dos maiores investidores institucionais do país, com papel importante a desempenhar na retomada do crescimento econômico. Um setor segurador forte é essencial ainda para desonerar as contas públicas, transferindo para iniciativa privada parte dos gastos com saúde e previdência, para só citar dois exemplos.”

Solange Vieira, titular da Susep: 2021 será um bom ano para o setor com as mudanças já em curso realizadas em 2020

Para a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), 2020 se caracterizou como um ano singular, com todos impactados pela pandemia. “O mercado de seguros mostrou que pode se organizar rapidamente em questões como tecnologia e reorganização do trabalho. O trabalho remoto foi um exemplo disso. Como toda crise também pode ser catalisada para processos de aprendizados e evolução, o setor tem dado esses sinais com as organizações viabilizando novos produtos e processos, entre outras medidas. Podemos observar, por exemplo, evolução do seguro liga-desliga, que regulamentamos no ano anterior e foi uma alternativa relevante neste momento. Esperamos até o fim de 2020 voltarmos ao mesmo patamar de prêmios emitidos de 2019”, destacou.

Solange desta que a autarquia conseguimos criar uma solução tecnológica de gestão desse trabalho que acabou sendo adotada por todo o ministério da Economia e está sendo oferecida a outras unidades do governo. “Do ponto de vista da regulação, acreditamos que o Sistema de Registro de Operações irá nos permitir avançar muito em novos produtos e na desregulamentação do marco regulatório de Seguros. Poderemos oferecer mais transparência, segurança e menores preços ao consumidor. Exemplos disso são os novos instrumentos financeiros que poderão ser utilizados pelo mercado como alternativas de redução de custo de capital – ILS e dívida subordinada”.

Para 2021, Solange Vieira aposta em um setor mais eficiente. “Por meio de ações mais “principiológicas” que “prescritivas”, como as novas normas para os seguros de Danos – massificados e grandes riscos -, que acabaram de passar por consulta pública recentemente, será permitida às empresas a criação de novos produtos e a evolução nas relações contratuais. Isso, claro, apoiados num trabalho de proteção ao consumidor. Entendemos que o novo momento vai exigir das empresas mais visão e busca de conexão com esse consumidor. Esses serão diferenciais competitivos, sem dúvida. A tendência deve ser de mais produtos e preços melhores, com mais oportunidades para todos. A inovação estará presente em todas as etapas; compreendendo isso, também implementamos durante a pandemia o Sandbox  que aproxima ainda mais as insutechs do universo dos seguros e permitirá avanços consistentes para o setor.”

“Há transformação nas seguradoras e na corretagem, mas não pode haver transformação digital que tornem as empresas menos humanas. Isso serve apenas para garantir maior eficiência e melhorar a experiências do usuário. O corretor pode ser eficiente digitalmente, mas sem perder o seu principal capital que é a relação direta com os consumidores”, diz Edson Franco.

Vergílio, da Fenacor: “Somos a favor de tudo que seja respeitoso com o corretor e com o cliente”

Certamente o corretor de seguros é uma peça chave nesta jornada descrita por todos os seguradores entrevistados nesta série “O que esperar de 2021”. “O corretor de seguros tem que diversificar sua operação”, disse o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, ao participar do painel “Direto & Reto com as autoridades do mercado”, durante o Sincor Digital, evento virtual realizado pelo Sincor-SP, em outubro. “Ficou mais uma vez provado, na pandemia, o valor agregado que o corretor traz nessa relação de mercado. Isso já era relevante, mas dentro da nova ordem, ele precisa diversificar sua atuação, se converter em um planejador financeiro e de proteção”, conclamou Vergilio.

A 22ª edição do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros será realizada em São Paulo em outubro de 2021. “Faremos um grande evento em São Paulo, em conjunto com o Sincor-SP e todos os demais Sindicatos e o apoio das seguradoras”, destacou Vergilio. “Esse será um evento histórico. Em primeiro lugar porque o Congresso volta a São Paulo após 21 anos. A última edição realizada na capital paulista foi em 1999. O estado gera aproximadamente 50% da receita global do mercado de seguros no Brasil. Atuam em São Paulo mais de 43,9 mil corretores de seguros, entre pessoas físicas e jurídicas (45,5% da categoria). Outro fator relevante é que esse será o primeiro congresso brasileiro da categoria organizado dentro da chamada “nova ordem”, no pós-pandemia.

Bittar: Queremos ser facilitadores e geradores de novos negócios

A Escola de Negócios e Seguros (ENS) segue apostando na educacao e formação dos profissionais do setor. Lançou no final do ano o Nuv.ens, um ambiente de trabalho colaborativo e inovador construído pela , em sua representação na cidade de São Paulo. O espaço é exclusivo para alunos e ex-alunos da Escola que estiverem atuando em atividades relacionadas ao mercado de seguros e áreas afins.

Os usuários do Nuv.ens têm à disposição hotdesks, sala de reunião para 12 pessoas equipada com smartTV, possibilidade de realização de videoconferências, estação de trabalho fixa e exclusiva e auditório com sistema de som, projetores e capacidade para 166 pessoas. “Ao criar o Nuv.ens, nossa intenção é contribuir e estar ainda mais inseridos na movimentação econômico-financeira do setor de seguros. Queremos ser facilitadores e geradores de novos negócios, especialmente em um momento em que precisamos alavancar e investir ainda mais nas operações do setor”, afirma o presidente da ENS, Robert Bittar.

Leia abaixo o que alguns dos principais seguradores do setor esperam de 2021:

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Série: O que esperar de 2021 – Rodrigo Caramez, presidente da Brasilseg

Rodrigo Caramez

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Rodrigo Caramez, presidente da Brasilseg, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Obviamenteum ano único e extremamente atípico para pessoas e negócios. Um ano onde a resiliência, empatia, proximidade e conectividade foram fundamentais para navegar os desafios apresentados. Nesse cenário crítico, nossa empresa foi capaz de se organizar muito rapidamente para dar continuidade a nossa missão de proteger as pessoas – colaboradores e clientes, e as empresas. A clareza de proposito e foco foram alavancas indispensáveis para seguir.

Aumentamos significativamente a frequência e proximidade de nossa comunicação interna, com nosso balcão BB e com nossos clientes. Priorizamos iniciativas críticas, tanto na inovação de soluções quanto na agilidade e simplicidade de acesso a nossos produtos e serviços. Aceleramos ainda mais a jornada de transformação digital e intensificamos nosso papel de disseminador da cultura de proteção e seguros.

Ao comparar com 2019, eu resumiria como um ano duríssimo para nós e toda sociedade, mas também que trouxe oportunidades para repensarmos intensamente modelos de negócio, e principalmente em abordagens e formas de relacionamentos.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

O fantástico esforço de todo time, focando as necessidades dos clientes e sua proteção, nos permitiu não só evitar qualquer disrupção em nosso atendimento, mas também ficar muito próximo do nível de resultado planejado para o ano.

Na área de seguros de pessoas, por exemplo, identificamos um aumento na procura pela proteção, e lançamos novas ofertas com benefícios para saúde e bem-estar dos clientes, em vida. O que chamamos de “Seguro praVida”. Além disso, lançamos coberturas inéditas para o seguro prestamista como desemprego involuntário ou incapacidade física temporária, fundamentais num ano de aumento de desemprego, crise econômica e grandes desafios para a saúde das pessoas.

Para o segmento rural, no qual a Brasilseg é líder, a demanda por seguros também se manteve crescente durante a pandemia, principalmente em função da preocupação e consciência do produtor em relação aos riscos climáticos e entendimento da necessidade de proteção da lavoura e, consequentemente, da sua renda. Aceleramos a contratação de seguros para agricultura familiar e áreas não financiadas, buscando ampliar a base de pessoas e negócios protegidos. Além disso, expandimos a disponibilização de nossas soluções de sensoriamento e monitoramento remoto (via satélite) tanto via app do BB quanto web.

A consolidação do programa de subvenção ao prêmio do seguro rural foi chave para suportar o setor. Esse é pilar central da política agrícola do País, incluindo um maior envolvimento de outros agentes que integram a cadeia de financiamento da agricultura, como instituições financeiras, cooperativas de crédito, agropecuárias e revendas de insumo. Nessa linha, como lideres do setor, BB e Brasilseg lançaram a plataforma inteligente Broto com a missão de se tornar o ecossistema integrado e simples do produtor rural, disponibilizando soluções, produtos e serviços para potencializar sua produtividade econômica, e facilitar sua tomada de decisão. Isso foi só o começo e muito mais vindo na plataforma em 2021.

Finalmente, para aqueles que necessitaram de renegociações, conseguimos oferecer soluções e alternativas para facilitar a continuidade da cobertura, que nesse momento foi nossa maior preocupação.

Quais as áreas mais afetadas?

As áreas de sinistros e atendimento foram as mais requisitadas sem dúvida, e se adaptaram rapidamente para continuar prestando serviços ao cliente com excelência. Com a restrição da locomoção dos peritos, as avaliações dos pedidos de indenização passaram a ser realizadas remotamente, contando com ferramentas como imagens de satélite e sensoriamento remoto. A Brasilseg já fazia uso de tais ferramentas, mas o uso foi intensificado. O mesmo ocorreu com a central de relacionamento, as equipes foram direcionadas para trabalho remoto mantendo o foco no atendimento e resolução as demandas dos clientes.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Um dos efeitos e necessidades obvias da pandemia foi a ampliação do atendimento remoto, que a Brasilseg já vinha utilizando. Com a dificuldade de deslocar as equipes de vistoria, aumentamos consideravelmente as avaliações de sinistros realizadas remotamente. No caso do seguro rural também utilizamos o uso de imagens de satélite e dados de sensoriamento remoto.

Outro exemplo, em junho e julho, tivemos muitas ocorrências de sinistros de seguros residenciais devido aos ciclones e vendavais ocorridos na região Sul. Para atender os mais de 3 mil pedidos de sinistros, a seguradora elaborou um plano de contingência com o objetivo de prestar o devido atendimento a cada um dos clientes e agilizar a liberação das indenizações para reparo dos danos ocorridos, sem colocar em risco a segurança dos clientes e dos nossos colaboradores. Desta forma, conseguimos realizar 92% dos atendimentos e vistorias de forma remota e liberar as indenizações mais rapidamente.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Em 2021 a Brasilseg continuará investindo na transformação da jornada e da experiencia de seus clientes, trazendo novas ferramentas digitais, desenvolvendo ofertas modulares e mais flexíveis, e disponibilizando mais serviços agregados a seus produtos. Nosso foco é a criação de soluções que facilitem a vida do cliente, deem autonomia a ele, e ofereçam os cuidados e proteção necessários em todos os momentos da vida. 

Nessa linha, também é fundamental seguirmos contribuindo para a disseminação da Cultura de Seguros e Proteção, desmistificando nosso setor, e possibilitando que as pessoas e empresas, de uma forma simples e multicanal, entendam o seu nível de risco de acordo com sua fase de vida, atividade ou negócio.

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capemisa

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Como descreve o ano de 2020?

O ano foi especial para a CAPEMISA: completamos 60 anos, em julho. Em 2020, confirmamos o resultado de um planejamento estratégico, tático e orçamentário, iniciado em 2015, que aumentou em 132% o resultado operacional. Em 2019, a receita da companhia chegou a R$ 374 milhões. O mesmo processo reduziu em 38% as despesas administrativas. Foi desafiador, mas fortalecemos nosso compromisso de transparência e gestão de orientação para resultados.

Como temos um cuidado muito especial com nossos colaboradores,  conquistamos o reconhecimento de estar entre as melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro pelo Great Place To Work (GPTW). A CAPEMISA também  foi eleita entre as melhores do setor de seguros nas categorias Gestão de Pessoas e Governança Corporativa, segundo o Anuário Época Negócios 360º – principal referência no ranking corporativo nacional. A performance e os investimentos da CAPEMISA garantiram à empresa a segunda colocação em Gestão de Pessoas e a terceira, em Governança Corporativa. 

Cabe destacar que somos uma empresa criada para apoiar uma obra social, o Lar Fabiano de Cristo, com 49 unidades em todo o país e mais de 26 mil pessoas assistidas em 2020, entre crianças, famílias e idosos. Esses resultados, portanto, têm ainda um significado bastante importante para o nosso propósito. Nosso compromisso com o Lar cada vez aumenta mais.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Nosso modelo se mostrou resiliente e com capacidade de adaptação. A pandemia exigiu de nós uma atuação rápida e por vezes disruptiva para manter a mesma qualidade no atendimento e a proximidade com todos os envolvidos em nossos processos de trabalho. Temos 29 sucursais que realizavam atendimento presencial e tivemos que reforçar nossos canais digitais, trazendo flexibilidade e modernização.

Outra ferramenta nova foi a criação de uma comunicação direta sobre sinistros, direcionando as mensagens para a área de regulação. Em quarentena, focamos em oferecer nossos serviços com eficiência e agilidade. 

Conseguimos manter as operações com uma infraestrutura tecnológica robusta e ferramentas na nuvem. Nossa gerência de Treinamento e Desenvolvimento Comercial preservou a aproximação com nossos corretores parceiros, usando plataformas para interação e treinamento, sensibilizando-os e orientando suas abordagens, para que pudessem melhor atender a seus clientes. Todos eles também puderam permanecer trabalhando de forma remota, com autossuficiência, sem nenhum impacto para a comercialização. 

Nosso time interno passou a contar com um serviço de atendimento especializado e confidencial para orientações psicológicas, financeiras e até sobre questões jurídicas. Para dar mais tranquilidade aos colaboradores das faixas etárias de risco, realizamos a vacinação da gripe para quem tem mais de 60 anos, nas residências dessas pessoas. Para os outros  funcionários, disponibilizamos um ponto de vacinação na Empresa, ação que foi estendida também aos familiares.

Também foi criado o PODCAP, um podcast quinzenal com  assuntos relacionados ao mercado de seguros e discussões da atualidade. A ideia foi levar um novo canal de comunicação corporativa para o ambiente do home office. Todo o material fica disponível na intranet, para complementar o dia a dia de conhecimento dos colaboradores de uma forma dinâmica, leve e interativa.

Em uma importante ação social, nossos colaboradores do programa Jovem Aprendiz tiveram seus contratos prorrogados por mais quatro meses. Além de garantir uma ocupação e estímulo ao desenvolvimento profissional destes jovens em situação de vulnerabilidade, com remuneração até dezembro, a seguradora ainda disponibilizou transporte particular para a entrega de cadeiras e computadores para o trabalho em home office, e acrescentou entre os benefícios um auxílio para subsidiar o custo do colaborador com internet.

Quais as áreas mais afetadas?

Sem dúvida, a área Comercial, embora não tenhamos observado um nível maior de resgates ou cancelamentos. Conseguimos manter a rentabilidade da CAPEMISA Seguradora e da CAPEMISA Capitalização, mas os times comerciais precisaram de mais apoio e ferramentas para trabalhar de casa, sem contato presencial com clientes e corretores. 

A central de relacionamento passou por mudanças para atender com a capacidade reduzida, já que tivemos que proteger nossos colaboradores de grupos de risco e também na questão do distanciamento entre as pessoas do call center.  Isso exigiu um esforço de tecnologia e informação para direcionar nossos clientes e parceiros aos canais digitais, que se adaptaram ao aumento de demanda. 

Reforçamos  o acolhimento a todos os envolvidos no negócio, utilizando inclusive Inteligência Artificial para atendimento aos distribuidores e parceiros no Portal do Sorteado da Capitalização. Observamos cada necessidade para buscar uma solução rápida. Especialmente neste momento, nosso cuidado foi promover uma relação humanizada e próxima, ainda que pelas redes sociais, canais digitais, pelas trocas de emails e mensagens.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor? De um exemplo prático. 

Vale dizer que o consumidor migrou para os meios digitais na pandemia. Ele está nos demandando pelo site da Empresa, pelas redes sociais e afins. A CAPEMISA vem se aprimorando nesse sentido.

Essa característica nos exige entregas online e ainda mais ágeis, mas não abrimos mão de uma entrega humanizada. Um bom indicador são os portais de conciliação, em que mantemos ótima reputação, com bons tempos de resposta. Estamos conseguindo manter essa aproximação e fazer com que o cliente se sinta acolhido.  

A companhia recentemente lançou a Central do Corretor e há novas entregas previstas também para o Meu Portal CAPEMISA. Os investimentos em tecnologia garantiram cotadores e processos digitais mais ágeis aos corretores. Outras entregas ainda estão por vir em 2020, como a assinatura digital, mais celeridade na implantação e renovação onlines. O relacionamento com clientes e corretores também poderá será feito em poucos cliques, preservando a mesma qualidade no atendimento.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021? 

Vemos o avanço do teletrabalho, do uso de Inteligência Artificial e incremento dos portais. Em produtos, com maior potencial, a CAPEMISA destaca a carteira para PME e seus produtos como uma tendência de contratação crescente. Esse segmento já vinha atraindo corretores e clientes nos últimos anos, dado o grande número de empreendedores e empresas deste porte no nosso país. Há uma percepção de que é preciso proteger toda esta engrenagem: o microempresário, responsável pelo negócio em si, e seus colaboradores.

A capitalização seguirá expansão em 2021. A modalidade Filantropia Premiável ganhou destaque após o novo marco regulatório e, em 2020, registramos crescimento de 94,69%, com faturamento de mais de 369 milhões. Também queremos ampliar nossa participação na categoria de Incentivo, realizando mais promoções comerciais para o Varejo, assim como atendendo outras seguradoras neste segmento.

Observando o mercado, haverá um incremento ainda maior dos meios digitais de relacionamento. A CAPEMISA já vinha investindo nesta área nos últimos três anos, estruturando processos de automação e um plano de continuidade dos negócios. Vale citar as melhorias para a plataforma de cotação que lançaremos no final de 2020 e dará mais velocidade às implantações das apólices. Alguns processos que aconteciam em 48 horas passarão a ser em 5 minutos. É uma evolução em que todos ganham.

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Zurich firma parceria com o Origens Brasil

Rodrigo Barros Zurich
Rodrigo Barros

Projeto visa a incentivar a produção e negócios a partir da diversidade biológica no bioma, e permitirá beneficiar milhares de indígenas e populações tradicionais por meio da promoção do mercado ético entre produtores e consumidores

A Zurich no Brasil e a e Z Zurich Foundation (entidade do Zurich Insurance Group que se dedica a investimentos em projetos comunitários) acaba de estabelecer apoio ao Origens Brasil®, rede de articulação multissetorial concebido pelo IMAFLORA (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e pelo Instituto Socioambiental (ISA), que viabiliza negócios sustentáveis na Floresta Amazônica.

A parceria consiste num projeto em que, durante três anos, a Zurich ajudará o Origens Brasil® a criar condições de mudar para melhor a forma como 3 mil produtores fazem negócios com mais de 30 empresas de maneira cada vez mais ética e transparente. Os produtos são provenientes da sociobiodiversidade brasileira e devem ajudar indiretamente cerca de 15 mil indígenas de populações tradicionais da Floresta Amazônica, gerando uma receita de R$ 11 milhões. Os itens que eles produzem são variados: vão de alimentos, como castanha e geleias, a borrachas e óleos, entre outros.

De acordo com o diretor Executivo de Estratégia, Marketing e Inovação da Zurich no Brasil, Rodrigo Barros, o Origens Brasil® está em plena consonância com a política de negócio socialmente responsável da Zurich, já que visa a promover a conservação, uso sustentável dos recursos naturais e a geração de benefícios sociais nos setores florestal e agrícola do Amazonas. “O Origens Brasil® conta com a contrapartida e doações do Fundo Amazônia (Governos da Noruega e Alemanha) e Evolz (holding administrada pelo Texas Pacific Group – TPG Capital). A colaboração da Zurich está em linha com a estratégia de apoiar a rede para evitar a dependência exclusiva de um único financiador, a fim de manter a sustentabilidade da iniciativa e aumentar os impactos positivos na Floresta Amazônica”, explica.

Segundo Rodrigo, com a melhoria da qualidade de vida por meio da produção e comercialização diferenciada de produtos florestais, aqueles povos permanecerão em suas terras, preservando sua cultura e patrimônio, com melhor qualidade de moradia e oferecendo perspectivas às gerações atuais e futuras. “Além disso, o projeto promove a equidade de gênero, já que, dos cerca de 1,8 mil produtores membros da rede, a maioria, 56%, são mulheres”, comemora.

A Zurich tem a ambição de ser uma das empresas mais responsáveis e de maior impacto do mundo, e entende que as corporações estão cada vez mais sendo avaliadas pelas suas iniciativas sustentáveis, principalmente pelas gerações mais jovens, engajadas com causas que contribuam para um mundo melhor para todos. “Promover a geração de renda, a partir da comercialização de produtos da biodiversidade da região Amazônica, mantendo a floresta em pé, constitui-se numa das mais eficazes alternativas, uma vez que combinam a prevenção com o desmatamento e a fixação dos povos da floresta em suas terras. Assim, por meio da parceria da Zurich com o Origens®, populações tradicionais e povos indígenas daquele bioma serão beneficiados”, finaliza o executivo.

Parceiros de reconhecido compromisso com as causas que abraçam

O Origens Brasil® teve um reconhecimento mundial em junho de 2019, quando recebeu o Prêmio Internacional de Inovação para a Alimentação e Agricultura Sustentáveis da Organização das Nações Unidas (ONU) – que premiou inovações  capazes de contribuir para a transformação dos sistemas alimentares, reduzir a fome mundial e manter a segurança alimentar da agricultura de família.

Já o Grupo Zurich tem um compromisso global e uma clara missão em todos os aspectos da sustentabilidade. Hoje, a corporação ocupa o topo do Índice Dow Jones de Sustentabilidade, resultado do seu esforço e do papel ativo na transição para uma economia mais sustentável. A companhia é signatária dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para nortear o mercado financeiro e de capitais na busca pelo desenvolvimento sustentável, por meio da incorporação de aspectos sociais, ambientais e de governança corporativa na tomada de decisão de investimentos, assim como também ao Pacto Global, outra organização da ONU. Além disso, apoia as bandeiras da Iniciativa Brasileira de Finanças Verdes (IBFV), bem como de outros projetos semelhantes mundo afora.

Omint patrocina 16ª edição da Corporate Run, que será virtual

Ação inédita terá o objetivo de apoiar moradores de rua. A cada inscrição solidária, Omint doará uma refeição pelo projeto Marmita do Bem

Fonte: Omint

Pela primeira vez, a Corporate Run sairá das ruas e, em decorrência da pandemia de Covid-19, o evento deste ano ocorrerá no formato virtual. Nele, os participantes poderão caminhar ou correr 5km em qualquer horário e lugar entre os dias 21/11 a 10/12. As inscrições solidárias estarão abertas até o dia 30 de novembro no site oficial. Após a inscrição, o participante receberá um e-mail com um link do desafio e poderá correr usando seu relógio GPS ou com o aplicativo Strava no seu celular.

A cada inscrição solidária realizada, a Omint doará uma refeição do projeto Marmita do Bem. O projeto é idealizado pelo chef Henrique Fogaça e o Restaurante Jamille, e já distribuiu até o momento mais de 30 mil marmitas para moradores de rua no centro de São Paulo.

“Para nós é uma grande honra patrocinar eventos como a Corporate Run que, nesse ano, além do formato virtual tomando precauções necessárias em tempos de pandemia, propõe converter o cuidado com a saúde por meio da atividade física em ação social, gerando benefícios tanto para quem participa quanto para a comunidade em que estamos inseridos”, declara Cícero Barreto, diretor Comercial e de Marketing da Omint. “No ano em que a Omint celebra seus 40 anos, transformar o bem-estar proporcionado pelo esporte em cuidado com uma alimentação adequada para as pessoas que fazem parte da nossa sociedade consolida a nossa premissa de dar valor ao que é importante para nós e para todos. É extremamente gratificante reforçarmos esse ciclo”, finaliza o executivo.

Marcel Andrade e Getúlio Ost entram para o time da SulAmérica Investimentos

sulamerica

Gestora possui mais de R$ 46,1 bilhões sob gestão

A SulAmérica Investimentos segue reforçando sua equipe, trazendo para o time nomes experientes. Marcel Andrade e Getúlio Ost acabam de chegar à asset, que recentemente também anunciou Daniela Gamboa como nova superintendente de Gestão de Crédito Privado. 

Andrade assume a área de Fundos de Fundos. Com 20 anos de experiência, atuou em instituições renomadas, como ABN AMRO, Quantum Finance e como investment manager da Fundação Atlântico. É formado em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), possui Mestrado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e cursou o programa executivo em Value Investing na Columbia Business School. 

Já Ost chega à asset como superintendente de Renda Fixa para atuar com maior foco nos fundos exclusivos. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), tem pós-graduação em Finanças, Investimentos e Banking pela mesma instituição, tendo passado pelo grupo Sicredi, Quantitas, Eleven Financial e Porto Seguro Investimentos. 

A SulAmérica Investimentos possui mais de R$ 46,1 bilhões sob gestão, 25 anos de história e recebe há 11 anos a nota máxima da S&P na avaliação de gestores de fundos de investimentos. 

Série: O que esperar de 2021 – André Lauzana, vice-presidente comercial e marketing da SulAmérica

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, André Lauzana, vice-presidente comercial e marketing da SulAmérica, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

Se fosse sobre qualquer outro ano eu certamente seria muito assertivo na resposta, mas quando falamos de 2020 não consigo descrever de uma forma única. Foram muitos acontecimentos: início de um novo capítulo da História Mundial; impotência diante de um vírus; fortalecimento do coletivo; aprendizado; aceleração digital e dos negócios; estar perto de uma forma diferente; vidas revisitadas, união por meio do cuidado… Enfim, cabe tanta coisa para descrever esse período. Do ponto de vista corporativo, cada empresa está tendo uma experiência diferente nesta pandemia – que ainda não acabou. 

Na SulAmérica, no início da pandemia, a primeira preocupação foi colocar nossos colaboradores em segurança. Em uma semana conseguimos que 100% da nossa força de trabalho estivesse trabalhando de casa, inclusive terceiros. Oferecemos também amplo apoio a nossos parceiros corretores de seguros, prestadores, fornecedores e clientes. Nosso propósito é proteger e melhorar a vida das pessoas e em um momento como esse, de uma pandemia desta proporção, precisávamos personalizar ainda mais nosso atendimento a nossos beneficiários, não só de saúde, mas todos os nossos mais de 7 milhões de clientes. Oferecemos e desenvolvemos ações essenciais para garantir o melhor atendimento de nossos beneficiários durante a pandemia, tanto para aqueles infectados pela Covid-19 quanto para aqueles que precisavam continuar tratamentos e cuidar da prevenção na saúde. Alcançamos até agora nossos objetivos no cuidado com as pessoas e na continuidade dos negócios. Mantivemos nossa produtividade, lançamos novos produtos, contratamos novos colaboradores, lançamos o novo posicionamento de Saúde Integral, que reúne saúde física, emocional e financeira. E assim vamos continuar até o fim desta crise de saúde pública.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Sem dúvida, aprender a trabalhar de uma nova forma, a distância, mas sem perder a proximidade tanto no dia a dia da organização quanto no contato com os clientes e parceiros. Ter investido em inovação, e com maior celeridade há 5 anos, fez toda a diferença. Nossos investimentos resultaram em uma melhor jornada para nossos clientes, colaboradores, corretores e parceiros. E mesmo nesse período tão disruptivo, finalizamos o processo de venda da nossa operação de Autos e Massificados, compramos a Paraná Clínicas, ampliamos o serviço de telemedicina Saúde na Tela para uso ilimitado e lançamos o atendimento remoto para terapias diversas, como psicologia e fisioterapia. Distribuímos também muitos conteúdos informativos de alta qualidade e confiabilidade, pois informação é fundamental no combate ao coronavírus. Conseguimos manter nosso planejamento estratégico, trabalhando em um formato diferente. 

Quais as áreas mais afetadas?

Eu não diria que tivemos uma área mais afetada e sim tivemos todas as áreas aprendendo um novo jeito de produzir e se relacionar, além de todos nossos colaboradores e parceiros também terem de trabalhar de um jeito totalmente diferente. Não foi fácil o início da pandemia, sobretudo quando tivemos de postergar viagens, eventos, encontros que envolviam os corretores de seguros e ajustar nossos processos de trabalho. O desafio de manter a qualidade do nosso atendimento com nossos parceiros foi enorme. Conseguimos substituir alguns fóruns presenciais por digitais e reforçamos nossos canais de atendimento. A única coisa que não conseguimos substituir foi mesmo as saudades de um abraço e um forte aperto de mão.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor? Dê um exemplo prático. 

Nossa, mudou bastante. Acredito que um efeito colateral desta pandemia é uma mudança cultural na forma de consumir e se relacionar. Vou dar um exemplo de uma evolução que vai se perpetuar: por conta do isolamento social, fechamos nossas unidades físicas e revisitamos fluxos e processos que eram realizados presencialmente. Tudo passou a ser feito de forma digital, inclusive a contratação de serviços.

A assinatura digital foi tão eficiente que já a adotamos para sempre. A telemedicina é um outro exemplo que mostra bem, a meu ver, a mudança na forma de se relacionar. E as pessoas aderiram e aprovaram a consulta remota, tanto que saltamos de 500 atendimentos em fevereiro para mais de 400 mil na soma de março a outubro.

Por fim, acho importante falar de como o corretor de seguros também transformou a forma de se relacionar com seus clientes e conosco. Os contatos digitais se tornaram mais frequentes e menos corridos, pois ganhamos tempo ao trabalhar de casa. O corretor tem se mostrado bastante motivado em incrementar seus negócios e em trabalhar com uma diversidade maior de produtos e serviços.

Podemos comprovar isso pelo interesse que demonstraram nos cursos oferecidos ao longo de 2020 pela SulAmérica e, mais recentemente, por meio da na nossa nova Escola de Negócios, Pra Saber – até agora ministramos mais de 40 mil treinamentos. O corretor ampliou sua visão de empreendedorismo e o conceito de Saúde Integral da SulAmérica, que coloca saúde física, emocional e financeira juntas para melhorar a vida das pessoas em todas as fases da vida, soma muito valor neste movimento de transformação de corretor de seguros para consultor de proteção. Agora, o que não mudou foi o humano

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

A virada de ano não encerrará a pandemia. Ela vai seguir em 2021 e, sinceramente, não sabemos quando terminará definitivamente. A diferença é que aprendemos a viver neste cenário. O setor de saúde suplementar foi essencial no enfrentamento da pandemia e vai seguir relevante. A telemedicina é uma prática que veio para ficar e influencia positivamente o setor. Diferentes tipos de seguros já começam a ser desenhados a partir das novas necessidades das pessoas e devem ser oferecidos a partir do ano que vem. Os corretores de seguros também se reinventaram durante a pandemia, reforçaram seu papel de consultor e ampliaram suas carteiras. O compartilhamento de conhecimento tomou outra dimensão e será ampliado a partir de agora. O conceito de Saúde Integral vai permear todas as áreas da SulAmérica. Integraremos cada vez mais nossos produtos e serviços com essa visão de equilíbrio entre saúde física, emocional e financeira. Já começamos essa integração este ano com a oferta do Médico na Tela para clientes de Vida e Previdência Individual e muita novidade está a caminho! Para mim, 2021 será um ano do início da nova História.

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Anglo American perde na Justiça disputa de mais de R$ 1 bilhão contra Chubb


Tribunal Regional do Rio de Janeiro manteve o entendimento de que a seguradora não deve pagar indenização à empresa após acidente ocorrido no Porto de Santana, no Amapá, em 2013

Fonte: Valor

A Anglo American teve uma nova derrota na Justiça em uma disputa contra a Chubb. O Tribunal Regional do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve o entendimento de que a seguradora não deve pagar indenização à empresa após acidente ocorrido no Porto de Santana, no Amapá, em 2013. Este era considerado um dos maiores casos do mercado segurador brasileiro, e poderia ultrapassar R$ 1 bilhão, considerando os valores corrigidos. A decisão foi unânime e o relator foi o desembargador Fernando Fernandy Fernandes.

Procurada pelo Valor, a Anglo informou que possui laudos de especialistas brasileiros e internacionais indicando que houve um colapso abrupto e inesperado do solo no porto e que o acidente se deu por causas naturais, “absolutamente imprevisíveis, sem qualquer responsabilidade que lhe possa ser imputada”. A empresa também disse que irá recorrer da decisão.

Mas no julgamento realizado na quarta-feira, o desembargador Fernandes descartou a possibilidade de fenômeno natural. Na sua decisão, o desembargador também disse que não foram fornecidos todos os documentos e registros solicitados à empresa, incluindo imagens. “Isso prejudicou os apelantes, na medida que poderiam trazer mais elementos. Só foram apresentadas imagens do porto de 10 minutos que antecederam o acidente”, afirmou.

Leia a notícia completa no Valor.

Corretora Wiz cria comitê de crise; Thierry Claudon foi alvo da busca

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Um dos alvos da Operação Canal Seguro, 13ª fase da Descarte, é o francês Thierry Claudon, ex-presidente da Caixa Seguros (2001 a 2017)

A Wiz Soluções e Corretagem de Seguros informou que seu Conselho de Administração aprovou a criação um comitê especial não estatutário para conduzir a análise detalhada sobre as denúncias constantes do processo que originou a busca e apreensão na sede da companhia, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O conselho indicou, para a composição do Comitê Especial, Otavio Yazbek, membro externo à companhia, a quem competirá as atribuições de coordenador; João Pinheiro Nogueira Batista, membro independente do Conselho de Administração da companhia; Elício Lima, membro do Conselho de Administração da companhia; e Heverton Pessoa de Melo Peixoto, diretor-presidente e de Relações com Investidores da companhia.

Segundo o portal O Antagonista, um dos alvos da Operação Canal Seguro, 13ª fase da Descarte, é o francês Thierry Claudon, ex-presidente da Caixa Seguros (2001 a 2017). Ele foi alvo de busca e apreensão, bloqueio de bens e suspensão de atividades profissionais. Na época dos fatos investigados pela PF e pela Receita, Claudon presidia a Caixa Seguros e a Caixa Vida e Previdência S/A, ambas subsidiárias da Caixa Seguros Holding (CSH), e também era vice-presidente do Conselho de Administração da Wiz Soluções e sócio minoritário e administrador da CNP Assurances Brasil Holding Ltda., empresa que detém o controle da Caixa Seguros Holding S/A, com 51,7% das quotas. Outro investigado é Camilo Godoy, que ocupava o cargo de diretor comercial da Caixa Seguradora e também era membro do Conselho de Administração da Wiz Soluções. Era, ainda, membro do Conselho de Administração da Caixa e Vida Previdência.

Leia mais PF deflagra operação Canal Seguro, que investiga fraudes envolvendo corretora Wiz

Outra notícia que impacta a companhia vem da Caixa Seguridade, que divulgou fato relevante afirmando que a exclusividade da corretora no balcão de seguros da Caixa vai só até 14 de fevereiro de 2021. “A Caixa Seguridade informa ainda que, em linha com seu planejamento estratégico, constituiu corretora de seguros própria no dia 17 de agosto de 2020, que terá a exclusividade no Balcão Caixa a partir de 15 de fevereiro de 2021.

No comunicado, a Wiz reitera que desconhece qualquer indício da prática de ilícitos pela companhia, sendo que os fatos apurados datam do período compreendido entre 2014 e 2016; e pelas informações e documentos que teve acesso até o presente momento, identificou que os fornecedores mencionados na decisão judicial não prestam mais serviços à companhia.