Generali e BScash fecham parceria para oferta de seguros 

Thiago Machado Generali Brasil

 

Para proporcionar proteção e segurança a um número cada vez maior de brasileiros, a Generali se uniu à fintech BScash para oferecer o seguro “Perda e Roubo de Cartão com Pix” para os clientes da plataforma de gestão de pagamentos.
 

O seguro da Generali será integrado ao ecossistema da BScash, ampliando ainda mais o alcance da sua proteção financeira. O produto cobre situações inesperadas como perda ou roubo de cartão, saques e transferências sob coação, incluindo operações via Pix.
 

Com foco em descomplicar o dia a dia das organizações, a fintech oferece uma plataforma completa de soluções financeiras voltadas para pessoas jurídicas e seus colaboradores. Entre os principais serviços estão a conta digital gratuita, cartão pré-pago, crédito pré-aprovado, além de funcionalidades como Pix, TED e pagamento de boletos. Tudo isso com agilidade, segurança e praticidade, promovendo uma experiência financeira mais eficiente e acessível para empresas de todos os portes.
 

O Chief Commercial & Marketing Officer da Generali, Thiago Machado, destaca que essa parceria reforça nossa estratégia de crescimento em distribuição digital, levando proteção de forma simples e integrada à jornada do cliente. Nosso foco é escalar o acesso a seguros por meio de parceiros relevantes, com soluções que façam sentido no dia a dia das pessoas”.
 

Para a CEO da BScash, Rafaela Mota, a relação com a Generali se insere na proposta de estar aliada a parceiros que se destacam no mercado a partir de indicadores que garantem o oferecimento de serviços de alto valor, primando pela garantia de segurança da marca. “A Generali Brasil é hoje uma das maiores seguradoras do país a partir de critérios como desempenho financeiro, governança, socioambiental, inovação, visão de futuro e pessoas, aspectos que nos tocam diretamente por fazermos parte de um grupo forte, que é a BSPAR, que tem sua imagem consolidada por preceitos que regem o mercado e valorizam nossos clientes e parceiros”.

MetLife aposta na música para aproximar o seguro do dia a dia das pessoas

Fonte: MetLife

Pelo quarto ano consecutivo, a MetLife é a seguradora oficial do C6 Fest 2026, festival que reúne atrações nacionais e internacionais de jazz, rock, pop, soul e MPB entre os dias 21 e 24 de maio, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

A participação da marca acontece em um momento de crescimento do entretenimento ao vivo no Brasil. Hoje, o país já é o segundo maior mercado de shows do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados da PwC/Live Entertainment de 2025. De acordo com dados de 2026 da Abeoc (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) e o Sebrae, o setor de eventos movimenta atualmente R$ 813 bilhões no país, com participação de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geração de 12,7 milhões de empregos. Com o avanço dos festivais e grandes eventos, cresce também a preocupação do público com temas como segurança, bem-estar e conforto. Nesse cenário, a MetLife participa do C6 Fest reforçando a importância do cuidado e da proteção em momentos de lazer, cultura e convivência.

“Estamos muito felizes em participar do C6 Fest pelo quarto ano consecutivo. Aproximar a MetLife do público final é um objetivo muito importante para nós, e a música tem um papel democrático ao conectar diferentes pessoas, histórias e gerações em torno de uma mesma experiência. Acreditamos que a proteção também deve ser acessível e fazer parte da vida das pessoas de forma cada vez mais próxima e natural”, afirma Denise Coelho, diretora de marketing e comunicação da MetLife Brasil.

Ao longo dos quatro dias de programação, milhares de pessoas devem passar pelo Parque Ibirapuera para acompanhar shows e atividades culturais em diferentes espaços do festival. Para a companhia, fazer parte desse cenário também significa gerar oportunidade de ampliar a conversa sobre a importância da proteção e dos seguros no dia a dia das pessoas.

“Estar no C6 Fest reforça o compromisso da MetLife de ampliar a cultura do seguro no país e democratizar o acesso à proteção em diferentes momentos da vida. Em um ambiente marcado por música, encontros e experiências compartilhadas, queremos que a presença da marca esteja associada a cuidado, acolhimento e bem-estar”, completa Denise.

Na Tenda MetLife, o público poderá curtir uma programação diversa que reúne indie, rock, pop, jazz, soul, MPB e música brasileira contemporânea, refletindo a pluralidade sonora e cultural do C6 Fest 2026. Ao longo dos quatro dias de evento, o espaço será ponto de encontro para quem busca uma experiência acolhedora e imersiva, conectada à música, à cultura e aos encontros proporcionados pelo festival.

Zurich reforça agenda de sustentabilidade com patrocínio à exposição Amazônia e iniciativas de impacto no Brasil

A Zurich Seguros participa da exposição Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado, em Vitória (ES), reforçando sua atuação em sustentabilidade e o apoio a iniciativas que conectam preservação ambiental, cultura e impacto social. A mostra, que já passou por cidades como Paris, Roma, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro e Belém, reúne imagens produzidas ao longo de sete anos na Amazônia brasileira e propõe uma reflexão sobre biodiversidade, povos indígenas e mudanças climáticas.

O patrocínio está alinhado à estratégia global da Zurich, que busca ampliar a conscientização sobre temas ambientais ao mesmo tempo em que desenvolve iniciativas concretas de impacto no Brasil. Entre elas, está a Floresta Zurich, projeto realizado em parceria com o Instituto Terra, fundado por Sebastião e Lélia Wanick Salgado, voltado à restauração da Mata Atlântica e à conservação da biodiversidade.

A parceria com o Instituto Terra teve início em 2020 e inclui ações como o plantio de mais de um milhão de árvores, a recuperação de áreas degradadas e o apoio à ampliação da estrutura de produção de mudas e restauração ambiental. O projeto também contempla iniciativas de formação e engajamento de comunidades locais para conectar conservação ambiental com desenvolvimento social.

Outra frente relevante é o NERE, programa em parceria com o Instituto Terra para capacitar jovens do Vale do Rio Doce para os chamados “empregos verdes”, conectando: educação ambiental, capacitação técnica e humana, empregabilidade local, restauração ecológica e geração de renda sustentável.

“Temos buscado apoiar iniciativas que promovam impacto de longo prazo, conectando restauração ambiental à geração de oportunidades e ao fortalecimento das comunidades. A parceria com o Instituto Terra é um exemplo de como podemos atuar de forma consistente nessa agenda”, afirma Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich Seguros.

Ao conectar essas iniciativas à agenda local, a Zurich também reforça a importância de ampliar o engajamento da sociedade em torno desses temas.

“A Exposição Amazônia nos convida a um olhar atento e respeitoso sobre as populações tradicionais da floresta, que há séculos demonstram que é possível conciliar desenvolvimento, conservação e vida em comunidade. Esse aprendizado é extremamente relevante também para o mundo dos negócios, especialmente em um momento em que decisões corporativas precisam incorporar, de forma responsável, a restauração de ecossistemas e o fortalecimento das comunidades locais. Ao apoiar essa exposição, a Zurich reforça seu compromisso de transformar sensibilização em ação concreta, por meio de iniciativas como a Floresta Zurich e o apoio ao Instituto Terra.” afirma Nathalia Abreu, superintendente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa na Zurich.

Para a Zurich, iniciativas como a exposição e os projetos desenvolvidos no Brasil fazem parte de uma atuação integrada, que combina sensibilização, educação e soluções práticas voltadas à resiliência climática. A estratégia inclui o apoio a ações ambientais, o desenvolvimento de projetos com impacto social e o uso de conhecimento técnico para apoiar clientes e parceiros na gestão de riscos relacionados às mudanças climáticas.

A exposição Amazônia permanece aberta ao público até junho em Vitória e reúne mais de 200 fotografias, além de vídeos com depoimentos de lideranças indígenas e trilha sonora original produzida a partir de sons da floresta, o que propicia uma experiência imersiva sobre a importância da preservação ambiental.

FenaCap apresenta títulos de capitalização para licitações e PPPs, em evento da Confederação Nacional de Municípios

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Brasília, 21 de maio de 2026 – O diretor-executivo da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), Natanael Castro, participou do painel “Nova Lei de Licitações e Lei Geral de Proteção de Dados: o que os gestores precisam saber?”, na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, agenda institucional da Confederação Nacional de Municípios, que acontece entre os dias 18 e 21 de maio. Na última quarta-feira (20), ele apresentou o potencial dos Títulos de Capitalização como uma solução para os processos de Licitação e contratos públicos, destacando o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico de estados e municípios.

O foco do painel foi demonstrar como esses produtos, estruturados na modalidade de Instrumento de Garantia, tornaram-se ferramentas ágeis e seguras para assegurar o cumprimento de contratos públicos de bens e serviços. A relevância do mecanismo ganhou forte evidência após marcos regulatórios recentes, como a inclusão definitiva da Capitalização na Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). 

Em 2025, a arrecadação nesta modalidade atingiu R$ 3,08 bilhões, registrando uma expansão de 16% em comparação ao período anterior. Durante a apresentação,
Natanael explicou as características e as vantagens do produto para a administração pública e as empresas privadas que disputam editais.

Segundo o executivo, para os gestores públicos, o modelo traz segurança jurídica com vinculação direta ao contrato, execução rápida em caso de inadimplência e, acima de tudo, amplia o leque de fornecedores, visto que empresas recém-constituídas ou que enfrentam limitações em linhas tradicionais de crédito encontram na Capitalização uma alternativa viável, sem a necessidade de análises complexas de risco ou comprometimento de seu limite bancário.

“A legislação evoluiu bastante, nos últimos anos, referendando todas as modernizações pelas quais a Capitalização também passou, e hoje representa uma alternativa extremamente ágil, transparente e flexível para o ambiente de negócios dos municípios”, disse Natanael. “Ao permitir que o licitante utilize os títulos de Capitalização como garantia em licitações, é possível ampliar a capacidade de crédito das empresas, estimulando a competitividade dos certames, com total segurança jurídica para o gestor municipal executar os contratos sem sobressaltos”, destacou.

Durante o evento, o diretor da FenaCap também lembrou o lançamento do Guia Prático de Seguros e Capitalização para Concessões e PPPs, um guia estratégico divulgado durante agenda do mercado segurador na COP30 e que terá desdobramentos mais técnicos e operacionais, detalhados em uma nova etapa, que será apresentada em breve.

Alper Seguros destaca a importância da proteção do risco cibernético como estratégia de continuidade empresarial

Com o Brasil liderando o ranking de ataques cibernéticos na América Latina, a percepção de que o seguro digital serve apenas para “pagar o resgate” de dados está ficando para trás. A Alper Seguros apresenta um guia de como as empresas podem utilizar o Seguro Cyber de forma estratégica para fortalecer suas defesas antes mesmo de qualquer incidente.

Para Robert Hufnagel, Head da área de Linhas Financeiras e Responsabilidade Civil da Alper Seguros, o seguro é, na verdade, um ecossistema de prevenção. “O erro de muitas empresas é guardar a apólice na gaveta e só buscá-la quando o sistema para. O Seguro Cyber moderno é uma ferramenta de gestão ativa que deve ser consultada para evitar que o ataque aconteça”, afirma Hufnagel.

Abaixo, o especialista destaca as cinco principais dicas para extrair o máximo valor do seguro:

1. Utilize os treinamentos de conscientização (awareness). Falhas humanas e phishing causam 68% dos incidentes

“A dica é usar as plataformas de simulação inclusas no ecossistema do seguro. Elas testam os funcionários com links falsos e, caso alguém clique, oferecem reforço educacional imediato. Isso mitiga o risco comportamental sem custo adicional”, explica Robert.

2. Faça auditorias de vulnerabilidade periódicas. As seguradoras frequentemente facilitam auditorias que identificam erros de configuração em nuvem e bancos de dados expostos.

“O seguro ajuda a identificar o problema antes que o hacker o faça. É como ter um check-up preventivo constante da sua infraestrutura digital”, comenta o executivo.

3. Audite seus fornecedores (SaaS e Nuvem). Ataques à cadeia de suprimentos dobraram em 2025. A Alper orienta usar o seguro para analisar contratos.

“Use a inteligência da seguradora para exigir níveis mínimos de segurança de seus parceiros. O seguro se torna uma ferramenta de auditoria de terceiros, garantindo que o erro de um fornecedor não derrube a sua operação”, pontua Robert.

4. Prepare o plano de resposta a incidentes (Incidient Response). O seguro dá acesso aos chamados “Bombeiros do Digital”. A dica é conhecer esses especialistas antes da crise.

“As primeiras horas de um ataque são críticas. Ter o fluxo de acionamento jurídico e forense já desenhado com a seguradora economiza um tempo que, em crises reais, vale milhões de reais”, afirma Hufnagel.

5. Proteja o fluxo de caixa contra Lucros Cessantes Além do reparo técnico, o seguro deve ser usado para garantir a continuidade do negócio.

“Se um ataque interrompe um serviço vital, como o Pix, a empresa perde receita a cada minuto. A dica é configurar a apólice para recompor esses lucros cessantes e cobrir horas extras de TI, mantendo a saúde financeira enquanto a crise é debelada”, ressalta.

Hufnagel ainda reforça que, em caso de vazamento, o seguro é o escudo para o cumprimento da LGPD.

“A lei exige notificações rápidas à ANPD e aos clientes. O seguro custeia desde o envio desses comunicados até a montagem de call centers para atender as vítimas, preservando o maior ativo de qualquer empresa: a confiança do mercado e reputação da marca”, finaliza.

Ranking de seguradoras do Sincor-SP aponta mercado mais competitivo e vê espaço para novo ciclo de crescimento em 2026

boris ber Sincor sp balanco 2024

O mercado segurador brasileiro encerrou 2025 em trajetória de expansão, com sinais de fortalecimento da concorrência, crescimento real das receitas e manutenção da rentabilidade das companhias. Essa é a principal conclusão do novo Ranking das Seguradoras, divulgado pelo Sincor-SP e elaborado pelo economista Francisco Galiza, tradicional estudo que acompanha a evolução do setor e serve como referência para corretores e executivos na análise dos movimentos da indústria.

A nova edição mostra que o mercado segue ampliando sua base de participantes. O número de grupos seguradores atuando nos produtos de risco alcançou 96 companhias, acima dos 90 registrados no ano anterior e dos 84 observados em 2022. O avanço revela um setor cada vez mais atrativo para investidores e novos entrantes, ampliando a disputa por mercado e pressionando empresas a buscar eficiência operacional e inovação.

Segundo Galiza, o crescimento do setor ocorreu acima da inflação, sinalizando ganho real de escala. O levantamento aponta expansão de aproximadamente 11% no segmento de produtos de risco, diante de uma inflação próxima de 5%. A análise considera que as seguradoras conseguiram preservar resultados mesmo em um ambiente de maior competição e desafios econômicos. “Avaliando receita e lucro, as seguradoras mantiveram sua rentabilidade. O crescimento é real. O cenário para o futuro é bom”, destacou Galiza durante a apresentação do estudo.

O levantamento também mostra que, embora a entrada de novas empresas esteja ampliando a concorrência, a liderança do mercado continua concentrada. Os cinco maiores grupos seguradores em produtos de risco permanecem os mesmos: Bradesco, SulAmérica, Porto Seguro, Banco do Brasil e Zurich Santander. Juntas, essas companhias concentram entre 50% e 55% da participação de mercado, mantendo praticamente a mesma configuração observada nos anos anteriores.

Na avaliação do estudo, o setor atravessa um momento de consolidação de tendências iniciadas após a pandemia. Desde 2020, o mercado vem registrando crescimento real recorrente, sustentado por maior conscientização sobre proteção financeira, diversificação de produtos, avanço da digitalização e ampliação da oferta em diferentes nichos.

Outro ponto destacado é a capacidade de recuperação e adaptação do setor diante de eventos adversos. Mesmo após episódios climáticos relevantes, como as enchentes no Rio Grande do Sul, a indústria manteve sua curva de crescimento, demonstrando resiliência operacional e capacidade de absorção de riscos.

Para 2026, a leitura do mercado permanece positiva. O crescimento do número de participantes, a estabilidade da rentabilidade e o aumento da demanda por proteção indicam que o setor ainda possui amplo espaço para expansão. A expectativa é de continuidade dos investimentos em tecnologia, novos produtos e modelos de distribuição capazes de ampliar a penetração do seguro no país.

Para os corretores, o estudo funciona como um termômetro importante do setor. “Com este relatório, o Sincor-SP disponibiliza informação valiosa para compreender o cenário atual e definir oportunidades de empreendedorismo”, afirmou o presidente da entidade, Boris Ber.

O estudo completo está disponível no Sincor-SP.

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Allianz supera IRB e muda ranking histórico do resseguro brasileiro

resseguros

Uma mudança silenciosa, mas simbólica, mexeu com um dos pilares históricos do mercado brasileiro de resseguros. Pela primeira vez desde a criação do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), em 1939, a companhia deixa a liderança do ranking de grupos resseguradores que mais recebem negócios do mercado brasileiro. O novo líder é a Allianz, movimento que já provoca discussões técnicas e estratégicas nos bastidores do setor.

Estes dados, entre outras análises do mercado de resseguros e de ILS, constam na nova edição do estudo [Re]vision Research, idealizada e patrocinada pela Abecor, e mostram a Allianz com participação de 13,1% do mercado, enquanto o IRB caiu para 11,8%, recuo de 4,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. 

O episódio expõe uma transformação estrutural do mercado brasileiro e reacende um debate delicado: o crescimento do resseguro intragrupo e seus efeitos sobre a competitividade local. O próprio estudo afirma que “os efeitos do resseguro intragrupo moldam os rankings” e destaca que grupos seguradores globais passaram a ocupar as primeiras posições entre cedentes e resseguradores. 

Nos corredores do Encontro de Resseguros, realizado esta semana no Rio de Janeiro, o tema dividiu opiniões. Alguns executivos veem a mudança como consequência natural da globalização dos grupos seguradores. Outros avaliam que ela merece atenção regulatória, sobretudo pelo potencial de alterar condições competitivas no mercado brasileiro de seguros.

Fontes ouvidas sob condição de anonimato afirmam que a liderança da Allianz foi fortemente impulsionada pelo aumento do resseguro intragrupo, especialmente em carteiras massificadas, como automóveis. A lógica é relativamente simples: a seguradora brasileira transfere parte relevante do risco para resseguradoras do próprio grupo no exterior, concentrando prêmio e resultado em outras jurisdições, muitas delas com cargas tributárias com cargas mais favoráveis.

De acordo com nota da Allianz, a liderança é uma consequência de vendas. “Para fazer frente aos sinistros causados pelas mudanças climáticas, a Allianz passou a oferecer mais coberturas nas carteiras de Automóvel, Agro e Massificados, o que reforça a necessidade de resseguro. No caso de Agro, houve a ampliação do tipo de culturas, que agora são cobertas pela Allianz, e nos massificados a inclusão da cobertura de alagamento, por exemplo. Isso beneficia muito o segurado, que agora está sendo indenizado por danos que antes não eram cobertos.”

O estudo já identifica esta dinâmica se intensifica recente. Segundo a publicação, o resseguro intragrupo, historicamente utilizado em grandes riscos corporativos, passou a avançar também para linhas de varejo, como automóveis.  O tema desperta sensibilidade porque a discussão vai além do resseguro, impacta as seguradoras brasileiras de grandes riscos e as de linhas massificadas. Na prática, participantes do setor apontam que a transferência de operações para estruturas internacionais pode gerar vantagens econômicas relevantes.

Uma das principais questões está relacionada à carga tributária. O Brasil possui uma estrutura de impostos considerada mais pesada que diversas jurisdições internacionais. Ao deslocar parte do resultado para outras geografias, grupos globais podem operar sob condições tributárias potencialmente mais favoráveis.

Nos bastidores, há quem use termos mais fortes, como “evasão de divisas”. Mas especialistas ponderam que a leitura exige cautela. O debate não deve ser tratado como um problema específico do IRB ou como justificativa para mudanças protecionistas. Tampouco se trata de um tema novo. Trata-se de um modelo operacional permitido pela regulamentação atual e adotado globalmente por grandes grupos seguradores.

A preocupação maior, segundo participantes do mercado, deveria estar menos no impacto sobre o IRB e mais nos efeitos concorrenciais entre seguradoras que disputam o segmento de automóveis. Se determinados grupos conseguem operar com estruturas globais mais eficientes, parte desse ganho pode ser convertida em preços mais agressivos, alterando a dinâmica competitiva do mercado local.

A discussão ganha ainda mais relevância porque ocorre num momento em que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) mantém grupos de trabalho debatendo ajustes e aperfeiçoamentos do novo marco legal do seguro e de contratos ligados ao resseguro.

Há uma memória regulatória sensível nesse tema. O estudo lembra que mudanças infralegais realizadas ao final de 2019 flexibilizaram operações intragrupo e facilitaram retrocessões das resseguradoras locais. O efeito, segundo os autores, foi imediato: a retenção doméstica iniciou uma trajetória de queda acelerada. 

Hoje, a produção doméstica de resseguro representa apenas 27% do volume cedido pelas seguradoras brasileiras, patamar próximo das mínimas históricas. Ao mesmo tempo, o próprio IRB também atravessa um momento de redefinição estratégica. A companhia ampliou sua atuação internacional e busca novas frentes de crescimento, incluindo a criação de uma seguradora patrimonial própria, em movimento que busca diversificar receitas e reduzir dependência do modelo tradicional.

Por isso, a perda da liderança pode representar menos uma derrota isolada e mais um retrato de um setor em transformação. Depois de décadas em que o IRB funcionou quase como sinônimo do mercado brasileiro de resseguros, a mudança de ranking mostra que o setor passa por uma nova fase: mais internacionalizada, mais integrada a estruturas globais e, possivelmente, mais desafiadora para reguladores e concorrentes.

Resseguro entra em ciclo “soft”, amplia competição e aumenta a consolidação do setor

O mercado de resseguros vive uma mudança de ciclo que está redesenhando a dinâmica competitiva do setor no Brasil. Após um período de endurecimento de preços entre 2023 e 2024, impulsionado pela restrição de capital global, o setor entrou em uma fase conhecida como “soft market”, caracterizada pelo aumento da oferta de capacidade, queda das taxas e maior poder de negociação nas mãos dos compradores. Para seguradoras e resseguradoras, o momento traz oportunidades de expansão, mas também exige mais disciplina técnica.

A avaliação é de Pedro Farme, CEO da Guy Carpenter Brasil, durante entrevista nos bastidores do encontro de resseguros realizado no Rio de Janeiro. O evento reuniu lideranças do mercado brasileiro e executivos internacionais para discutir tendências, novas estruturas de capital e perspectivas do setor. “O mercado soft é o mercado comprador. Seja para o cliente final, seja para o comprador de resseguro. Hoje a dinâmica está totalmente favorável ao comprador”, afirmou Farme.

Segundo o executivo, a fase atual marca uma reversão importante do movimento observado nos últimos dois anos. Diferentemente do que se poderia imaginar, o endurecimento anterior não foi provocado principalmente por grandes perdas catastróficas, mas por uma redução da base global de capital disponível.

Farme explica que, nos últimos anos, eventos climáticos globais vêm produzindo perdas recorrentes na casa de US$ 100 bilhões anuais, patamar que, embora elevado, continua absorvível pela indústria global. O que efetivamente pressionou o mercado entre 2023 e 2024 foram fatores macroeconômicos. “O endurecimento não veio das perdas. O que endureceu o mercado foi um efeito financeiro: juros, inflação, remarcação de ativos e redução de capital disponível”, explicou.

Na prática, taxas maiores e resultados robustos geraram um movimento clássico dos ciclos de seguros: capital atraindo mais capital. Com o aumento da rentabilidade das resseguradoras, novos investidores passaram a enxergar oportunidades no setor, ampliando a capacidade disponível.

O resultado já pode ser observado no Brasil, que, segundo Farme, entrou no ciclo soft de forma até mais acelerada do que outros mercados. “O mundo começou a entrar nesse ciclo na segunda metade do ano passado. O Brasil acelerou muito no primeiro semestre deste ano”, afirmou.

Esse aumento de capacidade vem ocorrendo tanto pela expansão dos resseguradores tradicionais quanto pela chegada de novos participantes e plataformas especializadas. Movimentos recentes ilustram a tendência. Entre eles estão iniciativas da Pátria, crescimento de grupos como Arch, Hannover e Grange, além do avanço de plataformas dedicadas a estruturar operações de resseguro e fornecer capital para novas estruturas.

Além dos novos participantes, a tecnologia aparece como um dos principais vetores de transformação do mercado. Farme afirma que plataformas digitais estão permitindo às companhias ampliar escala de distribuição e processar volumes antes inviáveis por estruturas tradicionais. “Estamos vendo companhias conectando 15 mil, 30 mil corretores em plataformas digitais e realizando dezenas de milhares de cotações”, afirmou.

Segundo ele, a digitalização deixou de ser diferencial competitivo para se tornar requisito básico para atuação. “Virou algo obrigatório. Quem quer crescer no pequeno e médio mercado precisa ter tecnologia. Sem isso, fica difícil competir”, disse. A nova realidade, porém, não gera apenas entusiasmo. A queda das taxas impõe desafios importantes às seguradoras e resseguradoras, que precisam ampliar volume para preservar receitas. “Para atingir a mesma meta, será preciso produzir muito mais”, afirmou Farme.

Na prática, margens menores exigem maior exposição ao risco e revisão dos modelos de subscrição. O cenário demanda menos conservadorismo e análises mais refinadas. “Será preciso trabalhar mais, apertar os modelos e fazer conta na ponta do lápis”, resumiu.

Apesar da maior competição, o executivo observa que praticamente todas as linhas de negócios vivem dinâmica semelhante. A única exceção relevante é o seguro garantia, que ainda apresenta algumas limitações de capacidade para determinados riscos, embora permaneça competitivo.

Ao mesmo tempo, o ambiente macroeconômico adiciona elementos de atenção. Empresas altamente endividadas, crescimento das recuperações judiciais e possível redução de investimentos em prevenção de riscos podem criar um ambiente mais desafiador para resultados técnicos.

Segundo Farme, historicamente há dois momentos em que a sinistralidade tende a subir: em períodos de forte retomada econômica, quando ativos operam em elevada intensidade, e em cenários de forte estresse financeiro. “Se você soma elevado endividamento, menor investimento em prevenção e taxas mais baixas, pode ter um cenário de perdas mais alto”, afirmou.

Ele pondera que esses fatores isoladamente não garantem deterioração, mas elevam a probabilidade de pressão sobre os resultados. Mesmo diante dos desafios, o executivo vê o atual momento mais como oportunidade do que ameaça. “O mercado soft separa os muito mal-humorados daqueles que enxergam oportunidade. Nós estamos no grupo que vê oportunidade”, afirmou.

O encontro de resseguros no Rio refletiu essa percepção. O evento atraiu grande número de executivos estrangeiros interessados não apenas no mercado local, mas também nos impactos das novas regras regulatórias, da reforma tributária e do potencial brasileiro em uma indústria ainda pouco explorada em segmentos como riscos climáticos, estruturas paramétricas e instrumentos ligados ao mercado de capitais.

Para Farme, o tamanho do Brasil faz do país um caso particular na América Latina. “O Brasil é um outlier em qualquer escala. Tudo aqui acontece em escala grande”, afirmou. Na visão do executivo, o país pode construir soluções próprias de inovação em riscos, especialmente em instrumentos ligados ao mercado financeiro. A combinação entre um mercado de capitais sofisticado e necessidades específicas brasileiras pode abrir espaço para novas estruturas.

Mas ele reconhece que os juros ainda representam uma barreira importante. “Com juros altos, qualquer ativo de risco se torna menos atrativo”, afirmou. Enquanto isso, o mercado segue em movimento. Mais capital, mais competição e mais tecnologia devem moldar os próximos capítulos de uma indústria que entra em uma nova fase — e que, como todo ciclo de seguros, exigirá capacidade de adaptação para separar vencedores e perdedores.

Pedro Penalva será CEO da América Latina da AON

A Aon plc, empresa líder global em serviços profissionais, anunciou hoje que Kai-Frank Buechter e Tracy-Lee Kus serão co-CEOs da EMEA a partir de 1º de junho, com Buechter à frente da Europa Continental e o Norte da África e Kus responsável pelo Reino Unido, Irlanda, África do Sul e Oriente Médio. Além disso, Pedro Penalva será CEO da América Latina a partir de 1º de julho. 

Buechter, Kus e Penalva irão se reportar a Greg Case, presidente e CEO global da Aon, e farão parte do Comitê Executivo da Aon. Alfonso Gallego de Chaves será Deputy CEO of EMEA a partir de 1º de junho, e Andrea Parisi será chair of Continental Europe a partir de 1º de janeiro de 2027, ambos se reportando a Buechter. As regiões da América do Norte e APAC continuarão sob a liderança de Anne Corona e Jennifer Richards, respectivamente. 

“Enquanto continuamos acelerando nossa estratégia Aon United para servir nossos clientes com excelência em um momento de crescente necessidade, estamos animados para anunciar novas responsabilidades regionais para Kai-Frank, Tracy-Lee e Pedro, a fim de avançar na forma como entregamos valor aos clientes dentro e através das nossas regiões”, comentou Case. 

Buechter traz uma vasta experiência de mais de 26 anos na Aon, recentemente como CEO da região DACH, com responsabilidades na Alemanha, Áustria e Suíça. Anteriormente, Buechter foi CEO da Aon Risk Solutions Alemanha, Chairman do Conselho Diretivo da Aon Holdings Deutschland GmbH e Chief Commercial Officer da Aon Risk Solutions Alemanha, entre outros cargos de liderança e atendimento ao cliente.

“Os clientes de EMEA enfrentam maior volatilidade e complexidade,” comentou Buechter. “Estou animado para trabalhar ao lado de Tracy-Lee para potencializar nosso momentum em oferecer ideias acionáveis, capacidades diferenciadas de Risk Capital e Human Capital e experiência líder aos nossos clientes.” 

Kus traz mais de três décadas de experiência em funções de subscrição e corretagem, com uma carreira global na África do Sul, Reino Unido e Ásia. Recentemente foi CEO do Global Broking Center da Aon, onde impulsionou a estratégia de mercado, fortaleceu o acesso à capacidade global e ofereceu soluções diferenciadas aos clientes. Kus está apoiando o processo de transição de suas responsabilidades no Global Broking Center e permanecerá nesse cargo até que um novo líder seja nomeado. Anteriormente, Kus foi Head of Commercial Risk para a região APAC da Aon e antes ocupou vários cargos de liderança, incluindo Head of North Asia, Strategic Account Manager para grandes instituições financeiras e líder de Serviços Financeiros e Profissionais da Aon no Reino Unido. Kus também é chair of London and International Insurance Brokers’ Association (LIIBA). 

“É um privilégio liderar a presença da Aon em EMEA ao lado de Kai-Frank,” comentou Kus. “Estou ansiosa para continuar impulsionando o trabalho de nossos times de alta performance para entregar capacidades e experiência de ponta aos nossos clientes.”

Desde que Pedro Penalva entrou na Aon há mais de 15 anos, exerceu diversas funções de liderança nas esferas de clientes, países e regiões Recentemente, como Head of Enterprise Clients para EMEA, Penalva contribuiu para entregar capacidades integradas globalmente da Aon para mais de 150 clientes empresariais em 10 países da região. Anteriormente, Penalva foi CEO da Ibéria, África e Israel, Chief Commercial Officer de contas multinacionais para EMEA, Global Client Network Director para EMEA e CEO para Aon em Portugal. Penalva está apoiando o processo de transição de suas responsabilidades em EMEA Enterprise Client e permanecerá nesse cargo até que um novo líder seja nomeado. 

“É uma grande honra liderar a Aon na América Latina e servir nossos colegas e clientes na região,” disse Penalva. “Num momento em que nossos clientes enfrentam uma complexidade e volatilidade sem precedentes, a força de nossas capacidades integradas, a profundidade de nossa experiência e a relevância de uma empresa conectada globalmente nunca foram tão importantes. Espero avançar em nossa estratégia em estreita colaboração com um time excepcional que define o que torna a Aon única.”

Com essa transição, a CEO de EMEA Julie Page e o CEO da América Latina Alejandro Galizia serão chairs de EMEA e América Latina durante 2026, respectivamente, e depois serão senior advisors da Aon até 2027. Jane Kielty irá apoiar a transição de liderança no Reino Unido, Irlanda e África do Sul. 

Case acrescentou: “Agradecemos a Julie, Jane e Alejandro por sua liderança, pelas importantes contribuições no atendimento aos nossos clientes e na construção da empresa, assim como pelos times que desenvolveram e que continuarão impulsionando nosso trabalho.”

Page comentou: “Me sinto incrivelmente orgulhosa do que conquistamos juntos durante a primeira fase do nosso Plano 3×3. Agora é o momento ideal para que a próxima geração de líderes impulsione o negócio, e estou animada para apoiá-los enquanto constroem sobre esse forte momentum.”

Galizia acrescentou: “Depois de mais de 25 anos na Aon, sinto um enorme orgulho ao refletir sobre o caminho que percorremos juntos na América Latina. Tive o privilégio de presenciar e contribuir para a transformação da Aon na empresa que é hoje. Acima de tudo, são nossas pessoas, seus valores e sua paixão que tornaram essa jornada verdadeiramente significativa, e estou animado com o futuro da região sob a liderança de Pedro.”

Porto é destaque entre as Top Companies 2026 do LinkedIn em São Paulo 

A Porto conquistou o 3º lugar no ranking ‘LinkedIn Top Companies 2026: as 10 melhores empresas para o crescimento profissional em São Paulo’, levantamento divulgado pela plataforma com base em dados sobre evolução de carreira, desenvolvimento de competências e retenção de talentos. 

A lista reúne empresas que se destacam por oferecer oportunidades consistentes de desenvolvimento profissional e avanço de carreira. A metodologia do ranking considera oito pilares relacionados ao desenvolvimento de carreira, como progressão profissional, aquisição de competências, estabilidade, afinidade com a cultura organizacional e diversidade de gênero. 

“Estamos muito orgulhosos de estar entre as melhores empresas para o crescimento profissional em São Paulo. Esse prêmio reforça a nossa missão: fazer da Porto um lugar onde todo mundo sinta prazer em fazer parte e possa viver a nossa essência no dia a dia”, afirma Patrícia Coimbra, diretora de Gente e Cultura da Porto.