PF deflagra operação Canal Seguro, que investiga fraudes envolvendo corretora Wiz

São cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a operação Canal Seguro, que investiga fraudes envolvendo a corretora Wiz. Segundo a PF, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, informa o Valor e outras diversas mídias.

A investigação contou com a participação da Receita Federal e do Ministério Público Federal. Ela teve início a partir de provas produzidas no âmbito da Operação Descarte e seus desdobramentos (Chiaroscuro, Checkout, E o Vento Levou e Chorume).

“A PF conseguiu identificar mais uma organização criminosa dedicada à prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, especialmente gestão fraudulenta e desvio de valores de instituição financeira, além de crimes contra a ordem tributária e lavagem de ativos”, diz a corporação.

Segundo a PF, entre 2014 e 2016 três dos diretores da companhia teriam praticado atos de gestão fraudulenta e desviado valores que podem chegar a R$ 28,3 milhões, mediante diversas transferências a título de pagamento por prestação de serviços, superfaturados ou que na verdade não foram realizados.

Foi determinado o sequestro de valores que, somados, superam R$ 27 milhões, bem como o sequestro de um apartamento no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 5,5 milhões. Foi também determinada a suspensão do exercício da atividade de natureza econômica ou financeira pelos três diretores diretamente envolvidos nas fraudes investigadas.

“A Wiz esclarece que desconhece qualquer indício da prática dos ilícitos investigados e adotará as medidas necessárias para a apuração completa dos fatos alegados, bem como sempre se colocará à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar quaisquer esclarecimentos necessários para a devida apuração dos fatos”, diz a corretora em nota a CVM.

Há três semanas, a revista IstoÉ Dinheiro publicou a matéria Gigante dos seguros, Wiz avança no crédito. O texto informa que o CEO da Wiz, Heverton Peixoto (foto), prepara a entrada da gigante dos seguros no mercado de originação e distribuição de crédito. “Seremos tão grandes na distribuição de crédito quanto somos na venda de seguros”, afirmou Heverton. Aos 37 anos, o engenheiro com MBA em Corporate Finance no Insead, na França, e ex-consultor da McKinsey & Company, está à frente da transformação da Wiz. Hoje, a empresa é a maior gestora de canais de distribuição de produtos financeiros e seguros do País e chegou a lucrar R$ 223,7 milhões em 2019. No segundo trimestre de 2020, mesmo com a pandemia, a companhia teve receita bruta de R$ 169,4 milhões.

NOTA DA WIZ

A Wiz Soluções foi surpreendida na manhã desta quinta-feira (26) com uma ação de busca e apreensão de documentos no âmbito da Operação Descarte, que investiga atividades entre 2014 e 2016, em gestão anterior da companhia.
A Wiz segue à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário. Sendo a maior interessada na elucidação dos fatos, a companhia tomará todas as medidas necessárias para identificar eventuais irregularidades. A empresa reitera seu compromisso com a ética, a transparência e as boas práticas de gestão, base do trabalho realizado ao longo de 47 anos de atuação”

ARTIGO: Solução para DPVAT pode sair do Congresso Nacional, mas PL espera parecer

por Lucas Vergilio, deputado federal (SD-GO)

Nas últimas semanas, o consórcio que administra o Seguro DPVAT perdeu praticamente todas as seguradoras que o integravam. A crise atingiu o auge nesta terça-feira (24/11), quando, em Assembleia Geral Extraordinária, foi aprovada, por mais de dois terços dos votos, a proposta de dissolução do Consórcio do Seguro DPVAT, a partir de 1º de janeiro de 2021.

O fato obriga o mercado a pensar em alternativas para que a população não fique sem a relevante proteção social, única no mundo, oferecida pelo produto à toda a população brasileira.

O certo é que mudanças profundas terão que ser implementadas, uma vez que o modelo atual está esgotado. Mas, é preciso manter a essência desse seguro em razão de sua importância.

A solução pode estar nas mãos do Congresso Nacional, que já analisa projeto de lei 8338/17, que substitui o DPVAT por um novo seguro obrigatório de acidentes no trânsito, mantendo as coberturas, mas espera parecer da Comissão Especial para seguir tramitação.

O Seguro Obrigatório de Acidentes de Trânsito (Soat), proposto como substituto do atual DPVAT, tem como base a livre concorrência. Dessa forma, vai ao encontro da linha de regulação adotada pela Susep, por determinação do Ministério da Economia e em consonância com a Lei da Liberdade Econômica.

Pela proposta, os proprietários de veículos poderão escolher a seguradora de sua preferência para contratar o produto.

A liberdade também será assegurada para as companhias de seguros, que poderão comercializar esse produto isoladamente ou por meio de um consórcio.

E mais: tanto o preço do seguro quanto os valores de indenização serão livremente estabelecidos pelo mercado.

Desde a apresentação da proposta, vem-se alertando que o modelo atual está desgastado em sua operacionalização.

O projeto beneficia tanto os segurados, que terão acesso a prêmios potencialmente mais baixos e coberturas mais amplas, em razão da maior concorrência, quanto as seguradoras, que poderão atuar em condições estabelecidas pela dinâmica do mercado, e não mais fixadas unilateralmente pelo órgão regulador.

O texto incorpora e sistematiza rotinas já estabelecidas no mercado de seguros e consolida soluções para diversas controvérsias jurisprudenciais.

Isso porque, da mesma forma que ocorre hoje com o seguro DPVAT, a quitação do prêmio do Soat constituirá requisito para o licenciamento anual do veículo, para a transferência de propriedade e baixa do registro.

O Soat continuará assegurando a indenização por morte, invalidez permanente, total ou parcial e reembolso de despesas de assistência médica e suplementares às vítimas de acidentes no trânsito ou aos seus beneficiários.

Além disso, o projeto altera a Lei Orgânica da Seguridade Social (8.212/91), assegurando, assim, que as seguradoras que comercializarem o Soat repassem à Seguridade Social o equivalente à metade do valor dos prêmios brutos recebidos, destinando-o ao SUS para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito, como hoje já ocorre com o DPVAT.

O texto também modifica o Código de Trânsito Brasileiro, estabelecendo repasse de 5% do valor dos prêmios ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito, para aplicação exclusiva em programas de prevenção de acidentes.

O PL revoga a quase cinquentenária Lei do DPVAT, mas mantém os sinistros ocorridos durante sua vigência.

Série: O que esperar de 2021 – Helio Kinoshita, VP da Mitsui Sumitomo Seguros

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A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Helio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:


Como descreve o ano de 2020?

Certamente é um ano desafiador para todos. Apesar dos vários impactos negativos para as pessoas e para a economia por conta da Covid-19, para a Mitsui Sumitomo tem sido um ano muito bom. Isso porque a seguradora colhe os frutos do plano 2018/2021, que tem como base investimentos em pessoas, processos e inovação. A pandemia acelerou vários projetos que estavam no planejamento e colocamos a companhia em outro patamar, o que resulta em crescimento de 32% ao mês no ano. Desde 2018 aderimos a filosofia Lean, que propõe um novo jeito de fazer as coisas acontecerem. Pensamos e agimos mais rápido ao empoderar as equipes com ações pequenas. Se der certo, segue. Se não, corrige. E isso ajudou a nos reposicionar rapidamente num momento em que a agilidade tem sido a ordem do dia. A empresa anda numa velocidade diferente e tem um novo jeito de fazer a coisa acontecer de forma decentralizada.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Tivemos que agir rapidamente para colocar todos os nossos colaboradores em segurança e em trabalho remoto. Tivemos uma logística que envolveu Infraestrutura, área Administrativa e de Recursos Humanos. Inicialmente, prevíamos ter algum problema com queda de vendas e distribuição. Mas todos reagiram muito rápido. Foi um trabalho a quatro mãos com nossos corretores e parceiros de negócios. Uma verdadeira união no momento inicial da pandemia. Já no terceiro trimestre, passada a primeira expectativa de superar o desconhecido, intensificamos o viés inovador com novas formas de relacionamento e de produtos, reagindo neste tempo diferente que parece ser um possível novo normal. Tem sido uma experiência muito rica em todos os sentidos e para todos os envolvidos.

Quais as áreas mais afetadas?

Positivamente, por conta do isolamento social mais rigoroso no segundo trimestre, registramos queda na frequência dos pedidos de indenização, o que gerou efeito positivo para todo o setor. Por outro lado, a redução da taxa de juros determinada pelo governo afetou drasticamente o resultado das seguradoras com a queda do ganho financeiro obtido com a aplicação das reservas. Isso nos fez rever a estratégia sobre como aumentar as vendas e como reduzir despesas para melhorar o índice combinado.

Em linhas de negócios, a carteira de transporte foi a que mais sofreu com a quarentena, com exceção dos segmentos de medicamentos, agronegócios e alimentícios. Todos os outros bens de consumo tiveram queda significativa com a restrição de circulação de pessoas. O seguro de vida também sentiu efeitos negativos, pois a pandemia elevou a sinistralidade da carteira. O seguro de automóvel sofreu queda nas vendas com o fechamento das concessionárias, mas conseguimos manter a produção próxima ao planejado graças aos nossos parceiros corretores. Juntos, conseguimos inovações na oferta, o que resultou na retenção de clientes. O segmento de grandes riscos seguiu num ritmo positivo mesmo com a pandemia. Três anos consecutivos crescemos acima de 40% ao ano.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Temos investido muito em nossas parcerias. Os corretores são nosso principal canal, responsáveis por 65% da produção da Mitsui Sumitomo. A companhia busca uma diversificação no sentido de estar presente em outros canais, sempre fortalecendo o relacionamento com o corretor. Temos hoje cerca de 30 assessorias e parceiros com suporte automatizado, como Lojacorr, Seguralta, Sicredi entre outros. Também temos nos conectado com diversos bancos digitais. 

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Estamos muito otimistas com 2021. Há receios de uma possível desaceleração da economia por conta da segunda onda da Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos, mas estamos confiantes de que haverá uma solução. Temos algumas incógnitas sobre o Brasil, como a equalização do déficit fiscal, gerar empregos e retomar investimentos. Por outro lado, há uma agenda positiva do setor de seguros. A Susep tem como meta estimular o mercado. As ideias são inovadoras e podem impulsionar tanto os segmentos corporativos como individual. Sabemos que seguros ainda tem uma baixa penetração no Brasil e essa agenda deve estimular novos produtos que trarão mais negócios para as seguradoras e um leque maior de proteção para a sociedade de uma forma dinâmica. Especialmente para os programas de seguros globais. A nova regulamentação em curso pela Susep com sugestões dos participantes do mercado certamente vai facilitar a colocação de programas de seguros mundiais.

O crescimento de 32% ao mês obtido pela Mitsui Sumitomo nas vendas até setembro em 2020 é considerado por nós um sucesso, principalmente observando a expectativa da CNseg de crescimento do setor entre 3 e 4%.  Seguimos investindo na digitalização, tanto para garantir a eficiência operacional como para nos conectar com distribuidores e clientes. Esses projetos se tornam chave para o ciclo dos próximos quatro anos, que começaremos a desenhar no segundo semestre de 2021, um ano que exigiu muito de todos.

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Série: O que esperar de 2021 – Jorge Sant´Anna, CEO da BMG Seguros

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Jorge Sant´Anna, CEO da BMG Seguros, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

O ano de 2020 tem sido um ano onde a realidade se impõe. Uma crise sanitária sem precedentes na nossa geração, trouxe como consequência não só a desestruturação política e econômica de grande proporção para o Brasil, mas também a aceleração da tendência de transformação digital, que por si só coloca em risco a maneira tradicional com que conduzimos os nossos negócios. Os choques para o mercado de seguros são importantes e deverão ter repercussão nos próximos anos. Alguns exemplos:

Efeitos sobre o segmento de Seguro Garantia – Empresas Grandes e Médias:

  1. PGFN entra em desaceleração a partir de março/20, reduzindo expressivamente novas execuções fiscais;
  2. Intensa deterioração no crédito corporativo a partir de abril/20 em segmentos importantes (Viagem e Turismo; Aviação; Varejo e etc.), reduzindo oportunidade de receita;
  3. Restrições do Governo Federal – Ministério da Economia, à substituição de Depósitos Judiciais;
  4. Projetos de Infraestrutura em “hold”, em todo País;

Muito embora o Seguro Garantia ainda apresente crescimento em 2020 (Gráfico abaixo), tais efeitos concentraram ainda mais o setor na modalidade de Seguro Garantia Judicial e mais especificamente em torno de alguns tomadores específicos. Houve também uma nítida redução na rentabilidade das Seguradoras que operam no setor, associada a um maior índice de sinistralidade, especificamente no segmento SME.

Importante também mencionar, uma redução progressiva no apetite de risco por parte dos resseguradores em relação ao mercado Brasileiro, concentrando sua capacidade em players com excelência na avaliação de crédito.

Efeitos sobre o segmento de SME:

  1. Intensa deterioração no segmento SME, especialmente no 2o semestre, limitando a incursão neste segmento, tanto com Seguro Garantia como P&C. Penetração atual em P&C menor que 20%, podendo chegar à menos de 10% após a Pandemia;
  2. PRONAMPE, não atingiu os objetivos de suporte às SME: R$ 12bn disponibilizado pelo Governo Federal (agosto/20):
    1. Número de SME que tentaram acessar o crédito: 6,3 milhões
    2. Número de SME que conseguiram crédito: 1 milhão
  3. Segundo ANR mais do que 50 mil restaurantes fecharam as portas de março a agostono estado de SP e a expectativa é que ao todo 200.000 deverão desaparecer em todoPaís;
  4. De acordo com IBGE, 716 mil SME deverão fechar as portas em 2020.

Como consequência, houve uma restrição imediata de crédito aos Setores / Empresas de maior risco, para Garantia Judicial e Seguro Garantia Tradicional, bem como uma maior seletividade para os produtos de P&C. Adiciona-se a isto a alta inadimplência nos produtos de P&C SME, como consequência da crise econômica generalizada.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Em 2020 nossa Empresa persegui uma abordagem conservadora na aprovação de crédito, privilegiando a saúde de nosso P&L. Fechamos com o melhor resultado líquido da nossa breve história e com um ROE próximo a 40%. Operamos com tomadores selecionados e adiamos de certa forma a nossa incursão mais ativa nos mercados SME. No período continuamos contratando e consolidamos diversas áreas internas, bem como focalizamos em nosso planejamento estratégico para os próximos 3 anos. Catalisamos as discussões sobre seguro e infraestrutura, em conjunto com a FGV e estamos lançando, também em conjunto com a FGV o “Instituto de Inovação em Seguros”. A despeito do cenário foi um grande ano para BMG Seguros.

Quais as áreas mais afetadas?

Naturalmente os planos mais afetados foram aqueles relacionados ao desenvolvimento dos mercados no segmento SME, seja para Seguro Garantia ou P&C.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

A partir de agora tudo muda em uma velocidade cada vez maior no que diz respeito à Jornada do Cliente. Será necessário reavaliarmos as cadeias de valor e o nosso papel neste processo. Ecosistemas, marketplaces, plataformas de procurement, finalmente chegam ao mercado de Seguro Garantia, temos que nos adequar. Ainda nesta área, acho inexorável a aprovação do PL 1.292, que altera substancialmente a vida dos seguradores. Em P&C SME, a redução dos “pain points” atuais dos Clientes, exige uma total re-imaginação do setor tanto em termos de produtos, como distribuição.

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

As expectativas que chegam do mercado financeiro (sou Conselheiro da ABBC), ainda são muito ruins no primeiro trimestre de 2021, mais especificamente no segmento SME. Espera-se que teremos o recrudescimento de uma crise de crédito que poderá afetar inclusive grandes companhias. No entanto, existe potenciais pontos positivos que podem ser importantes para o segmento de Seguro Garantia:

  1. O funcionamento da PGFN (Ministério Público da Fazenda Nacional) tende a voltar ao normal no 3o trimestre, o que pode gerar uma grande demanda de novas execuções;
  2. A Substituição de Depósitos Judiciais, embora suspensa agora, reuniu vários apoiadores e pode vir a ser uma realidade em 2021, aliviando a crise de liquidez das empresas;
  3. O novo Marco Regulatório para Saneamento, recentemente aprovado, vai criar uma onda massiva de investimentos em infraestrutura no Brasil e, consequentemente, uma grande demanda de Garantia. A previsão de investimentos é da ordem de R $ 50 bilhões por ano até 2033.
  4. Debêntures Incentivadas (Títulos de Infraestrutura) serão um importante componente de financiamento dos novos projetos. Seguro Garantia pode atuar como instrumento de Hedge nestes instrumentos;
  5. Projetos de infraestrutura em geral deverão ser retomados no 1o trimestre de 2021;
  6. Espera-se que ocorra um surto de privatizações nos próximos 3 anos;
  7. Licitação de telecomunicações móveis 5G – Investimento total de cerca de R $ 35bilhões de 2021 a 2022;
  8. Programa Pró-Brasil de Infraestrutura: Investimentos totais da ordem de R $ 280 bi de2021 a 2023;
  9. O Parlamento está prestes a aprovar, o novo Quadro Regulamentar do GAS;

Enfim, a previsão de investimento total em infraestrutura é da ordem de R$ 700 bilhões até 2023.

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Cláudia Leite assume a diretoria Comercial de Saúde e Benefícios da MDS Brasil

claudia leite MDS Brasil

“Os 20 anos que passei liderando e motivando outras pessoas a alcançarem objetivos são a minha principal bagagem”

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, anuncia a contratação de uma nova executiva para compor o seu time. Claudia Leite Silva assume a Diretoria Comercial de Saúde e Benefícios (Health & Benefits). 

“Estou muito honrada em compor o time da MDS Brasil e acredito que teremos bons resultados nos negócios da empresa. Os 20 anos que passei liderando e motivando outras pessoas a alcançarem objetivos são a minha principal bagagem e, sem dúvida, serão fundamentais para a concretização deste novo desafio”, conclui Claudia Leite. 

Claudia, que já está há 20 anos liderando equipes, possui habilidades de comunicação e desenvolvimento de pessoas. A executiva trilhou carreira em empresas do Mercado Financeiro, de Serviços, Comunicação e Saúde, e também tem experiência em gestão de equipes de vendas, gestão comercial de carteiras e negociações com clientes e parceiros. 

“O mercado tem exigido pessoas cada vez mais capacitadas e que estejam atentas às tendências e transformações. Claudia terá uma grande missão e, com certeza, por conta de sua expertise, vai gerar muitas oportunidades de negócios para a MDS Brasil”, afirma Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Americas Regional Manager da Brokerslink.

“Claudia fará um trabalho diferenciado nesta importante frente de atuação. Sua experiência como líder e contato em outras grandes empresas são fundamentais para este sucesso”, afirma Gustavo Quintão, vice-presidente de Saúde e Benefícios da MDS Brasil.

Black Week Icatu terá planos de previdência por R$ 50

Data servirá para democratizar o acesso de investidores a mais de 70 fundos

Maior marketplace de previdência do país, a Icatu Seguros participa de uma das principais datas do varejo com condições diferenciadas de investimentos em seus fundos de previdência, para democratizar o acesso de investidores. A Black Week Icatu traz cerca de 70 fundos – multimercados, multimercado crédito privado, renda fixa e renda fixa crédito privado, entre outras opções – com aplicações mínimas reduzidas de R$ 50 mensais ou aportes de R$ 1 mil até 27 de novembro.

O objetivo é estimular novos entrantes no mercado de previdência e permitir que o investidor possa testar os serviços e opções de investimentos, com o incentivo dos valores mínimos reduzidos – menos de R$ 2 por dia para aplicar em produtos renomados do mercado. Esta é uma oportunidade para democratizar ainda mais o acesso dos investidores dentro da filosofia da empresa de atuar como consultora, visando despertar nas pessoas a importância dos investimentos com objetivo de longo prazo.

“Nossa missão é ajudar o participante a atingir seus objetivos de aposentadoria a partir de uma análise ampla e de acordo com seu perfil de risco. Há um novo horizonte para a experiência do usuário: consumidores estão livremente conectados a estratégias de investimento, gestoras de fundos, formas de contratação e comparação de produtos. Isso é muito mais do que simplesmente maximizar seus retornos financeiros. Queremos contribuir para a educação financeira de nosso cliente”, explica Henrique Diniz, diretor de Produtos de Previdência da Icatu.

Com cerca de 300 fundos em mais de 90 gestores renomados, a Icatu acredita que ampliar o acesso dos brasileiros a soluções financeiras é a melhor forma de planejar o futuro. Por isso, nos últimos anos a empresa iniciou um movimento que vem ganhando ainda mais força em 2020: a criação de produtos variados que priorizam essa democratização, seja por meio da redução de aportes e aplicações mínimas mensais ou zerando as taxas de carregamento. A previsão é encerrar o ano com mais de R$ 42 bilhões de reservas.

Gallagher Re contrata Thiago Navega para reforçar operação no Brasil

Fonte: Gallagher Re

Desafio é ampliar e desenvolver a capacidade da corretora nos segmentos de especialidades, suprindo a latente demanda da região e capitalizando as oportunidades

A Gallagher Re, corretora global especializada em resseguros, reafirma seu compromisso com investimentos em talentos e experiência da indústria com a nomeação de Thiago Navega como Diretor de Specialty Risks para suas operações no Brasil.

“Desde que estabeleceu sua presença na América Latina há quatro anos, a Gallagher Re tem se fortalecido cada vez mais, oferecendo soluções inovadoras que atendem à crescente demanda por produtos especializados de resseguro na região. Tenho o prazer de me juntar à equipe neste novo e empolgante momento, buscando estabelecer uma relação de sinergia entre os diferentes escritorios dan Gallagher no mundo com intuito de ampliar e desenvolver nossa capacidade nos segmentos de especialidades, suprindo a latente demanda da região e capitalizando as oportunidades”, Thiago Navega, diretor de Riscos Especiais da Gallagher Re.

Refletindo a crescente presença e investimento da Gallagher Re na América Latina, a nomeação de Thiago reforçará o nivel de expertise da equipe e contribuirá para a expansão da Gallagher Re na região, com um foco particular no setor de energia global. Thiago trabalhará no escritório da Gallagher Re no Rio de Janeiro, reportando-sea LuizAraripe, CEO da Gallagher Re no Brasil.

Com anos de experiência dedicados ao desenvolvimento de relacionamentos sólidos com clientes e formação de equipes voltados a atender ao mercado global de (res)seguros De e nergia, Thiago entrou na Gallagher Re vindo da corretora de seguros e resseguros InterRisk Services, na qual desempenhava a função de Head de Energy, Marine & Renewables. Antes disso, ele trabalhou por mais de seis anos na seguradora brasileira Austral Seguradora, onde capitaneou a divisão de Energy & Marine, teve passagem tambem por outras corretoras de (res)seguros como Marsh e Wilis.

Com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo, Santiago e Miami, a operação latino -americana da Gallagher Re, estabelecida em 2016, oferece uma gama completa de soluções de resseguro de tratados em toda a região. No Brasil, o serviço se estende a colocações facultativas, facilities, retrocessões e soluções para proteção de portfólio.

“Com nossa mudança de marca no mês passado marcando um novo capítulo na história de nossos negócios de rápido crescimento e planos de expansão global. O Brasil, junto com toda a região da América Latina, é um mercado atraente e em rápida evolução que apresenta uma grande variedade de oportunidades para nós”. Thiago entra na equipe em um momento importante da Gallagher Re no Brasil e na América Latina”, afirma Rupert Swallow, CEO da GallagherRe.

“Estamos muito satisfeitos em receber Thiago em nossa equipe. Com ele, ampliamos nossa oferta de produtos e a experiência que implantamos para apoiar clientes em todo o grupo Gallagher”, Joseph Smith, CEO para a América Latina da Gallagher Re.

“A nomeação de Thiago reflete nosso compromisso contínuo em investir em talentos e expertise, permitindo-nos buscar maiores ambições de crescimento e representatividade na região”, Luiz Araripe, CEO para o Brasil da Gallagher Re.

Em 1o de outubro de 2020, Gallagher Re tornou-se o novo nome da Capsicum Re, completando a integração do negócio de resseguro com a Gallagher, uma das maiores corretoras de seguros e gerenciamento de risco do mundo, e totalmente alinhado com as operações de varejo e atacado da Gallagher em todo o mundo.

A Gallagher Re é uma corretora global de resseguros de serviço completo que pertence à Gallagher, uma das maiores corretoras de seguros, gerenciamento de risco e empresa de consultoria do mundo.

O conhecimento de Thiago do mercado brasileiro, a reputação entre os clientes e a profu nda experiência em uma ampla gama de especialidades de resseguro com especialização em energia upstream fazem com que ele venha somar forças com nossa equipe em crescimento”.

Fundada por Grahame Chilton e Rupert Swallow em 2013 como o coempreendimento “Capsicum Re” com a Gallagher, a empresa se tornou o principal meio de resseguro para o grupo de empresas Gallagher e rapidamente se tornou a quinta maior corretora de resseguros do mundo, com uma equipe de mais de 160 pessoas.

Em 1o de outubro de 2020, a empresa passou a se chamar Gallagher Re para concluir sua integração na empresa global (NYSE: AJG), tendo se tornado seu braço especializado em resseguros em janeiro de 2020.

O novo nome alinha totalmente o negócio de resseguros com as operações de corretagem de seguros de varejo e atacado da Gallagher em todo o mundo.

Com presença ativa nos principais centros globais de resseguro (em Londres, Bermudas, Rio de Janeiro, Santiago, Miami e Nova York), a Gallagher Re tem como foco atrair os melhores advogados do mercado para fornecer consultoria e soluções sob medida e especializadas em resseguros, formando as melhores equipes de corretagem em suas áreas de mercado escolhidas.

Com os Estados Unidos sendo o maior mercado de resseguros em todo o mundo e respondendo por 60% dos prêmios de resseguro total, a expansão significativa da presença da empresa nos Estados Unidos é uma prioridade central para sua próxima fase de crescimento.

Setor de seguros prioriza educação financeira para crescer e proteger a sociedade

Marcio Coriolano cnseg

Webinar da Susep, com participação da CNseg, promove a educação securitária como fator de proteção inclusiva e de melhores escolhas do consumidor

As seguradoras têm ampliado seus esforços na busca por oferecer produtos mais adequados para as necessidades dos consumidores. “O setor é sensível à variação da produção, emprego e da renda, e por isso é impactado em momento de crise, a exemplo do atual, em que a massa salarial da população caiu 5,9%”, citou o presidente da CNseg, Marcio Coriolano na manhã do dia 25, no webinar “O papel do regulador e do setor de seguros em tempos de crise”, promovido pela Susep, dentro da 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF).

O evento teve início com Coriolano, que apresentou um panorama da CNseg e do setor segurador, que em 2019 movimentou R$ 489 bilhões e possui R$ 1,4 trilhão em reservas, fazendo dele, individualmente, o maior gerador de poupança interna no Brasil. Também participaram do painel o diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Rafael Scherre; o Coordenador-Geral de Consultoria Técnica e Sanções Administrativas do DPDC/SENACON, Leonardo Albuquerque Marques; e a sócia da consultoria em seguros e resseguros Demarest, Marcia Cicarelli, que atuou como moderadora.

O presidente da CNseg exibiu gráficos e dados que mostram a força e resiliência do setor nos últimos 10 anos, independente dos cinco ciclos econômicos que associou, chegando hoje a uma participação de 6,7% do produto nacional, o que também ajuda a alavancar a economia.

Segundo sua avaliação, apesar da diminuição da renda, os consumidores estão mais conscientes de seus direitos e exigentes. Para isso, ele defende um esforço para permitir que a vasta gama de material produzido sobre educação securitária possa chegar ao grande público. Citando o presidente do Banco Central na sua abertura da 7ª Semana ENEF,  disse que “conteúdo sobre os seguros já temos muito, e o desafio crítico agora é fazê-lo chegar aos públicos que interessam”, pedido que haja uma “coalizão” entre o regulador, as empresas e o sistema de proteção do consumidor para esse objetivo.

Coriolano afirma que este é um dos temas estratégicos da CNseg. O Programa de Educação em Seguros, além de já ter produzido muito material impresso em forma de livretos, cartilhas e outras publicação, também possui uma rádio, a Rádio CNseg, que desde a sua inauguração em 2016, já produziu mais de 1.600 programas e 80 horas de conteúdo.

Segundo Coriolano, o setor tem cinco desafios e providências: o ambiente da demanda por seguros; a experiência do novo cliente; a comunicação do setor com a sociedade; o ambiente competitivo; e o ambiente econômico geral e setorial.  Com o resumo, buscou esclarecer que, ao mesmo tempo em que o momento histórico muda e mudará paradigmas de toda a ordem do setor de seguros, este já demonstrou estar prepararado para a retomada do desenvolvimento da proteção securitária.

O Coordenador-Geral de Consultoria Técnica e Sanções Administrativas do DPDC/SENACON afirmou que o seguro não é um luxo, como alguns consumidores ainda enxergam, sendo essencial para o gerenciamento dos riscos que ocorrem durante a vida das pessoas. Leonardo Marques disse entender, porém, que essa percepção vem mudando e amadurecendo e, hoje, muitos já veem o seguro como um instrumento para reduzir as margens de incerteza na vida.

O papel do regulador – Afirmando que o papel do regulador dentro do novo marco regulatório em discussão na Susep é muito alinhado aos objetivos do Programa de Educação em Seguros, o diretor de Supervisão de Conduta da Susep afirmou que esse marco tem, entre suas principais funções, fomentar a concorrência e a inovação no setor. Tudo com foco no consumidor.

Para isso, a Susep tem atuado na simplificação dos produtos e na redução do estoque regulatório, o que tem permitido flexibilizar a capacidade de negociação das seguradoras nos segmentos que apresentam menos problemas regulatórios.

Outra importante ação destacada por Rafael Scherre foi a adesão ao Consumidor.gov que, em breve, passará a ser o único canal para a autarquia receber reclamações de consumidores sobre o setor. Ele também destacou a atuação da Susep no que chamou de “protection gap” de grande parcela da população que não tem nem mesmo os seguros mais básicos. Para isso, porém, além de uma maior flexibilização dos microsseguros e seguros inclusivos, Rafael defende um esforço para tornar seu entendimento ainda mais fácil por meio da utilização de novas tecnologias e linguagem mais simples.

A 7ª Semana Nacional de Educação Financeira ocorre entre os dias 23 e 29 de novembro, com a promoção de diversas ações educacionais gratuitas, por meio virtual, com o objetivo de disseminar a educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal, por parte de diversas instituições públicas e privadas.

Em 2019, a iniciativa realizou cerca de 14 mil ações, alcançando mais de 70 milhões de pessoas.  Em 2020, a exemplo dos anos anteriores, a CNseg está profundamente envolvida no projeto e realizará ao longo dessa semana, em parceria com as Federações associadas, uma série de matérias especiais veiculadas pelo SeguroCast da Rádio CNseg sobre fundamentos do seguro.

Confira abaixo o calendário a lista de podcasts, que podem ser acompanhados pela Rádio CNseg (radio.cnseg.org.br) e pelos principais agregadores como Spotify: 

  • 23/11 – Seguro Residencial [FenSeg] – Jarbas Medeiros (Presidente da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados) e Magda Truvilhano (Membro da Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados) 
  • 24/11 – Seguro Garantia Estendida [Fenseg] – Luis Reis (Presidente da Comissão de Garantia Estendida) 
  • 25/11 – Títulos de Capitalização[Fenacap] – Carlos Alberto Corrêa (Diretor-executivo da FenaCap) 
  • 26/11 – Plano de Previdência [FenaPrevi] – Sandro Bonfim (Membro da Comissão de Produtos por Sobrevivência)  
  • 27/11 – Saúde Suplementar [FenaSaúde]  – Vera Valente (Diretora-executiva da FenaSaúde) 
  • 28/11 – Seguro Auto [FenSeg] – Walter Pereira (Presidente da Comissão de Automóvel) 
  • 29/11 – Seguro de Pessoas [FenaPrevi] – Ana Flavia Ferraz (Presidente da Comissão de Produtos de Risco) 

 

Seguro DPVAT prevê pagar R$ 500 mil em indenizações pelo acidente entre ônibus e caminhão em SP

O seguro cobre morte, invalidez e despesas médicas de qualquer acidente de tnsito há 45 anos. No último ano, 40 mil vidas foram perdidas e mais de 230 mil ficaram inválidos, segundo dados da seguradora

A Líder Seguradora antecipou o contato com as famílias das vítimas do acidente entre um ônibus e um caminhão que provocou 41 mortes e deixou 11 feridos na manhã de hoje no interior de São Paulo, no km 172 da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, entre Taguaí e Taquarituba, na região de Avaré. “Ainda não temos muitas notícias sobre as vítimas. Mas uma coisa é certa. Todas elas têm direito a receber o seguro DPVAT, um seguro que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, independentemente de o seguro ter sido pago ou não pelos responsáveis pelos veículos envolvidos”, informou Ismar Tôrres, presidente da empresa líder do consórcio que administra o seguro até 31 de dezembro deste ano.

O seguro DPVAT paga indenizações de morte no valor de R$ 13,5 mil para vítimas de acidente de trânsito quando há uma fatalidade e a pessoa acaba falecendo em um acidente. A conta da Líder leva em conta as mortes de 41 pessoas. Mas esse valor pode subir. Se a pessoa sobreviver e ficar inválida, o valor da indenização é o mesmo. Há também cobertura para despesas médicas. Em caso da pessoa gastar o próprio dinheiro com medicamentos ou tratamentos, a indenização é de até R$ 2,7 mil, com apresentação das despesas.

O seguro DPVAT é um direito de todo brasileiro e passa por profundas modificações. Criado em 1974 pela lei federal nº6. 194/74, oferece cobertura abrangente para todas as vítimas de acidentes de trânsito registrados em território nacional, seja condutor, passageiro ou pedestre – independente de culpa no acidente. Depois de muitas denúncias de fraudes e investigações, o consórcio que administra o seguro termina em dezembro, segundo decisão tomada nesta semana pelas empresas do Consórcio DPVAT. Eram cerca de 55 seguradoras no ano passado e praticamente 100% delas decidiram sair do consórcio. “Ainda não sabemos como ficará a partir de janeiro de 2021”, comentou Tôrres, garantindo que a seguradora tem reservas suficientes, de R$ 7,5 bilhões, para arcar com as indenizações dos contratos fechados até dezembro deste ano, com prazo de três anos para que seja solicitado pedido de indenização por parte dos acidentados ou beneficiários de vítimas de acidentes de trânsito.

“A imagem está desgastada, o que dificulta mostrar o que tem sido feito pela recuperação da companhia. Foi criada uma estrutura digital para atender a sociedade, para pagar as indenizações em todo o Brasil, para inibir a fraude de um seguro que atende toda a população. É uma operação complexa, que precisa contar com especialistas no assunto para que este benefício não se perca”, comentou o presidente do conselho da Líder, Leandro Martins Alves, que trabalhou consultor da presidência da Petrobras, atuando no plano de negócios da estatal e no fortalecimento de sua imagem institucional.

Com base em sua experiência na Petrobras, Martins pondera que “não era a Petrobras o problema e sim as ações especificas que precisavam ser corrigidas. Trata-se de uma empresa importante para o Brasil e o que se fez foi corrigir os problemas e, assim, recuperar o valor econômico. Há necessidade de encontrar uma solução que seja do interesse de todos os envolvidos: da Susep, do Ministério da Economia e da sociedade”, acrescenta o presidente do Conselho.

O que se comenta nos bastidores do setor é que a Susep vai repassar a gestão dos recursos do seguro e o pagamento das indenizações a um ente público, ainda não divulgado. Uma das mais citadas é a Caixa Econômica Federal, que tem a experiência de pagar benefícios sociais. Banco do Brasil e a agência ABGF também são citados, com menos ênfase pelos executivos do setor que pediram anonimato. Tanto Tôrres como Martins disseram não saber ainda quais serão os próximos passos, além do que as mídias vêm publicando a respeito.

Ambos acreditam numa boa solução para um produto que atende mais de 211 milhões de brasileiros. Isso porque qualquer vítima de acidente de trânsito tem direito a este seguro de responsabilidade civil. É um seguro obrigatório, pago no licenciamento do veículo. Para se ter uma ideia, são cerca de 73 milhões de apólices de seguros no ano, contra menos de 20 milhões vendidas pelas seguradoras acopladas ao seguro de carro. Fica claro que quando é opcional comprar uma proteção para indenizar terceiros, a adesão é baixa. Atualmente, 25% da frota nacional de veículos conta com seguro para proteger o bem e nem todos compram a cobertura para indenizar terceiros.

O escolhido deve ser anunciado até dezembro para que a Líder faça a transição da administração do DPVAT, que foi criado por decreto lei e, caso seja extinto, também terá de ser por decreto lei. A Susep já vinha defendendo a livre concorrência na venda do DPVAT, mas sinalizou que isso só seria viável a partir de 2023 diante da complexidade de gestão de um seguro com tamanha abrangência como este.

Vamos torcer para que o DPVAT, que, hoje, com a automação da companhia paga indenizações em cerca de 20 dias, siga ajudando famílias de vítimas de acidentes de trânsito, tema que leva o Brasil a apresentar um dos piores índices do mundo. 

Boa parte das indenizações pagas é para vítimas de motos, veículo que ganhou as ruas de todo o país com a pandemia, tanto pelas entregas de comidas e encomendas como também por pessoas que optaram por trocar o transporte público por duas rodas. “Muitas vezes a indenização de R$ 13,5 mil, equivale ao rendimento anual de uma vítima de trânsito. Por isso, é preciso achar uma solução para que a sociedade mantenha o benefício que conquistou”, argumentam os dois executivos.

Fundación MAPFRE seleciona projetos focados em longevidade

Inscrições para a 4ª edição dos Prêmios à Inovação Social terminam em 30 de novembro. Projetos ganhadores receberão aporte de 30 mil euros cada

Fonte: MAPFRE

Encerram-se, em 30 de novembro, as inscrições para mais uma edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social. Este ano, além das categorias “Prevenção e Mobilidade Segura e Sustentável” e “Melhora da Saúde e Tecnologia Digital”, a premiação traz uma nova categoria: “Ageingnomics – Economia do Envelhecimento”, que selecionará iniciativas inovadoras ligadas à longevidade. 

Podem se inscrever empreendedores, cientistas, pesquisadores, entre outros, que cumpram com os requisitos do prêmio e que tenham propostas com alta capacidade de transformação social. Para concorrerem ao aporte de 30 mil euros, os interessados devem cadastrar seus projetos por meio do formulário disponível no site: https://premiosinnovacion.fundacionmapfre.org/br/

A premiação envolve três grandes regiões: Brasil, demais países da América Latina e Europa. Na primeira fase, serão classificados três projetos de cada região. As semifinais locais, que acontecem em março, vão eleger os três projetos (um por categoria) que seguirão para a final, em maio de 2021. 

Os semifinalistas terão a oportunidade de fazer parte de um plano de relações públicas para conseguir maior visibilidade junto a potenciais investidores, além de contar com apoio e orientação para apresentar e desenvolver suas propostas da forma mais eficiente possível, por meio de mentoring. Já os finalistas terão acompanhamento de coaching. Todas as propostas integrarão a Red Innova, uma comunidade privada de inovadores sociais criada pela Fundación MAPFRE. 

Saiba mais sobre as categorias:

• Economia do envelhecimento – Ageingnomics: envolve iniciativas para a faixa etária entre 55 e 75 anos, nos âmbitos descritos no fenômeno conhecido como Ageingnomics. Estão incluídas oportunidades em setores como saúde, lazer, mobilidade, educação, finanças, seguros, tecnologia e economia da terceira idade, entre outros. 

• Melhora da saúde e tecnologia digital (e-health): inclui projetos capazes de promover a cultura da saúde, que inovem na pesquisa, prevenção, tratamento ou cuidados dos problemas de saúde ou que ajudem a melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19, entre outros; 

• Prevenção e mobilidade segura e sustentável: focada em soluções para melhorar a segurança no transporte dos grupos mais vulneráveis (como idosos e ciclistas), que promovam sustentabilidade ambiental ligada à cidade (smartcity) por meio da mobilidade, que conectem o veículo com a segurança pública de uma forma inovadora e que promovam serviços ou produtos que reduzam o risco de lesão não intencionada;