Valor: Liberty leva prêmio por gestão de RH

Carlos Magnarelli liberty Seguros

Companhia foi eleita a empresa campeã da pesquisa “Valor Carreira”, que premia as organizações com as melhores práticas de gestão de pessoas do país

Fonte: Valor Econômico

O consumidor está mais exigente, quer respostas rápidas e produtos mais digitais e simples. Ao mesmo tempo, a tecnologia avança em um ritmo acelerado e demanda projetos ágeis, com entregas em ciclos curtos. Esse novo cenário se reflete em um ambiente de trabalho com mais autonomia para os funcionários. O recado é claro: não dá para fazer gestão de pessoas como antigamente, enfatiza Carlos Magnarelli, presidente da Liberty Seguros Brasil – um argentino que está no Brasil há 20 anos, 19 deles na seguradora, primeiro como CFO e desde 2015 como presidente.

A Liberty foi eleita a empresa campeã da pesquisa “Valor Carreira”, que premia as organizações com as melhores práticas de gestão de pessoas do país, realizada pelo Valor e pela consultoria Mercer. A seguradora recebeu o título em evento realizado on-line ontem, onde foram anunciadas as 35 empresas destacadas na pesquisa, que chega à 18ª edição. Os perfis das vencedoras estão reunidos em um tablóide especial que circula com a edição de hoje do jornal e que também pode ser conferidos no site do Valor.

Um dos motivos que levou a Liberty ao pódio foi que, em um contexto de transformações aceleradas, os 2.700 funcionários da seguradora foram estimulados a inovar constantemente, seja por meio de pequenas melhorias em processos, seja pelo desenvolvimento de novos produtos e serviços. “Precisamos de pessoas que pensam em inovação, que sejam ágeis e resilientes, porque tudo muda cada vez mais rápido”, diz Magnarelli. Há alguns anos, a seguradora adota metodologias ágeis, com um conjunto de práticas e ferramentas. O sistema, chamado Liberty Management System (LMS), bebe da fonte dos principais métodos e técnicas de gestão de negócios, como design thinking e filosofia Lean.

O executivo cita um dos principais projetos que contribui para o fomento à inovação. Chamado Programa 3A, ele trabalha a aceleração em três frentes: pessoas, projetos e ideias. Em ‘pessoas’, uma das ações é incentivar os profissionais a fazer melhorias no dia a dia. A cada três meses, a companhia premia as três melhores ideias, que são apresentados ao comitê executivo. Por ano, são cerca de 4.000 melhorias apresentadas pelos funcionários, geralmente pequenas mudanças no modo de trabalhar e processos do dia a dia. “As pessoas precisam se sentir motivadas e se engajar com a companhia. Não dá mais para ir ao trabalho e fazer 500 vezes a mesma coisa.”

Em outra frente, a seguradora abre espaço para os colaboradores apresentarem ideias “mais parrudas” sobre o desenvolvimento de novos produtos, novas coberturas e mudanças na experiência do cliente ou na venda feita pelo corretor. Em grupos, os funcionários de diferentes áreas se juntam para propor ideias. Na última edição da iniciativa, mais de 40% dos colaboradores apresentaram projetos, conta Magnarelli. “Esses projetos passam por uma triagem e elegemos os melhores. O ganhador deste ano será premiado com uma viagem para a matriz, em Boston, quando a pandemia passar. E, claro, a ideia será acelerada.”

Um dos frutos dessa iniciativa foi o “Meu Momento de Vida”, plataforma digital que permite a contratação 100% on-line de seguro de vida. A ferramenta, lançada em outubro, foi cocriada com os corretores parceiros da companhia que integram o conselho de corretores. O produto comercializado é um seguro de vida, com capital mínimo de R$ 10 mil e máximo de R$ 2,5 milhões, com coberturas para morte, invalidez por acidente, doenças graves e assistência funeral. Para indicar o capital necessário, a plataforma possui uma ferramenta de recomendação, baseada em três variáveis: educação dos filhos, reposição de renda e patrimônio atual. “O cliente pode navegar de forma fácil e calcular a apólice, mas também pode pedir apoio do corretor”, diz Magnarelli.

Com todos os funcionários trabalhando de forma remota desde março, e sem previsão de retorno ao escritório, a Liberty já tinha como prática oferecer a possibilidade do home office, de uma a duas vezes por semana. “Trabalhamos em home office desde 2014. Já tínhamos agilidade para trabalhar nesse formato”, diz. Mas ele próprio precisou se adaptar ao novo modelo. Acostumado com a presença física e o contato, o executivo admite que não foi uma mudança fácil, mas reconhece que o momento é de cuidar das pessoas.

Para ajudar os funcionários nessa transição do escritório para o home office, a companhia estruturou o que chamou de “escritório digital”, com dicas de cuidados com a saúde física e mental, mas também recomendações para o dia a dia. Por exemplo, em vez de fazer reuniões de uma hora, a sugestão é marcar conversas de 50 minutos, reservando dez minuto de intervalo. “Se queremos cuidar das pessoas, precisamos cuidar desses detalhes”, diz o executivo.

A pandemia também exigiu esforços de atendimento aos segurados e corretores. Com o seguro de automóvel como principal linha de negócio, a Liberty notou uma redução dos sinistros porque a circulação de veículos diminuiu nas ruas, de maneira geral. “Isso fez com que a rentabilidade aumentasse. E com isso, conseguimos repassar esse ganho para os clientes, com diminuição de preços para quem renovou a apólice”, explica. A seguradora também estendeu o prazo de pagamento do seguro e adiantou as comissões dos corretores. “Fomos ágeis em adaptar as entregas à nova realidade”.

O executivo diz que um dos nortes do negócio é funcionar como uma companhia enxuta, com despesas baixas. “Isso traz um benefício fantástico, porque conseguimos ter preços menores. E gera crescimento e melhor resultado”, aponta. Em um ano desafiador para o setor de seguros, a Liberty cresceu 10,6% de janeiro a setembro, com arrecadação de prêmios de R$ 2,97 bilhões, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). No mesmo período, o mercado segurador recuou 0,2%.

Em seguro auto – que representa 77% das operações da seguradora – a alta foi de 7,6% nos nove primeiros meses de 2020, ao passo que o mercado como um todo caiu 4,1%. “Começamos o ano em sétimo lugar no ranking de auto, e agora estamos em quinto”. No seguro residencial, a companhia apurou um crescimento de 47% de janeiro a setembro. “As pessoas estão em casa, perceberam que precisam de seguro”, afirma. Já o seguro patrimonial, voltado para pequenas e médias empresas, sofreu com o fechamento de negócios.

Para o executivo, o balanço do ano é positivo. Ele evita traçar perspectivas para 2021, mas acredita que será mais um ano desafiador, principalmente enquanto não houver uma vacina contra a covid-19. Dentro de casa, o plano é manter a cultura da organização, com foco no bem-estar dos funcionários. “Nossa principal função é desenvolver as pessoas. E como consequência disso, vem o restante”.

No mercado de seguros, os clientes e corretores vão preferir cada vez mais trabalhar de forma digital, o que exigirá constante investimento em inovação e tecnologias como inteligência artificial (IA) e machine learning. “Nossos investimentos em tecnologia são quatro vezes superiores ao que investíamos cinco anos atrás. E vamos continuar porque uma companhia de seguros no futuro será de tecnologia.”

Munich Re espera voltar ao lucro pré pandemia em 2021

Christoph Jurecka Munich Re

No próximo ano, planejamos – apesar das perdas adicionais antecipadas da COVID-19 – atingir a meta de lucro de € 2,8 bilhões, conforme previsto antes da pandemia

A Munich Re espera retornar aos níveis pré-pandêmicos de lucro anual de € 2,8 bilhões (US$ 3,35 bilhões) em 2021, após uma queda para € 1,2 bilhão em 2020, disse a resseguradora na terça-feira, enviando suas ações 2,2% mais altas. A receita de prêmios do grupo aumentará para € 55 bilhões em 2021, de 54 bilhões em 2020, apesar de uma queda nos volumes de prêmios causada pela pandemia. 

“A Munich Re espera consequências financeiras do COVID-19 no próximo ano também, mas em uma escala consideravelmente menor do que em 2020”, disse. No quarto trimestre de 2020, o lucro chegará a € 200 milhões, acrescentou. A Munich Re retirou sua projeção em março de um aumento de lucro para € 2,8 bilhões em 2020 de € 2,7 bilhões um ano antes.

Christoph Jurecka, diretor financeiro, afirmou que espera gerar um lucro claramente superior a € 1 bilhão este ano. “A pandemia naturalmente teve um impacto considerável em nosso resultado. Mas os encargos decorrentes do COVID-19 são financeiramente administráveis para a Munich Re. Ao cobrir perdas seguradas que totalizam bilhões, estamos desempenhando um papel substancial ajudando a economia e a sociedade a lidar com a pandemia. Nosso negócio está claramente no caminho certo”, afirmou.

Segundo ele,  na ausência do COVID-19, o grupo teria sido capaz de atingir a meta de resultado original para 2020. “Graças ao nosso forte balanço, estamos em uma posição muito boa para explorar as oportunidades de mercado atuais. No próximo ano, planejamos – apesar das perdas adicionais antecipadas da COVID-19 – atingir a meta de lucro de € 2,8 bilhões, conforme previsto antes da pandemia.”

Série: O que esperar de 2021 – Newton Queiroz, CEO da Argo Seguros

nweton Queiroz argo seguros

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Newton Queiroz, CEO da Argo Seguros, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Para 2021, a Argo Seguros seguirá com seus planos de crescimento sustentável, tendo como KPI principal o combinado operacional da empresa, o qual deve estar sempre abaixo de 100%, independentemente do mês. Essa vem sendo nossa meta desde o início deste ano e estamos conseguindo entregar. 

Ao mesmo tempo, o pilar principal de nossa estratégia está voltado a nossa equipe e ambiente de trabalho, uma vez que sem pessoas não é impossível entregar metas ou planos. Assim, seguiremos desenvolvendo um ambiente de trabalho aberto, diversificado, inclusivo e horizontal, ou seja, onde a hierarquia funciona mais da porta para fora, do que para dentro. Essa medida visa permitir que o time esteja sempre no seu melhor para conseguir desbravar os desafios pela frente. 

Um ponto importante deste quesito é o trabalho que estamos fazendo de aprimorar o sentimento do ‘orgulho de pertencer’. É fundamental que todos nós, enquanto colaboradores de uma empresa, tenhamos a visão de que o nosso trabalho vai além do lucro ao acionista. Para isso, focamos na parte social através de algumas ações que estamos desenvolvendo, além, é claro, de nossa própria indústria via o produto de seguros.

Portanto, a Argo Seguros de 2021 estará focada em manter a visão de empresa tecnológica, inovadora e que busca a inclusão social através do seguro. Nesse sentido, estamos em pleno desenvolvimento de uma série de iniciativas e produtos de seguros que possam atender a parcela da sociedade que hoje não compra seguro. 

Já demos um exemplo este ano com o lançamento do Instant, o primeiro seguro 24h para automóveis do Brasil, cujo foco é atender a 70% da população que não compra seguro hoje, seja por conta do preço ou pela falta de um produto adequado as suas necessidades.

Desenvolvemos esse produto para que as pessoas com automóveis mais antigos que são usados, por exemplo, para ir à praia no final do ano, possam estar segurados e contarem com uma assistência em caso de problemas na estrada. Se este produto fosse vendido via assinatura + KM rodado, não seria viável para muitos, mas como é um produto de diária ao redor de R$ 27, se torna bastante acessível.

Além do ponto de inclusão e novos produtos, a Argo Seguros seguirá investindo forte em suas áreas de expertise como Transportes, onde somos top 10 de mercado; E&O (top 3); D&O (top 10); Bike (Top 3); mas reforçando foco em RCG, Garantia, Property SME e outras frentes. Isso visa dar o maior leque de opções aos nossos clientes em one stop shop, e, ao mesmo tempo, abrir um novo mercado, permitindo que novos consumidores de seguros sejam alcançados via canais de distribuição com nossos parceiros e corretores. 

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Para nosso setor diria que quase tudo, desde como nos comunicamos (muito menos cara a cara), até como fechamos negócios e avaliamos concorrências. Durante este período tivemos que nos adaptar totalmente para conseguir atender a nossos corretores/parceiros e não deixar o cliente final sem uma reposta ou cobertura. Para isso, os investimentos em digitalização foram enormes em nossa indústria, o que era preciso, sendo bem honesto.

No caso da Argo Seguros, nós já temos o viés digital há anos, então a mudança foi mais uma adaptação onde utilizamos a forma de trabalhar para linhas massificadas, mas agora com ajustes para atender os grandes riscos e corretores. 

Já no sentido de demanda, o consumidor se tornou muito mais criterioso, buscando entender melhor o que compra e o valor do produto, além de querer se sentir mais valorizado. Para isso, nós trabalhamos forte na segmentação dos produtos, pois fazer algo sob medida para uma operação como a nossa é bastante difícil, salve os mega clientes que demandam isso há anos. Essa segmentação é algo que veio para ficar na Argo e pode ser visto no caso do seguro de bicicleta, onde lançamos o Bike Mulher e Bike Basic. Duas variações de um produto principal, justamente para focar em segmentos específicos através de um seguro único para aquele perfil de consumidor e isso está rendendo bons frutos. A ideia é continuar efetuando essa segmentação em todas as áreas da empresa para dar um melhor serviço e passar a valorização merecida do consumidor.

Quais as áreas, mais afetadas?

Em nossa indústria, todas as áreas foram afetadas durante os primeiros meses do ano, mas neste segundo semestre estamos vendo uma grande recuperação e acredito que atestar isso de forma definitiva ainda é cedo. Digo isso porque em automóvel a produção reduziu, assim como a sinistralidade, então a margem pode acabar por ter sido melhor para muitas empresas e isso acaba sendo muito mais importante em momentos como este.

Porém, de forma geral em GWP, vimos Auto e Saúde sendo afetados fortemente com consumidores deixando de renovar seguros por temas de finanças pessoais, e ao mesmo tempo empresas buscando reduzir benefícios e, com isso, planos de saúde a seus colaboradores.

Em Engenharia tivemos um total shut down de quase todas as grandes obras que eram esperadas este ano no pais, sendo que o que realmente movimentou o mercado foram as obras residenciais, que acabaram tendo um boom agora no segundo semestre com a procura por moradias mais confortáveis por parte da sociedade, devido ao tempo que temos de ficar em nossas casas.

No Transporte, E&O e D&O estamos tendo um ano similar ao passado em termos de prêmio, sendo que em D&O as apólices que não se renovaram acabaram sendo cobertas pelo aumento geral do mercado global nesta linha. 

Do lado crescente, tivemos as Garantias Judiciais com várias empresas buscando liberar recursos vinculados a ações judiciais através de apólices de seguro, assim como o seguro de Vida e Residencial por consumidores mais preocupados em ter algum tipo de proteção para seus bens e família. Como disse, ainda é cedo para poder fazer um diagnóstico completo de quem foi mais afetado, seja em perda ou em ganho.

Qual o impacto da pandemia na empresa?

O impacto relacionado ao dia a dia e funcionalidade operacional da empresa foi basicamente zero, pois na Argo Seguros todos tem laptop e, a grande maioria, celulares. Além disto, sempre tivemos um BCP bem estabelecido e que se demonstrou muito eficiente neste momento atual. O que adicionamos a isto – devido ao tempo que estamos de home office – foram melhorias aos colaboradores como monitores, cadeiras e apoio com contas de internet e celular. Tudo isso sempre visando o bem-estar do colaborador, que resulta em uma operação estável e eficiente.

No lado ambiente de trabalho, temos focado muito em fazer reuniões mensais com todo o escritório, ter eventos descontraídos (como games, happy virtual, Dia das Crianças virtual e outros). Também estabelecemos uma linha de apoio com psicólogos e suporte em planejamento financeiro e outros pontos mais. Tudo isso para buscar dar o melhor ambiente possível a nossos colaboradores (e ferramentas), uma vez que este tempo todo em home office tem sim um efeito que, claro, é mais forte em alguns indivíduos, mas nosso foco é dar o melhor que podemos a todos e suas famílias, porque como mencionei, sem time não conseguimos entregar metas, nem chegar aos objetivos. 

Até o momento o saldo está sendo positivo, mas pessoalmente me preocupo porque entendo que vários de nós não estávamos preparados para trabalhar 100% de casa por tanto tempo, e isso somado ao stress adicional do novo dia a dia, com certeza tem seu efeito.

Para nosso negócio, por termos decidido desde o dia 01 ‘pisar no acelerador’ e buscar o melhor resultado possível (mesmo sem saber qual seria o resultado), junto a nossas ferramentas digitais e um time focado, estamos tendo resultados bastante interessantes e seguimos em linha para entregar nossas metas do ano, estabelecidas ainda em 2019. Claro que esse resultado está sendo surpreendente para nós e aqui não posso deixar de reconhecer o time da Argo (e suas famílias), que a cada dia estão dando o melhor de si, e é um grande orgulho fazer parte de um time tão resiliente, humano e focado.

Como descreve o ano de 2020?

Descrevo como o ano da verdade e aprendizado, não vejo outra maneira de colocar o que vivenciamos. Um ano onde todos nós fomos tomados de surpresa por algo que não temos nenhum controle, que nos deixou por bons meses sem saber o que fazer e que nos ensinou (ou demonstrou) o real valor dos pontos importantes da vida pessoal e profissional.

Irei focar mais no profissional neste caso, em que aprendemos a valorizar muito mais os benefícios – que por vezes olhávamos como algo do dia a dia – mas no momento em que algumas empresas cortaram isso, a visão mudou e hoje, com certeza, damos muito mais valor a estes pontos. 

O trabalho em equipe, o senso de time, do todo, ficou muito mais forte. O bem maior neste caso foi muito importante porque uniu equipes, profissionais e valorizou o entorno de todos (famílias, amigos, entre outros).

Os aprendizados estão sendo inúmeros devido à variedade de desafios que encontramos e ainda iremos encontrar, e como se reinventar a cada momento para poder manter a estabilidade do negócio e do mercado. Para isso, a questão de aprender, estudar e focar ficou nítida até mesmo no resultado de empresas e indústrias.

Por fim, e mais importante em minha opinião, é que ficou muito claro que a adaptabilidade é (e será) uma habilidade fundamental para o futuro. Antes falávamos que tínhamos que aprender a aceitar mudanças, mas agora não basta apenas aceitar, temos que nos adaptar e seguir em frente. Portanto, adaptabilidade é fundamental e todos nós temos que trabalhar muito para desenvolver e aprimorar este skill, uma vez que 2021 deverá ser um ano melhor, mas ainda com muitos desafios e mudanças pela frente.

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Seguradora NEWE quer democratizar o seguro agrícola no Brasil

Newe Seguros Gabriel Lemos

O primeiro passo é ensinar que todos usem informações que estão disponíveis na web e assim tenham um preço personalizado

O crescimento do setor de seguro tem sido muito acelerado pela inovação. As seguradoras estão a todo vapor para agregar valor a cadeia de negócios e assim democratizar o uso de seguros no Brasil. Diariamente aparece uma novidade que de fato agrega valor ao seguro, ao segurado, à seguradora e ao Brasil. A notícia do dia vem da NEWE Seguros

A seguradora, especializada em agronegócios, toma a dianteira para estimular a inovação no setor e coloca à disposição dos clientes ferramentas para que eles conheçam melhor o funcionamento do processo de contratação do seguro, dentre elas, a possibilidade de envio do desenho da área que ele irá segurar com a ferramenta do Google Earth. “São dados que estão disponíveis gratuitamente na web, mas que muitos não sabem que existem ou  tem dificuldade em usar. Nossa iniciativa é compartilhar um tutorial com todos sobre como é possível melhorar as informações para se ter um preço mais justo no seguro agrícola”, Gabriel Lemos, superintendente de agronegócios da NEWE, contou ao blog Sonho Seguro.

Segundo Lemos, é possível gerar um arquivo com um grau de precisão satisfatório para fazer uma subscrição personalizada, o que até então não era possível no seguro rural. Agora, segundo o especialista, será realmente possível que cada cliente pague um seguro de acordo com o risco que representa. E para isso, a NEWE pede, além da imagem, somente o nome, CPF e-mail do candidato ao seguro. 

Veja o tutorial da NEWE Seguros: 

Os dados estão disponíveis a todos. O que falta é usar. Por isso decidimos fazer o tutorial para ensinar o corretor e o produtor usarem as informações a seu favor. E ele pode mandar os dados para qualquer seguradora, não somente para a NEWE”, diz Lemos, ciente de que ao sair na frente, ganha reputação e deixa a marca da NEWE na memória do mundo agro. “O mundo hoje se caracteriza pela guerra da ciência dos dados. O que tiver o melhor modelo e maior apetite ao risco é o que vai se dar melhor. Vamos brigar de foice e vamos brigar com tecnologia. E vai ganhar o melhor”, diz. 

Apesar desta primeira etapa do processo de subscrição ter muitas informações gratuitas, de nada adianta ainda se elas não forem analisadas. A NEWE criou um Departamento de Geoprocessamento dentro da seguradora só para atuar com sensoriamento remoto. O Google traz o local do risco e vários sites outras informações, como o histórico de uso do solo da área que será segurada. “O pulo do gato está em analisar e combinar as informações. Atualmente, 90% dos riscos são aceitos às cegas, com apenas um ponto de geolocalização. Agora podemos combinar as informações e isso traz um grande avanço para a subscrição de seguro agrícolas”, afirma. 

O corretor, que antes ficava receoso de atuar no segmento pelo risco do negócio e que tem o índice de sinistro como referência sobre a qualidade de uma carteira junto às Seguradoras , agora fica livre para captar clientes em regiões novas e/ou de expansão agrícola, uma vez que a responsabilidade de assumir o risco é da NEWE e teremos mais meios de verificar a qualidade da área a ser segurada, explica Lemos. “Sinistro não quer dizer um fracasso. Acontece. Com isso, este importante nicho de negócios se abre para muitos corretores. Queremos, com o uso da tecnologia, democratizar o seguro rural, uma vez que isso nos permite ter preços justos, ao contrário do que acontece quando se tem pouca informação. Quanto menos informações se tem, mais se cobra pelo seguro”, argumenta. 

Lemos explica que o grande produtor, em sua maioria, consegue uma subscrição sob medida para negociar empréstimos e renegociar dívidas. Já os micro produtores acabam contando com benefícios do governo, com o Proagro. No outro extremo estão os pequenos e médios, que acabam pagando o preço indicado pela média geral de indenizações pagas pelo setor, colocando num mesmo patamar bons e maus riscos. Isso geralmente afasta os bons produtores, que acham o seguro caro, e atrai os que pouco investem para ter uma safra relevante.

“O esforço da NEWE agora é que eles passem a ter uma maneira mais justa de avaliação de risco e assim democratizar o uso do seguro rural no Brasil, que ainda é muito aquém do praticado em outros países”, diz. “Temos de investir na segmentação dos clientes, assim como acontece no seguro de carro. O preço depende do perfil do motorista, do modelo do carro, onde transita, qual o uso que faz do veículo. E dessa forma, os que apresentam menos riscos pagam menos. Se não fizermos isso, o setor sempre dará preferência para os maiores, deixando o médio produtor sem proteção”, acrescenta.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já assimilou os benefícios que disseminar a cultura de seguros traz para um país. Afinal, os que compõem os G-5 são aqueles com o maior consumo de seguro per capita e por isso se recuperam rapidamente quando há imprevistos. Uma sinalização clara desta política é que o Mapa prevê o envio do croqui da área a ser plantada para seguradoras como uma exigência para o próximo ano. “Sendo assim, estamos nos adiantando e oferecendo um caminho para que o mercado se adapte a esta nova prática, investindo em transparência, na certeza de que o seguro é um aliado, um insumo do produtor no planejamento das suas safras”, finaliza Lemos.

Dados do PIB do e alta da inflação no radar das seguradoras

Pedro Simoes CNseg

As projeções de inflação se aproximam mais rapidamente do centro das metas estabelecidas pelo CMN

A grande expetativa entre os indicadores desta semana está na divulgação dos dados do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, destaca Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. “Mesmo que o crescimento não seja muito diferente do esperado, o número do terceiro trimestre pode vir acompanhado de revisões importantes em trimestres anteriores”, afirma. Dados da produção industrial também estão no radar dos analistas e economistas. 

No boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, as projeções continuam a melhorar marginalmente indo de -4,55% para -4,50%. Para 2021, mais um ajuste marginal, de 3,40% para 3,45%, ressalta o economista. “Mesmo assim, continuamos a reforçar que o crescimento no ano que vem é muito modesto ao considerar o carregamento estatístico. Será desafiador superar o cenário fiscal muito complicado, juros futuros em alta, mercado de trabalho fragilizado e uma situação ainda incerta em relação à dinâmica da pandemia por aqui”, diz.

As projeções de inflação seguem subindo. Simões destaca a alta para 3,65%, antes 3,56% do IPCA entre os analistas que atualizaram suas projeções na última semana. “As projeções de inflação se aproximam mais rapidamente do centro das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, entre 4% e 3,75%, respectivamente, e isso faz com que algumas casas projetem aumento significativamente maior da taxa básica de juros ao longo do ano que vem”, ressalta. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Swiss Re cria fundo para investidores acessarem mercado de catástrofes naturais

O fundo oferece aos investidores uma oportunidade atraente e diversificada de investimento em um formato facilmente acessível

O grupo Swiss Re criou uma nova empresa de gestão de ativos, a 1863 Fund Ltd, que permitirá aos investidores um novo caminho para acessar os negócios de catástrofes naturais da Swiss Re, por meio de sua subsidiária Swiss Re Insurance-Linked Investment Management Ltd.

O Core Nat Cat Fund, fundo inicial da empresa recém-criada, marcará a primeira vez que a Swiss Re abre seu portfólio de catástrofes naturais para investidores por meio de um formato de fundo permanente. Para os investidores, esta mudança oferece um formato de investimento acessível de riscos subscrito pela Swiss Re.

“O movimento para atrair capital alternativo adicional por meio de uma empresa de fundo independente está em linha com a estratégia da Swiss Re de expandir sua capacidade de catástrofe natural. Em 2019, a Swiss Re estabeleceu sua equipe Alternative Capital Partners, especializada na criação de parcerias de investimento com terceiros por meio de diversas formas, como títulos vinculados a seguros, retrocessão, side-cars e a recém-criada plataforma de fundos”, disse Martin Bisping, CEO da Swiss Re Insurance-Linked Investment Management Ltd.

John Dacey, diretor Financeiro do Grupo Swiss Re, afirmou que a Swiss Re traçou um caminho claro para sua estratégia de Alternative Capital Partners. “Isso permite o crescimento direcionado de nosso portfólio de catástrofes naturais, ao mesmo tempo que oferece aos investidores uma oportunidade atraente e diversificada de investimento em um formato facilmente acessível. Com a constituição deste novo fundo, estamos ampliando nossa parceria com fornecedores de capital alternativo.”

IstoÉ Dinheiro: A trabalhosa volta por cima do IRB Brasil Re

Antonio Cassio dos Santos IRB

Depois de um escândalo que quase derrubou a empresa criada há 80 anos, a nova gestão do IRB saneou sua contabilidade em um prazo recorde. Daí vieram relatórios negativos que surpreenderam pequenos investidores. Eles suspeitam de manipulação

O jornalista Marcos Strecker, da revista IstoÉ história, conta que o IRB Brasil Re, empresa que já teve o monopólio no setor de resseguros, tem se mostrado um caso exemplar das fragilidades do mercado de capitais e das dificuldades das companhias de capital aberto em se reerguerem. As ações do IRB estiveram entre as mais comentadas da B3, a Bolsa brasileira, até o início deste ano. Até que estourou um escândalo de má gestão que derrubou os seus papéis.

Uma nova administração, tendo à frente Antônio Cássio dos Santos, ex-CEO do Grupo Generali, focou a partir de março na limpeza do balanço, na transparência e no reforço do compliance. Em um período muito curto, conseguiu reverter as expectativas, numa ação bem-sucedida que culminou com um aumento de capital de R$ 2,3 bilhões, com aportes de sócios como Bradesco e Itaú.

Esse esforço foi reconhecido. Mesmo que as ações tenham vivido uma montanha-russa, pequenos investidores apostavam que os papéis refletiriam o novo momento, apesar de levarem um tombo de 80%. Isso ocorreu até que novas turbulências surgiram, especialmente quando o banco UBS BB lançou um relatório pessimista que surpreendeu o mercado no início de outubro. Foi uma mudança total de visão. Em janeiro, antes de o escândalo estourar, o UBS aumentou o preço-alvo das ações para R$ 50 e reiterou sua recomendação de compra. Porém, em 5 de outubro, o UBS BB (denominação após a parceria com o Banco do Brasil) passou a recomendar a venda das ações, que desabaram 17,11% em um único pregão. Apontou um preço-alvo de R$ 4,60, bem abaixo do valor negociado, o que provocou uma movimentação atípica dos papéis.

Leia o texto na íntegra no portal da IstoÉ

Pier cria Black Friday estendida para atender quem comprou um novo bem

Lucas Prado_Head de Marketing da Pier - Fotografia Rafael Merino
Um dos fundadores da startup Pier. Lucas Prado. Em 01 de outobro de 2020. Sao Paulo, SP. Foto: Andre Porto.

Seguro celular e de carros estão com condições especiais para novos membros e também para os que já pertencem à comunidade

A insurtech Pier, que atua com seguro para celulares e automóveis, preparou ofertas especiais para a Black Friday, que acontece oficialmente hoje, com previsão de movimentar R$ 1,022 bilhão na economia durante a campanha, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). “Não estimulamos o consumo nesta data, mas apoiamos quem decidiu comprar oferecendo um seguro para proteger seu bem”, diz Lucas Prado, cofundador e head de marketing da empresa. 

A promoção da Pier vai de hoje até o dia 4 dezembro. A insurtech pensou neste calendário mais estendido para dar tempo às pessoas de receberem seus bens e assim poderem aproveitar o desconto no seguro para protegê-los. A equipe da Pier, monitorada pela inteligência de dados, criou dois tipos de ofertas. Uma visa premiar os membros, ou seja, os clientes ativos da comunidade, com programa de indicações de amigos dobrado. Fora da Black Friday, que indica um amigo ganha normalmente um mês grátis, mas serão dois meses de seguros grátis durante a Black Friday. A promoção é válida tanto para seguro de celular como para o de veículos. 

Para novos membros, a Pier dará 50% de desconto nos dois primeiros meses. “Nosso objetivo é dar um incentivo para que as pessoas experimentem nossos serviços e produtos. Acreditamos nos investimentos que fizemos em trazer uma jornada diferenciada ao consumidor, que pode comprar um seguro sem burocracia, totalmente digital, de forma ágil e que entrega produtos e serviços aderentes às suas necessidades”, conta Lucas Prado.

A estratégia da Pier, fundada há dois anos, mudou em relação a Black Friday. Esta é a primeira vez que participa de um dos maiores eventos promovido pelo mercado varejista. “Nossa filosofia descarta a ideia de estimular o consumo impulsivo. Mas nossa filosofia visa proteger o bem que as pessoas compraram, mesmo diante de imprevistos como roubo e furto. Queremos proteger o bem que o consumidor adquiriu de forma ágil e descomplicada, oferecer assistências diferenciadas e pagar indenizações rápidas em caso de perda para que ele possa retomar o que havia planejado quando investiu na compra do bem. Sem letras pequenas, sem pegadinhas, sem pressão, de forma consciente e com clareza.” Lucas reforça a filosofia: “Foi um ano de racionalizar as decisões. Cerca de 46% das famílias tiveram queda na renda familiar e estamos preocupados em trazer valor para a vida delas”, diz.

O seguro para celular cobre roubo e furto qualificado ou simples. A maioria das concorrentes não cobre furto simples, aquele que o bem foi roubado sem uso de violência. Outra diferença para seus pares é que não há franquia e nem carência para usar. Ou seja, comprou e já tem cobertura e se o celular for roubado o cliente é indenizado sem o pagamento de franquia. O valor da indenização dependerá da tabela de preços criada, com base no preço médio praticado no mercado de aparelhos usados, detalhada no portal da insurtech. 

Nos últimos anos, os valores de aparelhos novos cresceram significativamente. Hoje em dia, os preços de smartphones novos podem chegar até a R$ 14 mil, no caso do último modelo da Apple. “Mas isso é um ponto fora da curva. Cerca de 80% dos aparelhos tem valores entre R$ 1,5 mil e R$ 4 mil”, complementa Prado e conta que o preço dos aparelhos novos cai sensivelmente depois que saem das lojas. O mercado de usados é dinâmico e tem muitas ofertas. O cliente pode optar por ter um aparelho similar usado ou receber a indenização com base na tabela. “Nosso arsenal tecnológico nos permite pagar indenizações em segundos”, se orgulha o executivo. 

O seguro auto da Pier cobre roubo e furto, com um pacote de assistência 24 com serviço de guincho, pane seca entre outras facilidades como ser mensal e ter apenas três perguntas para que a insurtech possa calcular o preço.  A vistoria do veículo é feita 100% online. Basta o cliente fazer upload de 8 fotos do carro e enviar para que a insurtech possa calcular o valor do seguro. É válido para todo o Brasil, exceto Rio e região Norte. O pagamento pode ser feito no cartão de crédito ou pré pago. “Em breve lançaremos a possibilidade de pagamento via PIX. Nos aguardem, pois temos muitas novidades para 2021”, garante Lucas Prado.

Série: O que esperar de 2021 – Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco

A série “O que esperar de 2021”, visa trazer um pouco de luz sobre as incertezas do próximo ano. Nesta edição, Luiz Fernando Butori, diretor do Itaú Unibanco, fala um pouco sobre suas expectativas. Leia abaixo:

Como descreve o ano de 2020?

O ano de 2020 é muito delicado pela pandemia e pelas vidas perdidas, especialmente para nós que vivemos o Mercado de Seguros e oferecemos proteção aos nossos clientes. Assim como outras grandes seguradoras do país, a Itaú Seguros adotou medidas importantes: garantimos que famílias não ficassem desamparadas financeiramente (abriu mão da cláusula de exclusão por pandemia) e também incentivamos os profissionais da saúde. Com isso, vimos os nossos sinistros crescerem em 2020 devido a pandemia, o que reforça o nosso valor social como business de seguros e o valor das nossas ações para as famílias. Com relação a Resultados, o business segue muito sólido. Embora as vendas tenham sido afetadas no cenário de pandemia, nosso Lucro Líquido de Operações Recorrentes segue crescendo acima dos dois dígitos (9M20 vs. 9M19 / 2019 vs. 2018)

Qual o impacto da pandemia na empresa?

Colocamos todos os nossos colaboradores sob trabalho remoto, auxiliando na equipagem de suas casas e preservando vidas. No início, a crise nos trouxe uma sensação de isolamento e muitos desafios, mas tivemos aprendizados importantes para o futuro. O trabalho remoto se tornou uma realidade e conseguimos nos manter unidos e produtivos

Quais as áreas mais afetadas?

As áreas de Sinistros e Finanças foram parceiros muito importantes na tomada de decisão e posicionamento da Itaú Seguros. Mas podemos ressaltar também nossa equipe comercial, e as áreas de produtos e negócios além das demais áreas internas da Itaú Corretora de Seguros que tem como foco sempre a centralidade no cliente. De uma forma geral, todos participaram das ações em benefício as família.

O que mudou na forma de se relacionar com o consumidor?

Por meio de nossos Corretores de Seguros, de forma remota, mantivemos contato com os clientes para negociar ou readequar a sua proteção. Temos o desafio de proteger o cliente sempre, e impedir que a falta de liquidez se traduza em falta de proteção. Como foco em Assessoria, entendemos que o momento de vida das pessoas é de maior risco dada a pandemia. Nos últimos anos, vimos Seguros de Pessoas ultrapassarem o Mercado de Seguro de Automóvel. Dada a pandemia, vemos um maior apelo aos produtos que protegem a vida e a residência. Além disso, temos a queda nos sinistros do Mercado de Automóveis por menor circulação. Essas tendências podem seguir no futuro sob um ambiente de trabalho mais remoto e nova sensação de risco/planejament

Quais as tendências da empresa e do setor para 2021?

Nossa expectativa é de aumento da procura por seguros de Vida, dada a crise pandêmica que agravou a sensação de risco das pessoas. O movimento contempla também as empresas, através da conscientização da importância de resguardar a vida de seus colaboradores. Mudanças estruturais que impactaram o desejo do consumidor e automaticamente o potencial deste mercado, nos últimos anos, como o aumento da expectativa de vida, fazem com que os consumidores se preocupem cada vez mais com o seu planejamento financeiro, o que consequentemente aumenta a procura pelos seguros de pessoas. Outro fator, particular ao cenário brasileiro, é a reforma da previdência pública, que trouxe à tona a discussão sobre a necessidade de planejamento financeiro. Por fim, a crise pandêmica atual aumentou a sensação de riscos das pessoas, que estão mais sensibilizadas com a proteção da sua vida e de seu patrimônio, além de ter reforçado a função social da indústria de seguros, que inclusive abriu mão de seu resultado operacional, não exercendo as cláusulas de exclusão por pandemia.

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Série – O que esperar de 2021? – Saiba o que pensam os principais porta vozes do setor de seguros

Flipping wooden cubes for new year change 2020 to 2021. New year change and starting concept.

Susep, CNseg, Fenacor, ENS e executivos de seguros estão preparados para levar o setor de seguros a um novo patamar no próximo ano. Saiba como. Que venha 2021!!!!

Investir em pessoas, tecnologia, comunicação e adotar um modelo de negócios “ganha-ganha”, ou seja, que beneficie a todos. Essas são as quatro palavras chaves citadas nas expectativas de dezenas de executivos em conversa com o blog Sonho Seguro. Sem exceção, todos sabem que 2021 será um ano muito desafiador para o Brasil, com necessidade de caixa para fazer frente a tantas obrigações fiscais e com a volatilidade que um ano pré eleitoral sempre traz para os principais indicadores macroeconômicos. Em seguros, além da volatilidade da economia, o setor ainda conta com mudanças regulatórias, queda na taxa básica de juros, a Selic, aperto na renda dos consumidores e também novos hábitos de consumo.

Porém, há muitas oportunidades para o setor crescer, desde serviços para as classes menos favorecidas, como telemedicina e proteção para celular, até seguros para garantir os bilionários investimento em infraestrutura, estimados em R$ 700 bilhões até 2023. Tudo vai depender da intensidade da crise econômica. Essa incógnita é quem ditará a velocidade das mudanças de tendências nas áreas de seguros e previdência, por mais importantes que estas sejam numa perspectiva de longo prazo.

2021 também promete muita competitividade, o que certamente beneficiará o consumidor. Monitorar as informações é condição sine qua non para que os executivos batam suas metas, tanto de crescimento das vendas como de lucratividade para manter o acionista no negócio. E isso só será possível se agradar (muito, muito mesmo) os consumidores, a razão de ser do mercado, e corretores, o principal canal de vendas no Brasil. Simples assim.  

A expectativa de todos é de que a pandemia fez com que os brasileiros pensassem mais no futuro, o que cria uma demanda positiva para seguro de pessoas. Ao mesmo tempo, torna o gerenciamento de risco, a maior especialidade dos players do setor, a pauta diária da vida das pessoas. Como andam dizendo por ai, o seguro é equivalente a mascara: um item necessário para se proteger de infortúnios. Em todas as esferas. Desde o jovem que sonha viajar para fazer um mestrado fora do país até o presidente da República que precisa garantir os projetos necessários para a infraestrutura, ou seja, as pontes do desenvolvimento da economia do Brasil.

Coriolano: “Temos um sistema sólido, que para garantir os riscos que assume, detém ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira”

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, a confederação das Seguradoras, acredita que 2020 está chegando ao fim como um ano em que ficou evidente a importância da cooperação e da solidariedade. “Mundo afora pessoas, empresas e governos tomaram iniciativas para apoiar os mais vulneráveis e combater a pandemia. E todas foram importantes. Desde as pequenas ações de assistência aos mais pobres em cada bairro até doações de grandes empresas para apoiar o combate ao vírus e os programas governamentais de socorro financeiro a empresas de todos os portes. São tempos ainda difíceis, a recuperação ainda é lenta, mas a direção está correta”.

Em setembro, a arrecadação cresceu 11,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa taxa é maior do que a registrada ano contra ano em julho (4,3%) e em agosto (7,3%), e credencia o setor a fechar o ano no azul, com avanço das vendas estimado em 3% sobre 2019. “Temos um sistema sólido, que para garantir os riscos que assume, detém ativos equivalentes a 27% da dívida pública brasileira, o que torna o setor de seguros um dos maiores investidores institucionais do país, com papel importante a desempenhar na retomada do crescimento econômico. Um setor segurador forte é essencial ainda para desonerar as contas públicas, transferindo para iniciativa privada parte dos gastos com saúde e previdência, para só citar dois exemplos.”

Solange Vieira, titular da Susep: 2021 será um bom ano para o setor com as mudanças já em curso realizadas em 2020

Para a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), 2020 se caracterizou como um ano singular, com todos impactados pela pandemia. “O mercado de seguros mostrou que pode se organizar rapidamente em questões como tecnologia e reorganização do trabalho. O trabalho remoto foi um exemplo disso. Como toda crise também pode ser catalisada para processos de aprendizados e evolução, o setor tem dado esses sinais com as organizações viabilizando novos produtos e processos, entre outras medidas. Podemos observar, por exemplo, evolução do seguro liga-desliga, que regulamentamos no ano anterior e foi uma alternativa relevante neste momento. Esperamos até o fim de 2020 voltarmos ao mesmo patamar de prêmios emitidos de 2019”, destacou.

Solange desta que a autarquia conseguimos criar uma solução tecnológica de gestão desse trabalho que acabou sendo adotada por todo o ministério da Economia e está sendo oferecida a outras unidades do governo. “Do ponto de vista da regulação, acreditamos que o Sistema de Registro de Operações irá nos permitir avançar muito em novos produtos e na desregulamentação do marco regulatório de Seguros. Poderemos oferecer mais transparência, segurança e menores preços ao consumidor. Exemplos disso são os novos instrumentos financeiros que poderão ser utilizados pelo mercado como alternativas de redução de custo de capital – ILS e dívida subordinada”.

Para 2021, Solange Vieira aposta em um setor mais eficiente. “Por meio de ações mais “principiológicas” que “prescritivas”, como as novas normas para os seguros de Danos – massificados e grandes riscos -, que acabaram de passar por consulta pública recentemente, será permitida às empresas a criação de novos produtos e a evolução nas relações contratuais. Isso, claro, apoiados num trabalho de proteção ao consumidor. Entendemos que o novo momento vai exigir das empresas mais visão e busca de conexão com esse consumidor. Esses serão diferenciais competitivos, sem dúvida. A tendência deve ser de mais produtos e preços melhores, com mais oportunidades para todos. A inovação estará presente em todas as etapas; compreendendo isso, também implementamos durante a pandemia o Sandbox  que aproxima ainda mais as insutechs do universo dos seguros e permitirá avanços consistentes para o setor.”

“Há transformação nas seguradoras e na corretagem, mas não pode haver transformação digital que tornem as empresas menos humanas. Isso serve apenas para garantir maior eficiência e melhorar a experiências do usuário. O corretor pode ser eficiente digitalmente, mas sem perder o seu principal capital que é a relação direta com os consumidores”, diz Edson Franco.

Vergílio, da Fenacor: “Somos a favor de tudo que seja respeitoso com o corretor e com o cliente”

Certamente o corretor de seguros é uma peça chave nesta jornada descrita por todos os seguradores entrevistados nesta série “O que esperar de 2021”. “O corretor de seguros tem que diversificar sua operação”, disse o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, ao participar do painel “Direto & Reto com as autoridades do mercado”, durante o Sincor Digital, evento virtual realizado pelo Sincor-SP, em outubro. “Ficou mais uma vez provado, na pandemia, o valor agregado que o corretor traz nessa relação de mercado. Isso já era relevante, mas dentro da nova ordem, ele precisa diversificar sua atuação, se converter em um planejador financeiro e de proteção”, conclamou Vergilio.

A 22ª edição do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros será realizada em São Paulo em outubro de 2021. “Faremos um grande evento em São Paulo, em conjunto com o Sincor-SP e todos os demais Sindicatos e o apoio das seguradoras”, destacou Vergilio. “Esse será um evento histórico. Em primeiro lugar porque o Congresso volta a São Paulo após 21 anos. A última edição realizada na capital paulista foi em 1999. O estado gera aproximadamente 50% da receita global do mercado de seguros no Brasil. Atuam em São Paulo mais de 43,9 mil corretores de seguros, entre pessoas físicas e jurídicas (45,5% da categoria). Outro fator relevante é que esse será o primeiro congresso brasileiro da categoria organizado dentro da chamada “nova ordem”, no pós-pandemia.

Bittar: Queremos ser facilitadores e geradores de novos negócios

A Escola de Negócios e Seguros (ENS) segue apostando na educacao e formação dos profissionais do setor. Lançou no final do ano o Nuv.ens, um ambiente de trabalho colaborativo e inovador construído pela , em sua representação na cidade de São Paulo. O espaço é exclusivo para alunos e ex-alunos da Escola que estiverem atuando em atividades relacionadas ao mercado de seguros e áreas afins.

Os usuários do Nuv.ens têm à disposição hotdesks, sala de reunião para 12 pessoas equipada com smartTV, possibilidade de realização de videoconferências, estação de trabalho fixa e exclusiva e auditório com sistema de som, projetores e capacidade para 166 pessoas. “Ao criar o Nuv.ens, nossa intenção é contribuir e estar ainda mais inseridos na movimentação econômico-financeira do setor de seguros. Queremos ser facilitadores e geradores de novos negócios, especialmente em um momento em que precisamos alavancar e investir ainda mais nas operações do setor”, afirma o presidente da ENS, Robert Bittar.

Leia abaixo o que alguns dos principais seguradores do setor esperam de 2021:

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