Neste momento de desafios para a economia e juros baixos, o brasileiro tornou-se mais reflexivo e preocupado com o futuro“, diz CEO Luciano Snel
O Encontro com Gestores, evento tradicional dos mercados financeiro e segurador promovido pela Icatu Seguros, reuniu as principais lideranças e estrategistas de fundos previdenciários para uma análise do ano de 2020 e perspectivas para 2021. O encontro contou com quatro painéis com temas diversos, como renda fixa, multimercado, renda variável e previdência.
Em formato virtual, o evento contou com a abertura do presidente da seguradora, Luciano Snel, e foi mediado por Luis Artur Nogueira, jornalista especializado na cobertura econômica. Esta foi uma oportunidade de o público se conscientizar da importância do planejamento financeiro, entender e sanar dúvidas sobre perfis e novas e diversificadas formas de investimentos, sobretudo de longo prazo.
Participaram do fórum os executivos Rodrigo Dias, da Butiá Investimentos; Marcos Iório, da Integral Investimentos; Ulisses Nehmi, da Sparta Fundos de Investimento; Sergio Zanini, da Galapagos Capital; Felipe Guerra, da Legacy Capital; André Simões, da Vinci Partners; Roberto Lira, da Icatu Vanguarda; Daniel Reichstul, da Indie Capital; Murilo Arruda, da Tork Capital, além de Henrique Diniz e Talita Raupp, diretor e gerente de Produtos de Previdência da Icatu, respectivamente.
Para o presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel, neste momento de desafios para a economia e juros baixos, o brasileiro tornou-se mais reflexivo e preocupado com o futuro. “A pandemia serviu como um gatilho emocional proporcionando mais conscientização e o entendimento sobre a importância de poupar e investir no longo prazo,” destacou.
Segundo ele, por ser um marketplace de Previdência e contar com a maior diversidade de fundos da indústria do seguro, a empresa tem como missão a democratização do acesso à educação financeira e ao planejamento do futuro, por meio do ambiente digital, apresentando produtos customizados para diferentes perfis de investidores. “Buscamos estar cada vez mais próximos das pessoas para entendermos as suas necessidades, oferecendo as soluções ideais para proteção financeira de longo prazo”, lembrou Snel.
Formas diversificadas de investimentos
Em resumo geral, os gestores apontaram o momento de recuperação econômica, com melhor resultado da bolsa de valores, inclusive com oportunidades de investimentos em empresas tidas como mais baratas e que vêm se transformando e crescendo com projetos globais.
No painel sobre renda fixa, os especialistas explicaram que a alta da inflação para 2021 deve ter efeito também sobre a Selic, que não deve manter o patamar de 2020. A taxa de câmbio também merece atenção, segundo eles. Citaram países desenvolvidos que, mesmo em cenário de juros baixos, têm a renda fixa e o CDI como ativos em alta e reforçaram a importância de compor uma estratégia diversificada, de acordo com a necessidade de liquidez do investidor.
Em relação à renda variável, os especialistas destacaram a importância de construir uma cesta de ativos. Crédito privado desponta como uma boa opção. A recomendação é ficar atento também às empresas que apresentam resultados mais consistentes em comparação com aquelas que dependem mais de uma recuperação econômica futura.
No painel que tratou de fundos multimercado, foram debatidos métodos de superação da atual crise e seu impacto no mundo. Os convidados trataram alguns pontos de influência no mercado, com atenção para os resultados dos blocos econômicos globais. Sobre o Brasil, os convidados acreditam que o pior já passou, mas apontam a necessidade de foco nos ajustes fiscais e acompanhamento dos avanços das políticas sociais.
Sobre Previdência, o consenso é que o consumidor está mais atento para a necessidade de acumular capital para a aposentadoria. Isso passa pela educação financeira, um dos pilares do trabalho que a Icatu desenvolve. O investidor está mais conectado às estratégias de investimento, às gestoras de fundos e às formas de contratação de produtos. O objetivo é garantir saúde financeira pessoal e para a família.
Cresce no mercado um consenso de que pode ser um ano favorável para países emergentes movido pela maior demanda poe Commodities e taxas de juros baixas nas economias centrais
A mediana das projeções do mercado para a economia brasileira em 2020 ficou praticamente estável, indo de -4,40% para -4,41%, com um piso de -6,54% atingido no fim de junho. Para 2021, o ponto-médio das expectativas para a variação do PIB permaneceu em 3,5%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada.
“Praticamente a única mudança relevante nas projeções divulgadas hoje foi o indicador do PIB parar de melhorar, o que vinha acontecendo há semanas. Fora isso, as incertezas em relação a 2021 ainda são tantas que grande parte dos analistas ainda está, no jargão popular, em modo de espera”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.
“Todos aguardam o efeito do fim do auxilio. Teremos a em 12 meses inflação acelerando, a incerteza fiscal e também a questão das vacinas. Apesar disso, cresce no mercado um consenso de que pode ser um ano favorável para países emergentes em razão da demanda por commodities, bem como taxas de juros reais negativas em boa parte dos países. Isso pode compensar, ao menos em parte, o cenário interno negativo, com ingresso de investimentos e aumento das exportações”, avalia Simões.
O IBC-Br, Índice de Atividade Econômica do Banco Central, divulgado hoje e, portanto, não refletido neste boletim Focus, teve alta de 0,86% em outubro, abaixo do esperado. Em setembro, o indicador teve alta de 1,68% (dado revisado de expansão de 1,29%).
A diretoria da Superintendência de Seguros Privados (Susep) aprovou no dia 9/12/2020, a indicação de prêmio zero para o DPVAT em 2021. Todos continuam tendo a proteção do seguro, sem pagar. É uma forma, segundo entendimento da autarquia, de devolver às pessoas parte dos valores que foram acumulados ao longo dos anos.
A proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que deverá fazer reunião antes do fim do ano sobre o assunto. A reunião ainda não tem data marcada. A Susep segue trabalhando com o Ministério da Economia numa forma de operacionalização para o pagamento indenizações ao longo de 2021, dado que o consórcio operador do Seguro foi dissolvido pelos seus acionistas controladores em 24 de novembro deste ano.
Para 2021, o avanço deverá vir do aumento da oferta de seguros por plataformas digitais, no segmento de pessoas
A CNseg, confederação das seguradoras, prevê um crescimento dos prêmios de seguro de 3,4% 2020, acompanhando a tendência verificada nos últimos meses encerrados em setembro, com registro de receita de R$ 271,3 bilhões. Em 2019 completo, o setor avançou 12,1%, com receita de R$ 270,2 bilhões. O resultado é visto com alegria diante da retração do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para este ano, em torno de 4%, e devido ao impacto da pandemia COVID-19. A queda foi mais severa nos meses de março e abril, quando foi decretado o isolamento social, mas a partir de maio já se observou retomada de alguns segmentos como rural e de riscos financeiros, e retração de outros, como automóvel e transporte.
Marcio Coriolano acredita que o crescimento dos prêmios se recuperará nos próximos dois anos, apoiado pelo esforço das seguradoras no lançamento de novos produtos, maior oferta com a grande quantidade de plataformas digitais que foram otimizadas com a pandemia, e maior consciência dos consumidores em relação aos riscos inerentes ao cotidiano, agravado com uma crise sanitária com consequências em toda a sociedade, seja no segmento público ou privado, nas relações individual ou corporativa.
“Em meio a crise, os segmentos de danos e responsabilidade foram menos afetados — com taxa de crescimento de 5,3% em 2019 para 4,6% em 2020 — do que o segmento de pessoas, onde o avanço do seguro de vida recuou de 13,9% para 4,6%, e de planos de acumulado de 16,8% para 3,1%”, afirmou Coriolano. Segundo ele, a boa notícia do ano foi que os planos de contingencia de crise das seguradoras funcionaram, todos conseguiram rapidamente trabalhar a distancia e as plataformas digitais foram um sucesso, tanto para reuniões como para treinamento da equipe, para vendas e para atendimento ao consumidor. “Não tivemos comprometimento na área de subscrição e no atendimento aos corretores e segurados”.
Coriolano também enfatizou que 2020 foi marcado por uma intensa atividade regulatória, como a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicando vários normativos, como o Sandbox, para que 11 insurtechs testem novos produtos, bem como medidas de desburocratização de seguros de grandes riscos e flexibilização das reservas técnicas tendo como parâmetro a atuação geográfica das companhias.
A pandemia também gerou um excesso de projetos de leis com vistas a mudar regras do setor. “Temos aqui mais de 7 mil projetos de leis, o que traz impacto para a atividade corporativa, desde adaptações legislativas e julgamento de processos importantes que afetam o setor. Trata-se de um fenômeno mundial e não só local, como pudemos acompanhar com instituições dedicadas a seguros em diversos países da Europa”, ressaltou.
Assim como em outros países, as seguradoras brasileiras flexibilizaram o pagamento do seguro de vida, de forma espontânea, e atendimento médico pelos planos de saúde, por exigência regulatória, mesmo com cláusulas de exclusão de pandemia.
O presidente da CNseg ressaltou que o ambiente competitivo entre as seguradoras deve aumentar ainda mais em 2021. “A competição já vem forte há anos, de forma silenciosa, com os bancos abrindo plataformas digitais para seguradoras ofertaram seus produtos”, comentou. Com as novas regras regulatórias, no entanto, deve aumentar, segundo previsão de escritórios de advogados que citam aumento da demanda de investidores interessados em atuar no Brasil, um país com grande potencial de crescimento em seguros. Caso a crise econômica e política seja realmente contornada, o otimismo com seguros aumenta diante da geração de emprego, de renda e retomada dos investimentos em infraestrutura.
Em relação a eventos presenciais, a CNseg não tem um plano de volta ainda para 2021. “Em primeiro lugar, a segurança de todos os nossos colaboradores. Os fatos estão a favor da prudência máxima. Vivemos períodos dificílimos. com hospitais ocupados, próximos da capacidade máxima”. Ele aproveitou para desejar um feliz natal e um 2021 com vacina para todos.
Vacinação é uma questão de saúde pública, afirma Joao Alceu, presidente FenaSaúde
A medicina complementar enfrenta um ano agitado, por conta da pandemia, com problemas que vão desde a suspensão de reajustes até a exigência de atendimentos não previstos em contrato. Sem contar atendimentos eletivos suspensos por conta da prioridade dada aos pacientes com Covid. Há também um aumento substancial da concorrência por parte de empresas que estão do fora do escopo da regulamentação da Agência Nacional de Saúde (ANS).
“Estamos com um frio na barriga com as festas de final de ano, num momento em que os hospitais já começam a ficar com suas capacidades próxima de 100%”, citou. O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por exemplo, anunciou hoje que adotou mudanças para não faltar leitos, uma vez que contabilizou mais de 95% de ocupação. Entre elas, a transferência de cirurgias menos complexas para a unidade de Perdizes e priorizar pacientes de Sao Paulo.
Outro desafio da FenaSaúde é a discussão se planos de saúde irão dar vacina gratuita para seus mais de 47 milhões de clientes. Segundo João Alceu Amoroso Lima, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), a vacinação é uma questão de saúde pública. João Alceu acredita que vai demorar para que toda a população brasileira seja vacinada contra a covid-19, com perspectiva de o processo entrar pelo ano de 2022. “Certamente este processo de vacinação vai até 2020, pois temos vacinas de duas doses, outras com processo de refrigeração diferenciada e mais de 200 milhões de pessoas para atender. É uma questão de saúde pública, que precisa atender todos, sem gerar desequilíbrio e desigualdade social. O setor privado poderá fornecer a vacina depois disso, assim como acontece para outras vacinas com surtos controlados”.
Em relação a concorrência de empresas que passaram a ofertar serviços de saúde, Alceu afirmou que o tema está com a ANS, pois há uma grande diferença entre um plano de saúde e os serviços oferecidos por empresas de cartões de saúde. “São produtos diferentes, sem qualquer relação com a abrangência de planos de saúde e isto tem de ficar muito claro para a população. Além do fato de operadoras de saúde também quererem atuar neste segmento, sem as amarras regulatórias dos planos tradicionais”, comentou.
Um exemplo dessas empresas é a rede de laboratórios Fleury, que coloca no mercado em janeiro um produto por assinatura com foco no usuário do SUS, com acesso limitado a um pacote de serviços que inclui telemedicina, atendimento primário e alguns exames. O preço só será revelado no lançamento, mas a ideia é ter um valor fixo mensal para dar ao cliente acesso a uma quantidade limitada de consultas por telemedicina, uma quantidade limitada de atendimentos de atenção primária, alguns poucos exames e desconto em outros que não estão incluídos no pacote.
Em relação ao crescimento de beneficiário de planos de saúde, a FenaSaúde estima alta de 0,6% a 0,8% neste ano, alcançando entre 47,3 milhões e 47,4 milhões. Já os planos odontológicos deverão encerrar 2020 com crescimento de 2,5%, embalado pela baixa penetração desses planos.
Alceu foi pragmático em relação à sinistralidade do setor de saúde suplementar durante a pandemia. “Esperamos fechar o ano em torno de 80%. Em abril, no período mais crítico da pandemia, chegamos a 61% de sinistralidade. A preocupação agora é com a segunda onda e o refluxo de procedimentos que estavam represados. São fatores que podem sobrecarregar os hospitais. A pandemia nos ensinou que precisamos agir com cautela. O gestor da operadora de planos de saúde tem que olhar a médio e longo prazos”.
Trindade, da FenSeg, prevê um ano cheio de bons desafios com novas regulamentações, produtos e retomada dos investimentos
Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), tem desafios diferentes em sua gestão de seguros patrimoniais, com avanço das insurtechs na criação de produtos e serviços neste segmento, com responsabilidade civil com o avanço do mercado de capitais e boom de IPOs, e de riscos financeiros, com a aprovação da Lei de Licitações na semana passada pelo Senado e que segue agora para a sanção presidencial.
“Temos visto um boom com o grande volume de empresas que fizeram IPOs neste ano. Temos expectativas também com seguros cibernéticos, com a nova Lei Geral Protecao de Dados (LGPD). O garantia judicial tem tido crescimento expressivo com a pandemia pela troca de recursos depositados em juízo pelo seguro e assim dar mais fôlego às empresas no capital de giro”, enumera.
O seguro cibernético vem crescendo a dois dígitos. No acumulado de janeiro a outubro, o volume de prêmios do seguro relativos a riscos cibernético cresceu 91% na comparação com o mesmo período do ano passado, passando de R$ 16,7 milhões para R$ 31,9 milhões. “Várias empresas estão comprando e ainda temos muito a capturar com a LGPD e com o risco que ficou mais latente se espalhou em várias camadas da sociedade com o trabalho remoto”, citou.
Em relação a aprovação pelo Senado da Lei de Licitações, que inclui o seguro garantia, mesmo que o texto nao tenha saído como as seguradoras lutavam para ser, Trindade afirma que é um motivo para comemorar. A Lei de Licitação esteve em discussão 25 anos e foi aprovada. “É uma boa noticia, ainda mais que traz avanços importantes como penalidades, organiza o mundo municipal, estadual e federal de forma mais clara, traz novas modalidades de concorrência e uma possibilidade de seguro para obras acima de R$ 200 milhões, que passam a ter contratação obrigatória”, afirmou
O lado ruim é que quando a lei determina o valor do seguro até 30% do valor da obra, o contratante pode querer contratar apenas para 1% do valor em risco. “Mas para a seguradora dar a cobertura de step in, ou seja, para a seguradora assumir a obra em caso de acidente previsto em contrato, tudo vai depender do valor segurado. Todos vão se ajustar. Acredito que vai ter de tudo um pouco. Vamos ver gente dizendo não para preços inviáveis e gente dizendo sim, quando as condições forem adequadas”, pondera.
Em relação ao mercado de grandes riscos, Trindade afirma que tudo dependerá do ritmo dos investimentos. “O movimento em seguros de grandes riscos não acontece da noite para o dia. Precisamos ver o que realmente vai sair do papel e virar realmente obra. Quais as concessões que serão ofertadas pelo governo e finalizadas. Se tudo o que esta sendo previsto virar realidade, 2021 será um ano de crescimento para este segmento, uma vez que as seguradoras poderão fechar negócios locais, que antes eram remetidos para o pais de origem do segurado”.
Em resseguro, o presidente da FenSeg não vê grandes mudanças, mesmo com as alterações regulatórias, que desburocratizam principalmente os programas mundiais de seguros. “As maiores resseguradoras ja estão no Brasil e acompanham os movimentos. Elas sabem que o Brasil é atraente do ponto de vida de resultado”.
Sobre o DPVAT, Trindade ressaltou a decisão dos acionistas da Seguradora Líder em se retirarem do consórcio, uma vez que as mudanças regulatórias prejudicavam a continuidade dos negócios. A Caixa é citada como uma das alternativas para fazer a gestão do seguro, mas o setor ainda aguarda uma definição do governo e da Susep a este respeito. “Ao longo de 2021, o que se pretende é repor o DPVAT, que é importante do ponto de vida social. A expectativa é de que a regulamentação deste novo seguro gere concorrência, sem monopólio, e um ganha ganha para cliente, segurador e governo. Deveremos saber os próximos capítulos nos próximos dias”, afirmou.
Melhora da renda fará que seguro de vida e previdência façam parte da estratégia das famílias, afirma Nasser, da FenaPrevi
O segmento de previdencia privada e seguros, sob a tutela da Federação de Previdencia Privada Aberta (FenaPrevi), recebe um beneficio da crise, do ponto de vista de mostrar às pessoas a necessidade urgente de ter um seguro de vida e também de poupar para o longo prazo. “Infelizmente aprendemos com a dor, mas agora os brasileiros estão mais dispostos a falar sobre seguro e previdência privada”, explica o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser.
No entanto, essas duas premissas, de investimento em seguro e na aposentadoria dependem da renda familiar e também de uma disseminação profunda de educação financeira, que já está em curso há anos por entidades do setor, como a CNseg, integrante do ENEF. “A intensidade da crise econômica é um empecilho à mudança mais acentuada de tendências nas áreas de seguros e previdência, por mais importantes que estas sejam numa perspectiva de longo prazo”, pondera.
“Nós cumprimos uma missão importante ao pagar os beneficiários por morte do titular por Covid, ignorando a clausula de exclusão por pandemia. Foram mais de R$ 8,3 bilhões de pagamento de indenizações no vida de janeiro a setembro. E mesmo assim o setor mostrou a resiliência da solvência para atender os participantes”.
Nasse também ressaltou o cenário de transformação digital acelerado pela pandemia. “As novidades na forma dos produtos e de distribuição com a adesão do corretores de seguros nos aponta para um novo momento do seguro de vida, com novas coberturas e serviços, e previdência com grande diversificação de investimentos. Cabe a todos nós transformar a sensibilização do público com o risco de vida em proteções efetivas na estratégia das famílias no médio e longo prazo. E isso será possível com educação financeira e produtos sob medida para cada perfil de cliente”.
Novos produtos será a tônica do crescimento da capitalização, aposta FenaCap
Marcelo Farinha, presidente da Federação das Empresas de Capitalização (FenaCap), destacou que a pandemia acelerou a digitalização das empresas de capitalização, tornando o ambiente ainda mais propício para novos produtos. “Temos a grande missão de nos vincular a outros ecossistemas para ofertar nossos produtos”, afirmou. Segundo ele, o seguro de garantia de aluguel e voltados para filantropia tiveram resultados significativos neste ano. “O garantia ja representa 11% do total das emissões de títulos, com apenas seis meses e em período de crise, o que mostra que tendencia é de crescimento para 2021”.
Em setembro, a receita de títulos de Capitalização avançou 9,7% em relação ao mês anterior, atingindo R$ 17,2 bilhões e confirmando uma trajetória de alta iniciada ainda no segundo trimestre, após o período mais agudo da crise sanitária, em abril. “Embora no acumulado do ano, até setembro, o mercado ainda registre um pequeno recuo de 2,5% na arrecadação, em comparação ao ano passado, com a melhoria do cenário, a estimativa é fechar 2020 com um crescimento de 2,4%, projeta o executivo, lembrando que, tradicionalmente, as vendas se aceleram nos últimos meses do ano.
Medida Provisória está sendo preparada para fazer a transferência após consórcio que adminsitrava o seguro obrigatório ser sido dissolvido
Fonte: Valor Econômico
O governo prepara uma medida provisória para transferir para a Caixa Econômica Federal a gestão do seguro do DPVAT, que indeniza vítimas de acidente de carro. O texto da MP está sendo pensado pelo Ministério da Economia e pela Casa Civil e a expectativa é de que a medida seja editada nos próximos dias.
A avaliação no governo é de que a Caixa seria uma boa solução para essa tarefa devido a capilaridade que tem no país. Em novembro, as seguradoras que fazem parte do consórcio que administra o DPVAT decidiram pela dissolução do grupo.
Na época, segundo reportagem publicada pelo Valor, executivos da Líder, que foi criada pelo consórcio para fazer a gestão do seguro obrigatório, disseram que essa é uma sinalização de falência do modelo, que ainda sofreu desgaste de imagem nos últimos anos. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) estava articulando para nomear um novo gestor ao produto.
Segundo noticiou recentemente o Valor, a Susep vinha monitorando a situação do DPVAT e a possibilidade de dissolução do consórcio já era vislumbrada. Na ocasião, o regulador defendia que as cobranças de prêmios fossem zeradas pelos próximos dois anos e que os recursos em caixa, de mais de R$ 7 bilhões, fossem utilizados para o pagamento de indenizações e para o custeio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Esse período seria um prazo considerado viável para se desenhar um novo modelo para o produto. Qualquer mudança nas regras precisaria passar pelo Congresso Federal. Do total arrecadado com o seguro obrigatório, 45% vai para o Ministério da Saúde, para custear o atendimento médico-hospitalar de vítimas e 5% vai para programas de prevenção de acidentes. A outra metade é destinada ao pagamento das indenizações.
Em 2019, foi editada uma medida provisória que previa a extinção do DPVAT. A medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), uma mês após a edição da MP. Os ministros, em sessão virtual, concederam liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), ajuizada pela Rede Sustentabilidade, com o entendimento de que alterações no seguro só podem ser efetivadas por meio de lei complementar.
A Susep defendia essa extinção e a abertura da concorrência, alegando que o DPVAT é ineficiente e abre margem para corrupção. Em 2015, a operação Tempo de Despertar, da Polícia Federal, investigou fraudes no DPVAT. Após o trabalho da PF, o Tribunal de Contas da União (TCU) efetuou, em 2018, auditoria sobre o DPVAT, e concluiu ter ocorrido desvios da ordem de R$ 2,1 bilhões, entre 2005 e 2015. De acordo com as conclusões do órgão na época, houve pagamentos de R$ 1,7 bilhão em indenizações indevidas ou acima do permitido e gasto administrativo irregular de R$ 440 milhões feito pela Líder
Venha conhecer a plataforma no webinar, que acontece no dia 15 de dezembro, às 10h, no canal do YouTube do blog Sonho Seguro
Em razão de problemas com serviços de conexão da Claro na última sexta-feira pela manhã, o blog Sonho Seguro teve de adiar a realização do webinar “Swiss Re Corporate Solutions: Academia Digital capacita profissionais de seguros”. Segue agora a nova data, dia 15 de dezembro, às 10 horas. Esperamos vocês!
Já pensou em treinar toda a equipe de vendas com a renomada equipe da Swiss Re Corporate Solutions? Sim, aquela que é fonte nos melhores estudos sobre o mercado segurador mundial. Isso é uma realidade a partir de agora.A seguradora do Grupo Swiss Re traz ao mercado brasileiro a Academia Digital, uma plataforma inovadora que visa aprimorar a capacitação do corretor de seguros. Por meio de cursos gratuitos e abertos a todos os profissionais cadastrados na seguradora, o objetivo da academia é ser um instrumento de negócios para o corretor, capacitando-o para realizar as vendas com mais qualidade e atender melhor seus clientes.
A plataforma pode ser acessada por qualquer meio digital, seja ele um desktop, um celular ou um tablete e foi desenvolvida em parceria com uma start-up da área de educação e com a chancela do Swiss Re Institute, instituto global integrante do Grupo Swiss Re, que há mais de 60 anos desenvolve de publicações para os mercados de Seguros e Resseguros.
“A empresa investe em tecnologias inovadoras como diferencial competitivo, para melhor atender os corretores parceiros. Seguimos investindo bastante para avançar nos segmentos de varejo, fortalecendo nossos processos de oferta de produtos tanto aos corretores do mercado quanto aos corretores da rede da Bradesco Seguros, com a qual temos uma Joint Venture”, explica Guilherme Perondi, diretor executivo de estratégia de distribuição e clientes da Swiss Re Corporate Solutions.
A certificação em Seguros Agro já está disponível na plataforma, e as certificações em Patrimonial – Compreensivo Empresarial (Empresarial Digital) e Transportes de Carga entram até o fim do ano. Cursos relacionados ao Seguro Garantia, Responsabilidade Civil, Linhas Financeiras e Transportes Marine estão programados para o 1º trimestre de 2021.
O grupo acredita que a oferta de soluções digitais somada a profissionais capacitados para atender as demandas dos produtores rurais é a melhor fórmula para atender o setor de agribusiness com qualidade e inovação. Por isso, o módulo de Agronegócios foi o primeiro a ser disponibilizado na Academia Digital. O módulo já conta com mais de 2,5 mil inscritos e mais de 2 mil treinamentos concluídos com certificados emitidos.
Agenda:
Webinar Swiss Re Corporate Solutions: Academia Digital capacita profissionais de seguros Data: 15 de dezembro de 2020 Horário: às 10h Transmissão: Canal YouTube Denise Bueno/Sonho Seguro
Seguradora visa aumentar a distribuição de planos de previdência e assim reduzir o déficit de proteção previdenciária no Brasil
A Zurich no Brasil fechou parcerias para a distribuição de planos de previdência com a start-up Onze e com a Genial Investimentos. “As plataformas trazem um ganho relevante na distribuição de planos de previdência pois enfatizam a comunicação sobre a importância do planejamento financeiro de longo prazo e do benefício tributário que eles proporcionam”, comenta o diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, Fabiano Lima.
Segunda dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), a indústria de previdência privada aberta no Brasil gera cerca de R$ 1,3 trilhão em ativos e soma 13,5 milhões de participantes. “Isso mostra que temos um grande potencial para atender a urgente necessidade dos brasileiros de pouparem para o momento da aposentadoria”, afirma.
Apesar do grande avanço obtido em captação de planos de previdência aberta nos últimos anos, ainda há muito a ser feito para conscientizar a população a criar o hábito de poupar para a aposentadoria. Por isso, o esforço das empresas está em ampliar a oferta, reduzir as taxas e usar a tecnologia para tornar o investimento o mais transparente e acessível possível. “Hoje é possível fazer tudo digital, como mudar de fundo, fazer resgate, tirar extrato. Não há mais o gap tecnológico”, afirma.
Lima conta que a Onze, criada dentro da Red Ventures, grupo controlador de diversas empresas digitais, criou um aplicativo para funcionários das empresas e uma plataforma para o RH das companhias fazer a gestão dos planos de previdência, praticamente sem papel e burocracia. A Zurich é a primeira parceira da Onze, que recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ter sua própria gestora e da Superintencia de Seguros Privados (Susep) para distribuir os produtos como corretora de seguros. Trata-se de um fundo multimercado, com taxa de administração de 0,9% ao ano e performance de 15% sobre o que exceder 100% do CDI, informa Lima.
O processo é 100% digital para os colaboradores das empresas. “Tudo é feito pelo app. Desde a assinatura de adesão ao contrato até o deposito de contribuições, resgates e até mesmo a portabilidade. O RH das organizações, por sua vez, acessa uma plataforma em que é possível gerenciar todos os programas de aposentadoria dos colaboradores.”
A Genial, que administra mais de R$ 40 bilhões de ativos de 300 mil clientes, passa a incorporar em sua ferramenta digital fundos de previdência da Zurich. A ideia é ampliar para outros produtos, como o seguro de vida individual. “A Genial com um objetivo de ser uma plataforma aberta e trazer o acesso aos melhores produtos para os nossos clientes, estamos incluindo mais 15 de fundos de previdência da Zurich, são os melhores gestores de investimentos do mercados e com isso complementamos ainda mais nossa grade para trazer uma tranquilidade no futuro dos nossos clientes”, afirma Bruno Lima, Gerente de Previdência Privada da Genial Investimentos.
O grupo suíço, que ainda não tem uma asset no Brasil, tem um comitê de investimento que analisa a estratégia e a performance dos gestores, que são convidados a alinhar os interesses dos clientes com do fundo. A Zurich tem um total de reservas de R$ 2,4 bilhões, em fundos distribuídos em diversas plataformas de bancos, family office e agora com duas parceiras com propostas diferenciadas em planos corporativos. “Nosso foco está na distribuição e gestão de fundos de terceiros, consolidando o trabalho deste grupo de atores para levar uma boa proposta aos clientes”, afirma.
Lima cita que a grande vantagem de ter parcerias como essas com a Onze e com a Genial é que esses gestores oferecem assessoria financeira para os colaboradores das empresas clientes. “A reforma da previdência deixou claro que é preciso que cada indivíduo cuide de sua aposentadoria. Enquanto entidades como a CNseg, a confederação das seguradoras, investem em educação financeira para que as pessoas entendam a importância de ter o hábito de poupar para o curto e longo prazo, as gestoras inovam no lançamento de fundos que atendam o ciclo de vida das pessoas de todas as classes sociais”, cita.
No ano, até setembro, o saldo da captação líquida dos fundos de previdência está positivo em R$ 22,6 bilhões, apesar de mostrar queda de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Há fundos que contam com depósitos mensais de R$ 50. Em relação aos perfis de investimentos, há opções diversas como papeis vinculados à inflação, crédito, ações, ativos no exterior, entre outros”, comenta. “Agora o que precisamos é aprimorar a educação financeira para que as pessoas criem o hábito de poupar, nem que seja R$ 50 por mês, que já fará uma grande diferença no momento de pendurar a chuteira”.
As PMEs representam cerca de 30% da receita de seguro de vida em grupo da seguradora
A Zurich acelerou a digitalização de vários processos que estavam em andamento com a pandemia para facilitar as vendas pelos corretores. Um deles envolveu a simplificação da contratação do seguro Vida Empresa PME, que desde de novembro pode ser com assinatura por certificação digital, desde que seja válida pela ICP Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas). “Com essa novidade, não será mais necessário que a proposta seja assinada e depois escaneada para enviar à seguradora, o que proporciona agilidade e facilidade para a empresa e corretores parceiros”, comenta o diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, Fabiano Lima.
Pode parecer algo simples, mas a assinatura digital ajudou a elevar em 92% as vendas dos seguros de vida empresarial entre janeiro a setembro deste ano comparado ao mesmo período do ano passado, informa Lima. Segundo ele, a Zurich tem investido maciçamente em tecnologia, na prestação de serviços aos clientes e nas facilidades para o dia a dia dos parceiros de negócios. “O grupo respira inovação e o resultado disso beneficia a todos. Os corretores têm mais facilidade na venda de proteções financeiras aos seus clientes, que por sua vez evitam dores de cabeça das empresas que ofertam este benefício aos seus funcionários”, explica.
Além das coberturas básicas de morte natural e acidental, o seguro Vida Empresa PME da Zurich conta com coberturas para casos de rescisão trabalhista, invalidez funcional por doença, assistência funeral, cesta básica, serviços de assistência viagem 24h, despesas diversas, filhos póstumos e inclusão automática de cônjuge e filhos.
Lima cita que o produto foi desenhado para atender as necessidades das pequenas e médias empresas (PME) e conta ainda com diferenciais, como um Cotador Online flexível e de fácil utilização. “A rotatividade nas pequenas e médias empresas é uma realidade. Para elas, criamos o capital global, no qual não é preciso informar à seguradora mês a mês as contratações e desligamentos. Isso desburocratiza o processo e em caso de indenização temos outras formas de checar as informações, com o formulário usado pelas empresas para fundo de garantia, por exemplo”, cita.
As PMEs representam cerca de 30% da receita de seguro de vida em grupo na Zurich, crescimento de três pontos percentuais sobre os 27% de um ano atrás. Para 2021, Lima acredita que as vendas continuarão em alta diante da maior consciência das companhias sobre a importância de ofertar aos funcionários um seguro de vida, bem como pelo maior interesse dos corretores de seguros em ampliar a oferta do produto a seus clientes. “O corretor é o grande catalisador desta demanda e certamente esta tendência permanecerá em 2021”.
A Zurich Insurance concordou em comprar os negócios de seguros patrimoniais da MetLife nos EUA por US$ 3,94 bilhões, disseram as seguradoras nesta sexta-feira, depois que a pandemia COVID-19 tornou as seguradoras de automóveis e residências mais lucrativas.
As seguradoras de automóveis e residências tiveram uma sorte inesperada, pois as restrições do governo para conter a propagação da infecção reduziram o número de pedidos de indenização por acidentes e roubos. As seguradoras, como a Zurich, por outro lado, têm enfrentado reclamações pesadas de cancelamento de eventos e lucros cessantes, com taxas de prêmio em alta.
“É uma aquisição que complementa muito bem o que vemos no lado comercial, onde o mercado está endurecendo”, disse o CEO da Zurich, Mario Greco, em uma teleconferência para a mídia. A seguradora suíça contribuirá com US$ 2,43 bilhões para o negócio por meio de sua unidade Farmers Group Inc (FGI), enquanto a Farmers Exchanges contribuirá com US$ 1,51 bilhão.
O negócio dará a Farmers Exchanges, para a qual a FGI fornece certos serviços administrativos e de gestão, uma presença nacional nos Estados Unidos e acesso a novos canais de distribuição, disse Zurich. Isso também ajudará a Zurich a cumprir suas metas de crescimento para 2022.
O diretor financeiro George Quinn disse que as metas da seguradora não dependiam de aquisições, mas “podem acelerar o que estamos procurando alcançar”. O presidente e CEO da MetLife, Michel Khalaf, disse que a venda permitiria à seguradora de vida “se concentrar em nossos principais pontos fortes”.
O negócio é o mais recente do setor. A Tryg da Dinamarca e a Intact Financial do Canadá estão comprando a seguradora imobiliária britânica RSA, e a Sampo da Finlândia e a Rand Merchant Investment da África do Sul estão comprando a Hastings da Grã-Bretanha.
Os analistas da KBW consideraram a transação um “grande negócio estratégico”, mas reiteraram sua classificação de desempenho inferior para as ações. O negócio da MetLife a ser adquirido inclui 2,4 milhões de apólices, US$ 3,6 bilhões de prêmios emitidos líquidos em 2019 e 3.500 funcionários.
A Zurich disse que queria financiar a parte da FGI no negócio por meio de uma combinação aproximadamente igual de recursos internos e dívida híbrida. A conclusão da transação está sujeita a aprovações regulatórias e está prevista para ocorrer no segundo trimestre de 2021.
Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn(USP) e Sérgio Vale (MB Associados) sinalizam perspectivas para 2021
Emprego e renda, duas variáveis afetadas pela pandemia e estratégicas para o setor de seguros, precisam recuperar a trajetória positiva. Quais os caminhos para os severos danos produzidos? A convite da Revista de Seguros, três especialistas refletem sobre o tema: os economistas Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn(USP) e Sérgio Vale (MB Associados).
“É preciso criar um ambiente convidativo para o investimento privado. E, se isso acontecer, teremos décadas de intenso crescimento, puxado pela infraestrutura”, assinala Hélio Zylberstajn.
A retomada do crescimento, portanto, é única saída para a crise do emprego e renda. Grave e desigual. “É a primeira vez nos últimos trinta anos que a maioria das mulheres está fora da força de trabalho. Algumas das ocupações e atividades mais afetadas têm predominância feminina”, destaca Marcos Hecksher Ipea.
Com medo do cenário, os brasileiros relacionam-se com os hábitos de consumo em dias de enormes incertezas. “Dizem que o brasileiro está poupando mais e que sobrará dinheiro para consumir. Mas muitos estão poupando até como efeito do desemprego, pelo receio do que vem pela frente”, concorda Sérgio Vale.
Na entrevista da Revista de Seguros nº 914, disponível no portal da CNseg, os números demonstram o tamanho do desafio: a pandemia trouxe mais de 13 milhões de desempregados. A taxa de desocupação subiu para 13,8% no trimestre encerrado em julho, contra 11,8% no mesmo período de 2019. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata-se da maior taxa da série histórica, iniciada em 2012
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