Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn(USP) e Sérgio Vale (MB Associados) sinalizam perspectivas para 2021
Emprego e renda, duas variáveis afetadas pela pandemia e estratégicas para o setor de seguros, precisam recuperar a trajetória positiva. Quais os caminhos para os severos danos produzidos? A convite da Revista de Seguros, três especialistas refletem sobre o tema: os economistas Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn(USP) e Sérgio Vale (MB Associados).
“É preciso criar um ambiente convidativo para o investimento privado. E, se isso acontecer, teremos décadas de intenso crescimento, puxado pela infraestrutura”, assinala Hélio Zylberstajn.
A retomada do crescimento, portanto, é única saída para a crise do emprego e renda. Grave e desigual. “É a primeira vez nos últimos trinta anos que a maioria das mulheres está fora da força de trabalho. Algumas das ocupações e atividades mais afetadas têm predominância feminina”, destaca Marcos Hecksher Ipea.
Com medo do cenário, os brasileiros relacionam-se com os hábitos de consumo em dias de enormes incertezas. “Dizem que o brasileiro está poupando mais e que sobrará dinheiro para consumir. Mas muitos estão poupando até como efeito do desemprego, pelo receio do que vem pela frente”, concorda Sérgio Vale.
Na entrevista da Revista de Seguros nº 914, disponível no portal da CNseg, os números demonstram o tamanho do desafio: a pandemia trouxe mais de 13 milhões de desempregados. A taxa de desocupação subiu para 13,8% no trimestre encerrado em julho, contra 11,8% no mesmo período de 2019. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata-se da maior taxa da série histórica, iniciada em 2012


















